sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Moscou firma o pé diante de Washington


Pepe Escobar, RT - Tradução: Vila Vudu

É possível que a história venha a decidir que a "Nova Ordem Mundial" começou dia 28 de setembro, quando o presidente Vladimir Putin da Rússia e o presidente Barack Obama dos EUA estiveram frente a frente durante 90 minutos, na ONU em New York.

Independente do que digam os especialistas – encontro "produtivo", segundo a Casa Branca; e "tenso", segundo fonte próxima do Kremlin –, imediatamente os fatos passaram a acumular-se em campo.

Putin, sim, realmente pressionou Obama para que os EUA se unissem à Rússia numa grande coalizão realmente dedicada a acabar com ISIS/ISIL/Daesh. O governo Obama, mais uma vez, recuou. Já detalhei aqui [traduzido no Blog do Alok] o que aconteceu em seguida: evento que sacudiu as bases e mudou completamente o ‘Novo Grande Jogo’ na Eurásia, diretamente do Mar Cáspio, e que apanhou toda aquela sopa de letrinhas que é a inteligência dos EUA – para nem falar do Pentágono – completamente desprevenida.

Assim, estava mandada a primeira mensagem de Putin a Washington, e ao combo Pentágono/OTAN em particular: essas suas ideias delirantes de implantar armas táticas nucleares ou de expandir o escudo de mísseis de defesa até a Europa Oriental ou, mesmo, para o Pacífico-Asiático, são miragem. Nossos mísseis cruzadores são capazes de criar a mais real e efetiva pancadaria; e em breve, como o autor do artigo argumenta aqui [traduzido no Blog do Alok], e se acrescentarão àquele mix mais mísseis hipersônicos de longo alcance e alta precisão.

Velhos hábitos são duros de matar – permanecem em coma eterno. A resposta do Pentágono aos fatos disparados do Mar Cáspio foi entregar mais uma remessa de armas leves, por ar, a "um grupo selecionado de líderes avaliados e suas respectivas unidades" tipo aqueles famosos "rebeldes moderados" sírios inexistentes. Todas aquelas armas serão inevitavelmente imediatamente capturadas por grupo nada selecionado de bandidos salafistas.

Na sequência o governo britânico foi obrigado a desmentir a "notícia" publicada no Sunday Times de Murdoch, de que os "Tornadoes" britânicos na Síria estariam agora armados com mísseis ar-ar para resistir contra potenciais "ataques" aéreos dos russos.

E para completar, os "especialistas militares" suspeitos de sempre que infestam a mídia-empresa nos EUA puseram-se a 'declarar' que o mundo estaria a reles 30 segundos da 3ª Guerra Mundial.

O plano nuclear de Glazyev

Um ainda apoplético Pentágono demorará a absorver os novos fatos militares em solo – e céus – sírios. Tudo isso só fará aprofundar o vasto desespero de que dão mostra os ‘Masters of the Universe’ no eixo Washington/Wall Street – comichando de desejo de quebrar, seja como for, a parceria estratégica China-Rússia. Que banquete, com o Pentágono ainda guerreando a 2ª Guerra Mundial, com armas, navios e porta-aviões monstro plantados feito pata choca, contra a nova fornada de mísseis russos.

Mas há também a segunda – silenciosa – mensagem de Putin, a Washington, que sequer teve de ser entregue em pessoa a Obama. Dado que a inteligência dos EUA acompanha de perto a mídia russa, os EUA logo entenderam.


Trata-se do plano de Sergey Glazyev[1] (assessor da presidência) para o futuro econômico imediato da Rússia. A Gazeta publicou (em russo) um resumo do plano. O plano já foi formalmente proposto ao Conselho de Segurança da Federação Russa [Putin foi secretário desse CSFR, há 17 anos, de 1998 a 1999. Em 1998, no Brasil, o ex-FHC e atual NADA estava comprando a própria reeleição. Sic transit gloria mundi (NTs)].

Há pelo menos três pontos absolutamente chaves no plano de Glazyev, que se podem resumir da seguinte maneira:

1. Se continuar a tendência emergente para congelar bens e valores privados de entidades legais e individuais russas, a Rússia deve considerar suspensão total ou parcial do pagamento de serviço de empréstimos e investimentos dos países envolvidos no congelamento.

2. A Rússia tem ativos em moeda estrangeira em países que estão sob jurisdição da OTAN, em um total de $ 1,2 trilhão de dólares, incluindo-se dívidas de curto prazo que totalizam $800 bilhões de dólares. Caso esses ativos sejam congelados, há possibilidade de retaliação, mediante o congelamento dos ativos de países da OTAN na Rússia, em um total de $1,1 trilhão de dólares, incluindo mais de $400 bilhões de dólares em dívidas de longo prazo. Assim, pode-se ver que a ameaça teria efeito praticamente nulo, caso as autoridades monetárias da Rússia colocassem em ação uma massiva retirada, em tempo hábil, dos ativos russos de curto prazo nos Estados Unidos e na União Europeia.

3. Glazyev não se cansa de insistir que o Banco Central Russo continua a servir aos interesses do capital externo – como das potências financeiras em Londres e New York. Argumenta que as altas taxas de juro praticadas pelo BCR levam os oligarcas a tomar empréstimos mais baratos no ocidente, o que torna a economia russa dependente, uma armadilha de dívida que o ocidente usou para lentamente enforcar a Rússia. Na sequência, a manipulação do petróleo e o colapso do rublo aumentaram a pressão, quando o custo do serviço da dívida em rublos e os juros dobraram.

Assim, o que Glazyev propõe, na essência, é que Moscou volte a garantir total controle sobre o seu Banco Central, impedindo que especuladores movimentem seus créditos para finalidades não produtivas; Moscou deve também estabelecer controles sobre a moeda; e deve criar uma organização central de pesquisa tecnológica para substituir o que perdeu da tecnologia ocidental, imitando a metodologia dos EUA, de extrair da pesquisa militar centralizada as tecnologias que possam ser comercializadas para o mercado consumidor.

