quinta-feira, 26 de maio de 2016
O déficit recorde, o pacto entreguista e a armadilha para a volta da Dilma
Roberto Requião - Senador (PMDB-PR)
Vão dilapidar o que puderem e deixar uma armadilha para tornar Brasil ingovernável caso Dilma volte
Houve quem se surpreendesse quando a equipe econômica de Meirelles pediu autorização ao Congresso para fixar uma nova “meta” fiscal extremamente folgada, uma meta de 170 bilhões de reais. Afinal, o valor é o dobro da meta que a presidente Dilma pediu e que na época foi considerado “irresponsabilidade fiscal” pela imprensa e pelo Congresso.
O que Meirelles quer não é uma meta, é uma autorização para gastar à vontade. Os tais 170 bilhões de reais certamente correspondam ao maior déficit primário da nossa história, em valores correntes. Muito estranho para um governo que foi alçado ao poder em meio a uma campanha pela austeridade fiscal, a que Dilma, supostamente, era avessa.
Se a Dilma está sofrendo processo de impeachment por ter dado as tais pedaladas, na ânsia de cumprir uma meta fiscal muito ambiciosa, que sentido faz dar um imenso cheque em branco para o governo interino?
Tanta incoerência explícita, escancarada, tanto cinismo militante incomodam. As réguas e as regras que valem para uma não valem para outros? Noventa e seis bilhões de meta fiscal pedidos por Dilma são irresponsabilidade, mas os 170 bilhões pedidos por Temer transmudam-se em virtude.
Enfim, considera-se normal que os políticos, na luta pelo poder, façam pronunciamentos incoerentes, contraditórios.Desdizem hoje com toda ênfase o que declaravam com fervor ainda ontem. Políticos que queriam o impeachment diziam uma coisa antes. Agora dizem o contrário.
No entanto, o que mais assusta é que a mídia, os economistas e “o mercado” finjam que não há incoerência, que não usam dois pesos e duas medidas. Da crítica azeda, desaforada de antes ao entusiasmo de hoje não decorreram sequer 30 dias.
Isso é grave, gravíssimo, pois indica que faziam terrorismo com o déficit menor de antes e agora nem se importam com o déficit muito maior. Enfim, ao que tudo indica, os políticos, “o mercado” e seus economistas investiram pesado, até mesmo sua credibilidade, para viabilizar o impeachment e agora investem pesado para viabilizar o novo governo.
Há anos, todo santo dia, estamos acostumados a ler nos jornalões, a ver e ouvir na mídia monopolista que o terror dos terrores para os economistas, para o mercado, para as agências de risco, para os investidores, que o terror dos terrores para eles é o déficit público crescente. Mas, agora, nada comentam sobre o crescimento exponencial desse déficit proposto por Meirelles.
Isso significa que esperam ganhar algo muito maior? O que será?
Antes de conjecturar sobre isso, faço uma pequena explanação a respeito dos fatos já conhecidos, para entender as estratégias que movem a atual equipe econômica:
A previsão de um déficit primário colossal mostra que o governo está se preparando para adotar uma espamódica política fiscal contra-cíclica keynesiana só para 2016 para recuperar a economia, mas supostamente revertendo em 2017. Porém, na prática, para 2016 ao menos, será muito mais arrojada do que a estratégia fiscal adotada por Dilma em seu primeiro mandato. Estratégia essa, sabemos, objeto de todos os tipos de críticas e xingamentos por parte da imprensa, dos economistas de mercado e da antiga oposição.
Se o governo busca adotar uma política fiscal arrojada, infere-se que ele esteja disposto a usar todos os meios para fazer a economia crescer, inclusive radicalizar aqueles meios usados por Dilma e que foram a base para o horror que “o mercado” e a “elite” têm da presidente.
Mas isso seria considerado uma loucura, que precipitaria a explosão da dívida pública, se não fosse esperado pelo “mercado” uma redução abrupta e substantiva dos juros.
Como a duplicação da previsão de déficit foi digerida amistosamente pelo “mercado”, a redução dos juros já está acertada entre “equipe econômica” e “mercado”.
Porém, o governo é fraco e continua na mão de todos que viabilizaram o impeachment. Isso significa que o “mercado”, que se regozija com os juros altos, está ganhando em troca algo muito melhor.
