sábado, 12 de dezembro de 2015

Primer ministro de Irak: "Bagdad no solicitó a Ankara enviar sus fuerzas terrestres"


El primer ministro de Irak, Haider al Abadi, quiere que el Consejo de Seguridad de la ONU pida a Turquía que retire sus fuerzas de Irak inmediatamente.

La presencia de tropas turcas en Irak es una "violación flagrante de la Carta de la ONU" y no fue autorizada por las autoridades iraquíes, ha reiterado Abadi una vez más en su declaración.

"Exigimos al Consejo de Seguridad de las Naciones Unidas que asuma la responsabilidad (...) y pida que Turquía retire inmediatamente sus tropas", ha rezado el comunicado de Abadi.

El primer ministro iraquí ha ordenado a su Ministerio de Exteriores presentar una queja formal ante el Consejo de Seguridad tras la incursión de las tropas turcas en Irak, informa Press TV.

El presidente de Turquía, Recep Tayyip Erdogan, por su parte, ha tachado de "deshonesta" esta decisión de Irak, escribe Reuters citando palabras del mandatario al canal Al Jazeera.

Turquía justifica el despliegue de sus tropas en el país vecino señalando que lo hace de acuerdo con una petición de las autoridades locales de 2014. Según Erdogan, sus soldados no participan en las hostilidades, sino que se limitan a entrenar a los grupos armados de la autonomía kurda en el norte de Irak.

La presencia de militares turcos en Irak ha agriado las relaciones entre ambos países. Este sábado Irak convocó al embajador turco para exigir que Turquía retire inmediatamente a cientos de militares desplegados el 4 de diciembre en la región de Mosul, en el norte de Irak.

Según las autoridades iraquíes, el pasado 4 de diciembre un batallón de tanques turcos entró en la provincia iraquí de Nínive bajo la premisa de formar a los militantes de las formaciones populares kurdas que luchan contra el Estado Islámico. El servicio diplomático iraquí y el Ministerio de Defensa han tildado esta presencia militar de "acto hostil" por parte de Turquía, que no llegó a un acuerdo previo con las autoridades de Bagdad.

Actualidad RT

Rusia: "Nos preocupa que EE.UU. quiera llenar el mundo de bases militares"



Las intenciones de la Defensa norteamericana de ampliar su red de bases militares en el mundo, supuestamente para contrarrestar al Estado Islámico y otros grupos terroristas, causan una gran preocupación, ha afirmado la portavoz del Ministerio de Asuntos Exteriores de Rusia, María Zajárova.

"Hemos prestado atención a informes de medios estadounidenses según los cuales el Pentágono contempla la posibilidad de ampliar su presencia militar en Oriente Medio, África y el suroeste de Asia, supuestamente para recoger información y para luchar contra grupos terroristas", dijo a la agencia de noticias RIA Novosti la portavoz de la Cancillería rusa.



"Las intenciones de Washington de cubrir el mundo con una red de infraestructura militar [estadounidense] con un amplio número de objetivos elaborados nos preocupa seriamente", subrayó. "Teniendo en cuenta que EE.UU. se niega a establecer con Rusia colaboración real en la lucha contra el Estado Islámico, incluso después de la explosión del avión ruso sobre el Sinaí, los atentados en Francia y Malí, se nos plantea una pregunta: ¿Para qué y contra quién puede ser aplicada esta enorme red de arquitectura militar?", expresó.

"Es una solución mágica de EE.UU. para derrotar el terrorismo"

'The New York Times' este jueves reveló que Washington planea construir una red de bases militares que convergerán en cuatro centros para aumentar la capacidad de las Fuerzas Armadas y de la Inteligencia de EE.UU.

Aparte de los centros militares estadounidenses ya existentes en Afganistán y la república africana de Yibuti, el Pentágono busca establecer bases en África, el suroeste de Asia y Oriente Medio. Además, centros más pequeños, que dispondrían de instalaciones más básicas, serán construidos en Níger y Camerún.

El plan supone que los nuevos centros militares "conviertan algunas de las bases ya existentes en un sistema coherente", capaz de hacer frente a amenazas regionales como el Estado Islámico y Al Qaeda, para prevenir ataques potenciales a las instalaciones diplomáticas de EE.UU.

El exfuncionario de la CIA Larry Johnson comentó a RT que los planes de Washington para oponerse al terrorismo con la fuerza militar tienen poco sentido: "La estrategia que han estado empleando las fuerzas especiales de EE.UU. en los últimos 12 años, en mi opinión, fue en gran medida un fracaso", señaló. "Así que la idea de que las fuerzas especiales ofrecen algún tipo de solución mágica para derrotar a esta amenaza es francamente absurda", concluyó.

Actualidad RT

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

"Perdi a minha família, o meu mundo. Não saiam da Síria", alerta o refugiado Ali al-Saho


"Perdi a minha família, o meu mundo. Não saiam da Síria". As palavras de Ali al-Saho têm o peso da sua tragédia familiar: o refugiado sírio viu a mulher e os sete filhos morrerem afogados na viagem da Turquia para Grécia, em novembro. Agora, alerta outros sírios para não arriscarem a travessia que este ano já reclamou mais de 3500 vidas.

Al-Saho contou à BBC como perdeu a família quando o barco em que seguiam se virou, a caminho da Grécia, no mês passado. A filha mais nova tinha apenas 20 dias e a mais velha nove anos - nenhum tinha colete de salvação, uma vez que lhes garantiram que a viagem era curta e segura. "Tirei a minha família da Síria para escapar à matança, os meus filhos podiam ter futuro na Europa. Agora perdi a minha família, o meu mundo."

A família, que vivia no este da Síria, em Deir el-Zour, fugia ao Estado Islâmico, que cercou a cidade em junho. Tal como mais de quatro milhões de sírios que saíram do país desde o início da guerra civil procuravam fugir da violência e uma vida melhor.

Quando questionado sobre que conselho daria aos compatriotas, Ali al-Saho diz para não saírem da Síria. "Não corram o risco. Não vão por mar. Vão perder os vossos filhos. Os traficantes [de pessoas] são traidores. Disseram que estaríamos na Grécia em 15 minutos. Digo a todos: não venham, fiquem na Síria, por muito difícil que seja."

A história de Ali al-Saho é trágica mas é única. Ainda esta semana um grupo de migrantes, incluindo seis crianças afegãs, afogou-se no mar Egeu. Em agosto a história da família de Aylan Kurdi, o menino sírio que morreu afogado e cuja imagem correu o mundo, também chocou. Da família de quatro, só o pai sobreviveu.

Diário de Notícias

QUANDO O ASSASSINATO DE PALESTINOS SE TORNA FOLGUEDO


Por Georges Bourdoukan em seu blog

Benjamin Netanyahu, o chefe de governo de Israel que transformou o assassinato de palestinos em folguedo, disse e a mídia repercutiu, sem questionar, claro, que "o mundo árabe não está maduro para a paz".

