quarta-feira, 22 de junho de 2016
Pyongyang ensaya misil capaz de golpear bases de EEUU en el Pacífico
El líder de Corea del Norte, Kim Jong-un.
Corea del Norte ha ensayado un segundo misil, aparentemente de medio alcance y capaz de golpear bases de EE.UU. en el Pacífico, según una fuente surcoreana
De acuerdo con la agencia surcoreana de noticias Yonhap, citando al Ministerio de Defensa de Corea del Sur, el primer disparo se produce poco antes de las 06H00 hora local (21H00 GMT del martes) y según parece fracasa. Sin embargo, el segundo misil, lanzado dos horas más tarde desde la misma localización en las costas orientales, sobrevuela 400 km el mar de Japón.
Asimismo, ha puntualizado que los misiles disparados serían de tipo Musudan, con un alcance de entre 2500 y 4000 kilómetros y por tanto capaces de golpear las bases estadounidenses de la isla de Guam, en el Pacífico, además de Corea del Sur y Japón.
El Departamento de Estado norteamericano no tardó en condenar los ensayos, afirmando que se trata de una violación flagrante de las resoluciones de la Organización de las Naciones Unidas (ONU), que prohíben a Pyongyang el uso de tecnología balística.
Por su lado, el primer ministro japonés, Shinzo Abe, ha ordenado que se analicen con diligencia los datos "para informar rápidamente a la población con exactitud" y se haga todo para garantizar su seguridad.
"Si realmente se trata de un misil balístico, es claramente intolerable", ha apuntado el jefe del Gobierno nipón, añadiendo que su país trabajará "con la comunidad internacional".
Pyongyang, que ha realizado cuatro ensayos nucleares: 2006, 2009, 2013 y 2016, y múltiples disparos de misiles balísticos, defiende estas pruebas y asegura que tienen como meta reforzar sus capacidades nucleares para hacer frente a posibles amenazas y actos “provocativos de EE.UU.” y sus aliados.
Este país asiático, que denuncia las constantes maniobras militares conjuntas de Washington y Seúl en la región, ha prometido “frustrar” las imprudentes provocaciones militares de los enemigos, pero asegura que no usará, de forma deliberada, las armas nucleares.
bhr/ktg/hnb/HispanTv
Rusia ha enviado a Siria 25.000 militares para combatir a terroristas
Soldados rusos que combaten junto a sus similares sirios contra grupos terroristas en este país árabe.
Rusia reconoce la participación de cerca de 25.000 de sus militares y oficiales en la intervención militar en Siria contra los terroristas.
Según informó el martes la agencia francesa de noticias AFP, los diputados de la Cámara baja (Duma) de Rusia han aprobado un proyecto de ley por el que los soldados que participaron en Siria ostentarán el estatus de “veteranos de guerra”.
En esta línea, el viceministro ruso de Defensa, Anatoli Antonov, afirmó que tras la aprobación de esta ley, cerca de 25.000 soldados que sirvieron en las bases rusas y en los combates serán reconocidos como veteranos. Es la primera vez que se revela un balance oficial sobre el número de los militares rusos desplegados en Siria.
Moscú además ha reconocido el despliegue de equipos de las fuerzas especiales de élite militares Spetsnaz en Siria, que apoyan a la aviación rusa a determinar las posiciones de los “grupos terroristas” para bombardear.
En enero pasado, las autoridades rusas anunciaron que el Parlamento está examinado un borrador para otorgar el estatus de veteranos a los uniformados rusos que combaten a los terroristas en Siria.
"Este proyecto de ley es sumamente importante para garantizar el apoyo social a nuestros militares que participan en la operación antiterrorista en Siria", subrayó la presidenta del Comité para Asuntos de los Veteranos de la Duma, Olga Batalina.
Tras recibir una solicitud del presidente sirio, Bashar al-Asad, Rusia emprendió en septiembre pasado una campaña de ataques aéreos contra los objetivos de los grupos terroristas, como el EIIL (Daesh, en árabe) y el Frente Al-Nusra, filial siria de Al-Qaeda.
Como resultado de la intervención rusa, el Ejército sirio ha alcanzado relevantes victorias ante los extremistas entre las que se destaca la liberación en marzo pasado de la ciudad monumental de Palmira (Tadmor, en árabe), ubicada en el corazón del país árabe y que cayó en garras de la ultraviolenta banda del EIIL en mayo de 2015.
mjs/ktg/hnb/HispanTv
Cadê a valentia da OAB golpista?
Por Altamiro Borges
Na véspera da sessão de horrores da Câmara Federal que deu a largada ao processo de impeachment de Dilma, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cláudio Lamachia, aproveitou os holofotes da mídia para apoiar o "golpe dos corruptos". Numa cena abjeta, que entrará para a história dos traidores da democracia, ele protocolou um "parecer" favorável ao afastamento da governante eleita pela maioria dos brasileiros. Houve até confronto nos corredores do Congresso Nacional e a lambança gerou protestos de inúmeros advogados e juristas. Agora, porém, a "valente" OAB está em silêncio diante das denúncias de corrupção contra o "ministério de notáveis" do Judas Michel Temer.
Em curto espaço de tempo, três ministros já foram defecados - Romero Jucá (Planejamento), Fabiano Silveira (Transparência) e Henrique Eduardo Alves (Turismo) - e vários outros estão na linha de tiro. Neste mesmo período, o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, demonstrou em sua "delação premiada" que a cúpula do PMDB tramou o impeachment para "estancar a sangria" das investigações da Operação Lava-Jato, conforme a bombástica gravação da conversa com Romero Jucá, o "homem-forte" de Michel Temer. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, chegou a pedir a prisão dos golpistas por "tentativa de obstrução" das apurações. Já a "valente" OAB permaneceu em silêncio!
Também neste período recente cresceu a pressão pela cassação e prisão do correntista suíço Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara Federal e maior artífice do "golpe dos corruptos". Ele foi afastado do cargo e do mandato pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e teve a sua cassação referendada, após várias manobras, pela Comissão de Ética da Câmara dos Deputados. A Justiça também determinou o bloqueio dos seus bens e apreendeu o seu passaporte e o da esposa, Cláudia Cruz, ex-jornalista da TV Globo. Apesar do quase consenso contra o achacador, a "valente" OAB também evitou os holofotes da mídia para criticar o ex-aliado no criminoso processo de impeachment de Dilma.
Até agora, o máximo que a entidade - que jogou sua história de luta pela democracia no lixo - fez foi divulgar uma nota de "crítica" aos ministros interinos mencionados na Lava-Jato. Bastante tímida, ela afirma que a entidade "poderá" ir à Justiça caso algum citado vire réu, mas faz questão de realçar que "a OAB torce pelo sucesso do Brasil". Não há qualquer crítica ao "ministério de notáveis" - corruptos - de Michel Temer. Contra Dilma, em que não havia qualquer acusação de crime de responsabilidade, a entidade fez o maior escarcéu, num típico oportunismo midiático. Agora, a "valentia" da Ordem dos Advogados do Brasil foi para o ralo - junto com a sua história. Uma lástima!
