sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
Síria destroça o sonho do Pentágono
Pepe Escobar, Strategic Culture Foundation
Não é de estranhar que os praticantes da Dominação de Pleno Espectro no governo dos EUA em Washington e noutras paragens estejam afogados em surto da mais obcecada negação.
Põem os olhos do tabuleiro sírio e, no que se relacione com projeção de poder, veem a Rússia instalando-se confortavelmente, com base a ser levada a sério em terra e ar, para conduzir em futuro próximo todos os tipos de operação em toda a região OMNA (Oriente Médio-Norte da África, ing. MENA, Middle East-Northern Africa). O Pentágono, obviamente, foi apanhado com as calças na mão.
E é só o começo. Adiante, nessa mesma trilha aumentará a interação militar entre Rússia, China e Irã, por todo o Sudoeste da Ásia. O Pentágono classifica Rússia, China e Irã – os nodos chaves da integração da Eurásia – como ameaças.
Rússia avança cada vez mais profundamente na Síria – e, no longo prazo, na área OMNA – avanços para os quais Moscou insiste em tratar com membros sortidos da OTAN como “parceiros” na guerra contra ISIS/ISIL/Daesh. Alguns apunhalam Moscou pelas costas, como a Turquia. Outros podem partilhar inteligência militar sensível, como a França. Alguns até manifestam desejo de colaborar, como a Grã-Bretanha. E alguns são como gêiseres de ambiguidade, como os EUA.
Nessa bruma de tantas ambiguidades, “parceiros” não poderiam ser meio mais deliciosamente diplomático para mascarar o fato mais surpreendente que se vê nos céus: com sua atual sofisticada mistura de defesas terra-ar, mar-ar e ar-ar, de mísseis cruzadores lançados de submarinos aos S-400s, quem agora já se resolveu quanto a uma zona aérea de facto de exclusão sobre a Síria foi Moscou – não Washington e muito menos Ancara.
Escolha sua coalizão
Aqueles S-400s, por falar deles, logo serão movidos para o norte, dispostos em torno do terrivelmente complexo teatro de Aleppo, ao ritmo em que o Exército Árabe Sírio vai progressivamente ganhando terreno.
Na Primeira metade de 2016 devemos já estar contemplando uma situação na qual os S-400s estarão cobrindo e poderão tomar por alvo toda a fronteira turco-síria. Será o momento quanto o presidente Recep Tayyip Erdogan terá ficado completamente sem bolinhas de gude para continuar no jogo. A cobertura que a Rússia dá aos avanços do Exército Árabe Sírio – e em breve também aos avanços das Unidades de Proteção Popular Curdas dos sírios curdos (YPG) – vai metodicamente preparando o terreno para o fim de todos os elaborados planos de Ancara para uma zona aérea de exclusão disfarçada de “zona segura”, comprada e paga pelos 3 bilhões de euros que a União Europeia pagou à Turquia para dar jeito na crise dos refugiados sírios.
Assim sendo a lógica doravante, no campo de batalha é clara: os turcomenos – 5ª Coluna de Ancara, pesadamente infiltrada por islamo-fascistas turcos – estão sendo empurrados de volta para o território turco, em todo o espectro. E as YPG logo terá a chance de unir os três cantões de curdos sírios através da fronteira.
Quando acontecer, será, pode-se dizer, em resumo – a vitória de uma coalizão – a coalizão “4+1” (Rússia, Síria, Irã, Iraque plus Hezbollah) – sobre a outra (o combo CCGOTAN – Conselho de Cooperação do Golfo – plus OTAN, muito podada) nessa guerra surrealista de duas diferentes coalizões contra ISIS/ISIL/Daesh.
Qualquer praticante da Dominação de Pleno Espectro não cegado pela ideologia verá claramente que a “4+1” está vencendo. É caso exemplar de força aérea pequena, mas altamente motivada e comandada com perfeição, e posicionada no local certo, com a arma certa e alimentada por inteligência de boa qualidade em solo. A coalizão puxada pelos EUA, que tenho chamado de Coalizão dos Oportunistas Finórios (COF) não tem nenhum dos itens acima listados.
Equipe “Mediocridade” em ação
Washington está atolada num lodaçal que ela mesma produziu. E virtualmente tudo ali tem a ver com aquela turma espantosamente medíocre que constitui a equipe dita “sênior” de política exterior do governo Obama.
A equipe Obama sempre descuidou do caso de amor entre Erdogan e a Frente al-Nusra, também chamada al-Qaeda na Síria, com Ankara liberando total o seu Expresso Jihad, de lá para cá, pela fronteira turco-síria. E a equipe Obama fez como se não soubesse do Expresso Petróleo Roubado da Síria, do ISIS/ISIL/Daesh, fluindo por uma frota gigante, facilmente detectável por satélite, de caminhões-tanques.
A equipe Obama deixou passar sem nada decodificar da frágil, escorregadia agenda da Turquia, aliada na OTAN; nisso, deixaram-se prender como reféns da Dominação de Pleno Espectro, porque para o Pentágono, Ancara é a proverbial “âncora de estabilidade” e peão chave da Dominação de Pleno Espectro na região.
Daí, pois, a incompetência/incapacidade da equipe de Obama, que não conseguiu detonar os comboios de caminhões-tanques: não fosse Ancara ofender-se e arrepiar as penas….
A equipe Obama sempre negligenciou o modo como Riad e Doha, diretamente, e depois mediante “doadores privados” – coordenados pelo notório Bandar Bush em pessoa – sempre financiaram ambos, a Frente al-Nusra e o Daesh.
Em lugar de cuidar daquilo, a equipe Obama avançou festivamente na brincadeira de dar armas e mais armas para al-Nusra e Ahrar ash-Sham, via os fornecedores da CIA que forneciam armas para o Exército Sírio Livre. Todas essas armas sempre acabaram capturadas pela Frente al-Nusra e Ahrar ash-Sham.
A equipe Obama, sem jamais nem dar-se conta, muito menos tentar conter a própria miopia, providenciou para que al-Nusra & Co. ficassem conhecidos como “rebeldes moderados”.
A equipe Obama sempre desqualificou o Irã, tratado como nação “hostil”, como “ameaça” aos vassalos do CCG e a Israel. Assim sendo, quem fosse aliado de Teerã ou apoiado por Teerã seria também ou “hostil” ou “ameaça”: o governo em Damasco, o Hezbollah, milícias xiitas treinadas pelos xiitas iraquianos, e até os Houthis no Iêmen.
