sexta-feira, 3 de junho de 2016

Ola de accidentes de aviones militares en EE.UU.: ¿Qué sucede con la Fuerza Aérea del país?


En Estados Unidos recientemente se produjo una serie accidentes de aviones militares. Varios expertos informan que el declive de la Fuerza Aérea del país podría ser uno de los motivos.

Este jueves dos aeronaves militares se estrellaron en Estados Unidos. Se trata de un caza F-16 Thunderbird que se estrelló al sur de la ciudad de Colorado Springs (Colorado) y un F/A-18 Hornet del escuadrón Blue Angels caído en Smyrna (Tennessee). Ambos accidentes se produjeron aproximadamente a la misma hora.

El presidente de EE.UU. Barack Obama se encontraba en una ceremonia cerca del lugar del accidente en Colorado. El piloto salió ileso tras eyectarse con éxito del avión, que habría sufrido una falla en los motores. Por su parte, el piloto del caza F/A-18 Hornet murió en el accidente en Tennessee.

Y no se trata de accidentes esporádicos: solo en mayo se accidentaron cuatro aviones militares estadounidenses. Uno de ellos, un avión a reacción Harrier, formaba parte del soporte aéreo de un cuerpo de la marina en la base militar Cherry Point y se estrelló el 6 de mayo en la costa del estado de Carolina del Norte. El piloto sobrevivió tras saltar en paracaídas.

El 19 de mayo un bombardero B-52 de la Fuerza Aérea de EE.UU. se incendió durante el despegue en la base Andersen, ubicada en el territorio de Guam, una dependencia de Estados Unidos en Oceanía. Pocos días después, la Guardia Costera de Carolina del Norte informó que dos aviones de combate F-18 se estrellaron en inmediaciones de las islas Outer Banks.

¿A qué podrían deberse estos accidentes?

Los cazabombarderos F-16 Fighting Falcon y F/A-18 Hornet, dos de las más exitosas creaciones del Pentágono, están languideciendo lentamente, opina el analista militar Dave Mujamdar. Ambas aeronaves pueden 'desaparecer' debido a la fuerte caída de sus ventas, agrega.

El original F/A-18A Hornet de la Armada estadounidense ha devenido en el más grande y poderoso F/A-18E/F Super Hornet, que ahora dista mucho de su primera versión. El F-16, por su parte, ha pasado de ser un ligero caza de superioridad aérea a convertirse en un avión de combate polivalente. Sin embargo, ambos diseños se acercan al final de su vida a medida que el nuevo Lockheed Martin F-35 Joint Strike Fighter suplanta a las dos aeronaves.

Otro artículo de la revista sostiene que la Fuerza Aérea de EE.UU. se encuentra en el nivel más bajo de su historia: su flota disminuyó significativamente, sus aviones evidencian problemas, y los pilotos no están preparados para operaciones a gran escala.

Asimismo, mientras que varios analistas predicen la pérdida de la supremacía de EE.UU. en tecnologías militares ante el crecimiento de los proyectos de China y Rusia, los gastos de Washington representan el 36% del presupuesto militar mundial, seguido por China (13%), Arabia Saudita (5.2%) y Rusia (4%).

Actualidad RT

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Brasil: O bicho vai pegar nas Olimpíadas


Por Bepe Damasco

Formou-se um consenso entre os veículos de comunicação espalhados pelo planeta : o impedimento da presidenta Dilma foi um golpe de estado de natureza judicial-parlamentar-midiática. Sem baionetas nem canhões, mas golpe de estado.

Também os primeiros dias do desastroso governo golpista não foram poupados pela mídia internacional, que enfatizou o brutal retrocesso social, trabalhista, previdenciário e civilizatório contido nas medidas anunciadas pelo "governo de gangsters" que assaltou o Palácio do Planalto e a Esplanada dos Ministérios.

As principais redes de TV do mundo deram destaque às fitas gravadas por Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, apontando-as como a prova cabal de que o impeachment de Dilma não passou de uma conspiração entre bandidos em busca de impunidade.

Igualmente não se cansam de mostrar a resistência ao golpe nas passeatas e comícios, ocupações de prédios públicos e escrachos, manifestos de intelectuais, juristas e artistas no Brasil e no exterior, bloqueio de rodovias e vomitaços.

A partir da segunda quinzena de julho, o Rio de Janeiro será literalmente invadido por uma quantidade jamais vista de jornalistas, oriundos de todos os cantos do planeta. É certo que essa enorme gama de profissionais de emissoras de TV, rádios, jornais, revistas e internet desembarcará na cidade maravilhosa para cobrir os Jogos Olímpicos.

Mas, com certeza, estarão de olhos bem abertos e ouvidos atentos à situação política dramática que vive o Brasil. Temer e seu aliado carioca, o prefeito traidor Eduardo Paes, cujas administrações nadaram de braçada com os pesados investimentos dos governo de Lula e Dilma, não perdem por esperar.

Mesmo que se escondam e "protejam"os eventos esportivos com quilômetros de grades ou arames farpados, mesmo que joguem nas ruas dezenas de milhares de policiais e soldados das Forças Armadas, mesmo que ponham blindados e cavalaria para reprimir o povo, não escaparão de um megavexame internacional.

A reação dos brasileiros vista até aqui à quadrilha que tomou o poder sem um voto sequer projeta um crescimento vertiginoso dos protestos, para chegar ao ápice em agosto, mês das Olimpíadas.

Não haverá parque aquático, ginásio de esportes, estádio de futebol, pista de atletismo, campo de golfe e trechos de rua nos quaisl competirão maratonistas e ciclistas livres das manifestações vigorosas e criativas contra o golpe.

E o melhor é que o vampiro que usurpou a cadeira da presidenta Dilma terá de deixar a toca, queira ele ou não, para cumprir os protocolos do evento. Deixando a clausura, terá de enfrentar a ira das ruas, naturalmente acompanhado de boa parte dos seus ministros, digníssimos representantes da escória da política que escolheu como parceiros da aventura golpista.

Agosto promete.

Mais as ações de grupos terroristas na Síria


Boletim de ações perpetradas pelos grupos terroristas armados, no período de 27/05/2016 a 31/05/2016.

- Foram encontrados 31 corpos, incluindo corpos de mulheres e crianças, em uma cova coletiva, localizada dos arredores do aeroporto de Palmira.
- O lançamento de dezenas de mísseis contra bairros residenciais da cidade de Aleppo e arredores provocou a morte de três cidadãos e o ferimento de outros dezoito.
- Uma mulher morreu, alvejada por um tiro lançado por um atirador pertencente aos grupos terroristas armados, no vilarejo de Khnefes, em Deir El Zour.
- A explosão de uma mina terrestre no vilarejo de Tertiah, em Latakia, provocou a morte de um cidadão e ferimentos em outros dois.
- O lançamento de um morteiro contra um centro esportivo, na cidade de Hasaka, resultou na morte de duas crianças.
- Em 28/05/2016, cerca de dez mísseis foram lançados contra os bairros residenciais da cidade de Aleppo e arredores, provocando a morte de quatro cidadãos e ferimentos em outros vinte e sete, incluindo mulheres e crianças.
- Uma mulher foi vítima fatal do lançamento de um míssil contra o vilarejo de Ein Hassan, em Homs.
- O lançamento de três mísseis contra o vilarejo de Rafiaa, em Latakia, provocou ferimentos em um cidadão.
- A explosão de uma mina terrestre, plantada pelos grupos terroristas armados na cidade de Rhebiyeh, localizada na zona rural de Damasco, provocou ferimentos em uma mulher.
- Dois morteiros lançados contra Sahnaya, localizada na zona rural de Damasco, provocaram ferimentos em quatro cidadãos.
- A explosão de uma mina terrestre, plantada pelos grupos terroristas armados, dentro de uma residência localizada no bairro de Nashua, em Hasaka, provocou ferimentos em uma mulher e uma criança.
- Em 29/05/2016, dezenas de mísseis lançados contra os bairros residenciais da cidade de Aleppo e arredores, provocaram a morte de cinco cidadãos e feriram outros vinte.
- Dois cidadãos morreram, uma mulher e uma criança ficaram feridas em consequência do lançamento de quatro morteiros contra o bairro de Assad, na zona rural de Damasco.
- Dezenas de mísseis lançados contra os bairros residenciais da cidade de Aleppo e sua zona rural, provocaram a morte de quatro pessoas, incluindo uma criança. Outras vinte pessoas ficaram feridas.
- Um morteiro lançado contra o bairro de Bab Sabbaa, em Homs, provocou ferimentos em uma mulher.

