quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
Quatro crianças morrem de desnutrição na Colômbia em 15 dias
Mais de 15 mil crianças já foram diagnosticadasa com desnutrição grave em La Guajira, nos últimos oito anos, 4.770 morreram
A fome fez sua quarta vítima, em apenas duas semanas, na Colômbia, mas já foram identificadas mais de 15 mil crianças diagnosticadas com desnutrição grave. Ontem, uma menina de quatro anos morreu na Clínica Reina Catalina, na cidade de Barranquilla, província de Atlántico. Assim como outras três crianças, neste caso também foi a desnutrição que a levou a óbito. Os outros casos aconteceram no município de Manaure no departamento de La Guajira, onde o quadro é mais grave.
A procuradora da Infância e Adolescência da Colômbia, Ilva Myriam Hoyos, qualificou como “indignante” a situação enfrentada pelo povo do departamento de La Guajira com as mortes por desnutrição das crianças da comunidade indígena de Wayuú.
Myriam Hoyos indicou que são preocupantes as declarações entregues por funcionários do Governo Nacional que “parecem desconhecer que estas mortes tenham alguma coneção com o tema da desnutrição”. Segundo a procuradora, o problema a levou a fazer diversos “requerimentos aos ministérios de Relações Exteriores e da Saúde”.
Segundo a procuradora, o governo está fazendo reuniões com os prefeitos e ampliou o conselho de política social porque, apesar de algumas medidas cautelares estarem focadas em quatro municípios, outros já estão sendo afetados pelo menos problema, entre eles Uribia, Manaure, Riohacha e Maicao.
Para a procuradora, a situação de pobreza, inequidade e esquecimento não se reduzem a estes municípios de La Guajira “por isso a procuradoria é consciente de que estamos diante de uma crise humanitária real, uma crise de caráter social que tem desafortunadamente atingido muitas crianças. Já passam de 15 mil as crianças que se encontram em situação grave de desnutrição por falta de recursos”.
Denúncias
A defensora dos direitos humanos, Piedad Córdoba, denunciou recentemente o drama humanitário que vivem os indígenas de La Guajira e a “falta de ação dos governos em exercício”.
Por meio de seu perfil oficial no Twitter, Piedad Córdoba denunciou que os indígenas do departamento de La Guajira, em especial os da etnia Wayúu, carecem de água potável e são submetidos a serviços de saúde e educação precários.
A ex-deputada lamentou que nos últimos oito anos 4.770 crianças de origem wayúu morreram por falta de comida e água potável. “Falamos de uma zona saqueada e abandonada que merece muita atenção”, afirmou.
Resposta oficial
Diante desta problemática, o governo colombiano emitiu um comunicado onde lamentou o falecimento de duas crianças, da comunidade wayúu e assegurou que a luta contra a desnutrição é uma das prioridades do poder Executivo. “As mortes por este motivo [desnutrição] em menores de cinco anos reduziram de 48 para 38 entre 2014 e 2015, o que significa 21% a menos. Os esforços e os investimentos do Governo serão mantidos até que esta cifra seja zero”, diz um trecho do documento oficial emitido pelo poder Executivo da Colômbia.
O documento, porém, insiste que a problemática da região de Guajira é mais complexa, porque se trata de uma questão “histórica que inclui fatores de índole social, econômica, geográfica”.
Do Portal Vermelho, com Telesur
Irã descarta dólar em transações de petróleo
O Irã não gostaria de receber os pagamentos pelo seu petróleo em dólares, mas sim em euro, informou a agência Reuters citando como fonte a Agência Nacional de Petróleo iraniana.
Segundo a fonte, o Irã já assinou alguns contratos usando o euro como moeda de transação com as empresas francesas Total e Litasco, bem como com a espanhola Cepsa.
O interlocutor da agência explicou que o governo iraniano gostaria de baixar a sua dependência do dólar e de recuperar as dívidas contraídas pela Índia e outros compradores em euro.Em 14 de julho, 2015, Teerã e um grupo de seis negociadores internacionais assinaram o acordo final sobre o programa nuclear iraniano em troca da suspensão das sanções.
As sanções foram levantadas em 16 de janeiro, por parte tanto dos EUA como da União Europeia. A mudança veio em um altura em que há excesso de oferta no mercado mundial de petróleo, com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) recusando-se a reduzir a sua produção diária.
Segundo as previsões, a implementação do acordo iraniano virá adicionar pelo menos 500 mil barris por dia ao mercado de petróleo. Para Teerã, aumentar a produção deste combustível é uma forma de compensar as perdas financeiras que o país sofreu quando estava sob as sanções.