O fato é que a Rússia perdeu acesso ao crédito ocidental e não pode rolar as próprias dívidas com os credores. Assim, a Rússia terá de pagar o principal e os juros, na data do vencimento das dívidas. É 1 trilhão de dólares, mais os juros. A Rússia também não pode importar coisa alguma do ocidente, sem pagar o dobro do preço. Assim sendo, pode-se dizer que o país já está na mesma posição em que estaria se Moscou optasse pelo calote. A Rússia nada teria a perder a mais, num calote, porque o dano já está feito.

Choque para o sistema

Essencialmente, mais uma vez, o calote russo de uma dívida de mais de $1 trilhão a ser aplicado contra empresas privadas ocidentais permanece como cenário possível e está sendo discutido no mais alto escalão do governo russo – assumindo-se que Washington venha a perseverar na sua campanha de demonização anti-Rússia.

É claro que o aperto que a Rússia está sofrendo tem menos a ver com sanções do que com o controle que as potências financeiras ocidentais mantêm sobre o Banco Central Russo. O Banco Central Russo, sim, criou uma armadilha de dívida, mantendo altos os juros na Rússia, ao mesmo tempo em que o Ocidente empresta a juros baixos.

Nem é preciso dizer que um calote dos russos, se algum dia acontecer, levará ao colapso todo o sistema financeiro ocidental.

Ninguém deve perder de vista o Grande Quadro. A saga de Síria/Ucrânia/sanções corre paralelamente à integração Rússia-China e de todos os países BRICS, que vai mudando o equilíbrio do poder geopolítico. Para os ‘Masters of the Universe’, é mais que anátema. Entre, por exemplo, as compensações em dinheiro, pelos procuradores de Wall Street, elevando as ações "A" chinesas a alturas histéricas, para imediatamente derrubar todo o mercado de ações, numa manipulação da compensação reversa, como em 1987.

A China está-se mudando para a sua própria Sociedade para Telecomunicações Mundiais Financeiras e Interbancárias (sistema SWIFT – Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication, o sistema mundial de compensações interbancárias), para nem falar de todo o novo conjunto de instituições internacionais controlado pela China e independente de qualquer controle pelos EUA.

A Rússia, por sua vez, há pouco tempo aprovou nova lei que permite o congelamento de patrimônio de estrangeiros, se patrimônio russo depositado no ocidente for congelado.

Como Glazyev destacou, os investimentos que o ocidente tem na Rússia são aproximadamente equivalentes aos investimentos que a Rússia tem no ocidente.

Os ‘Masters of the Universe’ podem continuar insistindo em usar armas financeiras de destruição em massa. A Rússia, silenciosamente, e com uns poucos fatos chaves disparados do Mar Cáspio, os está fazendo compreender que está preparada para seja qual for o cenário que consigam inventar.

Mas um final menos apocalíptico há de ser mais saudável. Então, aí vai uma piadinha popular em Moscou atualmente, como contada por William Engdahl. Putin chega de volta ao Kremlin, depois do encontro com Obama em New York. Conta a um assessor que convidou Obama para uma partida de xadrez e explica como as coisas se passaram: "É como jogar com um pombo. Primeiro, ele derruba todas as peças; depois, caga no tabuleiro. E aí sai piando e batendo asas pela sala, como se tivesse ganho." *****

[1] A Vila Vudu, sempre interessada no que tenha a ver com os BRICS [e que venha a Argentina] acompanha o trabalho e o pensamento de Sergei Glazyev há muito tempo. Ver "Aliança anti-dólar; "Entrevista com SG"; "Plutocracia ocidental", dentre outros artigos traduzidos. Ver também, sobre o Plano Gazyev: "A mais nova arma letal da Rússia" (Pepe Escobar, RT traduzido no Blog do Alok) [NTs].

Aviação russa destruiu 450 alvos do Estado Islâmico desde início da campanha


Os aviões da Força Aeroespacial russa destruíram 450 alvos do Estado Islâmico desde o início da operação militar que começou em 30 de setembro, comunicou o Ministério da Defesa da Rússia.

Segundo os dados oficiais, citados pelo chefe do Diretorado Principal de Operações do Estado-Maior General da Rússia, Andrei Kartapolov, os aviões russos realizaram 394 voos, destruindo 46 centros de comando e comunicação, seis fábricas de produção de explosivos, 22 armazéns, inclusive de munições e de combustível, além de 272 posições de combate e campos de treinamento.

"As formações armadas estão desmoralizadas, na sua maioria. Há um crescente descotnente com comandantes de campo e há também sinais claros de desobediência. A deseração [entre os militantes do Estado Islâmico] está se tornando um fenômento comum", frisou Kartapolov.

A Rússia enviou a sua Força Aeroespacial à Síria em 30 de setembro, após pedido oficial de Damasco por ajuda militar russa. As autoridades da Síria não estão considerados como um aliado legítimo pela coalizão internacional liderada pelos EUA. Já a Rússia tem reiterado que considera importante que todas as partes combatam o Estado Islâmico (grupo terrorista proibido na Rússia e que controla partes consideráveis do Iraque e da Síria).

Sputniknews

Amnistia Internacional urge investigación independiente sobre ataques de drones de EEUU


Amnistía Internacional (AI) urge al Congreso de EE.UU. a investigar de inmediato los ataques con drones, tras difundirse documentos secretos sobre las ofensivas lanzadas bajo la presidencia de Barack Obama.

“Estos documentos suscitan seria preocupación acerca de si (Estados Unidos) ha violado de manera sistemática el derecho internacional; en particular, clasificando a personas no identificadas como ‘combatientes’ para justificar su eliminación”, declaró el jueves la organización defensora de los derechos humanos.

El mismo jueves, un funcionario de Inteligencia estadounidense había filtrado documentos que revelan cifras sorprendentes de muertes causadas por los drones armados de Washington en Afganistán, Yemen y Somalia, y que además ponen de manifiesto deficiencias constantes en la toma de decisiones sobre los ataques, según AI.