E por cima de tudo isso, ainda veio a “agressão russa”, manifestada na Ucrânia; e, depois, com Moscou “interferindo” na Síria, mediante o que a Equipe Obama interpretou como jogo de poder nu e cru no Mediterrâneo Oriental.
Com toda a atual luta de sombras, o verdadeiro teste das intenções do governo Obama é se a coalizão dos EUA realmente dará combate real, sem reservas, a Daesh, al-Nusra e Ahrar ash-Sham (que acolhe legiões de jihadistas da Chechênia, Daguestão e Uzbequistão).
Implica que a Equipe Obama terá de dizer a ambas, Ancara e Riad, em termos bem claros, que caiam fora. Nada mais de Expresso Jihad. Nada mais de armas para terroristas. Sem essas linhas vermelhas, o “processo de paz” para a Síria, que vive de malabarismos entre Viena e New York, não serve nem como piada.
Que ninguém espere demais. Porque ninguém em sã consciência pode esperar que a equipe inacreditavelmente medíocre de Obama pato-manco terá colhões para enfrentar o wahhabismo como a verdadeira matriz ideológica de todas as correntes do jihadismo salafista, “rebeldes moderados” incluídos.
O que nos leva de volta à terrível angústia que faz estremecer toda a Avenida Beltway em Washington. Com ou sem equipe Obama, permanece o único fato que nada e ninguém consegue alterar: sem conquistar – ou, pelo menos balcanizar – a Síria… não há Dominação de Pleno Espectro.
Ministério abre caixa-preta do bombardeiro russo
O Ministério da Defesa da Rússia abriu as caixas-pretas do Su-24 derrubado no céu da Síria e colocou-as em caixa-forte.
A abertura das caixas-pretas faz parte do briefing do ministério, que tem lugar nesta sexta-feira (18) em Moscou, três semanas depois do abate.
Na próxima segunda, dia 21, a pasta promete divulgar os resultados preliminares da análise das caixas-pretas.
Os representantes do ministério abriram os dispositivos na presença de jornalistas e observadores internacionais.
Depois, as partes gravadoras do aparelho foram colocadas em uma caixa-forte e levadas ao laboratório especial, onde serão analisadas.
Durante a abertura da caixa-preta do Su-24 russo abatido pela Turquia tornou-se claro que a caixa-preta foi danificada. Das oito matrizes da caixa-preta, três foram totalmente destruídas. As outras são ligeiramente danificadas, por isso a sua análise requer uso de raios X, que será feita em um laboratório.
A razão do estado imperfeito das caixas-pretas é que a parte caudal do bombardeiro – onde estão situados os registradores automáticos – foi afetada pelo míssil lançado pelo F-16 turco que abateu o avião militar russo.
Já sabe-se que o último voo do Su-24 durou 40 minutos.
O Ministério da Defesa da Rússia declarou que os primeiros resultados de análise do conteúdo das caixas-pretas do Su-24 serão publicados nesta segunda-feira (21). O debate sobre o decurso da decifração contará com a presença de observadores internacionais. A Sputnik acompanhará a investigação.
O Su-24 abatido fazia parte do grupo aéreo russo que Moscou começou a enviar à Síria em 30 de setembro, respondendo ao pedido correspondente de Damasco, que quis oficialmente ajuda russa no combate aos terroristas do Daesh ("Estado Islâmico") e Frente al-Nusra.
Sputniknews
Iglesias: Podemos es única alternativa al PP para gobernar España
Pablo Iglesias, candidato de Podemos a la Presidencia de España, en un mitin celebrado en Sevilla. 17 de diciembre de 2015
El candidato a la Presidencia de España y líder de Podemos, Pablo Iglesias, dijo que su formación es la única alternativa al Partido Popular (PP) para gobernar el país.
“Somos la alternativa al Partido Popular (PP) y asumo el reto de ser presidente”, proclamó el jueves en un mitin celebrado en Sevilla, sur de España, ante unos 3200 seguidores que gritaban: “Sí se puede”.
En sus declaraciones argumentó que en los ayuntamientos que controla Podemos han demostrado que la formación morada sabe gobernar mejor a nivel institucional que el partido gobernante.
“El problema del PP es que presenta un balance de resultados que se define con dos palabras: corrupción y desigualdad”, adujo el político español, quien también se desempeña como presentador de Fort Apache, un programa en HispanTV.
Insistiendo en defender los avances sociales de la comunidad española, el joven politólogo aseveró que, de llegar a La Moncloa, cortará la mano de la banda de magnates en el país. En otro discurso realizado el domingo, advirtió a los institutos financieros de que también frenará los contratos abusivos.
Para concluir Iglesias hizo referencia a la historia bíblica de David y Goliat y aseveró que él ganará las elecciones del próximo 20 de diciembre.
“David puede vencer a Goliat (porque quiero ser) el presidente de un país referencia en Europa de que se pueden hacer las cosas del lado de la gente”, concluyó Iglesias.
Según los resultados de una encuesta elaborada por Metroscopia, el PP obtendría el 25,3 % de los votos, el Partido Socialista Obrero Español (PSOE) se ubicaría en segundo puesto con el 21 %, seguido de Podemos con 19,1 %, que remonta dejando atrás a Ciudadanos con el 18,2 %. Otra encuesta publicada por El Periòdic d'Andorra en el período en el que ya no se permite publicar sondeos electorales, refleja una posible remontada de Podemos.
msm/ncl/nal - HispanTv
Corte Suprema de Brasil anula trámites seguidos contra Rousseff
La Corte Suprema de Justicia (CSJ) de Brasil ha rechazado los trámites impuestos por el presidente de la Cámara de Diputados de ese país, Eduardo Cunha, contra la presidenta brasileña, Dilma Rousseff.
Aun así, los ministros del máximo tribunal del país sudamericano han dado este jueves al Senado brasileño, por ocho votos contra tres, la última palabra sobre el caso. Además, el Tribunal ha anulado la comisión especial elegida la semana pasada por voto secreto y ha pedido reiniciar el proceso en una votación abierta.
“Sería incoherente que el Senado funcionara como un mero matasellos de papeles para ejecutar lo que determine la Cámara de Diputados. Si actos mucho menores, como derribar un veto presidencial, dependen de la aprobación de ambas cámaras, algo mucho más grave, como la destitución de la presidenta, ¿no debería depender también (de ambas cámaras)?”, ha manifestado el juez de la Corte Suprema Roberto Barroso.
