terça-feira, 31 de outubro de 2017
Procuradora de Argentina renuncia tras persecución de Macri
TeleSUR - La procuradora general de Argentina, Alejandra Gils Carbó, presentó este lunes su renuncia al cargo, en medio de persecuciones judiciales y políticas por parte del Gobierno del presidente de Argentina, Mauricio Macri.
Mediante una carta dirigida a Macri, Gils Carbó presentó su renuncia que se hará efectiva a partir del próximo 31 de diciembre, para según evitar que el Gobierno argentino modifique el Ministerio Público Fiscal. "Lo hago para disuadir reformas", aseguró.
"A esta altura de los acontecimientos estoy persuadida de que mi permanencia en el cargo redunda en decisiones que afectarán de manera sustancial la autonomía del Ministerio Público Fiscal", acotó.
La procuradora argentina, quien laboró durante 20 años en la institución y más de 30 en el servicio de administración de justicia, subrayó que trabajó "incansablemente" para consolidar el mandato de los constituyentes "al jerarquizar esta institución como una autoridad de la Nación independiente y autónoma".
"Con la esperanza de que esta decisión disuada reformas que, amén del debilitamiento señalado, rompan el equilibrio que debe regir el sistema de administración de justicia, doy por finalizada mi labor en el Ministerio Público Fiscal", concluyó la Procuradora.
Gils Carbó venía afrontando numerosos pedidos de renuncia por parte de la Administración de Macri, quienes aseguraban que su salida daría "más garantías constitucionales" a la investigación en la que está involucrada por supuestas irregularidades en compra de edificio para el organismo.
Resistencia palestina promete vengarse por nuevo ataque israelí
Integrantes de las Brigadas de Al-Quds, rama armada del Movimiento de Yihad Islámica Palestina durante un desfile en Gaza.
Los grupos de la Resistencia palestina refirmaron su disposición de hacer frente a la agresión israelí y de vengarse por la muerte de sus mártires.
“Nos reservamos el derecho a responder a la agresión cometida hoy por la ocupación (israelí)”, advirtió el Movimiento de Yihad Islámica Palestina en un comunicado emitido el lunes.
La nota repudia el bombardeo del ejército israelí contra un túnel construido por el Movimiento de Resistencia Islámica de Palestina (HAMAS) en la Franja de Gaza, que causó la muerte de ocho palestinos.
El “régimen de la ocupación debería ser consciente de que continuaremos trabajando para fortalecer nuestras capacidades con miras a proteger a nuestra gente”, enfatiza el Movimiento Yihad Islámica Palestina.
Mientras tanto, HAMAS, en un mensaje en Twitter, se refirió al bombardeo israelí como “una nueva guerra contra el pueblo de Gaza”.
Conforme al Ministerio de Salud de Palestina, entre los fallecidos, siete pertenecían a las Brigadas Al-Quds, brazo armado de la Yihad Islámica, mientras que el octavo era de las Brigadas Ezzedin al-Qassam, el brazo armado de HAMAS.
Las Brigadas Al-Quds pusieron en alerta a todas sus fuerzas y uno de sus comandantes declaró que la Resistencia seguirá la lucha para defender su tierra.
Entretanto, un vocero del Frente Popular para la Liberación de Palestina (FPLP) en la Franja de Gaza llamó a una reunión urgente a todas las facciones palestinas para debatir sobre la respuesta adecuada a la última ofensiva israelí.
Para sortear el bloqueo israelí, HAMAS y otros grupos excavan túneles subterráneos en la frontera de Gaza con los territorios palestinos ocupados por Israel, y con fines comerciales en la linde con Egipto.
Las fuerzas de guerra israelíes (IDF, por sus siglas en inglés) bombardean de manera frecuente la bloqueada Franja de Gaza, enclave que todavía no se ha recuperado de la mala situación humanitaria en la que está inmersa desde la última guerra israelí entre julio y agosto de 2014.
mjs/ncl/mnz/hnb/HispanTv
segunda-feira, 30 de outubro de 2017
O QUE QUEREM OS MILITARES?
Por José Dirceu, para o 247
É hora de dialogar com os militares. Há anos Bolsonaro faz proselitismo nas escolas e entre os oficiais. Vamos lembrar que ele foi eleito pela primeira vez defendendo os salários e as condições de trabalho das Forças Armadas. Depois evoluiu para uma plataforma anticomunista e antipetista, saudoso da ditadura e defensor da tortura, homofóbico, machista e violento. Fez história no parlamento por suas bravatas e ameaças, infelizmente toleradas pela maioria dos deputados.
Agora, caminhamos para ter novos candidatos e atores políticos oriundos da caserna. Destacam-se Mourão e Heleno, ambos generais como o comandante Villas Bôas, que depois de uma fala no Senado - quando expôs um projeto de desenvolvimento nacional, natural em se tratando das Forças Armadas, dos militares - escorregou ao, na prática, apoiar a fala de Mourão favorável à intervenção militar, nome medroso para golpe e ditadura militar.
O que determina e o que expressa hoje o ativismo político entre militares de alta patente? Que sentido teriam as Forças Armadas brasileiras se não defendessem um projeto de nação, de desenvolvimento, a soberania nacional, o pré-sal, a Amazônia, a Amazônia Azul, a indústria de defesa nacional, nossas fronteiras, nosso papel na América do Sul? Nenhum! Seriam apenas polícias a serviço de facções que detêm ou disputam o poder.
Não devemos esquecer a história: é obrigação de quem se diz de esquerda e/ou nacionalista.
Nossos militares fundaram a República e a retomaram em 1930. Governaram com Getúlio, chefe da revolução, presidente constitucional e ditador no Estado Novo. Depois o derrubaram em 1945, mas não eram um partido único e unificado. Nas décadas de 20 e 30 eram, em sua maioria, apoiadores da Velha República. Os tenentes se levantaram em armas e forjaram uma hegemonia em aliança com os civis, que representam a nova e nascente burguesia industrial e agrária. Para simplificar, é óbvio.