La directora del programa de seguridad y derechos humanos de AI en Estados Unidos, Naureen Shah, ha declarado tras estas revelaciones que el Congreso estadounidense ha de aprobar una urgente investigación independiente acerca del uso de estos aviones no tripulados.

Según la activista, se ha de investigar por qué el Gobierno de Obama mantuvo en secreto información tan importante como esta, incluyendo las identidades reales de todos los muertos en este programa de matanza global.


Un mural muestra en Yemen a un niño que cuestiona el porqué de la matanza de familias yemeníes por drones estadounidenses.

Las revelaciones, añade, indican que el Gobierno norteamericano ha llevado a cabo ataques aéreos pese a conocer que la información y datos de que disponía era defectuosa, lo que resultó en masacres que mataron a cientos de civiles.

También demuestran los documentos que la administración de Obama ha continuado con las mismas prácticas —ampliamente condenadas— de uso indiscriminado de aviones no tripulados en todo el mundo que inició el expresidente George W. Bush (2001-2009).

Shah argumenta, por tanto, que estas revelaciones muestran cómo Obama pretende continuar el proyecto de la era Bush de tratar el mundo como un campo de batalla mundial, evadiendo la responsabilidad pública.

Incluso antes de darse a conocer estos detalles sobre las operaciones de drones estadounidenses, la Organización de Naciones Unidas (ONU), además de los países afectados, habían denunciado ya que este tipo de ofensivas aéreas viola el derecho internacional.

Recientemente, un estudio demostró que el presidente Obama ordenó 10 veces más ataques de aviones no tripulados que Bush.

snr/mla/hnb - HispanTv

‘EEUU creó a Daesh para garantizar seguridad de Israel’


El vicecomandante del Estado Mayor de las Fuerzas Armadas de Irán, el general de brigada Seyed Masud Yazayeri.

El subjefe del Estado Mayor de las Fuerzas Armadas iraníes asegura que Daesh fue creado por EE.UU. con el objetivo de garantizar la seguridad del régimen de Israel.

“Miremos por donde miremos, veremos a los estadounidenses detrás del terrorismo del grupo takfirí EIIL (Daesh, en árabe) en la región. Ellos hacen todo esto (incitar el terrorismo) para apartar el peligro del régimen de Israel” y garantizar su existencia, ha precisado este viernes el general Masud Yazayeri.

Siria, ha proseguido, es uno de los frentes de resistencia más importantes en Oriente Medio y, siendo conscientes de esta realidad, EE.UU. se han esforzado en marginar este punto de conexión de la resistencia regional de los territorios ocupados de Palestina para poder volver a retomar su fracasado plan de un Medio Oriente amplio.

El 8 de agosto de 2014, Estados Unidos y sus aliados iniciaron ataques aéreos en Irak, bajo la égida de la coalición contra EIIL, con el supuesto objetivo de acabar con este grupo terrorista. A finales del mes de septiembre los extendieron a Siria.

Tanto las autoridades iraquíes como sirias han cuestionado la voluntad de esa alianza internacional para combatir al grupo terrorista EIIL, diciendo que la agrupación, con esa cobertura, busca sus propios intereses en la región.

Recientes informes de la Agencia de Inteligencia de Defensa (DIA, por sus siglas en inglés), desclasificados y publicados el pasado mes de mayo indican que la llamada coalición anti-Daesh ayudó al surgimiento del grupo terrorista EIIL con el propósito de aislar al presidente sirio, Bashar al-Asad, y contener la creciente influencia de Irán en Oriente Medio.

A juicio de Yazayeri, la contención del Movimiento de Resistencia Islámica de El Líbano (Hezbolá), la intimidación del nuevo frente de resistencia en Irak y, por último, mantener bajo presión a la República Islámica son otros objetivos que persigue Washington en sus recientes complots en la región y, por eso, ha advertido, quiere incautar la profunda estratégica iraní para su propio beneficio.


De acuerdo con el general iraní, la Revolución Islámica de Irán ha impedido que EE.UU. pueda seguir con sus planes en Asia occidental y el norte de África para conseguir un Medio Oriente amplio y eso justifica la hostilidad de los estadounidenses contra la República Islámica.

En este contexto ha destacado el importante papel de la Revolución Islámica sobre los movimientos populares en Oriente Medio, en particular el despertar islámico.

“El despertar islámico tiene sus orígenes en la Revolución Islámica de Irán según confirman todos los políticos y especialistas en asuntos estratégicos”, ha agregado.

A continuación Yazayeri se ha referido a la campaña antiterrorista de Rusia en Siria y ha dicho que Moscú ha tardado en reaccionar pero finalmente se ha dado cuenta de que si no interviene y deja de desempeñar su importante papel, echaría a perder todos sus avances en la región.

A modo de colofón el subjefe del Estado Mayor de las Fuerzas Armadas iraníes ha resaltado el papel de Irán en Siria y ha argumentado que si no fuera por las medidas de Teherán y su eficiente presencia, junto al frente de resistencia afgano, libanés e iraquí, hoy habríamos perdido a Siria.

Desde el inicio de la crisis en Siria en 2011, Teherán nunca ha escatimado su apoyo a Damasco ante la presencia en territorio sirio de violentos grupos armados que cuentan con el apoyo de países opositores a Al-Asad, entre ellos Arabia Saudí, Turquía y Estados Unidos. De hecho, Irán ha enviado asesores castrenses al país árabe.

En los últimos días, tres altos mandos militares iraníes han perdido la vida en Siria. Se trata de los generales de brigada del Cuerpo de los Guardianes de la Revolución Islámica de Irán (CGRI), Husein Hamedani, Farshad Hasunizade y Hamid Mojtarband que cayeron mártires mientras realizaban misión de asesoramiento militar al Ejército de Damasco.

La violencia en Siria ha causado la muerte de más de 240.000 personas y el desplazamiento de varios millones, según el opositor Observatorio Sirio para los Derechos Humanos (OSDH).

mep/ncl/nal - HispanTv

‘Chile no podrá esconder su injusta invasión de Bolivia’


El ministro de la Presidencia de Bolivia, Juan Ramón Quintana, afirma que ningún equipo jurídico chileno podrá ocultar el injusto enclaustramiento marítimo boliviano.