El trámite de impeachment (juicio político), lanzado a principios del mes en curso por Cunha, fue suspendido el 8 de diciembre por la Corte Suprema tras la polémica elección de una comisión legislativa para analizar en primera instancia si el proceso debía o no proseguir.
Con la decisión de este jueves, el Parlamento de Brasil volverá a elegir esa comisión, que dará los primeros pasos para decidir sobre la destitución de la máxima responsable del país.
Luego, la Cámara de Diputados deberá proseguir con el trámite y, según han acordado este jueves los jueces de la Corte Suprema, el Senado deberá también votar si admite o no el juicio contra la jefa del Gobierno brasileño.
También este jueves, el ministro de Comunicación Social de Brasil, Edinho Silva, ha recalcado que el Gobierno de Rousseff reconoce las dificultades políticas, jurídicas y económicas que atraviesa.
No obstante, dirigiéndose a los periodistas en una reunión celebrada en la ciudad de Río de Janeiro (sureste), ha hecho hincapié en que en ningún caso tales problemas justifican un proceso de destitución de la máxima mandataria.
Por su parte, el presidente del Senado brasileño, Renan Calheiros, ha subrayado, tras reconocer la nueva decisión —que ha considerado importante para el destino político de Rousseff—, que no es posible destituir a un presidente con la decisión de una sola Cámara, omitiendo el criterio de la otra.
Miles de brasileños coparon el miércoles las calles de más de 70 ciudades de Brasil en defensa de Rousseff. Fueron las primeras manifestaciones a favor de la presidenta desde que el presidente de la Cámara de Diputados, que a su vez es un firme opositor a Rousseff, aceptara a principios de este mes un pedido de juicio político lanzado por la oposición bajo la acusación de maquillar las cuentas públicas.
Cunha, quien también está acusado por la Fiscalía de recibir sobornos millonarios en el marco del escándalo de corrupción de la compañía petrolera estatal brasileña Petrobras, quedó el martes bajo fuego cruzado, después de que la Policía allanara sus domicilios y oficinas, y la Comisión de Ética de la Cámara baja abriera una investigación en su contra que podría acabar con su mandato.
ftn/mla/mrk - HispanTv
Revelado: EEUU despliega 20 comandos en Libia
Comandos estadounidenses con rifles de asalto sobre sus hombros, desplegados en la base aérea de Al-Watiya en Libia.
Una misión secreta de comandos estadounidenses en Libia salió a luz después de que una unidad de fuerzas especiales publicara sus fotos en Facebook.
Como escribió el jueves el diario británico The Guardian, la Fuerza Aérea de Libia informó que al menos 20 comandos estadounidenses habían llegado el lunes a la base aérea de Al-Watiya, pero la abandonaron inmediatamente en respuesta a la solicitud de los comandantes locales debido a que —según autoridades libias— no tenían un permiso oficial.
Por su parte, según fuentes del Pentágono, la unidad de fuerzas especiales estadounidense era parte de una misión enviada a Libia esta semana, pero abandonó la base aérea donde había llegado por una posible confusión entre la Fuerza Aérea y el Ejército de Libia.
La cuenta del Facebook de la Fuerza Aérea de Libia también reveló que la veintena de fuerzas especiales había llegado con chalecos antibalas y armas avanzadas.
El incidente marca el primer despliegue confirmado de fuerzas especiales de EE.UU. en Libia desde 2014, cuando comandos del cuerpo de élite Delta Force detuvieron a Ahmed Abu Jattala, que actualmente se encuentra en la ciudad de Nueva York (noreste de EE.UU.) acusado de matar al embajador estadounidense Chris Stevens en Libia en 2012.
El Pentágono confirma la presencia de las fuerzas especiales en Libia.
“Ellos estaban allí, (comandantes locales) dijeron que estaban en una misión de entrenamiento”, dijo una fuente en la ciudad libia de Zintan (noroeste, situada a unos 160 km al suroeste de la ciudad capitalina de Trípoli), para luego indicar que nadie sabe los detalles del despliegue de los militares estadounidenses.
Desde la caída del régimen de Muamar Gadafi, en octubre de 2011, durante una campaña militar orquestada por la Organización del Tratado del Atlántico Norte (OTAN), en Libia, gobiernan dos facciones principales en este país africano: una, el Gobierno reconocido internacionalmente y con sede en la ciudad oriental de Tobruk, y la otra, el Gobierno de Salvación Nacional (GSN), con sede en Trípoli. Cada uno tiene su propio parlamento.
De acuerdo con los analistas, el despliegue de fuerzas estadounidenses en Al-Watiya puede afectar la crisis, ya que la base es el centro de operaciones del Gobierno con su sede en Tobruk contra su rival Amanecer de Libia que gobierna en Trípoli.
Los políticos rivales libios firmaron el jueves por fin un acuerdo para formar dentro de un mes un gobierno de unidad nacional, con la mediación de la Organización de las Naciones Unidas (ONU).
alg/ncl/nal - HispanTv
Siria se niega a participar en la coalición islámica antiterrorista creada por Riad
Damasco cree que Arabia Saudita usa los mismos métodos pseudoreligiosos que el Estado Islámico, al pretender combatir mientras las acciones de EE.UU. "violan de forma descarada" la soberanía de Siria.
Siria no participará en la coalición de 34 países islámicos creada esta semana por Arabia Saudita para combatir a la organización terrorista de Estado Islámico (EI). "De modo categórico no vamos a participar en pseudo-coaliciones con carácter religioso o confesional", resaltó el vicecanciller sirio Faisal Mekdad en una entrevista con RIA Novosti.
"El terrorismo no conoce ni religiones, ni confesiones", argumentó Mekdad, agregando que el EI "usa los eslóganes religiosos para justificar su existencia". "No pienso que haya diferencia entre el EI y el Gobierno de Arabia Saudita, que usa los mismos métodos", dijo.
Arabia Saudita "no formaba ni forma parte de la lucha contra el terrorismo, ya que es un Estado que apoya al terrorismo", indicó.
"La lucha antiterrorista de EE.UU. no es sincera"
El viceministro dudó también de la "sinceridad" de cualquiera acción antiterrorista de EE.UU. Las operaciones de la aviación estadounidense "violan de forma descarada la integridad territorial de Siria", criticó el viceministro los bombardeos de Washington.
Para Damasco, no es la única iniciativa ilegal de EE.UU. El viceministro recordó además el despliegue de 50 soldados de las Operaciones Especiales del Pentágono en Siria, que fue anunciado a finales del pasado octubre.
