sábado, 5 de novembro de 2016

Assange afirma que el establishment y la prensa se han unido en cruzada contra Trump


El establishment estadounidense trabaja junto a los medios de prensa para evitar que Donald Trump se convierta en el próximo presidente de EEUU, declaró Julian Assange, fundador de WikiLeaks en una entrevista con John Pilger difundida en RT.

"A Trump no le permitirán vencer, porque todo el establishment está en su contra", aseveró. Según Assange, "los bancos, los servicios de inteligencia, las compañías militares, las bolsas de divisas, etc, todos juntos están unidos a favor de Hillary Clinton, al igual que los medios; los dueños de los medios de prensa y los propios periodistas".

WikiLeaks publicó este 3 de noviembre la 27ª parte de la correspondencia confidencial de John Podesta, jefe de la campaña electoral de la candidata a la presidencia de EEUU Hillary Clintons.

De este modo el número total de los correos publicados supera los 44.000. La primera parte fue publicada el 8 de octubre. El portal prometió publicar un total de 50.000 correos antes de las elecciones presidenciales en EEUU previstas para el 8 de noviembre. Más aquí: EEUU: una sociedad desgarrada Además, el fundador de la web de filtraciones, Julian Assange, afirmó que en lo que resta del año, WikiLeaks revelará "datos importantes" sobre gobiernos de tres países y las presidenciales estadounidenses.

Sputniknews

'O crescimento do Estado policial no Brasil está fora de controle' diz presidente da Associação dos Juízes para a Democrcia


Presidente da Associação dos Juízes para a Democracia comentou sobre as mais de mil ocupações de escolas contra a Reforma do Ensino Médio e contra a PEC 55

Fábio Nassif - Carta Maior

Em entrevista à Carta Maior, o presidente do conselho executivo da Associação dos Juízes para a Democracia (AJD), André Augusto Bezerra, fez duras críticas ao que classificou como “crescimento do Estado policial”. O juiz comentou sobre as mais de mil ocupações de escolas contra a Reforma do Ensino Médio e contra a PEC do teto de gastos, que, em sua opinião, não poderiam sofrer reintegrações de posse por esbulho. “Quem pratica o esbulho é o Estado, que está impedindo que o estudante exerça seu direito fundamental à educação”, diz.

André acredita que temos sinais evidentes de um maio fechamento do regime político do país. E vai além: estaríamos caminhando para um regime ditatorial.

A entrevista foi realizada antes da ação policial na Escola Nacional Florestan Fernandes do MST.

Leia aqui a nota da AJD sobre as ocupações de escolas e veja abaixo a entrevista completa:

Como viu a decisão do juiz de Brasília que autorizou técnicas de tortura contra ocupações de escolas?
A AJD firmou uma posição jurídica a respeito das ocupações como um todo. Nós evitamos falar de outras decisões de juízes quando não conhecemos os autos do processo. A decisão em si não costumamos comentar, ainda mais se a gente não vê o processo.

Do ponto de vista jurídico nós entendemos – e discordamos de outras posições jurídicas que se têm a respeito desta questão – é no sentido que o movimento de ocupações dos estudantes como mecanismo de protesto não é esbulho. O que é esbulho? Esbulho do ponto de vista jurídico é você tomar à força a posse ou a coisa de outra pessoa. Ou seja, um prédio público, expulsa outra pessoa, e toma posse. Por que não é esbulho? Porque o estudante não quer ficar naquele prédio público ocupando, possuindo, efetivamente, em definitivo, permanentemente. Ele quer fazer o protesto, chamar a atenção da sociedade, exprimir um ponto de vista, pautar uma determinada política pública ou pautar um determinado tema que nem sempre é colocado pela imprensa empresarial e principalmente pelo Estado nas discussões públicas. Ou seja, o que o estudante quer quando faz a ocupação de uma escola segundo o entendimento da AJD é, em suma, exercer seu direito constitucional a liberdade de expressão e de manifestação.

O grande problema é essa natureza de esbulho. O esbulho é outro, na verdade. Quem pratica o esbulho é o Estado, que está impedindo que o estudante exerça seu direito fundamental à educação. O estudante quer pegar para ele porque ele é o titular deste direito. E o direito à educação não implica em um processo passivo do Estado perante ao aluno. O que o estudante quer é também ajudar na construção da efetivação deste direito fundamental. Por tudo isso é que nós entendemos como não passível de reintegração de posse por esbulho esses atos de ocupação. A resposta do Estado ao nosso ver deveria ser pelo diálogo. Chamar a conversa. Em qualquer democracia mínima é a democracia do diálogo permanente da administração pública e dos poderes como um todo com a sociedade. A partir do momento em que o Estado se nega a conversar e começa a impor reformas importantes - que vão durar 20 anos a depender de uma das PECs – sem conversar com a sociedade, limitando-se a conversar com lideranças políticas ou partidárias, o Estado está violando este direito básico constitucional que é do diálogo.

Na ocupações, por exemplo no Paraná, vimos movimentos de direita como o MBL que iam para frente das ocupações, em movimentos de desocupações, com argumento de que os estudantes ocupados estariam impedindo os demais de estudarem. Juridicamente como vê essa argumentação?

O MBL fazer protesto também é um direito deles. Direito ao protesto não tem ideologia. Cabe ao Estado ser neutro ao direito ao protesto. O problema é que o Estado não está sendo neutro em relação ao direito ao protesto. Estou falando do aparelho estatal como um todo. Ele recebe muito bem um protesto de determinada linha política e recebe com repressão um protesto de uma outra linha política. Ele está fazendo uma opção. O que nos preocupa é quando o Estado faz esta opção em favor de um determinado movimento. O MBL pode fazer o protesto dele. O que se estranha é quando o Estado começa a apoiar um dado movimento em detrimento do outro. O Estado não pode apoiar e nem desapoiar ninguém.


E essa argumentação jurídica de que os estudantes que estão ocupando estariam impedindo os demais de estudarem?

O estudante que está ocupando está na verdade tentando impedir que se viole o direito à educação dele. Ele quer colocar na pauta o direito à educação. Quer colocar em discussão pública o futuro do ensino do país que pode ser gravemente atingida caso, por exemplo, se congele os gastos públicos por 20 anos.

Por que acha que existe uma ofensiva por meio do Estado especificamente sobre as ocupações de escolas?

O que eu vejo é o crescimento do Estado policial como um todo no país. Não é de hoje. É um processo contínuo que têm crescido cada vez mais e que agora mostra-se sem limites. Sem qualquer espécie de limites. Desde o momento em que você começa a enxergar que problemas históricos do país, como a corrupção, sejam tratados exclusivamente como casos de polícia – e a punição penal sempre será seletiva – você começa a permitir o crescimento do Estado policial. E agora esse crescimento do Estado policial está ganhando uma força absolutamente fora do controle. E a gente não sabe onde isso vai parar. Estamos vendo notícia de polícia fazendo desocupação sem mandado judicial. Isso é coisa de ditadura. Ao que parece, determinados agente públicos estão rasgando a Constituição e fazendo “justiça” com as próprias mãos.

