sexta-feira, 20 de maio de 2016

Maduro a Mujica: Estoy loco de amor por Venezuela


El presidente venezolano, Nicolás Maduro, ante militantes del oficialista Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV), 19 de mayo de 2016.

El presidente venezolano, Nicolás Maduro, afirma que está "loco de amor" por Venezuela y la Revolución bolivariana, en una alusión indirecta al expresidente uruguayo José Mujica, quien lo llamó "loco como una cabra".

"Estoy loco como una cabra, sí. Estoy loco de amor por Venezuela, por la Revolución bolivariana, por (el difunto presidente de Venezuela, Hugo) Chávez y su ejemplo. Sí estoy loco como una cabra, es verdad. Tienen razón. Loco de amor, de pasión por ser leal a Chávez", ha subrayado este jueves el mandatario en un discurso ante militantes del oficialista Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV).

Asimismo, ha afirmado que “está loco” por ser sincero y decir lo que hay que decir, y ha sostenido que “¡al que le dije traidor, traidor se quedó carajo, para siempre!”, haciendo referencia al secretario general de la Organización de Estados Americanos (OEA), Luis Almagro.

El miércoles, Almagro dijo que el presidente venezolano se convertirá en un "dictadorzuelo" si bloquea el referendo revocatorio que la oposición empuja en su contra.

Ante esa polémica, Mujica (presidente de 2010 a 2015) recalcó el mismo miércoles que el presidente venezolano está "loco como una cabra" y defendió al secretario general de la OEA, a quien consideró Maduro como "basura y traidor".

Una comisión de la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur), encabezada por el expresidente del Gobierno español José Luis Rodríguez Zapatero, ha anunciado que va a realizar gestiones para propiciar un diálogo entre el Gobierno y la oposición de Venezuela, que intenta activar un referendo revocatorio contra el presidente Maduro.

Al respecto, el dignatario venezolano, ha expresado su esperanza de que ese diálogo haga que la oposición "ceda" en su "actitud golpista".

"Con los primeros contactos que se han iniciado, yo deseo la mayor de las suertes, con mucha paciencia le he dicho a los expresidentes para ver si los sectores de la oposición ceden, cesan en su actitud golpista", ha dicho Maduro.

Asimismo, ha explicado que él mismo ha invitado al grupo de expresidentes para que pongan en marcha un diálogo “de respeto a la paz”, con el fin de que la oposición respete la Constitución.

Sin embargo, ha señalado que todavía está por verse si los diputados opositores "colaboran en un proceso de diálogo para que el país supere sus problemas y podamos avanzar en paz los venezolanos en el transcurso de este año 2016 y 2017".

fdd/mla/mrk/hispantv

¡Visados quemados! Niños reclutados nunca podrán dejar filas de Daesh


El grupo terrorista EIIL (Daesh, en árabe) quema los visados de los niños que ha reclutado para que no puedan regresar a sus países de origen.

El grupo terrorista EIIL (Daesh, en árabe) en un nuevo video muestra a 23 niños recién reclutados a los que enseñará a cometer crímenes de lesa humanidad.

La agencia iraní de noticias Al-Alam informó el jueves que en el video, grabado en la provincia siria de Al-Hasaka (noreste), se puede ver a niños indonesios, malasios y filipinos que llevan uniforme de la banda takfirí al lado de adolescentes armados.

Agrega que al final de la grabación, los takfiríes queman los pasaportes de los niños para dejar claro que los chicos no podrán abandonar las filas de Daesh.

ftn/ncl/nal/hispantv

O golpeachment no Brasil, a nova revolução colorida


– Depois dos golpes em Honduras e no Paraguai chega agora a vez do Brasil

por Pepe Escobar [*]

Nunca na moderna história política foi tão fácil “abolir o povo” e simplesmente apagar 54 milhões de votos obtidos numa eleição presidencial livre e justa.


Esqueça recontagens de votos(hanging chads), como na Florida em 2000. Este é um dia que viverá na infâmia em todo o Sul Global – aquela que era uma das mais dinâmicas democracias tornou-se um regime plutocrático, sob um delgado verniz parlamentar/judicial, com garantias legais e constitucionais agora à mercê de desprezíveis elites compradoras.

Após a maratona proverbial, o Senado brasileiro votou por 55 a 22 colocar a presidente Dilma Rousseff em julgamento por “crimes de responsabilidade” – relativos a alegadas cosméticas do orçamento do governo.

Isto é o culminar de um processo contínuo que começou ainda antes de Rousseff vencer a reeleição no fim de 2014, com mais de 54 milhões de votos. Descrevi o bando de perpetradores que a criatividade brasileira alcunhou “golpeachment” (golpe + impeachement) como Guerra Híbrida das hienas .

O golpeachment refinado – apoiado pelo equivalente a um Conselho de Inquisição Eleitoral – impeliu a Guerra Híbrida a níveis inteiramente novos.

A Guerra Híbrida aplicada no Brasil exibiu elementos clássicos de uma revolução colorida. Naturalmente não houve necessidade de zonas no-fly ou de imperialismo humanitário para “proteger direitos humanos” – nem tão pouco a provocação de uma guerra civil. Mas considerando o alto nível de resistência do estado vítima, onde a sociedade civil é muito dinâmica, os que conceberam a Guerra Híbrida neste caso apostaram num misto de capitulação – e traição – de elites locais, combinado com“protestos pacíficos” e uma implacável campanha dos media de referência. Chama-se a isto Guerra Civil Light.

