quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Mercenários: relatório aponta empresas que lucram bilhões em guerras


Mercenários contratados por uma empresa de segurança privada posam no telhado de uma casa em Bagdá, em setembro de 2007

Desde que a 'guerra ao terror' começou há 15 anos, o número de mercenários contratados por empresas militares e de segurança privadas que operam nas linhas de frente no Oriente Médio e na África explodiu enormemente. É o que informa o mais recente relatório da organização War on Want.

O relatório 'Mercenários Desencadeados: o admirável mundo novo das empresas militares e de segurança", examina a ampla e bilionária indústria privada, apontada pela War on Want como de ser dominada por empresas britânicas.

"Empreiteiros militares privados correm pelo Iraque e o Afeganistão, deixando rastro de violações dos direitos humanos pelo seu caminho. Agora estamos vendo o aumento alarmante de mercenários que lutam na linha de frente em zonas de conflito em todo o mundo: é o retorno dos 'Cães de Guerra", afirmou que o diretor executivo da War on Want, John Hilary, à agência Sputnik.

Empresas privadas militares e de segurança vêm explorando conflitos e a instabilidade nas regiões devastadas pela guerra, enquanto geram lucros gigantescos para os próximos 15 anos no mínimo. De acordo com o relatório, centenas de novas empresas foram criadas nos últimos anos.

"O Reino Unido é um importante centro para a indústria de empresas privadas de segurança e militares. No auge da ocupação, cerca de 60 empresas britânicas operavam no Iraque. Agora, existem centenas de empresas militares e de segurança britânicas que operam em zonas de conflito em todo o mundo, trabalhando para assegurar o governo e a presença corporativa contra uma gama de 'ameaças'", afirma o relatório.

Alguns dos nomes corporativos mencionadas no relatório sobre mercenários privados são muito familiares. Empresas como G4S, Aegis Defense Services Control Risks, e Grupo Olive estão entre as muitas empresas militares privadas britânicas que pegou fecharam grandes contratos nos últimos 15 anos.

A War on Want descobriu que algumas corporações menores são inteiramente compostas ex-militares, enquanto as organizações maiores têm ex-militares em postos-chave.

O relatório diz que o governo britânico optou por fechar os olhos e permitir que as empresas regulassem a si mesmas, o que lhes permitiu explorar cada vez mais brechas legais, não apenas em terra, mas também na indústria marítima.

Esta não foi a primeira vez que a War on Want abordou as atividades das empresas de segurança privadas no Oriente Médio. Em 2006, três anos após a invasão do Iraque, a instituição baseada no Reino Unido publicou um relatório inovador sobre o papel desempenhado por mercenários privados na ocupação, desestabilização política e nas violações dos direitos humanos no país.

"Naquela época, como as empresas operam em um vácuo jurídico completo, fizemos um apelo urgente para a proibição de empresas privadas de segurança e militares em zonas de conflito", disse John Hilary.

Sputniknews

Revolução na América Latina: bicicleta e a humanização das cidades


Em toda a América Latina, a bicicleta é usada por homens e mulheres. Mas no Uruguai são mais mulheres

De repente, no meio da manhã e com um sol um pouco inclemente, um carro 4x4 bege brilhante, para sem dúvidas existenciais sobre uma ciclovia localizada em San Isidro, o bairro mais rico de Lima e de todo o Peru. Minha bicic toleta honrada, verde e humilde, acaba bloqueada quase até as últimas consequências por uma toupeira motorizada e, aparentemente, cega.

Por Ramiro Escobar La Cruz*

- Senhor, não está vendo que é um uma ciclovia?

- Este... desculpe, mas estou esperando que minha esposa saia da loja.

-Não pode parar aqui.

- Eu sei, mas é só um minutinho...

Um membro da Serenazgo (serviço civil municipal, desarmado, que colabora aqui com a segurança pública) está perto e vem em meu auxílio. Convence o motorista a sair, quando outro veículo – neste caso, um táxi vermelho também toma de assalto o espaço destinado, por lei, aos ciclistas. Finalmente, o guarda se rende: “Nunca dão bola”.

A última pedalada

Cenas semelhantes, ou ainda piores, podem ser registradas em vários países da América Latina e do Caribe. Em Assunção, a capital do Paraguai, no dia 5 de janeiro, dois ciclistas foram atacados com paus e pedras, perdendo seu precioso veículo. No México, a cada ano morrem cerca de 200 ciclistas, especialmente na tumultuada Cidade do México.

O problema nesta capital tornou-se tão tragicamente habitual que Bicitekas, um movimento de cidadãos que promove o ciclismo e que registra estes incidentes, costuma colocar oferendas pelos companheiros mortos no lendário Dia dos Mortos que é comemorado em todo o país. As coroas colocadas no chão, exatamente em forma de bicicletas, lembram a última pedalada. No Brasil, os ativistas colocam as ghost-bikes, bicicletas pintadas de branco, no local onde um ciclista perdeu a vida.