Reflexo da disputa na sociedade e no mundo, dividiram-se entre nacionalistas, estatistas e entreguistas privatistas, entre industrialistas e agraristas - estes sempre ligados aos Estados Unidos e à “vocação” agrária do Brasil. Uma bobagem, como a que ouvimos hoje a respeito da inevitabilidade da adesão do Brasil à hegemonia norte-americana e à austeridade.
Também houve uma segunda divisão entre os germanistas (pró-fascistas) e os americanistas (pró-democracia), de novo para simplificar.
Getúlio, que tinha noção e consciência nacional, negociou a entrada do Brasil na guerra ao lado dos aliados em troca do Brasil de hoje, do binômio aço e energia, pavimentando a fundação da Petrobras, da Eletrobrás e do BNDES. Daí o ódio de nossos liberais de araque - que hoje são banqueiros e financistas e vivem do sangue do povo.
Lênin dizia que o socialismo era aço+energia+soviets. Getúlio sabia que o Brasil só seria uma nação independente se industrializado e soberano, capaz de financiar seu desenvolvimento e dominar suas riquezas, começando pelo seu mercado interno e sua cultura, a educação e a ciência.
Divididas, as Forças Armadas participaram e foram decisivas nas disputas políticas do país entre 1946 e 1964. Suas facções reacionárias e ligadas à direita udenista (pró-américa do norte) tentaram dar golpes em 54, 55, 57 e 61, exigindo maioria absoluta, que não era constitucional, para Getulio tomar posse. Também tentaram impedir a posse de JK. Lott deu um contragolpe e empossou, na prática, JK. Mais adiante, as Forças Armadas tentaram impedir a posse de Jango em 61, após apoiar o vitorioso Jânio, que depois renunciou. Por fim, deram o golpe em 64.
Um ponto que merece atenção: após o golpe, expurgaram das Forças Armadas milhares de oficiais e suboficiais democratas, nacionalista, comunistas. Bastava não ser reacionário e de direita para ser expulso. O resto é história e todos nós sabemos como foi a ditadura, seus crimes, a corrupção - como nunca se havia visto e encoberta pela censura e a repressão.
Mas atenção. Há vida inteligente nas Forças Armadas, seja de direita ou não, mas há. Há ainda seu DNA: sem projeto de nação e de soberania, elas perdem sua razão de ser e se transformam em polícia ou guarda pretoriana de presidentes e ditadores civis, como aconteceu em diferentes países.
Não vamos esquecer que o sucessor de Getúlio, em 1946, foi Dutra, que com ele governou durante todo o Estado Novo. E só foi eleito porque tinha o apoio de Getúlio. Mudou totalmente a política econômica entregando-se às diretrizes do império do norte e depois entregou o poder ao mesmo Getúlio - agora eleito democraticamente - nacionalista e carregado pelo povo até o Catete.
Na ditadura de 64 predominou, no início, a famosa “Sorbonne”, a Escola Superior de Guerra e seu ideólogo, Golbery de Couto e Silva, sua geopolítica e projeto de nação. Não é por nada que nossa direita, sempre quando pôde, atacou Geisel e seu II Plano de Desenvolvimento, que consolidou nossa indústria de base, sua política externa e o rompimento do acordo militar com os Estados Unidos, posterior ao Acordo Nuclear com a Alemanha.
É claro que era uma ditadura e nós lutamos contra ela, inclusive de armas nas mãos. Os entreguistas de direita, não. Esses apoiaram e sustentaram o regime ditatorial enquanto ele servia a seus interesses e riqueza. E ainda hoje sustentam qualquer tiranete ou usurpador, desde que continue a sangria dos juros altos e do rentismo. Realidade cada dia mais clara, apesar de censurada pela mídia monopolista.
A questão militar esteve sempre presente. Foi assim de 1889 a 1985. Ficou submersa nos últimos 30 anos nas casernas, nas escolas militares, nos serviços de inteligência das Forças Armadas, na Escola Superior de Guerra renovada, nas ações internas e externas - como a missão no Haiti e a presença dos militares na Amazônia - e na Indústria de Defesa Nacional.
O que nós de esquerda devemos perguntar aos militares é a quem eles querem servir: ao povo e à nação ou à facção financista e rentista que assaltou o poder? Que rasgou a Constituição e o pacto social e que destrói, dia a dia, a soberania nacional, entregando de mão beijada para o capital externo nossas empresas - estatais ou não -, nossas riquezas minerais, nossas terras férteis.
Um arranjo golpista que destrói nossa cultura e estado de bem-estar social e é incapaz de manter a ordem e a segurança pública - até porque sem crescimento, emprego, distribuição de renda e bem-estar social isso é impossível.
Não devemos nos assustar com fala de Mourão e Heleno, com a reação apaziguadora de Villas Bôas e com o silêncio dos covardes. Devemos travar o combate político e de ideias.
Só mesmo ingênuos ou cegos poderiam acreditar que não haveria politização das Forças Armadas no quadro de decomposição do Congresso Nacional - que deu o golpe e colocou no poder a camarilha do Temer – e de uma Suprema Corte incapaz de cumprir a Constituição e de deter o estado policial que setores do MPF e da magistratura, a pretexto de combater a corrupção, impuseram ao país com o beneplácito e a cumplicidade do próprio STF. E com instigação da mídia, a mesma que, como ontem, hoje se joga de corpo e alma no golpe e que, amanhã, atribuirá toda a culpa deste crime histórico aos Moros e Deltans da vida.
Eles - os ricos e os donos do poder, do dinheiro e da informação – são os verdadeiros responsáveis pela tragédia por que passa a nação brasileira.
Outra indagação aos militares, que devemos sempre destacar, difundir e propagar, é se eles cumprirão com o sagrado dever de defender a pátria, a nação e a Constituição ou se serão guiados pelos gritos histéricos de um Bolsonaro. Ou, ainda, se eles aceitarão, mais uma vês, ser engabelados por um novo demagogo da estirpe de João Doria.