Isso proporcionou um fabuloso rácio custo-benefício. Agora o (imensamente corrupto) sistema político brasileiro e o actual alinhamento executivo/ legislativo/ judiciário/ media de referência pode ser utilizado pelos suspeitos habituais para a sua agenda geopolítica.

Bem vindo à mudança de regime light – política, em suma – como guerra por outros meios aos BRICS. Um novo software, um novo sistema operacional. Arrastando um corolário patético: se os EUA são o Império do Caos, o Brasil agora alcançou gloriosamente o status de Sub-Império dos Canalhas.

Canalhas em abundância

Rousseff pode ser acusada de grave má gestão económica e de ser incapaz de articulação política entre o mar de tubarões que é a (imensamente corrupta) política brasileira. Mas ela própria não é corrupta. Ela cometeu um grave erro no combate à inflação, permitindo que taxas de juro ascendessem a um nível insustentável; de modo que a procura no Brasil caiu dramaticamente e a recessão tornou-se norma. Tornou-se assim o (conveniente) bode expiatório para a recessão do Brasil.

Ela certamente pode ser acusada de não ter um Plano B para combater a recessão global. O Brasil funciona essencialmente sobre dois pilares: exportação de commodities e companhias locais a sugar as tetas do estado. A infraestrutura em geral é lastimável – acrescentando-se ao que é chamado “custo brasileiro” de fazer negócio. Com a derrocada das commodities, os fundos do estado minguaram e foi tudo paralisado – crédito, investimento, consumo.


O pretexto para o impeachment de Rousseff – alegadamente transferir empréstimos de bancos públicos para o Tesouro a fim de disfarçar a dimensão do défice orçamental do Brasil – é frágil. Toda administração no ocidente o faz – e isso inclui as de Clinton, Bush e Obama.

A investigação da Operação Lava Jato , que se arrasta há dois anos, supostamente era para descobrir corrupção no sistema político brasileiro – como a conivência de executivos da petrolífera gigante Petrobrás, companhias brasileiras de construção e financiamento de campanhas políticas. A Lava Jato nada tem a ver com a condução do golpeachment. Mas estas têm sido duas auto-estradas paralelas convergindo para um destino comum: a criminalização do Partido dos Trabalhadores e o definitivo – se possível – assassinato político de Rousseff e do seu mentor, o antigo presidente Lula.

Quando o golpeachment chegou à câmara baixa do Congresso – um espectáculo horrendo – Rousseff foi estripada pelas hienas da Guerra Híbrida, da variedade BBB:“bala”, “bíblia” e “boi”, em que “bala” refere-se às armas e à indústria de segurança privada; “bíblia” a pastores e evangélicos fanáticos; e “boi” ao poderoso lobby do agronegócio.

As hienas “BBB” são membros de quase todos os partidos políticos brasileiros, garotos de recados de grandes corporações e – não menos importante – firmes esteios da corrupção. Todos eles beneficiam-se de campanhas políticas milionárias. Toda a investigação do Lava Jato em última análise gira em torno de financiamento de campanhas, as quais no Brasil, ao contrário dos EUA com seus lobbies legalizados, é um faroeste digno de Tarantino.

O Senado brasileiro não é exactamente uma câmara – em têrmos mais polidos – “alta”. Oitenta por cento dos seus membros são homens brancos – num país onde a miscigenação domina. Uns estarrecedores 58 por cento estão sob investigação criminal – ligados ao Lava Jato. Sessenta por cento procedem de dinastias políticas. E 13 por cento – como suplentes – não foram eleitos de todo. Entre aqueles favoráveis ao impeachement, 30 de 49 estão em dificuldades com a lei. As acusações incluem principalmente lavagem de dinheiro, crimes financeiros e corrupção descarada. Renan Calheiros, o presidente do Senado – que hoje supervisionou a votação do impeachment – é o alvo de nada menos que nove investigações por lavagem de dinheiro/ corrupção, além de outras duas de carácter criminal.

Reúnem-se os três amigos da República das Bananas

Rousseff é agora suspensa por um máximo de 180 dias enquanto um comité do Senado decide se vai impedi-la para sempre. Entra o presidente faminto de poder, Michel Temer – um operador evasivo e sombrio – que foi estigmatizado por Rousseff como um “usurpador”. E usurpador este Brutus provinciano certamente é – de acordo com as suas próprias palavras. Em 30 de Março do ano passado ele estava a tweetar que “Impeachment é impensável, criaria uma crise institucional. Não há base judicial ou política para isso”.

Sua administração nasce com o pecado original de ser ilegal e maciçamente impopular; sua taxa de aprovação flutua entre um épico 1 por cento e 2 por cento. Ele já foi multado na semana passada por violar limites financeiros na campanha. E, previsivelmente, está afundado num pântano de corrupção – nomeadamente em doisplea bargains [1] e acusado de fazer parte de um esquema ilegal de compra de etanol, pode tornar-se inelegível durante os próximos oito anos. Quase 60 por cento dos brasileiros também querem que ele seja impedido – pelas mesmas acusações que arrasaram Rousseff.