No mesmo México, a cidade de Guadalajara registrou, no final de 2015, seis mortos a mais que no ano passado: 27 ciclistas caídos contra 21 em 2014. Em Medellín, Colômbia, os ciclistas mortos em 2014 foram 12, de acordo com a Secretaria de Mobilidade desta cidade. A maioria deles, incrivelmente, em ciclovias (que naquele país são chamados de ciclorutas).

Em Lima, onde as viagens de bicicleta não são tão comuns, os martírios ciclísticos não foram tão frequentes, mas podem aumentar se ficarmos calados frente ao ataque motorizado, como o que tive que enfrentar em San Isidro. Em maio de 2015, dois ciclistas morreram atropelados quando viajavam em duas rodas. Uma das vítimas, Gladys Pareja, também era bombeira.

Foi atropelada primeiro por um carro particular, que fugiu, e depois um ônibus de transporte público passou por cima dela. Os bombeiros nem sequer tinham dinheiro para transferir o corpo da vítima para Tingo María, sua terra natal, localizada na selva peruana. A vida do ciclista urbano na América Latina é, resumindo, uma emergência permanente, a luta contra o vento e os elementos.

Motorizados, claro. De acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em um relatório sobre Cicloinclusão divulgado no ano passado, em 50% dos acidentes viários na região estão envolvidos motociclistas, pedestres e ciclistas. Estes últimos não contribuem com a maior quantidade de vítimas, que estão andando de carro ou de moto. Mas são (somos) talvez os mais ignorados.

Quase uma praga

Eu me iludo. Há alguns meses atrás, uma organização regional com sede em Lima me convida, como jornalista, a uma reunião sobre a mudança climática. Feliz, vou de bicicleta, convencido de que nas alturas da política, até mesmo internacional, já está instalada a ideia de que essa humilde criação do barão alemão Karl Freiherr von Drais, no início do século 19, estava se impondo.

- Bom dia, venho a uma conferência sobre o aquecimento global.

- Sinto muito, mas você não pode entrar de bicicleta, por aqui entram muitos diplomatas...

O problema terminou através da intermediação do próprio secretário-geral da organização. Meses antes, ocorreu um episódio semelhante na sede de um organismo mundial, em outra reunião sobre o clima. Depois, aconteceu a mesma coisa em uma universidade, que tem latas para separação de lixo, mas – tudo indica – pouca capacidade para distinguir o que é sustentável.

Praticamente qualquer ciclista na região poderia fazer relatos análogos. Santiago Mariani, um cientista político argentino que vive em Lima, e também é um ciclista sofrido e militante, ensaia uma explicação para tal negligência generalizada. “No Peru – afirma – o uso da bicicleta é desaprovado porque é usado pela classe baixa, que não pode ter um veículo, como meio de transporte”.

É isso mesmo: se você quiser manter o status, se quiser ser um latino-americano orgulhoso de sua economia supostamente próspera nestes tempos, não pode andar de bicicleta, tem que ter um carro. As cidades, por isso, são planejadas pensando em faixas, vias expressas, viadutos, trevos. Tudo é feito para aumentar geometricamente, os veículos automóveis.

O BID volta a entrar em ação e propõe o seguinte: “Para que as ciclovias urbanas sejam uma opção viável, devem fazer uma rede com conexões extensas, tanto entre si como com o transporte público”. Em outras palavras, a integração é o caminho. Se a bicicleta quer conquistar seu espaço, com força e direito, é preciso ser parte do conjunto da rede viária.

Não ser uma exceção. De acordo com um documento intitulado Biciciudades, desenvolvido por pesquisadores da American University e membros da Iniciativa por Cidades Emergentes e Sustentáveis (ICES, promovidos também pelo BID), para que isso funcione – em cidades como São Paulo, Santiago e México – as autoridades começaram a restringir o uso de carros.

Duas ou quatro rodas?

Em Bogotá também se faz apelando ao número da placa, como em São Paulo. Mas, claro, há resistências. Na Cidade do México, os afetados optaram por comprar mais carros para fugir da restrição e em nome, supostamente, da liberdade. No auge do vandalismo motorizado, uns comandos anônimos atacaram uma cicloestação no bairro Benito Juárez da megacidade.

Colocaram cartazes ameaçadores em defesa dos estacionamentos para carros e até encheram de excremento parte do local destinado aos ciclistas. Aconteceu na covarde madrugada do dia 17 de fevereiro de 2015, no calor de um debate que lentamente vai se instalado na atmosfera pública e tenta responder à questão sobre o que podemos fazer com nossas cidades incontroláveis.

Enchê-las de mais carros exigindo mais faixas e avenidas? O BID, o Banco Mundial, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e alguns poucos municípios latino-americanos chegaram à conclusão de que não, de que a única salvação para a megalópole enlouquecida é fazer da intermodalidade no transporte a última esperança.

Por esse caminho, a humilde bicicleta tem um papel central, apesar das reações febris de alguns doidos pelo volante. Atualmente, em toda a região existem 2.513 quilômetros de ciclovias, de acordo com o BID. A rede mais longa está em Bogotá, que tem 392 km, embora algumas partes precisem ser rastreadas de forma quase arqueológica.

