terça-feira, 17 de outubro de 2017

O preço do impeachment e o valor do STF


Jeferson Miola - Brasil 247

Lúcio Funaro adicionou novas informações sobre o preço que Cunha, Temer, Padilha, Geddel e outros golpistas peemedebistas e tucanos pagaram para a aprovação do impeachment fraudulento.

O operador da organização criminosa revelou que Eduardo Cunha lhe pediu R$ 1 milhão para comprar o voto de alguns deputados a favor da fraude, quando o processo já tramitava na Câmara.

Além deste valor, e antes disso, outras dezenas de milhões de dólares foram investidas na conspiração que derrubou a Presidente Dilma – sabe-se hoje, uma cifra bastante superior àquela "sobra"/"troco" de R$ 51 milhões guardados num apartamento pelo ex-ministro Geddel:

- na eleição de 2014, boa quantia de dinheiro arrecadado [legalmente, via caixa 2 ou propina] pelo banco de corrupção de políticos foi apostado na compra da eleição de uma numerosa bancada anti-Dilma na Câmara.

- outra montanha de dinheiro foi investida na compra dos votos de deputados para elegerem Eduardo Cunha à presidência da Câmara – passo que se demonstrou essencial na evolução da trama conspirativa e no funcionamento da engrenagem golpista.

Qualquer que seja o ângulo de observação da realidade chega-se à conclusão que o impeachment foi uma das mais burlescas farsas políticas da história do Brasil: [1] faltou-lhe fundamentação fática, legal e constitucional; porque não existiu e nunca foi demonstrado crime de responsabilidade, e [2] a maioria composta por 367 deputados que aprovaram a farsa em 17 de abril de 2016 foi comprada.

É notório que o impeachment só prosperou porque a Suprema Corte foi condescendente com esta farsa – ou cúmplice, na visão de alguns analistas.

Sobraram motivos, alegações e pedidos para que o STF interrompesse aquela violência perpetrada contra o Estado de Direito, porém os 11 juízes simplesmente lavaram as mãos, permitindo que o mandato conferido a Dilma por 54.501.318 votos fosse usurpado pela cleptocracia que tomou de assalto o poder.

Com obscurantismo jurídico, o STF se recusou a analisar o mérito do impeachment; optou por não se pronunciar quanto à absoluta inexistência de fundamentos jurídicos para o pedido acolhido pelo então presidente da Câmara em dissonância com a Constituição e as Leis do país.

Hoje sobram razões para se anular o golpe de 2016. Ao que tudo indica, todavia, mesmo com o robustecimento das provas, evidências e indícios da compra da maioria parlamentar que aprovou a fraude do impeachment, a Suprema Corte continuará onde sempre esteve: condescendente – ou cúmplice – com o golpe.

O preço do impeachment é conhecido, assim como é sabido o valor desprezível do STF na preservação da democracia e do Estado de Direito.

O sistema político-jurídico está inteiramente apodrecido. Além de eleições limpas para restaurar a democracia, é urgente uma Assembléia Nacional Constituinte com prioridade nas reformas política, tributária, do judiciário e para a democratização da comunicação e da informação pública.

Lugares mais seguros em caso de guerra entre EUA e Coreia do Norte ficam na América Latina


Caso o presidente Trump decida cumprir sua promessa feita nas Nações Unidas de “destruir totalmente a Coreia do Norte”, o país deverá lançar mísseis com bombas nucleares e de hidrogênio (muito mais potentes que as atômicas) contra os EUA, em retaliação, o que ameaça contaminar por nuvens radioativas a maioria dos países vizinhos e próximos aos EUA.

A emissora australiana ABC News criou um mapa interativo para calcular que partes do mundo correm risco no caso de um ataque por parte da Coreia do Norte.

No âmbito das ameaças recentes da Coreia do Norte de que a Austrália enfrentará uma “catástrofe” se continuar apoiando as políticas dos Estados Unidos, a emissora ABC News revisou no seu site o alcance dos mísseis norte-coreanos e fez um infográfico interativo.

Qual seria o lugar mais seguro do mundo se a Coreia do Norte lançasse um ataque potente? De acordo com as estimativas da ABC News, “o único continente que seria em grande parte seguro seria a América do Sul”.


Em um hipotético ataque realizado através de veículos de lançamento espacial, os mísseis norte-coreanos poderiam cobrir uma distância de 15 mil quilômetros em sua configuração de três etapas, informou o canal. Nessas circunstâncias, o ponto mais distante de Pyongyang seriam Mar del Plata, na Argentina, Paraguai e Uruguai, região sul do Chile, além dos estados das regiões central e sul do Brasil.

Recentemente militares norte-americanos estacionados na Península Coreana afirmaram que “rezam a Deus para que a Coreia do Norte não dispare seus mísseis nucleares, porque os EUA não teriam como impedir a chegada de alguns deles aos EUA”.

Basta apenas um míssil com ogiva nuclear ser detonado na Península Coreana, no espaço, para destruir todos os meios de comunicação das frotas militares dos EUA, Coreia do Sul, Austrália e Japão, incluindo a internet da região, o que tornaria as bases militares dos EUA na Coreia do Sul – no total 23 – vulneráveis à artilharia norte-coreana, uma das mais potentes do mundo.