Diante da crise política que o país vive o Judiciário tem tomado iniciativas, não somente relativas às ocupações de escolas mas outras como a decisão sobre o direito de greve do funcionalismo público. Por que acha que o judiciário toma essa iniciativas e qual a relação entre a crise política do país e essa iniciativas?

A crise política do país foi causada por todos os poderes da República. Por setores do Executivo, por setores do Legislativo e por setores do Judiciário. A crise é causada pelo Estado como um todo, que têm colaborado, por exemplo, no fortalecimento deste Estado policial. Ora, se o Brasil hoje tem a quarta maior população carcerária do mundo, quem prende é o Judiciário. Se você tem mandados de reintegração de posse contra índios, que tem por exemplo a seu favor laudos da Funai dizendo que um determinado pedaço de terra deve ser demarcado, isso decorre de uma ação do Judiciário. O Judiciário tem tido uma participação muito grande neste conservadorismo e neste processo de restrição de direitos. Repito: tudo isso faz parte de um processo que não é de hoje mas que tem se ampliado e está saindo totalmente do controle.


Acha que existem sinais de um maior fechamento do regime? Quais as consequências que isso pode ter para o conjunto da população e para os movimentos sociais?

Eu acho. Quando falamos de fechamento do regime falamos basicamente do velho conflito democracia versus ditadura. Democracia como regime aberto, regime do diálogo – muito além de eleição, e ditadura o regime de repressão, o regime onde o Estado se nega a conversar com a sociedade. Ora, o que vemos hoje é cada vez mais o Estado que faz uso de seu aparelho repressor, visando implementar determinadas reformas que interessam a certos grupos econômicos, negando-se por completo ao diálogo com a sociedade. Diálogo não é apenas com a liderança partidária e sim diálogo permanente com a sociedade civil. Democracia brasileira, pelo menos em termos constitucionais, é de alta intensidade, que vai muito além das eleições. É uma democracia, por exemplo, que respeita os direitos humanos – que requer conversa e abertura do Estado. Mas o Estado está cada vez mais fechado e cada vez mais repressor. Então caminhamos cada vez mais para um regime ditatorial.

Podemos afirmar, neste termos, que caminhamos cada vez mais para um regime ditatorial?

Eu não tenho dúvida. Está caminhando em sentido contrário à democracia. E o sentido contrário à democracia é ditadura. Não sei como será esta ditadura no século XXI... as coisas têm mudado, os golpes de Estado têm sido mais sutis, as ditaduras ou não têm sido mais sutis... De repente a gente pode continuar tendo eleições, pode continuar a ter liberdades formais, mas cuja aplicação não exista.

Quais as consequências do ponto de vista ideológico e subjetivo deste crescimento do Estado policial para o conjunto da sociedade? Como isso impacta a forma como as pessoas se enxergam na sociedade?

O que não tem sido muito sentido pela sociedade é esse crescimento do Estado policial e esse fechamento do Estado. A crise econômica que chegou no Brasil com tudo talvez tenha colaborado para essa não percepção. Mas em um momento ou outro a sociedade vai perceber isso. Os próprios agentes do Estado, muitos deles bem intencionados, vão perceber isso. Juízes, membros do Legislativo, pessoas da administração pública vão perceber isso: que a coisa fugiu completamente do controle. E a sociedade vai sentir isso porque em um determinado momento ela vai se ver perdendo direitos sem poder reivindica-los, sob pena de ser presa ou tomar uma agressão por parte dos agentes do Estado.

O que a aprovação da Lei Antiterrorismo influenciou no que está acontecendo agora?

A Lei Antiterrorismo está no processo que envolveu todos os poderes. Ela faz parte disso, tendo iniciativa do Executivo que sofreu um golpe de Estado. Veja a ironia da coisa: o próprio Executivo que foi derrubado fez aprovar esta lei, junto com parte do Legislativo. O que nós esperamos é que o Judiciário julgue uma série daqueles dispositivos como inconstitucionais. Vamos aguardar e cobrar do STF. Esperamos que o Judiciário também não legitime mais essa ação repressora do Estado brasileiro.


Identificados 20 islamistas nas Forças Armadas da Alemanha


A contraespionagem alemã descobriu que nas Forças Armadas do país prestam serviço 20 islamistas. Mais 60 funcionários estão sob suspeita.

A informação foi divulgada pelo jornal Berliner Morgenpost, com referência ao serviço militar da Alemanha.

As verificações foram iniciadas após os atentados em Paris e Bruxelas, observa o jornal. Os recrutadores do Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia) estão interessados em que os seus agentes passaram por um curso intensivo de treinamento militar. Como nota a edição, já nas primeiras etapas da instrução militar, os soldados aprendem a prestar socorro, a se orientar no terreno e a lidar com armas. Como contramedida à entrada de extremistas nas fileiras dos militares, a ministra da Defesa alemã apresentou um projeto da lei que pressupõe uma rigorosa verificação dos recrutas. A lei entrará em vigor em 2017. Anteriormente, apenas os soldados em operações eram sujeitos à verificação.

Sputniknews

O Estado autoritário dá mais um passo


Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Os que podem falar, comecem a fazer isso antes que seja tarde. O Estado autoritário está se conformando entre nós diante de um grande silêncio. Ele começa a existir quando seus agentes deixam de submeter-se aos regramentos jurídicos do Estado Democrático na relação com indivíduos e com as organizações da sociedade, que podem ser empresas, sindicatos, movimentos sociais ou organizações corporativas. Já foram muitas as evidências de que estamos transitando para um Estado autoritário, de exceção, com agentes diversos violando garantias e ultrapassando as fronteiras do ordenamento legal democrático. A invasão da Escola Nacional Florestam Fernandes, do MST, foi mais uma exemplo desta escalada. Poucos têm se manifestado. Muitos podem se arrepender.

Se a intenção do aparelho policial paulista fosse apenas prender uma mulher que não estava na escola, teria dado meia volta ao constatar isso. E nem teriam ocorrido, simultaneamente, ações policiais contra o MST no Paraná e no Mato Grosso do Sul. A intenção foi deflagrar uma ofensiva criminalizadora contra o movimento social mais importante do pais, o mais conhecido e reconhecido mundialmente.

Na linha de tiro estão a CUT e os sindicatos. É esperar para ver. Na semana passada, houve uma reunião no QG do Exército para discutir com autoridades do Planalto e do Itamaraty as medidas de segurança para a realização da reunião de cúpula dos país da CPLP – Comunidade de Países de Lingua Portuguesa. A reunião no QG foi organizada pelo chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Sergio Etchegoyen, tido como da corrente mais direitista do Exército. Na apresentação das medidas de segurança para a reunião, o maior perigo apontado foram os “sindicalistas petistas”. Houve diplomata corado ao ouvir isso.