Refiriéndose al anuncio chileno sobre el refuerzo de su equipo para hacer frente a la demanda boliviana, Quintana declaró el jueves, en una conferencia de prensa celebrada en el Palacio de Gobierno que, aun contando con los mejores grupos políticos, diplomáticos y legales, Santiago no podrá encubrir la invasión que hace más de un siglo privó a Sucre de acceso al océano Pacífico.

"Cualquier equipo que refuerce la escudería chilena hará imposible esconder bajo la alfombra la descomunal injusticia cometida contra el pueblo boliviano en 1879", enfatizó el titular boliviano, un día después del anuncio chileno.

El equipo de Santiago incluye al experto en defensa Gabriel Gaspar como embajador en misión especial, al periodista Ascanio Carvallo como coordinador de comunicación y al experto en relaciones internacionales Joaquín Fermandois como coordinador del equipo de historiadores.

Sin embargo, el ministro boliviano subrayó que se trata de una medida soberana de Chile que no preocupa en ningún caso a la Administración boliviana, aunque aseguró que Santiago no puede esconder al mundo que, en su invasión a Bolivia, le cercenó a su país 120.000 kilómetros de territorio, pisoteando su derecho de “acceso a las costas del Pacífico y al aprovechamiento del mar en sus múltiples usos”.

“¿Cómo va a hacer Chile para esconder este océano de falsas verdades, de medias verdades respecto a este derecho que el pueblo boliviano tiene? Eso es poco menos que imposible” recalcó.

El 24 de septiembre, la Corte Internacional de Justicia (CIJ) se declaró competente para tratar el litigio, rechazando así la objeción presentada en 2014 por Chile.

Por su parte, el presidente boliviano, Evo Morales, que consideró este fallo como una histórica victoria, calificó el miércoles las propuestas alternativas de Chile como “un engaño”.

El problema entre Bolivia y Chile surgió tras la guerra que tuvo lugar entre 1879 y 1883. Bolivia perdió 400 km lineales de litoral costero del océano Pacifico y 120.000 km² de territorio; desde entonces, ha reivindicado su derecho a recuperar la soberanía de este corredor.

En 2013, Bolivia llevó este contencioso ante la CIJ, prometiendo respetar su decisión. Chile, en respuesta a estas reivindicaciones, ha alegado que son infundadas, ya que fueron resueltas por un tratado de paz que firmaron ambos países en 1904.

En este sentido, Morales afirmó el 7 de septiembre que su país no reivindica, en la actualidad, el Tratado de 1904, sino que quiere que “Chile cumpla con sus compromisos de devolver el mar a los bolivianos” en La Haya, y que los tratados internacionales son revisables.

fdd/mla/rba - HispanTv

Rusia desplegará en Siria su ‘devastador’ lanzacohetes Buratino


El Ejército de Rusia se dispone a desplegar en Siria su sistema lanzacohetes “Buratino” para luchar contra los grupos terroristas, afirma un informe publicado en la prensa británica.

El diario británico Daily Express ha calificado este viernes el dispositivo de “devastador”, añadiendo que el “Buratino” (también conocido como “TOS-1A”) se monta sobre el chasis de un tanque T-72 y que consta de, al menos, 30 tubos lanzacohetes.

El informe indica que los TOS-1A pueden disparar hasta 30 misiles de una sola vez y están además equipados con un lanzallamas que dispara al aire chorros de fuego.

Las armas tienen un alcance de entre 400 y 3500 metros, con lo que el área que pueden cubrir con sus explosiones es de unos 80.000 metros cuadrados.

Recientemente, un video divulgado en Youtube muestra estos dispositivos en las ciudades de Hama e Idlib (oeste y noroeste de Siria), si bien HispanTV no puede, por ahora, confirmar su credibilidad.

El sistema fue empleado por primera vez en 1999, durante la guerra de Chechenia, donde se utilizó con gran éxito. En la actualidad, el Ejército ruso cuenta con unas 300 unidades.

Rusia podría, por tanto, estar preparando el envío del sistema lanzacohetes en un momento en que el Kremlin acaba de desmentir informes sobre un supuesto despliegue en Siria de portaviones rusos.

Desde el pasado 30 de septiembre de 2015 y tras recibir una petición siria de ayuda militar para la lucha antiterrorista, Rusia ha emprendido una campaña militar —coordinada con las Fuerzas Aéreas sirias—, contra EIIL (Daesh, en árabe) y otras bandas terroristas que operan en el territorio del país árabe. Los ataques aéreos rusos en Siria no se prolongarán de forma indefinida, según el presidente ruso, Vladimir Putin.

El pasado 26 de septiembre, una fuente militar rusa reveló, por otra parte, que Rusia envía a Siria, cada día, un avión de transporte militar cargado con tropas y armamento.

Hasta el momento, dichos ataques aéreos han tenido éxito, aseguran funcionarios sirios y rusos, y parecen haber cosechado más logros que los bombardeos de la coalición liderada por Estados Unidos, también —supuestamente—, contra Daesh, pese a que la integran países acusados de apoyar a los terroristas.

alg/mla/rba - HispanTv

Estado Mayor ruso: "Rusia puede en cualquier momento atacar al EI con misiles desde sus barcos"


El Estado Mayor ruso ha declarado que en cualquier momento las posiciones del Estado Islámico en Siria pueden ser atacadas con misiles desde los barcos rusos.

Los buques de la Armada rusa ubicados en el mar Mediterráneo pueden participar en la operación antiterrorista contra el Estado Islámico en Siria, ha declarado al diario ruso 'Komsomólskaya Pravda' el jefe de la principal gestión operativa del Estado Mayor ruso, el coronel general Andréi Kartapólov.