"Ellos no coordinan sus acciones con las Fuerzas aéreas de Siria. En este contexto, cualquier violación de la ley internacional hace [que la presencia de la aviación militar de EE.UU.] en el territorio sirio sea ilegal", afirmó, agregando que "no se puede afirmar que ellos luchen contra del terrorismo".
"El despliegue de los S-400 en Siria garantizará la seguridad de las fuerzas aéreas rusa y siria"
Mekdad aprobó el despliegue en Siria de los sistemas de defensa antiaérea rusos S-400, que Rusia realizó después de que Turquía derribara su avión militar.
"Creemos que las medidas tomadas por Rusia después de las acciones criminales de los aviones turcos que derribaron el avión ruso, es decir el despliegue de los sistemas de defensa antiaérea en tierra y mar, es un paso importante que proporcionará más seguridad para las fuerzas aéreas rusas y sirias", afirmó.
Según él, el resultado del operativo ruso antiterrorista "puede verse en todo territorio sirio". "Su principal alcance es la disminución de las posibilidades del EI y otros grupos terroristas", concluyó.
Actualidad RT
Al Assad: "Europa, Turquía y Arabia Saudita permiten que los terroristas invadan Siria"
En una entrevista a una cadena holandesa el presidente sirio ha asegurado que la guerra podría acabar en un año si la comunidad internacional "tomara medidas".
La presencia de yihadistas europeos en Siria se debe a que las autoridades de los países de Europa Occidental no tomaron en serio el problema del terrorismo, ha declarado el presidente sirio, Bashar al Assad, en una entrevista a la televisión holandesa NPO2.
"[Los yihadistas europeos] van allí donde hay caos. Han convertido Siria en un foco de terrorismo porque Europa, Turquía, Arabia Saudita y Catar apoyaron a los terroristas de diferentes modos", ha declarado Al Assad.
"Si hay caos, por supuesto, el país se convertirá en un foco de terrorismo, ya que este terreno fértil atrae a milicianos de todo el mundo", ha recalcado el presidente sirio. "Pero la pregunta es: ¿por qué existían en Europa? Porque ustedes no tratan el terrorismo en serio", ha afirmado Al Assad.
¿Por qué "se está alargando" la guerra en Siria?
La guerra en Siria "se está alargando" debido a que los países occidentales están tratando de provocar un cambio de poder en Damasco, ha declarado el presidente sirio.
Según Al Assad, el conflicto podría concluir en menos de un año si la comunidad internacional "tomara medidas para detener el flujo de extranjeros" que se unen a las filas de los milicianos. Sin embargo, ningún país occidental está dispuesto a contribuir realmente a la finalización de la guerra, opina el presidente sirio.
"Ninguno de ellos, solo Rusia, Irán, sus aliados y otros países que apoyan políticamente al Gobierno sirio... pero no Occidente, nadie en Occidente está preparado para esto", afirmó Al Assad. "El problema es que todavía proporcionan ayuda a los milicianos ya que quieren que la solución, que llaman 'solución política', sea un cambio de poder en el país. Por eso todo se alargará", ha señalado el presidente sirio.
Cuando le preguntaron si le alegraba que últimamente los países occidentales hayan suavizado considerablemente su posición con respecto a su salida del Gobierno, Al Assad dijo sarcásticamente: "Estaba haciendo la maleta, tenía que irme, pero ahora puedo quedarme".
Actualidad RT
La Argentina de Macri a pleno: Sube el dólar, suben los precios, bajan los sueldos
Por Tomás Lukin/ Resumen Latinoamericano -El mercado fija el valor, aunque el Gobierno lo orientará a que esté por arriba de 14 pesos. Para apurar la eliminación del “cepo”, el Gobierno se endeudará con bancos, dolarizará el swap con China y provocará una fuerte transferencia hacia los exportadores de cereales.
Prat-Gay se mostró confiado. “Quédense tranquilos, no se va a dar ninguna de las profecías hechas en campaña” sobre la devaluación.
El Ministerio de Hacienda y Finanzas desmanteló el esquema de administración del mercado cambiario. “Vengo a anunciar el final del cepo, el que quiera comprar dólares podrá hacerlo sin restricciones.” Con esa fórmula presentó el ministro Alfonso Prat-Gay el paquete de medidas que hoy serán acompañadas por una devaluación. Afirmó desconocer el precio que alcanzará la divisa y evitó precisar una cotización deseada para el dólar que unificará todas las operaciones pero ofreció un indicio del valor considerado representativo: “Catorce y pico”, indicó. “Hoy están dadas las condiciones para levantar las restricciones, lo hemos hecho lo más rápido que se pudo”, indicó el titular del Palacio de Hacienda al referirse a las promesas de ingresos de divisas realizadas por el sector agroexportador y las propuestas de financiamiento con bancos internacionales que negocia el nuevo equipo económico para garantizar la oferta de divisas. Cuando los bancos implementen los cambios, la única limitación para las personas y empresas con pesos disponibles para comprar moneda extranjera será el restaurado tope mensual de dos millones de dólares. El resto de las herramientas creadas a lo largo de los últimos cuatro años serán eliminadas: desaparece el sistema de validación previa de la AFIP así como las percepciones a cuenta del Impuesto a las Ganancias para las compras en el exterior y ahorro. Con la decisión de rehabilitar el flujo irrestricto de dólares para los importadores, el ministro Prat-Gay indicó que las empresas que acumulen pagos pendientes por importaciones embarcadas tendrán dos opciones. Podrán comprar las divisas de acuerdo un cronograma preestablecido o recurrir a mecanismos con títulos públicos para cumplir con esos pagos de manera anticipada. Adicionalmente, el nuevo equipo económico anunció la flexibilización de los controles para el ingreso de capitales especulativos vigente desde 2005: se reduce el requisito de permanencia a 120 días y se elimina la obligación de constituir un depósito no remunerado por un año de plazo por el 30 por ciento.
“Ojalá supiéramos cuál va a ser el valor del dólar. No hay número mágico, no nos confundamos. Esto es volver a la normalidad”, lanzó ayer Prat-Gay al ser consultado por el precio que alcanzará la moneda estadounidense a lo largo de las próximas jornadas. “Quédense tranquilos que no van a pasar las profecías hechas en campaña”, expresó el funcionario al intentar anticiparse a las posibles consecuencias regresivas de las medidas. Lo acompañaban el viceministro Pedro Lacoste y el secretario de Finanzas, Luis Caputo. En el flamante equipo económico están convencidos de que el impacto del salto cambiario sobre la inflación no será significativo y consideran que es un puntapié inicial para reactivar el crecimiento económico.
