quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
Embaixada da Síria no Brasil comenta ataques de terroristas a cidades sírias
Informativo da Embaixada da República Árabe da Síria sobre os ataques dos grupos terroristas à cidade de Deraa e outras cidades sírias.
Em 03/02/2016, grupos terroristas armados perpetraram ataques aleatórios, com morteiros e mísseis, contra vários bairros residenciais da cidade de Deraa, durante o horário de pico, quando cidadãos e estudantes seguiam para os seus destinos. O ataque resultou na morte de 17 cidadãos e atingiu outros 101 com ferimentos em várias escalas de gravidade. Dentre as vítimas estão mulheres e crianças. O ataque também causou inúmeras perdas materiais, tanto nas residências quanto nas lojas e na infraestrutura da região atacada.
Estes ataques aleatórios dos grupos terroristas armados tiveram, também, como alvo a cidade de Aleppo, e atingiram 10 cidadãos com ferimentos em várias escalas de gravidade. Outros ataques foram perpetrados pelo chamado “Exército do Islam”, através do lançamento de morteiros, de forma aleatória, contra o bairro residencial de Harasta, localizado na zona rural de Damasco, resultando na morte de um cidadão e causando ferimentos em outros dois cidadãos que faziam parte do quadro de funcionários da escola de 2º. Grau do bairro. Uma criança foi atingida com graves ferimentos na cidade de Saen, localizada na Província de Hama, como resultado da explosão de um morteiro no local.
Estes ataques aleatórios contra os bairros residenciais das cidades sírias, ocorrem como sequência da série de crimes terroristas perpetrados pelos grupos terroristas armados e que são classificados por certos regimes e governos, que os apoiam e financiam, como “grupos de oposição moderada armada”. Nos últimos dias, estes “grupos moderados” têm intensificado seus ataques terroristas aleatórios, no âmbito das ordens que recebem de seus senhores em Riad, Doha, Ancara e outros bastante conhecidos da comunidade internacional, fato que atrapalhou, recentemente, a Conferência de Genebra III e atrapalhará todos os esforços empenhados para dar início ao diálogo sírio-sírio, sob o comando da Síria. Estes bombardeios terroristas aleatórios têm, também, por objetivo levantar a moral dos terroristas, que vêm sofrendo derrotas diante do avanço do Exército Árabe Sírio, que combate o terrorismo por todos os países do mundo.
O Governo da República Árabe da Síria reafirma a necessidade da adoção, por parte do Conselho de Segurança, de medidas dissuasivas contra os regimes e governos de países que apoiam e financiam o terrorismo, em cumprimento das resoluções do Conselho de Segurança relativas ao tema, especialmente as resoluções No. 2170 (2014), No. 2178 (2014), No. 2199 (2015) e 2253 (2015).
Fonte: Embaixada da República Árabe da Síria
Tradução: Jihan Arar
Pepe Escobar: À espera da tempestade perfeita
Barras de ouro com bandeiras de países do Brics
Comecemos pela “reforma” do FMI que estará integralmente vigente em poucas semanas. Mesmo essa mini-“reforma” foi repetidas vezes vetada pelo Império do Caos. Washington ainda tem a maior quota de ações com votos no FMI, à frente do Japão. Mas agora a China já aparece em 3º lugar, e o Brics Brasil, Rússia e Índia aparecem já entre os primeiros dez.
Por Pepe Escobar*
Mas nada aí significa mudança radical. O governo dos EUA ainda se recusa a implementar qualquer reforma total que acabe por reduzir o poder global do FMI. A China, contudo, avança com fatos em campo como o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (BAII) [orig. Asian Infrastructure Investment Bank (AIIB)], e o grupo BRICS com seu Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) [orig. New Development Bank (NDB)], esforço sério para quebrar a dominação que um sistema monetário e financeiro fraudulento – e de super exploração – exerce sobre o mundo.
Bretton Woods pode ter morrido, mas o mundo ainda arrasta o cadáver. O mesmo se aplica ao Washington Consensus, maior – dado que galinhas cada vez mais mortais estão voltando para o velho poleiro.
Uma avalanche formava-se já desde os anos Reagan do final da Guerra Fria – imortalizada na nova série de TV Deutschland 83.
Nos anos 1980s à go-go, o governo dos EUA cortou impostos para os mais ricos e atacou o trabalho organizado. Depois, nos anos 1990s, transferiu todos os empregos de melhores salários nas fábricas, para México, China e outras plataformas de salários baixos e finanças não reguladas – quando rejeitou a Lei Glass Steagall e aprovou a Lei de Modernização de Commodities Futuras [orig. Commodity Futures Modernization] de 2000, no governo de Bill Clinton.
As guerras do Afeganistão e do Iraque, no início dos anos 2000s, custaram aos contribuintes norte-americanos pelo menos US$ 3 trilhões – e pavimentou o caminho para a massiva crise financeira de 2008, a qual ainda está em andamento e já em vias de entrar em metástase num crash ainda maior.
Afinal de contas, em “resposta” à crise, o Fed, seguido pelo Banco Central Europeu (BCE) [orig. European Central Bank (ECB)] e o Banco do Japão, meteu-se até o pescoço no tal “alívio quantitativo” que, essencialmente, implicou transferir trilhões de dólares dos contribuintes norte-americanos para escorar (como escora até hoje) bancos insolventes.
O tsunami de dinheiro obviamente não ficou ocioso, mas foi canalizado para negociatas vertiginosas, maximizando retornos, inflando ações (graças à recompra de ações pelos próprios executivos das respectivas empresas) e garantindo dinheiro ultra barato para investir em imóveis.
O estado do jogo nos EUA – que Il Generalissimo Trump descreve em tom professoral como “nada funciona nesse país” – exibe alto desemprego; crescimento anêmico de novos empregos (90% dos “novos empregos” são temporários e de baixa remuneração, poucos benefícios e zero de segurança no emprego); e déficits explosivos.