A lista dos "notáveis ministros" do Judas Temer
Em tempo: Para ajudar a OAB a recuperar a sua imagem manchada e aviltada, publicamos abaixo a relação dos ministros de Michel Temer já citados em investigações na Justiça. A lista foi elaborada pela insuspeita Folha golpista:
1- Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) - Secretaria de Governo - citado na Lava Jato e em outras investigações
Aparece citado em mensagens de Léo Pinheiro, dono da OAS. Geddel diz que as conversas não mostram irregularidades
2- José Serra (PSDB-SP) - Relações Exteriores - citado na Lava Jato e em outras investigações
Foi listado em planilha de pagamentos da Odebrecht e é alvo de ação que questiona ajuda financeira a bancos pela gestão FHC. Não se manifestou
Aparece em planilhas da Odebrecht de supostos financiamentos a políticos
3- Henrique Alves (PMDB-RN) - Turismo - citado na Lava Jato e em outras investigações
É alvo de dois pedidos de inquérito na Lava Jato. Segundo a Procuradoria, atuou para receber verba desviada da Petrobras em troca de favores para OAS. Ele diz que todas as doações foram legais
4- Osmar Terra (PMDB-RS) - Desenvolvimento Social e Agrário - citado na Lava Jato e em outras investigações
Aparece em planilhas da Odebrecht de supostos financiamentos a políticos
5- Raul Jungmann (PPS-PE) - Defesa - citado na Lava Jato e em outras investigações
Aparece em planilhas da Odebrecht de supostos financiamentos a políticos
6- Bruno Araújo (PSDB-PE) - Cidades - citado na Lava Jato
Foi listado em planilha de pagamentos da Odebrecht, mas nega irregularidades
7- Mendonça Filho (DEM-PE) - Educação - citado na Lava Jato
Foi listado em planilha de pagamentos da Odebrecht, mas nega irregularidades
8- Ricardo Barros (PP-PR) - Saúde - citado na Lava Jato
Aparece em planilhas da Odebrecht de supostos financiamentos a políticos
9- Blairo Maggi (PP-MT) - Agricultura, Pecuária e Abastecimento - citado em outras investigações
Foi citado suposto esquema de lavagem de dinheiro investigado pela Polícia Federal em Mato Grosso
10- Dyogo Oliveira - Planejamento, Desenvolv. e Gestão - citado em outras investigações (Zelotes)
Investigado por suposto esquema de vendas de medidas próvisórias e fraude fiscal
11- Eliseu Padilha (PMDB-RS) - Casa Civil - citado em outras investigações
Aparece em mensagens de Léo Pinheiro, dono da OAS. Ele nega irregularidades
12- Helder Barbalho (PMDB-PA) - Integração Nacional - citado em outras investigações
Foi alvo de ação de improbidade administrativa na Justiça Federal do Pará
13- Gilberto Kassab (PSD-SP) - Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - citado em outras investigações
É alvo de duas ações por improbidade e de duas ações penais por fraude em licitação e ocultação de bens. Diz que sua atuação foi regular
14- Leonardo Picciani (PMDB-RJ) - Esporte - citado em outras investigações
É alvo de uma representação por irregularidades na campanha de 2014. Diz que ação foi indeferida
15- Ronaldo Nogueira de Oliveira (PTB-RS) - Trabalho - citado em outras investigações
Eleito deputado, teve reprovadas as contas referentes à campanha de 2014. Recorreu, e perdeu
terça-feira, 21 de junho de 2016
TEMER DÁ ORDEM PARA ATIRAR EDUARDO CUNHA AO MAR
O interino Michel Temer tomou uma decisão de alto risco, ao determinar a todos do governo provisório que não entrem no jogo de Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Na coletiva desta manhã, o presidente afastado da Câmara mandou recados e afirmou que Temer intermediou um encontro com Jaques Wagner para que ele fosse salvo no conselho de ética.
"O governo não vai se mexer e a ordem é para deixar na Câmara um problema que é da Câmara", disse à Agência Estado um dos principais interlocutores do interino.
Leia, abaixo, notícia do serviço em tempo real da Agência Estado:
FONTES: ORDEM DE TEMER É NÃO ENTRAR NO JOGO DE CUNHA
Brasília, 21/6/2016 - Interlocutores do presidente em exercício, Michel Temer, disseram que a ordem do peemedebista a todos do governo é "não entrar no jogo" do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A avaliação é que, em sua coletiva de imprensa hoje pela manhã, Cunha tentou "trazer Michel para dentro da confusão". "Mas o governo não vai se mexer e a ordem é para deixar na Câmara um problema que é da Câmara", afirmou uma fonte.
Na entrevista, Cunha disse que o ex-ministro da Casa Civil Jaques Wagner ofereceu a ele, em pelo menos três encontros, os votos a seu favor dos três integrantes titulares do PT no Conselho de Ética em troca de o peemedebista não aceitar o pedido de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. Um desses três encontros, segundo Cunha, ocorreu no Palácio do Jaburu, residência oficial de Temer, então vice-presidente da República. Segundo Cunha, Temer intermediou o terceiro encontro, mas não participou da reunião.
Segundo uma fonte, o presidente em exercício não está atuando nos bastidores para tentar ajudar Cunha e os dois "nunca mais se falaram". (Carla Araújo)
Brasil 247
Menina de 13 anos é abusada em voo da American Airlines
Menina de 13 anos abusada por homem em voo da American Airlines chorava em silêncio, afirma aeromoça que flagrou o episódio. “Nós estamos furiosos com ele, furiosos com a companhia aérea e furiosos que isso tenha acontecido com a nossa filha”, diz a mãe da vítima, que pagou um valor extra para que a filha viajasse sozinha
Autoridades americanas prenderam um homem de 26 anos suspeito de abusar sexualmente de uma menina de 13 anos durante um voo entre Dallas e Portland.
De acordo com informações da CNN, Chad Cameron Camp foi preso na quarta-feira após o voo aterrissar no destino. Uma aeromoça viu o homem passar a mão entre as pernas da menina – que chorava em silêncio – enquanto fazia o serviço de bordo.
Ela então solicitou que o homem mudasse de lugar e, num primeiro momento, ele apenas se sentou na poltrona do lado. Depois, advertido pela comissária, ele foi para os fundos da aeronave, e a menina para a parte da frente.
De acordo com a denúncia, ele passou a mão na menina pelo menos três vezes. De acordo com o advogado da família da vítima, foram pelo menos 15 episódios. O voo estava vazio, mas mesmo assim Camp permaneceu no assento do meio, do lado da adolescente.
“Estou bem”, teria dito Camp quando a comissária ofereceu para que ele mudasse de lugar e tivesse mais espaço, antes mesmo da aeronave decolar.