Não fosse ele chefe de governo de Israel e diríamos que o sujeito é, além de psicótico, um arrogante.

Mas em se tratando de israeliano (governante ariano de Israel) encaminhe-se a referida declaração às calendas.

Afinal, o que vem a ser o mundo árabe? Isso ele não disse. E tampouco foi questionado pela mídia.

Nem foi questionado quando afirmou que durante o encontro com Abbas, sob o guarda chuva de Obama, não se falou sobre a retirada dos colonos que invadiram a Cisjordânia e nem sobre Jerusalém ou sobre o retorno dos palestinos que foram expulsos do país durante a limpeza étnica promovida pelos euro-sionistas.

Então discutiram o que?

O nome do alfaiate, ou da marca do creme dental( isso, não porque se sabe que Netanyahu não escova os dentes).

Enfim, se não se falou sobre os colonos, Jerusalém e o retorno, o que se discutiu?

Que paz é essa que os israelenses oferecem?

A paz da rendição total?

É nessas horas que se percebe que a mídia não passa de aglomerado de órgãos de publicidade a serviço de quem paga mais.

Ou alguém duvida?

`Se EUA querem outra guerra, devem ouvir John McCain`


As propostas dos representantes do Partido Republicano dos EUA, John McCain e Lindsey Graham, sobre as ações de Washington na Síria não correspondem à situação real e podem levar à confrontação militar com a Rússia, opina um artigo publicado na revista The American Conservative.

As ideias dos republicanos sobre a eliminação da organização terrorista Daesh, também conhecida como “Estado Islâmico”, visam confrontação com as forças que apoiam o regime do presidente sírio, Bashar Assad, e “não têm nada em comum” com a luta contra terroristas, destacam os autores do artigo.

Segundo a edição, a “estratégia coerente” da destruição do Daesh dos representantes do Partido Republicano implica que os EUA sejam envolvidas na máxima quantidade possível de guerras contra vários adversários.

Para proteger os aliados que têm a reputação de “inúteis”, John McCain e Lindsey Graham propõem iniciar uma guerra aberta contra a Rússia – assim os aurores consideram o apelo dos políticos que chamam a impor à Rússia “gastos reais”.

“Sabemos que se trata da eliminação do pessoal russo e das aeronaves russas”, explica a The American Conservative.

Além disso, a edição critica a proposta dos republicanos realizar uma operação no solo sírio. Os autores frisam que isto levará à morte dos soldados e o Daesh terá novos recrutos.
“Se queremos que os EUA sejam capturados por outra guerra terrestre prolongada na região, devemos ouvir McCain e Graham”, conclui The American Conservative.

Sputniknews

Maduro: Somos víctimas de un golpe continuado de la derecha


El presidente de Venezuela, Nicolás Maduro, anunció las estrategias del oficialista PSUV para proteger la Revolución Bolivariana tras las elecciones parlamentarias.

Durante la sesión permanente del III Congreso de Delegados del Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV), celebrada el jueves por la noche en la ciudad capitalina de Caracas, el también presidente de esta formación política llamó a sus correligionarios a impulsar el “plan contraofensiva” del próximo trimestre del próximo año.

“A partir de hoy instalamos de manera permanente (el Congreso) para asumir la contraofensiva revolucionaria, popular y bolivariana. Es la primera decisión que asumo y que han propuesto ustedes desde las bases”, precisó Maduro.

Tras agradecer por todos análisis y propuestas que hicieron los militantes durante los últimos días sobre el triunfo de los derechistas en los comicios del pasado 6 de diciembre, el mandatario exigió el establecimiento de un mecanismo capaz de poner en práctica los trabajos realizados y convertirlos en acciones estratégicas.

En este contexto, urgió a hacer renovaciones y cambios en las políticas del país e insistió en que “el frente económico es el principal” ya que, a su juicio, la derrota del oficialista se debe a la guerra económica que provocó la derecha con el apoyo de sus aliados nacionales e internacionales.

“El tema de la economía no es un discurso, me he sentido solo en esta batalla contra el imperialismo y la guerra económica”, reconoció Maduro al tiempo que llamó a instalar el Congreso Económico de Pensamiento Socialista.

El jefe del Gobierno venezolano reiteró que es víctima de un “golpe continuado” del sector opositor que pretende desestabilizar el país a través de la crisis económica.

“Esa derecha solo se prepara para mantener su modelo de desestabilización y golpe (de Estado) continuado, utilizando la Constitución”, advirtió el presidente del PSUV.

De igual forma añadió que el próximo sábado se reunirá con los Consejos Presidenciales del Poder Popular para revisar la metodología y el mapa de estrategias.

En las recientes elecciones parlamentarias, la coalición opositora Mesa de la Unidad Democrática (MUD) logró 109 escaños, frente a los 55 obtenidos por el PSUV.

El presidente de Venezuela, tras los resultados de las parlamentarias, pidió el miércoles a sus ministros que presenten la dimisión con el fin de iniciar una reestructuración del Ejecutivo.

Además, afirmó que tiene pruebas de intentos de soborno a oficiales del Ejército para que se “pronunciaran” en las elecciones.

En la misma jornada, el presidente de la Asamblea Nacional (AN) del país suramericano, Diosdado Cabello, difundió un audio que revela el pago por los opositores de 10 mil bolívares a quienes les votaron en las elecciones.

msm/ncl/rba - HispanTv

El Chapo a EIIL: “Os arrancaré el corazón y la lengua”


El narcotraficante mexicano Joaquín ‘El Chapo’ Guzmán (drcha.), el líder de Daesh, Ibarhim al-Samarrai, alias Abu Bakr al-Bagdadi.

El narcotraficante mexicano Joaquín ‘El Chapo’ Guzmán amenazó con destruir al grupo terrorista EIIL (Daesh, en árabe) y acabar con todos sus integrantes.

“Os arrancaré el corazón y la lengua (…) Mis hombres os destruirán. El mundo no es vuestro para dar órdenes”, escribió el narcotraficante mexicano en una misiva dirigida al líder de Daesh, Ibarhim al-Samarrai, alias Abu Bakr al-Bagdadi, después de que los takfiríes supuestamente destruyeran uno de sus cargamentos de drogas, informó el jueves el rotativo estadounidense The Washington Times.

No se especifica el lugar donde los terroristas destruyeron la carga de droga del cártel de Sinaloa, una de las organizaciones criminales más activas de todo el mundo y que lidera el fugitivo narcotraficante mexicano, pero es muy probable que hubiera ocurrido en una de las zonas bajo el control de Daesh en Oriente Medio o en el norte de África.

‘El Chapo’ advirtió de que no tolerará a nadie que perjudique sus negocios y consideró que Daesh cometió un grave error al destruir su cargamento de narcóticos ilegales.

“Dios no les podrá salvar del terror de mis hombres si continuáis impactando mis operaciones”, amenazó el narcotraficante al tiempo que prometió acabar con Daesh si ocurre otro incidente similar.