Fonte: Embaixada da República Árabe da Síria
Tradução: Jihan Arar

EM 1º DISCURSO, PARENTE DEFENDE REVISÃO DO PRÉ-SAL


"A Petrobras apoia a revisão da lei do pré-sal", afirmou o novo presidente da Petrobras nesta quinta-feira 2, durante cerimônia de transmissão de cargo na sede da estatal, sem a presença do presidente anterior, Aldemir Bendine; "Como está, a lei não atende aos interesses da empresa nem do país. Se a exigência não for revista, a consequência é retardar sem previsão a exploração do pré-sal. Além disso, restringe a liberdade de escolha da empresa", sustentou Pedro Parente, sobre a lei que obriga a Petrobras a ter participação mínima de 30% em todos os campos de exploração; o executivo também alfinetou a "euforia" dos últimos anos em relação à empresa e anunciou que seguirá com o plano de desinvestimentos; Federação Única dos Petroleiros (FUP) vê como "desmoralização" a ida de Parente para o cargo

247 – Em seu primeiro discurso como presidente da Petrobras, Pedro Parente defendeu, nesta quinta-feira 2, a revisão da lei do pré-sal. "A Petrobras apoia a revisão da lei do pré-sal", afirmou, durante cerimônia de transmissão de cargo na sede da estatal, no Rio, sem a presença do presidente anterior, Aldemir Bendine.

"Como está, a lei não atende aos interesses da empresa nem do país. Se a exigência não for revista, a consequência é retardar sem previsão a exploração do pré-sal. Além disso, restringe a liberdade de escolha da empresa", sustentou o executivo, sobre a lei que obriga a Petrobras a ter participação mínima obrigatória de 30% em todos os campos de exploração.


"Entendemos que uma política de conteúdo nacional é necessária. Mas, para isso, deve incentivar a inovação", acrescentou. Segundo ele, que prevaleça pela competência quem passe pelo teste ácido da concorrência. O novo presidente da petroleira disse também que seguirá com o plano de desinvestimentos da companhia e afirmou que a "euforia e o triunfalismo dos anos recentes não servem mais para esconder a situação da companhia".

Parente foi alvo de protestos da Federação Única dos Petroleiros (FUP), que considera sua nomeação para o cargo uma "desmoralização". Para os petroleiros, a posse de Parente é a volta do PSDB à Petrobras. A entidade chegou a tentar impedir que Pedro Parente fosse empossado enviando uma carta ao Conselho de Administração da estatal, mas não foi atendida.

Leia mais na reportagem do portal Infomoney:

Parente quer mudar lei do pré-sal, "alfineta" euforia dos últimos anos e discorda de capitalização
Novo CEO da Petrobras discursou em cerimônia de transmissão de posse na sede da estatal, nesta quinta-feira

Por Lara Rizério

SÃO PAULO - Pedro Parente participou nesta quinta-feira (2) de cerimônia de transferência de cargo depresidente da Petrobras, no Salão Nobre do Edifício Sede da companhia, no Rio de Janeiro. Ontem, Parente tomou posse como presidente da estatal durante cerimônia realizada no Palácio do Planalto, em Brasília.

Hoje, o presidente do Conselho de Administração Nelson Carvalho iniciou as suas considerações destacando a relação que tem há diversas décadas com Pedro Parente. Ele também elogiou o CEO anterior Aldemir Bendineque, segundo ele, entrega a Parente uma companhia muito melhor do que recebeu. Ele afirmou que houve uma promoção da reestrutura organizacional e revisão significativa de gastos e com investimentos de capital.

No início de seu discurso, Parente afirmou que a Petrobras é uma companhia que não pode se negar a enfrentar os problemas que têm pela frente. Os preços do petróleo, embora tenham oscilado, caíram mais de 50%; a recuperação econômica não é uma realidade. Romper barreiras técnicas e fazer a um custo compatível com a empresa e competitividade para o mundo.

"Entendemos que uma política de conteúdo nacional é necessária. Mas, para isso, deve incentivar a inovação", destacou, afirmando que prevaleça pela competência que passe pelo teste ácido da concorrência.


A empresa aprova a mudança na lei de regulação do pré-sal, afirmou, destacando que a lei atual não atende nem os interesses da empresa como do País. Isso por duas razões: se a exigência não for revista, pode retardar a exploração e, em segundo lugar, por motivo estrutural, uma vez que retira a liberdade da empresa de escolher os seus projetos, o que é imperdoável para uma empresa listada em Bolsa.

Ele ainda afirmou que a " euforia e o triunfalismo dos anos recentes não servem mais para esconder a situação da companhia". Parente ainda destacou que a Petrobras foi vítima de uma quadrilha organizada e que tem a responsabilidade de recuperar a imagem, destacando que a petroleira tem que enfrentar os problemas com transparência e é uma das principais interessadas em buscar a verdade.

O executivo falou que não gosta da visão de que é necessária uma capitalização pela União. Isso porque coloca nas costas do contribuinte brasileiro um ônus e que também seria um desconhecimento do grave quadro fiscal, além de haver dificuldades práticas. O CEO afirmou que a Petrobras vai encontrar uma saída além da capitalização.

Ele voltou a defender a importância da venda de ativos e destacou que lista de desafios da Petrobras é longa, mas que quer conversar com o Ministério de Minas e Energia e com os institutos ligados ao setor de energia. Parente ainda pediu aos funcionários que mantenham a dedicação e o empenho pela empresa, para que ela volte a ser a companhia "dos sonhos dos jovens" e símbolo de orgulho de todos os brasileiros.

El Comando Sur en América Latina y la inestabilidad en Venezuela


Silvina M. Romano

ALAI AMLATINA, 02/06/2016.- El pasado 20 de mayo los cancilleres de Uruguay, Chile y Argentina exhortaron al “reencuentro nacional” en Venezuela asegurando que de ningún modo pretenden interferir en los asuntos internos, pero que se ven interpelados a actuar como mediadores en virtud de las “crecientes tensiones entre el presidente Nicolás Maduro y la oposición, que busca su salida del Gobierno”[1]. Según Reuters, esta exhortación se dio a conocer en el momento en que las Fuerzas Armadas venezolanas realizaban ejercicios militares, arrojando dudas sobre lo que podrían llegar a hacer en apoyo al presidente[2].

Con respecto al pedido de los cancilleres, es llamativo el modo en que se hace referencia con total impunidad al hecho de que la oposición busque la salida de Maduro del gobierno. Esta solicitud, hasta ahora muy clara por parte del gobierno de EEUU y de la derecha española[3], ahora encuentra eco en países del Cono Sur, lo que muestra un cambio importante en el escenario regional al que merece estar atentos. Por el momento, es importante aclarar que el apoyo al pedido de la oposición venezolana atenta contra las bases de la democracia liberal procedimental (pues Maduro fue elegido por la mayoría de los venezolanos por medio de elecciones libres) y se realiza en el marco de la presión de la Asamblea Nacional (donde la oposición es mayoritaria) para llevar a cabo un referendo que permita apartar al presidente de su cargo. Como bien se ha publicado y especificado, esto es poco probable considerando los tiempos institucionales que requiere este proceso[4]. Tal vez por eso suenan con más estruendo los “tambores de guerra” de la oposición que ha encontrado un fuerte aliado en la prensa internacional que construye y difunde una realidad sobre Venezuela que es asumida como indiscutible. Desde The New York Times hasta The Guardian, pasando por El País, dedican espacio en sus publicaciones para criticar, la mayoría de las veces sin fundamento, al gobierno venezolano. El diario El Mundo de España, apunta que es hora de que “la comunidad internacional intensifique las presiones diplomáticas y políticas (…) y trate de aislar al régimen de Maduro para obligarle a renunciar (…) En caso contrario, existe el riesgo real de un estallido de la violencia”[5]. Si de veras hubiera preocupación por parte de la “comunidad internacional” sobre el devenir de Venezuela, deberían por lo menos buscar preservar la democracia y dejar de invocar el derrocamiento del presidente de turno.