Sputniknews
'Não se pode permitir isolamento completo da Coreia do Norte sob disfarce de sanções’
No domingo (7) às 9:01 (horário local), a Coreia do Norte lançou um foguete de longo alcance com um satélite, a partir do cosmódromo de Sohae, no litoral ocidental do país, o que provocou forte reação da comunidade internacional.
Aleksandr Timonin, embaixador da Rússia na Coreia do Sul, destacou que Moscou continua tendo certeza de que o formato preferencial da resolução são as negociações entre seis partes (Coreia do Norte, Coreia do Sul, China, Rússia, Estados Unidos e Japão).
O embaixador assinalou que “com certeza, a afirmação da Coreia do Sul feita em 7 de fevereiro sobre a implantação do sistema THAAD (Terminal High Altitude Area Defense) chamou a atenção da Rússia”. Tal desenvolvimento terá uma influência negativa sobre a segurança internacional e estabilidade estratégica.
“Na região da Ásia do Nordeste em que nos últimos anos a situação tem sido bastante difícil no que se refere à segurança, pode aparecer mais um ‘irritante’ que pode instigar a corrida aos armamentos e complicar a resolução do problema nuclear etc. na península Coreana. É por isso que a parte russa já chamava atenção várias vezes à ineficiência da ideia da implantação do THAAD na Coreia do Sul”, disse Aleksandr Timonin À RIA Novosti.
Quanto às sanções que podem ser impostas contra a Coreia do Norte por ter alegadamente testado uma bomba de hidrogênio, a Rússia considera que tal violação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU não pode ficar sem atenção da comunidade internacional.
“[As sanções] não devem causar danos aos cidadãos norte-coreanos e também à atividade das missões diplomáticas acreditadas em Pyongyang. Estou certo que não se pode permitir que sob o disfarce de sanções seja introduzido o isolamento completo de Pyongyang e assim seja fechada a perspectiva da resolução político-diplomática do problema nuclear da península coreana”, afirmou o diplomata.
Além disso, o embaixador da missão russa em Seul falou das suas tradições no Dia de Diplomata. Ele frisou que todos os funcionários da embaixada colocam as flores ao memorial dos marinheiros russos do cruzador Varyag e a canhoneira Koreets, que morreram em 9 de fevereiro de 1904. Os navios exerciam uma missão diplomática na Coreia: deviam guardar o território dos atentados coloniais de outros países. É por isso que foram atacados no primeiro dia da guerra sino-russa de 1904-1905.
Sputniknews
Israel busca cerrar los territorios ocupados con una valla
El primer ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (centro), visita una valla de 30 kilómetros de extensión que está siendo construida en la frontera con Jordania. 9 de febrero de 2016
El primer ministro del régimen de Israel, Benyamin Netanyahu, adelantó que está elaborando un plan para rodear los territorios ocupados palestinos con una valla de seguridad.
Netanyahu que hizo este anuncio el martes durante una visita a las obras para levantar una valla de 30 kilómetros de extensión en la frontera con Jordania, dijo que su proyecto muy pronto entrará en vigor.
"Finalmente, ... habrá una valla que rodee en su totalidad (a los territorios ocupados)". "Me dirán: '¿Esto es lo que quieres hacer, proteger la villa?' Mi respuesta es sí", agregó.
Para justificar su plan, el premier israelí alegó: " Tenemos que protegernos de los animales carnívoros".
El régimen israelí se formó en 1948 con la ocupación de los territorios palestinos, grandes extensiones de otros territorios árabes, incluido El Líbano y Siria.
En 1967, ocupó y posteriormente anexó los territorios palestinos de Cisjordania y Al-Quds (Jerusalén), en una medida no reconocida por la comunidad internacional. Aunque Israel se retiró de la Franja de Gaza en 2005, mantiene ahí un cerco inhumano.
Israel, acusado de bloquear los esfuerzos internacionales para poner fin al conflicto palestino-israelí mediante la solución de dos Estados, sigue expandiendo sus asentamientos “ilegales” —según las leyes internacionales—, en los territorios palestinos.
Netanyahu aseguró además que su proyecto incluye la destrucción de túneles subterráneos transfronterizos que construye el Movimiento de Resistencia Islámica Palestina (HAMAS). "Cuando se construye una valla allí hay que tener en cuenta que se están construyendo túneles debajo", dijo.