A política externa dos EUA no governo pato manco de Obama – em termos comerciais – resume-se agora a promover os pactos da “Otan comercial”, as ‘parcerias’ Trans-Pacífico e Trans-Atlântico (TPP e TTIP) que incluem União Europeia e Japão, ambos estagnados e/ou já em declínio, ao mesmo tempo em que exclui a China. É o mesmo que dizer que os dois pactos são, virtualmente, eventualmente natimortos: ninguém consegue acelerar nenhum crescimento econômico, em lugar nenhum, se começa por excluir a China.
Em termos de Guerra Fria 2.0, a política externa dos EUA implica agora um teatro de guerra latente de EUA/Otan que engolfa o Maghreb, o Chifre da África, o Levante, a Bacia do Cáspio, o Golfo Persa, o Oceano Índico, o Mar do Sul da China e toda a Europa Oriental até onde cheguem as fronteiras russas.
Como já se podia prever, os contribuintes norte-americanos estão financiando toda essa mentalidade de Guerra Fria 2.0, como Pentágono mantendo bem viva a possibilidade de confronto militar direto contra os três entroncamentos da integração da Eurásia: Rússia, China e Irã.
Pivô para lugar nenhum
A miríade de problemas econômicos que se agigantam à frente do turbo-capitalismo norte-americano são estruturais e absolutamente sem solução sob o sistema econômico/político hoje vigente, que é, de fato, um criptoconsenso Washington/Wall Street. Fissuras entre os próprios Masters of the Universe eles mesmos estão a ponto de explodir onde todos as verão, com o planeta entrando numa deriva tectônica na direção de ordem política e econômica mais multipolar centrada na Eurásia.
Em termos geopolíticos, o melhor que o governo Obama conseguir criar foi aquele “pivô para a Ásia” de 2011, que até aqui se tem traduzido em provocações esporádicas, pela Marinha dos EUA, no Mar do Sul da China, convertida em nova principal região de tensão, já antes até de os EUA darem jeito de se arrancarem do atoleiro em que se meteram no Oriente Médio.
Pequim, entrementes, pisa fundo no front da moderação, ao mesmo tempo em que vai acumulando capital político – e econômico –, costurando a interdependência econômica paneurasiana. Não só o BAII, mas também o Fundo Rota da Seda, e até o NBD no futuro, serão todos orientados para fazer acontecer a visão “Um Cinturão, Uma Estrada”: as Novas Rotas da Seda que serão o sangue vital de uma Eurásia integrada.
A estratégia de China e do Brics, de estabelecer um sistema monetário, financeiro, diplomático, de comércio e geopolítico internacional rival é o pior pesadelo dos Masters of the Universe – por mais divididos que possam estar. Por tudo isso, não surpreende que a única reação visível – mediante Pentágono/Otan –, tenha sido inflar os medos e/ou suspeitas sobre um caos horrendo que advirá se o mundo não confiar cegamente no hegemon e não se render à versão de ordem dele.
É como se todo o planeta se pusesse fatalísticamente à espera, em suspenso, pela próxima grande, inevitável crise.
Mas o verdadeiro suspense é se essa nova crise já em metástase dará cabo, sem guerra, da dominação financeira e militar pelo hegemon. Enquanto isso, assistimos a Deutschland 83.”
*Jornalista e analista internacional
Blog Rogério de Cerqueira Leite. Tradução do Coletivo Vila Vudu
Direita ataca e equatorianos saem à rua em defesa da Revolução Cidadã
O dia hoje amanheceu agitado no Equador, milhares de equatorianos saem às ruas das principais cidades do país em defesa da Revolução Cidadã, o plano de governo de Rafael Correa, depois de uma série de ataques e tentativas de desestabilização da direita.
Há dias o país vive uma polêmica envolvendo o governo e as Forças Armadas. Desde que o presidente demitiu um alto funcionário militar devido a irregularidades administrativas, a oposição tem feito investidas de desestabilização. Diante deste cenário, os eleitores de Correa e simpatizantes do governo se posicionam em defesa do projeto político que transformou o país nos últimos anos.
A mobilização começou imediatamente após as tentativas de desestabilização. O problema se deu porque as Forças Armadas (ISSFA, na sigla em espanhol) venderam alguns lotes de terra na cidade de Guayaquil, que somou o total de 41 milhões de dólares, e acredita-se que este recurso deveria ser do Estado, não da ISSFA.
Além disso, recentemente um comandante de alto escalão das Forças Armadas emitiu declarações administrativas oficiais onde afirmava que o governo teria cortado recursos, pensões e outros benefícios da categoria. No entanto, as informações são falaciosas e provocaram revolta em uma parcela da população. Dado este contexto de turbulência, o presidente Rafael Correa afastou o comandante em questão de seu posto, a ação, no entanto, está sendo usada como “argumento” para a oposição atacar a Revolução Cidadã.
Este caso, junto à questão da venda dos terrenos em Guayaquil inflamaram, tanto a oposição, quanto os defensores do governo, que nesta quarta-feira (10) saem às ruas em protesto.
Portal Vermelho, Mariana Serafini, com agêncais
Embaixador russo em Brasília: 'Brasil é uma Rússia tropical'
Em entrevista exclusiva à Sputnik, o embaixador da Rússia no Brasil, Sergei Akopov, aborda temas atuais e de grande importância para o mundo, como o combate ao vírus zika, as dificuldade políticas e econômicas enfrentadas por Brasil e Rússia e a crescente cooperação dos dois países no âmbito do BRICS.
A seguir, a íntegra da entrevista com o Embaixador Sergei Akopov.
Sputnik: Houve casos de contaminação pelo vírus zika de funcionários da Embaixada ou de russos no Brasil? Que medidas a missão diplomática planeja adotar durante os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro? A Embaixada chegou a receber propostas de cooperação na área do combate à doença por parte das autoridades brasileiras?
