terça-feira, 19 de janeiro de 2016
Ex-ministro alemão alerta OTAN contra aproximação excessiva da fronteira russa
O ex-ministro das Relações Exteriores da Alemanha Klaus Kinkel criticou em entrevista à Sputnik a decisão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) de fortalecer as suas posições na Europa, cada vez mais perto das fronteiras russas.
"Eu acho que a instalação planejada de um sistema de defesa de mísseis é um passo errado", afirmou o político do Partido Democrático Liberal.
A Rússia tem expressado grande preocupação com a criação de um sistema de mísseis balísticos da OTAN no continente europeu, aprovada em 2010, durante cúpula dos membros do bloco em Lisboa. Países como Polônia, Romênia e Turquia se comprometeram a receber partes do sistema em seus territórios, decisão que, segundo Moscou, representa sérios riscos para a segurança regional e global.
De acordo com Kinkel, a OTAN realmente está cometendo um erro ao se aproximar tanto das fronteiras russas.
"Talvez, muito pouca atenção tem sido dada a essa questão", disse ele.
As relações entre o Kremlin e a aliança militar ocidental vêm se deteriorando desde 2014, quando do início de um conflito civil na Ucrânia, que colocou em lados opostos o Kremlin e o grupo formado por Estados Unidos e países europeus. Acusando a Rússia de estar interferindo em questões internas ucranianas, a OTAN decidiu reforçar sua presença na Europa, alegando estar protegendo seus Estados-membros contra possíveis agressões por parte de Moscou.
Sputniknews
O que vi quando visitei a Coreia do Norte
Jornalista dos EUA visita a Coreia do Norte e “corrige” alguns equívocos que a mídia ocidental propaga sobre o país. Confira mitos, verdades e episódios que podem surpreendê-lo
Marcel Cartier
Tive a oportunidade única de passar vários dias em três partes diferentes da República Popular Democrática da Coreia, mais comumente referida apenas como Coreia do Norte. Aqui estão algumas coisas sobre o país que podem surpreendê-lo.
1. Os americanos não são odiados, mas bem-vindos
O alto nível de consciência de classe dos coreanos faz com que eles não confundam o povo estadunidense com o seu governo. Os coreanos não fazem segredo quanto ao seu desprezo pelo imperialismo dos EUA, mas se você diz que é um estadunidense, a conversa geralmente gira muito mais em torno de temas culturais ou relacionados a esportes do que de política. Na biblioteca The Grand People’s Study House, localizada em Pyongyang, o CD mais popular é o Greatest Hits, dos Beatles, embora Linkin Park também seja bastante solicitado entre a juventude local. Os jovens parecem fascinados pela NBA e sabem muito mais sobre a liga de basquete e seu campeonato do que apenas sobre o ex-jogador Dennis Rodman.
2. Fronteira e alfândega
Muitos dos ocidentais que viajaram de Pequim para Pyongyang comigo estavam preocupados que o procedimento de imigração seria longo e intenso. Todos pareciam muito surpresos que os passaportes foram carimbados, sem perguntas, e que apenas um punhado de passageiros teve alguns itens de suas malas olhados.
Antes de viajar, é altamente recomendável por empresas de turismo que as pessoas não tragam qualquer livro sobre a Guerra da Coreia ou itens que estampem bandeiras dos Estados Unidos. Este pode ser um conselho sólido, mas a imigração realmente não parece muito preocupada com o que é trazido para o país.
3. Pyongyang é bonita, limpa e colorida
Provavelmente uma das cidades mais lindas do mundo, Pyongyang está incrivelmente bem conservada. Considerando-se que toda a cidade foi bombardeada pelas forças dos EUA na Guerra da Coreia (que eles chamam de Guerra de Libertação Pátria) e que apenas dois edifícios permaneceram em pé em 1953, é uma realização impressionante. As estátuas e grandes edifícios são inspiradores, assim como são os grandes espaços verdes, onde você pode ver as pessoas relaxando. Há muitos novos prédios surgindo em toda a cidade, mas mesmo os que são evidentemente mais antigos são bem mantidos. Costuma-se dizer que Pyongyang durante a noite é escura, e embora possa ser comparada a uma cidade ocidental, ela tem belas luzes que iluminam muito o centro da cidade.
4. Cabelo a la Kim Jong-Un
Quando eu estava a caminho do aeroporto para o centro da cidade, vi apenas um homem usando o “corte de cabelo a la Kim”, que, aliás, não me pareceu nada bom. Os rumores quanto à obrigatoriedade de todos os homens da Coreia do Norte em idade universitária terem de usar o mesmo corte do líder norte-coreano surgiram após a BBC e a Time veicularem a história de um tabloide sul-coreano. Essa história não só não é verdade, assim como também não é a alegação de que os homens no país só teriam um número seleto de cortes para escolher na barbearia, sancionado pelo Estado.
5. Norte-coreanos sorriem muito
A pergunta que você deve estar se perguntando é: “Mas eles não sorriem porque são forçados a isso?”. Isso seria um grande feito se para todos os risos genuínos que eu compartilhei com os coreanos, eles estiverem apenas rindo “para inglês ver”.
6. Ideologia monolítica não significa personalidade monolítica
Este é um bom lembrete quanto ao fato de individualismo e individualidade não serem a mesma coisa. Na realidade, observando as pessoas interagirem umas com as outras me deu a impressão que a diversidade de tipos de personalidade é tão forte quanto o é no “liberado” Ocidente. As pessoas têm uma divergência de interesses, desde esportes à cultura, e são livres para escolher o que eles gostam e desgostam.
7. As pessoas se vestem incrivelmente bem no país todo
Até mesmo no campo, os coreanos se vestem de maneira muito digna. Não houve um só lugar que viajei onde as pessoas parecessem malvestidas ou vestindo roupas que parecessem ser velhas. Homens e mulheres também não vestem o mesmo estilo de roupa, como somos condicionados a pensar. É comum ver mulheres usando roupas bem brilhantes, incluindo ternos e vestidos tradicionais coreanos de cor pink. Os homens usam gravata, camisas de cola e ternos, mas também não é incomum vê-los em roupas mais casuais, como moletons, dependendo da ocasião.