Ataque da Coreia do Norte com EMP pode matar 90% da população dos EUA

Militares e estudiosos norte-americanos informaram através de matéria publicada no jornal The Independent que um ataque de Pulso Eletromagnético – EMP – da Coreia do Norte aos EUA poderá causar a destruição total da rede elétrica dos Estados Unidos, e em consequencia provocar a morte de 90% de sua população em 12 meses, por volta de 290 milhões de pessoas.

“Um ataque deste tipo deixaria fora de serviço todo o sistema elétrico dos EUA por um período indefinido, o que no curso de um ano provocaria a morte de 90% da população”, afirma William Graham, ex-congressista norte-americano e presidente da antiga Comissão EMP do Congresso dos EUA.

Cabello: la oposición manipula a sus seguidores con sus mentiras


El vicepresidente del Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV), Diosdado Cabello (izda.), en un programa televisivo.

La oposición de Venezuela, presa de amplias contradicciones, manipula a sus seguidores con mentiras, por lo que se debe crear una nueva oposición.

Durante el programa aniversario de ‘La Política en el Diván’ transmitido el lunes por la cadena local de Televisión (VTV), el vicepresidente del Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV), Diosdado Cabello, hizo hincapié en la necesidad de crear una nueva oposición en el país bolivariano.

“Ojalá que esta derrota de la oposición sirva para que surja algo distinto, figuras, nombres, movimientos de la derecha que le sirvan al país y no que el país les sirva a ellos”, manifestó el dirigente político venezolano. También acusó a la oposición de mentir: “Quien no posea una compañía que podía iniciar con el negocio de las encuestas, yo recomiendo que trate de crear una empresa encuestadora ya que les pagan por mentir”.

En este contexto recalcó que la oposición, agrupada en la Mesa de la Unidad Democrática (MUD) y apoyada por el secretario general de la Organización de Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, se niega a reconocer los resultados de los comicios que se llevaron a cabo el domingo para designar por cuatro años a los gobernadores de 23 estados, ya que se saldaron con la victoria del chavismo.

“No reconocen al árbitro, si lo reconocen es cuando ganan, si pierden no les gusta”, afirmó. Asimismo manifestó que, de ser la situación al contrario, el Gobierno hubiese reconocido su derrota, como ha hecho en otras ocasiones.

El Consejo Nacional Electoral (CNE), a su vez, aseguró el lunes en un comunicado que los representantes de las diferentes formaciones políticas, así como los técnicos del CNE y de la compañía de teléfono CANTV, han certificado que no se produjo fraude alguno al tramitar los datos recogidos por las máquinas de votación habilitadas para los comicios.

Confirmó, asimismo, que “se realizó la captura de las configuraciones de los RAS (sistema criptográfico de claves públicas, válido para cifrar y firmar digitalmente) y los routers del CNE, cuya función principal es enviar o encaminar paquetes de datos de una red a otra”.

fmk/nii/HispanTv

Pyongyang renunciará a su programa nuclear cuando EEUU lo haga


El embajador adjunto de Corea del Norte ante las Naciones Unidas, Kim In-ryong (dcha.), ofrece una rueda de prensa.

Corea del Norte apoyará la total prohibición de las armas nucleares y la eliminación de su arsenal siempre y cuando EE.UU. haga lo mismo.

“Corea del Norte apoya consecuentemente la aniquilación total de las armas nucleares y los esfuerzos encaminados a la desnuclearización de todo el mundo”, afirmó el lunes el embajador adjunto de Corea del Norte ante la Organización de las Naciones Unidas (ONU), Kim In-ryong.

Pero especificó que, hasta que EE.UU. amenace y chantajee obstinadamente a Pyongyang con armas nucleares y obvie el Tratado sobre la Prohibición de las Armas Nucleares, su país no se sumará al acuerdo, ni abandonará sus actividades al respecto.

En consecuencia, añade que Pyongyang descarta cualquier posibilidad de diálogo sobre el tema de la desnuclearización de la península coreana mientras Washington siga con sus políticas nucleares.

El programa de armas nucleares y de misiles balísticos de Corea del Norte “es una medida justificada de autodefensa (…) Ningún país del mundo jamás se vio tan amenazado directamente con armas nucleares por parte de EE.UU. durante tanto tiempo”, comentó el diplomático.

Pyongyang justifica el desarrollo de sus actividades militares y nucleares en su “derecho a la autodefensa” ante la abierta “hostilidad” de EE.UU. De hecho, los frecuentes ejercicios militares conjuntos de EE.UU. y Corea del Sur en la península coreana han obligado a Pyongyang a adoptar las medidas preventivas necesarias ante una eventual agresión.

tas/nii/HispanTv

España: Prisión sin fianza para dos líderes de entidades soberanistas catalanas



Los presidentes de la Asamblea Nacional Catalana y Òmnium Cultural van a la cárcel por los disturbios del pasado 20 de septiembre en Barcelona.


Una jueza de la Audiencia Nacional de España, Carmen Lamela, ha dictaminado el ingreso en prisión sin fianza de los presidentes de la Asamblea Nacional Catalana (ANC) y Òmnium Cultural —Jordi Sànchez y Jordi Cuixart, respectivamente—, dos organizaciones soberanistas catalanas.