O que seria? O Pré-Sal?A radicalização das privatizações? A suspensão dos direitos trabalhistas e dos direitos previdenciários? A apropriação de uma gorda fatia dos recursos que iriam para educação e saúde? Tudo isso e um tanto mais. Na verdade, essas medidas já foram anunciadas pelo novo governo. Então, para ganhar tais prebendas, o mercado aceita a política fiscal contra-cíclica em 2016 e juros baixos. Esse é o pacto de que tanto se fala nesse novo ambiente político, o “pacto entreguista”.
Mas isso não é muito impopular para ser realizado por um governo interino? Sim. E pode não dar certo e não dando certo sempre existe a possibilidade da volta do governo eleito.
Nesse caso, a equipe econômica do Meirelles estaria preparando uma armadilha para manterDilma amarrada aos compromissos e políticas neoliberais propostas pelos interinos.
A armadilha chama-se “mecanismo de fixação do teto da dívida” obrigando que os gastos públicos fiquem congelados em 2017, em termos reais!
Sabemos que a trégua do “mercado” à política fiscal irresponsável do governo interino se deve ao “pacto entreguista”. No entanto, na mídia, Meirelles vende que a trégua do mercado se deve à proposição do “mecanismo de fixação do teto da dívida”. Ou seja, o “mercado” está dizendo: “Eu não me preocupo com o fato de Temer ter um déficit duas vezes maior do que Dilma, porque Meirelles vai aprovar no Congresso um mecanismo que congela os gastos públicos em 2017, mesmo se Dilma voltar ao governo”.
Se isso acontecer, o Estado e o país ficarão ingovernáveis, no caso de volta de Dilma. Ou no mínimo, colocará Dilma novamente de joelhos frente ao Congresso e ao dono do Congresso, a mídia.
Caso Dilma não volte, Temer fulmina essa armadilha facilmente com o apoio que tem no Congresso, na mídia e no “mercado”.
Mas, antes disso, irão aprovar todo tipo de entrega do país. E Dilma, caso volte, estaria tão fraca e tão à mercê Congresso que não poderia reverter nada e teria que dar continuidade e implementar as políticas neoliberais de Meirelles.
O ex-ministro Nelson Barbosa já deu indicações de que deve continuar a mesma política de Meirelles, caso volte, pois, segundo ele, o que o governo interino está fazendo “não é novidade” e que propostas que ele mesmo lançou em março, como ministro de Dilma, Meirelles está anunciando agora.
Meirelles quer colocar o país entre o fogo e a frigideira. Logo, precisamos combater essas medidas.
Roberto Requião é senador da República no segundo mandato. Foi governador do Paraná por 3 mandatos, prefeito de Curitiba e deputado estadual. É graduado em direito e jornalismo e com pós graduação em urbanismo e comunicação.
'Objetivo dos golpistas é tomar de assalto o pré-sal', afirmam CUT e petroleiros
Rede Brasil Atual
Em nota, trabalhadores dizem que não permitirão que "reserva mais cobiçada do planeta" seja entregue aos interesses estrangeiros
São Paulo – A CUT e a Federação Única dos Trabalhadores (FUP), em nota conjunta, criticam as medidas econômicas anunciadas ontem (25) pelo governo interino de Michel Temer, em especial a proposta de retirar as garantias da Petrobras como operadora única do pré-sal e a obrigatoriedade de participação mínima de 30% nos campos explorados, abrindo espaço para a atuação de empresas estrangeiras.
Os trabalhadores acusam o governo Temer, que classificam como "ilegítimo", de entregar o pré-sal aos interesses estrangeiros em troca do reconhecimento internacional do novo governo, alçado ao poder através de um golpe. "O principal objetivo dos golpistas é tomar de assalto a mais cobiçada reserva de petróleo do planeta", afirmam em nota, e avisam que os trabalhadores lutarão contra a medida. "Essa conta não será paga pelo povo brasileiro".
Confira a íntegra da nota:
Não permitiremos que o Pré-Sal seja moeda de troca dos golpista
A FUP e a CUT repudiam as medidas anunciadas pelo governo ilegítimo de Michel Temer, entre elas a intenção de abrir a exploração do Pré-Sal para as multinacionais. Como vínhamos alertando, o principal objetivo dos golpistas é tomar de assalto a mais cobiçada reserva de petróleo do planeta. Um tesouro que os especialistas estimam conter no mínimo 273 bilhões de barris de óleo.
