terça-feira, 17 de novembro de 2015
Que Paris não lhes sirva de pretexto!
Workers World - Tradução: Vila Vudu
Contando só catástrofes recentes, nosso Workers World chora a perda trágica das 30 pessoas assassinadas pelos EUA em ataques aéreos contra um hospital de caridade no Afeganistão; dos 224 passageiros e tripulação russos assassinados no avião explodido sobre o Egito; dos 102 assassinados em ataque contra manifestação pacífica de cidadãos em Ancara, Turquia; das 34 pessoas assassinadas em Ancara, Turquia; das 34 pessoas assassinadas em Beirute; e das incontáveis famílias que os EUA assassinaram em ataques com drones contra festas de casamento e que morrem todos os dias tentando cruzar o Mediterrâneo fugindo da guerra e a perda de vidas e lares.
Choramos a morte de centenas de afro-norte-americanos assassinados pela polícia racista nos EUA.
E choramos o assassinato de pelo menos 120 pessoas, a maioria muito jovens, em Paris, na noite de 13-14 de novembro de 2015.
Só esse último massacre provocou reações públicas furiosas – dos governos de EUA e França e da OTAN.
Mas a maior ameaça que essas forças altamente militarizadas fazem, querendo sempre mais guerras e mais destruição, atinge diretamente os trabalhadores e os povos do mundo, inclusive o movimento por Direitos Humanos dentro dos EUA.
Quem é o responsável de fundo pelo que aconteceu em Paris, que nova agressão está sendo planejada nesse momento e como podemos reagir contra ela?
A mídia-empresa 'noticia' incansavelmente que o governo francês culpa o ISIS pelas mortes, e que o chamado 'Estado Islâmico' [não é estado, não é islâmico, não tem capital, nem nome definido tem; que diabo é isso de que tanto falam os 'especialistas'?! (NTs)] declarou-se autor dos crimes. Essa 'versão' predominará.
Mas do início ao fim, os reais responsáveis por todas essas desgraças são EUA, França, Grã-Bretanha e outras potências militares imperialistas da OTAN e seus governos-fregueses em Israel e na Arábia Saudita. Esses governos criaram as condições inadmissíveis e insuportáveis que levaram aos ataques terroristas.
As guerras em curso, inventadas e geridas por EUA-OTAN em toda a Ásia Ocidental e no Norte da África destruíram estados e sociedades estáveis naquela vasta parte do mundo, mataram milhões de inocentes e arrancaram dezenas de milhões de pessoas, de terras e casas que lhes pertencem.
Ao inventar e gerir guerras infindáveis, que levam desgraça, tumulto e miséria a milhões de seres humanos, as potências imperialistas deliberadamente atiçaram antagonismos religiosos e nacionalistas, além de empurrar centenas de milhares de pessoas a procurar abrigo na Europa.
Hoje, depois dos ataques em Paris, três grandes ameaças óbvias pesam sobre todos os pobres do mundo:
– A primeira, que governantes de França, EUA e outras potências da OTAN sirvam-se daqueles ataques e respectivos mortos como pretexto para escalar sua já terrivelmente perigosa intervenção militar [clandestina] na Síria. Por essa via, cria-se o risco de guerra regional que envolveria Irã e Rússia.
– A segunda, que racistas & nacionalistas ampliem os crimes de islamofobia e estimulem o ódio a todos os estrangeiros, com campanhas cada vez mais violentas contra migrantes; na Europa, contra africanos e emigrados da Ásia Ocidental; nos EUA, contra latino-americanos.
– A terceira, dentro dos EUA, é que policiais desafiados pelo Movimento Black Lives Matter [Vidas Negras também Contam] passem a usar os ataques em Paris como pretexto para manter e ampliar a guerra que fazem hoje contra cidadãos negros e mulatos.
Os interesses da “Segurança Nacional" e de Wall Street aos quais aqueles policiais servem tentarão aumentar a vigilância e a repressão contra movimentos de protesto.