Por que os “sindicalistas petistas” representariam um perigo para governantes de países como Portugal, Angola, Moçambique, Guiné e outros? Poderiam sequestrar um dos visitantes? Jogar uma bomba no Itamaraty? Estava ali um discurso criminalizador, que em breve vai se traduzir em ações.

Criminalizar os movimentos sociais, reprimir os protestos, controlar a informação circulante, trocar a presunção da inocência, garantia constitucional, pela presunção da culpa, eis alguns mecanismos de ação do Estado autoritário. Todos eles têm se manifestado entre nós, seja através de ações de aparelhos do Governo Federal, dos governos estaduais ou da Lava Jato.

Assange: "Hillary Clinton fue la figura clave en la destrucción del Estado de Libia"


En una entrevista exclusiva con el periodista australiano John Pilger, Julian Assange habló además de las razones del conflicto entre Hillary Clinton y el FBI, y reveló el poder real que se encuentra oculto detrás de la campaña presidencial demócrata.

En una entrevista exclusiva a Julian Assange realizada por el periodista australiano John Pilger (John Pilger Special) y emitida este sábado en su integridad por RT —por cortesía de Dartmouth Films—, el fundador de WikiLeaks asegura que la aspirante demócrata a la Casa Blanca, Hillary Clinton "fue la figura clave en la destrucción del Estado de Libia".

Según Assange, los correos electrónicos de Clinton revelan un plan maestro, nacido meses antes de la intervención de Occidente en Libia en marzo de 2011, para convertirla en el tema principal de su mandato como secretaria de Estado y en un podio desde el cual pudiera cumplir sus sueños presidenciales.

"Libia […] fue la guerra de Hillary Clinton", recalca el fundador de WikiLeaks. Mientras el presidente de EE.UU., Barack Obama, se oponía, Clinton la "defendía". "Eso está documentado en sus correos electrónicos", subraya Assange.

Además, el programador australiano, que se encuentra refugiado en la Embajada de Ecuador en Londres desde hace 4 años, hace hincapié en que la actual candidata demócrata percibió la destitución del entonces presidente libio Muamar el Gadafi y la destrucción del Estado libio como "algo que ella utilizaría para presentar en las elecciones generales presidenciales".

A consecuencia de la intervención norteamericana, alrededor de 40.000 personas perdieron la vida en Libia. "Llegaron los yihadistas, llegó el Estado Islámico", lo que desató la crisis europea de los refugiados y los inmigrantes, dice Assange.


"Hillary Clinton se resistió a la investigación del FBI"

En la entrevista, el fundador de WikiLeaks también se refiere a la difícil relación de Hillary Clinton con el FBI. "Si analizamos la historia del FBI, vemos que siempre se ha desenvuelto como la policía política de EE.UU. Cuando obligó a renunciar al director de la CIA [David Petraeus en 2012] por un escándalo de relaciones extramatrimoniales, demostró que casi nadie era intocable. El FBI siempre ha intentado demostrar aquello de que 'nadie puede resistirse'", afirmó Assange.

"Pero Hillary Clinton se resistió abiertamente a la investigación del FBI. Esto los hizo ver débiles y originó un malestar en la oficina de los federales", señaló Assange. Según el fundador de WikiLeaks, esa cuestión dio paso a la reapertura de las investigaciones contra la candidata demócrata, anunciada recientemente por el director James B. Comey, y relacionadas además con el reciente escándalo sexual del exesposo de Huma Abedin, asesora de la candidata.

Aunque Clinton ha negado categóricamente que haya manejado información clasificada, varios altos funcionarios de la política estadounidense sostienen que la nueva evidencia demostraría que las cuentas de Clinton fueron 'hackeadas' por otros países.

Intereses ocultos

Según Julian Assange, los correos publicados por su organización demuestran en realidad un asunto mucho más importante que la simple irresponsabilidad en la utilización de un recurso técnico estatal. "Hay un trasfondo que está inmerso en todos estos correos. Una especie de 'pago por jugar', como dicen ellos, que refleja el enorme flujo de dinero que representa intereses de gobiernos, personas y corporaciones específicas", aseguró el periodista.

Assange cree que Clinton, en su carrera hacia la casa Blanca, está detrás de toda una organización manejada por varias entidades políticas y corporativas. Afirma que Clinton "es el punto central de las operaciones de un sistema manejado por grandes entidades bancarias como el Goldman Sachs, los mayores agentes de Wall Street, la inteligencia, el Departamento de Estado, los saudíes y más personas. Ella es el eje central encargado de interconectar a los elementos que gozan del poder real en EE.UU.".

Los correos que publica WikiLeaks son, según su fundador, una muestra clara de todos estos vínculos de influencia. Assange asegura que más allá de una imagen de esperanza y de cambios proyectada por Barack Obama, su campaña presidencial de 2008 "en realidad estuvo muy pegada a los intereses de los bancos". "De hecho, en uno de los correos de Podesta publicados recientemente se puede observar cómo la mitad del equipo de Obama fue prácticamente designado por un representante de Citibank. Es increíble", sostiene Assange.

Prisioneros políticos

Durante la entrevista, Pilger se interesó por la permanencia de Assange en la embajada de Ecuador. "Mucha gente se pregunta: ¿por qué simplemente no sale de aquí y permite que lo extraditen a Suecia?" Según Assange, las Naciones Unidas han concluido que su detención en la embajada ecuatoriana en Londres es ilegítima y solicitó formalmente a Suecia que reconozca el asilo otorgado por Ecuador. "No, no lo haremos", fue la respuesta sueca según Assange, quien considera que esto lo convierte en un preso político de Occidente.

"Occidente mantiene prisioneros políticos. Es una realidad y no se trata solo de mí", aclara Assange. "Hablando del caso de Suecia, es un país en el que nunca he sido acusado de cometer crimen alguno, donde he sido declarado inocente, donde la mujer por sí misma ha declarado que fue presionada por la Policía, un caso en el que la ONU formalmente dice que todo esto es ilegal, donde Ecuador investigó y consideró que debe otorgarme el asilo. Todos estos son hechos concretos. ¿Pero cuál es el discurso oficial?", se cuestiona Assange.

Actualidad RT

Trump: Políticas de Clinton en Siria provocarán guerra con Rusia


El candidato republicano a la Casa Blanca, Donald Trump, asegura que la política de Clinton en Siria puede desembocar en una guerra con Rusia y la III Guerra Mundial.

"Hillary (Clinton) ha llevado a Irak y Siria a la miseria y a la catástrofe a manos del Estado Islámico (Daesh—acrónimo del grupo terrorista EIIL—)", señaló Trump en un mitin celebrado el viernes en Atkinson (Estado de Nuevo Hampshire) donde habló sobre las políticas de su contrincante demócrata, Hillary Clinton, sobre Siria.