Portanto, quando Temer anunciou nesta terça-feira (24) que irá priorizar a aprovação do Projeto de Lei 4567/16, que tira da Petrobras a garantia de ser a operadora única do Pré-Sal e de ter participação mínima de 30% nos campos licitados, começou a pagar a conta dos financiadores do golpe.
Abrir a operação do Pré-Sal para as multinacionais é o primeiro passo para acabar com o regime de partilha, conquistado a duras penas pelo povo brasileiro para que o Estado possa utilizar os recursos do petróleo em benefício da população.
Além de ser a única petrolífera que movimenta a cadeia nacional do setor, gerando empregos e investimentos no país, a Petrobrás é também a única empresa que detém domínio tecnológico para operar o Pré-Sal com custos abaixo da média mundial. Menores custos significam mais recursos para a educação e a saúde, setores que o governo ilegítimo de Michel Temer anunciou que serão contingenciados.
O Pré-Sal, além de fazer do nosso país um dos principais produtores mundiais de petróleo, é a maior riqueza que a nossa nação dispõe para garantir desenvolvimento econômico e social ao povo brasileiro. Para isso, é fundamental que tenhamos uma empresa nacional de porte na operação destas reservas.
Abrir mão da Petrobras como operadora do Pré-Sal é ir na contramão do mundo.
As empresas nacionais e estatais de petróleo detêm 90% das reservas provadas de óleo e gás do planeta e são responsáveis por 75% da produção mundial.
Se a Petrobrás deixar de operar o Pré-Sal, nenhuma outra petrolífera investirá em nosso país, movimentando a indústria nacional, como faz a estatal brasileira.
Mais de 90% das contratações do setor são feitas pela Petrobrás. Nenhum navio, sonda ou plataforma foram produzidos no Brasil a pedido das multinacionais que operam no país.
Os trabalhadores e a sociedade organizada não permitirão que o Pré-Sal seja entregue à Chevron e às outras multinacionais, como prometeu José Serra, autor do projeto de lei que Michel Temer que aprovar.
Essa conta não será paga pelo povo brasileiro.
José Maria Rangel - Coordenador Geral da FUP
Vagner Freitas - Presidente Nacional da CUT
Corre, Temer, corre. O cheiro da batata assando vai ficando forte
Espetacular a capa do Estadão de hoje.
O retrato quase artístico de um governo que vê o teto balançando sobre sua cabeça.
Precisa fazer o mal, mas não pode correr o risco.
Precisa dos comparsas, mas tem de vê-los subirem ao cadafalso, um a um.
Precisa do estrangeiro, mas está mal visto e fedorento lá fora.
Precisa da classe média, mas fez “caquinha” logo na entrada, achando que a opinião que se publica – “corta, corta, corta tudo” – é o mesmo que a opinião pública. Cortou o Ministério da Cultura e pode recriá-lo o quanto quiser que virou inimigo.
Precisa de respeitabilidade, mas como é possível se o energúmeno da Educação expõe o traseiro de sua medioridade posando para fotos com o pornô Alexandre Frota e o obsceno “revoltado online”?
Precisa ficar fora da Lava Jato, mas Jucá e o gravador secreto o levaram para o caldeirão.
“Temer virou um problema”, sentenciou o insuspeito Elio Gáspari, ontem, na sua coluna.
Então o ex-gigante “capaz de unir o Brasil” está revelando sua pequenez e, portanto, não pode ser medido.
Medir, ensinava o Malba Tahan, é comparar.
Precisa então matar sua prisioneira, para que não sejam comparados os dois.
Mas ela resiste a dar-lhe o pescoço.
Corra, Temer, corra.
Fernando Brito - Tijolaço
Novo embaixador dos EUA para novo Brasil?
O presidente dos Estados Unidos Barack Obama indicou Peter Michael McKinley como o novo embaixador americano no Brasil. A indicação foi anunciada pela Casa Branca no fim da tarde de quarta-feira (25), informou o jornal Globo.
Peter Michael McKinley tem 62 anos e é diplomata de carreira, tendo entrado no Departamento de Estado em 1982. A Bolívia foi o primeiro país em que serviu. O seu último posto foi no Afeganistão. Antes disso havia passado pela Colômbia, Peru, União Europeia, Uganda, Moçambique, Bolívia e Reino Unido.