Todos que queiram combater essas ameaças devem usar suas próprias redes, seus próprios veículos e as mídias sociais para expor os crimes que estão sendo cometidos pelas classes dominantes nos EUA e na França.
Todos os trabalhadores do mundo têm de levantar-se em solidariedade a todos os migrantes, em todos os continentes – eles são os povos oprimidos, nossos companheiros trabalhadores.
Temos de nos levantar em solidariedade aos movimentos que lutam para ter justiça e direitos respeitados, que hoje resistem contra a pressão que fazem os ricos e poderosos. Os ricos e poderosos nunca desistem de 'ensinar' aos pobres e aos trabalhadores, servindo-se para isso da mídia-empresa comercial, que desistam da luta.
Quem impõe hoje ao mundo as guerras contra Síria, Líbia, Afeganistão e Iraque são os super-ricos.
Não deixemos que usem os horrores e os incontáveis cadáveres que eles mesmos produzem pelo mundo, para nos empurrar para guerras e conflitos cada dia mais destrutivos.
Não à intervenção por EUA, França, OTAN, Arábia Saudita ou Israel, na Síria, no Iraque, no Iêmen e por toda a Ásia Ocidental!
Pelos direitos dos migrantes em todos os continentes!
Solidariedade a todos os trabalhadores e oprimidos do planeta, contra os conservadores e o imperialismo!
Centro Islâmico do Brasil: Nota de repúdio ao ato terrorista em Paris
Condenamos e repudiamos severa e veementemente os atos selvagens e bárbaros cometidos por criminosos terroristas na capital da França, Paris, que assassinaram centenas de pessoas inocentes e feriram centenas de outras igualmente inocentes, espalhando o terror e o medo entre as pessoas de todo o mundo. Mas também advertimos a todos quanto aos possíveis desejos de retaliação e às reações insensatas e injustas, para que a linguagem do racismo, xenofobia, sectarismo, ignorância e ódio cego não se torne dominante, o que levaria perigo e vergonha para toda a humanidade.
Certamente estes atos selvagens e bárbaros não possuem nenhuma ligação com os princípios da humanidade, e jamais serão aceitos por qualquer religião ou mensagem celestial que tem como base o amor e a paz, e dito isto podemos afirmar com absoluta convicção que o Islam é totalmente inocente e não pode ser condenado por estes atos terroristas e criminosos, pois a religião islâmica nos convida a proteger a vida dos próximos, a ser contra o derramamento de sangue e a proteger o princípio da convivência pacifica entre toda a humanidade.
Em verdade, o que os povos de países como Iraque, Síria, Líbano, Egito, Líbia, Iêmen, entre outros, sofrem nas mãos destes fundamentalistas radicais e assassinos há anos faz ser necessário e representa um convite a todos por união e cooperação no combate ao terrorismo, seja lá qual for seu nome, forma ou fonte, objetivando a eliminação de seus ninhos e o extermínio de suas fontes, para que seja impedida a sua expansão com leis e decretos severos que calem as vozes daqueles que apoiam o terrorismo e incentivam o derramamento de sangue, a matança e a agressão aos direitos, vida e liberdade das pessoas.
Que a paz e a bênção de Deus estejam com todos vocês.
Sheikh Taleb Hussein Al-Khazraji
Centro Islâmico no Brasil.
Informativo sobre os acontecimentos na Síria
14/11/2015:
• O lançamento de quatro morteiros, por grupos terroristas, contra Damasco, causaram as seguintes vítimas: 4 feridos na área de Doelaa, incluindo um policial, um morto e uma mulher ferida em Shaghour, 8 feridos, dentre os quais 5 crianças em Bab Touma, além de danos materiais em Bab Assalam.
• Seis morteiros foram lançados por terroristas contra a área de Alkassaa e Arnous, em Damasco, resultando no ferimento de várias pessoas e em danos materiais.
• Os grupos terroristas lançaram ataques contra a localidade de Sanmin, ao norte da província de Deraa, que resultaram na morte de dois cidadãos e no ferimento de outros sete.