En cuanto al ejercicio de militares venezolanos, si lo que preocupa es el potencial rol de las FFAA venezolanas en procesos “antidemocráticos”, habría que considerar entonces los siguientes datos que figuran en la declaración ante el Congreso estadounidense del Jefe del Comando Sur, Almirante Kurt Tidd, en marzo de 2016 donde se especifican las operaciones de este Comando durante el 2015 en América Latina [6]. Recordemos que las Fuerzas Armadas estadounidenses son fuerzas extranjeras “cooperando” en territorio latinoamericano. A continuación se enumeran algunos objetivos, programas y actividades, señalando aspectos que nos parecen sugerentes:

- Contrarrestar el Crimen Trasnacional Organizado: se llevaron a cabo entrenamientos tácticos en Guatemala, Honduras y El Salvador en control de fronteras; actividades de puestos de comando; apoyo en información; operaciones de logística (p. 27). Caben serias dudas sobre a qué se refieren con “contrarrestar” este tipo de crimen, cuando lo que se percibe en la región es un exponencial aumento del mismo junto con un incremento de la violencia.

- Cooperación en Información sobre seguridad: se realizaron intercambios, charlas de especialistas y reuniones bilaterales con militares de Guatemala, Honduras, El Salvador, Colombia, Chile y Perú para mejorar la capacidad en la recolección de información (p. 27). Esto implica que, por ejemplo, las FFAA de EEUU podrían tener acceso directo a información de lo que ocurre en las fronteras de estos Estados.

- Relaciones cívico-militares: se realizaron intercambios con Brasil, Honduras, El Salvador, Nicaragua, Guatemala, Perú, Colombia y Chile (p.27). Estos encuentros de “capacitación” pueden ser también entendidos como “adoctrinamiento”, no sólo en materia militar sino respecto de los “valores” que hay que proteger –que tal vez tengan poco que ver con las necesidades y deseos de los pueblos latinoamericanos.

- Asistencia Humanitaria: el US Army South del Comando Sur llevó a cabo 21 proyectos en 2015 para “responder a desastres naturales y otras crisis, reforzar la seguridad ciudadana y mantener la estabilidad en países determinados a lo largo de la región” (p.28). Es fundamental subrayar que en el marco de la asistencia humanitaria está el objetivo de mantener la “estabilidad”. Eso levanta sospechas sobre por qué FFAA extranjeras tienen capacidad para decidir qué es inestabilidad y tomar decisiones al respecto.

- El programa Nuevos Horizontes en Honduras: el Air Force South del Comando Sur entrenó a 120 militares y desplegó una serie de tareas asistencia humanitaria (p. 31). De hecho el Comando Sur tiene su mayor presencia en América Latina en la base Soto Cano, Palmerola. Honduras. Recientemente han proliferado las denuncias sobre el vínculo entre la militarización de Honduras y la criminalización de militantes y movimientos sociales.


- Cooperación en escenarios de Seguridad: para compartir los objetivos de seguridad en el combate al crimen transnacional organizado se brindó entrenamiento a los países socios, con una presencia permanente de equipos de cooperación en seguridad en Belice, El Salvador, Guatemala y Honduras. Esto fue llevado a cabo con el apoyo del cuerpo de Marines Colombianos por medio del Plan de Acción de EEUU y Colombia (p. 32). Es clave la articulación entre FFAA estadounidenses y FFAA colombianas, de cara a los Procesos de Paz y considerando el cerco a Venezuela.

- Destacamento de Marines: El Marine Corps Forces South desplegó 35 marines en Guatemala y Hondura en apoyo a las fuerzas estadounidenses del Comando Norte (p. 32). Los marines operan en Centroamérica del mismo modo que si estuvieran en territorio estadounidense.

UNITAS-Amphibious 2015: entre el 14 y el 25 de noviembre de 2015 aproximadamente 1000 militares de Brasil, Canadá, Chile, Colombia, México, Paraguay, Perú y los EEUU participaron en ejercicios de entrenamiento en tierra combinados en Ilha do Governador e Ihla de Marambia en Brasil, para mejorar las operaciones en asistencia humanitaria y en caso de desastres naturales. Estos ejercicios financiados por EEUU desarrollan y mantienen relaciones que mejoran la capacidad de las fuerzas de seguridad de alcanzar las metas de seguridad regional deseadas (p.33). Es sugerente el rol primordial de Brasil en los ejercicios de entrenamiento conjunto y lo relativo a lograr las mencionadas metas ¿cuáles serán estas? y ¿deseadas por quiénes?

Tradewinds fase II: llevado a cabo en junio de 2015 en Belice, con la presencia de Canadá y países del Caribe. Se trata de ejercicios de entrenamiento de campo combinados para combatir al crimen organizado y promover las operaciones multinacionales. Participaron 400 militares en ejercicios durante nueve días destinados a entrenamiento en: comando y control, tácticas en la selva, apoyo militar a la implementación de la ley, tiro instintivo, entre otros (p. 33). Considerando que buena parte del entrenamiento de los militares de diferentes países de América Latina se orienta a la lucha antinarcóticos, es sugerente que el narcotráfico continúe creciendo exponencialmente en la región. Varios think-tanks estadounidenses y académicos de ese país advierten sobre el fracaso y los tremendos daños “colaterales” de la militarización para combatir al narcotráfico.

En agosto de 2015 se realizó la Conferencia de los Marines Líderes de las Américas en Cartagena (Colombia) para promover el intercambio entre las fuerzas navales del hemisferio. Los anfitriones fueron marines de Estados Unidos y Colombia y asistieron marines de 15 países del Hemisferio (p. 33). Se visualiza nuevamente en este caso la mancuerna EEUU-Colombia, que emana del supuesto “éxito” del Plan Colombia para combatir el narcotráfico (¿o será el éxito para combatir a todos aquellos grupos, movimientos y sujetos que se oponen al neoliberalismo en Colombia?).

Otro evento anual fue el PANAMAX, en el que se realizaron ejercicios financiados por el Comando Sur para garantizar el apoyo de 19 países aliados a Panamá para la protección de lo que transita por el Canal y para “asegurar” la neutralidad y soberanía de este país (p. 35). Lo de la soberanía panameña deja mucho que desear y lo que queda claro es que EEUU sigue controlando militarmente Panamá.

Por último pero muy sugerente, en el marco de programas de “Construcción de capacidades para los países socios” se realizaron prácticas entre fuerzas anti-terroristas de EEUU y de Brasil para operar en escenarios complejos y EEUU asistió a las Fuerzas Armadas brasileñas para mejorar su preparación de cara a los Juegos Olímpicos (p. 34). Habrá que estar atentos al rol que asumen la policía y las FFAA brasileñas frente a las previsibles protestas durante las Olimpíadas, ahora que la derecha se ha apropiado de los aparatos del Estado de ese país.