Aos investigadores, a jovem contou ter se sentido “assustada e presa”. Ela ainda tentou ficar mais próxima da janela, para evitar que Camp a tocasse.
“Nós estamos furiosos com ele, furiosos com a companhia aérea e furiosos que isso tenha acontecido com a nossa filha”, contou a mãe da jovem à NBC.
De acordo com o advogado da família, a American Airlines foi negligente em proteger a menina, mesmo cobrando uma taxa de US$ 300 (R$ 1.020) para que a adolescente viajasse desacompanhada. “Foram 30 minutos de terror para essa jovem”, afirmou Brent Goodfellow ao The Washington Post, e contou ainda que a menina disse que nunca mais quer andar de avião.
Em nota, a companhia afirmou que “leva o assunto muito a sério e cooperou, ampla e imediatamente, com as autoridades na investigação do suspeito”. Não é a primeira vez que um caso de abuso sexual contra um menor de idade acontece dentro de um avião da American Airlines.
Em julho de 2015, um médico paquistanês foi acusado de tocar uma adolescente que viajava sozinha de Nova York para Chicago. Mohammad Asif Chaudhry visitava parentes nos EUA e teria, de acordo com as investigações, tocado uma adolescente enquanto ela dormia. “Mãe, eu estou com medo”, escreveu a adolescente. O médico foi absolvido em novembro, mas um processo, contra ele e contra a companhia, ainda segue em Iowa.
Camp continua preso e alega inocência.
Brasil Post
Temer paga à mídia a conta do golpe
Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:
É tudo tão previsível.
O Brasil, de fato, se tornou a maior república de bananas do planeta.
Os poucos meios de comunicação que fazem crítica, de maneira organizada, profissional, jornalística, ao golpe, ao governo Temer, aos grandes conglomerados de mídia, são perseguidos à luz do dia.
Não é de hoje. Os executivos da Globo, há alguns anos, começaram a processar judicialmente blogueiros. No Paraná, o governo do Estado mandou e o TRE aplicou multa de 200 mil reais num blogueiro - o Tarso, para o qual fazemos campanha de arrecadação até hoje.
Após o golpe, uma das primeiras iniciativas do governo tem sido, como acontece em qualquer golpe, em qualquer ditadura, a tentativa de silenciar a crítica.
Há duas ou três semanas a grande mídia vem repetindo e requentando matérias sobre a verba que os blogs ditos políticos "iriam" ganhar - e ganhar de maneira honesta, normal, como centenas ou milhares de sites brasileiros ou hospedados no Brasil.
Neste final de semana foi a vez da Globo dar matéria, como chamada na capa, página inteira no miolo, sobre o "corte da verba aos blogs".
O governo Temer, atendendo às ordens da Globo, mandou suspender contratos já feitos com blogs e sites para o ano de 2016, mas seu foco específico era alguns blogs progressistas, sem ocultar que se trata de perseguição política e ideológica.
O "representante" do governo ainda teve o desplante de confessar que a obsessão para prejudicar os blogs era tão grande que, sem conseguir "diferenciar" totalmente os blogs que deveriam ser perseguidos, decidiu-se suspender os contratos de publicidade com todos os sites e blogs. Inclusive aqueles que essa nova entidade misteriosa que se tornou subitamente, sob o beneplácito da mídia corporativa, o juiz moral e político da liberdade de expressão no país, não queria censurar, como o site do El Pais, o Observatório da Imprensa. Todos esses recebem vultosos anúncios estatais, mas não entraram na lista negra do Globo/Temer.
É sinal de insegurança, do governo e da mídia, esse ataque a um punhado de blogs. O exército de zumbis da mídia, boa parte deles vítimas inconscientes da manipulação que sofrem diuturnamente, ajuda a fazer o serviço sujo, disseminando desinformação contra a imprensa antigolpe.
Entretanto, não são os blogueiros os principais prejudicados.
Na verdade, quanto mais a mídia, governo e zumbis perseguem blogs, mas a gente ganha notoriedade. Os blogs são fenômenos darwinistas. Eles ganham força na adversidade. São como pequenos mamíferos ágeis que se adaptam facilmente num mundo que já não consegue alimentar os dinossauros.
O problema é a ascensão do fascismo, que floresce de forma muito rápida nessa atmosfera de opressão, perseguição e censura.
O Cafezinho pede desculpas a estes sites que, por culpa da obsessão do governo contra blogs como o nosso, acabaram pagando o pato. Eu tenho admiração por qualquer site de informação ou de debate político, inclusive os de direita, desde que seja bem escrito e conduzido com responsabilidade. Acho que um governo democrático deveria ter iniciativas para que produtores de conteúdo de diversas orientações ideológicas tivessem acesso a publicidade institucional, de maneira a oferecer, à sociedade brasileira, um painel rico de opiniões, debates e informações. Tenho escrito isso há anos. Uma solução simples e democrática, por exemplo, seria a criação de um sistema randômico público.
Em 2016, dar ao governo - e ainda mais um governo golpista, corrupto e reacionário como este -, a prerrogativa de escolher que sites e blogs poderão receber publicidade estatal, é uma temeridade!
Eu considero o universo da opinião e do debate tão importantes quanto o universo da informação pura (que nem acho que existe). Espero, portanto, que todos estes sites voltem a celebrar contratos com o governo, que tenham publicidade institucional, que existam e sejam fortes, porque a pior coisa que pode acontecer ao Brasil é continuar refém de meia dúzia de barões da mídia.
Quanto ao Cafezinho, entramos na lista negra do governo e da Globo (a da Globo é a pior, porque ela é quem manda hoje no país). Ainda temos um bannerzinhos institucionais aqui e ali no blog, mas suponho que estão com os dias contados, nem estou seguro sobre seu pagamento.
Não se preocupe o leitor, contudo. Não com o Cafezinho, pelo menos. Sempre vivemos sem anúncios do governo, e quando eles finalmente apareceram, aos 44 minutos do segundo tempo, vem o golpe, o governo cai e o seu substituto manda não pagar.
Continuamos vivendo de assinaturas, na luta para que a ditadura Temer/Globo e seu clima horrível de ameaça a quem ousa criticá-la, se afunde em sua própria lama autoritária.
Conhecemos muito bem, além disso, a história das lutas sociais, e sabemos que os que resistem hoje serão os grandes vencedores de amanhã.
Os vencedores do golpe, por sua vez, já tem lugar garantido no lixo da história.
A Globo publicou um gráfico para não deixar dúvidas sobre a "lista negra". Somos "mídia política" e não podemos receber nenhum tipo de publicidade institucional. Eu fico imaginando, por exemplo, o Pasquim: não seria também "mídia política"?
A censura voltou, mais disfarçada, porém igualmente brutal - vide o caso dos jornalistas paranaenses, perseguidos por juízes, ou de Marcelo Auler, agredido judicialmente por meganhas da Lava Jato.