8. As crianças começam a aprender inglês aos 7 anos
O domínio da língua inglesa, particularmente pela geração mais nova, impressiona. Nas décadas anteriores, a época de aprender inglês era no colegial. Mas isso foi mudado para a terceira série do ginásio agora. Embora muitas crianças sejam tímidas (no final das contas, elas não veem muitos estrangeiros), muitas delas apertaram minhas mãos e até mesmo trocaram poucas palavras em inglês comigo. Entre as línguas populares estudadas no colegial estão o chinês e o alemão.
9. O turismo será incentivado num futuro próximo
Um dos aspectos da economia que serão priorizados no futuro parece ser o turismo. No momento, todo o aeroporto de Pyongyang está em obras – e sendo expandido. Os coreanos estão dispostos a se abrir para o mundo, mas também estão certos de fazerem isso de maneira diferente da dos chineses (após ter estado em Pequim e visto a onipotência de alguns dos piores aspectos da cultural ocidental, isso os dá toda a razão para terem cuidado a esse respeito). A companhia Air Koryo, a qual foi concedida apenas 1-estrela pela companhia SkyTrax, na realidade, foi muito melhor em termos de serviço e conforto do que ao menos um dúzia de outras companhias aéreas que já voei. Eles têm uma nova frota de aviões russos que voam entre Pyongyang e Pequim, proveem entretenimento a bordo ao longo de toda a viagem (o desenho para crianças Clever Raccoon Dog é hilário) e servem um “hambúrguer” (que não é muito bom, mas comível) e uma variedade de bebidas (café, chá, cerveja e suco). Toda a experiência valeria no mínimo 3 estrelas se tivéssemos que avaliá-la para valer.
10. Coreanos estão dispostos a falar sobre seu país de maneira aberta
As pessoas estão bem abertas para falar a respeito dos problemas que o país enfrenta e não se furtam em discutir alguns dos mais difíceis aspectos da vida. Por exemplo, eles falam sobre a “Marcha Árdua” (pense no “Período Especial” em Cuba) quando seca, fome e enchentes somadas à perda da maioria dos parceiros comerciais do país causaram grandes retrocessos ao país que até os anos de 1980 tinha uma qualidade de vida mais alta do que a da sua vizinha Coreia do Sul. Eles também discutem as narrativas em relação à Guerra da Coreia e estão dispostos a um melhor relacionamento com a Coreia do Sul na esperança que aconteça a reunificação. Entretanto, também são bem firmes quanto ao fato de que nunca irão renunciar seus princípios socialistas para facilitar essa reunificação.
11. Cerveja e microcervejarias
Quase todos os distritos do país agora têm uma cervejaria local que provê cerveja para os arredores. Há uma variedade de diferentes tipos que são bebidas por todo o país e a maioria das refeições são servidas com uma pequena quantidade de cerveja. No Kim Il Sung Stadium, onde a maratona de Pyongyang começou e terminou não era incomum ver locais bebendo cerveja enquanto observavam as partidas-exibição entre os times de futebol do país. Pense no estádio dos Yankees, sem a agressividade do público.
12. Tabloides
Havia ao menos 100 estadunidenses ao mesmo tempo que eu em Pyongyang, em grande parte devido aos corredores amadores estrangeiros que tiveram a permissão de competir pela primeira vez na maratona. Um casal disse ser esta sua segunda visita ao país, após o terem visitado no ano passado. Eles mencionaram como estavam um pouco asssustados quando vieram pela primeira vez porque isso foi bem depois de uma história que tinha ganhado as manchetes sobre Kim Jong – um ter matado sua namorada e outras pessoas por terem aparecido em uma fita pornô. O casal falou de como eles entraram em uma ópera em Pyongyang e assim que sentaram perceberam que a mesma mulher que devia estar morta estava sentada bem na frente deles. De fato, uma walking dead. Outras histórias recentes que saíram na mídia ocidental via tablóides sul-coreanos em relação a execuções em massa em estádios ou ao tio de Kim Jong – um ter servido de alimento para um bando de cachorros famintos também são ditas como sem sentido por ocidentais que viajam frequentemente para lá e conhecem bem a situação do país. Isto não é para nada dizer sobre a existência de campos de reeducação política ou prisões, mas para falar sobre uma campanha de demonização contra o país que o distorce completamente e que não ajuda em nada o povo coreano
13. Os coreanos não hesitaram em fazer com que você se divirta com eles
Aconteceu uma série de eventos organizados em Pyongyang por ocasião do aniversário de Kim Il Sung, que é um feriado nacional quando as pessoas ficam dois dias sem trabalhar. Alguns foram organizados publicamente, como as mass dances, em que centenas de pessoas dançam em grandes praças ao som de músicas populares coreanas. Outros eventos envolveram famílias no parque fazendo piquenique enquanto crianças compravam sorvete e vovós bêbadas dançavam de forma hilária porque tinham tido muito soju caseiro. Mas, como em qualquer outro Estado autoritário, você tem que participar! Intimidar-se não é uma opção, já que eles vão te puxar pelo braço e te ensinar a dançar todos os passos mesmo que eles próprios não os estejam fazendo de maneira correta.
Em resumo, eu achei os coreanos do Norte uns dos mais acolhedores e mais autênticos seres humanos que já tive a chance de interagir. Seria tolo referir-se ao país como um “paraíso dos trabalhadores” devido à profundidade de problemas que enfrenta. Como em todas as sociedades, existem aspectos positivos e negativos. Entretanto, considerando que eles têm superado séculos de dominação imperial, a perca de quase um quarto de sua população na Guerra da Coreia e continuam a manter seu sistema social diante de um continuado estado de guerra, eles têm se dado tremendamente bem. Os sucessos em educação gratuita por meio da Universidade, a não existência de sem-teto e um povo orgulhoso e digno deveriam ser apresentados no sentido de se ganhar uma imagem do país mais completa e com mais nuances.
Tenho de dizer que a Coreia do Norte pintada pela mídia ocidental na verdade fala mais sobre a eficiência de nosso aparato de propaganda e de técnicas de lavagem cerebral do que do deles. O fato que eu até tenho que escrever sobre as coisas surpreendentes que testemunhei é a evidência da séria falta de compreensão que temos sobre o país. Os problemas enfrentados pela Coreia nunca são contextualizados como deveriam ser – como uma nação oprimida com o objetivo de libertar-se da servidão das grandes potências que têm a intenção de devorar cada Estado restante livre de uma unipolaridade que morre.