A esto debemos sumar la preocupante noticia sobre la preparación del Comando Sur desde Honduras para una posible invasión a Venezuela. Según trascendió, las Fuerzas Especiales estadounidenses concentradas en la mencionada base militar de Palmerola en Honduras, serían trasladadas para intervenir en Venezuela, tal como lo expresa Kurt Tidd en un documento firmado por él en febrero de 2016 bajo el título "Operación Venezuela Freedom-2” –que es la continuación de los operativos contra Venezuela implementados durante la gestión de John Kelly como Comandante del Comando Sur[7]. Claro que esto no aparece en la declaración al Congreso que hemos revisado, donde Tidd solo hace referencia a que la Fuerza de Tareas Conjuntas Bravo en Soto Cano: “todo tipo de tareas vinculadas a combatir el narcotráfico, asistir en caso de desastres naturales y asistir en salud y otros aspectos de “desarrollo” (p. 26). Además, en la Operación Venezuela Freedom 2, se establecen las acciones que debe desarrollar la Mesa de la Unidad Democrática (MUD) para facilitar la intervención extranjera en Venezuela y los aportes que se harán desde los EEUU[8]. Esto último puede ayudar a disipar las dudas sobre “qué tiene que ver el gobierno de EEUU con la derecha venezolana”.


El otro dato es la posible apertura de bases militares estadounidenses en Argentina, en la triple frontera y Tierra del Fuego[9]. Esto se suma a las más de 70 bases militares con presencia estadounidense en la región, en clara continuidad con el escenario –supuestamente caduco– de Guerra Fría.

Lo enumerado hasta aquí deja mucho que desear con respecto a la visibilidad y acoso perpetrado contra el gobierno de Maduro y la escasa o nula mención a la presencia de fuerzas militares extranjeras en territorios nacionales, como lo es el caso de las FFAA estadounidenses a través del Comando Sur. Por otra parte, si lo que preocupa es el “estallido de violencia” y la inestabilidad en Venezuela, los datos expuestos nos llevan a preguntarnos si no será justamente ese escenario el deseado por las FFAA estadounidenses y sus aliados para justificar una nueva intervención “en nombre de la democracia” en América Latina.

Notas
[1] Vale destacar que esta posición de los Cancilleres no coinciden necesariamente con la postura de diversos sectores políticos en dichos países. Por ejemplo, el 25 de mayo representantes de los partidos Socialista y Comunista de Venezuela y Uruguay se reunieron este miércoles en Montevideo para estrechar lazos de unión. En la reunión participaron dirigentes del Partido Comunista de Uruguay y del Movimiento de Participación Popular http://www.telesurtv.net/news/Toldas-socialistas-de-Venezuela-y-Uruguay-fortalecen-relaciones-20160525-0050.html
[2] http://ar.reuters.com/article/topNews/idARL2N18H14
[3] http://www.celag.org/venezuela-los-nuevos-conquistadores-por-alejandro-fierro/
[4] http://www.celag.org/la-presion-popular-inexistente-por-alejandro-fierro/
[5]http://www.elmundo.es/opinion/2016/05/16/5738bc75468aeb26418b4592.html?cid=MNOT23801&s_kw=maduro_lleva_a_venezuela_al_borde_del_estallido_social
[6] http://www.southcom.mil/newsroom/Pages/2016-Posture-Statement-to-Congress.aspx
[7] http://www.voltairenet.org/article191879.html
[8] http://coyuntura.sociales.uba.ar/objetivo-venezuela-nuestro-amo-juega-al-esclavo/
[9] [9] http://www.elcomercial.com.ar/index.php?option=com_content&view=article&id=199640:autorizarian-una-base-militar-de-estados-unidos-en-la-triple-frontera&catid=9:edicion-digital&Itemid=65
Silvina M. Romano/CELAG
http://www.celag.org/el-comando-sur-en-america-latina-y-la-inestabilidad-en-venezuela-por-silvina-romano/
URL de este artículo: http://www.alainet.org/es/articulo/177847

BRASIL: A REPÚBLICA DAS BANANAS DOS ESCROQUES PROVISÓRIOS


Pepe Escobar, SputnikNews

Parece que todos os pervertidos políticos do planeta estão conectados na atual House of Cards à brasileira, para oferecer festim sem interrupção de emoções baratas.

A mais recente reviravolta do script foi o vazamento de conversa entre um dos operadores chaves envolvidos no escândalo de corrupção na gigante Petrobras e um senador que acabou por ter vida curta como Ministro do Planejamento do governo provisório usurpador que atualmente substitui a presidenta Dilma Rousseff, enquanto ela enfrenta processo de impeachment pelo Senado.

O vazamento pode ser descrito como rápida autópsia do que, desde o início nunca passou de golpeachment; mistura de “golpe” e “impeachment” que aconteceu em votação em duas etapas no Congresso (Câmara de Deputado e Senado) do Brasil, e quando uma conhecida congregação de escroques investigados por incontáveis crimes e infrações tomaram o poder em Brasília, numa espantosa ópera bufa. Para mim, são a República das Bananas dos Escroques Provisórios (ReBEP).

Conheçam o Morto Vivo interino

O vazamento/autópsia revelou como avançou o câncer ReBEP. Um dos conspiradores-chefe delineou o golpe; explica que é indispensável proteger a cleptocracia/plutocracia brasileira contra consequências não desejadas da investigação da corrupção que já dura dois anos, chamada “Operação Lava-jato”; e como a esquerda – da presidenta Rousseff até Lula e o Partido dos Trabalhadores, PT – têm de ser criminalizados a qualquer custo.

O resto seria história, inclusive a demolição – pela imposição de uma restauração neoliberal – dos direitos sociais e trabalhistas recentemente conquistados no Brasil; reversão total na política exterior, com as relações geopolíticas e geoeconômicas devolvidas ao quadro mental mais colonizado que o Brasil conheceu; e o restabelecimento no poder hegemônico, de uma classe conservadora, neoliberal rentista, com plenos poderes sobre uma sociedade que chegou a ser democrática e socialmente orientada.

Combina perfeitamente com a atual configuração do Congresso brasileiro hoje dominado por interesses “BBB” – as bancadas do Boi (o poderoso lobby do agronegócio); da Bala (o complexo de armas e da segurança privada); e da Bíblia (fanáticos evangélicos) – todos esses apoiados pela mídia-empresa. Muitos desses impalatáveis personagens são conectados e/ou representam a tóxica aristocracia rural brasileira – que são de fatos herdeiros de títulos nobiliárquicos distribuídos aos proprietários de escravos do Brasil colonial.


Tudo estava indo muito bem nos primeiros dias – e até o ex-presidente da Câmara de Deputados e escroque conhecido, Eduardo Cunha, havia sido temporariamente afastado; Cunha – coordenador de uma máfia de financiamento de campanhas eleitorais dentro do Congresso – atuava como um primeiro-ministro de facto do então vice-presidente fantoche e hoje presidente interino Michel Temer.

Temer O Usurpador – que na verdade pode tornar-se Temer O Breve – sempre esteve sob sítio, desde que tomou o poder. A impopularidade do homem alcança níveis de Kim Jong-Un reverso, e já chega a quase 99%. A vasta maioria dos brasileiros o quer impichado. É mencionado em vários escândalos de corrupção. Hoje, nada faz além de nomear, como nomeador serial, lista que parece infinita de ministros envolvidos, eles também, em incontáveis escândalos de corrupção.

Problema é que a gangue da República das Bananas dos Escroques Provisórios (ReBEP) simplesmente não pode separar-se de Temer [vice-presidente legal, cuja presença no atual governo é o único tênue fiapo de legalidade que ainda impede que o golpeachment seja exposto como o golpe que é (NTs)] – porque sem Temer a gangue golpista perde todo o poder.

O vazamento do Diálogo dos Grandes Escroques prova conclusivamente que a Operação Lava-jato foi instrumentalizada para criminalizar o Partido dos Trabalhadores e derrubar a presidenta Rousseff, ao mesmo tempo em que a farsa do golpeachment avançava paralelamente, de modo a assegurar que forças políticas tradicionais jamais fossem apanhadas na rede da Lava-jato.