Hasta el momento no ha habido confirmación por parte de Daesh o el cártel de Sinaloa sobre este suceso.

En los últimos años el cártel de Sinaloa hasta expandido sus operaciones hasta el Oriente Medio, donde, según medios, está implicado en el negocio de la heroína.

hgn/ncl/rba - HispanTv

Turquía busca anexionarse zonas norteñas de Siria e Irak


Turquía, bajo el pretexto de combatir al grupo takfirí EIIL (Daesh, en árabe) en Oriente Medio, busca anexionarse las zonas norteñas de Siria e Irak, según un informe.

El portal web Global Research informó el jueves que Turquía —miembro de la Organización del Tratado Atlántico Norte (OTAN) y aliado de EE.UU.— con el apoyo de Daesh pretende controlar la ciudad de Mosul, en el norte de Irak, y así asediar y dominar los campos petroleros de esta ciudad.

Los integrantes de EIIL tomaron en junio de 2014 el control de Mosul, la ciudad más grande de la región que posee valorados yacimientos de petrolero.

En este sentido, Turquía ha desplegado cientos de sus fuerzas en las proximidades de Mosul, alegando luchar contra EIIL y entrenar a las fuerzas iraquíes, acto que fue rechazado por Bagdad, añadió la fuente.

Indicó que, desde hace mucho tiempo, el presidente de Turquía, Recep Tayyip Erdogan, planeaba expropiar la provincia de Alepo y otras ciudades norteñas de Siria, sin embargo, la intervención rusa en Siria, que se produjo a petición del presidente sirio, Bashar al-Asad, hizo fracasar los sueños de Erdogan en la vecina siria.

Rusia instaló sistemas de defensa S-400 en Siria que pueden vigilar el espacio aéreo sirio y son capaces de contrarrestar eficazmente cualquier amenaza en el territorio sirio, recalcó.

Cabe señalar que hasta el momento, Turquía e Irak están tratando de resolver por la vía diplomática la disputa surgida entre ambos países a raíz del desplazamiento de fuerzas turcas en territorio iraquí.

El primer ministro iraquí, Haidar al-Abadi, pidió a OTAN presionar a Turquía para que retire sus tropas de Irak.

Rusia planteó el tema durante una sesión a puerta cerrada del Consejo de Seguridad de las Naciones Unidas (CSNU). "Creemos que Turquía ha actuado temerariamente e inexplicablemente, realizando despliegues adicionales en el territorio de Irak sin el consentimiento del gobierno iraquí", aseguró Vitaly Churkin, el enviado de Rusia ante la ONU.

mkh/ncl/rba - HispanTv

Rusia actuará con dureza para aniquilar cualquier amenaza para sus fuerzas en Siria


El presidente ruso Vladímir Putin ha ordenado actuar "de manera muy dura" y "destruir cualquier blanco que amenace a las Fuerzas Armadas de Rusia en Siria" durante la reunión de este viernes del Ministerio ruso de Defensa.

"Quiero advertir a aquellos que intenten organizar cualquier tipo de provocación contra nuestros soldados. Ya hemos tomado medidas adicionales para garantizar la seguridad de las tropas rusas y bases aéreas [en Siria]. Esta ha sido reforzada con nuevos complejos de aviación y técnicas de defensa aérea", ha declarado el mandatario ruso Vladímir Putin, informa RIA Novosti.

"Todas las acciones de la aviación de ataque se llevan a cabo bajo la protección de cazas. Hay ordenes de actuar muy duramente. Cualquier blanco que amenace a la agrupación rusa o a nuestra infraestructura será destruido de inmediato", ha añadido Putin.


"La operación rusa no está dictada por la intereses geopoliticos"

La operación rusa en Siria no está dictada por intereses geopolíticos y el deseo de experimentar con nuevo armamento, sino por el hecho de que el Estado Islámico amenaza directamente a la Federación de Rusia

"En primer lugar, nuestras tropas en Siria defienden a su país. Nuestras acciones no están dictadas por ningún interés abstracto y geoplítico; no están motivadas por el deseo de entrenar y probar nuevos sistemas de armamento. Lo principal es evitar la amenaza a la Federación de Rusia", ha explicado el mandatario.

Putin ordena que sus fuerzas se coordinen con Israel y la coalición liderada por EE.UU.

Además, Putin ha dado instrucciones al Ministerio de Defensa de que durante la realización de operación antiterrorista en Siria se coordine la acción con los puestos de mando de Israel y con las fuerzas de la coalición internacional.

"Es importante desarrollar la cooperación con todos los países que están realmente interesados en la eliminación de los terroristas. Me refiero al contacto para garantizar la seguridad de los vuelos con los puntos de mando de la Fuerza Aérea de Israel y con las fuerzas de la coalición encabezada por EE.UU.", ha indicado el mandatario ruso.

Rusia ha cambiado la situación en Siria

Asimismo, Putin ha hecho hincapié en que la actuación de la aviación rusa ha causado graves daños a la infraestructura del EI en Siria, lo que ha permitido cambiar la situación del país árabe.

"No me voy a poner ahora a dar cifras concretas, eso lo dirá en su informe el ministro de Defensa. Yo voy a decir lo principal. Las fuerzas aéreas rusas, la Marina de Guerra y el uso de los más modernos sistemas de armas de alta precisión han permitido infligir daños graves a la infraestructura terrorista, lo que ha permitido cambiar la situación en Siria", ha afirmado el mandatario ruso.

"Es necesario dotar a la tríada nuclear de nuevo armamento"

"Las tropas deben tener un trabajo de alta calidad, organizado y rítmico en la asimilación y la aplicación militar de la tecnología moderna. Se debe prestar especial atención a fortalecer el potencial de combate de las fuerzas nucleares estratégicas y a la implementación de los programas espaciales de defensa", ha explicado Putin en el marco de la reunión.

Así, ha indicado que "es necesario equipar a todos los componentes de la tríada nuclear con nuevo armamento, aumentar la eficacia del sistema de alerta ante un ataque con misiles y de la defensa aeroespacial".

Actualidad RT

Argentinos y brasileños luchan en las filas del Estado Islámico


La compañía de inteligencia y seguridad estratégica Soufan Group, con sede en Nueva York, ha presentado un informe sobre el aumento del número de combatientes extranjeros en el Estado Islámico. Según las estadísticas, en las filas de los terroristas habría también ciudadanos de países de Latinoamérica.


De acuerdo con el informe titulado 'Combatientes extranjeros: una evaluación actualizada del flujo de combatientes extranjeros en Siria e Irak', el número de personas que intentan unirse al EI va en aumento. En 2014 junto a los terroristas luchaban 12.000 extranjeros de 81 países, mientras que en 2015 la cifra es ya de casi 31.000 personas de 86 naciones, informa CNN.

Los países de los que proviene un mayor número de combatientes son Túnez, Arabia Saudita, Rusia, Turquía y Jordania. No obstante, también hay yihadistas que llegan a Siria e Irak desde países de América Latina. Se sabe que al menos 23 argentinos y tres brasileños se han unido al grupo terrorista.