Durante el evento televisado por el canal local C-SPAN, el magnate dijo que la candidata demócrata busca una confrontación con Rusia por Siria.

"Ahora ella quiere iniciar una guerra de verdad en Siria y un conflicto con la potencia nuclear que es Rusia", advirtió ante sus simpatizantes.

Trump recalcó que este enfoque puede desembocar en la Tercera Guerra Mundial. "Creo que ella (Hillary Clinton) es una persona muy inestable", resumió.

En otro punto, volvió a criticar la política exterior del actual presidente estadounidense Barack Obama y prometió que en caso de ganar las elecciones no dejará que EE.UU. intervenga en los asuntos internos de otros países.

"Vamos a dejar de tratar de construir democracias extranjeras, derrocar regímenes e intervenir imprudentemente en situaciones donde no tenemos derecho de estar", afirmó.

En una entrevista concedida el 25 de octubre a la agencia británica Reuters, el magnate inmobiliario pidió una mayor atención a la agresiva postura de Clinton, en relación con Siria, donde busca establecer una zona de exclusión aérea, algo que, según el candidato republicano, agudizaría las tensiones con el Ejército ruso desplegado en ese país árabe.

A menos de tres días de las elecciones presidenciales en EE.UU., las últimas encuestas realizadas por The Washington Post y ABC muestran que la ventaja de la exsecretaria de Estado estadounidense, Hillary Clinton, se ha reducido dos puntos, en concreto cuenta con el 47 % del apoyo, frente al 45 % de Trump.

mep/rha/mjs/msf/HispanTv

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Extraño ‘suicidio’ de General de EE.UU. dos días antes de tomar el mando nuclear


Este es uno de aquellos casos reales rodeados por el misterio más absoluto y que dan pie a todo tipo de teorías de la conspiración y especulaciones.

El general John Rossi, que este verano pasado estaba a tan solo dos días de ocupar el mando del Comando de Defensa Espacial y de Misiles del Ejército de los EEUU, murió por un presunto suicidio.

Rossi, de 55 años, y que llevaba 33 años de servicio, falleció el 31 de julio en su casa en Redstone Arsenal, Alabama. Había servido como general al mando del Army Fires Center of Excellence y de Fort Sill, Oklahoma. Antes de eso, sirvió como director de la Oficina de Revisión de Defensa del Ejército en el Pentágono.

Rossi creció en Long Island, Nueva York. Se graduó de West Point en 1983 y fue comisionado como oficial de artillería de defensa aérea. Durante su tiempo en el ejército, Rossi sirvió en los Estados Unidos, Corea, Alemania, el suroeste de Asia e Irak.

Le han sobrevivido su esposa, Liz, sus tres hijos y un nieto.

Según publicó el USA Today, basándose en el testimonio de un funcionario del gobierno estadounidense: “Parecía que Rossi estaba abrumado por sus responsabilidades”.

Y es precisamente esta declaración la que provoca mayor desconcierto alrededor de este asunto.

Ahora, por lo visto, darle un cargo de importancia dentro del ejército a un general de dos estrellas, que alcanza con ello el máximo nivel en su carrera, es una posible razón para su suicidio.

Sin embargo y como bien indica el analista Jeremiah Johnson en su artículo en STHFplan, lo realmente sospechoso del asunto, es que el general se suicidó el 31 de julio de 2016…y han paso dos meses hasta que el ejército ha informado de que la razón de su muerte fue “un suicidio”.

Durante dos meses, nadie ha dicho nada acerca de las causas de su muerte.

Además, la investigación no reveló ningún factor adicional, como mala conducta o abuso de sustancias, que pudieran haber provocado el suicidio de Rossi, según dijo el funcionario del ejército citado por USA Today.

En el aspecto más personal, cabe destacar que el general acababa de mudarse a su casa militar del Arsenal de Redstone en Alabama, desde donde debía desempeñar su nuevo cargo.

Además, con su nuevo puesto, Rossi habría sido promovido a teniente general, lo que significaba un importante ascenso en su carrera.

Irónicamente, unos meses antes de suicidarse, Rossi había hablado en marzo en una conferencia sobre el suicidio en las fuerzas armadas, diciendo: “Somos responsables en última instancia de los soldados dentro y fuera del servicio”.

Realmente, es un caso sospechoso y como bien apunta Johnson en su artículo, hay elementos realmente inquietantes alrededor de este presunto “suicidio”.

Para empezar, debemos tener en cuenta que de haber llegado a ocupar el cargo (y no haberse suicidado dos días antes), el general Rossi habría estado al tanto de todos los procedimientos y protocolos para defender a los Estados Unidos contra un ataque de ICBM (misiles balísticos intercontinentales) o ante un ataque o evento EMP (un ataque de pulso electromagnético o un pulso electromagnético de origen natural).


De hecho, de haber ocupado su cargo, el general Rossi habría tenido acceso a informaciones directamente procedentes de la Casa Blanca y el Pentágono en sus más altas esferas y habría tenido bajo su mando el control de los misiles nucleares y de la defensa espacial de EEUU.

Entonces, ¿Cómo se explica que un General de División del Ejército de los Estados Unidos reciba un puesto de mando superior, a sus 55 años y tras 33 años de servicio, alcanzando el punto más alto de su larga carrera profesional como militar, acepte ocupar el cargo, se desplace a su nuevo puesto…y se suicide “abrumado por la responsabilidad”, dos días antes de tomar oficialmente el cargo?

El asunto apesta por los cuatro costados.

Según indica Johnson en su artículo, podríamos estar ante un nuevo ejemplo de purga, de la misma manera que todo el ejército de los Estados Unidos ha sido purgado de cientos de altos oficiales del Estado Mayor, Almirantazgo y Suboficiales…sustituidos estos últimos años por hombres dispuestos a recibir órdenes de Obama.

Tal y como sugiere Johnson, todo apunta a un asesinato: no hay ninguna nota de suicidio, ninguna cobertura de prensa sobre el asunto real, y prácticamente ninguna información procedente de declaraciones de amigos, familiares o compañeros del ejército.

Pero hay otro elemento adicional que le añade una nueva dimensión al asunto: esta muerte se produce poco antes de que Obama firmara su Orden Ejecutiva para “proteger” a EEUU de una posible anomalía espacial que destruya toda la infraestructura eléctrica del país; un presunto evento de clima espacial provocado por una posible llamarada solar…en el momento en el que el sol se encuentra en sus mínimos de actividad de los últimos años y es menos previsible que esa tormenta solar se produzca.

Llegados aquí, es todo tan extraño, que evidentemente, entramos en el campo de las especulaciones más salvajes.