Serguei Akopov: Felizmente, ainda não tivemos casos de contaminação pelo vírus zika de funcionários das nossas instituições diplomáticas no Brasil. Tampouco recebemos informações sobre russos residentes que tivessem contraído a doença no país. Afinal, a maioria dos casos de contaminação pelo zika é registrada no Norte e no Nordeste do Brasil. E o vírus da dengue ainda representa um perigo muito maior. A dengue também não tem vacina e está se espalhando rapidamente. E tivemos casos de contaminação entre os funcionários da Embaixada, mas, felizmente, de forma leve. Só existe uma defesa – combate ao mosquito transmissor e medidas de proteção individual contra picadas, usando repelentes e roupas com áreas expostas de menor tamanho possível. É importante também não praticar a automedicação ao aparecimento dos primeiros sintomas (isso é muito perigoso), mas procurar ajuda médica o quanto antes. No caso da dengue, por exemplo, não se pode usar quaisquer outros remédios além do paracetamol. Todas essas informações são disponibilizadas nos sites da nossa Embaixada e dos nossos Consulados no Rio de janeiro e em São Paulo. É preciso dizer que as autoridades brasileiras estão dando a maior importância ao combate contra esses vírus. O Governo lançou uma ampla campanha nacional de luta contra os transmissores dessas doenças perigosas, envolvendo, inclusive, as Forças Armadas. Elas têm uma grande experiência. Também foram intensificados os esforços para desenvolver vacinas adequadas.
S: No final do ano passado o Brasil sofreu uma brusca deterioração da sua situação política interna – a presidente do país se viu à beira de um impeachment. Como estão os ânimos da sociedade e da elite política atualmente nesse sentido? Moscou não considera que essa crise política no Brasil possa ter sido desencadeada do exterior?
SA: A diplomacia não tem o costume de avaliar ou comentar a situação política interna do país de acreditação. O que eu posso dizer: o Brasil é um país de democracia madura, com instituições e tradições democráticas consolidadas. É nosso bom amigo e parceiro estratégico. Estou certo de que o povo brasileiro não deixará que ninguém, muito menos alguém de fora, manipule o seu destino. Desejamos aos nossos amigos brasileiros que superem o quanto antes esses tempos difíceis.
S: Por causa dos problemas econômicos existentes tanto no Brasil quanto na Rússia, alguns analistas ocidentais acreditam que em breve estes dois países irão prejudicar as economias em desenvolvimento dos demais membros do BRICS, e que a existência do bloco deixará de ser vantajosa. Qual é a sua opinião com relação a essa questão? Que previsão o senhor poderia fazer quanto à situação econômica no Brasil?
SA: Esses analistas tentam fazer passar o desejado pela realidade. Mas os fatos evidenciam o contrário. O BRICS conseguiu se consolidar como um novo polo na arena internacional. E isso foi possível muito graças aos esforços, muitas vezes conjuntos, da Rússia e do Brasil. A cooperação no âmbito do BRICS, o reforço dessa união, o seu crescente papel em assuntos internacionais – tudo isso está nos interesses dos nossos dois países, bem como de todos os nossos outros parceiros desse bloco. Quanto às dificuldades econômicas, não devemos esquecer que uma das diretrizes mais importantes de cooperação no âmbito dessa união está na busca de soluções conjuntas para esse tipo de problema. Acredito que as atuais dificuldades econômicas servirão apenas como um estímulo extra ao futuro aprofundamento e expansão das relações dos nossos países no âmbito do BRICS. Quanto às perspectivas, sou um otimista. Não existem no mundo outros dois países tão ricos e autossuficientes como Rússia e Brasil. Não é à toa que dizem que o Brasil é a Rússia tropical. Como aconteceu diversas vezes no passado, ela também conseguirá superar a atual crise.
S: Anteriormente, foram apresentadas em Moscou ideias de criação de joint ventures para o processamento de produtos agrícolas. Em sua opinião, até que ponto é possível que esses planos se concretizem? Existem condições para o surgimento de primeiros empreendimentos desse tipo?
SA: Creio que a criação dessas joint ventures representa o futuro. O entendimento de que o simples comércio de produtos agrícolas tem seus limites está pouco a pouco chegando aos empresários tanto do Brasil quanto da Rússia. E já estão surgindo projetos reais de criação desse tipo de empreendimento. Por exemplo, um grupo de empresários brasileiros do Estado do Paraná, apoiado pelas autoridades, está desenvolvendo um projeto de criação de um grande complexo de produção e processamento de carne na Crimeia e no Sul da Rússia. O Brasil é um dos maiores produtores e fornecedores de produtos agrícolas do mundo, inclusive para o mercado russo (carne, soja, açúcar, tabaco, laticínios, etc.). Existe uma grande experiência acumulada nesse setor – tecnologias de ponta, pesquisa e desenvolvimento. Tenho a certeza de que os nossos países têm grandes perspectivas de cooperação mutuamente vantajosa na área da produção agrícola.
S: Especialistas dos países BRICS foram consultados sobre a criação de uma agência de classificação de risco de crédito. Em que estágio se encontram essas negociações no momento? Até que ponto é viável a criação dessa instituição em futuro próximo?
SA: Apoiamos ativamente a ideia (defendida por muitos parceiros do BRICS) de criação de uma agência comum de classificação, ou de uma rede de agências regidas por procedimentos acordados. Afinal, não é nenhum segredo que as classificações de risco de crédito emitidas por agências ocidentais são parcialmente politizadas. Esse trabalho já foi iniciado no âmbito do BRICS. Creio que isso é bastante real.
S: A escolha da profissão foi por acaso ou o senhor buscou o serviço diplomático?
SA: Eu não passei pela questão da escolha da profissão. Nasci e cresci numa família de um diplomata arabista. Meus maravilhosos pais sempre foram e são um modelo, um ideal que busco em toda a vida. Naturalmente, sempre quis ser o mesmo que o meu pai. Desde criança absorvi “sabedorias” da nossa maravilhosa profissão, ligando-a a toda uma gama de qualidades. Isto diz respeito a um amplo conhecimento em diferentes áreas e à capacidade de recolher e analisar informações, tirar conclusões corretas, expressar pensamentos com competência, além de ter um bom conhecimento de línguas estrangeiras, pelo menos duas, e a capacidade de persuadir, negociar, falar na frente de diversos públicos, mostrar habilidades de comunicação, etc. Em outras palavras, a diplomacia não é apenas uma profissão, é também um modo de vida. Os diplomatas não são apenas os olhos, os ouvidos e a voz da pátria no exterior. É por eles que em larga medida se julga a Rússia como um todo. Isso não só impõe uma grande responsabilidade, mas também gera um sentimento incomparável de orgulho pelo seu país e seu povo. Estou no serviço diplomático há 40 anos e imensamente feliz porque meu sonho foi realizado.