"Nuestra flota en el Mediterráneo, ante todo, garantiza el suministro de los recursos materiales. Para evitar cualquier obstáculo, en esta zona está desplegada una agrupación de barcos de ataque también. Además, este grupo está garantizando la defensa aérea de nuestra base. De ninguna manera estamos dirigiendo este sistema de defensa antiaérea contra los países de la coalición [encabezada por EE.UU.]", ha explicado el alto cargo militar.

Asimismo, Kartapólov precisó que si el Estado Mayor ruso decide que los misiles de los barcos localizados en el Mediterráneo deben ser dirigidos contra las posiciones del Estado Islámico, enseguida se realizarán los lanzamientos correspondientes.

La semana pasada los buques de la Flotilla rusa del mar Caspio se unieron a la operación contra los terroristas del Estado Islámico en Siria y realizaron 26 lanzamientos de misiles.

https://actualidad.rt.com/actualidad/188696-rusia-utilizar-misiles-naves-estado-islamico-siria

Actualidad RT

El FMI prepara un shock económico contra Venezuela


El audio difundido por el presidente de la Asamblea Nacional de Venezuela, Diosdado Cabello, en su programa 'Con el mazo dando', desveló el plan del magnate Lorenzo Mendoza y del exministro de Carlos Andrés Pérez, Ricardo Haussman, para hipotecar al país a través de una nueva deuda externa.

Esto demuestra el lado más cruel del proyecto económico de la burguesía venezolana, a la que no le importa negociar con uno de los mayores causantes de la pobreza en el mundo.

Pactar con el Fondo Monetario Internacional significaría someter a los venezolanos y venezolanas a medidas de ajuste social que llevarían de nuevo a la nación a los peores tiempos de la llamada Cuarta República, que precedió a la Revolución Bolivariana.

La receta Mendoza-Hausman-FMI ya la conocemos: eliminar las misiones sociales; liberar las tasas de interés; privatizar la educación, la salud, el agua y la electricidad; abolir la actual Ley del Trabajo y la joya de la corona: vender Petróleos de Venezuela y los 300.000 millones de barriles de la Faja Petrolífera del Orinoco que pueden obtenerse con la tecnología actual.

Los personajes del audio

Ricardo Haussman fue uno de los principales ideólogos del plan de choque o paquetazo neoliberal aplicado en Venezuela durante el segundo mandato del expresidente Carlos Andrés Pérez, el cual trajo como consecuencia un fenómeno social conocido como El Caracazo.

Entre el 27 de febrero y el 1 de marzo de 1989, la Fuerza Armada y los cuerpos de seguridad del país fueron enviados a las calles para detener el estallido social que, para muchos, significó el primer grito en el mundo contra el neoliberalismo.

Cerca de 3.000 muertos y un altísimo número de heridos se registraron en esos días. Muchos de los asesinados tuvieron que ser enterrados en fosas comunes del Cementerio General del Sur, en un lugar conocido como La Peste.

Por su parte, Lorenzo Mendoza, dueño y presidente de Empresas Polar, principales productoras de alimentos del país, detuvo sus máquinas por más de 60 días entre diciembre y enero de 2002, con el objetivo de derrocar al gobierno de Hugo Chávez. Muchos en la oposición lo vislumbran como el candidato opositor frente al chavismo.

Ya el plan para vender a Venezuela por pedazos está montado. No es casual que se haya sumado a la conjura contra Venezuela el Bank of America, que ha dicho sin ningún rubor ver tiempos favorables "para una transición en Venezuela". Tampoco es poca cosa el complot del capital transnacional contra la Patria de Bolívar.

El propio Haussman menciona como integrante del plan al director gerente para el Hemisferio Occidental, el banquero mexicano Alejandro Werner, con quien ha conversado sobre la situación venezolana y que ha mostrado, a su vez, una gran preocupación por lo que ocurre en el país.

La lucha por difundir esta grave denuncia a la comunidad internacional, pero fundamentalmente a la Venezuela bolivariana, radica en la gravedad de lo que estará en juego durante las próximas elecciones del 6 de diciembre, cuando se escogerán a los diputados de la Asamblea Nacional.

Lo hemos dicho: un gobierno neoliberal no va a acabar con nuestros problemas, los profundizará. Y, lo peor de todo ello, es que la única vía que encontrará la derecha para implementar su proyecto de entrega al Fondo Monetario Internacional será la represión directa y salvaje contra nuestro pueblo. De eso, lamentablemente, ya tenemos un doloroso recuerdo.

Érika Ortega Sanoja - Actualidad RT

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Batalha de Idleb (parte 1) – Planície de Hama Norte


Moon of Alabama - Tradução: Vila Vudu

Alguém do Texas fez esse excelente mapa da situação de momento no noroeste da Síria.

A planície entre Hama e Idleb é provavelmente local de um próximo grande ataque sírio. O exército sírio e posições aliadas estão marcados em vermelho; as de mercenários e terroristas da CIA, em verde.

Em Latakia, ao norte, estão em curso combates preparatórios em Salma (Vídeo da TV russa, com interessante comentário sobre a moral das tropas sírias). A meta é expulsar o inimigo para o norte e dali para fora do país, e proteger a fronteira com a Turquia. A área tem de ser limpa, para impedir surpresas contra Latakia e as bases russas que há ali. Dali o ataque rumar mais para nordeste, onde o alvo intermediário é Jisr a Shugur, e dali ao longo da rodovia M4 para Idleb.

Ao mesmo tempo está planejado ataque em pinça na planície Hama, ao norte, para seguir pela rodovia M5 rumo ao norte e em direção de (segundo mapa).

Surgiram matérias na mídia-empresa norte-americana segundo os quais combates recentes teriam sido difíceis para o exército sírio, dado que os mercenários da CIA tinham muitos mísseis TOW antitanques, para atacar os blindados sírios. Mas os 30 tanques destruídos de que a oposição falou, nunca existiram. Foram confirmados oito impactos por mísseis TOW e nem todos acertaram o alvo. Mas o ataque pelo lado sírio tampouco foi muito sério. Era mais ação de reconhecimento, para verificar onde estariam os pontos fortes ou fracos do inimigo.