El general Rossi podría haber sido una baja más en esa especie de guerra civil encubierta dentro del establishment norteamericano y en el gobierno profundo, (y en todo el mundo, de hecho), entre facciones de poder que luchan por imponer su modelo de Nuevo Orden Mundial.

Esa lucha se hace patente en las propias elecciones norteamericanas, donde las acciones del FBI, primero encubriendo los crímenes de Clinton y ahora exponiéndolos, demuestran que hay una auténtica guerra entre poderes encubiertos, agencias de información y gubernamentales, el mismo Pentágono y las diferentes facciones políticas dentro de EEUU, todo ello aderezado por influencias externas del resto de potencias.

Y llegados aquí, no es una locura especular con que quizás Rossi cayó víctima de esa guerra civil oculta.

Pero hay otras opciones, mucho más inquietantes. De hecho aterradoras.

Y la opción que más miedo da, es que realmente, el general se haya suicidado.

Por que entonces, eso nos lleva a hacernos la siguiente pregunta: ¿de qué se enteró el general después de aceptar ocupar dicho cargo, que le llevara a suicidarse?

Tal y como especula Jeremiah Johnson en su artículo, si realmente se suicidó, probablemente fue “porque se enteró de algo tan horrible, que no podría vivir con ello y probablemente no podría detenerlo”.

Es decir, una vez supo lo que se le venía encima, prefirió quitarse de enmedio, antes que aceptar la responsabilidad.

Bien, esta es una especulación que nos lleva directamente a escenarios de película apocalíptica y casi preferimos no tomarla en cuenta.

De hecho, siguiendo con este tipo de especulaciones, Jeremiah Johnson sostiene que la próxima guerra será iniciada por un dispositivo EMP (de pulso electromagnético) detonado sobre los Estados Unidos continentales, que derribe la red eléctrica en EEUU, anule sus infraestructuras, lleve a la instauración de una ley marcial y acto seguido, se produzca un intercambio nuclear limitado y luego una guerra convencional.

Y según Johnson, quizás el general no quiso aceptar que tendría que ser una pieza clave dentro de estos planes y se quitó de enmedio (o lo quitaron de enmedio a última hora, al ver que no era “tan receptivo” a obedecer órdenes como inicialmente habían creído).

Sinceramente, creemos que estas especulaciones de Johnson son más que exageradas y rozan la paranoia más absoluta; por lo tanto, no le damos demasiada credibilidad.

Sin embargo, el extraño suicidio de este general, no ayuda precisamente a disipar este tipo de teorías “tan descabelladas”.

Sin más información sobre las causas de su suicidio, afirmar que el general se quitó la vida “abrumado por la responsabilidad”, resulta tan absurdo, que solo invita a leer entre líneas e imaginar escenarios inquietantes.

Así pues, leamos entre líneas.

Si realmente quisieran disfrazar el asesinato dándole la forma de un suicidio, podrían haber buscado cualquier excusa: “tenía una enfermedad terminal”, “estaba deprimido”, “estaba a punto de revelarse algún escándalo se su vida privada”, etc…

Podrían haber inventado cualquier justificación.

Pero cuando sale un funcionario del gobierno y nos dice que “estaba abrumado por la responsabilidad”, nos está dando un mensaje encubierto.

Nos está insinuando que tras su muerte, hay algo muy gordo…una “responsabilidad muy grande” que el general no quiso o no pudo aceptar…

Muy extraño, ¿no?

A continuidade das atrocidades cometidas por terroristas na Síria


Boletim Informativo - Sobre as ações perpetradas pelos grupos terroristas armados, na Síria, no período de 20 a 29 de outubro de 2016.

- No dia 20/10/2016, vários bairros do distrito de Damasco e arredores sofreram ataques de atiradores e com o lançamento de morteiros, que resultaram na morte de vinte cidadãos, incluindo mulheres e crianças, além de causarem danos aos patrimônios público e privado.

- As cidades de Jourin e Mahrada, no distrito de Hama, sofreram ataques com o lançamento de morteiros e mísseis, que resultaram na morte de quatro cidadãos, incluindo uma mulher e uma criança, e ferimentos em outros três, além de causarem danos aos patrimônios público e privado.

- No distrito de Aleppo, vários bairros foram alvos de ataques de atiradores e morteiros, que tiveram como resultado a morte de quatro cidadãos, incluindo 3 crianças, e feriram 32 pessoas, incluindo mulheres e crianças, além de causar danos ao patrimônio privado.

- O bairro de Thawra, no distrito de Deir Ezzour sofreu um ataque com morteiros, que resultou na morte de um cidadão e feriu outros dez, além de causar danos ao patrimônio privado.

- Vários bairros do distrito de Damasco e de sua zona rural foram alvos de ataques com o lançamento de morteiros e com atiradores, que resultaram na morte de seis pessoas, incluindo mulheres e crianças e feriram cerca de 24 cidadãos, incluindo mulheres e crianças. Também foram registrados danos aos patrimônios público e privado.

- No distrito de Latakia, nas proximidades de Ein Shaqaq e do vilarejo de Makalea, um ataque com o lançamento de morteiros resultou na morte de um cidadão e feriu outros sete, incluindo mulheres e crianças, além de causar danos aos patrimônios público e privado.

- Outro ataque perpetrado pelos grupos terroristas armados, com o lançamento de morteiros e a explosão de uma mina terrestre, contra vários bairros do distrito de Hama, resultou no ferimento de dezesseis pessoas, incluindo mulheres e crianças, além de provocar danos ao patrimônio privado.

- Ataques contra vários bairros da província de Aleppo, com explosões de minas terrestres e o lançamento de morteiros, resultaram na morte de dezenove pessoas, incluindo mulheres e crianças e feriram outras cento e dez pessoas, incluindo mulheres e crianças. Foram registrados danos ao patrimônios público e privado.

- Nos distritos de Hasaka e Deir Ezzour, dois ataques foram registrados: Um contra o colégio rural de Qamishli e o outro contra o bairro de Thawra, em Deir Ezzour. Estes ataques resultaram na morte de dois bebês e feriram vinte pessoas, incluindo mulheres e crianças, além de provocar danos aos patrimônios público e privado.

Fonte: Embaixada da República Árabe da Síria
Tradução: Jihan Arar

A guerra na Síria e as incompreensões de Samira


José Gil

A jovem Samira está sentada à minha frente, na casa de amigos em Curitiba. É bonita, tem pouco mais de 30 anos, e decidiu contar algumas de suas incompreensões sobre a guerra na Síria, com a condição de não ser fotografada nem ter o nome completo publicado.