Las autoridades de estos países no han comentado esta información, pero de acuerdo con el diario 'Estadão' la inteligencia brasileña estuvo en alerta el marzo pasado al detectar que grupos terroristas intentaban reclutar a jóvenes 'lobos solitarios'.

Actualidad RT

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Príncipe pedófilo na Arábia Saudita tem apoio de Obama


A monarquia saudita tem total apoio do presidente Obama, uma vez que se prontificou a trair o Islã e somar forças com os traidores do mundo árabe.

Um dos grandes aliados de Obama no Reino da Arábia Saudita é o príncipe saudita Kahtani - foto acima - com uma de suas "esposas", uma criança de 8 anos de idade chamada Nawaf.

Kahtani é presidente da Comissão de Direitos Humanos nas Nações Unidas com o apoio de Obama. A mídia mercenária e canalha do ocidente esconde este fato da opinião pública.

O Conselho de Direitos Humanos presidido por um pedófilo não é apenas uma aberração, é uma agressão a todos os povos civilizados do mundo.

FELIZ NATAL!!!


Presidente Bashar Al Assad ao Sunday Times: "Grã-Bretanha e França sempre apoiaram os terroristas".


Entrevista concedida pelo Excelentíssimo Senhor Presidente Bashar Al Assad ao jornal britânico Sunday Times.

Sunday Times: Obrigado por nos receber, Senhor Presidente. Como o senhor sabe, o governo britânico vai votar, hoje, sobre se irá juntar-se aos ataques aéreos da coalizão contra ISIS. O senhor acha que é certo a Grã-Bretanha se juntar aos ataques aéreos contra o ISIS na Síria? E o senhor daria as boas-vindas a esta participação? O senhor acredita que esta participação irá promover alguma mudança ou irá piorar a situação?
Presidente Assad: Se eu quiser avaliar um livro, eu não posso escolher uma única sentença do livro para avaliar o livro como um todo. Eu teria que ver os títulos e, em seguida, os subtítulos dos capítulos e depois poderemos discutir o resto do livro. Então, o que estamos discutindo agora é apenas uma frase fora de contexto. Se voltarmos ao título, a pergunta é: "Ela tem vontade de lutar contra o terrorismo?". Nós sabemos, desde o princípio, que a Grã-Bretanha e a França formaram as pontas da lança, desde o início do conflito na Síria, no seu apoio aos terroristas. Sabemos, todavia, que eles não têm vontade própria. Se quisermos voltar até mesmo para o capítulo sobre participação militar na coalizão, esta participação teria que ser abrangente, ou seja, teria que ser pelo ar e por terra, em cooperação com as tropas presentes no terreno. Isto significa as tropas nacionais, para que esta intervenção ou participação seja legal. E esta participação só pode ser legal se ocorrer em cooperação com o governo legítimo da Síria. Portanto, eu diria que eles não têm vontade de lutar contra o terrorismo e nem a visão sobre a forma de derrota-lo. E se você quer fazer uma avaliação, você precisa fazê-la baseando-se nos fatos. Vamos voltar para a realidade no terreno. Desde que a coalizão iniciou as suas operações, há pouco mais de um ano, qual foi o resultado? O ISIS, a Frente al-Nusra e as outras organizações ou grupos similares, foram se expandindo livremente. Em compensação, como ficou a situação depois que os russos participaram, diretamente, na luta contra o terrorismo? O ISIS e a Frente al-Nusra passaram a se encolher. Então, eu posso dizer que a participação deles não obteve nenhum resultado. Em segundo lugar, esta participação será nociva e ilegal e irá configurar um apoio ao terrorismo, a exemplo do que aconteceu após a coalizão dar início às suas operações, há mais de um ano. Porque estas organizações são como um câncer. Você não pode tratar o câncer com um corte. Você precisa extirpá-lo definitivamente. Esse tipo de operação é como fazer um corte no câncer, fazendo com que ele se alastre pelo corpo todo e de forma rápida.

Sunday Times: Deixe-me esclarecer duas coisas. O senhor está dizendo que a intervenção britânica - e isso se aplica às outras partes da coalizão- é ilegal do ponto de vista do Direito Internacional?
Presidente Assad: Definitivamente. Nós somos um país soberano. Veja os russos. Quando eles quiseram formar uma aliança contra o terrorismo, a primeira coisa que eles fizeram foi começar as discussões com o governo sírio, antes de qualquer outra parte. Em seguida, eles começaram a discutir a mesma questão com outros governos. E então trouxeram suas forças. Portanto, esta é a maneira legal para combater o terrorismo em qualquer parte do mundo.

Sunday Times: O senhor está dizendo que a França e a Grã-Bretanha são responsáveis pelo surgimento do terrorismo aqui. Mas eles não foram, por exemplo, responsáveis pela ascensão do ISIS. O senhor não acha que esta acusação é dura?
Presidente Assad: Vamos começar pelo que o Blair declarou. Ele disse que a invasão do Iraque levou ao surgimento do ISIS. E nós sabemos que ISIS surgiu, declaradamente, anunciando-se como um estado no Iraque, em 2006. Seu líder era Abu Mosaab al-Zarqawi, que foi morto durante um bombardeio americano. Eles anunciaram que o mataram. Portanto, eles sabiam de sua existência e sabiam que a organização do Estado Islâmico existia no Iraque, naquela época, e que se mudou para a Síria após o início do conflito, devido ao caos que se instalou. Então, as autoridades britânicas, especialmente o Tony Blair, reconheceram isso. A realidade diz isso. Diz que eles ajudaram na ascensão do ISIS e da Frente al-Nusra nesta região.

Sunday Times: Em sua opinião, a ramificação da Al-Qaeda na Síria, representada pela Jabhat al-Nusra, pode ser uma ameaça para o Ocidente tanto quanto o ISIS? Ou superaria o ISIS há longo prazo? E será que o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, está lutando contra o inimigo errado? Isto é, ele está indo atrás do ISIS ao invés da Frente al-Nusra?
Presidente Assad: Esta questão se refere à estrutura, e o problema não está relacionado à estrutura da organização. Trata-se da ideologia adotada por estas organizações. Eles não baseiam suas ações na estrutura ou na organização, mas sim na ideologia wahhabista, obscurantista e deturpada. Desta forma, se pretendermos avaliar a diferença entre os dois, não encontraremos nenhuma, porque eles têm a mesma ideologia. Este é um dos aspectos. O outro aspecto é se quisermos falar sobre seus fundamentos, seus seguidores e seus membros, verificaremos que esta distinção não pode ser feita, porque eles pulam de uma organização para a outra e de um grupo para outro. E é por isso que, às vezes, eles brigam entre si, pelos seus interesses próprios, em escalas locais. Mas, na realidade, eles cooperam uns com os outros em todos os níveis. Portanto, não é possível determinar quem é o mais perigoso, porque todos eles possuem a mesma mentalidade. Podemos dizer que a primeira organização está ligada a Al-Qaeda e a segunda também. A diferença está somente no nome e talvez em alguns detalhes secundários.