Sánchez y Cuixart están acusados de sedición por su presunta implicación en los disturbios que tuvieron lugar el pasado 20 de septiembre, cuando sus organizaciones habrían incitado a los ciudadanos a concentrarse frente a la sede de la Consejería de Economía de Cataluña mientras las autoridades españolas registraban el lugar.

Esa magistrada ha acusado a ambos líderes de "promover" concentraciones masivas durante la acción de la Guardia Civil con el fin de proteger a los gobernantes catalanes, en lugar de realizar un llamamiento a celebrar una manifestación pacífica.

Por su parte, el jefe de los Mossos d'Esquadra, Josep Lluís Trapero, y la intendente de ese cuerpo de seguridad autonómico, Teresa Laplana, quedan en libertad provisional sin fianza, pero sometidos a medidas cautelares. A ambos les han impuesto comparecencias quincenales, les han retirado el pasaporte y les han prohibido salir de España.

En España, un delito de sedición es penado con entre 8 y 10 años de cárcel para "los que hubieren inducido, sostenido o dirigido la sedición o aparecieren en ella como sus principales autores".
Para las "personas constituidas en autoridad", el artículo 545 del Código Penal prevé una pena de entre 10 y 15 años.

A los ciudadanos que cometan este tipo de delitos y cuyos casos no se refieren a los ya mencionados, se suele aplicar una pena de 4 a 8 años.

Actualidad RT

Corea del Norte: "Una guerra nuclear puede estallar en cualquier momento"


El simulacro de lanzamiento de misiles balísticos de largo y medio alcance mostrado en la foto sin fecha publicada por la Agencia Central de Noticias de Corea del Norte el 30 de agosto de 2017.

El embajador adjunto de Pionyang ante la ONU mencionó condiciones precisas para que su país acceda a poner sus misiles en la mesa de negociaciones.

Kim In Ryong, representante permanente adjunto de Corea del Norte ante la ONU, advirtió que la situación en la península coreana "ha llegado al punto crítico y una guerra nuclear puede estallar en cualquier momento", reporta 'The Washington Post'.

El embajador adjunto manifestó ante el Comité de Desarme de la Asamblea General de la ONU que Corea del Norte es el único país del mundo que ha sido sometido a "una amenaza nuclear tan extrema y directa" por parte de EE.UU. desde la década de 1970 y que, por lo tanto, tiene derecho a poseer armas nucleares en defensa propia.

De acuerdo con Kim In Ryong, el arsenal de armas y misiles de su país es "un valioso activo estratégico que no puede ser revocado ni regateado por nada". "A menos que la política hostil y la amenaza nuclear de EE.UU. sean completamente erradicadas, nunca pondremos nuestras armas nucleares y misiles balísticos en la mesa de negociaciones, bajo ninguna circunstancia", afirmó.

"Corea del Norte apoya consistentemente la erradicación total de las armas nucleares y los esfuerzos por la desnuclearización del mundo entero", dijo el representante adjunto. Sin embargo, agregó, mientras EE.UU. rechace el Tratado sobre la Prohibición de las Armas Nucleares y "constantemente amenace y chantajee a Corea del Norte con armas nucleares (…) Corea del Norte no está en condiciones de adherirse al tratado".

En sus declaraciones, Kim In Ryong afirmó que este año Corea del Norte completó su "fuerza nuclear estatal" y se convirtió en una "potencia nuclear completa". "Todo el continente estadounidense está dentro de nuestro rango [de misiles], y si EE.UU. se atreve a invadir nuestro territorio sagrado, incluso una pulgada, no escapará a nuestro severo castigo en ninguna parte del globo", advirtió.

Actualidad RT

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Mídia internacional silencia alta participação do povo venezuelano em eleições regionais



AVN.- As empresas de comunicação internacionais silenciaram em suas primeiras páginas desta segunda-feira, 16, que as eleições para governadores na Venezuela tiveram uma das mais altas participações neste tipo de votação regional –61,14% do eleitorado.

Em sua versão regional, El País, na matéria “Chavismo obtém uma polêmica vitória nas eleições de governadores na Venezuela”, omite a alta participação e repete a linha discursiva da Mesa da Unidade Democrática (MUD) de suposta fraude eleitoral, ao colocar em dúvida a imparcialidade e confiabilidade do Conselho Nacional Eleitoral (CNE). Este meio também oculta que o sistema de votação venezuelano passa por 17 auditorias, avalizadas pelos partidos políticos participantes, incluindo os da oposição.

“Controlado por Maduro, o órgão eleitoral venezuelano perdeu a credibilidade que tinha após a eleição da Assembleia Nacional Constituinte”, afirma o jornal.

Já o diário ABC publicou em sua página web a matéria “CNE anuncia que chavismo ganha as eleições regionais na Venezuela”, também repetindo a campanha da direita que visa gerar descrédito com o árbitro eleitoral.

O texto diz: “Diante da suspeita de fraude que adiantou Gerardo Blyde, chefe do comando da MUD, o mandatário (Nicolás Maduro) disse que a auditoria dos votos poderia ser feita se assim solicitassem”, quando foi o chefe de Estado que anunciou que solicitará a Assembleia Nacional Constituinte (ANC) a auditoria de 100% das atas.