Deixarão seguir a marcha insensata e traidora da venda do patrimônio nacional, do rebaixamento do Brasil a um país alienado aos Estados Unidos, sem futuro e sem esperança, ou retomarão o fio da história em defesa de um projeto de nação, com o povo em primeiro lugar, em defesa de nossas riquezas e, inclusive, do povo armado que deve ser as Forças Armadas?
Ou há disciplina e hierarquia nas Forças Armadas, com elas servindo ao poder civil e à Constituição, ou haverá luta, divisão, facções, com disputa dentro delas e por elas. É o que nossa história nos ensina. Não nos iludamos para não sermos pegos de surpresa e servir aos desígnios dos que usam e abusam dos militares para seus próprios fins e não aos da pátria.
Ibope: a força de Lula e o desespero dos adversários
Tereza Cruvinel - Brasil 247
Esta primeira pesquisa Ibope sobre a sucessão presidencial representa uma espécie de marco zero da corrida, e Lula larga com vários corpos de vantagem sobre todos os concorrentes. Certamente por isso mereceu tão pouco destaque por seu patrocinador, jornal O Globo. É preciso olhar com mais atenção para a consulta espontânea do que para a estimulada para se constatar claramente que a força de Lula provoca o desespero de seus adversários. Na pesquisa espontânea, quando o eleitor declara sua preferência sem consultar uma cartela com nomes, o ex-presidente obtém 26%, praticamente três vezes mais que o segundo colocado nesta modalidade, Jair Bolsonaro (9%), 13 vezes mais que Marina Silva (2%), enquanto todos os outros candidatos ficam com apenas 1%. A pesquisa espontânea, quando falta muito tempo para o pleito, é o indicador mais consistente da solidez de uma candidatura. Ou seja, Lula é a única força eleitoral realmente viva no quadro eleitoral e Bolsonaro a encarnação anêmica, porém melhor sucedida, do anti-lulismo.
A segunda caravana de Lula, que se encerra nesta segunda-feira em Belo Horizonte, depois de um périplo pelo interior recolhendo apoio e carinho dos mineiros, aponta para outra realidade indiscutível. Neste Brasil entorpecido pelos efeitos do golpe e do governo imoral de Michel Temer, só Lula consegue mobilizar o povo, enquanto Temer e Aécio engordam índices de rejeição Apesar da Lava Jato e da fuzilaria que ele tem enfrentado, nem partidos, nem sindicatos e movimentos sociais, e muito menos outros candidatos conseguem, como Lula, tirar as pessoas de seu recolhimento depressivo para externar a esperança na redenção do país.
Faltando um ano para o pleito, na pesquisa estimulada Lula ganha de todos os possíveis concorrentes em todos os cenários, e surge cristalina a possibilidade de vitória em primeiro turno. Ele obtém de 35% a 36%, dependendo do elenco na cartela, ao passo que Bolsonaro varia de 15% a 18%, também segundo a variação dos candidatos. Bem depois vem Marina Silva, variando de 8% a 11%, e na lanterna, embolados (variando de 5% a 7%), Ciro Gomes, Geraldo Alckmin, João Doria e Luciano Huck. A inclusão do nome de Huck na pesquisa mostra o desespero da elite conservadora para encontrar um anti-Lula mais palatável que Bolsonaro e mais competitivo que os dois tucanos. Mas como não há tempo para a fabricação deste nome, apesar do experimento com o global Huck, resta a aposta na inabilitação de Lula, embora isso também não resolva o problema do outro lado. PSDB, DEM e outros parceiros foram triturados pela aventura golpista em que se meteram e Lula, mesmo impedido de concorrer, tem força para alavancar outra candidatura petista levando-a ao segundo turno.
Se Lula puder ser candidato, em algum momento, assim como ocorreu em 2002, a elite nacional terá que enfrentar um dilema: ou assimila sua volta, dentro de um pacto para desatar os nós políticos e econômicos que asfixiam o Brasil, ou dá um salto no escuro, abraçando um dos candidatos que carecem das condições básicas para liderar um projeto restaurador. A todos eles falta algo essencial. Ou projeto, ou legitimidade ou credibilidade.
Lula, até agora, tem mobilizado multidões apenas pregando a revisão dos retrocessos impostos por Temer e alguns temas laterais, como a regulação da mídia, que não chegam a motivar o eleitorado. O momento começa a cobrar também dele a apresentação de um programa mais claro e objetivo, que contenha as linhas gerais do que faria para realmente unificar o Brasil e recolocá-lo no leito do projeto interrompido, de crescimento com inclusão e redução das desigualdades que limitam a construção de uma nação efetivamente democrática e desenvolvida.
A Fundação Perseu Abramo, do PT, é que tem se ocupado mais desta tarefa mas, para alargar a candidatura de Lula e sua viabilidade, a construção deste programa também precisa ser ampliada, incluindo nomes e forças que ultrapassem a fronteira do petismo. Em 2018, dificilmente Lula firmará uma aliança com forças de centro, como em 2002. Desta vez, a prioridade será unificar as forças progressistas, e não apenas a esquerda partidária, na formulação de um programa que possa funcionar como pilar de uma pactuação contra o atraso representado pelo golpe e pelo governo que ele produziu.
O que o IBOPE revela, com esta pesquisa, é a força inconteste de Lula e as razões de seus adversários para se desesperar, apelando até para um Luciano Huck, que como candidato seria o tipo mais nefasto de out sider: desprovido de todos os requisitos para o cargo mas apoiado por um colossal poder midiático, o da Globo.
Capitão Sergio Macaco, o paraquedista que salvou mais de 10 mil vidas na ditadura
Há 25 anos o STF promoveu o oficial que fora preso e reformado pelo AI-5 na ditadura, ao posto de brigadeiro. Fez justiça a um dos heróis nacionais mais injustiçados pela mídia e pelas Forças Armadas.