Datam do primeiro mandato como prefeito de Antas Mockus (1995-1998), que foi um grande promotor da bicicleta, saga que continuaram outros prefeitos como Enrique Peñalosa. Cruzam bairros perigosos, como parte da localidade de Santa Fé, e por áreas mais acomodadas, algo que este jornalista pôde comprovar graças a um passeio de bicicleta por esta cidade andina.

A segunda maior rede de ciclovia está no Rio de Janeiro, onde são 307 quilômetros, que transportam diariamente 3,2% da população (em Bogotá são 5%). Mas a cidade que, em toda a região, recebe os aplausos ciclistas é Rosario, a terceira mais populosa da Argentina, onde 5,3% de seus quase um milhão de pessoas anda em duas rodas.

Nem um pedal para trás

Não é muito, comparado com Amsterdã, onde 40% da população se move no modesto, mas dedicado e limpo veículo, marcando uma tendência que, lentamente, pode estar aumentando. Especialmente considerando que as cidades latino-americanas não aguentam mais a doença dos carros que invadem faixas, cidades e até ciclovias.

De acordo com o BID, para que aconteça a cicloinclusão, é preciso entrar em conjunção quatro fatores, que são como as peças para que o ciclismo urbano se mobilize: a infraestrutura e os serviços, os aspectos normativos e a regulação, a participação dos cidadãos e a operação (gestão e controle da intermodalidade). Nenhum deles pode, digamos, parar de pedalar.

O primeiro, é claro, refere-se a criar faixas especiais para bicicletas. Sejam separadas (marcadas com tinta sobre uma faixa ou separadores físicos), compartilhadas com carros ou especiais (as que são apenas para bicicletas). Mas também postos de serviço, reparação e assistência, como as que foram destruídas por alguns fanáticos na Cidade do México.

No aspecto normativo, é preciso uma legislação clara para o contingente ciclista, que os usuários devem conhecer, para não cometerem – eles também – atrocidades. No Rio de Janeiro, por exemplo, não é permitido levar outra pessoa no modesto veículo de duas rodas. A ideia fundamental, no entanto, é que a bicicleta não esteja em desvantagem tão evidente.

Isto é, que fique claro que não se pode invadir impunemente ciclovias, ou esmagar sem piedade qualquer ciclista, porque está perturbando o trânsito. Laura Bahamón, uma ativista do ciclismo de Bogotá, argumenta que só o fator da diferença de velocidade entre um carro e uma bicicleta já constitui um problema e aumenta em muito o risco de acidentes.

De fato, a participação é essencial para que tudo isso rode. Além do mais, sem a ajuda de movimentos de ciclistas urbanos quase heroicos provavelmente nada disto seria discutido. Gente em bici do Uruguai, Bicitekas do México, Cicloaxiondo Peru, Ciclaramanga de Bucaramanga (Colômbia), Ciclocidade, no Brasil, entre outros grupos, estão na batalha.

O futuro que roda

Não é exagero argumentar que os ciclistas estão em uma luta. Cotidiana, incompreendida, difícil. Até com vítimas. Marc Augé, um antropólogo francês devoto da bicicleta, diz que “o ciclismo é um humanismo”. Transforma as cidades tornando-as mais respiráveis, as pessoas devolvendo seu sentido de jogo, as sociedades colocando-as mais perto da realidade.

Porque, no final do percurso, tudo isso é feito para beneficiar o corpo, a mente e o ecossistema mundial, não só na América Latina. Em Lima, lugar das minhas lutas, apenas 0,3% das viagens diárias são feitas de bicicleta. É uma das porcentagens mais baixas da região, embora a cidade seja plana, chova muito pouco e não custa muito ter uma.

- Senhor, parou em uma ciclovia.

- Só um minutinho...

Desta vez somos três ciclistas que questionamos o invasor. Não estamos sozinhos e sabemos que, talvez, a única revolução que a América Latina pode se permitir hoje é a da bicicleta.

*Ramiro Escobar La Cruz é jornalista - Fonte: El País

OTAN acusa Rússia de planejamento de ataque nuclear contra Suécia


No relatório anual, o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, declara que o número de exercícios militares do exército russo nos últimos três anos aumentou consideravelmente e no curso de alguns deles até foi treinado uso de armas nucleares.

Stoltenberg traz como exemplo o ano de 2013 quando, segundo as suas palavras, a Rússia realizou 18 treinamentos de grande escala.

“Estes treinamentos incluíam simulação de ataques nucleares contra países-membros e parceiros da OTAN, nomeadamente os treinos em março de 2013 de ataque contra a Suécia”, sublinha-se no relatório.
O secretário-geral da Aliança chamou as alegadas ações de Moscou de “fator imprevisível e desestabilizador” no sistema de segurança da OTAN.

A OTAN vem reforçando sua presença militar na Europa Oriental desde a eclosão do conflito no sudeste da Ucrânia, em abril de 2014, alegando a necessidade de se contrapor a uma suposta “ameaça russa”.

Moscou, por sua vez, tem negado repetidamente as acusações de envolvimento no conflito interno ucraniano. Por outro lado, a chancelaria russa também ressalta que a expansão militar da OTAN em direção às fronteiras ocidentais da Rússia representa uma ameaça real para a segurança global e regional.