A agência EFE, na matéria “O chavismo diz ter arrasado com resultados que a oposição não reconhece”, repete as denúncias da MUD de supostas travas impostas pelo Poder Eleitoral, tais como mudanças de centros de votação, situação que foi notificada dias antes pelo organismo eleitoral e que foi feita para proteger os colégios atacados por grupos estimulados pela direita, horas antes da eleição da ANC, em 30 de julho.

Por sua vez, o diário El Mundo, na matéria publicada em seu portal web, afirma que o Executivo retirou competências e não aprova recursos para os governos estaduais da oposição: Amazonas, Lara e Miranda. Silencia assim que o presidente Maduro aprova constantemente recursos a todos os governos do país. Somente em 20 de setembro, Maduro aprovou 400 bilhões de bolívares para todas as administrações regionais.

Jornais da América Latina, como El Clarín (Argentina) e El Mercurio (Chile) em suas capas deste 16 de octubro seguem a mesma estratégia da campanha opositora de alegar suposta fraude, como o Miami Herald (Estados Unidos), que também silencia a participação em massa da população no processo eleitoral.

Já os meios de comunicação como o jornal Gramma (Cuba), agência Andes (Ecuador), RT, Prensa Latina destacam a alta participação do povo na votação deste domingo.

Com 95,8% dos votos apurados, o chavismo arrasou em 17 governos estaduais e a MUD somente venceu em cinco estados. A presidenta do CNE, Tibisay Lucena, informou que falta definir o candidato vencedor no estado de Bolívar, já que a tendência ainda não é irreversível.

PF APROXIMA GEDDEL DA DELAÇÃO E TEMER DA QUEDA


Bahia 247 – Preso há pouco mais de um mês na Papuda, Geddel Vieira Lima, operador e homem de confiança de Michel Temer há mais de duas décadas, tem uma única saída para reduzir sua pena: contar o que sabe sobre o bunker de R$ 51 milhões estourado pela Polícia Federal em Salvador.

Geddel foi o pivô da maior apreensão de dinheiro sujo da história do Brasil e agora seu irmão Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), outro dos articuladores do golpe de 2016, também foi atingido por uma blitz da Polícia Federal.

É uma péssima notícia para o Palácio do Planalto, às vésperas da apreciação da denúncia em que Temer é acusado de corrupção, obstrução judicial e organização criminosa.

Abaixo, reportagem da Reuters:

(Reuters) - A Polícia Federal realiza buscas na manhã desta segunda-feira no gabinete do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) na Câmara como parte das investigações relativas à descoberta de 51 milhões de reais em espécie em um apartamento de Salvador atribuídos ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, irmão do parlamentar, segundo a TV Globo.

Além das buscas na Câmara, a PF também cumpre mandados no apartamento residencial do deputado em Brasília e em mais dois endereços ligados ao parlamentar em Salvador, acrescentou a Globo.

Procurada, a Polícia Federal não respondeu de imediato.

No mês passado, a Justiça Federal do Distrito Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal investigações relativas às operações que envolvem Geddel por suspeitas de que seu irmão, que possui foro privilegiado, possa estar envolvido no crime de lavagem de dinheiro.

De acordo com a Justiça Federal do DF, a operação que encontrou os 51 milhões de reais atribuídos a Geddel em um apartamento em Salvador esbarrou em indícios de que Lúcio também pode ter participado do crime de lavagem de dinheiro.

Secretário de Doria quase vomita ao comer ração feita de lixo que Doria quer distribuir a pobres


O secretário de Assistência Social e Desenvolvimento Social da gestão de João Doria, Filipe Sabará, quase vomitou ao provar a ração humana, feita com alimentos próximos da data de vencimento.

Em reportagem divulgada pelo SBT, Sabará tentava demonstrar que as bolinhas liofilizadas eram saborosas.

A empresa responsável por produzir o produto chamado pelo prefeito João Doria de "abençoado" e que seria capaz de suprir necessidade de pessoas desnutridas não tem fábrica em atividade e nem capacidade de produzir em escala.

A plataforma Sinergia, empresa criadora da "farinata", opera hoje com a ajuda de indústrias licenciadas, mas nunca produziu em escala, apenas amostras do produto que foram distribuídas para algumas creches. Em entrevista à CBN, a dona da empresa, Rosana Perrotti, disse, no entanto, que não pode revelar o nome das indústrias parceiras por acordos de confidencialidade.

Plantão Brasil



Rusia advierte del ‘plan B’ de EEUU para derrocar a Al-Asad


El presidente ruso, Vladimir Putin (dcha.) y su canciller, Serguéi Lavrov, en una reunión en Sochi

El canciller ruso dice que la coalición que lidera EE.UU. protege a los terroristas en Siria para volver a su ‘plan B’: derrocar al presidente sirio.

Indicios indican que la coalición que dice combatir al grupo terrorista EIIL (Daesh, en árabe), protege a la organización extremista Frente Al-Nusra (ahora autodenominado Frente Fath Al-Sham) para luego usarla en el derrocamiento del presidente de Siria, Bashar al-Asad, según ha comunicado este lunes el ministro de Exteriores de Rusia, Serguéi Lavrov.