O Diálogo dos Grandes Escroques aconteceu há mais de dois meses – e vazou pelo menos três semanas antes de a farsa do golpeachment alcançar o auge naquela sinistra, medonha sessão de votação na Câmara dos Deputados. O que nos leva a uma questão chave: por que o procurador-geral e o juiz federal da vara de Curitiba encarregados da investigação chamada Lava-jato não revelaram aquela informação e/ou por que não tomaram qualquer medida imediata?! Porque se o Judiciário brasileiro tivesse revelado as informações contidas no Diálogo dos Grandes Escroques – e tomado as medidas cabíveis – o golpeachment teria de ter sido abortado.

O fato de nada ter vazado há dois meses enche de suspeitas todas as cabeças e mentes sérias do país. No Diálogo dos Grandes Escroques o senador Romero Jucá fala com [Sérgio Machado, da Transpetro] conhecido nodo numa cadeia de corrupção histórica que existe dentro da gigante petroleira Petrobras desde os governos de Fernando Henrique Cardoso nos anos 1990s. Atuou na alta cúpula da administração de todos os governos no Brasil, ao longo dos últimos 22 anos. Implica que o senador sempre foi o Escroque em Chefe e escroque leva-e-traz de seu partido político, o PMDB.


Mas nada disso sequer se aproxima da gravidade que é a dupla admitir que toda a agenda oculta do golpeachment visou a deter as investigações de corrupção, e foi parte de acordo mais amplo e que envolveu seletos juízes da Suprema Corte no Brasil. Se não se tratasse da House of Cards à brasileira, toda a conspiração desse golpeachment teria de já ter sido declarada nula e sem efeitos.

Mas, como venho dizendo e insistindo desde as primeiras escaramuças,o golpe em curso no Brasil é sofisticada operação político-financeira-‘jurídica’-midiática tipo Guerra Híbrida. E será muito difícil deslindá-la.

A lógica do escândalo perpétuo


Como se pode ver, os historiadores do futuro já receberam o resumo da narrativa a reproduzir – bem clara no Diálogo dos Grandes Escroques: o golpeachment de 2016 foi trama urdida por um bando de políticos canalhas, fazendo de tudo para escapar da prisão.

Temer o Breve, fantoche de segunda categoria, já está sob sítio. Os dois agentes que o manipulam – Cunha, o ex-presidente da Câmara de Deputados; e Jucá, seu ex-ministro do Planejamento de curto mandato – estão agora obrigados a só operar nas sombras. Na prática, significa que conseguir que o Congresso aprove políticas econômicas profundamente impopulares será ainda mais difícil.

O reinado de Temer O Breve é indiscutivelmente ilegítimo. Ninguém; já ninguém está engolindo a farsa, nem os atores privilegiados – a Deusa do Mercado, sortimento variado de empresários e até alguns setores da mídia-empresa dominante. Ao mesmo tempo, a rua brasileira não se calará. Essa é a estratégia de Rousseff e do Partido dos Trabalhadores, PT (mas não basta).

Assim sendo… o que acontecerá na sequência? A única via para que Rousseff seja reinvestida na presidência é que ela e seu partido construam narrativa crível das prioridades do país, com vistas às eleições presidenciais de 2018. Implica muita conversa de bastidores e muita negociação política – áreas em que Rousseff não é muito competente.

A nova normalidade no Brasil – já descrita como o novo presidencialismo condominial – envelopa agendas conflitantes, sem qualquer consenso à vista. Deve-se esperar que a nação permaneça atolada, ainda por muito tempo, na lógica do escândalo perpétuo.

A variável chave de agora em diante é como a gangue da República das Bananas dos Escroques Provisórios manobrará – possivelmente ilegalmente – para manter-se agarrada ao poder. O Ministério Público e a Polícia Federal estão completamente politizadas. Cada vez mais se vê que não há poderes de mediação. A gangue da República das Bananas dos Escroques Provisórios, ReBEP, não arrastará prisioneiros. O Ministério Público sairá à caça de Lula; e o Procurador Geral tentará bloquear qualquer possibilidade de Rousseff ser reposta no poder.

Enquanto isso, os social-democratas neoliberais – associados de cama e mesa da gangue da República das Bananas dos Escroques Provisórios – continuarão a avançar a própria agenda: privatizações hardcore; bandeja para entregar a exploração dos depósitos de petróleo do pré-sal ao Big Oil dos EUA; almofadinhas para se ajoelharem como vassalos aos pés de Washington. Basta examinar o interesse extremo que oDepartamento de Justiça dos EUA tem mostrado por tudo que tenha a ver com a investigação Lava-jato, e logo se percebe que Washington está profundamente interessada no desmonte das principais empresas brasileiras.

E quanto aos BRICS?

No momento, o Brasil está globalmente isolado. Só Maurício Macri, presidente argentino amigo dos fundos abutres, reconheceu até agora o governo golpista da gangue da República das Bananas dos Escroques Provisórios. A República das Bananas dos Escroques Provisórios idolatra Macri, como se fosse a Beyoncé; absolutamente a-do-ra Macri, matador de um ciclo de governos inclusivos na Argentina.

Washington ainda não teve colhões para reconhecer oficialmente os Escroques no Poder –, e passou a tarefa a escalões inferiores, como o embaixador interino na OAS. Mas a mensagem é claríssima: o golpeachment é legal, e Washington confia nas “instituições democráticas” do Brasil. MUITO DIFERENTE do Ministério de Relações Exteriores da Rússia, que alertou contra “interferência estrangeira” nos assuntos do Brasil.

O novo ministro de Relações Exteriores – perdedor insistente de (perdeu duas vezes) eleições presidenciais vencidas pelo Partido dos Trabalhadores – não demorou a lançar sua política gloriosa de Vassalo do Big Capital de Washington/EUA. E já lançou “ameaça” velada contra Cuba, Venezuela, Nicarágua, Bolívia, Equador e El Salvador. O Mercosul será posto de lado, em favor da Aliança do Pacífico – na qual México, Peru e Colômbia já se meteram sob a saia de Washington. Unasul será isolada.

E na sequência, o sorvete azedado no bolo dos escroques: o “B” de BRICS é posto para dormir. Significa que o papel do Brasil no banco dos BRICS estará muito gravemente prejudicado. Claro: o grupo BRICS nunca foi grupo homogêneo e sempre viveu eivado de interesses conflitantes. Por exemplo, o acordo de partilha nuclear da Índia com os EUA efetivamente acabresta o país, sob controle dos EUA. A próxima reunião dos BRICS acontecerá na Índia, em outubro. O Brasil está exposto à vergonha de aparecer lá representado pela gangue da República das Bananas dos Escroques Provisórios.

Entrementes, que ninguém se engane: assim como a investigação Lava-jato já foi exposta como processo político não judicial – para o qual combater a corrupção não passa de cobertura útil – a República das Bananas dos Escroques Provisórios e seus aliados e agentes farão de tudo para se livrarem das eleições diretas à presidência marcadas para 2018. E assim, eis o lamentável mapa do caminho até 2018: rumo ao mais total caos nos campos político, econômico, social e judiciário.*****

Macri foge dos protestos na Argentina


Por Max Altman, no site Opera Mundi:

Passou batido na mídia brasileira a cena: com a Plaza de Mayo cercada, o presidente se viu obrigado a refugiar-se na residência oficial de Olivos depois do Te Deum na Catedral. Eis um retrato da atual situação na Argentina, menos de seis meses de mandato de Macri. Foi um 25 de maio sem parada, sem banda, sem bandeiras, sem flores, sem povo …

Não é mais possível ocultar a evidência: o governo de Mauricio Macri teme os protestos populares, que vão num crescendo, e optou por cercar de barreiras a emblemática Plaza de Mayo.

Macri conhece bem a força das imagens na política. Valeu-se delas em grande medida nas eleições presidenciais. Porém a imagem que ficará para sempre do primeiro dia pátrio da Argentina com Macri no poder é especialmente deletério para o presidente. A Plaza de Mayo, coração de todas as celebrações na Argentina, amanheceu completamente cercada e vazia a fim de impedir que os protestos de cooperativistas que haviam organizado um acampamento ao lado da praça chegassem ao presidente. E havia um evidente temor de que outras manifestações estariam sendo organizadas diante da sede presidencial da Casa Rosada.