Los palestinos en Gaza, que sufren un mortal asedio impuesto por Israel desde 2007, utilizan los túneles cavados a lo largo de la frontera con Egipto para suministrar sus necesidades básicas, incluida comida, medicinas, ropa y combustible.
Las Naciones Unidas en un informe anual publicado en septiembre de 2015 advirtió que la Franja de Gaza, que sufre el bloqueo israelí y es un constante escenario de guerra, llegaría a convertirse en tan solo cinco años en una zona “inhabitable” si las tendencias económicas actuales persisten.
ftm/ncl/msf - HispanTv
Marines de EEUU lloraran tras ser detenidos por las fuerzas iraníes
Mirar: http://www.hispantv.com/newsdetail/videos/204494/marines-eeuu-lloran-detenidos-fuerzas-iranies-golfo-persico
Salen a la luz nuevas imágenes que muestran a uno de los soldados de la Marina de EE. UU. llorando después de que dos de sus embarcaciones fueran apresadas en el Golfo Pérsico el pasado mes por las fuerzas iraníes tras haber violado las aguas territoriales del país persa.
HispanTv
Terroristas atacan convoy de Cruz Roja cerca de Damasco
Convoy conjunto de ayuda humanitaria de la CICR y la Media Luna Roja en Siria.
Grupos armados sirios han atacado este miércoles un convoy del Comité Internacional de la Cruz Roja (CICR), que transportaba ayuda humanitaria a una zona aledaña a la capital siria, Damasco.
Los atacantes, que son respaldados por países extranjeros, han abierto fuego contra los vehículos del CICR y de la Media Luna Roja Árabe Siria (SARC) que pretendían acercar ayuda humanitaria al distrito de Al-Mazaya, cerca de Damasco, ha informado el sitio de noticias Al-Ahd de El Líbano.
En este ataque varios trabajadores de las entidades humanitarias han resultado heridos, tres de ellos se encuentran en estado crítico.
El martes, los dos organismos de socorro han repartido unos 6500 paquetes de alimentos en varias aldeas cerca de la capital.
Entre tanto, las fuerzas del Ejército sirio siguen recuperando localidades pertenecientes a la provincia norteña de Alepo (a unos 360 km al norte de Damasco) que habían sido tomadas por los llamados grupos "rebeldes" o la banda extremista EIIL (Daesh,en árabe).
Por otro lado, los residentes de la ciudad de Tall Rifat, situada a unos 20 kilómetros de la frontera turca, junto con las fuerzas del Gobierno de Bashar al-Asad liberaron recientemente algunas zonas que estaban en manos de grupos armados, respaldados por extranjeros del Frente Al-Nusra, afiliado a Al-Qaeda, y de Ahrar al-Sham.
En Ejército sirio, que libra una lucha sin cuartel para expulsar a los terroristas de su suelo y cuenta con el respaldo desde el aire de Rusia, en recientes operaciones, ha acabado con al menos 16 elementos del Frente Al-Nusra en la provincia costera de Latakia, región en la que las fuerzas siras están ganando terreno frente a este grupo armado.
krd/ncl/msf - HispanTv
Rusia: "EE.UU. abrirá la caja de Pandora si coloca armas en el espacio"
Reuters / Joe Skipper - Actualidad RT
EE.UU. desarrolla un sistema antimisiles que en el futuro podrá afectar a la capacidad de "frenar las armas nucleares", opina la Cancillería rusa.
EE.UU, provocará una carrera armamentística incontrolable si intenta colocar armas en el espacio, declaró en rueda de prensa Mijaíl Uliánov, director del Departamento sobre no proliferación y control de armas del Ministerio de Exteriores de Rusia, informa RIA Novosti.
"En cuanto se le dé la oportunidad, EE.UU. no se detendrá a la hora de colocar armas en el espacio", dijo.
"Será algo que cambiará reglas del juego en el ámbito de la estabilidad estratégica", asegura Uliánov, advirtiendo que "esto abrirá la caja de Pandora" ya que -sostiene- "otros países con capacidades similares también tomarán este camino".
"Vamos a tener una carrera armamentista incontrolable", vaticina.
Según él, un efecto parecido lo tendrán los sistemas antimisiles desarrollados por Washington. "EE.UU. elabora el sistema de defensa antimisiles, que en un futuro próximo podrá afectar a nuestra capacidad de garantizar la no proliferación de armas nucleares", afirmó.
La clave de Siria: ¿Qué significaría la liberación de Alepo?