Ah, e eu quase estava esquecendo sobre as armas nucleares! Bem, vamos considerar se os militares norte-coreanos estivessem realizando exercícios militares anualmente ao largo da costa de Nova Iorque, simulando o bombardeio de Manhattan e a ocupação da totalidade do país, o qual já controla a metade ocidental.
Não seria sensato dado o contexto para os estadunidenses desenvolverem um arsenal nuclear? Os coreanos não são famintos por guerra ou até mesmo “obcecados” com o exército ou forças militares. No entanto, dado a forma como a situação na Líbia foi jogada, eles ainda estão mais convencidos – com razão – de que a única razão pela qual o seu Estado independente continua a existir é devido ao Songun (a política “militares em primeiro lugar”) e a existência de capacidades nucleares. Para ter certeza, eles não têm a intenção de usá-lo a menos que os coloquem na posição de ter de fazê-lo.
É meu desejo sincero que exista um continuado intercâmbio cultural e interpessoal no futuro próximo entre as pessoas da Coreia do Norte e os países ocidentais. Praticamente todas as pessoas que viajaram comigo de volta a Pequim estavam em êxtase de quão diferente sua experiência foi, comparado ao que eles esperavam. Eles – como eu – ganharam muito com a experiência humanizadora de interagir com os coreanos. Embora os ocidentais sejam relativamente livres para viajar muito mais do que os cidadãos da Coreia do Norte, é irônico como os coreanos aparentemente sabem muito mais sobre nós do que nós sabemos sobre eles. Isso terá que mudar nos próximos anos.
Israel mantiene a niños palestinos presos en jaulas al aire libre en pleno invierno
En un informe de noviembre de 2015 hecho público por el Independent, se decía que la organización de derechos humanos Club de Prisioneros Palestinos (PPC) había denunciado que al menos 600 niños palestinos habían sido arrestados solo en Jerusalén en la primera mitad de 2015 y que alrededor del 40 por ciento había sufrido abusos sexuales. Ahora, un nuevo informe de enero de 2016, mencionado igualmente por el Independent, afirma que el gobierno israelí está torturando niños y manteniéndoles en jaulas al aire libre en pleno invierno.
El Independent cita un informe publicado por el Comité Público Contra la Tortura en Israel (PCATI), en el que se dice que “niños acusados de delitos menores han sido encerrados en jaulas al aire libre, amenazados y sometidos a actos de violencia sexual, así como a juicios militares sin representación legal”.
Tras una visita realizada por los abogados de la Oficina del Defensor Público, se han conocido detalles impactantes de lo que está pasando en los centros de detención.
“En el curso de nuestra visita, que tuvo lugar durante una fuerte tormenta que azotó al estado, los abogados se reunieron con presos que les pusieron al corriente: en medio de la noche, un montón de presos fueron trasladados a unas jaulas de hierro al aire libre construidas en el exterior de las instalaciones de la prisión de Ramla”, se puede leer en el sitio web de la Oficina del Defensor Público.
“Resulta que este procedimiento, según el cual los presos esperaban en el exterior en jaulas, ha durado varios meses y fue verificado por otras autoridades”.
El informe dice que el caso de la prisión de Ramla es solo un ejemplo de una política más amplia de abusos que están padeciendo los presos.
En cuanto a los cargos por los que están presos los niños, el PCATI ha proporcionado datos que permiten afirmar que “la mayoría de los niños detenidos están acusados de arrojar piedras”.
El 74 por ciento de estos niños han sufrido violencia física durante su arresto, traslado o interrogatorio, añade el informe, subrayando que Israel es el único gobierno que persigue sistemáticamente a niños en sus tribunales militares y que “ningún niño israelí ha pasado por ningún tribunal militar”.
Solo en las tres primeras semanas de noviembre de 2014, Israel secuestró al menos a 380 [niños] palestinos en Cisjordania y Jerusalén Este.
En un estudio de 2013 sobre los derechos de los niños, el Comité de la ONU sobre Derechos de los Niños (CRC) dijo que estaba profundamente preocupado por las informaciones que hablaban de torturas y malos tratos de niños palestinos arrestados, procesados y presos por parte del ejército y la policía israelíes, así como por el hecho de que el gobierno no haya sido capaz de poner fin a estas prácticas, a pesar de las repetidas expresiones de preocupación por parte de organismos internacionales.
El comité denunció, también, “el uso continuado de la violencia física y verbal, las humillaciones, las restricciones dolorosas, las capuchas en cabezas y rostros, las amenazas de muerte, la violencia física, los abusos sexuales contra ellos o contra miembros de su familia, así como el acceso restringido a los aseos, comida y agua”.
El informe del CRC también explica que el ejército israelí utilizó a los niños palestinos como escudos humanos en múltiples ocasiones.
Más de 7.000 palestinos están presos en 17 cárceles israelíes y campos de detención. Varias organizaciones de derechos humanos han pedido reiteradamente a la ONU que prohíba a Israel detener y torturar a niños palestinos, parar los juicios militares contra ellos y poner en libertad a los niños detenidos ilegalmente.
Palestina Libre
OLP celebra decisión de UE y reclama más medidas contra el Apartheid israelí
El secretario del Comité Ejecutivo de la Organización para la Liberación de Palestina (OLP), Saeb Erekat.
La OLP celebra la decisión de la UE de amenazar a Israel con "más acciones", pero pide más medidas contra el régimen de Apartheid.
El secretario general de la Organización para la Liberación de Palestina (OLP), Saeb Erekat, pidió el lunes mediante un comunicado "una mayor implicación europea" y unos "pasos inmediatos" por parte de la Unión Europea (UE) como la prohibición total de la importación de productos procedentes de las colonias israelíes en territorios palestinos y un llamamiento a "un enfoque más multilateral para poner fin a la ocupación israelí que comenzó en 1967".
El comunicado fue publicado después de que los ministros de Exteriores de la UE reiterasen la misma jornada que los asentamientos israelíes son "ilegales bajo el Derecho Internacional, constituyen un obstáculo para la paz y amenazan con hacer imposible una solución de dos Estados", y amenacen al régimen israelí con estudiar "más acciones a fin de proteger la viabilidad" de Palestina.