Desde su perspectiva, la devaluación ya está incorporada en los precios pagados por los empresarios y los aumentos son responsabilidad de la gestión anterior. La dinámica en las góndolas y experiencia histórica refutan esa premisa y permiten anticipar una contracción en el poder adquisitivo de los salarios. “La lógica de este anuncio es que nosotros retiramos las trabas para que ustedes los trabajadores, los microemprendedores, los creativos, los docentes, hagan lo que tienen que hacer sin que haya un Estado que les esté diciendo: ‘usted puede hacer esto, usted puede hacer lo otro’”, fue la máxima liberal a la que recurrió el ex banquero central entre 2002 y 2004.
El paquete de medidas que desechan las restricciones vigentes para la compra de divisas serán implementadas con diferentes normativas del Palacio de Hacienda, el Banco Central y la AFIP. Para tomar la decisión, siempre desde la visión del funcionario, primero fue necesario eliminar las restricciones, alcanzar un acuerdo con quienes habían comprado contratos de dólar futuro, fondos para reforzar las reservas. “Veremos mañana (por hoy) qué es lo que va a pasar. El régimen cambiario va a ser de flotación sucia, va a haber fluctuaciones en el tipo de cambio, pero va a haber un Banco Central con las herramientas suficientes como para comprar si cree que bajó demasiado o vender si cree que subió demasiado”, prometió el ex banquero del JP Morgan Chase que ayer reinauguró el microcine ubicado en el quinto piso del Palacio de Hacienda.
Promesas verdes
“Entre nosotros decíamos que necesitábamos un ingreso adicional de 10.000 millones de dólares para tener la confianza para levantar las restricciones cambiarias. Esto es un trabajo en progreso pero estamos cómodos porque en las próximas cuatro semanas ingresarán al país entre 15.000 y 25.000 millones de dólares”, lanzó el funcionario de Mauricio Macri al esbozar los motivos que le permiten deshacer el cuestionado sistema de parches establecido para administrar la escasez de divisas y frenar la fuga de capitales.
La doble transferencia de ingresos que representan la eliminación de las retenciones y el nuevo valor del dólar de “catorce y pico” posibilitó un “acuerdo” con las multinacionales cerealeras. Las exportadoras agroindustriales se comprometieron a ingresar 400 millones de dólares por día durante tres semanas, o flujo semanal de 2000 millones de dólares. El refuerzo de las reservas internacionales se complementará, según indicó Prat Gay, con una operación contingente de financiamiento ofrecidas por un grupo de bancos extranjeros por aproximadamente 8000 millones de dólares. Ese mecanismo será implementado a través del Banco Central para sortear el accionar extorsivo de los fondos buitre.
Una tercera pata de ese acuerdo la negociación con el Banco de la República Popular de China para convertir a dólares una porción de los yuanes del swap habilitado el año pasado. Desde la autoridad monetaria indicaron que son 3100 millones de dólares que estarán disponibles para diferentes operaciones. “Con esa tranquilidad es que hoy nos animamos a levantar esas restricciones; sin esa tranquilidad, por supuesto, que no hubiéramos podido hacerlo”, aseveró el funcionario.
Turismo y ahorro
“Desaparece el dólar tarjeta y el dólar turismo”, sentenció Prat-Gay. Las nuevas medidas habilitan a las personas físicas y jurídicas podrán comprar “libremente” moneda extranjera y otros activos externos por una suma equivalente de 2 millones de dólares mensuales. Eso quiere decir que se eliminó el requisito de validación y registración fiscal previa en el Programa de Consulta de Operaciones Cambiarias de la AFIP para poder efectuar las transacciones.
A quienes están de vacaciones en el exterior se les dejará de sumar a sus compras con tarjeta de débito el 35 por ciento a cuenta del pago del Impuesto a las Ganancias, y las transacciones serán liquidadas al tipo de cambio oficial vigente del día. Si un turista tiene cargos en moneda extranjera en su tarjeta de crédito que todavía no aparecieron en el resumen, se pagarán utilizando la cotización del momento de pago. La excepción serán los paquetes de turismo al exterior que se contraten en efectivo. En esos casos, la autoridad fiscal que ahora encabeza Alberto Abad realizará una retención del 5 por ciento a cuenta del Impuesto a las Ganancias. “Es para darle una ventaja al que está bancarizado a diferencia del que no lo está”, consideró Prat-Gay.
Los que importan
“La idea es que se pueda importar y exportar libremente”, prometió el funcionario, que también estuvo acompañado por los responsables del Ministerio de Producción. A la eliminación del sistema de declaraciones juradas anticipadas de importación se suma, a partir de hoy, la liberalización del mercado cambiario para los pagos de importaciones de bienes y servicios. Un nuevo paso en el proceso de apertura comercial previsto por el nuevo gobierno. Tampoco deberían tener dificultades para acceder a las divisas quienes deban realizar “pagos de importaciones anteriores avaladas con cartas de créditos de bancos locales o por organismos oficiales de crédito”. Desde el BCRA precisaron que para regularizar los pagos pendientes por importaciones embarcadas, un stock que ronda los 5000 millones de dólares, se establecerá un cronograma para cursar los pagos hasta mediados del año próximo. Como alternativa, se instrumentarán mecanismos vía títulos públicos para cumplir con esos pagos de manera anticipada. “El gran objetivo es que la rueda vuelva a rodar. Nadie tiene la vaca atada. Este es un trabajo que vamos a ir midiendo”, concluyó Prat-Gay.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
'Ninguém mais vai trazer a paz'
A organização terrorista Daesh (também conhecida como "Estado Islâmico") está conquistando adeptos no Afeganistão. Para o general John Campbell, comandante das tropas estadunidenses nesse país, isso significa uma tentativa de espalhar o "califado".
O departamento afegão da Sputnik afirma que os afegãos não tem muito apego às ideias do Daesh. Contudo, o recrutamento se confirma aqui também.
Para o Afeganistão, país assolado por uma guerra civil prolongada com a ingerência de forças armadas de diversos países estrangeiros, o terrorismo é um problema importantíssimo. O território nacional é disputado entre o movimento terrorista Talibã e a temível al-Qaeda. Se o Daesh, com os seus métodos agressivos, vir aqui, a situação ameaça piorar.