A lista negra da Globo, naturalmente, serve também para assustar possíveis anunciantes privados.
Eu considero que o empresariado brasileiro, em seu conjunto (não falo de meia dúzia de golpistas da Fiesp), também é vítima do monopólio da mídia e do clima de golpe, porque a situação que vivemos trouxe insegurança jurídica e política para todos.
Qualquer empresa ou cidadão pode ser destruído pela mídia, se esta entender que ele ou ela estão em seu caminho. O Judiciário não defende o cidadão, porque para isso teria de enfrentar os grandes meios de comunicação, o que não acontece, até porque os juízes também estão sob constante ameaça.
O juiz que não obedece às tácitas diretrizes da grande mídia é imediatamente linchado em jornais, portais e tv.
Como resultado, o Judiciário entrou no jogo da mídia e tem embarcado alegremente em qualquer conspiração, desde que ao final dela seus salários e benefícios aumentem ainda mais.
Uma das primeiras medidas do governo Temer foi - em meio a uma grave recessão - dar aumento ao judiciário.
Sobre o conceito de "mídia política", o governo Temer está na contramão das democracias modernas. A tendência de democracias contemporâneas é um ambiente de debate plural, rico, diverso. Na comunicação, há uma tendência à opinião, ao debate, até porque a informação pura está migrando para as fontes primárias.
A perseguição aos blogs, por parte do governo e da mídia (que faz matérias hostis, sem ouvir o outro lado, sem informar ao leitor que os blogs ampliaram de maneira espetacular sua audiência, aumentaram a produção de conteúdo próprio, e que há um setor influente da sociedade que se sente representado pelos blogs) é parte da conta paga pelo apoio ao golpe.
Os blogs criticam a mídia, então a mídia, num lampejo incrível de magnanimidade e espírito democrático, usa sua influência junto a um governo fraco, quase natimorto, desesperado por agradar aos barões midiáticos e, com isso, se salvar da derrocada política ou mesmo da prisão, para asfixiá-los financeiramente!
Delenda blogs!
A outra parte da conta, o governo está tentando pagar através de medidas provisórias para isentar os empresários bilionários da mídia de pagamentos de impostos, como a MP 713, onde o governo adicionou vários penduricalhos neste sentido.
Então é assim: a grande mídia brasileira acumulou capital, poder e ganhou mercado durante a ditadura militar. De lá para cá, abocanhou a maior parte dos recursos do Estado. Leis foram feitas, durante a ditadura e ao longo dos últimos governos, para agradar e enriquecer os bilionários donos da mídia brasileira. E aí, quando o governo Dilma começa a distribuir migalhas para a internet, a mídia patrocina um golpe, após o qual o governo corta o incipiente processo de democratização da publicidade estatal e, em plena recessão, tenta subsidiar um punhado de bilionários da comunicação.
Detalhe: a grande mídia é sonegadora de impostos e faz campanha para a sonegação de impostos.
O Estado, ao invés de cobrar os impostos que elas devem, quer lhes conceder mais privilégios fiscais.
Enquanto isso os pequenos são perseguidos, porque os poderosos sabem que o debate não pode ser livre. Apenas uma narrativa pode prevalecer.
A narrativa do golpe.
Evidentemente vão perder, porque, ao nosso lado, temos Zé Keti: podem me bater, podem me prender, podem até me deixar sem comer, que eu não mudo de opinião, daqui do blog eu não saio não.
Boa noite, sacripantas!
Jornalistas denunciam magistrados do Paraná na Comissão de direitos Humanos da ALEP
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (SindijorPR) esteve nesta segunda-feira (20) no gabinete do deputado estadual e presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania (CDH) da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Tadeu Veneri (PT), para entregar denuncia à perseguição dos magistrados contra cinco profissionais, três deles jornalistas, do jornal Gazeta do Povo.
Os jornalistas Chico Marés, Euclides Lucas Garcia e Rogério Galindo sofrem 45 processos judiciais, movidos sob orientação da Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar), após denunciarem na Gazeta do Povo os supersalários que os magistrados recebem. Eles estão percorrendo todo o Paraná para participar de audiências. Caso não compareçam, eles correm o risco de serem julgados à revelia.
O deputado informou ao diretor-presidente do SindijorPR, Gustavo Vidal, de que irá levar o pedido do Sindicato para a comissão e ao plenário da Alep para dar visibilidade ao caso e também por entender que a atitude dos magistrados fere o exercício profissional e a liberdade de imprensa.
“Os fatos já tomaram uma proporção nacional. Não podemos aceitar que o judiciário se posicione de uma maneira tão arbitrária e abusiva, a ponto de tentar constranger os jornalistas pelo simples fato deles relatarem a verdade. Esperamos que a Alep e esta comissão defendam os interesses públicos e se posicionem contra esta tentativa de censura”, diz Vidal.
O diretor-presidente do SindijorPR garantiu que o Sindicato não aceitará calado os descabimentos dos magistrados e que vai lutar para que o exercício do jornalismo seja respeitado. “Buscaremos todas as instâncias para estancar esse constrangimento aos profissionais. O Sindicato está preparando denúncia formal ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão fiscalizador do Judiciário nacional para conter o uso abusivo de ações judiciais”, afirma Vidal.
Na denuncia, o SindijorPR condena a tentativa de silenciar o trabalho de jornalistas, que não devem ter cerceado este dever, neste caso, um direito da sociedade de ser informada. “O papel da imprensa livre é fundamental para esclarecer desvios de natureza moral e ética. As denúncias possibilitam o bom funcionamento da Justiça. Surpreende que o Judiciário paranaense, ao invés de utilizar a oportunidade de corrigir seus vícios apresentados pela imprensa, prefira adotar o caminho obscuro da retaliação aos jornalistas e a um jornal que revelaram os supersalários. Imprensa e Judiciário não devem atuar como adversários”, diz trecho do documento entregue à CDH.
Além desta denúncia, o SindijorPR, via Federação Nacional dos Jornalistas, levou o caso ao Ministério da Justiça, Ministério Público Federal e Organização dos Estados Americanos (OEA).
sindijor-PR
Centro comercial evacuado em Bruxelas devido ameaça de explosão
Um centro comercial de Bruxelas foi evacuado devido a uma ameaça de bomba, informou nesta terça (21) a agência RTL.
Um terrorista suspeito foi detido na sequência de uma ameaça de bomba em um centro comercial localizado no centro de Bruxelas. De acordo com o primeiro-ministro belga, Charles Michel, a situação é "muito séria", disse a agência.
Ele chamou uma reunião de emergência.
A área do centro comercial City 2 está cercada pala polícia e os sapadores ficam no local, de acordo com a emissora.
"Um homem foi detido esta manhã as 5h30 pelo horário local (00h30 em Brasília). Suspeita-se que, possivelmente, procurasse o local para instalar os explosivos. A equipe antibomba do Exército está verificando o local," afirmou o porta-voz da promotoria de Bruxelas, citado pela Reuters.