El Consejo de Ministros por otra parte dejó claro en su comunicado conjunto que tales acciones "no constituyen un boicot a Israel", pero que pretenden garantizar "la aplicación plena y eficaz de la legislación existente de la UE" a los productos israelíes.
"Es un mensaje a Israel de que no importa todo lo que invierta para imponer y justificar el régimen de Apartheid en Palestina porque nadie lo reconocerá", afirmó en el comunicado Erekat, quien consideró que el pronunciamiento de los ministros supone "un paso adelante hacia la exigencia de responsabilidad" al régimen israelí por parte de la comunidad internacional.
El Parlamento Europeo (PE) aprobó en septiembre de 2015 una resolución que permitía etiquetar los productos hechos en las colonias ilegales israelíes en los territorios ocupados palestinos, para evitar que los consumidores del mercado comunitario sean engañados. Frente a esta medida el régimen israelí con Benyamin Netanyahu al frente respondió con la suspensión de contactos diplomáticos con las instituciones de la UE.
La construcción de viviendas israelíes en los territorios palestinos por parte del régimen de Tel Aviv es condenada por varios países y organizaciones internacionales, considerándola ilegal y un desafío para encontrar una solución al conflicto israelí-palestino.
Más de medio millón de israelíes viven en asentamientos ilegales construidos desde la ocupación, en 1967, de los territorios palestinos en Cisjordania y Al-Quds, pese a que la Convención de Ginebra prohíbe construir en terrenos ocupados.
snr/rha/hnb - HispanTv
Irak: Ya se nos está acabando la paciencia con Turquía
El canciller iraquí, Ibrahim al-Yafari.
Al Gobierno de Irak se le agota la paciencia, advirtió el lunes el canciller iraquí, Ibrahim al-Yafari, respecto a la medida de Turquía de desplegar fuerzas en el norte de Irak.
“Ya no soportamos la presencia de Turquía en el suelo de Irak”, dijo Al-Yafari durante una reunion con los embajadores de EE.UU., Francia y el Reino Unido acreditados en Bagdad, la capital de Irak, informó el portal Al-Sumaria.
El ministro de Exteriores de Irak aseguró que la presencia de militares turcos en el territorio iraquí es ilegal y una fragante violación de las normativas internacionales y exigió a Ankara retirar sus tropas que ocupan las zonas cerca de la ciudad de Mosul, principal bastión del grupo terrorista EIIL (Daesh, en árabe) en Irak.
También urgió a los representantes diplomáticos presentes en la reunión a presionar a Ankara para que ponga fin al despliegue militar ilegal en el territorio iraquí.
Igualmente recordó que hasta el momento el Gobierno de Irak ha usado la vía diplomática para tratar de resolver este problema pero advirtió de que de no ser retiradas las tropas turcas, Bagdad pondrá en consideración otras opciones para afrontar la situación.
A principios de diciembre de 2015 Turquía desplegó cientos de sus soldados en la localidad Bashiqa, so pretexto de entrenar a las fuerzas kurdas que combaten a Daesh, sin embargo, algunos medios turcos estiman que Ankara planea instalar una base en esa zona.
Hasta el momento Turquía ha ignorado las amenazas y los múltiples ultimátums por parte de Irak y sigue manteniendo a sus tropas en el territorio iraquí.
Las reacciones de otras naciones y otros organismos a esta medida turca fueron negativas; incluso, el secretario general de la Liga Árabe (LA), Nabil al-Arabi, la consideró una “flagrante intervención”.
hgn/ncl/nal -HispanTv
Líder iraní saluda implementación del acuerdo nuclear
Líder de la Revolución Islámica de Irán, el ayatolá Seyed Ali Jamenei.
El Líder de la Revolución Islámica de Irán, el ayatolá Seyed Ali Jamenei, saluda la retirada del Occidente ante los esfuerzos de científicos y autoridades iraníes para la implementación del acuerdo nuclear.
“Expreso mi felicidad por el éxito de la resistencia de la gran nación persa ante las sanciones crueles, por los esfuerzos de los científicos nucleares en el progreso de esa crucial industria y por los inagotables empeños de los negociadores en obligar a las contrapartes, famosas por su enemistad con la nación persa, a retirarse y levantar parte de las sanciones”, ha afirmado el Líder iraní.
Por medio de una carta enviada al presidente iraní, Hasan Rohani, el ayatolá Jamenei ha agradecido los esfuerzos del presidente, el ministro de Asuntos Exteriores, Mohamad Yavad Zarif, y toda la delegación negociadora y otras autoridades implicadas por el logro de la implementación del acuerdo nuclear.
En cuanto a la implementación del Plan Integral de Acción Conjunta (JCPOA, por sus siglas en inglés), el ayatolá Jamenei ha mencionado cinco puntos:
Primero, el Líder pide a las autoridades iraníes estar conscientes del pleno cumplimiento de todos los compromisos de la contraparte y recuerda que las recientes afirmaciones de algunos políticos estadounidenses provocan desconfianza.
Segundo, ha recordado a todas las autoridades gubernamentales que la solución de los problemas económicos del país sólo requiere de incesantes y sabios esfuerzos de cada uno de los sectores y en el marco de la economía de la resistencia.
A este respecto, ha indicado que el levantamiento de las sanciones por sí mismo no puede ser suficiente para una apertura económica en el país y el consiguiente mejoramiento del bienestar del pueblo.
Tercero, ha precisado, “en las propagandas, es necesario tener en cuenta que lo conseguido por este negocio ha costado altos precios. Así que los textos o dichos que intentan ignorar esta realidad y mostrarse agradecidos con la parte occidental no son sinceros con la opinión pública de la nación”.
Cuarto, ha resaltado que esta victoria frente a la arrogancia y la tiranía es resultado de la resistencia y persistencia: “Todos nosotros hemos de considerarla una gran lección para todos los casos y sucesos en la República Islámica”.
Quinto, el ayatolá Jamenei ha calificado de indispensable mantenerse vigilantes ante las conspiraciones o incumplimientos de los gobiernos arrogantes, en especial Estados Unidos, tanto en el caso nuclear como en otros asuntos.
Al final, ha deseado éxitos al presidente y las otras autoridades en la administración del país.
tas/ncl/nal -HispanTv
Ministra alemana de Defensa: un "Eje del Terror" se está forjando en África del Norte
La ministra alemana de Defensa estudia participar en la lucha contra el terrorismo en el norte de África.