O grande ataque só começará quando tiverem chegado os reforços, e os russos puderem voar mais missões de ataque por dia.


São os seguintes os reforços esperados:

2.000 soldados das Forças Al-haydareyeen do Iraque; forças fatimidas afegãs (2.000 soldados), o Corpo de Guardas Revolucionários do Irã (2.000 soldados) e grupos de elite do Hezbollah (1.000 combatentes).

O aeroporto civil em Latakia foi fechado ao tráfego civil e será usado pela Força Aérea da Rússia para apoio ao ataque iminente. É medida necessária, porque o número médio de decolagens de aeroporto pequeno com só uma pista para pouso e decolagem é de cerca de cem decolagens/dia. Com um segundo aeroporto ativo agora disponível, serão possíveis 200-300 missões/dia, para apoiar o exército sírio. A Força Aérea síria poderá acrescentar a esses números a própria capacidade.

Também chegou nova artilharia, principalmente sistemas de foguetes múltiplos, que, à maneira típica da Rússia, serão intensamente usados contra as linhas dos mísseis TOW (Tube-launched, Optically tracked, Wire-guided).

Para ter alguma ideia do que vem por aí, há um vídeo de alguns bombardeios se intensidade moderada pela Força Aérea russa, e outro vídeo, filmado à distância, de um ataque por sistema de múltiplos foguetes, com munição de fragmentação. Fogo dessa intensidade inevitavelmente 'amolece' linhas defensivas e levará a muitas perdas entre os defensores.

Depois que Brennan, chefão da CIA visitou a Arábia Saudita semana passada, os sauditas entregaram na Síria pelo menos 500 armas antitanque TOW fabricadas nos EUA – para somar-se às montanhas de outras novas armas e munições. E a Al-Qaeda/al-Nusra também enviou muitos soldados para reforçar sua linha de defesa na planície de Hama.

Como já é rotina nos combates orientados pelos russos, o exército sírio quebrou aquela linha pesadamente defendida e será reforçado por fogo massivo de artilharia e centenas de ataques aéreos. Inimigos em fuga serão perseguidos o mais rapidamente possível, para impedir que organizem novas linhas de defesa.

O que acima se lê é o plano, na medida do que eu consigo entender. Mas não esqueçam que nenhum plano de combate sobrevive ao primeiro contato com o inimigo. Podem acontecer ou ganhos ou perdas não previstas e a situação pode mudar muito rapidamente.

Há combates em curso também em muitos outros pontos da Síria. Ontem, alguns insurgentes em Ghouta, no leste, entenderam que seria boa ideia lançar dois morteiros contra a embaixada da Rússia em Damasco. A resposta veio hoje, com intenso bombardeio pela Força Aérea russa, seguido de renovado ataque em terra pelas forças sírias. Observem que a 'imprensa' 'ocidental' sempre diz que Ghouta estaria "sitiada". Na verdade, sempre houve ali intensa entrega de suprimentos e entrada de terroristas que chegam da Jordânia pelo deserto.

Outros combates estão em curso no nordeste de Aleppo. Alguns dos mercenários da CIA perderam posições ali para o ISIL/ISIS/Daesh/Estado Islâmico, e o exército sírio usou esses confrontos 'internos' para obter alguns avanços. Agora, seu objetivo (ver mapas) é conectar suas posições no norte-nordeste de Aleppo, com as cidades xiitas sitiadas de Fua e Kafraya, cerca de 10km a noroeste, nos arredores de Aleppo. Se for bem-sucedido, esse movimento bloqueará a rota de suprimento que vem da Turquia para os inimigos da Síria que estão dentro de Aleppo, e pode deixá-los isolados.

Há combates também em torno de Rastan entre Homs e Hama, onde um caldeirão encobre número desconhecido de insurgentes que bloqueiam importante via de suprimentos. Essa bolha tem de ser eliminada para abrir caminho e para permitir operações futuras mais amplas.

Há outros vários combates mais estáticos em torno de aeroportos militares cercados e no Golan. Mas a frente sul em torno de Deraa está praticamente silenciosa. Não ocorreram novos ataques por mercenários da CIA. Parece que a Jordânia seguiu o Egito e os Emirados Árabes Unidos, que acolheram bem o início da iniciativa russa e optaram por, pelo menos por enquanto, manter-se fora do conflito. Esse racha em relação à facção wahhabista da Liga Árabe, Arábia Saudita, Qatar e Kuwait, provavelmente se ampliará.

A situação na Síria está mais clara, dado que os antes milhares de grupos 'rebeldes' que usavam táticas de guerrilhas estão agora reduzidos a dois ou três atores principais e condenados a fazer guerra convencional. Essa situação pode ser contra-atacada por meios convencionais em operações massivas e de amplo alcance. Os russos são um dos raros mestres nesse tipo de confronto (que aprenderam das operações alemãs contra eles). Se os russos assumirem a frente no planejamento e no comando, tenho confiança que resultados substanciais logo aparecerão.

O Hizbullah já limpou o front ocidental de mercenários da CIA, outros mercenários e de wahhabistas. A diplomacia russa acalmou o front sul. Agora, começa o movimento para limpar o norte. Não é ação rápida: demorará um pouco. Depois, o leste, onde reina o 'Estado Islâmico', com poucas capacidades que não sejam pura propaganda; a área aí será varrida sem grande esforço. É perfeitamente possível e esperável que a Síria volte a ter todo o território de antes, sem divisões.

Assista:
https://youtu.be/vefcUq5UflU
https://youtu.be/JELcCMJLS-U
https://youtu.be/t69eqVfMYDk

OTAN convoca às armas


Manlio Dinucci, Il Manifesto - Tradução: Vila Vudu

O Conselho do Atlântico Norte reuniu-se em Bruxelas, reunião de urgência, dos ministros da Defesa, "num momento decisivo para nossa segurança". A OTAN está "fortemente preocupada ante a escalada da atividade militar russa na Síria", especialmente o fato de que "a Rússia não está lá para atacar o grupo Estado Islâmico (EI), mas para atacar a oposição síria e civis."