“Hay bastantes pruebas de que lo protegen para el momento que sea necesario regresar al ‘plan B’, el plan del derrocamiento forzado del actual Gobierno sirio”, ha señalado el funcionario ruso durante una reunión celebrada en el marco del Festival Mundial de la Juventud y los Estudiantes.

En este evento ha recordado que EE.UU. sigue sin cumplir los acuerdos sobre la separación de la oposición armada siria del Frente Al-Nusra, que fueron alcanzados el año pasado.

El jefe de la Diplomacia rusa además ha cuestionado de nuevo que los terroristas logren huir de las zonas controladas por los militares de EE.UU. en Siria e Irak, aunque ha dicho que Rusia trabaja con EE.UU. para aclarar la situación. “Espero que nuestros temores de que esto se haga adrede no se confirmen”, ha apostillado.

Ante el avance de las operaciones antiterroristas del Ejército sirio y sus aliados (entre ellos Rusia), EE.UU. y sus partidarios, que financian a los terroristas, les entregan armamentos bélicos y les dan soporte logístico, haciendo lo imposible para frustrar sus logros.

Rusia ya ha denunciado en otras ocasiones la “ceguera selectiva” de Estados Unidos ante los terroristas, y el contraste con el reguero de víctimas civiles que deja en ese país y los ataques supuestamente erróneos o de “advertencia” a las fuerzas sirias y sus aliados.

snr/ctl/tqi/rba/HispanTv

Venezuela arremete contra la UE por ser ‘subordinada a Trump’


Los países europeos ‘subordinados a Trump’ llevan a cabo un plan ‘desesperado’ para cuestionar las elecciones en Venezuela, asegura el canciller venezolano.

“Tal como advertimos el viernes, la UE y algunos de sus Estados miembros (subordinados al presidente de EE.UU., Donald Trump) cuestionan la voluntad del pueblo venezolano”, ha recalcado este lunes Jorge Arreaza a través de su cuenta en Twitter.

Las declaraciones del ministro de Exteriores de Venezuela se producen después de que los 28 Estados miembros de la Unión Europea (UE) hayan acordado preparar un paquete de sanciones contra el país sudamericano.

Arreaza ha resumido que esta medida de los países del bloque comunitario pone sobre la mesa un “plan alevoso y desesperado” concebido “días antes de las elecciones” para atacar la democracia venezolana.

También, ha considerado que el sistema electoral venezolano es mejor que los de los países europeos, al ser “absolutamente auditable en todos sus procesos”.

Los países europeos ‘subordinados a Trump’ llevan a cabo un plan ‘desesperado’ para cuestionar las elecciones en Venezuela, asegura el canciller venezolano.

“Tal como advertimos el viernes, la UE y algunos de sus Estados miembros (subordinados al presidente de EE.UU., Donald Trump) cuestionan la voluntad del pueblo venezolano”, ha recalcado este lunes Jorge Arreaza a través de su cuenta en Twitter.

Las declaraciones del ministro de Exteriores de Venezuela se producen después de que los 28 Estados miembros de la Unión Europea (UE) hayan acordado preparar un paquete de sanciones contra el país sudamericano.

Arreaza ha resumido que esta medida de los países del bloque comunitario pone sobre la mesa un “plan alevoso y desesperado” concebido “días antes de las elecciones” para atacar la democracia venezolana.

También, ha considerado que el sistema electoral venezolano es mejor que los de los países europeos, al ser “absolutamente auditable en todos sus procesos”.

HispabnTv

"Victoria tajante": Chavismo arrasa en 17 de las 23 gobernaciones en Venezuela



De acuerdo al primer boletín del Consejo Nacional Electoral (CNE), se han escrutado el 95,8 % de los votos.

El primer boletín del Consejo Nacional Electoral (CNE) confirmó que el chavismo obtuvo la victoria en 17 de las 23 gobernaciones disputadas en los comicios regionales en Venezuela.

La presidenta del CNE, Tibisay Lucena, informó que hubo 61,14 % de participación, una cifra que supera la asistencia a las urnas en las elecciones para gobernadores celebradas en 2012 (53,94 %). Hasta ahora, restan los resultados en el estado Bolívar porque la tendencia no es irreversible.

Los estados Amazonas, Apure, Aragua, Barinas, Carabobo, Cojedes, Falcón, Guárico, Lara, Miranda, Monagas, Portuguesa, Sucre, Trujillo, Yaracuy, Delta Amacuro y Vargas quedaron en manos del chavismo; mientras que la oposición obtuvo las gobernaciones de Anzoátegui, Táchira, Mérida, Nueva Esparta y Zulia.

Lucena agradeció a la Fuerza Armada Nacional Bolivariana (FANB), a la logística del Poder Electoral, así como a las instituciones que trabajaron "incansablemente para que el evento del día se hiciera posible". "El pueblo de Venezuela, una vez más, por encima de todo, salió a votar en paz, en tranquilidad, en civismo, dando una gran lección al mundo de lo que son los venezolanas y los venezolanos", agregó Lucena.

Esta es la elección número 22 que se celebra en Venezuela desde la llegada al poder de la llamada Revolución bolivariana.