Sputniknews

Clinton promete aos eleitores: Sim ao dinheiro e à presença militar no estrangeiro


No âmbito dos debates de candidatas do Partido Democrático, Hillary Clinton e Bernie Sanders, a ex-secretária do Estado norte-americano enfrentou dificuldades de explicar um dos vários pontos da sua campanha por quais está criticada mais duramente – as suas conexões com banqueiros de Wall Street.

Segundo dados divulgados mais cedo, Clinton recebeu US$ 675 milhares do banco Goldman Sachs por proferir três discursos.

Quer dizer, o preço para um discurso chega a US$ 200 milhares. Perguntada sobre a necessidade de receber tal montante, Clinton disse:
“Pois, eu não sei. Foi o que eles ofereceram. Cada secretário de Estado que eu conheço fez isso”.

A respectiva informação foi divulgada pelo jornal americano The Independent.

Outra coisa interessante dos debates realizados na noite da quarta-feira (3) foi uma resposta que, pelos vistos, devia parecer honesta, mas não parece assim.

Um jornalista perguntou se Clinton poderia lhe assegurar de que enquanto toma posse, não expandiria a presença militar norte-americana no estrangeiro. A resposta foi muito breve: “Não, não posso”.

Sputniknews

Siria celebra "punto de partida" para acabar con terrorismo en Alepo


Unidades del Ejército sirio desplegadas en una localidad en Alepo.

El Ejército de Siria confirma la ruptura del asedio terrorista en torno a las localidades de Nubel y Zahra, en la provincia de Alepo (noroeste).

En un comunicado emitido este miércoles, el Comando General de las Fuerzas Armadas ha anunciado que unidades del Ejército sirio apoyadas por las fuerzas aliadas y grupos de la Defensa Popular han roto hoy el asedio impuesto por grupos terroristas a las localidades de Nubel y Zahra y, al mismo tiempo, ha elogiado la resistencia de los habitantes de ambas localidades ante los terroristas.

Asimismo, confía en que la ruptura del asedio terrorista sea un punto de partida para acabar con el resto de los feudos terroristas en Alepo.

Asegura también que las fuerzas armadas sirias seguirán con sus misiones y operaciones antiterroristas hasta limpiar todo el país de las bandas terroristas

Las aldeas de Nubel y Zahra, de mayoría chií, estaban bloqueadas desde julio de 2012 por el grupo terrorista Frente Al-Nusra, rama siria de Al-Qaeda, y sus aliados.

mep/ncl/rba - HispanTv

Muere un soldado ruso en un ataque de Daesh en Siria


Soldados rusos

Muere un consejero militar de Rusia en Siria, después de que resultara herido a principios del mes en curso a la hora de cumplir su misión en el país árabe, ha confirmado el Ministerio ruso de Defensa.

Un consejero militar ruso ha sucumbido a las heridas sufridas durante el cumplimiento de su misión en Siria, ha confirmado el Ministerio de Defensa de Rusia.

"El primero de febrero, durante un bombardeo con morteros realizado por terroristas del EIIL (Daesh, en árabe) contra la base militar donde se encuentra una unidad del Ejército sirio, un oficial (ruso) resultó herido de muerte", ha informado la Cartera de Defensa rusa, en un comunicado divulgado este miércoles.

El fallecido asesor militar recibirá una condecoración a título póstumo, agrega la nota.

De acuerdo con fuentes oficiales, el efectivo ruso había sido desplazado a Siria para enseñar el uso de nuevas armas que se proporcionan al Ejército del país árabe,“según los contratos de cooperación técnico-militar entre ambos Estados”.

Rusia emprendió el 30 de septiembre de 2015 una campaña de ataques aéreos en Siria, a petición del propio presidente sirio, Bashar al-Asad, contra las posiciones de grupos terroristas como Daesh.

fdd/ncl/rba - HispanTv

Parlamento de Venezuela forma subcomisión para investigar supuesta financiación a Podemos


William Dávila, presidente de la subcomisión especial para investigar la presunta financiación del Gobierno venezolano a Podemos y la banda armada ETA.

El Parlamento de Venezuela ha aprobado este miércoles la formación de una subcomisión para investigar la supuesta financiación del Gobierno al partido español Podemos y la banda armada ETA.

La Comisión de Política Exterior de la Asamblea Nacional (AN), presidida por el diputado de la alianza opositora Mesa de Unidad Democrática (MUD) William Dávila, tiene como objetivo establecer una metodología para revisar la presunta vinculación de Caracas con Podemos y con la organización independentista del País Vasco (ETA, por sus siglas en vascuence).

"¿Cómo una fundación extranjera como lo es el partido Podemos recibió del año 2002 al 2015 millones de euros por supuestas asesorías al Gobierno de Chávez-Maduro y el financiamiento de grupos irregulares como ETA a cambio de estudios en Venezuela?", ha cuestionado Luis Florido, diputado opositor, quien junto a Ángel Medina, integra dicha subcomisión.

Por su parte, el diputado oficialista venezolano Elías Jaua ha expresado su desacuerdo con esa subcomisión, a la que el chavismo se negó a integrarse, por basarse en informaciones de los medios de comunicación.