La ministra alemana de Defensa, Ursula von der Leyen, señaló al diario alemán 'Das Bild' que la estabilización de Libia es una tarea importante puesto que persiste el riesgo de que en su territorio surja un "Eje del Terror" compuesto de grupos terroristas como el Estado Islámico (EI) y Boko Haram. Estas formaciones extremistas ya operan en el norte de África.
Según las palabras de Von der Leyen, en caso de que ambas fuerzas terroristas se unan existe el riesgo de que se forje "un Eje del Terror que puede desestabilizar grandes zonas de África". "La consecuencia sería nuevas oleadas de refugiados, lo que no podemos permitir que suceda", afirmó Von der Leyen.
Además, la titular germana de Defensa hizo hincapié en la proximidad de Libia a Europa, y en la importancia de apoyar a un Gobierno libio que sea capaz de poner orden y tomar medidas enérgicas contra los grupos terroristas.
Libia es "la costa opuesta de Europa, solo separada por el [mar] Mediterráneo", recordó la ministra. A su juicio, la estabilización del Ejecutivo libio es un asunto de vital importancia y hay que asegurarse que Trípoli "consiga un Gobierno que funcione".
"Este [Gobierno] necesitará ayuda rápida para hacer cumplir la ley y el orden en este gran Estado y, al mismo tiempo, luchar contra el terrorismo islámico que amenaza a Libia", detalló Von der Leyen.
"Alemania no eludirá su responsabilidad de contribuir [a la lucha contra el terrorismo en el norte de África]", agregó la funcionaria en relación a la implicación del país en este asunto.
Alemania e Italia consideran entrenar a soldados libios
El pasado 9 de enero, la revista 'Der Spiegel' informó de que las tropas alemanas e italianas pueden ser pronto enviadas a Túnez para entrenar a las fuerzas de seguridad libias.
Según la publicación, "la misión puede incluir 150-200 soldados de la Bundeswehr [las fuerzas armadas unificadas de Alemania], y estar orientada [a entrenar combatientes] de la misma manera que han sido entrenados los kurdos en el norte de Irak. La operación tiene como objetivo estabilizar Libia y evitar que la organización terrorista del Estado Islámico se propague aún más en el país del norte de África".
Actualidad RT
Japón empieza a importar crudo de EE.UU. por primera vez en 40 años
Tras el levantamiento de la prohibición de 40 años de importar petróleo de EE.UU., la compañía japonesa Cosmo Energy Holdings ha adquirido el primer lote de crudo por 8,47 millones de dólares.
Según el rotativo nipón 'Nikkei', la compañía Cosmo Energy Holdings gastará 1.000 millones de yenes, el equivalente a 8,47 millones de dólares, en la primera partida de petróleo de esquisto extraído del yacimiento Eagle Ford en Texas, EE.UU.
Los mayoristas japoneses utilizan diariamente unos 3,9 millones de barriles de crudo para producir gasolina, gas de petróleo y otros productos. Ahora Japón compra la mayor parte del petróleo que consume de países de Oriente Medio como Arabia Saudita, pero las importaciones de África y América Latina también muestran una tendencia progresiva.
La inestabilidad de Oriente Medio y el conflicto entre Irán y Arabia Saudita ha empujado a Tokio a buscar fuentes alternativas de importación. De esta forma, utilizará en su propio interés el levantamiento del veto estadounidense para vender petróleo al exterior, que entró en vigor hace 40 años.
Actualidad RT
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
Israel impede palestinos de participarem do Fórum Social no Brasil
Militantes e ativistas palestinos, convidados para o Fórum Social Mundial Temático, que acontecerá de 19 a 23 de janeiro em Porto Alegre, são impedidos de viajar ao Brasil pela intensificação do bloqueio de Israel na cidade de Hebron, na Cisjordânia. A denúncia foi feita em nota, assinada pela organização do FSM Temático, e divulgada nesta sexta (12) no site do encontro.
As entidades que organizam o Fórum demonstram preocupação e afirmam que desde o ano passado recebem notícias de “violência e seguidos assassinatos”, principalmente de jovens e adolescentes, na cidade de Hebron.
Segundo a nota do FSM Temático o objetivo das ações de Israel é que os moradores abandonem as cidades para permitir o avanço, cada vez mais violento, dos assentamentos ilegais israelenses.
Leia na íntegra a nota do Fórum Social Mundial Temático
NOTA DE REPÚDIO – PALESTINOS IMPEDIDOS DE VIAJAR AO BRASIL
É com indignação e grande preocupação que as organizações que promovem o Fórum Social Temático FSM 15 Anos, em Porto Alegre, são obrigadas a informar que palestinos convidados para o encontro foram impedidos de viajar ao Brasil, barrados pelo violento fechamento da cidade de Hebron, na Cisjordânia, e agravamento da repressão em toda Palestina ocupada pelas forças israelenses.
Desde outubro de 2015, recebemos notícias do bloqueio, cerco militar, controle, cadastramento forçado, humilhação, violência e seguidos assassinatos, principalmente de jovens e adolescentes, na histórica cidade palestina de Hebron e a transformação de áreas importantes para a população local, como Tel Rumeida and Shuhada Street, em zonas militares fechadas , sem que as mesmas restrições ocorram para os colonos israelenses, que circulam livremente.
Os palestinos denunciam a imposição de “punição coletiva”, por Israel, à população de Hebron, como forma de levá-la à exaustão para que habitantes abandonem a cidade onde os assentamentos ilegais israelenses avançam com violência extrema.
Nas áreas visadas no atual processo de isolamento, foram erguidos bloqueios de sucata, tijolos, cimento, tanques e homens armados que ameaçam e atacam moradores e radicalizam um cerco de terror que tem origens no massacre da Mesquita de Ibrahimi de 1994. Em fevereiro daquele ano, um colono vindo do Brooklin entrou na mesquita durante o Ramadan e abriu fogo matando 29 e ferindo dezenas, até ser contido e morto pela população. Em resposta, nos dias que se seguiram, as forças israelenses atacaram e mataram dezenas de civis palestinos que protestavam contra o massacre na mesquita.