Minutos antes de la emisión del primer boletín del CNE, el dirigente de la coalición opositora Mesa de la Unidad Democrática (MUD), Gerardo Blyde, aseguró que la MUD tenía "información de unos resultados que son sospechosos". Horas después, la coalición de derecha se negó a reconocer los resultados de los comicios, convocando a sus dirigentes a retomar "las actividades de calle".

Victoria tajante

"Llevamos 17 gobernaciones por el pecho. Victoria tajante, el chavismo arrasó. Desde ya mismo lo digo, reconozco los resultados", expresó por su parte el presidente de Venezuela, Nicolás Maduro, en un mensaje ofrecido minutos después del primer boletín oficial.

El mandatario hizo alusión a las "dificultades" que atravesó Venezuela con la caída de los precios del petróleo, las amenazas de EE.UU. y el "bloqueo financiero" que ha tenido su principal empresa. "Esta victoria es una proeza política y moral del pueblo venezolano que ha aprendido a resistir los ataques de la oligarquía, que ha dicho no a las sanciones, no al intervencionismo. Queremos vivir en paz", agregó al respecto.

Luego de las declaraciones de algunos dirigentes de derecha que alegan "fraude", Maduro ordenó una "auditoría completa" al proceso electoral para verificar los resultados obtenidos este domingo. "Desde ya tiendo mi mano a los cinco gobernadores de la oposición para trabajar por sus estados", puntualizó.

El jefe de Estado venezolano también agradeció el apoyo manifestado por los países integrantes de la Alianza Bolivariana para los pueblos de nuestra América (Alba), en especial a su homólogo de Bolivia, Evo Morales; así como de Rusia, China e Irán.

Actualidad RT

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

O fim do Império dos EUA, por Chris Hedges (norte-americano)


O império norte-americano está chegando ao fim. A economia dos EUA está sendo drenado por infindáveis guerras no Oriente Médio e expansão militar superdistendida sobre o mundo. O império verga sob o peso de déficits crescentes, além dos efeitos devastadores desindustrialização e de acordos comerciais globais.

Chris Hedges, Thruthdig - Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

Nossa democracia foi capturada e destruída por empresas que só fazem exigir impostos cada vez menores, desregulação cada vez maior e impunidade ampla, geral e irrestrita para todos os tipos imagináveis de fraudes financeiras, tudo isso enquanto as mesmas empresas saqueiam trilhões do Tesouro dos EUA à guisa de ‘resgates’.

A nação perdeu o poder e o respeito sem os quais já não consegue interessar aliados na Europa, na América Latina, na Ásia e na África para que abracem o ‘projeto’ norte-americano. Acrescente-se a isso a destruição crescente provocada pela mudança climática, e aí está a receita para uma distopia emergente.

Supervisionando esse desastre, nos mais altos cargos dos governos federal e estadual está uma coleção insuperável de imbecis, de artistas conservadores, de ladrões, oportunistas e generais belicistas. E, claro, para que não restem dúvidas: essa lista está cheia, sim, de Democratas.
O império continuará a capengar, perdendo influência sempre, até que o dólar seja abandonado como moeda mundial de reserva, o que lançará os EUA em depressão incapacitante e instantaneamente obrigará a fazer cortes massivos na máquina militar.

A menos que brote a revolta popular repentina e disseminada, o que nada sugere que esteja iminente, a espiral mortífera parece impossível de deter, o que significa que os EUA que conhecemos já não existirão dentro de dez anos, no máximo vinte. O vácuo global que deixamos será preenchido pela China, que já se estabelece como potência econômica e militar gigante, ou, talvez, surja um mundo multipolar partilhado entre países como Rússia, China, Índia, Brasil, Turquia, África do Sul e uns poucos outros. Ou talvez o vácuo seja preenchido, como escreve o historiador Alfred W. McCoy em seu livro In the Shadows of the American Century: The Rise and Decline of US Global Power, por “uma coalizão de empresas transnacionais, forças militares multilaterais como a OTAN e uma liderança financeira internacional autoselecionada em Davos e Bilderberg“, a qual “forjará um nexo supranacional que se imporá sobre quaisquer nações ou impérios.”

Seja qual for o parâmetro, do crescimento financeiro e investimento em infraestrutura a alta tecnologia, inclusive dos supercomputadores, armas espaciais e ciberguerra, em todos esses campos os chineses já superaram os EUA, ou superarão em breve. “Em abril de 2015 o Departamento de Agricultura dos EUA sugeriu que a economia dos EUA cresceria perto de 50% nos 15 anos seguintes, e que a China, em 2030, teria triplicado e estaria bem perto de ultrapassar os EUA” – lembrou McCoy. Em 2010 a China tornou-se a segunda maior economia do mundo, no mesmo ano tornou-se a primeira nação em manufatura, deslocando do posto os EUA, que dominaram a manufatura no planeta durante um século.