A OTAN não especifica qual a "oposição síria" que estaria sendo atacada pela Rússia. Dia 16 de setembro o Pentágono teve de admitir que conseguira treinar na Turquia, ao custo de 41 milhões de dólares, não mais de 60 combatentes cuidadosamente selecionados, os quais, contudo, no instante em que foram infiltrados na Síria sob a sigla "Novo Exército Sírio" foram "quase completamente varridos pelas forças da Frente al-Nustra".

A "oposição síria" que a OTAN tanto cuida de proteger é constituída dessa galáxia de grupos armados, a maioria dos quais são mercenários ex-combatentes de vários exércitos pelo mundo, pagos pela Arábia Saudita e outras monarquias do Golfo, muitos dos quais passaram pelos campos de treinamento da CIA e das Forças Especiais dos EUA na Turquia.

A fronteira entre esses grupos e o EI é muito fluida, a ponto de frequentemente as armas entregues à "oposição" acabarem em mãos do grupo Estado Islâmico. O único objetivo que os une é o objetivo, que se harmoniza com a estratégia de EUA/OTAN, de derrubar o governo eleito de Damasco.

A acusação feita à Rússia, de que estaria atacando deliberadamente civis na Síria (mesmo que não se possa excluir a morte de civis nos ataques concentrados contra o Estado Islâmico) brotam de uma OTAN que em várias guerras é responsável por vários massacres de civis (dos quais o mais recente aconteceu em Kunduz no Afeganistão).


Basta recordar que, contra a Iugoslávia em 1999, a OTAN empregou 1.100 aviões que, durante 78 dias, fizeram 38 mil ataques, nos quais foram lançadas 23 mil bombas e míssies, que até hoje causam vítimas e mortos civis por causa do urânio baixo enriquecido e substâncias químicas liberadas das refinarias bombardeadas.

Na guerra contra a Líbia, em 2011, a aviação de EUA/OTAN realizou 10 mil ataques, com mais de 40 mil bombas e mísseis. E às vítimas desses bombardeios devem-se somar outras, ainda mais numerosas, do caos resultante da demolição do Estado líbio.

A OTAN que denuncia a penetração acidental de aviões russos no espaço aéreo turco, chamando-a de "violação do espaço aéreo da OTAN", nem assim consegue esconder o verdadeiro problema: o fracasso de seus próprios planos, que foi determinado pela decisão dos russos de realmente atacarem o grupo Estado Islâmico, que a Coalizão dos EUA (oficialmente, não é a OTAN quem promove a atual intervenção na Síria) finge que ataca, mas só seleciona alvos secundários.

Não se pode explicar de outro modo como colunas de centenas de caminhões e caminhonetes carregadas de mantimentos continuem a ser entregues da Turquia, diretamente para os centros controlados pelo Estado Islâmico (como o comprovam inúmeras imagens de satélite), nem como colunas de veículos militares do EI continuem a deslocar-se livremente, a descoberto.

Sobre esse cenário, os ministros do Exterior da OTAN, reunidos ontem em Bruxelas, anunciaram que o Plano "Prontidão para a Ação" [orig. Readiness Action Plan] será reforçado.

Depois de ativar em setembro seis "pequenos quartéis-generais" na Bulgária, Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia e Romênia, destinados a uma integração mais estreita de forças, agora a OTAN decidiu abrir mais dois, na Hungria e na Eslováquia, e "pre-posicionar material militar na Europa Oriental, para poder reforçar rapidamente, se necessário, os aliados orientais". Também ficou decidido reforçar a "força de resposta", aumentada com 40 mil homens.

O secretário-geral Stoltenberg fez, quanto a isso, anúncio importante: a Alemanha assumirá em 2019 o comando da "Força de ponta de alta rapidez operacional", a qual, como o demonstra o exercício Trident Juncture 2015, pode ser projetada em 48 horas "em qualquer local a qualquer momento". E a Grã-Bretanha "enviará mais tropas em rotação para os países Bálticos e para a Polônia para treinamentos e exercícios". O engajamento suplementar anunciado pela Alemanha e Grã-Bretanha na OTAN, por ordem dos EUA, confirma que as grandes potências europeias, que vez ou outra têm interesses específicos contrários aos dos EUA, rapidamente se enquadram, quando a hegemonia do 'ocidente' é ameaçada.

Os ministros da Defesa da OTAN anunciam "passos suplementares para reforçar a defesa coletiva", não só na direção oriental mas também para o sul. "Nossos comandantes militares" – comunica Stoltenberg – "confirmaram que temos o que é preciso para deslocar a Força de Resposta também para o sul".

A OTAN portanto está pronta para outras guerras no Oriente Médio e no Norte da África.

Putin critica EUA por falta de agenda no combate ao terrorismo


Na quinta-feira (15), o presidente russo Vladimir Putin disse que a posição dos EUA sobre a operação militar russa na Síria não é construtiva no contexto de luta contra o terrorismo.

Na quarta-feira (14), Washington se recusou a aceitar a delegação militar russa para discutir esforços coordenados no combate ao terrorismo na Síria, de acordo com o Ministério de Relações Exteriores.

“É difícil para mim perceber como os nossos parceiros norte-americanos podem criticar as ações russas na Síria na luta contra o terrorismo tendo em conta que se recusam a manter um diálogo direto sobre um assunto tão importante como regularização política”, disse Putin no capital do Cazaquistão, Astana.

Putin também criticou os EUA por falta de algo tipo de agenda no combate ao terrorismo.

“Considero esta posição como não construtiva; e o fundamento desta posição fraca norte-americana, neste caso, pelos vistos, é a falta de qualquer agenda sobre este assunto. Se calhar, [eles] não têm nada o que falar”, disse Putin.

Por seu turno, a Rússia ainda tem esperança que a cooperação no assunto sírio seja possível.