Brutus 1 (Temer) não gozaria os seus 15 minutos de fama sem as peripécias de Brutus 2 (o vigarista número um do Brasil, o antigo porta-voz da câmara baixa Eduardo Cunha, que enfrenta acusações de subornos e perjúrio, detentor de contas ilegais na Suíça e agora finalmente posto fora de jogo pelo Supremo Tribunal). Foi Brutus 2 que acelerou o impeachment como vingança pura; o Partido dos Trabalhadores não o encobriu quando ele enfrentava um tsunami de acusações de corrupção. Brutus 2 utilizou todos os seus vastos poderes – ele dirige uma campanha de fraude financeira dentro do Congresso – para obstruir a investigação Lava Jato. Seu substituto, o porta-voz interino, também está a ser investigado por suborno.

Assim se encontram Temer, Cunha, Calheiros; estes três amigos são as verdadeiras estrelas da República Banana de Canalhas/Vigaristas.

Como se o Supremo Tribunal estivesse livre de crápulas. O juiz Gilmar Mendes, por exemplo, é o vassalo rasteiro de plutocratas. Quando um promotor do governo apresentou uma moção para suspender o impeachment, ele disse sarcasticamente: “Ah, eles podem ir para o céu, para o Papa ou para o inferno”. Um outro juiz pomposo recebeu um requerimento para excluir Cunha ainda em Dezembro de 2015. Mas ele só examinou o requerimento mais de quatro meses depois, quando toda a fraude do golpeachment estava na sua fase decisiva. E ainda argumentou: “não há prova de que Cunha contaminou o processo de impeachment”.

Finalmente, completando toda a fraude, encontramos na vanguarda os media de referência brasileiros, com o tóxico império dos media da Globo – o qual lucrou abundantemente com o golpe militar de 1964.

Todos saúdam a restauração neoliberal

A Wall Street – assim como a City de Londres – não podiam esconder sua excitação com o golpechment, acreditando que Brutus 1 Temer provocará uma melhoria económica. Argumenta-se que eles podem ousar ajustar o código fiscal kafkiano do Brasil e fazer algo acerca do enorme rombo no sistema de pensões. Mas aquela entidade mítica – os “mercados” – e miríades de “investidores” estão a salivar com a perspectiva de taxas de retorno fabulosas num Brasil reaberto à especulação. O jogo do Brutus 1 será um banquete neoliberal , realmente uma restauração, sem qualquer representação popular.

A gang do golpeachement fica realmente raivosa quando é identificada como articuladora do golpe. Ainda assim, não se importa quanto à OEA, Mercosur, Unasur – todas estas organizações condenaram o golpe – sem mencionar o Santo Graal: os BRICS. Sob Brutus1, o Ministério das Relações Exteriores será dirigido por um mau perdedor, está destinado a afundar o papel chave do Brasil na cooperação dos BRICS, para beneficiar o Excepcionalistão.

Tudo o que é preciso saber é que nem o vencedor do Prémio Nobel da Paz Barack “kill list” Obama nem a Rainha do Caos Hillary “Nós viemos, nós vimos, ele morreu” Clinton condenaram a mudança de regime em curso light, o golpechment. Isto era previsível, considerando que a NSA do Excepcionalistão espiou a Petrobrás e Dilma Rousseff pessoalmente – a génese daquilo que se desenvolveria como a investigação Lava Jato.

O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, limitou-se às platitudes proverbiais: “momento desafiante”, “confiança nas instituições democráticas brasileiras” ou mesmo “democracia madura”. Mas acrescentou, significativamente, que o Brasil está “sob escrutínio”.

Naturalmente, a etapa actual de uma estratégia de Guerra Híbrida muito refinada foi cumprida. Mas há incontáveis aventuras em suspense pela frente. A investigação Lava Jato – actualmente em câmara lenta – acelerará a velocidade pois uma erupção deplea bargains [1] evasivas já está reservada a fim de criar condições para criminalizar para sempre não só Dilma Rousseff mas a peça chave do tabuleiro de xadrez: Lula.

Jogo acabado? Não tão depressa . A frente anti-golpeachment tem uma estratégia: marcar especialmente no “Brasil profundo”, das vastas massas de trabalhadores pobres, a noção de ilegalidade; reconstruir a imagem de Rousseff como vítima de uma profunda injustiça; revigorar a frente política progressista; assegurar que o governo de Brutus 1 venha a fracassar; e criar as condições para o homem que virá do frio para vencer as eleições presidenciais de 2018.

Castelo de Cartas brasileiro? Poderiam ser feitas apostas de que isto pode mesmo acabar como uma sucuri , com Lula a imobilizar as hienas da Guerra Híbrida num ninho de cobras.

[1] Plea bargain: acordo em que o acusado colabora com a acusação e recebe um relaxamento no seu castigo.
[NR] A publicação de um artigo por resistir.info não significa um endosso a todo o seu conteúdo.

Tres países retiran embajadores en Brasil por destitución de Rousseff


Ecuador, Venezuela y El Salvador anunciaron que retirarán a sus embajadores en Brasil por la suspensión de la presidenta electa democráticamente, Dilma Rousseff, que se enfrenta a un juicio político por acusaciones de manipular cuentas del gobierno con el fin de ocultar un déficit presupuestario. Pero Rousseff, a su vez, ha acusado a sus oponentes de derecha de fomentar un golpe de Estado.

El presidente de El Salvador, Salvador Sánchez Cerén, anunció que no reconocería el gobierno del presidente interino Michel Temer, quien se enfrenta a cargos de corrupción. Sánchez Cerén dijo: “Somos respetuosos de la democracia, de la voluntad popular. En Brasil se cometió un hecho que en otras ocasiones se había hecho mediante golpes militares”. Por su parte, durante una entrevista con el periodista Glenn Greenwald, Rousseff criticó la decisión de Michel Temer de instalar un gabinete compuesto en su totalidad de hombres blancos.