Es la ciudad más grande de Siria y el centro neurálgico de su provincia, con lo cual tiene una importancia capital para todas las partes en conflicto.
En Siria se han intensificado las batallas por Alepo, una localidad con una gran importancia estratégica. ¿Por qué es tan trascendental este lugar? ¿Qué supondría su toma? A estas preguntas intenta responder el periodista Mijaíl Tíschenko en su nuevo artículo del portal Slon.
¿Qué es ese lugar por el que luchan?
Alepo es la ciudad más grande de Siria, el centro de la provincia homónima y posee una historia milenaria, en la que ha vivido numerosas guerras y conquistas, por estar situada en un cruce de rutas comerciales. En este país, está considerada como la 'capital del norte', debido a que era un importante centro industrial, turístico y comercial.
En 2012, después del estallido de la guerra civil, los rebeldes tomaron el sector oriental de Alepo, mientras que las fuerzas gubernamentales mantuvieron la zona occidental. El enfrentamiento se ha prolongado durante más de tres años sin que ninguna de las partes haya logrado controlar plenamente la ciudad. Hasta la fecha, la mayoría de la población ha abandonado la urbe, gran parte de la cual ha quedado destruida.
¿Por qué Alepo es importante para las partes del conflicto?
Mijaíl Tíschenko explica que "si los opositores de Bashar al Assad fueran capaces de consolidarse en Alepo, este bastión se convertiría en la capital no oficial, un símbolo que podría defender su pretensión de poder y un trampolín para seguir avanzando".
Además, el periodista prosigue que la pérdida de esta localidad "significaría que la oposición moderada está perdiendo influencia" y que el conflicto sirio se habría reducido a un enfrentamiento entre las fuerzas del Gobierno, los terroristas del Estado Islámico y los jugadores externos.
En cambio, para Al Assad retomar Alepo "sería una victoria principalmente simbólica", una demostración de fuerza para desmentir a los que predijeron el inminente colapso de su Gobierno.
"También hay que tener en cuenta que Alepo es un importante centro de transporte, a través del cual pasan todas las autopistas y vías férreas más o menos importantes del país", señala el periodista, quien detalla que quien se haga con el control de la ciudad "extenderá automáticamente su influencia en toda Siria noroccidental y en gran parte del territorio a lo largo de la frontera con Turquía, lugares que incluyen una vasta región en donde habita una población predominantemente kurda".
¿Cuál es el equilibrio de poder hoy en día?
Según un representante del Ejército Libre de Siria (ELS) citado por Tíschenko, las tropas gubernamentales podrían tomar Alepo en cuestión de días si mantienen su táctica: realizar ofensivas con el apoyo de la Fuerza Aérea rusa.
Además, el Ejército sirio ataca las posiciones de los terroristas en los accesos a la localidad de Tell Rifaat, el último reducto importante que controlan al norte de Alepo. Si toman esa plaza, las filas oficiales no solo aislarían al enemigo de sus bases de retaguardia, sino que también bloquearían por completo sus suministro procedentes de Turquía.
Al mismo tiempo, al noroeste de Alepo progresan los kurdos, que en los últimos días han tomado el control de varios pueblos al este de la localidad de Afrin, a solo 20 kilómetros de la frontera con Turquía. Según recuerda el autor del artículo, estos combatientes actúan de forma independiente del Ejército, pero sus éxitos en la lucha contra los islamistas juegan a favor de Al Assad.
Finalmente, un objetivo de especial importancia tanto para las fuerzas del Gobierno como para los kurdos es la ciudad fronteriza de Azaz, controlada por el Estado Islámico, debido a que por ese enclave, conocido como el 'corredor turco', "circulan las principales vías de suministro" de los yihadistas, apunta el analista.
Las fuerzas del Gobierno sirio están desarrollando una ofensiva al norte y al este de Alepo. Su logro más significativo ha sido cortar las principales vías a través de las cuales los extremistas recibían armamento, al reconquistar las ciudades de Nubel y Az Zahra. Durante cuatro años, esas poblaciones estuvieron controladas los islamistas, que mantuvieron asediadas a alrededor de 70.000 personas.
Actualidad RT
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
'Dia do Diplomata na Rússia' - Por Serguei Akopov, Embaixador russo no Brasil
Serguei Akopov, Embaixador da Federação Russa no Brasil
Em 10 de fevereiro comemora-se na Rússia o Dia do Diplomata, instituído em 31 de outubro de 2002 por ocasião dos 200 anos do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
A instituição do Dia do Diplomata visa a manutenção das melhores tradições da diplomacia russa, considerada por seus méritos como uma das mais influentes no mundo, colabora com o aumento do prestígio da diplomacia nacional e estimula o aumento do nível e da qualidade do trabalho dos funcionários do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia e de suas representações no exterior.