O Departamento da Defesa lançou relatório sóbrio, intitulado “At Our Own Peril: DoD Risk Assessment in a Post-Primacy World” [Por nossa conta e risco: Departamento de Defesa avalia riscos num mundo pós-primazia dos EUA]. Segundo esse relatório, os militares norte-americanos “já não estão em posição inalcançável, na relação com outros competidores estatais,” e “já não podem (…) gerar automaticamente superioridade militar local consistente e sustentável de longo alcance.” McCoy prevê que o colapso chegará por volta de 2030.
Impérios em decadência abraçam o que se pode descrever como suicídio disfarçado. Cegados pela própria húbris e incapazes de lidar com a realidade do evanescimento do próprio poder, recolhem-se a um mundo de fantasia onde não entra nenhum fato duro ou desagradável. Substituem diplomacia, multilateralismo e política por ameaças unilaterais e o grosseiro argumento da guerra.

Esse autoengano coletivo deixou passar sem protestar quando os EUA cometeram o maior tropeço estratégico de sua história, que foi como o golpe de misericórdia que matou o império – a invasão do Afeganistão e do Iraque. Os arquitetos da guerra na Casa Branca de George W. Bush e a seleta de idiotas úteis na imprensa e na academia que lhe serviam de líderes de torcida sabiam bem pouco sobre os países que invadiam, foram inacreditavelmente crédulos e ingênuos quanto aos efeitos da guerra industrial e foram completamente ludibriados pelo feroz revide que viria e veio. Declararam, e provavelmente acreditavam que fosse verdade, que Saddam Hussein teria armas de destruição em massa, embora não houvesse qualquer prova. Insistiram que a democracia seria implantada em Bagdá e dali se espalharia pelo Oriente Médio. Garantiram aos cidadãos que os soldados dos EUA seriam saudados como libertadores, por iraquianos e afegãos agradecidos. Prometeram que a renda do petróleo cobriria os custos da reconstrução, insistiram que o ataque militar duro e direto – “choque e pavor” – restauraria a hegemonia dos EUA na região a dominação no mundo. Foi o oposto disso. Como Zbigniew Brzezinski viu, essa “guerra unilateral de escolha contra o Iraque precipitou uma muito disseminada deslegitimação da política externa dos EUA.”

Historiadores de impérios chamam a esses fiascos militares, traço sempre presente no período final dos impérios, de exemplos de “micromilitarismo”. Os atenienses envolveram-se em micromilitarismo durante a Guerra do Peloponeso (431-404 a.C.), invadiram a Sicília, perderam 200 navios e milhares de soldados e dispararam revoltas por todo o império. A Grã-Bretanha fez o mesmo em 1956 quando atacou o Egito num disputa pela nacionalização do Canal de Suez e rapidamente teve de bater em retirada, humilhada, o que empoderou uma sequência de líderes nacionalistas árabes como Gamal Abdel Nasser do Egito, e condenando à extinção o mando dos britânicos sobre as poucas colônias que lhes restavam. Nenhum desses impérios jamais se recobrou.

“Se impérios em ascensão são frequentemente judiciosos, até racionais, no uso que dão às forças armadas para conquistar e controlar domínios distantes, impérios decadentes apresentam a tendência a dar shows de poder, sonhando com duros golpes de mestre militares que de algum modo lhes devolveriam prestígio e poder” – McCoy escreve. “Frequentemente irracionais, mesmo de um ponto de vista militar, essas operações micromilitares podem gerar a gastos hemorrágicos ou a derrotas humilhantes que só aceleram a decadência já em curso.”
Impérios precisam de mais do que força para dominar outras nações. Precisam de uma mística. Essa mística – uma máscara para o saque, a repressão e a exploração – seduz algumas elites nativas, que passam a se dispor a fazer o jogo da potência imperial ou, pelo menos, permanecem passivas. E garantem a pátina de civilidade e até mesmo de nobreza para justificar em casa o quanto manter o império custa em sangue e em dinheiro.


O sistema parlamentar de governo que a Grã-Bretanha replicou, na aparência, nas colônias, e a introdução de esportes bretões como polo, críquete e corridas de cavalos, além de vice-reis elaboradamente fardados e a pompa da realeza, alicerçavam-se no que os colonialistas diziam que seria a invencibilidade da marinha e do exército deles mesmos. A Inglaterra conseguiu manter coeso seu império entre 1815 e 1914, antes de ser forçada à retirada. A ruidosa retórica dos EUA sobre democracia, liberdade e igualdade, com muito basquetebol, beisebol e Hollywood, além da deificação que fazemos dos militares, hipnotizou e arrastou grande parte do mundo, como um só rebanho, no alvorecer da 2ª Guerra Mundial. Por trás das cortinas, claro, a CIA usava seu saco de truques sujos para orquestrar golpes, manipular urnas, assassinar líderes, em campanhas de propaganda, suborno, chantagem, intimidação e tortura. Nada disso funciona hoje.

Sem mística, todo o processo engripa. Passa a ser difícil encontrar subalternos absolutamente servis para administrar o império – como vimos acontecer no Iraque e no Afeganistão. Fotografias de abusos físicos e de humilhação sexual impostos a prisioneiro árabes em Abu Ghraib incendiaram o mundo muçulmano e o processo de alistar recrutas para a al-Qaida, depois para o Estado Islâmico. O assassinato de Osama bin Laden e de muitos outros líderes jihadistas, inclusive de pelo menos um cidadão norte-americano, Anwar al-Awlaki, abertamente zombou do conceito de Estado de Direito. As centenas de milhares de mortos e milhões de refugiados que fogem de nossas guerras no Oriente Médio, além da ameaça constante dos drones militarizados, expuseram os EUA como estado terrorista. No Oriente Médio, os militares dos EUA exercitaram uma tendência a praticar atrocidades em grande escala, a violência indiscriminada, mentiras, erros escandalosos, ações já haviam levado à derrota dos norte-americanos no Vietnã.