Concordei e passamos a falar da guerra. Ela me corrige: - Não é guerra da Síria, é guerra à Síria. São forças estrangeiras que trouxeram a guerra à Síria.
Concordei com ela de imediato e passei às perguntas:

Por quê vocês vieram a Curitiba?
Samira – Foi por acaso. A vida em Alepo estava se tornando insuportável, mesmo antes da entrada dos terroristas do Estado Islâmico. Primeiro foi a Al Qaeda, depois o Estado Islâmico, apoiados pela Turquia e Estados Unidos. Nós reunimos a família, vendemos nossa casa, carros, comércio, e fomos a Damasco visitar embaixadas para buscar refúgio. Fomos primeiro na embaixada dos Estados Unidos da América. Eles disseram que aceitariam apenas meus irmãos formados em medicina, mas que não haveria lugar para as esposas e meus pais. Fomos a embaixada da França, da Inglaterra, Itália, e a resposta era sempre a mesma. E foi na embaixada italiana que a funcionária me perguntou: - Vocês já tentaram o Brasil? Respondi que não. Ela então me aconselhou a visitar a embaixada brasileira, onde haveria facilidades. E quase que por acaso, fomos até a embaixada brasileira onde fomos muito bem atendidos e informaram que concederiam refúgio à família inteira, por isso decidimos pelo Brasil. No momento de escolher a cidade, apresentaram diversas cidades brasileiras mas não conhecíamos nenhuma. A funcionária então sugeriu Curitiba, ela disse que era uma cidade moderna, evoluída, com ótima qualidade de vida. Foi assim que escolhemos Curitiba e aqui estamos, felizmente.

Como foi o início da guerra?
Samira – Foi tudo muito estranho. Parecia algo planejado e executado como um relógio, embora atrasado. No final de 2011 eu estava com a minha família tomando chá quando a televisão noticiou que opositores ao presidente Bashar Al Assad haviam provocado uma grande explosão no mercado de Hamã. Fiquei preocupada e telefonei para minha amiga Saluah que vivia em Hamã. Ela me atendeu tranquila. Perguntei sobre a explosão no mercado e ela disse que não havia nenhuma explosão no mercado, que a notícia era mentira. Desliguei o telefone e continuamos com o chá. Passaram-se três horas até que as cenas da explosão aparecessem na televisão. Eles noticiaram a explosão antes que acontecesse, e ela realmente aconteceu três horas depois, causando dezenas de vítimas e centenas de feridos.
Esse fato se repetiu nos dias que se seguiram. Sempre noticiavam uma explosão, um ataque, antes que acontecesse. Era como se tudo fosse planejado no exterior, e talvez por problema de fuso horário, as ações terroristas aconteciam sempre depois de noticiadas. Alguém dos terroristas informava a imprensa, que publicava, e depois as ações aconteciam, mostrando que havia uma organização por trás dessa chamada oposição, que na verdade não passa de grupos terroristas financiados por países estrangeiros.

Você pretende voltar à Síria algum dia?
Samira – Sim, com certeza. A cada dia que passa, com a vitória do povo sírio na luta contra os terroristas e mercenários estrangeiros, aumenta nossa esperança de voltar à nossa terra natal. Sabemos que o povo sírio vencerá esta guerra com a liderança do presidente Bashar Al Assad, e vamos participar da reconstrução do país. É uma questão de tempo, embora nossos inimigos sejam muito poderosos: os terroristas são apoiados pela maior potência militar do planeta, os Estados Unidos da América e seus aliados e cúmplices, mas temos esperança e fé em Deus que no final a Síria será vitoriosa.


Carlos Marighella, o poeta jurado de todos os rebeldes destemidos!


por Carlos Russo Jr - Espaço Literário Marcel Proust

Algum predador poderia tê-lo visto desembarcar na calada da noite ou farejado seu corpo que se esgueirava pelo caminho que conduzia ao Tempo, naquela noite de quatro de novembro de 1969. O homem desconfiado, precavido, alerta, caminhava com esforço. Vinha do sul e também do norte, do oeste e também do leste, de todas as direções, de sua Pátria que fora desde sempre toda a Terra.

Quando se deteve frente a mim, percebi que a cada passo dado as feridas cicatrizavam; as unhas, ao tocarem o tampo da mesa onde eu estava, recompunham-se. A respiração ofegante sossegava. Os lábios sorriam para mim num sorrir franco.

Ele todo irradiava a felicidade que se tem ao chegar a um porto seguro. Olhou-me e notei seus olhos duros da decisão e ternos no mirar, que naquele momento não expressavam medo ou amargura, tristeza ou dor. Um olhar onde a pureza e a transparência se abrigavam, num arder como eu nunca havia visto outro igual.

Intuí que, finalmente, no Tempo onde aportara, era lhe concedido o direito ao repouso, a salvo dos predadores tão universais. Predadores que inúmeras vezes o atacaram, com ferocidade inaudita. Agora, para o recém-chegado, a corrida e o labor haviam chegado ao fim.

Era o homem que escolhera ter na vida a obrigação exclusiva de sonhar e lutar para tornar suas utopias realidades, para que outros homens compartissem do mesmo sonho. Homens que dos próprios devaneios retiravam o alimento único para a alma combalida, conduzida a tremendos embates.

Sentei-me a seu lado. O que passaria por trás dos olhos fechados dos quais eu não conseguia despregar os meus? Num instante descortinei uma fileira de outros homens, livres de todas as amarras caminhando de mãos entrelaçadas pela senda sem fim da vida, entregues à aventura do existir, do compartir, desfrutando de uma experiência coletiva, de um gozar, de um amar que é o viver, o sofrer e o morrer.

E a esse projeto mágico dedicara-se desde todo o sempre o espírito daquele que repousava ao meu lado, que desesperadamente buscara por iguais em todo o universo, seres libertos para compartirem, juntos, sonhos imortalizados.

E a cada sonho, ele e seus companheiros de viagem combateram forças muito superiores às suas, que os destruíam, que os matavam, esquartejavam, mas que jamais os impediam de tornar a reviver, de se multiplicarem em outros corpos num sonhar coletivo.

De uma forma lenta e cuidadosa, fui caminhando para dentro de seu universo até sentir-me incluído em seu sonhar. Percebi, então, que ele também me penetrava, e ambos nos descortinávamos no mais íntimo de nossa intimidade. E nesse instante vi seu olhar emergir como a luz que surge resplandecente na aurora; compreendera que não sonhava mais só, não havia nenhum segredo a nos separar, num ápice do seguir irmanado.

Expressei-lhe meu desejo de que me desse um nome pelo qual pudesse chamá-lo. Ele que já tivera diversos, os próprios e os emprestados. Possuo tantos nomes, mas se sentir que isto lhe seja importante, chame-me Carlos Marighella, Ramón, Menezes, o que importa?

Dei-me conta que o leve acinzentado de sua pele desaparecia, transformando-se em branco, depois na cor mulata de Carlos, numa tez que adquiria todos os matizes de humanidade. Ele agigantara-se ao estender-me a mão que apertei nas minhas. Seu porte avolumado levou-me a percebê-lo numa dimensão superior a todos os seres que eu conhecera.