S: Qual foi o caso mais memorável, incomum, da prática diplomática, que o senhor teve?
SA: Durante os anos de serviço aconteceram muitas coisas interessantes e curiosas. É difícil destacar qualquer uma delas como particularmente memorável. Por exemplo, é difícil esquecer o que aconteceu durante uma visita oficial do presidente da Rússia à Venezuela em 2008, quando a Guarda Presidencial venezuelana cantou nosso Hino Nacional, na íntegra, em russo. Você pode imaginar os sentimentos que dominaram todos os presentes. E isso certamente contribuiu para a atmosfera positiva e amigável em que a visita ocorreu.
Sputniknews
Rússia entregou dados de inteligência sobre terroristas na Síria, Ocidente recusou
Os países ocidentais não prestaram à Rússia os dados de inteligência sobre as posições de terroristas em troca dos mapas russos que lhes foram entregues, disse nesta quinta-feira (11) o representante oficial do Ministério da Defesa da Rússia major-general Igor Konashenkov.
“Lembro que, desde o início da nossa operação, nós apelamos várias vezes abertamente aos representantes dos EUA e países europeus para trocar informação sobre os locais de presença de terroristas na Síria. Eles aceitaram os nossos mapas com gratidão. Depois disso, fecharam-se em copas. Mas hoje eles criticam-nos por nós voarmos em lugares errados e bombardearmos os locais errados. Será que é preciso enviar novos mapas?”, disse ele a jornalistas.
Segundo as palavras de Konashenkov, o Ministério da Defesa reparou ainda alguns meses atrás a seguinte tendência: quanto mais a aviação russa destrói terroristas, tanto mais é acusada de os ataques não são necessários.
“Se lermos as matérias da mídia ocidental, parece que nas cidades não controladas pelo governo sírio vivem só representantes da oposição secular e defensores dos direitos humanos. E por todos os lados floresce a ‘democracia’. Ora, por mais que embelezem, ou melhor, por mais que alimentem os terroristas, eles não se transformarão em opositores seculares”, concluiu o representante do departamento militar.
A Síria está em estado de guerra civil desde 2011. O governo do país luta contra um número de facções de oposição e contra grupos islamistas radicais como o Daesh (também conhecido como “Estado Islâmico”) e a Frente al-Nusra.
A Rússia realiza desde 30 de setembro de 2015, a pedido do presidente sírio Bashar Assad, uma campanha militar para ajudar o governo da Síria a combater os avanços de grupos terroristas atuantes no país. As missões aéreas antiterroristas estão sendo realizadas a partir da base de Hmeymim no oeste da Síria, na província de Latakia.
Sputniknews
Nuevo video de Daesh: Niño de 4 años ejecuta a 4 rehenes en Siria
Isa Dare, niño de cuatro años, que ejecuta a cuatro personas en Siria.
El grupo takfirí EIIL (Daesh, en árabe) ha publicado este miércoles un video en el que muestra cómo un niño británico de 4 años ejecuta a cuatro rehenes en Siria.
El video, publicado en el diario británico 'The Mirror', muestra a Isa Dare, un niño que nació en el sureste de Londres (capital de Reino Unido), apretando el botón de un control remoto en compañía de un combatiente de la banda extremista.
Las cuatro víctimas, descritas en el video como espías, confiesan sus 'crímenes' ante la cámara. El niño posa al lado de un terrorista enmascarado ―que también parece ser de origen británico―, quien afirma, dirigiéndose al primer ministro británico, David Cameron: "Hoy vamos a matar a sus espías, de la misma manera que usted ayudó a matar a nuestros hermanos".
Luego los rehenes aparecen sentados en un coche cuando el niño presiona el detonador. Todos mueren en la explosión. Al ver volar el vehículo de color blanco por los aires, el niño levanta su mano para festejar su 'hazaña'.
Los subtítulos del video describen al niño como uno de los hijos de los terroristas que perdió la vida en un ataque aéreo en Siria.
Esta es la segunda vez que Isa, quien fue llevado a Siria por su madre para unirse a las filas del EIIL, aparece en uno de los videos de propaganda del grupo terrorista.
No es la primera vez que Daesh utiliza a niños para perpetrar ejecuciones, ya que el pasado diciembre, el grupo terrorista difundió un video en el que integrantes menores de edad de dicha banda takfirí decapitaban y mataban a presos.
En noviembre de 2014, el Fondo de las Naciones Unidas para la Infancia (Unicef, por sus siglas en inglés) denunció que los integrantes del EIIL han optado por reclutar a niños, de entre 10 y 12 años, en Siria e Irak, a fin de garantizarse lealtades a largo plazo.
mkh/anz/rba - HispanTv
Assange: Voto por Clinton es voto por guerras estúpidas y sin fin
Un voto para la precandidata demócrata a la Presidencia de EE.UU., Hillary Clinton, es un voto para guerras estúpidas e interminables, advirtió el martes el fundador de Wikileaks, Julian Assange.
“Un voto en el día de hoy para Hillary Clinton es un voto para estúpidas e interminables guerras”, escribió Assange en su cuenta de Twitter, advirtiendo a los ciudadanos estadounidenses de los peligros que tendría apoyar a la mencionada aspirante demócrata a llegar a ser presidenta de Estados Unidos.
El fundador del portal Wikileaks aludió al apoyo de Clinton a la intervención extranjera en Libia en 2011 y a la situación actual en dicho país, y cuestionó su capacidad para tomar decisiones correctas, recordando al mismo tiempo que ella buscaba y aun busca atacar Siria y otras naciones de Oriente Medio.
Asimismo, Assange reiteró que Clinton carece de los requisitos para ser presidenta de Estados Unidos y la tachó de “un halcón de guerra a la que le emociona indecentemente matar a la gente” y que carece de juicio, además de señalar que empujará a EE.UU. a guerras que propagarán el terrorismo.