Longe de celebrar um 25 de Maio, dia em que a Argentina deu em 1810 seu primeiro passo de independência da coroa espanhola, com o habitual fervor popular, Macri se viu rodeado de seguranças e mais seguranças.

Macri tinha previsto convidar dezenas de pessoas para compartilhar, na parte traseira da Casa Rosada, uma comida típica do interior argentino. No entanto, a pressão dos protestos, sobretudo dos funcionários públicos, que já no dia anterior tinham tomado a Plaza de Mayo, obrigou-o a mudar de cenário para levar o evento à quinta de Olivos, a residência presidencial. Patricia Bullrich, ministra da Segurança, alegou que haviam detido um grupo portando coquetéis molotov que se dirigia à Plaza de Mayo e por isso havia mais segurança que o normal previsto.

Assim que Macri assistiu ao Te Deus na catedral, partiu rodeado de proteção à quinta de Olivos, no norte da cidade, onde pôde comer e celebrar tranquilo com seus ministros e um punhado de acólitos. “Compartilho a dor, as angústias das pessoas. Tomar as medidas que tomei na economia tem sido muito duro, todavia nos deixaram realmente uma bomba à beira de explodir que vimos tratando de desarmar com o maior cuidado possível”, sentenciou o presidente. O mesmo e cínico discurso dos neoliberais quando assumem o governo depois de governos progressistas e populares.

Entretanto, a imagem de Macri, sem poder celebrar com os cidadãos na Plaza de Mayo um dia tão importante para os argentinos, é demolidora para um governo que insiste em demonstrar normalidade. A transmissão pela televisão tratava de mostrar essa ideia, com as autoridades apreciando chocolate e churros, no entanto, quando os canais privados abriam o plano, só se viam policiais, militares, armas, cercas e uma praça completamente vazia. Quando saiu da catedral, Macri só conseguiu dialogar com um diminuto grupo de fieis que tinha conseguido atravessar o cerco à praça. Tudo a uma distância astronômica da imagem de celebração de um dia festivo.

Macri, quando chegou ao poder em dezembro, planejava eliminar as barreiras da área da praça em frente à Casa Rosada. Antes sempre abertas, desde 2011, quando começou a crise, as grades se abriam e fechavam em função dos protestos. Macri e os seus sempre pretenderam tirá-las, contudo esse momento está muito distante e ao contrário cada vez têm de pôr mais barreiras e mais grades.

É muito evidente o contraste deste 25 de Maio com o do ano passado, em que Cristina Kirchner organizou uma multitudinária concentração com seus partidários e apoiadores. Nas redes sociais os ‘kirchneristas’ estão comparando os dois por meio de fotografias. O que esta celebração deixa claro é que o ‘kirchnerismo’ pode ter perdido o poder e sequer controla todo o peronismo, no entanto continua dominando as ruas, enquanto Macri, embora conserve ainda um robusto apoio – se bem que declinante – não tem capacidade de se contrapor nas ruas a esta força da oposição.

A participação de Macri no Te Deum, o único ato a que compareceu na Plaza de Mayo, já de per si especialmente simbólico, uma vez que os Kirchner, por seu anterior enfrentamento com Jorge Bergoglio, atual papa Francisco, quando era arcebispo de Buenos Aires, não acudiam nunca a catedral. Macri volta ali como presidente precisamente quando a Igreja argentina está exercendo grande pressão em virtude da situação provocada pela inflação e o aumento da pobreza. O arcebispo de Buenos Aires, Mario Poli, lançou diante de Macri algumas mensagens veladas, embora nenhuma crítica direta.

Segundo os estudos da Igreja, desde que Macri chegou ao poder emergiu 1,4 milhão de novos pobres. Os informes dos bispos são especialmente duros com o ‘macrismo’. Na Argentina arraiga-se a ideia de que o papa Francisco, de origem peronista, está contra as políticas de Macri. Cada gesto seu ou da Igreja argentina é interpretada neste sentido.

¿Qué se esconde detrás del seminario entre Gobierno de Macri y enviados de Tel Aviv en la embajada israelí?


El presidente argentino Mauricio Macri (izda.), y el premier israelí, Benyamin Netanyahu.

El Ministerio de Seguridad de Argentina y la embajada del régimen israelí realizaron en Buenos Aires un seminario sobre seguridad y terrorismo, pero ¿cuál es el objetivo real de esta cita?

El lunes y martes se llevaron a cabo dos reuniones en la embajada de Israel en Argentina a las que asistieron 16 empresas israelíes. El acto contó con la presencia de Patricia Bullrich, ministra argentina de Seguridad; la embajadora israelí Dorit Shavit, y un general de alto rango de este régimen.

Entretanto, un reciente informe del diario local Contexto pone de manifiesto dudas en los posibles objetivos—seguridad y terrorismo— que podrían esconder estas reuniones entre los enviados israelíes y los funcionarios del Gobierno del presidente Mauricio Macri.

“Esta actividad se suma al reciente envío de una delegación del Ministerio de Defensa a negociar acuerdos militares con EE.UU. y la reciente visita a la DEA (la Agencia Antidrogas de EE.UU.) y el FBI (el Buró Federal de Investigaciones de EE.UU) en Washington de Bullrich”, según la fuente.

Agrega que el negocio de la seguridad, el complejo industrial-militar, la pérdida de soberanía y el alineamiento automático con las políticas de la Casa Blanca e Israel son componentes esenciales de la política del actual Gobierno argentino.

Macri, precisa, ha mostrado una clara dependencia tanto de EE.UU. como de Israel. Ya en plena campaña presidencial, Macri adelantó que pediría al Mercosur aplicar la cláusula democrática contra Venezuela (para satisfacer a Washington) y que daria de baja el memorándum de entendimiento con Irán (respondiendo de manera directa a los intereses de Israel).

Sobre los cercanos nexos entre el Gobierno de Macri y la embajada israelí, Contexto apunta: “Bullrich (...) era la presidenta de la comisión parlamentaria de amistad con Israel. A esto se suma todo el trabajo que desde adentro hace el rabino Sergio Bergman. Esto complementa todo un proyecto de establecer una alianza estratégica con Israel y realizar negocios con el tema de la seguridad”.

En esta misma línea, otro diario argentino InfoBaires asegura que estas últimas reuniones, en donde los israelíes disertaron cómo combaten el terrorismo, “deben llamarnos a una honda preocupación” , pues, quizás Israel busca involucrar a Argentina en el escenario de conflictos que se desarrollan en otras partes del mundo.

“No podemos dejar de preguntarnos qué tiene que ver esa problemática con nuestra realidad local (…) Es de suma gravedad que se haya puesto en marcha esta iniciativa desde el Poder Ejecutivo nacional, sin involucrar en una discusión previa a la sociedad y al Congreso nacional, que deberían estar tomando cartas en el asunto”, subraya.

mpv/ncl/rba/HispanTv

Bastión terrorista en la Guta Occidental se rinde a las tropas sirias


Tropas del Ejército sirio han tomado el pleno control de la ciudad de Mu´adhamiyah al Sham en la Guta Occidental un día después de que los terroristas que la controlaban se rindieran a los militares el martes, indicaron fuentes municipales.

En base al acuerdo, los militantes accedieron a deponer las armas y entregarse a las fuerzas del gobierno sirio. La bandera oficial siria ha sido también izada en los edificios oficiales.

"En base a un acuerdo entre el Ejército sirio y los militantes en la ciudad de Al Mu´adhamiyah al Sham, estos últimos entregaron la ciudad y sus armas y pusieron fin a su lucha contra las fuerzas del gobierno", indicaron las fuentes. "Todas las posiciones defensivas construidas por los militantes serán demolidas y el Ejército desplegará sus fuerzas dentro de la ciudad".