A instauração desse feriado profissional também é uma manifestação de profundo respeito aos veteranos mortos nas frentes de combate da Grande Guerra Patriótica de 1941-1945, cumprindo o seu dever, ou durante os anos das repressões políticas.
A escolha do dia para o feriado não é casual. O documento mais antigo a mencionar Posolsky Prikaz, o serviço especial para condução de negociações com estados estrangeiros, data de 10 de fevereiro de 1549. A história da diplomacia nacional, entretanto, é bem mais antiga e suas origens se estendem aos séculos VI-VII.
Um grande marco para a formação da diplomacia nacional foi a celebração do primeiro importante ato bilateral do século IX, o Acordo “sobre Paz e Amor” celebrado com o Império Bizantino em 860. Como resultado disso, a Rússia foi reconhecida internacionalmente.
Em 1549, o Ivan Terrível nomeou um dos homens mais instruídos do seu tempo como responsável por todos os “negócios diplomáticos”. Era o podyachy e mais tarde dumny dyak (títulos da burocracia dos ministérios, denominados de “prikaz”, na Rússia dos séculos 15 a 18) Ivan Viskovatov. Assim surgiu Posolskiy Prikaz, órgão especial, responsável pelos assuntos da política externa.
De 1718 a 1720 o Posolskiy Prikaz foi gradativamente reconfigurado em Colegiado de Negócios Estrangeiros. Naquela época já era comum a exigência de qualidade profissional e moral acima da média para os funcionários daquela instituição. Com efeito, Pedro I inscreveu pessoalmente no regulamento do Colegiado de Negócios Estrangeiros o seguinte: “Para os negócios estrangeiros devem ser admitidos funcionários leais e bons, para que não haja falhas e que se observe isso com rigor. Quem admitir um indecente para essa vaga, ou souber da culpa de outro e não denunciar, será punido, pois é traidor”.
No período de seu governo (1762-1796), Catarina II muito fez para o aumento da qualidade do trabalho da diplomacia nacional. Adotou medidas no sentido de fortalecer a confidencialidade das atividades do Colegiado e alterou as práticas do protocolo estatal russo e internacional.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia foi instituído em 8 de setembro de 1802, através do Manifesto do Imperador Alexandre I.
Desde então até o ano de 1816, o Ministério dos Negócios Estrangeiros adquiriu uma estrutura precisa, que permaneceu inalterada até os anos 40 do século XIX. O chefe da pasta dos Negócios Estrangeiros era a segunda pessoa mais importante na administração estatal, depois do Imperador.
A Revolução Russa de 1917 inaugurou uma nova etapa na história da diplomacia nacional. Em 26 de outubro (ou 8 de novembro – segundo calendário gregoriano) conforme o Decreto do II Congresso dos Soviétes da Rússia acerca da instituição do Soviete de Comissários Populares foi criado o Comissariado Popular de Negócios Estrangeiros (NKID).
Em 1934, para acelerar a formação de quadros diplomáticos, foi fundada a Escola Superior de Diplomacia (atual Academia Diplomática do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia).
A Grande Guerra Patriótica imprimiu a sua marca heróica e trágica sobre o Comissariado do Povo de Negócios Estrangeiros. Em 1941, um grande grupo de seus funcionários se voluntariou para lutar na frente de combate e ao serviço militar nos trabalhos de fortificação. Os nomes de 71 funcionários mortos em combate constam da placa memorial no prédio do MNE da Rússia.
Em 14 de outubro de 1944, sob a base da Faculdade de Relações Internacionais da Universidade Estatal de Moscou, foi criado o atual Instituto Estatal de Relações Internacionais de Moscou (com autonomia de universidade). Até hoje essa é a principal fábrica de quadros da diplomacia nacional.
Em maio de 1946 o nome do órgão foi alterado para o de Ministério de Negócios Estrangeiros da URSS. A nova estrutura do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que se formou até os meados da década de 50, se manteve sem alterações substanciais até 1986.
Na época da “Perestroika” foram realizadas importantes alterações estruturais no aparato central do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
As atividades do órgão de política externa sofreram alterações cardinais e os seus objetivos se ampliaram com a dissolução da URSS e a criação da CEI (Comunidade de Estados Independentes) no final de 1991.