"Sobre el tema del financiamiento a la ETA, hace años están diciendo eso y ni una sola prueba han presentado los diarios amarillistas del reino español", ha sostenido Jaua quien ha rechazado las acusaciones que, a su juicio, intentan desprestigiar el Gobierno.

Asimismo en referencia al presunto vínculo del Ejecutivo con Podemos ha señalado que algunos miembros de el partido español fueron “legalmente contratados” cuando en ese tiempo no se habían constituido como partido.

La participación de Podemos en el X Encuentro de la red de intelectuales, artistas y movimientos sociales en defensa de la humanidad celebrado entonces en la capital de Venezuela, Caracas ha provocado desde entonces críticas por parte de los conservadores españoles cuyos medios consideran este acto como una “prueba” de la pretendida dependencia del partido Podemos, campaña de difamación al parecer lanzada por el Gobierno español.

Además los dichos medios han usado este acto para vincular, a ojos de la opinión pública, a fuerzas políticas de oposición con un supuesto “terrorismo”.

Recientemente los redes sociales españoles han tomado a burla infundios sobre Podemos con un vídeo humorístico de La Tuerka que se considera la última mofa hecha en España de la reciente campaña mediática contra el dicho partido.

Aparte del vídeo de La Tuerka, el intento de vincular a Podemos con lo que los medios dominantes españoles consideran terrorismo de la organización armada independentista vasca ETA ha sido también parodiado con “noticias” sobre documentos ficticios de la relación que tendría el líder de Podemos, Pablo Iglesias, con la banda terrorista takfirí EIIL (Daesh, en árabe).

tqi/ncl/rba - HispanTv

HRW denuncia redadas racistas de Policía francesa contra musulmanes


Atacan un centro comercial de los muslmanes en el sur de Francia.

El Observatorio de los Derechos Humanos (HRW) denuncia que Francia ha llevado a cabo redadas "abusivas y discriminatorias" contra los musulmanes en el marco de la aplicación del estado de emergencia.

"Francia tiene la responsabilidad de garantizar la seguridad pública y de intentar evitar nuevos ataques, pero la Policía ha utilizado sus nuevos poderes de emergencia de forma abusiva, discriminatoria e injustificada", ha afirmado Izza Leghtas, investigadora de HRW para Europa Occidental.

Las medidas de seguridad aplicadas por las autoridades francesas han provocado dificultadas económicas, y traumatizado a los niños musulmanes que han sido objetivos de las mismas, ha informado HRW en un informe.

La ONG indica que ha entrevistado a 18 personas sometidas a cacheos abusivos o que han sido puestas bajo arresto domiciliario, así como a activistas pro Derechos Humanos y abogados que trabajan en las zonas afectadas.

Los agentes de la policía han irrumpido en las viviendas, restaurantes y mezquitas de la comunidad musulmana del país, y han roto sus pertenencias, asustado a los niños e impuesto restricciones de movimiento, que han provocado daños físicos o pérdidas económicas.

Además, HRW denuncia que en una de las operaciones la Policía rompió cuatro dientes a un hombre discapacitado antes de darse cuenta de que no era la persona a la que estaban buscando.

La ONG puntualiza que las autoridades han llevado a cabo más de 3200 redadas y puesto bajo arresto domiciliario a entre 350 y 400 personas desde la aplicación del estado de emergencia a consecuencia de los atentados ejecutados en París en noviembre de 2015, que dejaron un saldo de más de 130 muertos y 200 heridos.

El grupo takfirí EIIL (Daesh, en árabe) reivindicó la autoría de los atentados y amenazó con atacar Roma, Londres y Washington, las capitales de Italia, el Reino Unido y Estados Unidos, respectivamente.

El director del Observatorio Nacional contra la Islamofobia, Abdolá Zekri, anunció que después de los ataques de París los actos de violencia contra los musulmanes han aumentado en el país galo.

La comunidad musulmana, además de condenar estos ataques terroristas, ha manifestado su preocupación de esta tragedia se aproveche en el Occidente para desatar una nueva ola islamófoba.

mkh/nii/ HispanTv

WikiLeaks "espera la confirmación oficial" de que la ONU se haya pronunciado a favor de Assange


El fundador de WikiLeaks ha afirmado este jueves: "Si gano el caso, espero una inmediata devolución de mi pasaporte y que finalicen los intentos de arrestarme".

Según informa la BBC, el Grupo de Trabajo sobre la Detención Arbitraria de la ONU ha afirmado que la detención arbitraria de Julian Assange en la Embajada de Ecuador en Londres es ilegal. WikiLeaks ha señalado que está esperando la confirmación oficial de esta información.


Por el momento, la ONU ni ha confirmado ni ha negado a RT que su Grupo de Trabajo sobre la Detención Arbitraria haya adoptado una decisión a favor de Julian Assange. El portavoz de WikiLeaks Kristinn Hrafnsson ha admitido a RT que tampoco dispone de confirmación oficial de la ONU.