Glenn Greenwald preguntó: “¿Cómo reaccionó al ver [al equipo de Temer]?”.

Dilma Rousseff respondió: “Mire, creo que... me parece que este gobierno interino e ilegítimo será muy conservador en todos los aspectos. Uno de ellos es el hecho de que es un gobierno de hombres blancos, sin afrodescendientes, en un país donde en el último censo, realizado en 2010 –y creo que esto es muy importante–, más de 50% de la población se autoidentificó como descendiente de africanos. Creo que no tener ninguna mujer y ninguna persona afrodescendiente en el gobierno muestra una falta de consideraci por el país al que se está gobernando”.


Democracy Now

quinta-feira, 19 de maio de 2016

General britânico afirma que em breve pode começar uma guerra nuclear contra a Rússia


O general britânico aposentado Sir Richard Shirreff acredita que existe uma "alta probabilidade" de a Estônia, a Letônia e a Lituânia se tornarem alvos de um ataque russo, e que os países ocidentais precisam de impedir tal catástrofe.

Além disso, ele não tem dúvida de que o conflito será nuclear, pois alegadamente a doutrina militar russa exige tal cenário, lê-se no The Independent. Na opinião dele, a Rússia tem a certeza de que "a OTAN é fraca" e pode justificar a sua eventual invasão pela necessidade de proteger a "minoria linguística russa" nestes países.

Sir Richard Shirreff foi Subcomandante Supremo Aliado na Europa entre 2011 e 2014. Esta semana foi publicado o livro dele intitulado "2017: a Guerra Contra a Rússia". Os eventos que ele descreve no livro são imaginados mas, de acordo com o escritor, "são bastante prováveis".


Reação da Rússia

O presidente do Comitê de Relações Exteriores da Duma de Estado (câmara baixa do parlamento russo), Aleksei Pushkov, manifestou-se indignado com as palavras do general britânico sobre a "alta probabilidade" de início de uma guerra nuclear entre a Rússia e a OTAN.

"O antigo Segundo Comandante Supremo da OTAN reconheceu possibilidade de uma guerra nuclear com a Rússia dentro de um ano. Parece que só insensatos são aceitos para tais cargos", escreveu o político no seu Twitter.

A Rússia já tem várias vezes mencionado a sua preocupação com o aumento da presença militar no leste da Europa, nomeadamente por parte da OTAN, e mais precisamente — ao longo das suas fronteiras, apesar dos acordos que reconheceram tais ações como provocativas e perigosas para a estabilidade regional e global.

Sputniknews

Jornal britânico Daily Mail compara Marcela Temer à Maria Antonieta


O portal afirmou que o estilo de vida da esposa do presidente interino do Brasil seria equivalente ao da extravagante rainha da França


VViagens, gastos com joias, duas ajudantes em casa e uma obra multimilionária: segundo os olhos dos tabloides internacionais, essas extravagâncias, supostamente creditadas a Marcela Temer, são dignas da rainha da França Maria Antonieta.

“O que Marcela Temer quer, Marcela Temer tem”, é o que afirma o portal britânico Daily Mail em um artigo que escandaliza os gastos financeiros da primeira-dama interina meses antes das Olimpíadas Rio 2016 e em um momento de crise no país. “Sua extravagância e excesso — e frequentemente demandas extraordinárias — são comuns e vem acontecendo por anos”, afirma ainda o artigo sobre a “bela, recatada e do lar” Marcela, 42 anos mais jovem que o marido, Michel Temer.

“As reclamações da população não parecem incomodar Marcela de forma alguma. Apesar do país estar em recessão, onde milhões de cidadãos perderam seus empregos e a cada minuto empresas fecham as portas, a mulher do mais recente presidente do Brasil recusou-se a ceder seu estilo de vida opulento. Quando Michel recebeu a posse como vice-presidente em 2011, a residência oficial foi colocada à disposição do casal. Ela teria exigido uma longa lista de reformas antes mesmo de concordar em se mudar, sob a alegação de que queria fazer com que seu filho pequeno ‘se sentisse em casa’. Eles incluíram melhorias na piscina, e tudo foi pago com o dinheiro público”, destaca o Daily Mail.

O artigo ainda afirma que a primeira-dama frequentemente leva toda sua família para diferentes países com o único intuito de fazerem compras no exterior. E o pior: todos eles viajam de primeira classe, financiados com o dinheiro público.

Primeiro encontro

O romance entre Temer e Marcela começou em um evento político em Paulínia, São Paulo, no ano de 2002. Ela teria sido apresentada ao parlamentar quando pediu para tirar uma foto. “A jovem deixou o evento com uma foto e o número de telefone dele”, diz o artigo. A primeira-dama foi defendida por seu pai.

Aos olhos da mídia internacional, no entanto, a primeira-dama interina brasileira pode ser comparada à rainha da França, morta sob o crime de traição e conhecida por suas gastanças desnecessárias que contribuíram com a crise financeira que antecedeu a Revolução Francesa e morte de Luís XVI na guilhotina.

Clarissa Jurumenha - Metropoles

“Gangue de ladrões” tenta destituir Dilma, diz Noam Chomsky


Chomsky pontuou que nos últimos “10 ou 15 anos” a América Latina “se libertou” do domínio estrangeiro, notadamente dos Estados Unidos

O linguista norte-americano e professor emérito do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, na sigla em inglês) Noam Chomsky disse nesta terça-feira (17) que "uma gangue de ladrões" está tentando destituir a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, orquestrando "um golpe brando" no país. Chomsky fez a declaração em entrevista à emissora norte-americana Democracy Now!.