Punições coletivas, um crime tipificado pelas convenções internacionais, são empregadas com frequência pelo Estado de Israel. Enquanto o governo e as instituições israelenses convidam parlamentares, artistas e figuras de visibilidade no exterior para visitas e conferências em suas universidades, para transmitir uma imagem de normalidade nas relações da ocupação, jovens feridos por seus soldados são deixados a sangrar nas ruas, sem permissão de acesso do socorro médico. Observadores internacionais são impedidos de entrar para testemunhar o massacre, rádios palestinas são fechadas para não emitir pedidos de socorro, e ativistas são impedidos de prestar assistência.
Integrantes do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial e da Frente em Defesa do Povo Palestino no Brasil participaram, no ano passado, de uma Missão Humanitária à Palestina, mas dois brasileiros de sobrenome árabe não puderam entrar, e todos os(as) demais tiveram acesso negado à Faixa de Gaza, massacrada no ano anterior até a destruição total de sua infraestrutura. Testemunharam, no entanto, as condições intoleráveis da vida na Cisjordânia ocupada, o avanço dos assentamentos ilegais, o controle ostensivo da cidade de Hebron, a resistência incansável do povo palestino.
Denunciamos e cobramos todos os esforços da comunidade internacional, em particular das autoridades brasileiras, para que se posicione pelo fim imediato da ocupação da Palestina, pela retirada das forças ostensivas da cidade de Hebron, pelo socorro imediato às vítimas da repressão, pela reconstrução da Palestina livre.
Reafirmamos nossa firme adesão à campanha BDS, de Boicote Desinvestimento e Sanção a Israel até que a ocupação tenha fim, e manifestamos nossa firme solidariedade ao povo palestino, aos integrantes do Conselho Internacional e do processo FSM isolados em Hebron, ao pesquisador e coordenador do Centro Alternatives na Cisjordância, Ahmad Jaradat, e ao diretor do Centro de Criatividade do Professor na Palestina, Refat Sabbat, e a todos os representantes das organizações da sociedade civil Palestina que repetidamente tem sido impedidos de viajar para relatar ao mundo a realidade da ocupação.
Até que a Palestina seja livre!
Organizações participantes do Fórum Social Temático FSM 15 Anos, Porto Alegre, 15 de Janeiro de 2016
Estado de guerra contra os curdos
Mais de 1100 intelectuais turcos de 80 universidades e 350 acadêmicos estrangeiros subscreveram um texto divulgado nesta semana, no qual se acusa que "em muitas cidades das províncias curdas o Estado turco condena os seus cidadãos à fome através do recolher obrigatório que se prolonga por semanas".
Para além da privação de gêneros e não raramente de serviços essenciais (fornecimento de água potável ou energia elétrica, por exemplo), o manifesto emitido pela organização Acadêmicos pela Paz denuncia o ''massacre deliberado e planeado [da população curda]", no que considera ser "uma grave violação das leis turcas e internacionais".
Os acadêmicos, de acordo com o documento citado pela Lusa, contestam igualmente a "versão oficial militar" que se tem escusado a distinguir entre mortos, feridos e detidos, ou entre guerrilheiros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) e civis, insistindo em anunciar diariamente a "neutralização" de "terroristas".
Em agosto do ano passado, na sequência da suspensão das conversações de paz com o PKK, iniciadas em 2012, o governo turco retomou as hostilidades contra a maioria curda do Sudeste do território. Desde então, dezenas de cidades em 19 distritos de seis províncias foram sitiadas, ocupadas pelas forças armadas e pela polícia de intervenção. A imposição de recolher obrigatório tem sido recorrente.
Estima-se que a operação punitiva em larga escala nas zonas curdas da Turquia tenha mobilizado em cinco meses mais de dez mil militares, acompanhados de armamento e veículos pesados. O contingente tem sido amplamente usado para desmobilizar com violência as manifestações populares que se multiplicam na região, em estado de levantamento insurrecional.
A vida de 1,4 milhões de pessoas tem sido infernizada e pelo menos 160 civis foram assassinados, entre os quais 29 mulheres, 32 crianças e 24 idosos, calcula uma organização de defesa dos direitos humanos turca. A mesma fonte nota que a repressão se agudizou em dezembro, com cerca de metade das vítimas mortais contabilizadas desde então.
O Partido Democrático do Povo (HDP), por seu lado, difundiu, em meados de dezembro, uma série de fotos que confirma assaltos a casas e detenções por parte das forças repressivas.
Representantes curdos e autoridades turcas parecem somente concordar numa questão: a situação é de tal forma grave que o perigo de evoluir para uma guerra civil é real.
Sufoco antidemocrático
Paralelamente ao esmagamento dos curdos no Sudeste da Turquia, o governo de Ancara leva a cabo uma poderosa investida antidemocrática. No dia 8 de janeiro, a polícia invadiu uma sede do HDP em Istambul e prendeu vários quadros e dirigentes do partido progressista pró-curdo, terceira força no parlamento e que o presidente turco Recep Erdogan pretende ver perseguida judicialmente.
Dias antes, a 3 de janeiro, as forças antimotim reprimiram um protesto contra a campanha anti-curda, realizado no centro de Istambul.
Dois deputados e dirigentes do HDP enfrentam acusações de "incitamento ao terrorismo", e outros tantos responsáveis de um jornal conotado com a oposição, o Cumhuriyet, foram, a 26 de novembro, presos por alegada "espionagem" e "revelação de segredos de Estado". O periódico denunciou a entrega de armas por parte dos serviços secretos turcos aos "rebeldes" sírios; os vínculos da Turquia com os grupos terroristas que semeiam a guerra nos vizinhos Síria e Iraque e a participação no roubo do petróleo extraído pelo chamado Estado Islâmico na Síria (o filho de Erdogan é suspeito de ser um dos cabecilhas do tráfico), assim como a intervenção de Ancara em ambos os países, nomeadamente contra as intituladas autodefesas curdas sírias, cuja capacidade de contrastar o domínio do EI tem sido notável.
A 23 de novembro, o vice-presidente do HDP foi alvo de uma tentativa de assassinato na cidade de Diyarbakir, a maior do Curdistão turco. O HDP tem sido um feroz opositor ao denominado Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), de Erdogan. A meio do ano passado, o partido conquistou importantes posições no parlamento turco, retirando, inclusivamente, a maioria absoluta ao AKP.