Igualmente la responsabilizó del florecimiento del grupo terrorista EIIL (Daesh, en árabe), ya que, con sus decisiones de política de baja calidad, “contribuyó directamente” a que esta banda extremista consiguiera establecerse y expandirse.
"Cientos de toneladas de armas [del Ejército de Libia] fueron trasladadas a los terroristas en Siria (…) La guerra de Hillary ha incrementado el terrorismo, asesinado a decenas de miles de civiles inocentes y ha hecho retroceder los derechos de las mujeres en Oriente Medio".
En 2011, una intervención occidental en Libia provocó la caída del exdictador libio Muamar Gadafi y dejó tal vacío de poder que distintos grupos armados se aprovecharon para aumentar su control en el país.
Además, la total anarquía subsiguiente ha propiciado el terreno para las actividades terroristas y el grupo extremista EIIL, que opera generalmente en Irak y Siria, actualmente aspira a establecerse en Libia.
Ya hay reportes de que espías, oficiales de inteligencia y de las Fuerzas Aéreas de Estados Unidos, Francia y el Reino Unido se encuentran en el terreno y reúnen información con vistas a una futura intervención militar en Libia.
hgn/anz/rba - HispanTv
Rusia acusa a EEUU de bombardear dos hospitales en el norte de Siria
El portavoz del Ministerio de Defensa de Rusia, Igor Konashenkov.
El portavoz del Ministerio de Defensa de Rusia, Igor Konashenkov, ha acusado este jueves a EE.UU. de bombardear dos hospitales en la ciudad de Alepo, situada en el norte de Siria.
“Ayer, hacia las 13:55 horas de Moscú, dos aviones A-10 estadounidenses entraron en el espacio aéreo sirio desde territorio turco, directamente volaron hacia Alepo y destruyeron completamente objetivos en la ciudad”, ha detallado Konashenkov.
El vocero ruso ha reaccionado así durante una rueda de prensa a las declaraciones de EE.UU. en las que apunta a los rusos como responsables de la destrucción de los dos centros de salud. Rusia ha analizado “cuidadosamente” todos los datos, afirma.
Según Konashenkov, los aviones rusos no realizaron el miércoles ninguna operación en la zona de Alepo y especificó que el objetivo más próximo de la Aviación rusa se encontraba a 20 kilómetros de la ciudad en cuestión.
Konashenkov ha asegurado que, conforme a sus datos, los únicos aviones que volaron sobre Alepo fueron los de la coalición anti-EIIL (Daesh, en árabe), que opera bajo el liderazgo de Estados Unidos.
Aduciendo falta de tiempo, el portavoz ruso ha dicho que el Kremlin todavía desconoce cuáles fueron los objetivos arruinados pero ha prometido hacer un análisis más profundo en torno a lo ocurrido.
El portavoz de las operaciones de la llamada coalición anti-EIIL, el coronel Steve Warren, aseguró el miércoles que los bombarderos rusos habían destruido dos hospitales en Alepo, dejando a 50.000 personas sin atención sanitaria.
Desde el 30 de septiembre de 2015, Moscú está llevando a cabo operaciones militares contra los grupos terroristas activos en Siria, incluido el grupo terrorista Daesh, a petición del presidente sirio, Bashar al-Asad.
Damasco elogia los logros de la autorizada campaña militar de Rusia en Siria, en comparación con lo realizado por la denominada coalición anti-EIIL desde 2014 en ese país árabe sin que tenga el permiso de Damasco ni de la Organización de las Naciones Unidas (ONU).
zss/ncl/nal - HispanTv
Moscú: EE.UU. bombardeó la ciudad siria de Alepo pero acusa a Rusia
Según Rusia, las acusaciones de EE.UU. sobre el supuesto bombardeo ruso de dos hospitales en Alepo son "absurdas".
Los aviones estadounidenses de ataque a tierra A-10 efectuaron este miércoles ataques aéreos en la ciudad siria de Alepo, declaró este jueves el representante oficial del Ministerio ruso de Defensa, Ígor Konashénkov. Según él, Rusia, por el contrario, no lanzó ese día ningún ataque sobre esta ciudad.
De esta manera, Konashénkov quiso responder a las acusaciones de Departamento de Defensa de EE.UU., que este miércoles, por medio de su portavoz, Steve Warren, acusó a Moscú de haber destruido dos de los principales hospitales de esta ciudad siria.
El portavoz del Pentágono no facilitó "ni la hora [de los ataques], ni las coordenadas de estos hospitales, ni las fuentes de esta información, literalmente nada", resaltó Konashénkov.
"Cuando declaraciones tan absurdas las hacen los activistas-defensores de derechos humanos en Londres, es una cosa", pero cuando los hace el Pentágono "eso ya es otro cantar", denunció.
Aviones estadounidenses bombardearon la ciudad de Alepo, pero culpan a Rusia
"Dos aviones de ataque a tierra A-10 de las fuerzas aéreas de EE.UU. que despegaron de territorio turco entraron en el espacio aéreo sirio dirigiéndose ayer [miércoles] hacia Alepo y bombardearon 'a todo gas' sus objetivos en la ciudad", dijo Konáshénkov, citado por TASS.
"Hemos analizado escrupulosamente todos los datos sobre objetivos militares que fueron alcanzados el miércoles en la provincia de Alepo. Quizá le aflija al coronel Steve Warren saber que no acertó: los aviones rusos no operaban ayer en los alrededores de la ciudad de Alepo", dijo.
"El objetivo más cercano [de los aviones militares rusos] estaba a más de 20 kilómetros de la ciudad. Mientras tanto, la propia ciudad la sobrevolaba de forma activa solo la aviación de la así llamada coalición contra el Estado Islámico", agregó, precisando que se trataba de aviones y de drones de ataque de la coalición.
Según él, la fuerza armada de Rusia no ha tenido tiempo suficiente para revelar con precisión qué nueve objetos resultaron destruidos en el ataque estadounidense, aunque tratará de hacerlo próximamente.
¿EE.UU. ataca con precisión?