O Brigadeiro Burnier, acusado de ser autor do plano daquele que poderia vir a ser o maior atentado terrorista da história do Brasil, negou denúncias de envolvimento no diabólico plano.
Conheça a seguir a história real da destruição e explosão do Gasômetro no Rio de Janeiro, durante a ditadura militar.
Paulo Metri, em seu blog
“Gasômetro explodiu”, “Mais de 10.000 mortos com a explosão do Gasômetro”, “Destruição por explosão no Centro do Rio” e “Ataque comunista explode o Gasômetro” foram algumas das manchetes de jornais e das chamadas de telejornais em um dia de junho de 1968.
O corpo das notícias foi: “Quem sobreviveu à explosão do Gasômetro nunca a esquecerá”, “A um quilômetro do centro da explosão, ainda eram encontrados sinais do impacto da onda de choque criada por ela”, “Cenário lembra Hiroshima após a detonação da bomba atômica”, “Gasômetro explodiu na hora de maior congestionamento na área da rodoviária Novo Rio” e “Guerrilheiros comunistas foram os autores do maior atentado já ocorrido no Brasil”.
Isto tudo ocorreu em um mundo paralelo no qual o Capitão Sergio Macaco aceitou a ordem de seu superior da Aeronáutica.
Para a felicidade dos que residiam ou vinham frequentemente ao Rio de Janeiro, em junho de 1968, no nosso mundo, este capitão da Aeronáutica teve o discernimento, a sensibilidade e a coragem de colocar o respeito à humanidade acima do respeito à hierarquia militar.
O Capitão Sergio Macaco salvou mais de 10.000 vidas, que seriam impactadas no primeiro momento, e um número incalculável de vidas dos descendentes.
Sergio Ribeiro Miranda de Carvalho era militar de carreira da Aeronáutica, com o posto de Capitão em 1968 e era chamado de Capitão Sergio Macaco, sem que esta alcunha o desagradasse. Na época, comandava o Para-Sar, batalhão de elite de paraquedistas da Aeronáutica, especializado em resgate e salvamento.
Era considerado um dos mais obstinados e admirados oficiais da Força.
Certo dia, foi chamado pelo Brigadeiro João Paulo Burnier, então Chefe de Gabinete do Ministro da Aeronáutica, Marcio de Souza e Mello, durante o governo Costa e Silva. O Brigadeiro Burnier planejava a ação típica de guerrilha de explosão do Gasômetro para ser atribuída a militantes de esquerda e, com isso, a sociedade aceitar o endurecimento da ditadura.
No Gasômetro, era produzido o gás que era injetado na rede de gás canalizado da cidade. Na época, havia a necessidade de estocagem deste gás que, com o uso crescente do gás natural, ela diminuiu.
Pelo nível da estocagem, admitindo-se que seria uma explosão planejada para causar o máximo dano e considerando o número provável de pessoas que estariam na região, estimou-se que ocorreriam dezenas de milhares de óbitos.
Quando o nosso herói, Capitão Sergio Ribeiro Miranda de Carvalho recebeu a ordem de explodir o Gasômetro, mesmo estando consciente da repercussão que a negativa a esta ordem representaria, ou seja, ele colocaria no lixo a sua carreira, até então brilhante na Aeronáutica, respondeu que não atenderia a ordem.
Foi uma opção consciente, pois preferiu não ser o assassino de um número expressivo de pessoas, abrindo mão de algo extremamente valioso para ele, a continuidade da sua carreira.
Notícia de tamanha expressão foi transmitida pelo jornal Correio da Manhã.
Ao saber do ocorrido, o Brigadeiro Eduardo Gomes apoiou o Capitão Sérgio Macaco. No entanto, o apoio pouco adiantou, pois a história do Capitão foi negada pela Aeronáutica, que buscou caracterizá-lo como um insubordinado. O herói acabou sendo reformado pelo AI-5, em 1969, perdendo a patente e o soldo.
Depois de penosa tramitação pela Justiça, em 1992, o Supremo Tribunal Federal reconheceu os direitos do Capitão, estabelecendo que ele deveria ser promovido a Brigadeiro, posto que teria alcançado se tivesse permanecido na ativa.
O então ministro da Aeronáutica, o Brigadeiro Lélio Lobo, ignorou a decisão da corte, sendo o STF obrigado a mandar um ofício exigindo o cumprimento da lei.
O Brigadeiro Lobo novamente se recusou a cumprir, transferindo o problema para o Presidente da República, à época Itamar Franco, que por sua vez protelou a decisão até que o Capitão Sérgio Macaco morreu de câncer em 1994, sem ver sua reintegração à Aeronáutica e a simultânea promoção a que tinha direito.
Em 1997, a família do Capitão Sérgio Macaco foi indenizada pelo governo com o valor relativo às vantagens e soldos que ele deixou de receber entre os anos de 1969 e 1994.
Chegou a ser reconhecido como um herói nacional por algumas entidades. O Clube de Engenharia foi uma das que o homenagearam em vida.
O partido político PDT o acolheu, dando inclusive a legenda para ele se candidatar. Ele chegou a ser o primeiro suplente de deputado federal pelo PDT, tendo assumido o mandato algumas vezes.
Em 1985, recebeu a primeira homenagem pública de vulto: o título de “Cidadão Benemérito do Rio de Janeiro”, concedido pela Assembleia Legislativa do Estado.
Excetuando políticos, que, com suas decisões econômicas e sociais, podem postergar ou antecipar a morte de milhões de brasileiros, o Capitão Sergio Ribeiro Miranda de Carvalho foi o cidadão que mais salvou vidas no Brasil.
Se você vivia ou transitava pelo Rio de Janeiro em junho de 1968, deve agradecer ao Capitão Sergio Macaco por ter, talvez, salvado a sua vida e, como consequência, as de seus descendentes ainda não nascidos.