O diplomata tem uma relação estreita com a América Latina. Filho de pais americanos nascido na Venezuela, ele passou parte da infância no Brasil e no México. Ele é pós-graduado em Estudos Latino-Americanos pela Universidade de Oxford e é autor do livro Pre-Revolutionary Caracas: Politics, Economy and Society, 1777-1811, publicado em 1985.
Ele também já ocupou cargos no gabinete do Subsecretário Regional de Assuntos Políticos, no escritório da África Austral e no Centro de Inteligência e Pesquisa do Departamento de Estado. O Itamaraty já confirmou sua indicação, que deve passar sem problemas pelo Senado.
O próximo passo para se tornar embaixador no Brasil será o aval do governo brasileiro, chamado de agrément, procedimento que costuma ser rápido.
Ayalde deixa o Brasil
O diplomata assumirá o lugar de Liliana Ayalde, que comanda a representação americana em Brasília desde outubro de 2014.
De 2008 a 2011, Liliana foi embaixadora dos EUA no Paraguai. Funcionária da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USaid), Liliana começou sua carreira no exterior em 1982, servindo no Bangladesh, na Ásia.
Em 2012, o presidente paraguaio Fernando Lugo foi afastado do cargo pelo Senado, por 39 votos contra 4, depois de um rápido julgamento político em que foi considerado culpado por 'mau desempenho', sendo substituído pelo vice-presidente Federico Franco. O processo de impeachment durou menos de 36 horas. Lugo declarou que considerava o impeachment como um golpe, “organizado pelos EUA”, informou a agência EBC. O vice-presidente Federico Franco assumiu o cargo da presidência do país no mesmo dia da consumação do impeachment.
Sputniknews
‘Irã pode eliminar Israel em oito minutos’
O Irã poderia acabar com o regime sionista de Israel em menos de oito minutos, afirmou Ahmad Karimpour, assessor da unidade de elite da Guarda Revolucionária do país, comandante das Forças Al-Quds.
"Se o líder supremo do Irã ordenar que Israel seja destruído, com o equipamento disponível poderemos eliminar o regime sionista em menos de oito minutos", disse o militar iraniano, citado pelo canal Al Arabia.
O aiatolá Ali Khamenei tem ameaçado repetidamente Israel. Em setembro de 2015, Khamenei afirmou que "o regime sionista poderá desaparecer em menos de 25 anos." Ao mesmo tempo, o presidente iraniano Hassan Rohani tem a posição mais moderada. No entanto, as duas altas figuras persas apoiam o programa de desenvolvimento de mísseis do seu país.
No início de maio, o Irã realizou um teste bem sucedido de um míssil de alta precisão de médio alcance.
"Nós testamos um míssil balístico com um alcance de dois mil quilômetros e uma margem de erro de oito metros", disse o brigadeiro-general Ali Abdollahi, explicando que tal precisão significa que o míssil praticamente não erra os alvos.
Os mísseis lançados pelo Irã tinham as palavras inscritas: "Israel deve ser eliminado da Terra", relatou o jornal Times of Israel.
Sputniknews
Melanie Trump: a possível futura Primeira Dama dos EUA
Com o acirramento da corrida presidencial nos Estados Unidos da América, jornais e revistas norte-americanas começam a publicar fotografias da possível futura Primeira Dama do país, Melanie Trump, do tempo em que ela posava para revistas masculinas e fazia filmes pornôs.
As publicações cairam como uma bomba nas pretensões do bilionário Donald Trump.
Trump, segundo seus opositores, não passa de um herdeiro fanfarrão e irresponsável. Herdou bilhões e jamais trabalhou. É racista e homofóbico. Promete construir um muro para separar o México dos EUA e impedir a imigração ilegal. Para ele, todos os hispânicos são "ladrões e estupradores".
Donald Trump pode vir a ser o presidente da nação mais poderosa do planeta. Um desastre total para a humanidade. Trump é o produto do capitalismo imperialista norte-americano, onde as indústrias mais lucrativas compram a imprensa, o judiciário e os políticos. E também compra mulheres, porque no final das contas, no capitalismo selvagem não há muita diferença entre prostitutas e magistrados, políticos, imprensa etc...
Rusia acusa a Turquía de proveer sustancias explosivas a Daesh
El embajador ruso ante la Organización de las Naciones Unidas (ONU), Vitali Churkin.
Rusia vuelve a acusar a Turquía de apoyar a los terroristas, afirmando que el país euroasiático suministra sustancias explosivas al EIIL (Daesh, en árabe).