A partir de janeiro de 1996, o Ministério dos Negócios Estrangeiros foi chefiado por Yevgeny Primakov. Em setembro de 1998 o cargo foi assumido por Igor Ivanov. Em março de 2004, o bastão da chefia da diplomacia russa foi passado ao atual ministro dos negócios estrangeiros da Federação da Rússia, Sergey Lavrov, que segue no cargo por três gestões seguidas.
Os diplomatas russos comemoram hoje o seu feriado profissional numa época complexa. Cenários de conflito se desenvolvem na arena política global. Diversos focos de tensão, infelizmente, surgem de modo periódico em vários países e regiões.
Nessa etapa contemporânea almejamos a regulação pacífica de crises com base nas ações de cooperação com os outros países. No âmbito de desafios crescentes e ameaças, são de suma importância as ações da comunidade internacional conforme a Carta das Nações Unidas e realização de acordos no âmbito de institutos internacionais reconhecidos por abordagens consensuais.
Por Serguei Akopov, Embaixador da Federação Russa no Brasil.
Avanço acelerado: tropas sírias alcançam vitórias em todas as frentes
Um uma série de batalhas contra os terroristas, o Exército sírio apoiado pela aviação conseguiu tomar o controlo sobre cidades estratégicas e uma altitude estratégica na província de Aleppo.
As forças governamentais sírias e os seus aliados continuam a sua ofensiva em Aleppo, tendo retomado o controlo da cidade estratégica de Taana, na parte leste da região. A cidade foi retomada no domingo (7).
Ao mesmo tempo, a Força Aérea síria atacou posições terroristas nas cidades de Hayan e Hraytan.
O Exército sírio continuou o avanço até à cidade de Tal Rafat, no norte de Aleppo.
Muitos terroristas foram eliminados ou ficaram feridos em resultado das operações de liberação de cidades na região.
No leste de Aleppo, as forças governamentais em conjunto com a milícia popular tomaram o controle da altitude estratégica de Barlaheen, depois de confrontos durante todo o dia com os terroristas.
Além disso, o Exército sírio atacou múltiplas posições de militantes na província central de Hama, causando grandes baixas. Durante os ataques aéreos, algumas posições dos islamistas na cidade de al-Ziyarah e em vilas de al-Qarqur e al-Mansoura no centro de Hama foram destruídas.
Nos arredores de Deir ez-Zor, houve igualmente muitas baixas entre os militantes. Confrontos violentos ocorreram entre a milícia e o Daesh na parte leste de Deir ez-Zor. Segundo a agência noticiosa iraniana FARS, 15 militantes do Daesh foram mortos em batalhas na região.
O Exército sírio e as forças populares haviam avançado contra os militantes do Daesh na parte oriental da província de Homs e tomado posições em toda a cidade de Quaryatayn.
As tropas governamentais eliminaram cerca de 30 terroristas durante confrontos na parte oriental das províncias de Ghouta e Damasco.
A Força Aérea síria realizou algumas missões contra posições dos militantes em áreas montanhosas no nordeste da província de Latakia. Ao mesmo tempo, a aviação russa atacou posições terroristas na parte oriental da província.
O Exército sírio tomou o controlo da vila estratégica de al-Aliya e os seus arredores, em Latakia, destruindo algumas instalações dos militantes na região.
Sputniknews
O futuro presidente dos EUA será o socialista Bernie Sanders
Retornando de uma viagem pelos Estados Unidos da América, o curitibano Marco T. Souza afirmou à nossa redação que o futuro presidente dos Estados Unidos da América será o socialista Bernie Sanders.
Marco cruzou os Estados Unidos em uma viagem de turismo que durou 2 meses, passando por Washington, Califórnia, Colorado, Texas, Flórida, Pensilvania e Nova Iorque. Falando inglês fluentemente, hospendando-se em hotéis 3 estrelas, ele buscou imersão no idioma através de contato com pessoas de médio poder aquisitivo.
Até alguns meses atrás ninguém imaginava que Bernie Sanders, de 73 anos, senador por Vermont, pudesse ameaçar as pretenções de Hillary Clinton, dada como certa na disputa presidencial dos EUA graças ao apoio da mídia e do governo. Entretanto, Sanders surpreendeu a todos ao empatar com a ex-primeira-dama e ex-secretária de Estado no decisivo estado de New Hampshire.