Sunday Times: Na semana passada, uma parte fundamental do argumento que Cameron usou para ampliar os ataques aéreos do Reino Unido na Síria era um número que ele usou - 70 mil rebeldes moderados – que, conforme ele mencionou, "não pertencem a grupos extremistas", mas já estão no terreno, e que o Ocidente poderia usa-los na luta contra o ISIS. Com base em suas informações, qual é o grupo que tem este número de 70 mil? O senhor está ciente da existência de 70 mil rebeldes moderados na Síria?
Presidente Assad: Vou ser franco e direto sobre isso. Este é um novo episódio de uma longa comédia de David Cameron. Isto é inaceitável. Onde eles estão? Onde estão os 70 mil moderados de quem ele está falando? Eles sempre falam sobre grupos moderados na Síria. Isto não passa de uma piada que se baseia em apresentar dados falsos e absurdos ao invés de apresentar os fatos. Os russos têm nos perguntado, desde o início de sua participação, há dois meses, sobre onde estão os moderados? Ninguém lhes dá uma resposta. Na verdade, desde o início do conflito na Síria, não havia militantes moderados. Todos eles são extremistas. E para não dizer que eu estou apenas dando desculpas e tal, consulte a internet, visite as páginas deles nas redes sociais. Você irá encontrar vídeos e imagens de seus discursos e suas atrocidades, com seus rostos à mostra. Eles usam espadas, fazem decapitações, comeram o coração de uma pessoa inocente, que antes tinha sido desmembrada e daí por diante. E, como você sabe, a confissão de um criminoso é a senhora de todas as provas. Então, esses são os 70 mil moderados de quem ele está falando. Isto equivale a descrever os terroristas que cometeram os ataques a Paris, recentemente, e antes disso ao Charlie Hebdo, e antes dele ao Reino Unido, há quase dez anos, e antes à Espanha, e o ataque de 11 de Setembro em Nova Iorque, como oposição moderada. Isto é inaceitável em qualquer parte do mundo. Não há 70 mil, não há 7 mil e nem, talvez, 10 desses.

Sunday Times: Nem mesmo, por exemplo, os curdos e o Exército Livre da Síria?
Presidente Assad: Os curdos estão lutando contra os terroristas com o exército sírio, nas mesmas áreas.

Sunday Times: Mas eles também estão sendo apoiados, armados e treinados pelos americanos para lançar ataques e lutar.
Presidente Assad: Eles recebem apoio, principalmente, por parte do exército sírio e nós temos os documentos para comprovar. Nós enviamos armas para eles porque eles são cidadãos sírios e porque eles querem lutar contra o terrorismo. Fazemos o mesmo com muitos outros grupos na Síria, porque não é possível mandar o exército para todas as partes da Síria. Portanto, a questão não se resume, somente, aos curdos. Muitos outros sírios estão fazendo o mesmo.

Sunday Times: O Secretário de Estado americano, John Kerry, disse, na última sexta-feira, que o governo sírio poderia cooperar com as forças da oposição contra o ISIS, mesmo sem o presidente Assad deixar o poder. Mas ele acrescentou que isso seria muito difícil se os combatentes da oposição, que têm vindo lutar contra o presidente sírio, não acreditarem que ele possa, eventualmente, deixar o poder. Kerry disse, ainda, que quanto ao momento de deixar o cargo, a resposta é que não está claro se ele vai deixar o poder. Enquanto isso, o Ministro das Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, disse ao jornal Le Progres, no sábado, que ele não acredita que a saída do presidente Assad seja essencial para qualquer transição política na Síria, acrescentando que a transição política não significa que o presidente Assad deva renunciar antes do processo de transição, mas que devem existir algumas certezas quanto ao futuro. Minha pergunta é: O senhor pretende completar o seu mandato presidencial até 2021 ou o senhor espera que haja um referendo ou eleições presidenciais antes desta data? E, caso a resposta seja afirmativa, quando é que estas eleições seriam realizadas? E o que o faria decidir realiza-las? E se estas eleições forem realizadas, a sua participação nelas é certa? O que pode influenciar a sua decisão?
Presidente Assad: A resposta depende do contexto da pergunta. Se o contexto se refere a uma solução do conflito na Síria, então não há relação entre a antecipação das eleições e o fim do conflito. Isso pode acontecer somente com a luta contra o terrorismo e dando um basta no apoio dos regimes ocidentais e regionais aos terroristas. As eleições antecipadas só seriam realizadas como parte de um diálogo abrangente, sobre o futuro entre as forças políticas e os grupos da sociedade civil na Síria. Desta forma, não se trata da vontade do presidente, mas sim da vontade do povo sírio. Trata-se de um processo político. Se este processo for acordado, então eu tenho o direito de concorrer à eleição como qualquer outro cidadão sírio. Minha decisão, neste caso, será baseada na minha capacidade de cumprir com os meus compromissos e se tenho ou não o apoio do povo sírio. Em todo o caso, ainda é cedo para falar sobre isso, porque, como você sabe, ainda não combinamos nada sobre este processo.

Sunday Times: O senhor acredita que o ISIS pode ser derrotado somente com os ataques aéreos?
Presidente Assad: A coalizão conseguiu derrotá-los com ataques aéreos perpetrados por mais de um ano? Não conseguiu. Os americanos conseguiram alguma coisa com os ataques aéreos no Afeganistão? Não conseguiram nada. Conseguiram alguma coisa no Iraque, desde a sua invasão, em 2003? Nada. Você não pode derrotar o ISIS somente com ataques aéreos, sem a cooperação das forças no terreno. Você não pode derrotá-los sem a participação do governo e das pessoas em geral. Eles não podem querer derrotar o ISIS com ataques aéreos. Eles vão falhar novamente. A realidade diz isso.

Sunday Times: Se a coalizão internacional se recusar, como o fez até agora, a coordenar com o Exército Sírio ou com as tropas locais no terreno, qual será o seu próximo plano? Quero dizer, o senhor tem um plano B para além do que está acontecendo? Como o senhor planeja acabar com esta guerra?
Presidente Assad: Esta coalizão é ilusória, é virtual, porque ela ainda não conseguiu nenhum resultado na luta contra o terrorismo no terreno, na Síria. Portanto, já que é uma ilusão, ela não existe, e nós não perderemos o nosso tempo com o "antes e o depois". Desde o início, nós começamos a lutar contra o terrorismo, independentemente da presença de quaisquer potências mundiais. E damos as boas vindas a todos os que quiserem se juntar a nós. Juntando-se a nós ou não, nós continuaremos com a nossa luta contra o terrorismo. Este é o nosso único plano. E não vamos mudá-lo.