Los fiscales suecos iniciaron a mediados de 2010 una investigación contra Julian Assange después de que dos mujeres acusaran al fundador de WikiLeaks de acoso sexual. En diciembre de ese mismo año el activista australiano fue detenido en Londres a instancias de Estocolmo, que pedía su entrega para enjuiciarlo en Suecia. Sin embargo, poco después el Reino Unido lo puso en libertad bajo fianza.

En junio de 2012 Assange solicitó refugio en la Embajada de Ecuador en Londres para evitar su extradición a Suecia. El activista opina que desde Suecia lo extraditarían a EE.UU., donde lo procesarían según la Ley de Espionaje por filtraciones de material secreto antes de enfrentarse a una larga pena de prisión o incluso a la pena de muerte.

¿Qué pasará el viernes?

Este jueves WikiLeaks ha publicado en su cuenta de Twitter un mensaje de Julian Assange. "Me entregaré a la Policía británica el viernes si la ONU anuncia que pierdo mi causa", reza el mensaje.

"Si la ONU anuncia mañana que pierdo mi causa contra el Reino Unido y Suecia saldré de la Embajada [de Ecuador] este viernes al mediodía para aceptar ser arrestado por la Policía británica, dado que no hay perspectivas claras de poder apelar posteriormente", indica el comunicado citado en la cuenta. "No obstante, si gano el caso y resulta que ambos Estados han actuado ilegalmente, espero una inmediata devolución de mi pasaporte y que finalicen los intentos de arrestarme".

Por su parte, la Policía británica ha anunciado que detendrá a Assange si este abandona la Embajada de Ecuador en la capital del Reino Unido.

Actualidad RT

"Ustedes crearon el Estado Islámico": la rueda de prensa de Kerry en Roma termina con gritos (video)


El incidente se produjo después de la reunión del canciller con su homólogo italiano para consolidar la alianza entre EE.UU. e Italia en la lucha contra la organización terrorista.



Mirar: https://actualidad.rt.com/actualidad/198601-crear-estado-islamico-rueda-prensa-kerry-escandalo-video

La rueda de prensa llevada a cabo este martes en Roma (Italia) después de la reunión entre el secretario de Estado de EE.UU., John Kerry, y el ministro de Asuntos Exteriores italiano, Paolo Gentiloni, en donde fueron discutidas las medidas para combatir al Estado Islámico, terminó con un incidente cuando una periodista intentó desplegar un cartel en protesta por la guerra en Siria.

Según informó RIA Novosti, justo en el momento en que ambos políticos se disponían a abandonar el recinto, la periodista Marinella Correggia intentó poner frente al secretario estadounidense el cartel que sostenía en sus manos. Sin embargo, los agentes de seguridad no le dieron la oportunidad de criticar la política de EE.UU. en la lucha contra el terrorismo.

La periodista dijo varias veces "Ustedes crearon el Estado Islámico" dirigiéndose a Kerry, mientras los guardias la empujaban hacia la salida de la sala.

Actualidad RT

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Agressões da Turquia à Síria - Informe da Embaixada da Síria no Brasil


Em 29/01/2016, forças turcas fortemente armadas e equipadas invadiram os territórios da República Árabe da Síria, no vilarejo de Bustan, e instalaram-se na cadeia montanhosa de Tal Aafrit, nas proximidades dos vilarejos vizinhos, no sentido de Ein Diwar, localizada na região de Malkiyeh, numa área que totaliza cerca de 4 quilômetros de extensão. Estas forças invasoras instalaram cercas de arame farpado dentro dos territórios sírios e lançaram fogo contra os civis sírios, moradores dos vilarejos vizinhos, atingindo uma cidadã síria, que ficou gravemente ferida.

Em 01/02/2016, uma artilharia pesada do exército turco lançou fogo contra o monte Atira, localizado na zona rural da cidade de Latakia, tendo como resultado o ferimento de vários cidadãos sírios e muitas perdas materiais.

Estas duas agressões ocorrem no contexto na continuação das ofensivas do regime turco e seu enfoque em oferecer os mais variados meios de apoio militar, logístico e material aos grupos terroristas armados, de forma contínua, ao longo de muitos anos. Este regime, que não hesita em cometer as formas mais bárbaras de crimes contra a Síria e seu povo, começou a facilitar a entrada de terroristas estrangeiros na Síria, montou acampamentos para o treinamento de terroristas em territórios turcos e dentro dos territórios sírios, com o apoio e a supervisão direta dos militares e da inteligência turca, dando-lhes cobertura dentro dos territórios sírios, armando-os com os mais modernos tipos de armamentos e fornecendo-lhes até a assistência médica dentro dos territórios turcos.

O Governo da República Árabe da Síria, ao expressar sua mais veemente condenação aos repetidos crimes e agressões turcas contra o povo sírio, contra a inviolabilidade dos territórios da República Árabe da Síria e de sua integridade regional, o que representa uma flagrante violação à soberania da Síria e aos princípios e intenções da Carta das Nações Unidas, às normas do Direito Internacional e à todas as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas relativas ao combate ao terrorismo, reafirma o seu direito legal de dar uma resposta aos repetidos crimes, violações e agressões turcas e o seu direito de pedir indenização por todas as perdas resultantes.