El embajador ruso ante la Organización de las Naciones Unidas (ONU), Vitali Churkin, ha denunciado, en una misiva dirigida al secretario general de este organismo, Ban Ki-moon, difundida el miércoles, que esos materiales “son utilizados ampliamente para perpetrar actos terroristas”.
Churkin recordó que el análisis de los componentes químicos de los artefactos explosivos improvisados confiscados en la ciudad norteña iraquí de Tikrit y en la ciudad de Kobani (norte de Siria) muestra que “o han sido fabricados en Turquía o entregados a este país sin el derecho de reexportación”.
Artefactos explosivos improvisados del EIIL confiscados en Irak.
En concreto, el diplomático ruso acusó a cinco empresas turcas de proveer al grupo ultraradical nitrato de amonio, peróxido de hidrógeno, aluminio en polvo y otras sustancias producidas por compañías turcas o extranjeras.
Otro rasgo notable de los artefactos explosivos del EIIL, agregó, es el uso de piezas fabricadas en EE.UU., Suiza o por compañías suecas. “Cordones explosivos manufacturados en terceros países han sido ilegalmente revendidos a los miembros del EIIL a través de Turquía”, subrayó.
"Estos hechos demuestran que las autoridades turcas están involucradas, de manera voluntaria, en las prácticas del EIIL, al facilitar el acceso a las sustancias para la fabricación de artefactos explosivos improvisados”, denunció.
Desde el estallido del conflicto sirio en 2011, Turquía, un firme adversario del Gobierno del presidente sirio, Bashar al-Asad, ha sido acusada en repetidas ocasiones de entrenar, armar y facilitar el paso de terroristas al país árabe, además de comprar el crudo robado por el EIIL.
mjs/anz/msf/HispanTv
¿Por qué Macri impide celebrar el Día de la Patria en la Plaza de Mayo?
Agentes de la Gendarmería Nacional de Argentina en los alrededores de la Catedral de Buenos Aires (capital) cerca de la Plaza de Mayo, mientras el presidente argentino, Mauricio Macri, asiste a la misa con ocasión del Día de la Patria.
El presidente de Argentina, Mauricio Macri, no celebró el Día de la Patria en la Plaza de Mayo, en la capitalina ciudad de Buenos Aires, ni permitió a los argentinos celebrarlo en ese lugar.
El jefe del Gobierno argentino ordenó el miércoles el cierre de la Plaza de Mayo y de los alrededores de la Casa Rosada (sede presidencial) durante las actividades de la referida ocasión y de ese modo, con un fuerte operativo policial, imposibilitó la entrada de la nación argentina a esos espacios soberanos.
Estos hechos tuvieron lugar pese a que en los últimos años y durante el periodo de gobernanza de la expresidenta Cristina Fernández Kirchner, los argentinos tenían por costumbre congregarse en los referidos lugares con el objetivo de conmemorar el 25 de mayo de 1810, cuando el país suramericano dio el primer paso hacia su independencia de España.
Sin embargo, el mismo Macri, con ocasión de ese día, decidió asistir a misa en la Catedral de Buenos Aires y durante su intervención alegó que su Gobierno, desde el primer día, trató de resolver la supuesta crisis que dejó el Gobierno de Fernández.
A pesar de que los trabajadores, estudiantes y líderes de las organizaciones sociales denunciaron esa medida, el mandatario argentino manifestó que tiene un gran compromiso con los argentinos.
“Mi compromiso es cuidar a todos los argentinos, es que crucemos ese puente que estamos empezando a construir todos. Y por eso es que hemos tomado tantas decisiones importantes para el país”, afirmó.
Por su parte, los miembros de las organizaciones sociales se manifestaron en los alrededores de la Catedral de Buenos Aires contra el bloqueo arbitrario en puntos de gran importancia para los argentinos.
Una vez instalado en la Casa Rosada, Macri se ha enfrentado a las críticas y manifestaciones de rechazo de la nación argentina en su conjunto por adoptar una serie de “medidas reformistas”, en particular en el sector económico y laboral que dieron lugar a despidos, ajustes y tarifazos.
ftn/anz/msf/HispanTv
Al-Zoubi: Al-Yubeir es un bebé prematuro que carece de equilibrio mental
El ministro sirio de Información, Omran al-Zoubi.
El ministro de Información de Siria, Omran al-Zoubi, considera al canciller saudí, Adel al-Yubeir, un “bebé prematuro” que carece de equilibrio mental.