A brutalidade longe de casa equivale à crescente brutalidade em casa. Policiais da polícia militarizada matam a tiros norte-americanos negros pobres quase sempre desarmados, e assim enchem um sistema de cadeias e penitenciárias onde semivivem inacreditáveis 25% do total de prisioneiros que há no mundo, embora a população dos EUA não ultrapasse 5% da população mundial. Incontáveis cidades dos EUA estão em ruína. O sistema de transporte público está em pedaços. Nosso sistema educacional está em declínio agudo, para ser privatizado. A dependência de opiáceos, o suicídio, os massacres de massa por atiradores locais, a depressão e a obesidade mórbida são pragas que acometem uma população já lançada no mais profundo desespero.

A desilusão profunda e a ira que levaram à eleição de Donald Trump – uma reação contra o golpe de estado feito pelas empresas contra a nação, e a miséria que aflige pelo menos metade do país – destruíram o mito de uma democracia em funcionamento. Tuítos e a própria retórica do presidente celebram o ódio, o racismo, a intolerância e ameaçam os fracos e vulneráveis.
Em discurso da tribuna da ONU, o presidente ameaçou varrer outra nação da face da Terra em ato de genocídio. Em todo o mundo os EUA somos objeto de ódio e ridicularizados. O que o futuro reserva aos norte-americanos já está aparecendo numa onda de filmes distópicos, que já nem tentam propagandear a virtude norte-americana ou o excepcionalismo ou o mito do progresso da humanidade.

“O descarte final dos EUA como potência global dominante pode vir muito mais depressa do que se imagina” – escreveu McCoy. “Apesar da aura de onipotência que com frequência os impérios projetam, muitos deles são supreendentemente frágeis, sem sequer a força inerente com que podem contar até os estados-nação mais humildes. Na verdade, rápido olha à história dos impérios deve nos obrigar a ver que até o maior deles é suscetível de fracassar e colapsar por causas diversas, sendo as pressões fiscais quase sempre um fator essencial. Pela melhor parte de dois séculos, a segurança e a prosperidade da própria pátria foi o principal objetivo da maioria dos estados estáveis, o que fazia da aventuras estrangeiras e imperiais opção descartável, à qual se reservavam nunca mais de 5% do orçamento doméstico. Sem a riqueza que cresce quase organicamente dentro de uma nação soberana, os impérios são predadores afamados em sua ânsia incansável por saque ou lucro – como o demonstra o tráfico de escravos no Atlântico, a febre belga da borracha no Congo, o tráfico do ópio na Índia Britânica, o estupro da Europa pelo Terceiro Reich.”
Quando os ganhos encolhem ou colapsam, diz McCoy, “os impérios tornam-se quebradiços.”


“Sua ecologia do poder é tão delicada que, quando as coisas começam a ir realmente mal, os impérios desmoronam com velocidade de profanação: em Portugal, apenas um ano; dois anos, para a União Soviética; oito anos para a França; 11 anos para os otomanos; 17 anos para a Grã-Bretanha e, como tudo sugere fortemente, apenas 27 anos para os EUA, contados daquele ano crucial de 2003 [quando os EUA invadiram o Iraque]” – escreve ele.

Muitos dos cerca de 70 impérios que o mundo conheceu ao longo da história padeceram a falta de liderança competente nos anos do declínio final, e cederam o poder a monstruosidades como os imperadores Calígula e Nero, romanos, por exemplo. Nos EUA, as rédeas da autoridade podem já ter caído nas mãos de um, numa linha de demagogos depravados.

“Para a maioria dos norte-americanos, os anos 2020s serão lembrados, muito provavelmente, como década de desmoralização, com preços subindo, salários estagnados e competitividade internacional desaparecendo” – McCoy escreve. A fim do dólar como moeda global de reserva tornará os EUA incapazes de pagar pelos seus déficits monstros com a venda de papéis do Tesouro –, os quais, àquela altura, já estarão drasticamente desvalorizados. Os preços dos importados subirão massivamente. O desemprego explodirá. Os confrontos domésticos em torno do que McCoy chama de “questões sem substância” alimentará um perigoso hipernacionalismo reacionário que pode facilmente se converter num fascismo norte-americano.

Uma elite desacreditada, desconfiada, mesmo paranoica em tempos de declínio, verá inimigos em todos os cantos. O conjunto de instrumentos criados para a dominação global – vigilância por todos os lados, a evisceração das liberdades civis, técnicas sofisticadas de tortura, polícia militarizada, sistema prisional massivo, milhares de drones e satélites militarizados – serão empregados dentro de casa. O império colapsará e a nação se autoconsumirá, ainda no tempo que nossa geração tem para viver, se não arrancarmos o poder das garras dos que comandam o estado dos financistas e empresários.