O Governo brasileiro deveria, em ato bastante simbólico, conceder, post mortem, ao Capitão Sergio Ribeiro Miranda de Carvalho o posto de Brigadeiro da Aeronáutica. Implicitamente, estaria reconhecendo que a ditadura chegou a planejar a explosão do Gasômetro.
Paulo Metri é conselheiro do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro
Especialistas russos destroem em 24 horas quase 1.000 bombas na Síria
Em apenas um dia, sapadores das Forças Armadas da Rússia conseguiram destruir mais de 960 minas terrestres colocadas na cidade síria de Deir ez-Zor, segundo informou o Centro Russo para a Reconciliação na Síria nesta quinta-feira, 26.
"Durante as últimas 24 horas, 33 hectares de terra na cidade e seus subúrbios, 6 km de estradas e 35 edifícios foram rastreados para (detecção de) dispositivos explosivos. Como resultado, 963 explosivos foram localizados e desarmados", disse o porta-voz do centro.
Ainda de acordo com o boletim, ao todo, os especialistas russos já inspecionaram 741,2 hectares de terra, 182,6 km de estradas e 1.522 edifícios, localizando e desarmando 37.517 explosivos na área de Deir ez-Zor. Entre os edifícios limpos, estão incluídos um hospital, uma universidade, duas escolas, três instalações energéticas e duas estações de radiodifusão.
Sputnik Brasil
Folletos norcoreanos en Seúl: Trump es un enfermo mental e idiota
Un folleto encontrado en Seúl (la capital surcoreana) con frases insultantes contra el presidente de EE.UU., Donald Trump.
Corea del Norte ha dejado caer en Seúl un gran número de folletos publicitarios en los que describe a Donald Trump como un ‘enfermo mental’.
Según informó el domingo el periodista de Reuters en Corea de Sur, James Pearson, se han encontrado numerosas notas de propagandas en el centro de Seúl (la capital surcoreana) con diversas frases insultantes que muestran un odio hacia el presidente de EE.UU., Donald Trump.
De acuerdo con las imágenes emitidas por Pearson, los panfletos fueron embutidos en globos y contenían papeletas con el nombre del presidente estadounidense en las que le calificaba de “enfermo mental” e “idiota”.
Corea del Norte ha lanzado con frecuencia desde sus fronteras mensajes que a menudo contienen sentimientos antiestadounidenses, alentando a los surcoreanos a cortar las relaciones con Washington.
La última vez que Pyongyang lanzó panfletos con propaganda fue a mediados del corriente mes de octubre, cuando lanzaron en territorio surcoreano imágenes macabras de Trump, a quien comparaban con un perro.
La escalada de tensiones entre Pyongyang y EE.UU. ha alcanzado su pico últimamente después de que Trump amenazó el pasado septiembre con “destruir totalmente” Corea del Norte, si fracasan todos los intentos de “desnuclearización” de Pyongyang y se burló del líder norcoreano, Kim Jong-un al describirlo como “un hombre cohete en una misión suicida para sí mismo y su país”.
En respuesta, Kim dijo que haría pagar caro al “trastornado mental” (Trump) por su discurso antinorcoreano en plena sesión de la Asamblea General de las Naciones Unidas (AGNU).
myd/ktg/tas/HispanTv
¿Declaró EE.UU. la liberación de Raqa de los terroristas solo para ocultar sus verdaderos planes?
Damasco denuncia que Raqa permanece ocupada y que decenas de miles de personas han sido desplazadas.
EE.UU. "engaña a la comunidad internacional sobre sus verdaderas intenciones en Siria, y viola groseramente" la soberanía del país árabe, ha denunciado el Ministerio de Exteriores sirio en una nota de protesta enviada este domingo al Consejo de Seguridad de la ONU.
En el documento, citado por la agencia SANA, resalta que las afirmaciones de Washington y su coalición internacional, respecto a la "supuesta" liberación de Raqa de manos de los terroristas, y sus apresurados llamados para reconstruir esa ciudad siria, tiene como objetivo "disuadir la opinión pública mundial de los crímenes que ellos están cometiendo allí".
"Raqa permanece ocupada, el 90% de la ciudad ha sido destruida por los bárbaros bombardeos de la coalición internacional, y decenas de miles de residentes de esta ciudad han sido desplazados de sus hogares para convertirse en refugiados", lamenta el Ministerio.
Además subraya que Raqa "será libre solo cuando las tropas sirias y sus aliados, que en realidad luchan contra los terroristas, entren" en esa ciudad. Al mismo tiempo instó a la comunidad internacional a exigir que EE.UU. acate las resoluciones del Consejo de Seguridad, las cuales piden a todos respetar la soberanía e integridad territorial de Siria.
Según una investigación publicada en agosto pasado por 'The Intercept', los ataques aéreos estadounidenses han sido implacables sobre esa ciudad, cobrándose la vida de familias enteras. Mientras que la organización de monitoreo periodístico AirWars estima que, solo entre junio y octubre de este año, en Raqa han muerto al menos 1.300 civiles como resultado de los ataques de la coalición internacional liderada por Washington.
La presencia en territorio sirio de las tropas estadounidenses y de los países que forman parte de la coalición internacional es considerada ilegítima y contraria al derecho internacional. Al contrario, las fuerzas rusas, iraníes y otras fuerzas aliadas sirias están legalmente en Siria, por invitación de la autoridad estatal reconocida por la ONU.
Actualidad RT
El 'Triángulo del Diablo', el juego político que Washington comenzó en Siria
La futura ofensiva a la ciudad siria de Abu Kamal planeada por las fuerzas de la coalición estadounidense permitirá a Washington alcanzar sus importantes objetivos estratégicos en la región.
Representantes de la coalición liderada por EE.UU. que lucha contra los terroristas en Siria anunciaron que están empezando un ataque contra Abu Kamal, una ciudad de importancia estratégica en la frontera con Irak que constituye "el último bastión del Estado Islámico en Siria". El representante oficial de la coalición, Ryan Dillon, dijo que los combatientes kurdos de las Fuerzas Democráticas Sirias, apoyadas por Washington, se preparan para atacar la localidad, situada en el sureste de Siria. Según sus palabras, la ofensiva empezará en cuanto los kurdos sean capaces de fortalecer sus posiciones en la zona recuperada cerca del yacimiento de petróleo de Al Omar.