“Al-Yubeir no es más que un bebé prematuro que carece de equilibrio mental y tiene que permanecer en una incubadora”, indicó el miércoles Al-Zoubi en una entrevista concedida a la televisión estatal siria en alusión al enfoque del canciller saudí respecto a Siria.
En referencia a un eventual envío de tropas saudíes a suelo sirio, Al-Zoubi enfatizó que cualquier ingreso de tropas extranjeras a Siria sin la autorización y permiso del Gobierno de Damasco recibirá una respuesta contundente y enérgica del Ejército sirio.
El ministro de Exteriores de Arabia Saudí, Adel al-Yubeir (izqda.), y el secretario de Estado norteamericano, John Kerry, 2 de mayo de 2016.
“Siria es un país soberano que toma decisiones independientes y es un lugar en el que pueden coexistir todos los sirios”, y nunca se ha rendido ante el régimen de Israel ni sus aliados, de hecho “el modelo de Siria es un peligro real para los demás modelos como Arabia Saudí, el régimen de Israel y Turquía”, aseveró.
A su juicio, condenar los ataques terroristas en Siria no tiene ningún valor hasta que no se convierta en una presión para detener la financiación económica y militar de los terroristas por parte de Arabia Saudí y Siria, y detenga el derramamiento de sangre del pueblo sirio.
A continuación el ministro sirio de Información se refirió a los aliados de Siria: Irán y Rusia, y resaltó su papel en la lucha antiterrorista en el país árabe.
"Siria es el Stalingrado de los árabes que ha demostrado, a través de su firmeza, ser la clave de la victoria contra el neonazismo y el fascismo, es decir, el wahabismo", dijo en tono irónico.
mep/anz/msf/HispanTv
El talento de "desdibujar la realidad": cómo la prensa española arremete contra Venezuela
Un joven seguidor del ex presidente Hugo Chávez fuera del mausoleo en el primer aniversario de su muerte en Caracas 5 de marzo de 2014.
Las relaciones diplomáticas entre Venezuela y España tienen, sin duda, un antes y un después del golpe de Estado contra el presidente Hugo Chávez en abril de 2002.
España, bajo la presidencia de José María Aznar, tomó entonces "posición por los golpistas. Durante las trágicas horas en las que se anularon los derechos constitucionales el Gobierno español sacó un comunicado similar al de su par estadounidense apoyando la conformación del Gobierno 'de facto'", apunta un análisis publicado en el sitio Notas.
Eso echaría por tierra cualquier intento de acercamiento.
Luego ocurrió el "¿Por qué no te callas?" del rey Juan Carlos I a Chávez durante la XVII Cumbre Iberoamericana y sobre el que el entonces presidente venezolano diría luego: "El rey Juan Carlos tuvo suerte de que no lo oí en ese momento (no tenía micrófono) porque si lo hubiera escuchado le hubiera mandado las cargas de la caballería en su contra".
El felipismo
La etapa más feliz se vivió durante en los años en que coincidieron como presidentes Carlos Andrés Pérez en Venezuela y Felipe González en España.
A propósito del fallecimiento de Pérez en 2010, el diario español 'ABC' recordó que la relación entre ambos mandatarios estuvo condimentada por algo más que la amistad, aludiendo al caso Rumasa, que permitió a otro íntimo del venezolano, el empresario Gustavo Cisneros, adquirir las instalaciones de Galerías Preciados y revenderlas con una ganancia superior a 28.000 millones de pesetas en 1983.
En medio de la actual crisis económica que atraviesa Venezuela, calificada por el Gobierno de Caracas como una "guerra económica", el presidente Nicolás Maduro aseguró que existe un entramado internacional que trabaja en contra del país y que tiene en España uno de sus epicentros; en esta estrategia la prensa parece haber desplazado a la diplomacia en el rumbo de las relaciones.
Reunido con la prensa internacional acreditada en Caracas, Maduro mostró el tratamiento que la prensa de España otorga a los temas venezolanos, reportó el diario Correo del Orinoco. Aseguró que en España se habla más de él que del jefe del Gobierno de esa nación.
Complejo de imperio
Para Earle Herrera, profesor de periodismo en la Universidad Central de Venezuela y diputado a la Asamblea Nacional por el Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV) los gobiernos de Aznar y ahora Rajoy se inmiscuyen abiertamente en temas internos de Venezuela.