Sunday Times: O senhor está convidando-os a pedir ao governo sírio para coordenar e cooperar com o exército sírio e com a força aérea síria na luta contra os terroristas?
Presidente Assad: Somos muito realistas. Sabemos que eles não o farão. Esta questão está relacionada ao Direito Internacional mais do que qualquer outra coisa. Será possível que os governos ou os regimes ocidentais não conheçam os fundamentos do Direito Internacional? Será possível que eles não entendam o significado de um Estado soberano? Ou que não tenham lido a Carta das Nações Unidas? Eles não respeitam o Direito Internacional e nós não pediremos sua cooperação.


Sunday Times: Mas o senhor gostaria que eles cooperassem?
Presidente Assad: Se eles estão dispostos e genuinamente sérios em combater o terrorismo, então nós daremos as boas vindas ao país ou governo e a qualquer esforço político que tenha este objetivo. Quanto a isso, não somos radicais e sim totalmente pragmáticos. Em síntese, o que queremos é resolver a situação na Síria e evitar mais derramamento de sangue. Essa é a nossa missão. Então, não se trata de amor ou ódio, aceitação ou não aceitação, mas sim da realidade. Eles estariam realmente dispostos a nos ajudar na lutar contra o terrorismo? A impedir ou não os terroristas de entrarem na Síria através de governos que são seus agentes em nossa região? Esta é a verdadeira questão. Se eles estiverem dispostos, nós aceitaremos de braços abertos. Essa não é uma questão pessoal.

Sunday Times: O senhor acredita ser possível para vocês, na Síria, e para os seus aliados - Rússia, Irã, Hezbollah e outros aliados - derrotar militarmente o ISIS? E, em caso afirmativo, quanto tempo o senhor acha que isso poderia levar?
Presidente Assad: A resposta está baseada em dois fatores: De um lado, as nossas capacidades, e de outro, o apoio recebido pelos terroristas. Do nosso ponto de vista, se cessar o apoio dado a estes grupos por parte de vários países da nossa região e do Ocidente em geral, será uma questão de meses para que cumpramos a nossa missão. Não é uma situação complexa e a solução está muito clara para nós. No entanto, estes grupos recebem apoio ilimitado desses países, o que faz com que a situação se arraste, se prolongue, se torne mais complexa e mais difícil de resolver. Isto significa que a nossa missão será cumprida, mas o custo será elevado e quem acabará pagando o preço serão os sírios.

Sunday Times: Mas o preço já está sendo alto demais. Mais de 200.000 pessoas foram mortas.
Presidente Assad: Você está certo. Esta é uma das consequências do apoio que citei.

Sunday Times: Mas, também, uma grande parte desta responsabilidade é atribuída ao governo sírio e ao seu uso da força, que, em determinadas situações, não faz distinção entre civis e combatentes e é desnecessário em algumas áreas. Foi isso que levou a um grande número de vítimas. Qual a sua resposta para isso?
Presidente Assad: Em primeiro lugar, digo que todas as guerras são ruins. Não existe essa coisa de boa guerra. Em toda guerra há sempre muitas vítimas inocentes. E isso só pode ser evitado se pormos um fim à guerra. É evidente que as guerras, em qualquer lugar do mundo, irão resultar em perdas de vidas. Além disso, o discurso que tem sido repetido no Ocidente, por um longo tempo, ignora o fato de que, desde o primeiro dia da crise, os terroristas vêm matando pessoas inocentes. Ele também ignora o fato de que muitas das pessoas que foram mortas eram partidárias do governo e não o contrário. Nossa única resposta, como governo, é a luta contra os terroristas. Não há outra escolha. Não podemos parar de lutar contra os terroristas, que matam civis, por medo de sermos acusados pelo Ocidente de que fazemos uso da força.

Sunday Times: Vamos falar sobre o papel da Rússia. Quão importante é o papel da Rússia? A Síria estava prestes a cair se não fosse pela intervenção da Rússia, naquele momento em que interveio?
Presidente Assad: O papel da Rússia é muito importante. E teve um impacto significativo nas arenas política e militar na Síria. Mas dizer que sem este papel, o governo ou o estado teria entrado em colapso, é hipotético. Desde o início do conflito na Síria, havia apostas sobre o colapso do governo. No início era uma questão de semanas, depois era questão de alguns meses e depois de alguns anos. Em todas as vezes, isso foi impulsionado por um pensamento baseado em vontades e não em fatos. O fato é que o apoio russo, em consonância com o forte e firme apoio iraniano, ao povo e ao governo sírio, teve um papel muito importante para manter a resistência do Estado sírio na luta contra o terrorismo.

Sunday Times: O senhor se refere ao apoio anterior ou à recente intervenção militar?
Presidente Assad: Eu me refiro ao apoio como um todo, não apenas à recente participação. Eles nos deram apoio desde o início, em todos os aspectos, tanto o político quanto o militar e o econômico.

Sunday Times: Como e por que a participação russa aconteceu agora? O senhor pode nos dar alguns detalhes sobre as discussões que ocorreram entre o senhor e o Presidente Putin e o que levou a realiza-las? Quem deu o primeiro passo? Foi o senhor quem pediu ou foram eles que se ofereceram?
Presidente Assad: Você terá que perguntar aos russos pelo motivo de sua participação. Mas do nosso ponto de vista, uma vez que a coalizão ocidental começou a atuar na Síria, o ISIS se expandiu, a Frente al-Nusra se expandiu, assim como todos os outros grupos extremistas e terroristas, controlando mais territórios na Síria e no Iraque. Os russos viram, claramente, que isto representava uma ameaça para a Síria, para o Iraque e para toda a região, bem como para a Rússia e para o resto do mundo. Podemos ver isso na realidade vivida pela Europa de hoje. Se você fizer uma leitura e uma análise do que aconteceu recentemente em Paris e do que aconteceu no Charlie Hebdo, sem separar entre os dois incidentes, você perceberá algo muito importante. Quantas células extremistas existem atualmente na Europa? Quantos extremistas vocês exportaram da Europa para a Síria? É aí que mora o perigo. O perigo reside na existência de uma incubadora. Os russos puderam ver isso com muita clareza. Eles querem proteger a Síria, o Iraque, a região, a si mesmos e até mesmo a Europa. Eu não estou exagerando quando digo que os russos estão protegendo a Europa de hoje.

Sunday Times: Foram eles que o procuraram e disseram: Nós queremos ajudar, ou foi o senhor quem os procurou e pediu ajuda?
Presidente Assad: Foi uma decisão cumulativa. A coisa não aconteceu por causa de uma ideia que eu propus ou porque eles propuseram outra ideia. Como você sabe, a nossa relação com os russos remonta de mais de cinco décadas, e eles sempre mantiveram equipes militares na Síria. Você pode chama-los de especialistas ou por qualquer outro nome que você queira. Esta cooperação acelerou-se e cresceu durante a crise. Suas equipes estão aqui, conosco, e podem ver a situação em tempo real. Este tipo de decisão não começa de cima para baixo, mas sim de baixo para cima. Há discussões políticas e militares diárias entre os nossos dois países. E quando estas discussões chegaram ao nível presidencial, já estavam maturadas o suficiente e os fundamentos estavam prontos para que pudéssemos tomar uma decisão rápida.