A 1 de novembro ocorreram eleições antecipadas e o AKP voltou a dispor de uma maioria absoluta, na sequência de uma sufrágio que a Comissão Europeia afirmou, em comunicado emitido a 10 de novembro, terem acontecido no quadro de um franco retrocesso da liberdade de expressão e no contexto de uma tendência negativa para o Estado de Direito. Os EUA felicitaram "o povo turco" pelo ato eleitoral.
A maioria absoluta reconquistada por Erdogan não lhe permite, porém, avançar sem obstáculos para a reforma constitucional que almeja. O presidente da Turquia e ex-primeiro-ministro do país tem como objetivo reforçar os poderes presidenciais. Nesse propósito, não regateia esforços e nas habituais palavras de ano novo dirigidas ao país deu mesmo como exemplo das virtudes e do funcionamento de um tal regime... a Alemanha nazi.
"Já existiram outros exemplos no mundo e na História. Podem ver isso olhando para o caso da Alemanha de Hitler", defendeu Erdogan.
Fonte: Jornal Avante
Irã tem novo capítulo nas relações com mundo, diz Rohani sobre sanções
"O Irã abriu um novo e feliz capítulo em suas relações com o mundo ao fim das sanções por seu programa nuclear, com sua dignidade intacta e com o caminho aberto para reintegrar-se na economia global", declarou o presidente da nação, Hassan Rohani, neste domingo (17).
Na noite de sábado (16), a UE (União Europeia) e Estados Unidos anunciaram a suspensão das sanções econômicas e financeiras contra o país persa. A decisão entrou em vigor com a publicação no Diário Oficial da UE, menos de uma hora depois de sua adoção formal por parte dos 28 Estados-membros do bloco.
A decisão de levantar as sanções ocorreu logo após o anúncio da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), confirmando que Teerã manteve seus compromissos em relação ao histórico acordo nuclear, firmado com as potências internacionais em julho passado. Esta confirmação ocorreu poucas horas depois de os EUA e o Irã trocarem prisioneiros como primeiro sinal verde.
Rohani parabenizou o povo iraniano pela entrada em vigor do acordo, com o qual foram superadas as "cruéis sanções" que prejudicaram sua economia, tendo mantido toda sua "dignidade e força" durante as "longas, profissionais e complicadas negociações", reportou a Agência Efe.
Nesta nova etapa de relações, entrou em vigor o JCPOA (Plano Integral de Ação Conjunta) entre Irã e o Grupo 5+1 (Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia, China e Alemanha), que apresentará as diretrizes deste novo momento diplomático.
"O JCPOA é o resultado da resistência, da determinação e da sabedoria de uma nação que se opõe à guerra e à violência e que escolheu o caminho da lógica e da negociação", comentou Rohani.
Além disso, o presidente iraniano ressaltou que o seu país já superou "o período de dureza econômica" e que a partir de agora a "estratégia da economia da resistência" desenvolvida pelo país poderá se conectar com os mercados globais.
"Hoje se abre uma era que passa das sanções ao desenvolvimento, que necessita de iniciativa, inovação, investimento e uso das novas oportunidades por todos, particularmente os mais jovens", acrescentou.
A suspensão das sanções econômicas e financeiras multilaterais — que estrangulam há anos a economia iraniana e que foi implementada como resposta de potências ocidentais ao seu programa nuclear — será gradual, ao longo de um período de dez anos.
Por 15 anos, as medidas poderão ser automaticamente restabelecidas, em caso de descumprimento por parte de Teerã. O Irã também aceitou se submeter às inspeções reforçadas da AIEA.
"Como previsto, continuaremos a supervisionar estreitamente a implementação completa e efetiva do acordo", garantiu a chefe da diplomacia europeia, a diplomata italiana Federica Mogherini.
"Esse evento mostra, claramente, que, com vontade política, perseverança e diplomacia multilateral podemos resolver as questões mais difíceis e encontrar soluções práticas", acrescentou, em comunicado.
As bolsas de valores dos países do Golfo desabaram neste domingo até 6% por causa da queda do preço do petróleo, em seu ponto mais baixo em 12 anos, após a entrada em vigor do acordo nuclear com o Irã.
A bolsa saudita — a maior economia árabe — teve hoje queda de 6,5%, para 5.458 pontos. O mercado saudita perdeu cerca de US$ 32 bilhões na última semana. Já a bolsa do Catar, outra poderosa na região, desabou 5,96%.
Nesta mesma linha, os índices gerais das bolsas de Dubai e Abu Dhabi, principais pólos financeiros dos Emirados Árabes Unidos, também caíram -5,3% e -4,4%, respectivamente.
Opera Mundi
Assange será interrogado na Embaixada em Londres, mas sob legislação equatoriana
Equador e Suécia assinaram em Quito um acordo de assistência legal, que facilitará, entre outras coisas, o interrogatório de Assange.
O chanceler do Equador, Ricardo Patiño, reiterou, nesta quarta-feira (13/1), a disposição do seu país para facilitar o interrogatório de Julian Assange, fundador do WikiLeaks, por parte da promotoria sueca, no edifício da embaixada equatoriana em Londres.
“Vamos cooperar com a Justiça sueca, para que eles possam tomar as declarações”, assegurou o chefe da diplomacia da nação sul-americana, ao portal digital de notícias Ecuador Inmediato.
Patiño revelou, porém, que o depoimento – já solicitado formalmente pelas autoridades suecas – se dará mediante a legislação equatoriana, “porque Assange está sob jurisdição do nosso país”, recordou.
Embora admita desconhecer a forma como finalmente se realizará o procedimento, o funcionário diplomático adiantou que um representante da Promotoria do Equador seria o encarregado de tomar as declarações, na presença dos delegados da nação europeia.
“Nós cumprimos com a nossa palavra, e eles também terão que aceitar a legislação equatoriana, que fomenta e defende os direitos humanos”, lembrou Patiño, para quem a demora em solicitar o interrogatório corrobora com a versão de que, na verdade, existe um processo de perseguição contra o jornalista australiano.
Assange colocou em maus lençóis o governo dos Estados Unidos, quando divulgou milhares de documentos secretos da diplomacia norte-americana em seu portal WikiLeaks, e logo teve que se asilar na embaixada equatoriana em Londres – onde está desde 19 de junho de 2012 – para evitar ser extraditado para a Suécia, onde está acusado de supostos delitos sexuais.