"Ellos piensan que aún somos territorio de la corona y hace más de 200 años que Simón Bolívar nos liberó, pero les queda el complejo imperial. No hay que indagar mucho para darse cuenta que la prensa española tiene una campaña contra el presidente Maduro (anteriormente contra Hugo Chávez) que más parece una obsesión con la revolución bolivariana".
Sin explicación
El director del diario 'Últimas Noticias', Eleazar Díaz Rangel, asegura que "no hay ningún país del mundo en el cual los medios de comunicación tengan una política tan agresiva de mentiras como la tiene España con respecto a Venezuela.
"Los propietarios de los grandes medios han coincidido en desdibujar la realidad de Venezuela. Desinforman, mienten y calumnian. Honestamente, no tengo una explicación periodística a esa conducta", dijo.
Se calcula que actualmente en España viven unos 167.000 venezolanos, según cifras del Banco Mundial citadas por el diario 'El Universal'.
La población total del país europeo era en 2014 de 46,77 millones de habitantes, por lo que los venezolanos emigrantes suponen poco menos del 0,35% de la población residente en España. ¿Es esta minoría la que determina la agenda informativa de la prensa de esa nación?
Ernesto J. Navarro - Actualidad RT
Un agente de policía mexicano graba a un compañero abusando de una menor detenida
La Comisión de Derechos Humanos del Estado investiga si habían demandado sexo a cambio de la libertad de la supuesta detenida.
Una grabación muestra a un policía mexicano abusando de una adolescente en el baño de mujeres de un centro público del municipio de Ecatepec, informa 'Excelsior'. Las imágenes fueron tomadas por otro agente.
Pese a la explicitud del vídeo, en el que se ve a la joven asustada en un rincón y al policía subiéndose la bragueta del pantalón, la fiscalía del Estado de México mantiene que "las imágenes no muestran la comisión de un delito". Por el momento ambos agentes han sido suspendidos de sus cargos y la Comisión de Derechos Humanos del Estado investiga si habían demandado sexo a cambio de la libertad de la supuesta detenida.
La joven pertenece al barrio de Santa Clara, uno de los más golpeados por la pobreza en Ecatepec. Se está investigando si los agentes habían detenido a la menor por consumir droga en la vía pública.
Ante la actitud de la fiscalía, el abogado penalista Ricardo Sánchez mantiene que "existen todos los indicios para afirmar que, al menos, hubo abuso de autoridad".
Mirar: https://www.youtube.com/watch?v=icEiWngekBU
Actualidad RT
quarta-feira, 25 de maio de 2016
Macri abre a Argentina para duas bases dos Estados Unidos
O Brasil sempre se resguardou da presença militar estrangeira em seu território. A Argentina também. Isso preservava o Cone Sul, entre outras coisas, do risco da ingerência externa em sua soberania econômica e política. Esse tempo acabou. O presidente argentino Mauricio Macri, como resultado da visita de Barak Obama a Buenos Aires em maio, acaba de abrir as fronteiras de seu país à entrada dos Estados Unidos mediante a instalação de duas bases norte-americanas, uma em Ushuaia, Terro do Fogo, e outra na Tríplice Fronteira.
A base em Ushuaia é uma projeção próxima e direta sobre a Antártica, a maior reserva gelada de água doce do mundo, além de conter importantes minerais estratégicos. A base na Tríplice Fronteira é uma projeção sobre o aquífero Guarani, a terceira maior reserva de água doce do mundo. Obviamente, os interesses "científicos" dos EUA em instalar essas bases se efetiva na realidade no campo geopolítico. Eles correram para fazer o acordo com Macri tão logo tomou posse porque, assim como no caso brasileira, não querem correr risco de recuo.
É espantoso que justamente um governo argentino tome essa iniciativa em favor da ingerência norte-americana no Cone Sul quando foram os EUA, na única guerra em que a Argentina se envolveu do século XX para cá, a Guerra das Malvinas, que colocaram toda a sua infraestrutura de informação a favor do inimigo que saiu vitoriosos, a Inglaterra. Talvez Macri, por ser relativamente jovem, tenha se esquecido disso. Duvido, porém, que o subconsciente coletivo do povo argentino também tenha se esquecido.