A visão de Sanders foi muito bem descrita pela revista digital Carta Maior:
“Cabelos brancos, corpo tenso em um terno preto ao menos um número acima do ideal, óculos simples de aro branco, sem gravata, o candidato a candidato celebrou o feito na primeira semana de julho em um comício com 10 mil espectadores no Veterans Memorial Coliseum, em Madison, no Wisconsin. A cidade não foi escolhida por acaso. É uma das joias da coroa da direita americana, principal palco da batalha entre o governador Scott Walker, apoiado pelo movimentoultraconservador Tea Party, e os sindicatos, por conta da plataforma de austeridade fiscal e Estado mínimo defendida pelo republicano, um dos 16 candidatos oficiais da oposição na disputa pela Casa Branca do próximo ano.
“Hoje fizemos história. Nenhum comício desta campanha reuniu tanta gente em um mesmo evento. Ontem, cheguei à cidade e as propagandas republicanas me identificaram como o extremista de Vermont. Extremista é quem nega o direito dos trabalhadores de barganhar na mesa por melhores condições de trabalho. É quem diz às mulheres que elas não são capazes de decidir o melhor para seus próprios corpos. É quem as trata como crianças ao negar o direito de acesso a contraceptivos. É quem corta os impostos de bilionários e se recusa a aumentar o salário mínimo”, discursou”.
Por que Sanders deve ganhar?
Segundo Marco, a própria eleição de Barack Obama foi um voto de protesto da maioria da população norte-americana, e não um voto da consciência negra, como afirma a mídia. “O povo norte-americano sabe que é dominado e oprimido por uma elite econômica formada por 200 famílias. Essa pequena casta, em grande parte sionista, domina Wall Street, o sistema financeiro , a indústria bélica, petrolífera, farmacêutica, a indústria cinematográfica, a imprensa, entre outras, e domina o Congresso dos EUA, cuja maioria dos políticos é uma das mais bizarras do mundo”.
Porquê bizarra? Responde Marco: “Porque é uma maioria de políticos sem noção, que prefere destinar dinheiro dos impostos para fazer guerras em várias partes do mundo a criar um sistema de saúde gratuito para os mais pobres. A maioria das pessoas não sabe, mas diariamente morrem dezenas e dezenas de pessoas nos Estados Unidos por falta de atendimento básico de saúde. O norte-americano que não tem plano de saúde morre por doenças simples como gripes e resfriados”.
A candidatura de Bernie Sanders está tocando justamente nessas feridas, afirma Marco. “As pessoas que escutam suas palavras sabem que ele fala a verdade, por isso os grandes canais de televisão nos EUA e no Brasil tentam ridicularizá-lo, pois não podem confrontá-lo”.
Considerando que existe uma grande parte da população formada por conservadores, muitos movimentos de extrema direita, a vitória de Sanders não seria impensável? Marco afirma que não: “Conversei no Texas com veteranos de guerras e eles afirmaram que votarão em Sanders, não porque ele seja socialista, mas porque ele é inimigo de Wall Street e dos parasitas do sistema financeiro internacional, disseram”.
A vitória de Sanders, afirma Marco, pode ocorrer apesar da violenta campanha da grande mídia contra ele. “O poder financeiro dos bancos e o loby das grandes corporações que financiam a maioria dos políticos norte-americanos são peças importantes nessa batalha, mas Sanders terá o apoio da maioria dos norte-americanos. E ao ser eleito, enfrentará um poder ainda maior e devastador: a indústria bélica norte-americana que corrompe a maioria dos militares mais graduados do país. Neste momento Sanders correrá perigo de morte”.
Rusia denuncia parcialidad de Ban en cuanto a crisis siria
Rusia denunció “parcialidad” en el señalamiento del secretario general de la Organización de las Naciones Unidas (ONU), Ban Ki-moon, que culpó a Moscú por el estancamiento del proceso de paz en Siria.
"Siempre hemos pensado que los comentarios del máximo dirigente de una organización mundial deben mantener la imparcialidad y la objetividad. En este caso, eso claramente no ha ocurrido", dijo el lunes María Zajárova, portavoz de la Cancillería rusa, en un comunicado.
La diplomática rusa cree que Ban está acompañando "la campaña (promovida por varios medios de comunicación occidentales) para tergiversar el papel de Rusia en el arreglo del conflicto sirio". Esta campaña, ha agregado, trata de culpar a Rusia de haber causado "supuestas víctimas entre la población civil" durante sus operaciones aéreas contra las posiciones terroristas en el suelo sirio.