"Según acuerdo entre el Ejército sirio y Aynad al Sham, los heridos del grupo terrorista que lo deseen serán transferidos a la provincia de Idleb, ocupada por los terroristas, para recibir tratamiento allí". El Ejército sirio accedió a transferir a 700 no residentes a la provincia de Idleb con el fin de cumplir los términos acordados con el grupo para la entrega de la ciudad".

Mu´adhamiyah al Sham ha sido durante mucho tiempo un bastión de los grupos terroristas en la Guta Occidental. Su rendición puede tener una influencia decisiva en los restantes militantes del Aynad al Sham que quedan en la vecina ciudad de Darayya y que podrían decidir también entregar sus armas.

Al - Manar

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Política externa proposta por Temer é medíocre e submissa, diz Garcia


Em novo vídeo divulgado nas redes sociais da presidenta eleita Dilma Rousseff, Marco Aurélio Garcia, ex-assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, criticou a política externa do governo provisório de Michel Temer. Para Garcia, o que está sendo proposto pela pasta encabeçada pelo chanceler interino José Serra é uma política "medíocre" e "submissa".

"Há quem diga que estamos assistindo ao surgimento de uma nova política externa. De nova não tem nada, é velha. É a velha política que conseguimos reverter a partir de 2003, quando o presidente Lula assumiu a chefia da nação e que depois teve uma continuidade nos anos que se seguiram", disse o ex-assessor.

Ele criticou um eventual fechamento de embaixadas na África e no Caribe, algo amplamente noticiado na mídia como uma medida que Serra desejaria implementar. "Fechar embaixadas na África e Caribe, como escutei como uma opinião do chanceler interino, me parece um absurdo extraordinário", disse Garcia.

Para ele, trata-se de não levar em consideração a importância que a África tem para a política externa. "Não é só uma afinidade étnica, pelo fato de que metade da população brasileira é afrodescendente, é algo que tem muito a ver com o aspecto pragmático. Temos uma relação econômica extraordinariamente importante que já foi explorada e pode ser mais ainda", disse, detalhando que só no governo Lula, houve um crescimento de cinco vezes no comércio exterior brasileiro para a Africa.


De acordo com o ex-assessor, as embaixadas nesses locais pequenas, de custo reduzido, muitas vezes com um ou dois funcionários e deveriam, na verdade, ser ampliadas. Para ele, fechar as embaixadas demonstra "uma visão preconceituosa, atrasada e na qual está presente o conservadorismo do pensamento político brasileiro".

Garcia avaliou ainda que o lugar do Brasil, no mundo, é complicado hoje. "Se ficamos dentro dessa política medíocre e submissa que está sendo proposta, vamos ter um lugar pequeno, o lugar que tínhamos 20 anos atrás. Se nós conseguirmos romper com essa visção medíocre, pequena, provinciana, conservadora, teremos a possibilidade de reconstruir nossa política externa", avaliou.

Na abertura do vídeo, Dilma afirma introduz a fala de Garcia: “o governo eleito explica hoje a nossa política externa e as diferença que temos em relação a política externa do governo provisório”.

O ex-assessor avalia que os governos do PT fizeram "um jogo político equilibrado", no qual afirmou a identidade da política externa, sem que isso significasse uma ruptura com alianças tradicionais.

"Os traços fundamentais foram a afirmação do Brasil como uma potência regional, mas que quer se associar aos países da região, porque entendeu que está em surgimento um mundo multipolar e, portanto, é mais importante que estejamos nesse mundo multipolar conjuntamente com os países da região do que isolados", resumiu.

Segundo ele, isso significou também uma aproximação com países da África e da Ásia, sem que isso significasse um afastamento com parceiros como Estados Undios, União Europeia e Japão.

Portal Vermelho

Temer já é ruim, mas ainda pode piorar


Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Os sucessivos desastres políticos ocorridos desde o afastamento de Dilma Rousseff demonstram que uma fraqueza política irremediável tornou o governo de Michel Temer ridiculamente incapaz de oferecer uma alternativa de estabilidade e prosperidade para o país.

Vamos classificar os fatos como eles são. A implosão do ministro da Transparência ocorreu num quadro de insurreição interna. A reconstrução do Ministério da Cultura foi obtida a muque. A revolta do movimento de mulheres forçou uma busca de talentos para integrar altos escalões do governo. Tardia demais para produzir qualquer que efeito político, mostrou-se inteiramente inócua em função da audiência, no ministério da Educação, concedida a um ator celebrizado pelo tom debochado usado para descrever um crime de estupro.

No plano interno, não há como esconder: o governo provisório perdeu o debate essencial sobre sua legitimidade. No externo, onde o poder de retaliação econômica de Brasília é perto de zero, o esforço do Itamaraty para atuar como agência de publicidade do golpe parlamentar só trouxe resultados patéticos depois que gravações mantidas em conveniente segredo até aqui desmascararam a natureza anti-democrática, mesquinha e suja, da conspiração que afastou Dilma. A desmoralização na realidade é anterior. Começou no Festival de Cannes, que retomou a tradição criada no tempo das ditaduras sul-americanas, quando, pela primeira vez, seu auditório serviu para atos de protesto. Prosseguiu no repúdio de 499 sociólogos reunidos em Nova York ao antigo príncipe da profissão, Fernando Henrique Cardoso.


A situação de fratura exposta não representa nenhuma garantia, porém, para o retorno à democracia e à preservação dos direitos e liberdades colocados em risco, mas a possibilidade de reversão do quadro atual tornou-se pelo menos verossímil.

Afastada do posto, numa espécie de exílio vigiado no Alvorada, hoje Dilma desfruta dos melhores índices de aprovação desde o tumultuado início do segundo mandato. Sua recuperação é expressão, em primeiro lugar, da conjuntura política e da desarticulação visível do governo Temer.

A presença de Dilma no Memorial Darcy Ribeiro, para o lançamento, ontem, do livro "A resistência ao golpe de 2016", que reúne artigos de uma seleção de autores comprometidos com a causa democrática, marca uma diferença que permite comparações - a favor da presidente afastada.

Em julho de 1964, quatro meses depois do golpe militar, o cronista Carlos Heitor Cony, que foi um dos principais críticos dos anos iniciais da ditadura, assegurando ao Correio da Manhã um prestígio que jamais possuiu, lançou a coletânea O Ato e O Fato, na Feira de Livro do Rio de Janeiro. A presença de leitores foi enorme, como mostram fotos incluídas na contracapa de uma edição posterior, onde se lê: "foi a primeira manifestação civil realmente espontânea contra o regime militar."

A diferença central em relação aos dias de hoje é a presença de Dilma na resistência. Ontem, ela fez um discurso de 40 minutos, tão bem sucedido que, no final, a platéia gritava querendo mais. Acusou os adversários de "usar a democracia contra ela mesma." Para sublinhar que as denúncias usadas para afastá-la não foram mais do que um pretexto, lembrou que, em nenhuma das gravações que documentam a conspiração, fala-se de "pedaladas fiscais nem do plano Safra." Lembrou da condição feminina, referência indispensável numa conjuntura onde o movimento de mulheres assumiu um lugar destacado na resistência. Repudiou os "xingamentos de caráter sexista" usados pelas hordas mais selvagens, dizendo ainda que "a resistência ao golpe é um pouco mais difícil para as mulheres."

"Temos nossa consciência" disse a presidente, ao se despedir. "Sabemos porque lutamos: o único rumo ao nosso país é a democracia."

Ao contrário do que se diz, as gravações descobertas pelo repórter Rubem Valente não revelam a disposição de parar a Lava Jato. Nenhum dos interlocutores engravatados manifestou interesse, por exemplo, em defender o direito de Luiz Inácio Lula da Silva a presunção da inocência. Como notou o indispensável Janio de Freitas, a finalidade das conversas é manter as operações no curso realizado até aqui, como uma ação seletiva contra uma fração definida do sistema político, aquela que as lideranças que se apossaram do poder e da riqueza há mais de 500 anos tornaram-se incapazes de vencer pelo voto do povo.