O australiano teme, porém, que o pedido de extradição seja uma manobra para entregá-lo às autoridades estadunidenses, que poderiam condená-lo inclusive à pena de morte, por divulgar informação classificada.
Segundo alertou Patiño nesta quarta, a prolongada estadia na legação equatoriana na capital britânica tem provocado em Assange problemas físicos e psicológicos, já que ele sequer pode sair do edifício para fazer uma tomografia, como foi indicado pelos médicos, pois corre o risco de ser detido e enviado à Suécia.
Em setembro passado, durante um encontro com correspondentes estrangeiros credenciados em Quito, o presidente Rafael Correa afirmou que seu governo nunca pretendeu obstruir a Justiça sueca no caso de Assange.
De acordo com o mandatário, a Suécia sempre teve a possibilidade de entrevistá-lo dentro da sede diplomática equatoriana em Londres, seja por videoconferência ou através de uma visita de seus promotores.
“Isso sempre esteve perfeitamente permitido, e já foi feito antes, dentro dos processos judiciais suecos”, afirmou Correa, que também lembrou que a decisão de outorgar o asilo a Assange não significa que o Equador apoie o que foi realizado por ele.
De acordo com o governante, o asilo foi concedido porque seus direitos humanos e inclusive sua vida corriam perigo, já que ele pode ser extraditado aos Estados Unidos.
No dia 10 de dezembro passado, Equador e Suécia assinaram em Quito um acordo de assistência legal, que facilitará, entre outras coisas, o interrogatório de Assange, ao mesmo tempo em que garante a aplicação e o respeito à legislação nacional e aos princípios do direito internacional, particularmente os relativos aos direitos humanos.
A promotoria sueca indicou na mesma quarta-feira que solicitou ao Equador a licença para interrogar o fundador do WikiLeaks na embaixada do país em Londres, pelo caso de abuso sexual contra ele.
“A solicitação escrita foi enviada recentemente pelo ministério da Justiça à promotoria equatoriana. Não podemos dizer quando chegará a resposta”, anunciou a promotoria, num comunicado.
Suécia e Equador assinaram em dezembro um acordo de cooperação judicial, que permite o avanço das investigações, sobretudo no que diz respeito ao interrogatório de Assange.
O australiano, de 44 anos, foi denunciado por uma mulher sueca de ter abusado sexualmente dela, num apartamento em Estocolmo, em agosto de 2010. Desde então, ele é objeto de uma ordem de captura europeia, e se recusa a regressar à Suécia por medo a ser extraditado aos Estados Unidos, onde poderia ser condenado pela publicação de 500 mil documentos sobre as operações militares estadunidenses no Iraque e no Afeganistão, assim como 250 mil comunicações diplomáticas, material divulgado pelo WikiLeaks em 2010.
Após descartarem um interrogatório em Londres, os juízes suecos aceitaram viajar à capital britânica para tomar as declarações do fundador do WikiLeaks. Mas o Equador se recusou a abrir as portas da embaixada, na ausência de um acordo bilateral.
Uma vez obtidas todas as autorizações, o interrogatório será liderado pela promotora Ingrid Isgren, em data que ainda será determinada.
Assange corria o risco de ser acusado de agressão sexual até agosto do ano passado, mas essa acusação prescreveu ao se completar cinco anos dos fatos sucedidos em Estocolmo. No caso do abuso sexual, a prescrição só se dá depois de dez anos – acontecerá, portanto, em 2020.
Carta Maior - Tradução: Victor Farinelli
Líder opositor británico pide "diálogo sensato" con Argentina sobre Malvinas
Jeremy Corbyn, el líder del Partido Laborista (PL) del Reino Unido.
El líder opositor británico, Jeremy Corbyn, ha pedido este domingo “un diálogo sensato” con Argentina sobre el caso de las Malvinas, rompiendo la posición tradicional de los gobiernos de su país.
"Creo que tiene que haber una discusión sobre cómo conseguir un acuerdo razonable con Argentina", ha declarado el líder del Partido Laborista (PL) del Reino Unido en una entrevista con la cadena televisora, BBC.
Asimismo, ha opinado que en unas eventuales conversaciones, los isleños de las Malvinas contarían con el derecho de quedarse en su residencia, decidir su futuro.
Sin embargo, el líder laborista británico no quiso comentar sobre los derechos de los isleños a veto sobre un arreglo entre el Reino Unido y Argentina.
Por otra parte, al mostrarse en desacuerdo con el conflicto Londres-Buenos Aires, el líder opositor ha tachado de ridículo que su país vaya a enzarzarse en esta disputa sobre las islas.
En reiteradas ocasiones, Corbyn ha criticado las políticas de su país hacia diversos temas, haciendo énfasis en la necesidad de hacer política de forma diferente.
Anteriormente, Corbyn, quien ha manifestado su disposición a ceder la soberanía a Argentina sobre las Malvinas, había resaltado que la Guerra de las Malvinas fue una artimaña electoral "xenófoba" lanzada por la ex primera ministra del Reino Unido, Margaret Thatcher, una posición que fue criticada en los medios conservadores británicos.
A su vez, el nuevo presidente de Argentina, Mauricio Macri, no se ha mostrado preocupado tras su triunfo en las recientes elecciones por el tema de la soberanía de Argentina, ya que no habló antes ni después de los comicios sobre este polémico asunto.
Por su parte, la canciller argentina, Susana Malcorra, tachó a finales de diciembre de “muy dura” la postura de los gobiernos de Néstor Kirchner y Cristina Fernández (2003-2015) sobre el caso de las Islas Malvinas.
Argentina y el Reino Unido mantienen un litigio sobre la soberanía de las referidas islas, lo que motivó una confrontación bélica entre el 2 de abril y el 14 de junio de 1982, que acabó con la vida de 649 militares argentinos, 255 británicos y tres civiles isleños.
En reiteradas ocasiones, Argentina ha pedido al Gobierno británico sentarse a la mesa de negociaciones para resolver pacíficamente la disputa de soberanía; una solicitud que, todavía, no ha recibido una debida respuesta desde Londres.
tqi/rha/hnb - HispanTv
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