"Abu Kamal es la última ciudad grande bajo el control del Estado Islámico después de la caída de Deir ez Zor y Mayadin. Creo que esta ofensiva debería poner fin a la guerra con el EI", dijo a RT el presidente de la Sociedad de Amistad y Cooperación de Negocios con los Países Árabes, Viacheslav Matúzov. Es notable la intención de EE.UU. de atacar precisamente Abu Kamal mientras todavía hay otras ciudades bajo el control de los terroristas que están situadas mucho más cerca de las posiciones de las Fuerzas Democráticas Sirias.
Las tropas sirias también avanzan hacia Abu Kamal, pero están llegando desde dos direcciones: desde el norte a lo largo del valle del Éufrates y desde la provincia de Homs, al oeste de la ciudad.
"Hacer imposible el sueño iraní"
Igual que otras partes de la provincia de Deir ez Zor, la región de Abu Kamal cuenta con yacimientos de petróleo. Pero no solo estos yacimientos atraen la atención de los estadounidenses y los sirios, sino también el hecho de que esta localidad es importante desde el punto de vista del control sobre la frontera siria.
"Existe la posibilidad de cortar el cordón umbilical a través del cual la ayuda iraní llega a Siria desde Irak, y de hacer menos relevante el sueño de extender una 'media luna chiita' iraní hasta el mar Mediterráneo", indicó a RT Serguéi Balmásov, experto del Instituto de Oriente Medio, que explica que esa es la verdadera motivación de los estadounidenses.
Según el diario israelí 'Arutz Sheva', la importancia estratégica consiste en establecer el control sobre el 'Triángulo del Diablo', el territorio situado entre los asentamientos de Resafa (en el norte de Siria, cerca de Raqa), Al Tanf y Abu Kamal. Cada una de estas localidades se encuentra en una encrucijada de caminos de importancia estratégica.
"Si Irán y sus aliados logran controlar estas tres ciudades sirias, Irán logrará su objetivo estratégico: la creación de un corredor de tierra de Irán a través de Irak, Siria y el Líbano hasta el mar Mediterráneo", destaca la publicación.
Ahora las Fuerzas Democráticas Sirias, apoyadas por EE.UU., controlan la mayor parte de las fronteras orientales del país, separando así las zonas controladas por las fuerzas gubernamentales sirias del territorio de Irak, cuyo Gobierno chiita es leal a Teherán y Damasco.
Si el Ejército de Bashar al Assad llega primero a Abu Kamal, se creará un puente terrestre directo de Irán a Siria, a través del cual se podrá transportar armamento y tropas. Otro punto importante de acceso a la frontera con Irán está cerca de la ciudad de Al Tanf, pero esta área ya está controlada por los combatientes respaldados por Washington, y además cerca del lugar se encuentra una base militar estadounidense.
"Una herramienta para presionar a Al Assad"
La captura de Abu Kamal significaría 'de facto' el fin del Estado Islámico en Siria, creen los expertos, algo que, a su vez, planteará la cuestión de la presencia en el país de tropas estadounidenses estacionadas en áreas controladas por los kurdos y en Al Tanf. A diferencia de Rusia, los estadounidenses inicialmente justificaron su presencia en Siria argumentando que luchaban contra el EI, pero actuaron sin la autorización del Gobierno sirio.
Anteriormente, funcionarios estadounidenses dijeron que abandonarían Siria después de la derrota del Estado Islámico, pero ahora Ryan Dillon no descarta que sus fuerzas permanezcan en el país por un período indefinido de tiempo. El representante de la coalición cree que sus esfuerzos "serán necesarios para mantener el territorio libre de terroristas".
"La presencia de tropas o expertos estadounidenses en Siria es absolutamente ilegal y viola los fundamentos del derecho internacional", opina Viacheslav Matúzov.
El presidente de EE.UU., Donald Trump, se ha pronunciado sobre la intención de tomar el control del petróleo que había estado en manos de los combatientes del Estado Islámico. Ahora el campo de Al Omar, así como aproximadamente el 70% del petróleo sirio, está bajo el control de los kurdos y, por lo tanto, de EE.UU.
"Los estadounidenses han hecho todo lo posible para evitar que el Gobierno sirio controle los principales pozos de petróleo", dijo Matúzov.
El control del petróleo sirio es importante no tanto desde el punto de vista económico, sino desde el punto de vista político. Aquellos que controlan los recursos energéticos tienen un poderoso instrumento político de influencia. Los estadounidenses podrán usar este factor como argumento en Ginebra en las próximas conversaciones sobre un acuerdo político en Siria. Además, "esta será una herramienta política para presionar a Al Assad, pero también un instrumento de comercio con el mismo", señaló Serguéi Balmásov, quien aclaró que, "a pesar de que Washington apuesta ahora por los kurdos, los ve solo como una moneda de cambio".
Actualidad RT
sábado, 28 de outubro de 2017
MORAIS: RECEPÇÃO DE LULA EM MINAS É SURPREENDENTE APÓS ATAQUES DA IMPRENSA
Por Rute Pena, do Brasil de Fato - Na estrada entre Itinga e Araçuaí, municípios do norte do estado de Minas Gerais, o escritor e jornalista Fernando Morais conta que ficou surpreso com a recepção de ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado. "Olha, eu vou a dizer a vocês, com a absoluta sinceridade, que há muito tempo que não vejo um negócio tão emocionante", disse ele, rodeado de jornalistas em um ônibus.