Sunday Times: Mas deve ter havido um momento em que eles disseram: Nós pensamos, e se vocês estiverem de acordo, que chegou o momento de intervirmos diretamente.
Presidente Assad: Mais uma vez, isso começou nos níveis mais baixos. Esses funcionários concordaram, conjuntamente, que a participação se fazia necessária e cada parte discutiu o assunto com seus líderes. E quando chegamos à fase da discussão entre nós, quero dizer, entre o Presidente Putin e eu, concentramo-nos, em nossas discussões, sobre como isso seria feito. É claro que isso não aconteceu de forma direta, porque nós não tínhamos nos encontrado antes e é impossível discutir essas questões por telefone. O encontro foi organizado por altos funcionários de ambas as partes. Foi isso o que aconteceu. Em termos de procedimento, enviei uma carta ao presidente Putin, na qual incluí um convite para que suas forças participassem do combate ao terrorismo.

Sunday Times: Então o senhor fez um pedido ao presidente Putin depois de ter sido aconselhado por seus funcionários?
Presidente Assad: Exatamente, depois de chegarmos a este ponto, mandei uma carta oficial ao Presidente Putin e divulgamos um comunicado anunciando que o tínhamos convidado para se juntar aos nossos esforços. Não vamos esquecer que o presidente Putin já tinha dado um passo, neste sentido, quando declarou que estava disposto a criar uma coalizão. Minha resposta a isso é que nós estávamos prontos, caso ele quisesse participar com suas forças.

Sunday Times: Então, quais forças foram destacadas? Estou me referindo às forças russas. Há relatos, por exemplo, da presença de mil soldados, além de forças especiais. Isso está correto? O senhor acredita que haverá o tempo em que os russos não vão se restringir às forças aéreas e que participarão, também, com as forças terrestres?
Presidente Assad: Não. Até o presente momento, isso não existe. Não há tropas terrestres, exceto o pessoal que eles enviaram junto com os militares e aviões para vigiar a base aérea e isso é normal. Eles não têm quaisquer tropas terrestres, em absoluto, lutando com as forças sírias.

Sunday Times: E não há planos neste sentido?
Presidente Assad: Nós ainda não discutimos isso. E eu não acredito que precisaremos dessa discussão agora, porque as coisas estão indo na direção certa. Podemos considerar isso com o passar do tempo ou em outras circunstâncias, mas no presente momento isso não está sendo discutido.

Sunday Times: Houve relatos ou sugestões de que a Síria poderá adquirir o sistema S-300 dos russos e que este sistema permitirá aos sírios proteger o seu espaço aéreo. A Síria usará este sistema contra as forças da coalizão, lideradas pelos Estados Unidos, até mesmo se houver a participação da Grã-Bretanha? Considerando que os aviões da coalizão estão no céu da Síria, como o senhor havia dito, sem uma autorização oficial ou soberana, quando a Síria adquirir o sistema S-300, ela o usará para impor a proteção ao seu espaço aéreo e para mandar um recado à coalizão de que ‘vocês devem tratar conosco de forma direta’ ou ‘coordenar conosco no terreno’?
Presidente Assad: Nós temos esse direito. E deve-se esperar que proibamos qualquer avião de violar nosso espaço aéreo. Isso é absolutamente legal. Usaremos qualquer meio disponível para proteger o nosso espaço aéreo. Não se trata deste armamento em particular porque todos os sistemas de defesa aérea são usados para este fim.

Sunday Times: O senhor já possui este sistema de defesa?
Presidente Assad: Não. Não o possuímos até o momento.

Sunday Times: E se o senhor adquirir este sistema de defesa?
Presidente Assad: Usaremos todos os sistemas de defesa que adquirirmos para este fim. Se não vamos proteger nosso espaço aéreo, por que então compraríamos este tipo de armamento? Isso é elementar!

Sunday Times: E se adquiri-lo?
Presidente Assad: Não é o momento propício para falarmos sobre este assunto. A nossa prioridade é lutar contra o terrorismo no terreno. Este é o maior perigo no momento. É claro que estamos dispostos a proteger nosso espaço aéreo e impedir a intervenção estrangeira nos nossos assuntos internos, tanto os militares como os outros. Mas a nossa prioridade agora é derrotar os terroristas. Ao derrotar os terroristas, alguns dos quais são sírios, podemos ir além e defender o país inteiro dos estrangeiros. É uma questão de prioridades.

Sunday Times: Mas eu me referia aos aviões da coalizão que estão, de fato, sobrevoando o espaço aéreo sírio no presente momento. Então, isso não é uma prioridade no momento?
Presidente Assad: Não. Neste momento não. Nossa prioridade é combater o terrorismo.

Sunday Times: Se a Arábia Saudita convidá-lo para realizar discussões sérias sobre o futuro da Síria, o senhor aceitaria esse convite? Ou as relações entre a Síria e a Arábia Saudita foram severamente cortadas ao ponto de leva-lo a não considerar este tipo de convite?
Presidente Assad: Não, não há nada impossível na política. Não se trata do fato de eu aceitar ou não. Trata-se das políticas de cada governo. Quais são as políticas dela em relação à Síria? Ela continuará ou não a apoiar os terroristas? Ela continuará a jogar os seus jogos perigosos na Síria, no Iêmen e em outros lugares? Se ela está disposta a mudar suas políticas, especialmente no que diz respeito à Síria, não teremos nenhum problema em nos reunirmos com ela. Portanto, não se trata da reunião ou se participaremos ou não dela. Trata-se da abordagem dela em relação ao que está acontecendo na Síria.

Sunday Times: O senhor espera algum resultado das negociações em Viena? E qual seria o tipo de um possível acordo que possa resultar dos encontros de Viena?
Presidente Assad: O ponto mais importante no comunicado Viena é que os sírios devem se reunir para discutir o futuro da Síria. Todo o resto é secundário. Se este ponto principal não existir, os outros pontos secundários não terão valia. Desta forma, a única solução é que nos reunamos como sírios. Viena em si não passa de uma reunião para declarar intenções e não um processo real de sentar-se à mesa e discutir o futuro. Então, a questão não é o que resulta de Viena, mas sim o que nós sírios somos capazes de alcançar quando nos sentamos juntos.

Sunday Times: Mas o senhor atentou para o fato de que alguns dos líderes da oposição, eu me refiro a figuras da oposição que são contra pegar em armas e tudo o mais, têm medo de entrar na Síria, porque, no momento em que eles colocarem o pé na Síria, serão detidos pelos agentes de segurança e colocados na prisão. Isso já aconteceu com os outros.
Presidente Assad: Não, isso nunca aconteceu. Existe uma oposição na Síria e ela é livre para fazer o que quiser.
Sunday Times: Não, eu me refiro à oposição externa. Por exemplo, alguém como Haitham Mannaa não pode voltar.