"Existe a ameaça porque a polícia foi informada de que um homem estava carregando um cinto de explosivos, que poderia ainda ficar neste edifício", disse um repórter da RTL.
Em 22 de março de 2016, uma série de explosões teve lugar em Bruxelas, capital da Bélgica. Duas delas sacudiram o aeroporto internacional de Zaventem e uma atingiu a estação de metrô de Maelbeek. A cidade foi praticamente paralisada pois ficou quase sem transporte público.
Como resultado dos atentados no aeroporto, realizados pelos homens-bomba Ibrahim Bakraoui e Najim Laachraoui, morreram mais de 30 pessoas, mais de 170 ficaram feridas.
O terceiro homem-bomba, Mohamed Abrini, falhou em se explodir, se pôs em fuga mas foi arrestado em abril.
Sputniknews
segunda-feira, 20 de junho de 2016
Brasil: A instabilidade política vai continuar
Por Maurício Puls, na Revista Brasileiros:
Professor titular da Unicamp, o cientista político Armando Boito Jr. sustenta que a atual crise política começou quando o empresariado nacional retirou seu apoio ao governo Dilma Rousseff, provocando o colapso da frente neodesenvolvimentista. Foi a ruptura dessa coalizão de classes que enfraqueceu o Executivo e motivou a rebelião dos parlamentares liderada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB).
Boito critica o conceito de presidencialismo de coalizão, pois confere aos partidos políticos uma importância no processo decisório que eles a rigor não possuem: o governo Fernando Henrique Cardoso nunca foi um governo do PSDB, assim como os governos de Lula e Dilma não eram governos do PT. No Brasil, diz ele, vigora um presidencialismo autoritário: o Executivo consegue impor a sua agenda ao Legislativo em troca de pequenas concessões aos congressistas. Mas estes aceitam essa imposição porque suas bases sociais concordam com as diretrizes do governo.
Isso acabou em 2015: a recessão levou o empresariado a romper com o governo, enquanto o desemprego desmobilizou os sindicatos e os movimentos sociais, que não conseguiram opor uma resistência eficaz aos setores de classe média que foram às ruas pedir o impeachment. Segundo Boito, o Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal são os segmentos da burocracia que vocalizam os anseios dessas camadas, que rejeitam qualquer política voltada para a redução das desigualdades sociais.
Boito argumenta que o governo Michel Temer será um período de instabilidade. Ninguém sabe se ele conseguirá se consolidar, devido às contradições internas na sua base de apoio e ao crescimento da reação popular contra o golpe, o que pode abrir uma janela para um retorno do governo Dilma Rousseff, agora numa versão mais à esquerda.
O senhor sustenta que o conceito de presidencialismo de coalizão está equivocado e que nós vivemos de fato em um presidencialismo autoritário. Por quê?
A noção de “presidencialismo de coalizão” comporta a ideia de que nós temos no Brasil governos de partido ou de partidos. Tal noção confere aos partidos brasileiros uma importância no processo decisório governamental que eles de fato não possuem. A Presidência não depende dessa coalizão de partidos porque o que existe no Brasil é um presidencialismo autoritário: com pequenas concessões a diferentes legendas, o governo pode compor uma base aliada para aprovar projetos na Câmara e governar praticamente por meio de medidas provisórias. No Brasil, você tem uma série de mecanismos à disposição do governo para controlar a agenda do Congresso e definir o que vai ser votado e aprovado. O governo Fernando Henrique Cardoso não foi um governo do PSDB. O PSDB e o DEM formavam a base de apoio desse governo, mas não participavam, como partidos, das decisões governamentais. A mesma coisa aconteceu nos governos Lula e Dilma. A insatisfação do PT com a política dos governos Lula e Dilma é notória. No seu segundo mandato, Dilma foi perdendo o controle do Congresso. Se tivéssemos uma coalizão de partidos deveria haver uma negociação entre Executivo e Congresso, mas não é assim que as coisas funcionam. O normal é o Congresso e os partidos da base aliada dizerem amém ao Executivo. Saiu disso, é crise.
Por que esse presidencialismo autoritário entrou em crise?
Entrou em crise como decorrência da crise de hegemonia da grande burguesia interna no bloco no poder: uma mudança na correlação política de forças entre as classes abalou o domínio do Executivo sobre o Congresso. A política governamental possui várias dimensões: a política econômica, que administra os conflitos no interior da classe capitalista e define uma estratégia de desenvolvimento; a social, que é voltada para as classes trabalhadoras; e a externa, que projeta os interesses das classes dominantes brasileiras no cenário internacional. Em cada governo há uma articulação entre essas políticas. O governo FHC era um governo do grande capital internacional: sua política econômica poderia ser resumida na abertura da economia brasileira ao capital financeiro e produtivo estrangeiro e nas privatizações; sua política social consistiu na supressão de direitos dos trabalhadores; e a política externa era seguir os Estados Unidos. No governo Lula essas três políticas mudaram: a política neoliberal foi substituída por uma política neodesenvolvimentista. Não se revogaram as privatizações e a abertura, mas as medidas de política econômica passaram a se valer da intervenção do Estado para estimular o crescimento econômico; a política social passou a atender, ainda que de maneira superficial, interesses de diferentes segmentos das classes populares; e a política externa passou a priorizar a obtenção, para o Estado brasileiro, de uma margem de manobra maior frente ao imperialismo estadunidense. O acontecimento mais importante nessa área foi a criação dos BRICS. Essa aproximação do Brasil com Rússia, Índia, China e África do Sul destoa da hegemonia estadunidense e incomoda muito o imperialismo. No final do primeiro mandato de Dilma e durante todo o seu segundo mandato, o capital internacional, os setores da burguesia brasileira a ele integrado e a alta classe média iniciaram uma ofensiva contra a política econômica, social e externa do governo petista. Cada uma dessas classes ou frações de classe tinha o seu alvo preferencial, mas todas convergiram na luta contra o petismo. Tratava-se de uma ofensiva restauradora que queria retomar o programa neoliberal da década de 1990 e que, agora no governo Temer, já iniciou a implantação de novas reformas neoliberais. Foi em 2015 que essa ofensiva passou a uma etapa superior: colocou-se o objetivo de depor o governo eleito. O enfraquecimento do Executivo fez o Legislativo erguer a cabeça: os deputados passaram a cobrar mais caro pela sua obediência. No caso do governo Dilma, o problema era mais grave porque boa parte da base de apoio do governo no Congresso aderira ao governo não por causa da política econômica, social, externa e cultural de Dilma, mas apesar dessas políticas. Tínhamos um governo de centro-esquerda, superficialmente reformista, e uma base congressual que possuía uma parte muito conservadora. Fora o poder de atração do Executivo, que garantira a adesão e a submissão dessa base aliada. Contudo, quando o governo perdeu força, acuado pela campanha da mídia, pela ação seletiva do Ministério Público e do Judiciário e pelas manifestações de rua, a autoridade governamental sobre o Congresso foi abalada. O marco aqui é a eleição de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara. Dilma não conseguia mais governar da forma normal como se governa no Brasil, que é com a Presidência legislando no lugar do Legislativo.