El portavoz del Pentágono, Steve Warren, afirmó este miércoles que EE.UU. lanza ataques aéreos "con una precisión extraordinaria", acusando al mismo tiempo a Rusia de llevar a cabo "bombardeos indiscriminados".
Hace un mes el vocero del Ministerio ruso de Defensa, Ígor Konashénkov, dijo que Rusia "ni siquiera planea ataques aéreos cuando existe el riesgo de que haya víctimas mortales entre civiles", mientras que el Pentágono, por el contrario, toma decisiones sobre los ataques aéreos si la cantidad estimada de víctimas civiles no supera las 50 personas. Otra diferencia principal entre los dos países es, según él, que la aviación rusa en Siria verifica la información sobre sus futuros objetivos a través de varios canales.
El pasado 30 de octubre la aviación de EE.UU. bombardeó un hospital de Médicos sin Fronteras en la ciudad de Kunduz en Afganiastán, dejando 30 muertos y a los lugareños sin asistencia médica. EE.UU., dijo después que se trató de un "error humano", ya que los pilotos confundieron el hospital con un edificio gubernamental.
Actualidad RT
Bolivia: Denuncian “guerra sucia” contra Evo Morales a pocos días del referéndum constitucional
Califican como ‘mugre’ la campaña de la oposición
La presidenta de la Cámara de Diputados, Gabriela Montaño denuncia manipulación de fotografía para alentar una ataques contra Morales.
La Paz, 10 feb (ABI).- La presidenta de la Cámara de Diputados, Gabriela Montaño, denunció el miércoles que la oposición boliviana manipuló la fotografía de una teniente de la Policía, haciéndola pasar como la empresaria Gabriela Zapata, para hacer campaña sucia contra el presidente Evo Morales, de cara al referendo constitucional del próximo 21 de febrero.
“Nosotros denunciamos, alertamos al país y mostramos la verdad, será una decisión personal de quien se ve directamente afectada de tomar las decisiones o las iniciativas que considere conveniente”, dijo.
Montaño denunció que legisladores de la oposición, periodistas y analistas políticos publicaron en redes sociales la fotografía de la teniente Mayra Medinaceli, quien fue su seguridad personal, haciéndola pasar como Gabriela Zapata, de quien en días pasados se conoció que tuvo una relación con el Presidente.
“Es el colmo de la mentira y quienes circulan esta mentira en redes, aquí está, parlamentarios de la oposición, la señora Jeanine Añez, periodistas, la señora Jimena Mercado, supuestos analistas políticos, el señor Iván Arias, circulan las mentiras en las redes sociales”, manifestó en conferencia de prensa.
La Presidenta de la Cámara Baja, con pruebas de la fotografía “trucada” explicó que la imagen personal de Mayra Medinaceli se vio afectada con ese retrato que fue manipulado en el marco de una campaña sucia para el referendo.
“Por supuesto que esto afecta la campaña, ustedes creen que la manipulación de guerra sucia no afecta una campaña, por supuesto que sí, por eso es nuestra obligación mostrar la verdad, por supuesto, porque la oposición lo que quiere es guerra sucia”, subrayó.
La semana pasada, el presidente Evo Morales pidió que se investiguen las denuncias formuladas por el exjefe inteligencia a principios de la década de los ’90 devenido en periodista, Carlos Valverde, quien lo acusó de tráfico de influencias, a raíz de los contratos que firmó el Estado con la empresa china CAMCE de la cual su representante es su expareja con la que tuvo un hijo que falleció.
Resumen Latinoamericano
Morales sobre ataques en redes sociales: “Por Bolivia vamos a seguir soportando”
Cochabamba (ABI).- El presidente Evo Morales se refirió el martes a la campaña de acoso y descrédito que se ejecuta en su contra en las redes sociales y advirtió que es una maniobra de la oposición para mentir a la población, pero que por Bolivia, soportará esa arremetida mediática que, incluso, incorpora insultos raciales y se adentró en su vida personal.
“Los opositores sólo incitan a mentir mediante las redes sociales. Todo por Bolivia, por la dignidad, la igualdad hay que soportar eso, hay que aguantar eso. Por Bolivia vamos a seguir soportando”, remarcó en una entrevista en radio Kausachun Coca.
“No me desmoralizan estas cosas” dijo Morales, al referirse a la fuerte campaña mediática que desplegó la oposición en su contra, rumbo al referendo constitucional del próximo 21 de febrero.
Advirtió que detrás de esa arremetida mediática se encuentra Carlos Sánchez Berzain, exministro de Gobierno de Gonzalo Sánchez de Lozada. “No vamos a rendirnos, sabemos quiénes son ellos”, agregó.
Lamentó que algunos medios de comunicación se presten a esa campaña de desprestigio y repliquen noticias falsas que circulan en redes sociales, para promover el “No” al referendo constitucional.
“Los medios de comunicación que se entran a este juego ni se imaginan cómo están perjudicando a Bolivia”, alertó.
A su juicio, la campaña de mentiras que circula en las redes sociales daña principalmente a las nuevas generaciones, que es el grupo de la sociedad que más interactúa en ese medio.
“Es tan bajo y cobarde la actitud de la derecha por que no tienen proyectos, nosotros sí tenemos el proyecto de liberación y en poco tiempo lo hemos desmotrado”, subrayó.
A menos de dos semanas del referendo, la temperatura electoral subió en Bolivia y las campañas por el “Sí” y el “No” se acenturaron y trasladaron a las redes sociales, donde abundan insultos contra Morales, insluso de orden racista.
ABI
EUROPA SE ESTÁ DESINTEGRANDO BAJO LA MIRADA INDIFERENTE DE SUS CIUDADANOS.
Por Roberto Savio * - Resumen Latinoamericano
Todos somos testigos de la lenta agonía del sueño de la integración europea, sin una sola manifestación en cualquier lugar, entre sus 508 millones de ciudadanos. Está claro que las instituciones europeas atraviesan una crisis existencial. Sin embargo, el debate se ha limitado al nivel intergubernamental.