Acompanhando a segunda etapa da caravana do ex-presidente pelo país, o escritor mineiro concedeu uma entrevista coletiva aos veículos alternativos que cobrem o evento. "Eu estou muito, muito impressionado. Um político arrebatado por multidões não é a primeira vez que acontece na vida. O que surpreende é ele estar sendo recebido pelas pessoas depois da tempestade, do massacre e de porrada que ele vem tomando."
Caravana do Lula por Minas Gerais. Foto: Ricardo Stuckert
Morais é autor das biografias de Olga Benário e de Assis Chateaubriand, além de escritos sobre a América Latina, como A Ilha. Desde 2011, o escritor acompanha o ex-presidente para a produção de um livro biográfico. A obra, que deve ser lançada no próximo ano, vai narrar a trajetória de Lula desde a militância sindical no anos 1980 até a data da confirmação ou não de sua candidatura às eleições de 2018, passando pelos bastidores de oito anos de governo do petista.
Ele conta que o melhor momento de entrevistar o ex-presidente são nas viagens longas nas quais ele costuma acompanhar Lula.
Conservadorismo
No decorrer do caminho, além das massivas manifestações em apoio à caravana, Lula também foi alvo de protestos mais localizados, como em Teófilo Otoni (MG). Para o escritor, a ascensão do conservadorismo não é novidade no país.
"Eu não acho que o Brasil piorou neste sentido, com relação ao que era antes. Eu acho que o Brasil saiu do armário. O fascismo saiu do armário. Esses caras estão aí há muito tempo. Talvez antes tivessem o pudor de se assumirem como eleitores do [Jair] Bolsonaro, coisa que a gente vê hoje, gente com camiseta do Bolsonaro presidente".
Morais pontua que há tolerância na grande imprensa com figuras como a do deputado federal do PSC. "Eles não estão vendo o óbvio, que é o seguinte: eles estão cuspindo para cima. Hoje eles estão pegando a gente, amanhã vai ser a Globo, os Marinho, os Civita. Eles deveriam denunciar essa trama fascista no Brasil."
Ainda assim, ele afirma que não é pessimista quanto ao futuro dos meios de comunicação. "Estou absolutamente convencido de que jornal acabou, a revista acabou e a televisão não está se sentido nada bem. O jornalismo vai para internet e telefone", projeta.
O jornalista mantém o blog Nocaute onde publicou recentemente entrevistas com Dilma Rousseff, o ciberativista australiano Julian Assange e o líder das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Timochenko.
América Latina
Já próximo a Araçuaí, última cidade das sete pelas quais a caravana naquela quarta-feira, o escritor também analisou a conjuntura política da Venezuela, país do qual ele se diz "velho frequentador".
Ele afirma não estar surpreso com a estabilização política do governo de Nicolás Maduro e critica o conteúdo jornalístico produzido no Brasil sobre o país vizinho.
Já a economia do país, pondera o escritor, está em "situação de enfermaria". Para ele, o principal problema da Venezuela é o mesmo que dificultou a consolidação do processo revolucionário em Cuba: a monocultura.
Morais afirma que a soberania alimentar é pauta urgente para a Venezuela: "Um país que importa todo o alimento que consome está em uma fragilidade permanente porque de uma hora para outra seus fornecedores podem fechar a torneira", pondera.
O escritor faz parte da Telesur, o canal de televisão multiestatal sediado em Caracas, na Venezuela. Ele avalia como um erro o Brasil não ter se incorporado ao projeto, quando a estatal venezuelana foi criada.
"De qualquer maneira, eu não descarto a possibilidade de ganhar a eleição no ano que vem, se houver eleições ano que vem, que o Brasil possa aderir a Telesur, não sei com quantos anos de atraso, mas foi um erro certamente", pontua.
*A cobertura da caravana "Lula pelo Brasil" é realizada por meio da parceria entre Brasil de Fato, Mídia Ninja e Jornalistas Livres
Requião avisa: “Compradores do leilão de pré-sal serão tratados como receptadores de mercadoria roubada quando um governo nacionalista voltar ao poder”
Viomundo - Advogado de Requião denuncia: Decisão que cassou liminar de Manaus não está protocolada; inexistência de número impede recurso da defesa e fere o devido processo legal
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região cassou mais cedo a liminar concedida pela Justiça do Amazonas, suspendendo os leilões de pré-sal marcados para esta sexta-feira (27/10).
Toda a mídia noticiou.
Porém, não há nada protocolado no sistema do Coripe — é o setor de distribuição de segundo grau.
É o que acaba de descobrir o advogado Rubens Rodrigues Francisco, que representa o senador Roberto Requião (PMDB-PR), e que está há três horas plantado no Coripe, em Brasília.
Ele buscava o número no órgão. A secretaria informou-lhe que o processo estava na presidência e ela não tinha como fornecero número do recurso.
Sem o número do recurso, não tem como acessá-lo. E sem conhecê-lo, o advogado não pode protocolar recurso à decisão do TRF 1.
Segundo o advogado Rubens Francisco, não pode haver decisão em processo inexistente ou “oculto”, que não se confunde com sigiloso. É o “escondidinho à brasiliense”, um prato muito indigesto.
“Estão impedindo a defesa”, denuncia advogado de Requião. “Fere de morte o devido processo legal.”
“É mais uma vez a ‘malandragem’ absorvida pelos Poderes”, prossegue.
“Afronta-se cada vez mais o devido processo legal, sempre objetivando retirada de direitos e garantias constitucionais”,
“Que a autocrítica leve o Ministério Público a rever seus rumos, já que não há força na República brasileira para frear os desmandos e abuso de Poder que ocorrem sob as bênçãos do judiciário”, arremata.
PS do Viomundo: O senador Roberto Requião está em viagem no interior do Paraná. De lá, em meio a um tremendo temporal, ele mandou este aviso:
“Os compradores desse leilão serão tratados como receptadores de mercadoria roubada quando um governo nacionalista voltar ao poder”.