O rescaldo macabro da Guerra das Malvinas foi a instalação permanente de uma base militar inglesa nas ilhas Geórgias, militarizando, inclusive do ponto de vista nuclear, o Atlântico Sul. Agora Macri, pouco depois de eleito, corre para fazer esses acordos militares com os EUA. A Guerra das Malvinas os argentinos perderam; não tinham como resistir à imposição inglesa. Agora, porém, não há nenhuma pressão insuportável para aceitar bases militares. É uma combinação de ideologia subserviente com ilusão de ganhos econômicos.
O governo Macri nos expõe à presença militar norte-americana de uma forma que cria desconforto em todo o Cone Sul. É fundamental que o Ministério da Defesa do Brasil, através do Itamarati, exija explicações do governo argentino sobre essa dupla iniciativa acobertada de atividade científica. A Argentina deverá escolher entre sua aliança estratégica com o Brasil, que lhe tem garantido sobrevivência econômica, e a condição de subordinada aos interesses de Washington. Se colocar os pesos na balança, verá que a aliança com o Brasil interessa mais. A não ser que confunda Brasil com José Serra!
JOSE CARLOS DE ASSIS - Brasil 247
Nota da Redação: Sabe quando esse entreguismo covarde passa no Congresso argentino? Nunca!
Temer está tecnicamente morto. Mídia terá que começar a dizer que é golpe
Por Paulo Nogueira
O governo Temer, que já vinha se arrastando, está agora tecnicamente morto.
Não há salvação possível depois que veio a público, pela Folha, uma conversa entre o ministro Romero Jucá e um investigado na Lava Jato.
A conversa, numa linha, confirma o que já se sabia sobre o golpe: uma mulher honesta foi derrubada por homens corruptos.
A diferença, agora, é que isto foi claramente exposto por Jucá, um dos articuladores do impeachment e espécie de primeiro ministro de Temer.
O objetivo jamais foi combater a corrupção. Foi, sim, preservar corruptos como o próprio Jucá e tantos outros.
Não sobra ninguém da conversa. Temer, por exemplo, foi definido como “homem do Cunha”.
Em sua superior mediocridade, Temer passou uma vida inteira como como um figurante. Só foi notado pelos brasileiros quando apareceu com uma mulher que poderia ser sua neta. Agora, ele se consagra como o “homem do Cunha”.
Jucá cita também o Supremo como parte da trama. Afirma que esteve com vários ministros do STF para discutir o golpe.
Não os cita. Mas você pode deduzir facilmente que juízes militantes como Gilmar Mendes e Dias Toffoli falaram com Jucá.
Gilmar jamais fez questão de esconder sua militância. Numa cena infame, apareceu às vésperas do impeachment numa fotografia ao lado de Serra, e sequer ficou vermelho. Para ele, ficou natural ser um político desvairado com toga.
Nunca mais você verá uma sessão do STF da mesma forma, isto é certo. Aqueles senhores (e senhoras) circunspectos e com capas ridículas parecerão um bando de golpistas.
Rosa Weber há dias intimou Dilma a dizer por que ela anda chamando o golpe de golpe. Dilma pode entregar a Rosa uma cópia da conversa de Jucá.
Aécio também é citado na conversa: “Todo mundo conhece o esquema do PSDB.” Menos a mídia, talvez, que jamais tratou decentemente do assunto.
Isso permite ainda hoje a velhos demagogos como FHC, Serra e Aécio posarem de homens acima de qualquer suspeita e falarem de corrupção como se fosse alguma coisa da qual estivessem imaculadamente distantes.
A mídia também está lá na conversa gravada. Os barões da imprensa, está registrado, tinham todo o interesse em tirar Dilma.
Nenhuma novidade, mais uma vez. Colocar um presidente amigo, como Temer, daria às grandes empresas jornalísticas livre acesso ao dinheiro público, por meio de publicidade oficial, empréstimos do BNDES e outras mamatas que fizeram a fortuna bilionária dos Marinhos, dos Civitas e dos Frias.
A Folha, que participou ativamente da trama que derrubou Dilma, parece ter dado um golpe de mestre com esta história.
Enquanto a Globo descaradamente passou a praticar um jornalismo chapa branca, a Folha tenta mostrar que não tem rabo preso com ninguém, como disse seu marketing durante muitos anos.
É uma espécie de retorno aos últimos tempos da ditadura, quando a Folha pregava as diretas já e a Globo continuava a defender os militares.
Como a Globo vai-se sair dessa – se é que vai – é uma incógnita.
Quem, definitivamente, não tem como se livrar das consequências das inconfidências de Jucá é Temer, o Breve.
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