Eso demuestra claramente que los ciudadanos europeos no se sienten relacionados con Bruselas. Atrás han quedado los años cincuenta, con la movilización de los jóvenes en el Movimiento Federalista de la Juventud y los activistas del Movimiento Federal encabezado por Altiero Spinelli, o la campaña masiva para una Europa que trascendería las fronteras nacionales, un tema frecuente de los encuentros de los intelectuales de la época.
Ha sido un in crescendo de la crisis. Primero la división Norte-Sur, con un norte que no quería rescatar el sur y que ha convertido la austeridad en un tabú monolítico, con Alemania como líder inflexible. Grecia fue el lugar elegido para entrar en conflicto y ganar, incluso si su presupuesto era sólo el 4% de la Unión Europea.
El frente de la disciplina fiscal y la austeridad fácilmente rebasaron a aquellos que abogaban por el desarrollo y el crecimiento como una prioridad. Pero había alienar a muchos de los ciudadanos atrapados en la lucha.
Entonces viene la división este-oeste. Es claro que los países que estaban bajo la Unión Soviética ingresaron a la UE por razones puramente económicas y no por identificarse con los llamados valores europeos, la base de los tratados constitutivos. La solidaridad no sólo fue ignorada, sino activamente rechazada, primero respecto a Grecia y ahora con los refugiados.
Dos países, primero Hungría y luego Polonia, rechazan explícitamente “el modelo y los valores europeos”, el primero para defender un modelo autocrático de gobierno y el segundo los valores cristianos, haciendo caso omiso de todas las declaraciones de Bruselas.
Al mismo tiempo, apareció otro asunto de mal agüero. El primer ministro británico David Cameron amenazó con que si no obtenía condiciones especiales, salía de la Unión Europea. En Davos, dijo explícitamente que el Reino Unido está en la UE debido al mercado, pero rechaza todo lo demás, sobre todo una posible mayor integración, tal como se indica en los tratados de la UE.
La canciller alemana Ángela Merkel ha estado enviando señales tranquilizadoras, mientras todos los países europeos se empeñan en el proceso de recuperación de soberanía tanto como sea posible. Por lo tanto, sea lo que sea que Londres obtenga, será un punto de referencia para todo el mundo. Es revelador que en el Reino Unido, la campaña pro europea está dirigida por el sector financiero y económico y no hay ningún movimiento ciudadano.
Todo esto ocurre en un marco de estancamiento económico, que incluso las inyecciones financieras sin precedentes del BCE no han sido capaces de aliviar. La lista de los países con problemas no incluye sólo a países del Sur. Líderes de la inflexibilidad fiscal, como Holanda y Finlandia, enfrentan serias dificultades. Alemania el único país que lo está haciendo muy bien, goza de una balanza comercial positiva con el resto de Europa, tiene una tasa mucho más baja de interés debido a sus mejores desempeños. Se ha calculado que más de la mitad de su presupuesto positivo proviene de sus relaciones asimétricas con el resto de Europa.
Sin embargo, Alemania se ha negado obstinadamente a utilizar parte de esos ingresos para crear cualquier convenio para socializar sus activos, como un Fondo Europeo para rescatar a los países, o cualquier otra propuesta de ese tipo. No es un brillante ejemplo de solidaridad… Tal como dijo su ministro de Finanzas, Wolfgang Schäuble, no vamos a dar a nuestros sudados logros para los que no trabajan duro como nosotros…
Por último, la crisis de los refugiados ha sido el último golpe a una institución que ya estaba respirando con gran esfuerzo. El año pasado, más de 1,3 millones de personas escaparon de los conflictos de Irak, Libia y Siria y han llegado a Europa. En esos países existe una gran responsabilidad europea directa por las respectivas guerras. Este año, según el Alto Comisionado para los Refugiados, se espera al menos otro millón.
Lo que sucede, muestra la realidad europea. La Comisión determinó que 40.000 personas de Siria y Etiopía deben ser reubicadas, lo que es sólo una gota en el océano. Esto condujo a un proceso frenético de negociaciones, con los países de Europa del Este negándose de plano a tomar parte, a pesar de las amenazas por parte de la Comisión. El número total de personas que se han reubicado es de apenas 201.
Mientras tanto, Angela Merkel decidió abrir las puertas de Alemania y recibir hasta un millón de refugiados, principalmente sirios. Pero una interpretación inteligente del Tratado de refugiados dejó claro que se excluyen los refugiados económicos (así como los climáticos), y luego se estableció que los Balcanes estaban a salvo y seguros, lo que excluye a cualquier europeos que vengan a Alemania a través de Albania, Kosovo y otros países que todavía no forman parte de la UE.
Al mismo tiempo, cabe señalar que Montenegro, que tiene un ejército de solo 3.000 personas, ha sido invitado a ingresar a la OTAN, para aumentar la barrera a Rusia.
Pero, por supuesto, la avalancha de gente hizo difícil de procesar el papeleo necesario, y así cada país recurrió a su propia imaginación, sin ninguna relación con Bruselas.
Austria declaró que aceptaría sólo 37.500 solicitudes de asilo. Dinamarca, junto con hacer una campaña anunciando a los refugiados que no eran bienvenidos, aprobó una ley que retrasa la reunificación familiar de tres años y autoriza a las autoridades a confiscar dinero y joyas por valores superiores 10.000 coronas danesas (a 1.455 dólares ) de los solicitantes de asilo.
Suecia anunció que les daría permisos de residencia más breves y que impondrá controles estrictos a los trenes procedentes de Dinamarca. Finlandia y Holanda han indicado que van a expulsar de inmediato a todos los que no encajan en las estrictas normas que deben cumplir los refugiados. Gran Bretaña, que con Estados Unidos fue responsable por la invasión de Irak, la que provocó el nacimiento del ISIS, ha anunciado que recibirá solo 27.000 refugiados.
Y en Europa Centro-Oriental, ha sido un florecimiento de construcciones de barreras y muros en Hungría, Eslovenia, Eslovaquia, Austria. Mientras tanto Europa intentó comprar Erdogan, con 3.000 millones de euros, para lo que se pensaba que iba a detener el flujo. No funcionó. Así que ahora Grecia es culpable por no haber sido capaz de procesar las casi 800.000 personas que pasaron por su territorio.