ENGENHEIRO QUE DESCOBRIU O PRÉ-SAL LAMENTA: TEMER DESTRUIU O BRASIL
Para o diretor de Exploração e Produção da Petrobras na época da descoberta do pré-sal, Guilherme Estrella, Michel Temer deve estar dizendo o mesmo que George Bush, ex-presidente dos Estados Unidos, depois de invadir o Iraque por causa do petróleo: 'missão cumprida'; "Este governo entrega o Brasil, destrói o nosso futuro. A entrega do pré-sal às empresas transnacionais – mas que defendem os interesses de seus países de origem – consiste numa das metas centrais do golpe de 2016", diz Estrella, em entrevista à Rede Brasil Atual; para ele, a postura do governo Temer em relação ao pré-sal condenará o Brasil a um papel secundário na economia global pelas próximas décadas: "Energia é soberania nacional. Para essas nações assegurarem, defenderem, preservarem suas soberanias e seu poder geopolítico mundial, não há outra saída: é o pré-sal brasileiro ou nada", afirma o engenheiro
Por Maurício Thuswohl, para a Rede Brasil Atual
A entrega de blocos de exploração do pré-sal para empresas estrangeiras em consórcios sem a participação da Petrobras doeu em todos os brasileiros que enxergam o setor de petróleo e gás como instrumento primordial para garantir a soberania nacional e o desenvolvimento econômico e científico do país. Talvez mais do que qualquer outro brasileiro, uma pessoa viu no leilão realizado nesta sexta-feira (27) pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) uma razão especial para se entristecer: o engenheiro Guilherme Estrella. Estrella foi diretor de Exploração e Produção da Petrobras na época da descoberta do pré-sal, ainda no governo Lula. E afirma que a realização de leilões como esse é um dos objetivos centrais do golpe que afastou Dilma Rousseff da Presidência da República.
"Este governo entrega o Brasil, destrói o nosso futuro. A entrega do pré-sal às empresas transnacionais – mas que defendem os interesses de seus países de origem – consiste numa das metas centrais do golpe de 2016. As nações hegemônicas sabem que petróleo e gás natural permanecerão a principal fonte de energia para a humanidade ao longo dos próximos 50 anos, senão além, até o final deste século 21. E a província petrolífera do pré-sal brasileiro é, muito provavelmente, a última área petrolífera de reservas de grandes dimensões do planeta. Os geólogos de petróleo de todo o mundo sabem disso", disse Estrella em conversa exclusiva com a RBA.
Para o ex-diretor da Petrobras, a postura do atual governo em relação ao pré-sal condenará o Brasil a um papel secundário na economia global pelas próximas décadas: "Energia é soberania nacional. Para essas nações assegurarem, defenderem, preservarem suas soberanias e seu poder geopolítico mundial, não há outra saída: é o pré-sal brasileiro ou nada", afirma o engenheiro.
Estrella lembra que o Iraque foi invadido por causa do "gigante Majnoon" – ironicamente descoberto também por brasileiros, e pela Petrobras, em 1976. "Eram 50 bilhões de barris que estavam preservados como reserva estratégica iraquiana. Bagdá conquistada, o tal do Bush, a bordo do porta-aviões nuclear Nimitz estacionado no Golfo Arábico, concluiu seu cumprimento às tropas invasoras com uma expressão que se tornou mundialmente conhecida: 'Mission accomplished'."
Agora, diz o especialista, Temer poderá repetir o gesto: "Essa figura sinistra que agora ocupa o Planalto se apressará em exclamar, orgulhoso, a mesma sentença, e provavelmente no mesmo idioma de seus senhores, mission accomplished. Missão cumprida. Esse governo ilegítimo e rejeitado por todos está a cumprir a missão que lhe foi imposta pelos interesses antibrasileiros que o colocaram no poder", critica. "Só a eles obedece. E nessa trajetória infame conta com empenho diuturno, incansável da grande mídia doméstica, historicamente a eles submissa."
"A imprensa estrangeira não se cansa de denunciar esse governo e de exibir perplexidade pela inação da sociedade brasileira em ir às ruas. É a única maneira de fazer com que esse projeto de Brasil dependente e escravo seja incinerado e todas as medidas tomadas por este governo, anuladas"
Retrocesso total
O retrocesso que a cada dia se consolida, diz o "pai do pré-sal", não se resume ao setor de energia: "Não basta entregar as riquezas brasileiras e nosso território – solo e subsolo. O trabalhador brasileiro, como agente e protagonista de tudo o que o Brasil construiu, está em processo terminal de reescravização, perde suas garantias trabalhistas, é condenado a nunca se aposentar de maneira civilizada, a sustentar um sistema ultracapitalista, completamente desumano, explorador e excludente, comandado diretamente do exterior. Estrella observa que um lobista da multinacional Shell, com total naturalidade, transitou entre parlamentares no Congresso Nacional para "dar seu recado" – tanto em pessoa quanto por intermédio de seus representantes nativos. "De alto, médio e pequeno escalão".
Para ele, o momento agora é de mobilização e denúncia da entrega das riquezas do país pelo governo golpista: "A imprensa estrangeira não se cansa de denunciar esse governo e de exibir sua total perplexidade pela inação da sociedade brasileira, do povo brasileiro em ir às ruas e, concretamente, parar o país, todo o país. É a única maneira de ser ouvido e fazer com que esse projeto de Brasil dependente e escravo seja incinerado e todas estas medidas tomadas por este governo sejam anuladas, na íntegra".
Segundo o engenheiro, o não prosseguimento da denúncia contra Temer na Câmara dos Deputados deixa ainda mais "à vontade" o projeto entreguista: "Esse governo podre, mal cheiroso e corrupto é surdo, insensível e debochado às manifestações da sociedade. E, quando se sente incomodado, põe a polícia para resolver a parada. O próprio chefe de governo já disse, em público: 'Os cães ladram e a caravana passa'. E completou, interpretando mais de 90% dos brasileiros como os cães. Se depender desse governo entreguista, o Brasil acabou. Cabe a nós, povo brasileiro, ir às ruas e trazê-lo de volta para nossas mãos", completou.
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