A República Árabe da Síria reitera sua exigência ao Conselho de Segurança de cumprir com suas responsabilidades sobre a manutenção da paz e da segurança internacionais, para pôr um fim aos crimes descritos do regime turco contra o povo sírio e às repetidas ofensivas contra os territórios sírios, bem como o seu comprometimento no cumprimento das resoluções do Conselho de Segurança sobre o combate ao terrorismo.

Fonte: Embaixada da República Árabe da Síria
Tradução: Jihan Arar

Cadê a pujança econômica dos EUA?


Nos últimos tempos, os urubólogos da mídia fizeram um esforço lascado para difundir a ideia de que a crise econômica só existia no Brasil - por única e exclusiva culpa do governo lulopetista de Dilma Rousseff. O restante do mundo estaria em plena recuperação, em especial os EUA - que as mentes colonizadas, com complexo de vira-lata, idolatram no altar do "deus-mercado".

Por Altamiro Borges*

Na semana passada, porém, o governo ianque divulgou os dados sobre o crescimento econômico no "paraíso capitalista". Eles confirmam o que todo mundo já sabia - menos os midiotas manipulados pela imprensa rentista. No quarto trimestre do ano passado, o "pujante" PIB dos EUA cresceu magníficos 0,7%. Um pibão!

A notícia frustrante para os detratores do Brasil não ganhou as manchetes dos jornalões e nem virou destaque na tevê. Miriam Leitão e Carlos Alberto Sardenberg, entre outros urubólogos, não fizeram autocrítica das suas análises equivocadas e tendenciosas sobre a inexorável retomada ianque.

Para os analistas econômicos mais sérios, menos partidarizados, a perda de fôlego da economia dos EUA já era previsível em decorrência da desaceleração dos mercados externos, dos baixos investimentos do Estado e do setor privado, da retração das exportações e da queda dos preços das commodities.

Em artigo publicado na revista CartaCapital, intitulado "A crise dentro da crise", o jornalista Carlos Drummond apresentou vários dados que revelam a paralisia no coração do capitalismo. "A situação dos EUA estaria muito pior do que o Federal Reserve pensa... A austeridade fiscal, a valorização do dólar e a má distribuição de renda vão descarrilar a economia dos EUA, alerta o Instituto Levy de Economia. Algumas das fragilidades do sistema financeiro evidenciadas em 2008 parecem persistir".

Como afirma o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, este quadro "questiona a avaliação predominante no Brasil de que a crise era chinesa e a economia dos Estados Unidos estava se recuperando".

* É jornalista, presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, membro do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PCdoB).

Brasil: É preciso reagir à ofensiva contra Lula


A memória vai buscar no fundo do baú o discurso de Tancredo Neves, de outubro de 1954, logo após o suicídio de Getúlio. Deputado federal, perguntava se o impressionante ódio contra o ex-presidente tinha alguma questão pessoal. Respondia negativamente. A questão era política.

Por Emiliano José*

A mídia hegemônica de então, os udenistas, e parcela das camadas médias e as classes dominantes combateram Getúlio quando vivo e atacavam o seu legado pelas transformações ocorridas na vida do povo brasileiro e pelo caminho escolhido de soberania nacional, particularmente pela constituição e defesa da Petrobras, destacada de modo especial na fala dele.

Outra lembrança, esta de um livro de Flávio Tavares, O Dia em que Getúlio matou Allende. República do Galeão, centro nervoso militar do golpe em andamento, Rio de Janeiro, jornalista Pompeo de Souza à frente das articulações midiáticas. Oficiais da Aeronáutica manifestam o desejo de convocar o presidente para depor. Pompeo se insurge: “É ilegal”. Mas, imediatamente acrescenta: “Vamos, no entanto, continuar dizendo que ele será convocado”.

O golpismo midiático vem de longe. Como se sabe, Getúlio foi levado ao suicídio para adiar o golpe, consumado dez anos depois, com a ditadura de 21 anos. Uma e outra recordação tem parentesco com os nervosos dias atuais. Parcelas das classes dominantes e seus representantes não parecem se conformar aos mecanismos institucionais, e querem mudar as regras do jogo com o jogo em andamento.

Vitória as urnas

Dilma ganhou a eleição. A oposição faz questão de desconhecer o fato e não lhe importa se a ideia do impeachment seja absolutamente descabida – continua a disseminá-la, tal e qual o faziam os integrantes da República do Galeão ao anunciar a impossível convocação de Vargas para depor.

Também não lhe interessa se esse clima permanente de tensão política só agrave a crise econômica por que passa o País, crise que, para além dos problemas internos, está indissoluvelmente ligada à situação mundial, abalada pelos descaminhos do capitalismo financeiro. Os derrotados de 2014 – é, foram derrotados – são partidários do quanto pior, melhor. Não conseguem esconder isso.

Mais forte que tudo isso, o que mais salta à vista nesse conjuntura, nesse neoudenismo de quinta desenvolvido pela mídia hegemônica, é a perseguição odiosa, pequena, rasteira, infundada, desonesta que se move ao ex-presidente Lula e sua família. Dia após dia, um noticiário absurdo: churrasco naquele sítio, visita de dona Marisa a um apartamento, um amigo de um amigo de Lula teria construído um jardim num sítio, apartamento tríplex, barco de R$ 4 mil de presente, barbaridades sem consistência, sem qualquer amparo em fatos, que em qualquer lugar do mundo desmoralizaria os meios de comunicação que adotassem tais práticas.