“Na verdade, temos a única líder política [Dilma] que não roubou para enriquecer e está sendo impedida por uma gangue de ladrões, que fizeram isso. Isso conta como um golpe brando”, disse Chomsky ao ser perguntado sobre se o que está ocorrendo na política brasileira pode ser classificado como “golpe de Estado”.

O linguista afirmou que os opositores de Dilma buscam chegar ao poder apesar da derrota nas últimas eleições presidenciais, em 2014. “A elite detestava o Partido dos Trabalhadores e está usando essa oportunidade para se livrar do partido que venceu as eleições. Eles não estão espe rando pelas eleições, em que provavelmente perderiam, mas querem se livrar do PT, explorando uma recessão econômica, que é séria, e a corrupção massiva que foi exposta”, afirmou.

Chomsky pontuou que nos últimos “10 ou 15 anos” a América Latina “se libertou” do domínio estrangeiro, notadamente dos Estados Unidos. “É um desenvolvimento dramático nas relações mundiais, é a primeira vez em 500 anos”, disse. Ele afirmou ainda que, no passado, os EUA tinham capacidade e ainda tentam derrubar governos no continente, citando os golpes e as tentativas de golpe na Venezuela em 2002, no Haiti em 2004, em Honduras em 2009 e no Paraguai em 2012.

Chomsky também fez críticas aos governos do PT, que, segundo ele, “tiveram uma oportunidade real de realizar algo extremamente significante, fizeram algumas consideráveis mudanças positivas, mas apesar disso se juntaram ao resto — a elite tradicional no roubo indiscriminado”.

Opera Mundi

Brasil: A tonitruante diplomacia do Barão da Mooca


Por Marcelo Zero

Com o golpe, o Barão do Rio Branco anda em baixa no Itamaraty. Sua figura ímpar de negociador hábil e arguto, afeito à força dos argumentos, vem sendo substituída por figura menor, prosaica, mais afeita ao argumento da força e à discutível efetividade dos decibéis, das ameaças e dos insultos.

Claro está que o governo ilegítimo tem um problema muito sério de imagem internacional. O motivo é óbvio. Golpes contra a democracia não são mais tão populares como eram há algumas décadas. Antes saudados como “ressurgimentos da democracia” e “revoluções” que nos salvavam da “ameaça comunista”, os golpes agora costumam ser vistos (pasmem!) como golpes.

Em vez de euforia cívica, eles agora despertam asco moral, mesmo quando escrupulosamente vestidos pelos ritos constitucionais do impeachment. No caso do golpe parlamentar brasileiro, o apego à forma não conseguiu ocultar o desapego à questão de mérito: não há crime imputável à presidenta já afastada, ao contrário do que acontece com seus algozes.

A “assembleia geral de bandidos presidida por um bandido”, expressão que Miguel de Souza Tavares encontrou para designar o circo de horrores da sessão da Câmara que deu início ao golpe, desnudou ao mundo inteiro o que ocorria no Brasil: uma presidenta honesta estava sendo acusada por figuras com a credibilidade de punguistas do baixo meretrício.

Como previsível, o espetáculo de gosto duvidoso, mistura improvável de Ionesco com comédia pastelão, não agradou as plateias mundiais, que a ele reagiram com divertida incredulidade e triste nojo.

Não tardou para que para que jornais do mundo inteiro, inclusive os mais conservadores, passassem a designar a fraude do impeachment sem crime como golpe ou, pelo menos, a questionar se esse tosco processo político poderia contribuir para superação da crise política no Brasil. Reação pudica e de bom senso ante a histeria desavergonhada dos golpistas.

Também de modo previsível, muitas organizações internacionais importantes, como a OEA, a Unasul, a Cepal, a ONU Mulheres e várias outras expressaram seu repúdio ou sua preocupação com o golpe parlamentar em curso.

Consumado o afastamento da presidenta, vários governos da América Latina, eleitos de forma legítima, condenaram oficialmente o golpe de Estado ocorrido no Brasil. Alguns, como os de El Salvador e Venezuela, chamaram de volta seus embaixadores em Brasília.

Ao que consta, nenhum governo do mundo fez declaração de apoio ao governo ilegítimo do Brasil. Mesmo quem não condenou oficialmente, mantém cautela e prudente distância. Talvez inspirados no PSDB, esperam para ver o que vai dar.

Ora, ante tal quadro de fragilidade seria de esperar que o novo inquilino do Itamaraty agisse com a sabedoria e a argúcia do Barão do Rio Branco. Usasse palavras conciliadoras e tom moderado, mesmo na defesa do indefensável. Afinal, há aqui uma gritante assimetria que precisa ser levada em consideração: os governos que criticam o golpe brasileiro têm os eleitores de seus países a secundá-los, ao passo que o governo provisório e ilegítimo do Brasil não foi eleito por ninguém.

Mas o que se vê é exatamente o contrário e o que se ouve são decibéis estridentes, a adornar ameaças e insultos.

No caso da nota sobre El Salvador, acusou-se o governo daquele país de ignorância sobre “a Constituição e a legislação brasileiras, sobre o rito aplicável em processos de impedimento e sobre o pleno funcionamento das normas e instituições democráticas no país”. Também se fez uma ameaça, não tão velada assim, baseada no fato de que El Salvador é o maior beneficiário da cooperação técnica brasileira na América Central.