Presidente Assad: Temos dito, claramente, que quando houver um encontro na Síria, em que eles queiram participar, nós garantimos que eles não serão presos ou detidos. Temos dito isto repetidas vezes. Nós não temos nenhum problema a este respeito.

Sunday Times: A Arábia Saudita convidou 65 personalidades, entre as quais líderes da oposição e até mesmo comandantes rebeldes, empresários e figuras religiosas para uma reunião na Arábia Saudita, com o objetivo de apresentar uma frente unida em preparação para as conversações de janeiro, em Viena. No entanto, o governo sírio, que é o outro componente importante neste processo todo, que tem por objetivo discutir o futuro da Síria, não parece estar falando com a oposição. O senhor tem realizado quaisquer negociações com a oposição? E já chegou a algum consenso com ela?
Presidente Assad: Temos canais diretos com alguns grupos de oposição, mas outros grupos não podem se comunicar conosco, porque eles não têm permissão para fazê-lo pelos governos que os controlam. De nossa parte, estamos abertos para discussões com todas as partes pacíficas da oposição. Não temos nenhum problema quanto à isso. Quanto à reunião a ser realizada na Arábia Saudita, os sauditas apoiam o terrorismo de forma direta, pública e explícita. Essa reunião não mudará nada no terreno. Antes e depois da reunião, a Arábia Saudita continuará fornecendo apoio aos terroristas. Não se trata de um divisor de águas que possa ser discutido. Nada vai mudar de fato.

Sunday Times: O senhor vislumbra a chegada de um momento, no futuro, em que, para proteger a Síria ou salvar a Síria ou para movimentar o processo político com determinados grupos ou um grupo específico que o senhor considere terrorista atualmente, mas com o qual o senhor concordaria em negociar no futuro, porque isso seria benéfico para o futuro da Síria?
Presidente Assad: Nós já fizemos isso. Desde o início, um dos pilares da nossa política foi iniciar um diálogo com todas as partes envolvidas no conflito, sendo elas sírias ou não. Negociamos com muitos grupos terroristas - e para ser bem preciso não negociamos com as organizações - que queriam desistir das armas e voltar à vida normal. Estas negociações resultaram no anúncio de mais de uma anistia e fomos bem sucedidos em muitas situações. Além disso, muitos desses combatentes se juntaram ao Exército Sírio e estão lutando com as nossas forças. Portanto, sim, nós estamos negociando com aqueles que cometeram atos ilegais, tanto militares quanto políticos, na Síria, para alcançarmos soluções, com a condição de que eles deponham as armas e voltem à vida normal. Isso não significa que nós negociaremos com organizações terroristas como o ISIS, a Frente al-Nusra e outros. Quando me refiro a grupos, quero dizer aqueles que participaram da luta, arrependeram-se de suas escolhas e quiseram voltar à vida normal.

Sunday Times: Existe algo que os rebeldes chamam de “barris explosivos” e o senhor rejeita este nome. Independente do nome, as bombas não fazem distinção entre combatentes e civis. O senhor reconhece que a Síria fez uso de bombas que não fazem distinção entre civis e combatentes, em algumas áreas, o que resultou na morte de muitos civis?
Presidente Assad: Vamos supor que esta parte da propaganda seja verdadeira, mesmo não sendo. Mas, para o bem do argumento, vamos fazer a mesma pergunta no que diz respeito aos vários ataques perpetrados pelos americanos e os britânicos, com seus aviões e mísseis de altíssima precisão, no Afeganistão e no Iraque. Não somente após a invasão do Iraque, em 2003, mas também durante a primeira guerra do Golfo, em 1990. Quantos civis e pessoas inocentes foram mortas por esses ataques aéreos com esses mísseis de altíssima precisão? Eles mataram mais civis com seus mísseis do que terroristas. Portanto, a questão não são os chamados ‘barris explosivos’ ou ‘este presidente malvado que mata pessoas de bem que estão lutando pela liberdade’. Esta imagem romantizada não é real. A questão é sobre como você usa seus armamentos, independente de serem barris explosivos ou mísseis de alta precisão. É sobre como você usa essas armas, o tipo de informações que você tem e quais são as intenções. Será que queremos matar pessoas inocentes? Como isso é possível se o Estado é quem os defende? Se fizéssemos isso, nós os estaríamos empurrando para os braços dos terroristas. Se quiséssemos matar os civis ou os inocentes, por qualquer motivo, isso servirá aos interesses dos terroristas. E isso vai contra os nossos interesses. Seria possível atirarmos no próprio pé? Isso é surreal e incoerente. Não dá mais pra vender este tipo de propaganda. Ninguém mais acredita nela.

Sunday Times: Senhor Presidente, uma última pergunta. Como presidente do seu país, que comanda o exército e os outros setores, por conta do seu posto, o senhor não assume a responsabilidade por algumas coisas que aconteceram na Síria?
Presidente Assad: Eu fui questionado sobre isso muitas vezes, especialmente por parte dos meios de comunicação ocidentais e dos jornalistas. O objetivo da pergunta é para me constranger e me encurralar entre duas respostas: Se eu disser que sou responsável, eles dirão: Viram? O Presidente é responsável por tudo o que aconteceu. Se eu disser que não sou responsável, eles dirão que não é verdade, ‘você é o presidente, como você pode não ser o responsável?’

Sunday Times: Porque o senhor é o presidente, ou digamos o chefe da família.
Presidente Assad: Deixe-me continuar. Esta foi apenas uma introdução para a minha resposta. É muito simples. Desde o início, nossa política foi baseada em dois pilares: engajar-nos no diálogo com todos e lutar contra o terrorismo em todos os lugares da Síria. Agora, se você quer falar sobre responsabilidade, você tem que discutir os vários aspectos do conflito na Síria, bem como a razão pela qual estamos aqui, hoje, nesta situação difícil e triste. Se eu assumir a responsabilidade, será que eu teria que assumir, também, a responsabilidade pelo dinheiro pago pelo Qatar aos terroristas? Ou pelo financiamento de suas atividades por parte dos sauditas? Ou pelo pedido dos governos ocidentais para que os terroristas entrem na Síria? Ou assumir a responsabilidade pela cobertura política dada pelos governos ocidentais aos terroristas para classificá-los como moderados? Ou o embargo ocidental imposto ao povo sírio? É isso que nós temos que discutir. Não podemos simplesmente dizer que o presidente assume esta ou aquela responsabilidade. Temos de falar sobre cada um dos aspectos e discernir entre as decisões tomadas no âmbito político, de um lado, e as práticas de outro lado. Entre a estratégia e as táticas. Portanto, é uma avaliação muito complexa. Além disso, se você quiser avaliar quem deve assumir a responsabilidade na Síria, isso pode ser feito ao final da guerra, quando poderemos investigar toda a situação, durante e depois.

Sunday Times: Senhor Presidente, muito obrigado.

Fonte: Embaixada da República Árabe da Síria
Tradução: Jihan Arar