Austria ha pedido excluir a Grecia del acuerdo de Schengen y desplazar las fronteras europeas “más al norte”. En este capítulo se está concluyendo por la iniciativa alemana de introducir nuevamente el control fronterizo nacional por un período de dos años. El año pasado, hubo 56 millones de camiones cruzando entre los países y cada día las fronteras son atravesadas por 1,7 millones de personas.
La eliminación del acuerdo de Schengen de libre circulación de los europeos, sería una señal de alcance muy vasto. Pero lo más importante, hay que observar con cuidado el cambio político que se aproxima, con partidos anti europeos y xenófobos en la cresta de la ola del miedo e inseguridad que vive Europa.
En Alemania, donde Merkel está perdiendo cada vez más apoyo, el Partido por una Alternativa, que era marginal, podría quedar representado por lo menos en tres Estados federados. En las sucesivas elecciones en Francia, Italia, Gran Bretaña y Holanda, los partidos más a la derecha han ido creciendo.
Todos esos partidos utilizan algo de la retórica izquierdista: vamos a renacionalizar industrias y bancos, aumentar el tejido social, la lucha contra la globalización neoliberal… Hungría ha colocado fuertes impuestos a los bancos extranjeros, con el propósito de que salgan del país y Polonia está hablando el mismo idioma.
Sus metas son muy simples: capar el apoyo de los desempleados, los subempleados, los jubilados, todos los que tienen la vida precaria, los que sienten que han sido puestos de lado por el sistema político y con el sueño de un ayer glorioso, que fue robado por los forasteros. Si esto está funcionando en EE.UU. con Donald Trump, aquí funcionará mejor todavía…
Por lo tanto, no cabe duda de que en este momento, un referéndum por Europa nunca se impondría entre ciudadanos que no se sienten que esta es su Europa, lo que es un problema grave para una sociedad democrática
¿Sobrevivirá la Unión Europea? Probablemente, pero será más una especie de mercado común de las finanzas y los negocios, que un proyecto de ciudadanía. Y va a acelerar la reducción del poder de Europa en el mundo, con la consecuente pérdida de la identidad europea, que una vez fue el proyecto más revolucionario de la historia moderna.
*Roberto Savio es Periodista italo-argentino. Co-fundador y ex Director General de Inter Press Service (IPS). En los últimos años también fundó Other News.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
Tropas sírias continuam reconquista de Latakia
O Exército sírio e as Forças da Defesa Nacional (FDN) conseguiram libertar mais uma cidade estratégica na província ocidental de Latakia, informou a mídia.
Dezenas de terroristas foram eliminadas e ainda mais ficaram feridos depois de as tropas sírias tomaram o controle da cidade de Bashoura que fica na província setentrional de Latakia. Dois dias atrás a fontes relacionadas com a Frente Islâmica anunciou que a coalizão de unidades islamistas e salafitas tem alvejado o Exército sírio por toda a vila.
Uma nova ofensiva foi lançada depois de o Exército sírio e as Forças da Defesa Nacional expulsaram militantes das altitudes estratégicas de Ziyaret al-Beidha, Zahra al-Beidar al-Mahrouq e Khandaq al-Shahour em Latakia.
Mais cedo nesta semana, as forças sírias conseguiram retomar o controle de mais vilas e altitudes em Latakia perto de fronteira com a Turquia, informaram fontes. Estas vilas incluem as de Dahret al-Baiday al-Mahrouq e Ard al-Kataf. Também o Exército sírio continuou a sua ofensiva em Aleppo, tendo retomado a cidade estratégica de Taana.
Sputniknews
Senador Requião: Ódio é utilizado como instrumento de liquidação do Brasil
Senador e ex-governador Roberto Requião (PMDB) do Paraná
Em entrevista ao Brasil 247, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) afirmou que o combate à corrupção que se instalou no país a partir da Operação Lava Jato está sendo utilizado pela oposição e por setores ligados ao poder econômico para retirar conquistas de desenvolvimento que o Brasil obteve nas últimas décadas.
"O ódio ao PT está sendo utilizado como um instrumento de liquidação de um projeto nacional", afirma. Esse projeto de destruição está diretamente relacionado à quebradeira das construtoras brasileiras, atingidas em cheio pelas implicações da Lava Jato, assim como a indústria naval, que já demitiu mais de 10 mil trabalhadores.
Requião lembra também que, no esteio da crise, em grande parte provocada pelo combate à corrupção, estão sendo apresentados projetos que darão ainda mais poder ao capital financeiro, em detrimento do estímulo ao trabalho. Entre eles estão o que pretende dar independência total do Banco Central, defendido pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de privatização de estatais que ameaça um patrimônio de R$ 4,5 trilhões, proposto pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), e de leis que precarizam as relações de trabalho. "O que estamos propondo é uma aliança do capital produtivo e do trabalho contra o liberalismo econômico", afirma.
Segundo Requião, o projeto que ele está pondo ao debate pretende frear a onda de ações pautadas no liberalismo, que estão indo na onda da crise. Para ele, as denúncias envolvendo o PT estão sendo utilizadas para se conseguir uma espécie de "autorização da população" para retirar ainda mais direitos dos trabalhadores. "É evidente que ninguém se opõe à prisão de corruptos. Mas está se utilizando esse fato para se conseguir uma indulgência, uma autorização da população para destruir um projeto de desenvolvimento nacional", afirmou.
O senador do PMDB criticou a "seletividade" nas investigações de corrupção no Brasil. Embora apoie a investigação e o combate aos agentes que praticarem ilícitos, ele lembra que há diversos indícios envolvendo o PSDB e outros partidos de oposição ao governo que não estão recebendo a mesma atenção do Ministério Público e do Poder Judiciário.
Como exemplo, ele citou as denúncias envolvendo Furnas Centrais Elétricas, recentemente relembrada pelo lobista Fernando Moura, que apontou o senador Aécio Neves (PSDB) como beneficiário de um terço da arrecadação de propina na estatal, e os casos envolvendo o governo do tucano Beto Richa (PSDB) no Paraná.
"Tem que haver uma resistência à destruição de um projeto nacional", finaliza.
Brasil 247
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