Essas crises ocorreram em outras ocasiões, como em 2005, com Severino Cavalcanti, mas elas refluíram. Por que a rebelião contra Dilma teve sucesso?
São conjunturas muito diferentes. Em 2005 estava começando uma retomada do crescimento econômico, enquanto em 2014 e em 2015 a economia estava numa trajetória descendente. A frente de classes que sustentou os governos petistas entrou em crise. Ela era integrada pela grande burguesia interna, que foi a fração mais beneficiada pela política governamental: grandes empresas brasileiras (construção pesada, construção naval, agronegócio, bancos) obtiveram financiamento barato do BNDES, proteção para seus produtos e expandiram seus negócios no exterior graças à política externa Sul-Sul. No início de 2013, a grande imprensa criticava a redução dos juros, as desonerações, a depreciação do câmbio, as medidas protecionistas. Mas todas essas medidas eram aplaudidas com entusiasmo pelas associações que reúnem as grandes empresas brasileiras. Elas estavam firmes com o governo. Mas era uma frente de classes. Segmentos importantes das classes populares foram, ainda que moderadamente, beneficiados pela política social do governo. Essa frente ampla, que denomino frente neodesenvolvimentista, foi forte o suficiente para colocar na defensiva, de 2006 a 2012, o campo neoliberal ortodoxo, vinculado ao capital internacional. Com a crise econômica internacional e nacional, a situação mudou. Não só o campo subordinado ao capital internacional iniciou uma ofensiva como logrou atrair boa parte da burguesia interna para sua proposta de restauração do programa neoliberal. Basta ver a atuação espetaculosa da Fiesp a favor do impeachment.
Com a crise econômica, o programa neodesenvolvimentista perdeu prestígio junto à grande burguesia interna, mormente porque Dilma optou por uma política de ajuste que penalizava os trabalhadores, mas também setores da grande burguesia. A burguesia interna pareceu também incomodada com o crescimento das greves e das conquistas sindicais. Durante a crise, parte dela foi atraída por esse discurso neoliberal, abandonou Dilma e passou para o lado do golpe.
A candidatura de Eduardo Campos foi um dos sinais do afastamento desse empresariado nacional do governo Dilma?
Penso que sim. Na cena política tudo foi mudando: as centrais sindicais, que apoiaram unanimemente Dilma em 2010, dividiram-se já no seu primeiro mandato. Na crise do impeachment a Força Sindical estava ativa na oposição. O PMDB dividiu-se e, em 2014, o PSB lançou Eduardo Campos. Essa candidatura recebeu muito apoio do setor sucroalcooleiro. Esse setor, que dispensara firme apoio ao governo Lula, foi se afastando da Dilma conforme a política energética se deslocava do etanol para o petróleo do pré-sal. O controle do preço da gasolina tirou a vantagem comparativa do etanol e levou muitas usinas a uma situação difícil ou falimentar. Foi um deslocamento de um setor da burguesia interna para o campo da oposição.
E nos setores populares, também houve divisão?
Sim. Não foi apenas a grande burguesia interna que abandonou o governo. Algo semelhante aconteceu com os setores populares. O segundo governo Dilma vinha tomando várias medidas que provocaram a insatisfação dos setores populares. Ela iniciou um ajuste fiscal pesado que aprofundou a crise e aumentou o desemprego. Nesse quadro, o discurso contra a corrupção pegou muito fortemente nos meios populares. Muitos militantes que atuam na periferia de São Paulo, no MTST, MST e outros movimentos, que tentaram organizar manifestações contra o golpe, relataram que a periferia estava dividida: metade queria que a Dilma caísse mesmo.
A situação criada pela política de ajuste fiscal implantada pelo governo Dilma favoreceu a ofensiva política contra o governo dela. O fato de ela ter feito a campanha com um discurso mais à esquerda e começar governando fazendo todo tipo de concessão aos conservadores facilitou muito a tarefa da ofensiva conservadora. A capacidade de reação do PT e do governo Dilma não esteve à altura da crise. Grande parte da cúpula do governo e da direção do PT acreditava que a luta toda iria se circunscrever no nível da cúpula do Estado, com ações no STF e acordos no Congresso. Lula só passou a se mobilizar depois que tentaram levá-lo preso a Curitiba. Só aí ele começou a falar em público. Antes, ele não falava, não ia aos atos.
A própria Dilma nunca participava das manifestações.
Ela só foi no último comício do Anhangabaú. Durante o ano de 2015, com toda aquela direita mobilizada nas ruas, ela dizia que aquilo era uma “festa da democracia”. Lamentável. A reação do PT e do sindicalismo esteve muito aquém do que seria necessário. O sindicalismo é um grande ausente nas manifestações. Você vê os balões da CUT e da CTB, mas os grandes sindicatos não participaram da mobilização. Quem participou mais das manifestações contra o golpe foi o movimento popular, o MST e o MTST, e não o movimento operário. Por quê? Porque a direita ganhou a luta nas ruas. É verdade que a esquerda veio num crescendo nos últimos meses, mas a direita levou a melhor. Tinha a mídia a seu favor, que fazia as convocações para as manifestações. Mas a baixa capacidade de resistência do PT, do governo e do movimento sindical foi um trunfo para a caminhada até aqui vitoriosa do golpe do impeachment. E justamente esse movimento sindical que é riquíssimo graças às contribuições compulsórias dos trabalhadores. Possui sedes suntuosas que não encontramos nem nos sindicatos da Inglaterra ou da França. Um grande aparelho que permaneceu inerte na crise.
E o governo Temer? Quais são as perspectivas desse empresariado nacional no atual governo, que ameaça retomar a política de abertura que caracterizou o governo FHC?
A plataforma neoliberal é muito diversificada e atinge de modo desigual diferentes setores do empresariado. O governo Temer está propondo internacionalização, privatização, desregulamentação. É todo um retorno à década de 1990. A grande burguesia interna apoiou a experiência do governo FHC, mas esse apoio começou a se desgastar em seu segundo mandato, quando ela começou a se aproximar das propostas neodesenvolvimentistas do PT. Aí ficaram juntos com o PT na década de 2000 e boa parte da década de 2010. Agora estão voltando. É uma espécie de pêndulo. Neste momento não dá para saber se as medidas que Temer está anunciando vão desgastar sua relação com essa burguesia interna. Pode ser que isso aconteça. Existem alguns indícios nesse sentido. O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, já declarou que, se o presidente interino quiser recriar a CPMF, ele vai “colocar o pato na rua de novo”. Da mesma forma, parte da classe média que apoiou o golpe já está reticente. O próprio Hélio Bicudo, que foi um dos signatários da peça jurídica do impeachment, fez circular na internet um vídeo em que reclama do ministério de Temer por contemplar inúmeros investigados na Operação Lava Jato. E todo aquele pessoal que estava acampado em frente à Fiesp está aderindo à palavra de ordem “Fora Temer”. Com certeza, o governo Temer será um período de instabilidade política e nem sabemos se ele logrará se consolidar. Além das contradições internas na sua base de apoio, ainda tem a luta popular contra o golpe do impeachment, que não está morta. Agora, o governo Temer pode se consolidar, embora não seja uma coisa certa: se apenas três ou quatro senadores mudarem seus votos, o governo interino de Temer acaba e Dilma reassume. Eu não estou entre aqueles que acham que a luta contra o golpe do impeachment acabou. Tem que levantar a palavra de ordem “Fora Temer”. Essa luta não está de todo decidida, não.