No caso da Unasul, a cordata resposta oficial da nossa nova “diplomacia” foi a desqualificação de seu Secretário-Geral, Ernesto Samper. Não bastasse, a equilibrada gestão diplomática do Barão da Mooca acusou governos da Venezuela, Bolívia, Equador e Nicarágua de “propagar falsidades” sobre o Brasil.

Pelo visto, o novo inquilino do MRE que renovar a tradição, denunciada por Chico Buarque, de falar grosso com a Bolívia e países semelhantes.

Pena que essa vigorosa e agressiva defesa da nossa soberania, ameaçada por potências imperialistas como El Salvador e Bolívia, tenda a se esvair quando esses supostos defensores do Brasil começarem a negociar acordos assimétricos de livre comércio com países modestos e pacíficos como os EUA. Nesse caso, se falará fino. Bem fino.

Não e a primeira vez que o atual locador do Palácio do Itamaraty distribui grosserias contra países da América Latina. Inimigo declarado da Integração Regional, ele já chamou o Mercosul de “farsa” e “delírio megalomaníaco”. Nunca conseguiu disfarçar seu desprezo por países menores e pobres, principalmente africanos, latino-americanos e caribenhos, nos quais pretende fechar nossas embaixadas. Mas, justiça seja feita, sempre se encantou com o circuito Elizabeth Arden.

Na época, tinha como atenuante o fato de ser mero candidato. Agora, ocupando a cadeira que já foi do Barão de Rio Branco, deveria ao menos respeitar as boas tradições da Casa. Mesmo de governo ilegítimo, ele é, de facto, o chanceler do Brasil.

Sua tonitruante diplomacia talvez vista bem no golpe, mas serve mal ao País.

EXCLUSIVA: Dilma Rousseff explica a RT "el golpe sin armas" que polariza Brasil (VERSIÓN COMPLETA)


La mandataria expone su versión en exclusiva a RT del 'impeachment' que la ha apartado del poder de manera temporal en su primera entrevista televisiva tras el 'golpe' en Brasil.

La presidenta de Brasil, Dilma Rousseff ha concedido en exclusiva a RT la primera entrevista televisiva desde que el pasado 12 de mayo el Senado de su país iniciara el proceso de 'impeachment' por el cual la mandataria ha sido suspendida de su cargo de manera temporal.

Dilma Rousseff niega todas las acusaciones en su contra y declara que empleará "todos los instrumentos" para ejercer su mandato "hasta el fin".

Asimismo, afirma que el 'impeachment' en su contra es un un chantaje de la oligarquía y que el nuevo Gobierno de Brasil está dominado por políticos neoliberales. "Voy a luchar cada día, cada minuto contra este impeachment", asegura Rouseff.

¿Por qué es un 'golpe' sin armas?

Dilma Rouseff explica que a ella se la juzga por algo que nunca antes fue considerado delito y que realizaron todos los anteriores presidentes de Brasil. De ahí que crea que se trata de un golpe sin armas puesto que no han habido delitos de responsabilidad. "Me juzgan por una cuestión pública, por problemas de crédito suplementario, algo que todos los presidentes antes de mí hicieron. Nunca fue un crimen y no se va a convertir ahora en crimen cuando no había ninguna disposición que lo estableciera como tal", aclara la mandataria. "Brasil tiene un régimen presidencialista", recuerda Roussef, y, por tanto, "no es posible apartar al jefe del Estado y de Gobierno sin que exista un delito". Por lo que, concluye, "es un golpe porque la propia Constitución explicita que es necesario que haya delito de responsabilidad".

"Creemos que lo que está pasando en Brasil es un intento de sustituir a una presidenta totalmente inocente, que no está imputada en ningún juicio por corrupción, para que el programa que perdió las elecciones brasileñas en 2014 pueda, sin pasar por las urnas, llegar a controlar el Estado brasileño", destaca Rousseff. A juicio de la mandataria, "es un programa que pretende reducir al máximo nuestros programas sociales" y "acabar con esos derechos" al imponer una "política antinacional en lo que se refiere, por ejemplo, a los recursos petrolíferos del país".


¿Quién está detrás del 'golpe'?

Para la presidenta de Brasil, el 'golpe de Estado' se ha maquinado en el mismo país sin que haya injerencia extranjeras, aunque existan ciertas fuerzas que se beneficien de ello. "Es un verdadero golpe de Estado sin armas", señala Rousseff. "Este proceso es eminentemente brasileño, llevado a cabo por fuerzas brasileñas con intereses, claramente, internos. No hay forma de atribuir a ninguna fuerza externa lo que está pasando en Brasil", admite. A su juicio, cuando se altera de esta manera el poder en un país como Brasil, ello "beneficia a diferentes actores".

Al ser preguntada sobre los vínculos del actual presidente interino Michel Temer con la Embajada estadounidense en Brasil según Wikileaks, Rousseff afirma que "tener ese tipo de conversación con representantes de otros países no es correcto", aunque reitera que no considera una interferencia externa la causa de la crisis política de Brasil. Como reconoce la presidenta temporalmente destituida, a diferencia de otros golpes de Estado llevados a cabo con las armas en América Latina, este "se da en el marco de la democracia, utilizando las instituciones en provecho de un proceso de elección indirecta que no está previsto en la Constitución". "No sabemos cuáles van a ser sus consecuencias puesto que para que no tenga consecuencias tendría que ser un 'impeachment' completamente normal basado en un delito. Como no lo está, es una injusticia, y yo soy la prueba viva de la injusticia", resume Rousseff.