Vamos, meu amigo, precisamos seguir, disse-me baixinho. Mas não faça ruídos, não tropece, permaneça bem junto a mim, pois nos sonhos como na vida muitos são os caminhos e os descaminhos, os vãos e desvios pelos quais podemos deixar escapar nossa alma. E segui o meu guia, atentamente, em silêncio.


Percorremos um longo corredor onde tudo era escuro, silêncio, ausência, num caminho repleto de portas fechadas, onde umas poucas se abriam ao nosso passar. Ao final de um tempo sem tempo, aquilo que parecia ser uma senda infinita abriu-se como que por um passe de mágica numa clareira luminosa e o ar puro trouxe-nos o perfume de todas as flores e o som da água cristalina a correr num rio da Memória. Não foram necessárias palavras, eu sabia que chegáramos ao lugar que ele desejava encontrar.

Pressentidas presenças, percebi que não estávamos mais sós. Espectros, sombras, foram adquirindo formas e aproximavam-se de nós. Carlos colocou uma mão em meu ombro, amparando-me sem que houvesse necessidade.

De uma Sombra ouvi, talvez em forma de poema, “Nossos atos são os nossos anjos bons e maus a andarem ao nosso lado”. E, antes de afastar-se, dissolvendo-se no éter, a sombra ainda sussurrou: “Nós somos essa matéria de que se fabricam os sonhos, e nossas vidas efêmeras têm por acabamento o sono”.

Carlos, então, parando disse-me: “Não existem no mundo dos poetas nem relatos e nem poemas imparciais, porque cada qual vê o mundo de seu próprio modo. Eu sou parte desta sombra, como de todas as que lutaram o bom combate do conhecer a si mesmo, do deslumbrar os limites de cada individualidade, tornando o homem livre das correntes que o escravizam às tradições, aos preconceitos e aos outros homens. Creia-me, sempre a humanidade necessitou e necessitará de uma luz, de um sinal que a conduza no sentido inverso da animalidade, pois “se as estrelas se acendem é porque alguém precisa delas, é porque, em verdade, é indispensável que sobre todos os tetos, cada noite, uma única estrela, pelo menos, se alumie””.

Pressenti uma nova Sombra a aproximar-se. Um suave e agreste perfume de gerânios a acompanhava, e num instante, pude senti-la amável, doce, e se fosse permitido a um espectro sorrir e abraçar-nos, esse o faria com certeza: “Aqui temos só a sombra e a morte, mas lá longe, do outro lado da montanha, o sol ainda irá se levantar sobre um mundo novo! Lá, além da planície, sempre o solo estremecerá sob os passos inumeráveis de homens impávidos e livres.”

“Saibam vocês, homens, amados e não amados, conhecidos e desconhecidos, que desfila por esse pórtico um vasto cortejo, o homem livre de que lhes falo virá, acreditem, acreditem-me!”

Ao afastar-se de nós ainda tentei retardá-la, inútil. Disse-me, então, Carlos: “Eu renasci muitas vezes, desde o fundo das estrelas derrotadas, reconstruindo o fio das eternidades que povoei com as minhas mãos”. Se agora devo morrer, que a terra cubra com carinho o meu corpo, ele que é destinado a ser terra. Aqueles que sonharam, agiram e viveram como nós, ah, esses sempre souberam que outros viriam após eles, trazidos por tantas vozes do passado, desde o começo dos tempos quando os homens compartiram os mesmos ideais, aqueles do homem livre!

E ainda prosseguiu. Devo a essas sombras, aos meus iguais, tudo o que sou e fui neste mundo. A eles pertence o crédito pela fraternidade para com quem eu não conheço, e a liberdade que desconhece o egoísta. Elas me ensinaram com o fogo da alma a acender a labareda da bondade, e a possuir a retidão de espírito de que necessita uma rocha, como um farol que precisa luzir para referenciar tantos barcos à deriva. Com elas também aprendi a entender o que une e distancia os homens, a sofrer por todos os que morreram para que outros iguais a eles tivessem o direito de viver e de melhorar seus mundos. Que a vitória de um, nada mais pode ser que o avanço do coletivo, de todos. E é assim, nessa escola de compreender e ensinar que surgimos os homens livres, em todos os tempos, no Tempo.

Ao se afastar, Marighella ainda me pegou pelo braço e caminhamos um pouco mais pelos campos floridos que a cada momento se desvirginavam. Confidenciou-me: “Foram ainda as sombras que me ensinaram a ver a luz, que o mundo pode ser claro e digno, desde que o direito de sonhar permaneça e seja exercido pelos homens. Igualmente com elas aprendi que se o sonho e a utopia por algum acaso morressem, o mundo se transformaria num lugar inóspito, fétido, onde os predadores em sua maldade e os administradores e gerentes de negócios com seu egoísmo perverso transformariam o viver em escravidão, o belo em feio, o claro em escuro”.

Disse-me ainda: “Meus inimigos são os mesmos adversários de morte de todos aqueles que se libertam das amarras da escravidão. Essa matilha humana acanalhada emporcalha, infesta o mundo e trata de torná-lo brutal à sua imagem e semelhança. Com estes malditos predadores não se pode permitir complacência e nem o luxo do perdão, pois eles nunca se redimem e nem se transformam, mas sim, multiplicam-se, misturam-se e se camuflam para melhor explorarem e escravizarem a humanidade. Ao seu toque conseguem conspurcar o que de melhor existe em cada ser”.

Quando havíamos percorrido quase todo o corredor, nos deparamos, num último quinhão de parede, com uma escrita esmaecida pelos anos:

“Coragem ainda, meu irmão ou minha irmã! Segue em frente – a Liberdade não será submetida, aconteça o que acontecer. Não se trata de algo que será suprimido em virtude de falhas, que são sempre humanas, ou pela indiferença ou ingratidão das pessoas, ou por traição. Ou ainda pela demonstração dos dentes do poder, soldados, canhões, tribunais. Aquilo em que cremos nos aguarda latente para sempre em todos os continentes, não convida ninguém, nada promete, desconhece o medo. Espera paciente o seu tempo.”

“Não são canções apenas de lealdade, mas gritos de insurreição também, pois que sou o poeta jurado de todos os rebeldes destemidos no mundo inteiro, aquele que arrisca a vida que pode ser aniquilada a qualquer tempo. O infiel, o traidor, supõe que triunfa: prisão, cadafalso, algemas, colar de ferro e balas de chumbo fazem seu trabalho. Os heróis conhecidos e os milhões de anônimos pertencem a outras esferas. Mesmo na derrota, a causa permanece dormente, e enquanto as mais poderosas gargantas estão engasgadas no próprio sangue, os jovens levantam suas pestanas na direção do céu. A Liberdade não perdeu o seu lugar e nem o dominador obteve e nem obterá a sua vitória!”