As autoridades políticas do Afeganistão reconhecem a ameaça terrorista como altamente importante e se esforçam em fazer passos pensados e adotar medidas adequadas e bem pesadas.
Um desses passos foi a declaração do presidente do governo de unidade nacional da República Islâmica do Afeganistão, Abdullah Abdullah, de tornar o país membro permamente da Organização para Cooperação de Xangai (SCO). A declaração foi feita durante a cúpula da SCO na China.
Agora, o Afeganistão tem o estatuto de observador na organização.
A SCO é uma organização que possui um forte potencial de defesa. Chama-se Estrutura Regional Antiterrorista e "reitera a prontidão de reforçar a cooperação dos órgãos competentes dos Estados-membros da SCO na luta contra 'três males' — o terrorismo, o separatismo e o extremismo".
Em entrevista à Sputnik, Sayhun Sayfuddin, professor da Universidade de Cabul, disse que o país espera a ajuda da SCO na luta contra o terrorismo.
"Parece que hoje em dia só a SCO tem a capacidade de combater eficientemente o terrorismo no Afeganistão. Tem a capacidade para fazer isso. Fora a SCO, nenhuma organização é capaz de solucionar esta tarefa. Ninguém mais irá trazer paz ao Afeganistão. Por isso é que o Afeganistão precisa se tornar membro permanente da organização", disse Sayfuddin.
O problema do terrorismo no Afeganistão foi discutido na cúpula dos BRICS e da SCO em Ufá em julho. Também em meados do ano corrente, a parte russa discutiu ativamente sobre o assunto.
Sputniknews
Força Aeroespacial russa realiza 59 voos nas últimas 24 horas na Síria
Os aviões da Força Aeroespacial da Rússia realizaram 59 voos atingindo mais de 200 instalações em 7 províncias sírias, disse na quarta-feira (16) o representante oficial do Ministério da Defesa da Rússia, Igor Konashenkov.
"Durante as últimas 24 horas os aviões do grupo aéreo russo na República Árabe da Síria realizaram 59 missões contra 212 instalações em províncias de Aleppo, Idlib, Lataquia, Hama, Homs, al-Hasaka e Raqqa", disse Konashenkov aos jornalistas em Lataquia, informou a RIA Novosti.
Em resultado dos ataques aéreos russos foram eliminados mais de 320 militantes e três dezenas de unidades de material bélico dos terroristas, inclusive tanques, disse Konashenkov.
"Somente durante as últimas 24 horas foram eliminados mais de 320 militantes e 34 veículos blindados e de transporte dos terroristas inclusive 2 tanques, um veículo de combate de infantaria e 15 veículos todo-o-terreno equipados com metralhadoras pesadas de grande calibre DShK", disse Konashenkov aos jornalistas.
Segundo Konashenkov, "os terroristas continuam sofrendo baixas e perdas de equipamento".
Konashenkov também afirmou que os aviões da Força Aeroespacial russa eliminaram uma coluna de 15 caminhões-tanque que transportavam petróleo produzido em território controlado pelos terroristas.
A aviação russa destruiu uma base do Daesh (também conhecido como "Estado Islâmico") na província de Homs e o agrupamento dos terroristas na província de Aleppo depois ter obtido dados da oposição síria, informou Konashenkov.
"<…> um bombardeiro Su-24M eliminou uma base camuflada dos terroristas do Daesh. No asilo subterrâneo os militantes criaram um posto de comando, um armazém e quartéis", continuou o militar.
Konashenkov disse que na província de Idlib um avião de assalto Su-25 eliminou uma grande base dos terroristas do Daesh acrescentando que as instalações foram destruidas pelos ataques a bomba de alta precisão.
"Num edifício separado estava um armazém de munições e equipamentos e um posto de comando dos grupos armados", disse Konashenkov.
Segundo ele, as informações sobre o local desta instalação foram prestadas à Rússia pelos representantes da oposição síria.
Konashenkov afirmou que desde o primeiro dia da operação na Síria a Rússia não somente fala sobre os resultados mas também os mostra.
"Hoje somos o único exército do mundo que mostrou em detalhes mesmo como e com o uso de quais armas de alta precisão de aviões e navios alvejam posições dos terroristas. Ao mesmo tempo, sabemos os resultados de ataques da aviação da coalizão contra o Daesh <…> baseando em declarações de poucos representantes oficiais", afirmou o militar russo.
Segundo Konashenkov, não há nehumas gravações e vídeos sobre os alvos contra os quais se realizam ataques de chamada alta precisão da coalização internacional liderada pelos EUA.
"Quero sublinhar que ninguém ouviu sobre visitas de jornalistas às bases da coalizão contra o Daesh. Em resultado, até canais televisivos de prestígio — estou seguro que sem o saber — com uma frequência cada vez maior apresentam imagens de ataques realizados pelos aviões russos como as das ações da coalizão contra o Daesh", disse o representante do Ministério da Defesa russo.
Konashenkov prestou atenção ao fato de que as informações sobre que aos ataques aéreos russos falta precisão são falsas.
Desde 30 de setembro após o pedido do presidente sírio Bashar Assad começou a realizar ataques aéreos localizados contra as instalações do Daesh e Frente al-Nusra (ambos os grupos terroristas são proibidos na Rússia). Durante o tempo percorrido a Força Aeroespacial russa com a participação dos navios da Frota do mar Cáspio e um submarino da Forta do mar Negro Rostov-na-Donu eliminaram algumas centenas de militantes e milhares de instalações dos terroristas.
Ao mesmo tempo a coalizão realiza ataques contra o Daesh na Síria, sob a liderança dos EUA, que não têm autorização do governo sírio. A Rússia troca informações sobre missões com a coalizão mas a cooperação mais estreita ainda está em desenvolvimento. O Ocidente acusa a Rússia de bombardear não somente instalações dos terroristas mas também posições da chamada oposição moderada. O Ministério da Defesa russo chama estas declarações infundadas.
Após o incidente do bombardeiro russo Su-24 que foi abatido pelo caça turco F-16 na fronteira entre a Síria e a Turquia (Moscou afirma que o incidente teve lugar em território sírio e Ancara diz o contrário), a Rússia deslocou para a Síria sistemas mais novos S-400 e o cruzador Moskvá e o submarino Rostov-na-Donu atingiram o litoral da República Árabe da Síria.