¿Qué papel tuvo Eduardo Cunha en el 'impeachement'?

La presidenta brasileña añade que "a partir de un determinado momento quedó clarísimo que Michel Temer pretendía usurpar de forma indebida el cargo de presidente", ya que "por sí solo no tenía fuerzas para hacerlo y decidió aliarse a ese expresidente de la Cámara (Eduardo Cunha) que detentaba una parte del Congreso en sus manos desencadenando el proceso de 'impeachment"'. "Y lo desencadenó por el simple hecho de que él iba a ser juzgado en una comisión, la Comisión de Ética de la Cámara", precisa Roussef. "El pecado original es que es un proceso de chantaje del expresidente de la Cámara que abrió el proceso y que está siendo acusado de lavado de dinero, de corrupción. Un gobierno solo de blancos, sin mujeres, sin negros, que adopta una medida hoy y la cambia mañana", añade.

Rousseff también subraya que en Brasil hay sectores de la sociedad que no aprueban muchas de sus propuestas que permiten que la población más humilde tenga acceso a servicios de que antes no disponía. "Es sorprendente que en Brasil hubiera una participación de fuerzas que sustentan la vieja oligarquía brasileña, que nunca aceptó de hecho que la población más pobre de este país tuviese acceso a servicios como viajar en avión, mejorar sus ingresos y el acceso a los servicios públicos. Es una alianza entre segmentos de los medios de comunicación, sectores empresariales descontentos, porque siempre ante una crisis está el problema de la distribución, quién paga la crisis, y, obviamente, este segmento de este partido, que es un partido de centro, y hoy está íntegramente hegemonizado por la derecha de Brasil".

El papel de los medios de comunicación

Asimismo, refiriéndose a los medios de comunicación brasileños, Rousseff considera que su posición "es muy poco crítica y muy tendenciosa". "Tanto que hay una diferencia muy grande entre lo que piensa la prensa nacional y lo que piensa la prensa local en Brasil", ha asegurado. "La prensa local es muy discreta cuando se trata de mi gobierno, de mi partido, de los partidos aliados y en el tratamiento que nos da comparativamente al que dan al gobierno interino. Sin embargo, repentinamente al gobierno interino, a pesar de varios descompases y desencuentros, es tratado con mucha condescendencia, no hay crítica de hecho a ese gobierno", aclara.

La mandataria brasileña recuerda que en Brasil siempre se ha discutido la cuestión de la democratización de los medios de comunicación: "No queremos una concentración económica, un oligopolio de los medios de comunicación; concentrados en las manos de muy pocas familias se transforman en un elemento desestabilizador del proceso democrático brasileño y nosotros estamos viendo eso ocurrir".

La mandataria brasileña también hace un guiño a varios líderes mundiales, sin precisar cuáles, y a la sociedad, a la que agradece su apoyo en esta crisis. "Hay una manifestación espontánea de la gente, de gente anónima que está extremadamente disconforme no solo con lo que ocurrió con mi mandato, sino con la perdida de derechos", explica la presidenta brasileña.

Actualidad RT

Primer revés político a Macri: La Cámara de Diputados aprueba ley antidespidos


La Cámara de Diputados de Argentina ha aprobado este jueves un proyecto de ley que prevé la suspensión por 180 días de los despidos efectuados por el Gobierno de Mauricio Macri.

Tras una sesión maratónica, la iniciativa denominada Emergencia Ocupacional se ha convertido en ley con 145 votos a favor, 3 en contra y 90 abstenciones. Esto semanas después de que recibiera también el visto bueno del Senado.

La ley también llamada ‘cepo laboral’ propone declarar la emergencia ocupacional por seis meses, en los cuales un trabajador despedido sin causa puede solicitar su reincorporación inmediata o percibir doble indemnización.

La ley cuenta con el respaldo de las cinco centrales obreras, que denuncian unos 155.000 despidos desde que Macri llegó a la Presidencia, en un marco de deterioro social con un aumento de la pobreza que asciende hasta el 34,5 % de la población, según un estudio de la Universidad Católica de Argentina.

El Gobierno desplegó una serie de medidas en las últimas semanas para evitar la aprobación de la norma bajo el argumento de que es “innecesaria” y a última hora del miércoles ratificó que de ser aprobada esta ley, será vetada por el presidente.

“Sería un grosero error político que Mauricio Macri vete esta ley, está desconociendo al sector del trabajo y a una situación generada por ellos, por los ajustes”, ha dicho el diputado Jorge Taboada, por el partido opositor Frente Renovador.

En momentos en que la Administración de Macri ya ha amenazado con vetar esa “herramienta ilegal”, algunos líderes sindicales han advertido de que convocarán a una huelga general, si el Gobierno intenta impedir que esa ley se lleve a la práctica.

Entre diciembre de 2015 —cuando Macri llegó al poder— y marzo de 2016, cerca de 140 mil trabajadores perdieron su empleo y la población pobre aumentó un 5,5 por ciento, tal como indica el último informe del Centro de Economía Política Argentina (CEPA).

mpv/ctl/nal/HispanTv

Nueva política exterior de Brasil; Adiós Sur-Sur, Saludos a EEUU


El nuevo canciller de Brasil, José Serra.