As Sombras: Primeira, W. Shakespeare. Segunda, S. Maiakovski. Terceira, Nietzsche.
Escrita na parede: Valter Whitman.


Brasil: Como um país quebrado pode torrar meio bilhão a fundo perdido?


Tereza Cruvinel -Brasil 247

Quando os governos petistas começaram a implantar seus programas sociais, dizia-se muito que o governo estava dando o peixe e não ensinando os pobres a pescar. Não era verdade, pois todos os programas exigiam, e continuam exigindo, contrapartidas do beneficiado. Agora sim, embora alardeando que o país está quebrado, o governo Temer vai distribuir meio bilhão de reais a fundo perdido com o programa Cartão Reforma. Vai dar o peixe. Fundo perdido é isso mesmo: as pessoas que vão receber até R$ 5 mil para reformar suas casas não terão que pagar nada ao governo.

Claro que é bom ganhar um bônus do governo e muita gente merece e precisa desta ajuda para melhorar suas moradias. O problema, digamos, é de coerência fiscal. O governo está cortando benefícios de auxílio saúde, cancelando aposentadorias por invalidez e reduzindo os recursos para o Minha Casa, Minha Vida porque as contas estão em estado crítico e o governo fazendo o maior esforço para coloca-las em ordem. Para isso, move uma guerra pela aprovação da PEC que congela o gasto público. E numa hora destas, resolve torrar R$ 500 milhões com um programa pulverizador de recursos para obras domésticas. Não faz sentido.

O ministro das Cidades, Bruno Araújo, explicou uma parte da metodologia do programa. Informou que 15% dos recursos ficarão para as prefeituras contratarem assistência técnica para os beneficiários: engenheiros, arquitetos e outros profissionais que possam orientar e supervisionar as tais reformas. Não ficou claro se estes 15% sairão da cota individual de R$ 5 mil ou do bolo geral de recursos, o que reduzirá o número de beneficiários, estimados pelo governo inicialmente em três milhões de pessoas. Ou famílias. Explicou o ministro que com o cartão o sujeito poderá ir a uma loja e comprar o material necessário mas não disse como ele fará para pagar a mão-de-obra, o que exige dinheiro vivo.

Faltam detalhes mas o que sobra é a evidência do populismo deste programa que anuncia a pulverização de R$ 500 milhões, ao mesmo tempo que tenta garrotear os gastos com educação e saúde através da PEC 55, número que a 241 adquiriu no Senado.

Turquia envolvida no tráfico de órgãos para Israel


Rede ilícita e internacional de tráfico de órgãos humanos continua a operar com impunidade na atualidade!

O tráfico ilegal de órgãos se realiza internacionalmente para evitar as autoridades; e os países em guerra ou aqueles de pobreza extrema são os locais ideais para se obter a matéria-prima desse tenebroso e sádico negócio: as pessoas vivas para serem espedaçadas. Aftonbladet, um importante jornal sueco, publicou a história de Bilal Ahmed Ghanem, um palestino morto em Gaza por soldados israelenses. Uma testemunha, Donald Boström , contou que o corpo foi sequestrado por soldados israelenses e devolvido horas depois com um corte longo costurado no abdômen. Outras 20 famílias relataram para Bostrom como os corpos de seus filhos foram devolvidos ao território, sem órgãos.

O autor e professor ucraniana, Vyacheslav Gudin, afirma que há uma conspiração para importar as crianças do país e colher os seus órgãos em Tel Aviv. Descobriu-se que Israel levou 25.000 crianças dos territórios ocupados da Ucrânia entre 2007 e 2009. O Professor Gudin conta em uma conferência que se realizou uma pesquisa aprofundada e exaustiva busca e foram encontradas 15 crianças que haviam sido adotadas por centros médicos israelenses para serem usados como peças de reposição.

Em 2009, se realizaram a prisão de 44 judeus em Nova York e Jersey, incluindo vários rabinos importantes e todos eles membros das comunidades judaicas. No mesmo ano, a Interpol informou sobre um grupo judaico que seqüestrou crianças na Argélia para o tráfico de órgãos. As crianças foram vendidas para israelenses e judeus americanos na cidade marroquina de Oujda para colher órgãos em Israel. Mustafa Khayatti, chefe do Comitê argelino de investigação da Saúde, afirma que as 44 prisões em Nova York e Jersey estão relacionados com o caso da Argélia.

Atualmente, o tráfico de órgãos começa na Síria , através da Turquia para terminar em Israel. O modus operandi é feito através daELS (Exército Livre Sírio), que são responsáveis por levar os civis ou militares feridos ao hospital na Turquia - O ELS é uma formação militar financiada pelos Estados Unidos para derrubar o governo de Al-Assad- . No hospital turco Mártir Kamal, os feridos são recebidos pelo Dr. Murad Kozal um dos responsáveis por excisões de órgãos.

Postado:http://es.blastingnews.com/internacionales/2016/08/hospital-turco-involucrado-en-trafico-de-organos-para-israel-001033435.html

Assange: 'Clinton e Daesh são financiados pelas mesmas fontes'


O fundador do site de vazamento WikiLeaks, Julian Assange, destacou a ligação entre o financiamento da organização terrorista Daesh e a fundação de Hillary Clinton durante a sua entrevista ao canal RT.

Em um e-mail de 2014 divulgado pelo WikiLeaks no mês passado, Hillary Clinton, que havia desempenhado o cargo de secretária de Estado até o ano anterior, insta John Podesta, então assessor de Barack Obama, a "pressionar" o Qatar e a Arábia Saudita "que estão fornecendo apoio financeiro e logístico clandestino ao Daesh e outros grupos radicais sunitas". Assange explicou porque esse e-mail é tão significativo: "Todos os analistas respeitados sabem e até mesmo o governo norte-americano concordou que algumas personalidades sauditas têm apoiado o Daesh e financiado o Daesh, mas sempre se tem dito que são alguns príncipes 'rebeldes' que usam seu dinheiro proveniente do petróleo para fazer o que querem, e que o governo desaprova. Ora esse e-mail diz que são o governo da Arábia Saudita e o governo do Qatar que estão financiando o Daesh".

Ao mesmo tempo, os sauditas, os qatarenses, os marroquinos, os bareinitas, particularmente os dois primeiros, estão dando dinheiro à Fundação Clinton, enquanto Hillary Clinton, como secretária de Estado, aprovou a venda maciça de armas, particularmente à Arábia Saudita.

"Sob Hillary Clinton — e os e-mails de Clinton revelam uma importante discussão sobre o assunto — o maior acordo de vendas de armas do mundo foi fechado com a Arábia Saudita: mais de $ 80 bilhões. Durante seu mandato, as exportações totais de armas dos Estados Unidos dobraram", disse Assange.

Sputniknews