A pergunta de Tancredo se impõe: é alguma coisa pessoal? Não. Lula significou um ponto fora da curva e a nossa mídia hegemônica, mui digna representante da Casa Grande, dos privilégios de nossas classes dominantes, estimuladora dos preconceitos de parcelas de nossas camadas médias, manda às favas quaisquer escrúpulos de consciência, a la Jarbas Passarinho quando da edição do AI-5 em 13 de dezembro de 1968, e se põe a combater Lula com uma ferocidade jamais vista, difamando e caluniando sem qualquer constrangimento.


Tenho a convicção de que o jornalismo hegemônico está chegando ao fundo do poço, para além de sua grave situação econômica, expressa em centenas de demissões. Sua crise ético-moral é que superou qualquer avaliação mais pessimista. Esta, no entanto, é discussão para outro momento.

Não é só a mídia, obviamente. A perseguição a Lula provém de aparelhos do Estado, de setores deles, afinados com o pensamento conservador, neoudenista. Estes fornecem alimento à mídia hegemônica, vazam notícias, não importando sejam apenas ilações, apenas produto da fala de delatores. É alguma coisa pessoal? Não. Tudo é política. Aquele ponto fora da curva não pode se repetir. As elites brancas não admitem o nordestino-pobre-semianalfabeto-sem diploma de doutor-operário ter um dia chegado ao poder, e muito menos admitem, de modo algum, o seu retorno.

Não importa o resultado concreto que se obtenha contra ele, sua mulher, seus filhos. Joga-se o barro na parede para ver no que dá. Importa que se produzam ranhuras profundas na imagem do ex-presidente, construída a partir de sua extraordinária trajetória de vida e das políticas públicas que mudaram as condições de vida do povo brasileiro.

Importa é abalar o capital simbólico dele. Este, o raciocínio articulado da ofensiva em andamento contra Lula. Importa é desgastá-lo a ponto de evitar sua volta em 2018 – esta a questão básica da ofensiva. Nunca um ex-presidente foi caçado dessa maneira. Caçado para ser cassado da possibilidade de novamente ser candidato a presidente da República. E não interessa à mídia hegemônica se ele é ou não candidato. Lula nem anunciou ainda se o será. Basta apenas que ele admita a possibilidade. O medo se agiganta, o ataque recrudesce.

Com a ofensiva, passo a passo, diariamente, de modo concertado, manchetes iguais, no conteúdo e na forma, vai se tentando, e conseguindo de alguma forma, naturalizar as agressões, malgrado infundadas, criando a imagem de um político como qualquer outro, aventando semelhanças com Collor, imaginem, tentando minimizar o escândalo que seria a prisão dele ou de alguém de sua família, até quando negam a notícia espalhada sabe-se lá por quem, reforçada sempre pela mídia.

Se tudo isso der em nada, se Lula, pela enésima vez, demonstrar que continua a morar em modesto apartamento – e não haveria nada demais se comprasse um –, se provar, mais do que já o fez, nunca ter desviado um tostão de dinheiro público, a direita brasileira, pelos seus aparelhos midiáticos, pelos seus poderosos aliados no Judiciário, terá causado prejuízos à maior liderança popular construída pelo povo brasileiro, ao lado de Getúlio.

Alguém pergunta sobre apartamentos de outros dignos políticos, inclusive de ex-presidente? Pergunta, investiga sobre como este ou aquele político adquiriu apartamento no Rio de Janeiro? Ou em Minas Gerais? Em outros estados? Tudo muito, muito acima dos valores da cota de apartamento que se atribui a Lula, já devolvida, segundo o ex-presidente. Nem digo se deve ou não perguntar sobre os demais políticos. Registro apenas. O que impressiona é essa obsessão, de natureza política, eivada dos preconceitos da Casa Grande, pelo ex-presidente. E nesse texto não dá nem para perguntar qual a razão do quase silêncio da mídia sobre Eduardo Cunha, cujas estripulias estão mais que provadas.

O que está em causa é a democracia. Ninguém tem o direito de assacar contra a honra das pessoas impunemente, como se tem feito contra o ex-presidente. A seletividade do Judiciário e da mídia é evidente. Visa o PT, o projeto político em andamento desde 2003, e de modo especial o ex-presidente Lula. Os amantes da democracia, avessos a esse odioso neoudenismo, não podem cruzar os braços. Trata-se de lutar na defesa de Dilma, contra o impeachment, na defesa da história e da honra do ex-presidente Lula – na defesa da democracia. E aos jornalistas cujo compromisso ético não se perdeu, cuja combatividade a favor da verdade permanece firme, cabe também entrar nessa batalha. Muitos deles, nos sites e blogs progressistas, já estão nessa trincheira, corajosamente. Esperemos que o número cresça.

*Emiliano José é jornalista e escritor - Caros Amigos