“Todavia, ao mesmo tempo, deixamos portas abertas e esperamos muito que negociações sejam realizadas entre todos os participantes deste processo complicado, inclusive os nossos parceiros norte-americanos”, disse o líder russo.

Desde 30 de setembro último, a pedido do presidente sírio Bashar Assad, a Rússia iniciou ataques localizados contra as posições do Estado Islâmico na Síria, usando aviões Su-25, bombardeiros Su-24M, Su-34, protegidos por caças Su-30SM.Segundo os dados mais recentes, as Forças Aeroespaciais russas realizaram, desde o início da operação, cerca de 450 ataques contra as posições dos terroristas, destruindo cerca de 300 militantes, assim como postos de comando, campos de treinamento e arsenais.

Além disso, os navios da Frota do Mar Cáspio lançaram 26 mísseis de cruzeiro contra os territórios controlados pelos jihadistas. A precisão de ataque é de cerca de 5 metros. Os alvos dos ataques são estabelecidos com base nos dados de reconhecimento russo, sírio, iraquiano e iraniano.

O embaixador sírio na Rússia, Riad Haddad, confirmou que as missões aéreas são realizadas contra organizações terroristas armadas, e não contra grupos da oposição política ou civis.

Segundo os dados do Estado-Maior russo, os militantes do EI sofrem danos significativos e mudam de tática espalhando as suas tropas e escondendo-se em povoações. Na linha de contato com as forças governamentais sírias, eles perderam a maior parte das munições e material bélico e uma série de grupos que fazem parte do Estado Islâmico já são prontos a deixar a zona de hostilidades.

O presidente russo Vladimir Putin anteriormente confirmou que os prazos da operação aérea russa na Síria são limitados pela operação ofensiva dos militares sírios e excluiu a possibilidade de uso das Forças Armadas russas em hostilidades terrestres.

Sputniknews




Em apoio a Dilma, Unasul pede respeito às leis


O secretário-geral da União das Nações Sul-Americanas, Ernesto Samper, afirmou que a presidenta Dilma Rousseff tem todo o apoio da entidade. No momento em que Dilma é vítima de uma campanha da oposição que tenta tirar-lhe o mandado concedido pelo povo, Samper pediu que o Congresso Nacional respeite a Constituição e que os problemas políticos no país sejam solucionados seguindo as leis.

O secretário-geral, que também é ex-presidente da Colômbia, encontrou-se com Dilma na tarde desta terça (13), no Palácio do Planalto. Ele relatou que, na audiência, reiterou a posição do bloco sul-americano de que Dilma “pode e deve terminar o seu mandato até o final”.

“A presidente tem o apoio da Unasul e, repito, é uma pessoa honesta, foi eleita constitucionalmente e, obviamente, esperamos que todos os temas políticos sejam manejados no Congresso dentro da Constituição, dentro da lei e em respeito às normas universais sobre a legítima defesa”, declarou, ao deixar o Palácio do Planalto.

Segundo Samper, o encontro com a presidenta debateu temas da “agenda da Unasul”, além de temas da agenda política nacional e internacional. De acordo com ele, apesar de ambos não terem tratado dos pedidos de impeachment de forma explícita, a posição da entidade “é muito clara”, ao defender que Dilma cumpra seu mandato até o final.

Do Portal Vermelho, com informações do G1 e da Agência Brasil

Hezbolá expresa su apoyo total a la Tercera Intifada palestina


El Movimiento de Resistencia Islámica de El Líbano (Hezbolá) reitera su apoyo a la causa palestina y su levantamiento contra el régimen de Tel Aviv, algo que ha sorprendido al propio régimen y a EE.UU.

“Nosotros en Hezbolá declaramos nuestro absoluto apoyo a la resistencia popular palestina, la yihad, la intifada (levantamiento), los derechos y la lucha contra el enemigo sionista”, recalcó el miércoles el secretario general de Hezbolá, Seyed Hasan Nasrolá.

En este sentido, recordó que todas las naciones de la región deben cumplir con su responsabilidad respecto a este caso, y apoyar, con todos los medios posibles, a los palestinos en el logro de sus demandas.

A criterio de Nasrolá, las recientes movilizaciones del pueblo palestino pronostican el inicio de la Tercera Intifada, razón por la cual diferentes países del mundo, y en especial Estados Unidos y el régimen de Israel, se encuentran desesperados al respecto.

“Los estadounidenses y los israelíes creen que es normal que los habitantes palestinos en los territorios ocupados vivan desesperados (…) con el fin de impedir cualquier acto positivo y aumentar sus actos provocativos como la división de la Mezquita Al-Aqsa”, consideró.

Según el secretario general de Hezbolá, el régimen de Israel aprovechándose de la inestabilidad y las crisis regionales ha dado inicio a sus actos provocativos en Al-Quds (Jerusalén).

“Los palestinos no tienen otra opción que la resistencia, son los líderes de este campo de batalla”, señaló Nasrolá, para después elogiar al pueblo palestino por sus enfrentamientos valientes contra el enemigo israelí en Al-Quds, Gaza, y diferentes partes de la ocupada Cisjordania.

Las tensiones en los territorios ocupados palestinos aumentaron drásticamente tras nuevas incursiones y profanaciones a la Mezquita Al-Aqsa, en Al-Quds, que provocaron la ira del pueblo palestino.

Desde el pasado 1 de octubre, al menos 31 palestinos han perdido la vida y más de 3730 han resultado heridos a causa de los ataques perpetrados por las fuerzas israelíes en la ciudad de Al-Quds y la Franja de Gaza.

En uno de los casos, un palestino murió el martes como consecuencia de los disparos realizados por soldados israelíes contra manifestantes palestinos en la ciudad de Beit Lahm (Belén).

En el caso más reciente, soldados israelíes han matado este miércoles a un joven palestino de 26 años de edad en Al-Quds.

El lunes, Ismail Hanie, el subjefe de la dirección política del Movimiento de Resistencia Islámica Palestina (HAMAS), advirtió de que la Tercera Intifada palestina no cesará hasta que se libere del todo Al-Quds.

tas/anz/nal - HispanTv