A direita abandonou as ruas, mas a esquerda não.
Quem são os grandes beneficiários do golpe? A grande burguesia internacional e grande parte da burguesia brasileira. Mas não foram eles que se mobilizaram na Paulista, na zona sul do Rio, no Farol da Barra em Salvador. Quem se mobilizou contra Dilma, quem foi às ruas foi a classe média, e particularmente a fração superior da classe média, a classe média abastada. Eles se mobilizaram porque são antipetistas. Eles convergiram com a burguesia internacional no antipetismo, mas a política que eles defendem não é necessariamente a que o Temer vai fazer. Eles definiram o PT como inimigo principal: não queriam mais a política social do PT porque esta política estava reduzindo as diferenças entre a classe média e as classes populares, e isso os incomodava muito. Mas eles não querem uma política recessiva, um ajuste fiscal que destrua empregos, que reduza o poder aquisitivo deles. E eles podem acabar tendo exatamente isso. A política econômica do Temer vai produzir recessão e perda de empregos. Então a situação é complicada: eles não estão mais nas ruas, mas puseram as barbas de molho. Eles não eram a favor do Temer. Eles eram contra o PT. É diferente.
O senhor assinalou em uma conferência que os procuradores, os juízes e os delegados da Polícia Federal pertencem a essa classe média abastada. Qual é a sua visão sobre a Lava Jato?
A Lava Jato é um setor da burocracia do Estado que passou a vocalizar os interesses e a ideologia dessa classe média abastada. Esse setor passou a agir como um grupo político perseguindo o PT, a Petrobras e as empresas nacionais da construção pesada. Daí o caráter seletivo das investigações. Quando o combate à corrupção é seletivo, isso significa que existe um critério para fazer a seleção. Esse critério é combater o PT e a sua política. Por que esse setor da burocracia de Estado converteu-se numa espécie de partido político da alta classe média? Os delegados da Polícia Federal, os procuradores e os juízes gozam de uma situação que nenhum outro trabalhador brasileiro goza. Uma juíza de Campinas, segundo reportagem da Caros Amigos, recebia mais de R$ 100 mil por mês. O teto salarial é R$ 33,5 mil, mas eles têm auxílio-paletó, auxílio-moradia, auxílio-viagem, auxílios de todo tipo. E gozam de uma autonomia que nenhum outro segmento do funcionalismo tem. São segmentos privilegiados no corpo dos funcionários públicos que se identificam muito com a parcela mais rica da sociedade brasileira e que constituem uma barreira contra qualquer governo reformista no Brasil. São, enquanto integrantes da burocracia do Estado, funcionários da ordem: não são como os professores ou o pessoal da saúde cuja função é prestar serviço e assistência à população. Há indícios de que delegados, promotores e juízes preferem, na média, a política de ordem autoritária dos governos do PSDB à política de ordem mais flexível dos governos do PT. Judiciário, Ministério Público e Polícia Federal estão se convertendo em uma verdadeira trincheira do conservadorismo no Brasil. Dentro do Estado, eles podem boicotar ou combater qualquer governo reformista no Brasil. Foi o que eles fizeram com o PT.
E com isso eles atingiram setores que apoiavam essa política, como a construção civil.
A Lava Jato visou também a construção civil. Eles não procuraram apenas punir os diretores das empresas. Eles estão dificultando e impedindo os acordos de leniência. Estão impondo multas impagáveis, estão levando o setor à falência. Há dois pesos e duas medidas. Eles processam e prendem políticos do PT e não fazem o mesmo com os do PSDB. Mas não é só o PT e o PSDB que são tratados de maneira desigual. São as empresas: há um tratamento desigual para empresas nacionais e estrangeiras. Há um tratamento persecutório contra o PT e as empresas nacionais, de um lado, e um tratamento condescendente com o PSDB e as empresas estrangeiras, de outro. Cabe ao analista da política brasileira juntar essas peças.
Vivemos o fim de um ciclo?
É cedo para termos uma resposta taxativa. Muitos fatores conspiram contra o prosseguimento da política neodesenvolvimentista dos governos do PT: a crise econômica internacional, que restringe o espaço de conciliação de interesses no interior da frente neodesenvolvimentista, a própria crise do PT, que foi o instrumento político do neodesenvolvimentismo, o avanço do movimento popular, que adquiriu uma visão mais crítica do reformismo muito superficial do PT. Contudo a história é um processo muito complexo, repleto de surpresas, e que aconselha não sermos taxativos na análise prospectiva. Há vários cenários possíveis. Pode ser que estejamos ingressando numa etapa longa de sucessivos governos conservadores. Mas a instabilidade do governo Temer, que em poucos dias já foi obrigado a vários recuos e a demitir o ministro Romero Jucá – que involuntariamente explicitou que um dos objetivos dos deputados golpistas era parar a Operação Lava Jato –, pode abrir uma janela para a volta do governo Dilma, agora numa versão mais à esquerda. Ela não terá como voltar ao governo e governar sem apoio popular. Outra hipótese é Temer se manter e, em 2018, a plataforma neodesenvolvimentista ser retomada sem, necessariamente, ter à frente um candidato do PT.
LAS IMÁGENES DEL TERROR POLICIAL CONTRA MAESTROS EN OAXACA. Hay muertos y heridos
Resumen Latinoamericano - En Nochixtlán, Oaxaca, la policía federal ha comenzado a reprimir al magisterio y a la población que mantenían barricadas para impedir el paso de las fuerzas policiacas a la capital del país.
En Nochixtlan Oaxaca se viven momentos que sin duda formarán parte de la historia en el país, de acuerdo a publicaciones hechas desde ese Estado describen encuentros violentos entre policías federales y maestros, les compartimos algunas fotografías y una de tantas publicaciones que narran parte de lo que está ocurriendo en ese lugar.
domingo, 19 de junho de 2016
Brasil: Senado é a Casa mais rejeitada
Das quatro instâncias legislativas que formam o sistema político brasileiro, o Senado Federal, que julgará em breve o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), é atualmente a que tem maior rejeição do eleitorado do Recife. A pesquisa IPMN aponta que 80,1% dos entrevistados responderam "não" quando questionados sobre se admiram a Casa Alta.