Não vamos criminalizar as ideias e interesses que movem a luta política. Nem vamos fingir que imaculados princípios morais se encontram no centro das preocupações. O logro Eduardo Cunha descarta inteiramente essa possibilidade.

O objetivo real é destruir pela raiz um projeto político-econômico que permitiu, por uma década e meia, que o país apostasse no crescimento do mercado de massas e o apoio a industria local. Não se trata de uma disputa democrática - e por isso não pode ser levada para as urnas. Sua base não é a legitimidade, mas o interesse de uma classe, os 1% que dominam a riqueza e o poder no país. A pressa é tamanha que até a ministra de Relações Exteriores da Argentina protestou contra o ritmo acelerado de seu colega brasileiro José Serra em rever tratados comerciais entre os dois países.

A experiência ensina que rupturas institucionais sem grandes cenas de violência, frequentemente descritas como um tumor quase benigno, podem se transformar num estímulo a aventuras maiores, irresponsáveis e nocivas, que muitas vezes são promovidas quando um regime de exceção não se encontra em posição de força, mas de fraqueza.

O período mais selvagem da ditadura de 1964 foi inaugurado em dezembro de 1968. Naquele momento, o regime dos generais enfrentava um ambiente hostil no país. Por motivos mais do que compreensíveis, a cultura tornara-se um universo dedicado a formas variadas de protesto. Depois de abençoar o golpe, padres e mesmo alguns bispos passaram a constituir o "clero revoltoso", na expressão dos aliados do regime. O descontentamento aparecia nas universidades, ruas e nas fábricas. No Congresso, a ditadura foi derrotado numa votação crucial, na qual estava em jogo a proteção da imunidade parlamentar: 70 deputados do partido criado pelos generais votaram contra o governo. As principais lideranças civis do Brasil anterior ao golpe haviam tentado unificar-se, construindo a Frente Ampla.

Nessa situação, os comandantes militares, que tinham as rédeas do regime, optaram pela pior opção possível, numa atitude que confirma a velha observação de que, a beira do abismo, muitas pessoas só conseguem dar um passo em frente. Aprofundaram a ditadura, suspendendo as garantias institucionais que restavam - como o habeas corpus -, transformando a violência dura do aparato repressivo em terror organizado pelo Estado. Uma ditadura que durava quatro anos prolongou-se por mais 17.

Retirado de circulação por caminhões do Exército, quando saía de suas oficinas gráficas, o editorial "Instituições em frangalhos," do Estado de S. Paulo, braço midiático do golpe de 31 de março que não deixava de enxergar a tragédia em curso, descrevia a conjuntura que levou ao AI-5 com palavras claras. Falando dos governantes de farda, sem sensibilidade para perceber "sinais precursores de grandes terremotos", o jornal dizia que o marechal-presidente Costa e Silva não fora capaz de perceber que dirigir um país "é coisa muito diferente de comandar uma divisão ou um Exército." Sintetizando suas avaliação, o jornal falava de um "estado de coisas que tanto se assemelha ao desmantelamento total de um regime...cuja integridade encontra-se por um fio."

Não há comparação possível entre as duas situações e respectivos personagens. A opção de uma parcela importante dos adversários da ditadura para ações armadas ajudou a unificar a elite dirigente e seus fiadores internacionais no apoio à ditadura. A situação é muito diferente de hoje, quando a resistência ao golpe assume a perspectiva da democracia e defesa da liberdade.

O exemplo de 1968, no entanto, adverte homens e mulheres de 2016 que uma situação ruim sempre pode ficar pior. Por essa razão, o combate ao golpe e à restauração do regime democrático não é uma opção entre outras - mas uma necessidade, acima de tudo.

OEA ameaça Venezuela de suspensão


A oposição venezuelana e o governo do Paraguai receberam com otimismo a decisão do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OAE), o uruguaio Luis Almagro, de invocar a Carta Democrática e convocar uma reunião com vistas a analisar a situação política na Venezuela.

A medida, que é considerada uma forma de pressionar o herdeiro de Hugo Chavez no âmbito internacional, podendo levar à suspensão da Venezuela da OEA, foi elogiada por vários políticos, tanto nacionais, como estrangeiros.

"O político imoral é aquele que perde essa visão, porque o único que lhe interessa é manter-se no poder, à custa da vontade da maioria", disse Almagro ao justificar a sua decisão, referindo-se ao líder venezuelano Nicolás Maduro.

O presidente do parlamento unicameral venezuelano, o advogado Henry Ramos Allup, afirmou em uma entrevista coletiva que o mundo acompanha com atenção a "grave crise humanitária enfrentada pelo país".

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, controlada por oposicionistas, pediu cautela e reiterou que os legisladores do país irão analisar uma solicitação para se ter direito de palavra na OEA.

"O secretário-geral da OEA apresentará o caso e vamos ver como ele se desenvolve", disse o líder do parlamento, reclamando dos problemas do seu país e culpando as autoridades. "Não existe verdadeira liberdade de expressão, a dissidência é perseguida e o governo se recusa a receber ajuda internacional em alimentos e medicamentos porque seria admitir uma crise".

Outros opositores aderem às críticas e expressam apoio à iniciativa da organização.

A decisão de Almagro foi saudada ainda pelo Paraguai, cujo chanceler, Eladio Loizaga, se solidarizou com as ações da OEA.

Sputniknews

Presidente Maduro: Derecha venezolana oculta golpe de Estado tras figura de referendo


El presidente de la República, Nicolás Maduro, advirtió este martes que la derecha venezolana oculta tras la figura del referendo revocatorio un golpe de Estado, para generar acciones violentas en contra del pueblo venezolano.

"Si ellos (la derecha) hubieran querido activar, intentar activar, el referéndum revocatorio presidencial, ellos hubieran activado el día 11 de enero, cuando se cumplía la mitad del período, de manera inmediata. Pero no lo hicieron, porque no lo quieren. Ellos están utilizando el referéndum revocatorio para tapar, con una capa de constitucionalidad lo que viene adentro, que es un golpe de Estado y una intervención contra Venezuela", denunció en su programa En Contacto con Maduro.

En transmisión de Venezolana de Televisión desde el Palacio de Miraflores, en Caracas; el Jefe de Estado manifestó que las firmas entregadas por la autollamada Mesa de la Unidad Democrática (MUD) para solicitar el referéndum revocatorio, solo conforma un acto jurídico.

"Ese paquete que entregaron ahí (al Consejo Nacional Electoral) es un solo acto jurídico, político e institucional", expresó el Primer Mandatario nacional al tiempo que recalcó que con la recolección de firmas, la MUD pretende repetir el mismo guión que en 2004, cuando se registraron "firmas planas" para convocar un referéndum contra el entonces presidente, Hugo Chávez.

Para que no se repitiera esta acción, detalló el presidente Maduro, el Consejo Nacional Electoral (CNE) promulgó en 2007 la Ley de Referéndum, con el fin de evitar estos hechos. No obstante, en estos momentos "se repite la historia" pero "ahora vamos a ser implacables con la ley y la justicia venezolana".

En este sentido, reiteró que por cada firma falsificada que se consiga, durante la etapa de verificación, el Gobierno Nacional emitirá un demanda, con el objetivo de que los responsables respondan por estos hechos que están penados por la Constitución.

Con este proceso de demanda, Venezuela busca "dejar una lección histórica y más nunca se pretenda a Venezuela un fraude a la Constitución", indicó Maduro.

Este lunes, el dirigente socialista Jorge Rodríguez informó que un total de 10.000 firmas de fallecidos aparecen hasta ahora firmando la solicitud de referendo revocatorio de la oposición venezolana.

Indicó que se encontraron huellas dactilares repetidas, firmas de privados de libertad y de personas que no aparecen el Registro Electoral.

AVN