Sputniknews
C.I.A. é a maior traficante de drogas do planeta
Por Victor Thorn – www.rawa.org
O Afeganistão atualmente produz e fornece mais de 90% da heroína do mundo, gerando cerca de US$ 200 bilhões em receitas para suprir as necessidades de financiamento de operações ilegais (Black Ops-Orçamento Negro) do governo oculto dos EUA, executadas em todo o planeta. Desde a invasão do Afeganistão pelos EUA em 07 de outubro de 2001, a produção de ópio aumentou 33 vezes (para mais de 8.250 toneladas por ano) no país.
Os EUA têm estado no Afeganistão há mais de dez anos, gastou oficialmente US$ 177 bilhões de dólares no país, e tem a mais poderosa e tecnologicamente avançada força militar da Terra. Dispositivos de espionagens por satélites, drones não tripulados, localização por GPS, etc, todo esse aparato pode localizar qualquer coisa em qualquer lugar inimaginável simplesmente se apertando alguns botões.
Ainda assim, as plantações e colheitas de papoulas se mantem florescendo e crescentes ano após ano, apesar de que a produção de heroína ser um processo trabalhoso e intrincado. As papoulas devem ser plantadas, cultivadas e colhidas e, depois, após a morfina ser extraída tem que ser cozidas, refinadas, e embaladas em tijolos e transportada de remotas localidades rurais através das fronteiras nacionais, exigindo uma intrincada logística para um país em guerra e com topografia montanhosa e árida.
Para separar a heroína da morfina se exige mais 12-14 horas de reações químicas trabalhosas. Milhares de pessoas estão envolvidas no processo de produção, mas, apesar dos enormes recursos tecnológicos à nossa disposição, a HEROÍNA DO AFEGANISTÃO continua fluindo em níveis recordes e abastecendo o mercado mundial.
O senso comum sugere que tão prolífico e lucrativo comércio de drogas durante um período tão prolongado de tempo não é um acidente, especialmente quando a história do que aconteceu na região é considerada. Enquanto a CIA comandou as suas operações durante a Guerra do Vietnã, o Triângulo Dourado (o LAOS, VIETNÃ, MYANMAR E TAILÂNDIA, então os principais países produtores) abasteceu e forneceu ao mundo com a maioria de sua heroína consumida.
Depois que a guerra terminou em 1975, um evento intrigante ocorreu em 1979, quando Zbigniew (um integrante do governo oculto, MAJESTIC-12 dos EUA) Brzezinski secretamente manipulou a União Soviética para que invadisse o Afeganistão. Por trás da cena oficial, a CIA, junto com o ISI (serviço secreto) do Paquistão, foram secretamente financiando os revolucionários mujahideen no Afeganistão para lutarem contra seus inimigos invasores russos. Antes desta guerra, a produção de ópio no Afeganistão era absolutamente mínima.
Mas segundo o historiador Alfred McCoy, um especialista sobre o assunto, uma mudança de foco ocorreu. “Dentro de dois anos do massacre da operação de invasão da CIA no Afeganistão, as fronteiras montanhosas entre o Paquistão e o Afeganistão se tornou o maior produtor mundial de heroína.”
Eventualmente, a União Soviética foi derrotada (teve a sua versão do Vietnã dos EUA) e, finalmente, perdeu a Guerra Fria. O resultado, no entanto, provou ser uma lata de vermes inteiramente nova. Durante sua pesquisa, McCoy descobriu que “a CIA apoiou e deu suporte” a vários barões da droga no Afeganistão, por exemplo Gulbuddin Hekmatyar.
A CIA não lidava com a heroína diretamente, mas fornecia aos seus aliados traficantes com o transporte, armas, munição, logística e proteção política”. Em 1994, uma nova força surgiu na região, o grupo Taleban, que assumiu o tráfico de drogas. Chossudovsky novamente descobriu que “os americanos tinham secretamente, e através de agentes paquistaneses [especificamente do ISI], dado apoio ao grupo do Taliban para tomarem o poder.”
Estes estranhos companheiros de cama (CIA e Taleban) tiveram um relacionamento firme e sólido até julho de 2000, quando os líderes do Talibã proibiram a plantação de papoulas. Este novo desenvolvimento alarmante nas relações, juntamente com outros desacordos sobre a travessia de oleodutos propostos através da Eurásia, representava um problema grave para o centro de poder no Ocidente.
A CIA se viu sem o dinheiro da heroína à sua disposição, sem os bilhões de dólares que não poderiam ser canalizados para vários projetos escusos da CIA com orçamento negro (gastos e projetos do governo das sombras sem a aprovação do Congresso dos EUA).
Já sentindo os problemas nesta região volátil, dezoito influentes políticos neoconservadores assinaram uma carta em 1998 que se tornou um modelo para o infame Projeto chamado de Project for New American Century (PNAC) – Projeto de um Novo Século Americano.
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
Brasil: Polícia Federal faz buscas nas casas do presidente da Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, Eduardo Cunha, (PMDB), um dos líderes da tentativa de golpe contra a presidenta Dilma, está tendo as casas vasculhadas pela Polícia Federal e pode ser preso a qualquer momento.
Eduardo Cunha é considerado o líder da tentativa de golpe contra a presidenta Dilma Rousseff. Pregando moralidade, pastor evangélico, ele é denunciado por receber dinheiro de corrupção na Petrobras - mais de 30 milhões - e abrir contas secretas em 4 países para esconder o dinheiro da roubalheira.
Neste momento a Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão na residência oficial do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e dos ministros Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) e Henrique Eduardo Alves (Turismo), ambos do PMDB.
Fábio Cleto, aliado de Cunha que ocupava uma das vice-presidências da Caixa Econômica Federal até a semana passada, também foi alvo de busca, em São Paulo. Ele é um dos principais operadores do presidente da Câmara. Houve buscas também na diretoria-geral da Câmara, órgão responsável por fechar contratos e ordenar despesas.
A operação da Polícia Federal, ordenada pelo Supremo Tribunal Federal, atinge os políticos principais aliados de Eduardo Cunha, revelando que os políticos que pedem o impeachment de Dilma são justamente os mais corruptos do país, revoltados com a ação da Polícia Federal e Ministério Público na apuração da corrupção no país.
Além de políticos corruptos, da mídia venal, alguns empresários e industriais sonegadores de impostos também se somaram à luta para tentar derrubar a presidente Dilma.
As investigações da operação Lava Jato, que apura corrupção na Petrobras e órgãos do governo federal, promete derrubar quase a metade dos deputados federais do Brasil, com muitos deles indo parar na prisão.