El nuevo canciller brasileño, José Serra, mediante un discurso, anunció el miércoles que la política exterior del Gobierno interino de Michel Temer estará guiada por los intereses “del Estado” y no por cuestiones ideológicas.

En los primeros días del Gobierno, Temer ha demostrado que su gestión será muy distinta a la que el Partido de los Trabajadores (PT) imprimió durante casi catorce años.

“La Diplomacia brasileña volverá a reflejar el interés de la sociedad como un todo y no el de un partido y sus amigos en el exterior”, declaró el canciller en su primer discurso público desde que la semana pasada fuera designado para ese cargo por el presidente interino, Michel Temer, quien asumió el poder tras la suspensión de la exmandataria Dilma Rousseff.

Asimismo, sostuvo que Brasil “volverá” a acercarse a los que “siempre han sido” sus “socios tradicionales”, entre los que citó a Argentina, México, Estados Unidos, la Unión Europea (UE) y Japón, en ese orden.

De igual modo, el ministro de Relaciones Exteriores reprobó duramente la injerencia de los llamados países “bolivarianos”, que criticaron a Temer, y dio señales de que debe cerrar las embajadas que el PT abrió en países africanos, como parte de su política Sur-Sur.

En dos notas oficiales, emitidas el lunes, Serra cuestionó a los países que se "permiten opinar y propagar falsedades sobre el proceso político interno de Brasil".

Uno de los comunicados estuvo dirigido a Venezuela, Bolivia, Cuba, Ecuador y Nicaragua, a los que acusó de “proteger falsedades” sobre el proceso político brasileño.

El segundo comunicado, en términos similares, se refirió al secretario general de la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur), Ernesto Samper, quien consideró que el proceso contra Rousseff podía violar “el principio de criminalizar actos administrativos”.

También en esta última nota, acusó a El Salvador de “desconocer la Constitución y la legislación brasileña”, después de que el país centroamericano anunciara que no reconoce el Gobierno de Temer.

lvs/anz/msf/HispanTv

‘Siria paga por el fracaso de Israel en la guerra de 33 días’


Integrantes de un grupo armado conducen un tanque en la ciudad siria de Daraa.

El pueblo y el Gobierno de Siria pagan por el fracaso del régimen de Israel en la guerra de los 33 días con el Movimiento de Resistencia Islámica de El Líbano (Hezbolá), opina un experto iraní.

"La crisis y los acontecimientos de Siria nunca han sido una iniciativa interna de los ciudadanos sirios, de hecho, el fracaso del régimen israelí en la guerra de los 33 días en El Líbano y la cooperación de Arabia Saudí con los sionistas ante Hezbolá ha coadyuvado a la creación de este conflicto”, ha apostillado el analista de asuntos políticos de Asia occidental Sadolá Zarei.

En su artículo publicado este jueves en el diario persa Keyhan, el experto persa ha destacado que Arabia Saudí planeó, hace siete años, la guerra contra Siria.

Al precisar que Arabia Saudí programó en aquel entonces el envío de armas a los opositores del presidente de Siria, Bashar al-Asad, Zarei ha apuntado que los regímenes de Riad y Tel Aviv, compartiendo la misma postura hostil hacia el Gobierno de Damasco, comenzaron a prender la llama del conflicto sirio.

"Estos dos regímenes se apoyaban el uno al otro en las guerras de los 33 días, 22 días y 8 días", ha recalcado el experto persa, en referencia a las ofensivas que lanzó el régimen de Israel contra Hezbolá y el Movimiento de Resistencia Islámica Palestina (HAMAS).

A modo de colofón, el analista ha resaltado que pese a los complots urdidos por los saudíes e israelíes y sus mercenarios, el Gobierno de Damasco no llegó a un callejón sin salida, y pudo avanzar en el campo de batalla con victorias consecutivas ante los terroristas takfiríes.

En reiteradas ocasiones, Siria ha culpado al régimen de Israel y Arabia Saudí de azuzar las llamas del conflicto en su territorio apoyando a los grupos extremistas que, mediante sus acciones violentas, operan en el país árabe.

La Organización de las Naciones Unidas (ONU) ha cifrado en unas 400.000 las víctimas mortales de la prolongada crisis siria.

hnb/anz/msf/HispanTv

Aviones militares chinos interceptan un avión espía de EE.UU. sobre el mar de la China Meridional


Dos aviones militares chinos interceptaron un avión de reconocimiento militar de Estados Unidos sobre el mar de la China Meridional, informa NBC.

El teniente coronel Michelle Baldanza, portavoz del Departamento de Defensa, dijo que el avión de reconocimiento de la patrulla marítima de EE.UU. estaba realizando un "patrullaje de rutina" en espacio aéreo internacional el 17 de mayo, cuando "dos aviones tácticos de la República Popular de China" interceptaron la aeronave estadounidense.

Dos aviones de combate chinos J-11 volaron aproximadamente a 15 metros de distancia de la aeronave de EE.UU., un Navy EP-3, señaló NBC.

"Los informes iniciales caracterizan el incidente como poco seguro", explicó Baldanza en una declaración escrita, añadiendo que "en el último año, el Departamento de Defensa ha visto mejoras en las acciones de la República Popular China, volando de una manera segura y profesional."

El mar de la China Meridional sigue siendo escenario de una gran tensión. El 10 de mayo un buque de guerra de EE.UU. navegó a unos 20 kilómetros de las islas artificiales construidas por Pekín (concretamente del arrecife de Fiery Cross) en aguas del citado mar, informa 'The Washington Post'.

Atualidad RT