Zajárova ha considerado que Ban "prácticamente responsabilizó a Rusia de la deriva de las negociaciones sirias en Ginebra (Suiza) y del empeoramiento de la situación humanitaria en ese país".
En una entrevista concedida al diario "Financial Times", el dirigente de la ONU declaró que "tan pronto como la reunión (III ronda de conversaciones de paz en Ginebra) fue convocada, los bombardeos (rusos) continuaron y comenzó la operación terrestre en Alepo (en el noroeste de Siria)".
Las conversaciones de paz sobre Siria en Ginebra fueron aplazadas el jueves hasta el 25 de febrero, después de que la principal grupo de la oposición, el denominado Alto Comité de Negociaciones (HNC, en inglés), apoyado por Arabia Saudí, se abstuviera de celebrar un segundo encuentro con el mediador de la ONU, Staffan de Mistura.
Pese a la retirada de la oposición siria de los diálogos en Ginebra, el secretario general de la Organización del Tratado del Atlántico Norte (OTAN), Jens Stoltenberg, acusó a su vez, a la aviación rusa de minar "los esfuerzos por encontrar una solución política al conflicto".
Rusia respondió a estas acusaciones, considerándolas meras “tonterías”. Ígor Konashénkov, el portavoz del Ministerio de Defensa ruso, afirmó el domingo que "gracias a las acciones de las Fuerzas Aéreas rusas, en unos pocos meses los sirios creyeron que, a pesar de todo, es posible combatir y eliminar el terrorismo internacional en su país".
El militar ruso denunció que la Alianza Atlántica ha hundido a Siria en el caos y no Rusia. "Si a alguien causan tensión las acciones de la aviación rusa en Siria, es a los terroristas", especificó.
El Gobierno sirio, a su vez, ha asegurado que continuará combatiendo el terrorismo sin tener en cuenta la agenda de Ginebra para los diálogos de paz, puesto que considera la lucha contra terroristas su “derecho según las resoluciones de las Naciones Unidas y la ley internacional”.
ftm/ncl/hnb - HispanTv
Fuerzas especiales chechenas se infiltran en EIIL, proveen inteligencia a Rusia
Fuerzas especiales chechenas.
Las fuerzas especiales de Chechenia se han infiltrado en las filas del grupo terrorista EIIL (Daesh, en árabe) en Siria y proveen inteligencia a las fuerzas rusas, según el presidente checheno, Ramzan Kadyrov.
“He enviado a mis mejores guerreros a Siria para que recojan información sobre el grupo terrorista (Daesh) (…) Una extensa red de espionaje ha sido establecida en EIIL”, dijo Kadyrov en un documental que saldrá próximamente al aire en el canal Russia-1, según informó el lunes el rotativo británico The Independent.
El presidente checheno también dejó saber que actualmente varios de sus soldados están entrenando junto a los terroristas en Siria y están tratando de sembrar discordia entre las filas takfiríes y debilitarlas.
Al mismo tiempo atribuyó a las fuerzas especiales chechenas el éxito de un gran número de ataques aéreos rusos en Siria ya que, según alegó, las fuerzas chechenas están arriesgando su vida para proveer información vital sobre posiciones y objetivos terroristas a los organismos de inteligencia y las Fuerzas Aeroespaciales de Rusia que operan en el territorio sirio.
Anteriormente también Kadyrov había expresado su disposición a desplegar sus fuerzas en Siria para combatir a Daesh y le había solicitado permiso al presidente ruso, Vladimir Putin, para enviar a sus soldados a Siria.
No obstante, el Gobierno ruso fue más cauteloso y el secretario de prensa de la Presidencia rusa, Dmitri Peskov, se negó a confirmar las alegaciones del alto mando checheno, pero tampoco las rechazó.
También, a pesar de los reportes y evidencias que muestran lo contrario, insistió en que no hay tropas terrestres y fuerzas especiales rusas desplegadas en el territorio sirio y alegó que Rusia habría anunciado oficialmente si habría enviado a sus soldados ahí.
Poco a poco, con la ayuda de las Fuerzas Aeroespaciales de Rusia, que comenzó su campaña aérea en Siria el 30 de septiembre de 2015, el Ejército sirio ha recuperado más territorio y ha conseguido liberar varias localidades y ciudades estratégicas, entre ellas Sheij Maskin, en la provincia de Daraa (suroeste), que estaba en poder de grupos terroristas.
Mirar: https://youtu.be/vgPjZJ461tI
hgn/rha/msf - HispanTv
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