Para o coordenador da pesquisa, Adriano Oliveira, as constantes denúncias de corrupção envolvendo políticos da alta cúpula do Congresso Nacional, esmiuçadas na Operação Lava Jato, casadas com as delações premiadas, que tem revelado bastidores das negociatas políticas, têm sido mola propulsora para o descrédito da categoria política em todas as esferas.
Atualmente, o foco das últimas delações tem recaído, justamente, sobre senadores tarimbados, como o atual presidente da Casa Alta, Renan Calheiros (PMDB), o senador Romero Jucá (PMDB) e o ex-senador José Sarney (PMDB).
Mas a Câmara dos Vereadores do Recife vem logo atrás no quesito rejeição, com 79,7%. A Câmara dos Deputados, por sua vez, apesar de toda a discussão em torno do afastamento do presidente Eduardo Cunha (PMDB) e da celeuma quanto ao impedimento de Dilma, foi mal avaliada por 76,6% dos recifenses.
Em Pernambuco, a Assembleia Legislativa (Alepe) também está mal vista, mas é a Casa Legislativa com menor negação (75,2%).
Para os entrevistados, no quesito "contribuição para melhorias do País", os senadores também aparecem com menor desempenho de todo o Legislativo. A avaliação para 63,5% dos ouvidos é que o Senado, composto por 81 representantes, não contribui para melhorar a imagem do Brasil. Em seguida, a Câmara dos Deputados e seus 513 membros também caem no descrédito perante à população.
Para 58,1% dos ouvidos, os parlamentares não contribuem para o País.
Trazendo o universo para Pernambuco, a Alepe tem números mais positivos na comparação com a Câmara do Recife. Apesar de a pesquisa ter sido realizada na capital pernambucana, os entrevistados responderam que os deputados estaduais contribuem mais para melhoria de Pernambuco do que os vereadores para o desenvolvimento da cidade.
CIFRAS
Quando o assunto é remuneração dos legisladores, a opinião é bem dividida para as quatro instâncias.
Do vereador ao senador, a maioria dos ouvidos avaliam que os políticos devem, sim, receber salários. Mais uma vez, os senadores é que aparecem em situação mais complicada, quando 49,2% dos entrevistados discordam que eles recebam vencimentos. Hoje, os 513 deputados custam, em média, R$ 86 milhões ao contribuinte todo mês.
Ou R$ 1 bilhão por ano, de acordo com levantamento do Congresso em Foco. Cada senador custa R$ 33,7 milhões, além dos benefícios como apartamento funcional, plano de saúde, cota parlamentar, passagens aéreas. Regalias semelhantes também se aplicam aos deputados federais. Como os deputados estaduais, por lei, podem ganhar até 75% do que é pago pela Câmara os políticos aumentaram no início da legislatura - ano passado - os salários de dos atuais R$ 20.042,35 para R$ 25.045,00.
DADOS
As entrevistas para o levantamento do IPMN foram realizadas nos dias 14 e 15 de junho. Ao todo, 624 pessoas foram ouvidas. Desse total, 55,6% são mulheres. A confiabilidade é de 95% e a margem de erro é quatro pontos percentuais.
Turquía abre fuego contra refugiados sirios, mata a una familia de 11 miembros
Guardias fronterizos de Turquía matan a tiros a 11 miembros de una familia siria, entre ellos mujeres y niños, so pretexto de haber intentado cruzar la frontera sirio-turca.
Según un informe de este domingo de la cadena televisiva Sky News Arabia, los militares turcos supusieron que la familia intentaba cruzar la frontera y entrar en el territorio turco, y por eso abrieron fuego en su contra.
El ataque ha tenido lugar cerca del poblado de Yisr al-Shugur, en la provincia siria de Idlib, donde un gran número de la población civil está desplazada e intenta huir de la ola de violencia terrorista.
La noticia de la muerte de los miembros de esa familia siria por militares turcos ha sido confirmada también por la autodenominada Coalición Nacional Siria (CNS).
Por medio de un comunicado emitido en su página Web, la CNS afirma que “las autoridades turcas deben recordar a sus tropas en la frontera que no usen la fuerza contra los refugiados ni por error ni con intención”.
No es la primera vez que militares turcos abren fuego contra refugiados sirios cerca de sus fronteras, el pasado mes de abril mataron a tiros a ocho civiles sirios mientras intentaban cruzar la frontera turco-siria para escapar del grupo terrorista EIIL (Daesh, en árabe).
En el mismo mes de abril, el Observatorio de Derechos Humanos (HRW, por sus siglas en inglés), denunció la extrema desesperación que se cierne sobre los ciudadanos sirios que huyen ante los recientes avances del EIIL ya que tanto los terroristas como los guardias fronterizos turcos les disparan con munición real.
Con anterioridad, Amnistía Internacional (AI) había denunciado a las fuerzas turcas por disparar “a diario” contra los refugiados sirios en la frontera.
tas/ktg/hnb/HispanTv
Ejército sirio llega a 15 km de estratégica base aérea en Al-Raqa
El Ejército sirio, apoyado por los Halcones del Desierto, ha conseguido este domingo liberar más zonas y llegar cerca de la base aérea Al-Tabqa.
Según ha informado el portal Web Almasdarnews, las fuerzas sirias han conseguido liberar los campos petrolíferos de Thawrah que quedan a menos de 15 kilómetros de la estratégica base aérea de Al-Tabqa, en la provincia de Al-Raqa, donde también se encuentra el bastión principal del grupo terrorista EIIL (Daesh, en árabe) en Siria.
Durante los combates en dicha zona decenas de terroristas han muerto y muchos otros han resultado heridos mientras que algunos han sido capturados por las fuerzas sirias y enviados a cárceles bajo control del Gobierno de Damasco.
Al mismo tiempo, los Halcones del Desierto, grupo militar fundado en 2013 que incluye a exmilitares sirios y que luchan junto con el Ejército de Siria, han avanzado en la carretera que llega a la ciudad de Al-Tabqa, bajo control de Daesh, abriendo así el camino para las tropas gubernamentales.
Además, a cara de una eventual batalla en la ciudad de Al-Tabqa, las Fuerzas Aeroespaciales de Rusia han realizado bombardeos sobre varias zonas, provocando gran destrucción a la mencionada urbe.
Se espera que luego de tomar Al-Tabqa, las fuerzas sirias se dirijan hacia el bastión de EIIL en Siria. En estos momentos las fuerzas kurdas que se encuentran al norte de Al-Raqa también se preparan para iniciar una gran ofensiva para liberar esta urbe.
Al-Raqa fue invadida por la banda extremista Daesh en 2014 y fue proclamado como centro de la mayor parte de las tareas administrativas y de control de los terroristas. Su caída sería un golpe duro al EIIL.
hgn/rha/rba/HispanTv
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