O grande vencedor das eleições legislativas na Venezuela é Barack Obama
Venezuela – Diário Liberdade – [Alejandro Acosta]
O grande vencedor das recentes Eleições Legislativas, na Venezuela, em que a direita venceu de maneira arrasadora, foi a Administração Obama.
Essa é a mesma política que conseguiu ser aplicada na Argentina, com a vitória de Macri, e que está sendo colocada contra o Brasil, encurralando o governo do PT.
Trata-se de uma vitória frágil, já que a direita, em todos esses países, não consegue impor uma frente única da mesma maneira que o fez nos anos de 1980 para impor as políticas neoliberais.
Agora, essa direita tenta por em pé uma nova frente única mas, por causa do acelerado aprofundamento da crise capitalista, tratam-se de frentes muito frágeis.
Na Argentina, Maurício Macri ganhou por escassa diferença de votos do candidato da ala direita do kircherismo, Daniel Scioli. Macri estabeleceu uma aliança com os elementos mais direitistas do kirchenerismo, principalmente os governadores, a ala direita do peronismo, como o candidato derrotado Sergio Massa e outros, e parte da burocracia sindical peronista.
No Brasil, a pressão da direita tem implodido a base da “governabilidade” petista. Foram impostos vários ministros abertamente direitistas e o governo Dilma Rousseff, cada vez mais, foi transformado numa “rainha da Inglaterra”. O governo atual já aplica boa parte do ajuste, embora não o faça com a intensidade que os monopólios gostariam. Mas, apesar de enorme fragilidade, ainda controla os movimentos sociais, por meio da CUT, o MST, a UNE e outros.
Na Venezuela, a direita não tem a mínima condição de aplicar o ajuste, sem provocar uma revolução, se não contar com o apoio da ala direita e burocratizada do chavismo. Essa mesma ala precisa da direita para aplicar o ajuste, dado o colapso das finanças públicas. É preciso acompanhar o desenvolvimento da situação política no próximo período, o congresso extraordinário do PSUV, as reuniões de Maduro com os movimentos sociais, a reforma ministerial, a nova Assembleia Nacional, que assumirá no dia 5 de janeiro, e a reação das massas perante os inevitáveis ataques.
Obama e a crise política nos EUA
A política da Administração Obama encabeça, neste momento, a direita tradicional norte-americana. No próximo ano, acontecerão eleições presidenciais nos Estados Unidos. Perante o fortalecimento da ala mais direitista, essa ala mudou de política a partir do mês de junho, quando o chefe da diplomacia, John Kerry, visitou a Rússia (na cidade de Sochi) para encontrar-se com Vladimir Putin (presidente) e Serguei Lavrov (ministro da Relações Exteriores).
A política de Obama (da ala que ele representa, que é integrada também por políticos do Partido Republicano) passa pela desescalação das tensões nas principais regiões no mundo para estabilizar o Oriente Médio. Desta maneira, as tensões na Ucrânia foram desescaladas nas repúblicas de Donetsk e de Lugansk pela primeira vez desde o início dos conflitos. No Mar do Sul da China, a agressividade do Pentágono, que direcionou para essa região nada menos que a metade do orçamento, foi relaxada.
Na América Latina, foram acelerados os acordos com Cuba e com as FARC-EP na Colômbia. A direita equatoriana foi contida pelo próprio Papa, em julho. Capriles encabeçou a contenção da direita Venezuela e o triunfo eleitoral.
Apesar de tratar-se de uma política de crise e muito precária, é a política que está colocada para este momento. No Oriente Médio, o foco da crise, a Administração Obama se aliou com inimigos tradicionais para estabilizar a região: a Rússia, o Irã e “seus amigos” (a poderosa milícia libanesa Hizbollah e as milícias xiitas), os chineses e os curdos. Essa política gerou um aumento das tensões com os aliados tradicionais (sauditas, sionistas israelenses, Turquia, Catar, Emirados Árabes). Mas, apesar das contradições, é essa, e não a política abertamente golpista, a que está em pauta neste momento.
Os vencedores afiliados, os perdedores e o ajuste
Os vencedores afiliados da Administração Obama, nas eleições legislativas na Venezuela, foram a direita agrupada na MUD (Mesa da Unidade Democrática), uma parte do chavismo, principalmente uma parte dos governadores (conforme o próprio Capriles declarou), e os grandes empresários locais.
Os grandes perdedores foram, em primeiro lugar, o povo venezuelano, para quem sobrará o ajuste, e a ala do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) ligada, em alguma medida, às lutas sociais.
O ajuste, contra a população, somente poderá ser aplicado pela Assembleia Nacional com o apoio de setores do chavismo, que terão como missão controlar as massas, que estão muito radicalizadas, como já é possível sentir nas ruas.
A situação da economia venezuelana é falimentar. Escapou do controle do governo chavista por causa dos preços do petróleo terem despencado de US$ 110 para US$ 37. Não há mágica. A guerra econômica aprofundou o problema, mas por esse motivo ela não conseguiu ser contida como o tinha sido até o ano passado.
O orçamento público está implodido. O estado de espírito da população é hiper explosivo.
A direita não apresentou o programa que irá aplicar até hoje, além de medidas secundárias, como libertar os presos políticos da direita, eliminar as gigantescas filas para comprar alimentos da cesta básica etc, mas sem dizer o como irá fazer isso.
Vazou uma conversa entre um grande empresário, o dono da Polar, e um deputado da MUD. A “saída” seria um empréstimo do FMI por US$ 50 bilhões, que, obviamente, virá carregado de condições truculentas contra a população.
Na mira do Ajuste, estão, em primeiro lugar, as Misiones, que consomem 42% do orçamento estatal e os subsídios. Com US$1, a população compra 100 bilhetes de Metrô em Caracas e 50 litros de gasolina. Os alimentos subsidiados permitem que o grosso da população sobreviva com um salário de US$ 20 mensais, que é complementado pelos demais subsídios e pelas Misiones.
Há uma bolha social altamente explosiva. Controlar a população será difícil, principalmente, no contexto do aprofundamento da crise capitalista mundial. A tendência do colchão de controle social é ruir.
O chavismo tende a se implodir, apesar dos esforços da ala hegemônica, que é encabeçada pelo presidente Nicolás Maduro, apoiado por Diosdado Cabello. É evidente que a ala direita tenderá a apoiar a direita da MUD enquanto a ala esquerda, pressionada pelas massas, tende a acelerar a luta nas ruas.
Alejandro Acosta é cientista social, colaborador do Diário Liberdade e escreve para seu blog pessoal.
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