• Um cilindro de gás explosivo foi lançado por terroristas contra a rua Abu Tamam, em Aleppo, resultando na morte de um cidadão e no ferimento de 5 outras pessoas, além de danos materiais.
• Um míssil foi lançado por terroristas contra uma residência, no vilarejo de Mokhtaria, localizado na província de Homs, resultando na morte de três cidadãos.
16/11/2015:
• O lançamento de vários mísseis por grupos terroristas contra o bairro residencial de Jamiat Al Zahra, em Aleppo, resultou na morte de 3 cidadãos e no ferimento de 3 pessoas, além de causar danos materiais nas residências.
• Outros 15 mísseis foram lançados na cidade de Safira, contra a escola Kedissa, na província de Aleppo, resultando no ferimento de uma criança e em danos materiais.
• Vários morteiros que foram lançados por terroristas contra várias localidades da cidade de Damasco (Kasr Al Nubala, a Casa da Ópera, praça de Al Jebbe e o clube Al Wehda), resultaram em danos materiais.
• 140 morteiros foram lançados por terroristas na zona rural de Damasco e um morteiro contra o acampamento de Wafideen, sem vítimas.
• 4 mísseis foram lançados por terroristas contra a central elétrica de Mahradeh, na província de Hama, resultando em danos materiais.
17/11/2015:
• Mohamed Mahmoud Nazar, correspondente de guerra libanês, morreu enquanto fazia a cobertura das ações militares contra terroristas na zona rural de Aleppo.
• A explosão de três minas terrestres, plantadas por terroristas, numa estrada localizada na província de Suwaida, resultou no ferimento de dois cidadãos e em grandes danos no veículo de propriedade de um deles.
• Um cilindro de gás explosivo atingiu a rotatória de Dalleh, em Aleppo, resultando no ferimento de 3 cidadãos e em danos materiais no local.
• 8 morteiros foram lançados por grupos terroristas contra o bairro de Assad, resultando em danos materiais.
Fonte: Embaixada da República Árabe da Síria
Tradução: Jihan Arar
G-20: Putin exibe provas do comércio ilegal de petróleo pelo Estado Islâmico
Fort Russ (orig. RIA, trad. ru.-ing. Ollie Richardson) - Tradução: Vila Vudu
Como disse (e mostrou) o presidente da Rússia Vladimir Putin na reunião do G20, há fotografias tiradas do espaço e de aviões que mostram a escala do comércio ilegal de petróleo e derivados comandado pelo 'Estado Islâmico'.
"Mostrei aos nossos colegas as fotos que temos, do espaço e de aviões, que mostram claramente a\ escala do comércio ilegal de compra e venda de petróleo e derivados. A fila de veículos a motor para serem reabastecidos estende-se por dezenas de quilômetros, tão longa que, fotografada da altura de 4-5 quilômetros, a fila desaparece no horizonte" – disse Putin numa conferência de imprensa depois da reunião do G20.
"É como uma rede de oleodutos. A questão será agora discutida com colegas, e espero que, no futuro, possamos prosseguir nessa linha que, na minha opinião, é importante via de ataque na luta contra o terror" – acrescentou.
[NOTA DA REDAÇÃO: Além de distribuir as fotos, Putin disse que 40 países estão envolvidos naquele comércio ilegal do 'petróleo do terrorismo' (alguns dos quais estavam ali presentes, como membros do G20). Não há dúvidas de que a Turquia é um desses países.
Assim se demonstra que grupo de terroristas como o ISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico de modo algum se autofinancia. Dado que todos sabemos, desde o Relatório 2012 DIA, que os EUA contavam com remover Gaddafi e fazer da Líbia uma zona tampão para proteger os jihadistas terroristas, com certeza absoluta os turcos não estão sozinhos no 'negócio'.
Os EUA dizem que bombardearam cerca de 100 caminhões transportadores de petróleo nas últimas 24 horas – se for verdade, são os bandidos cobrindo as próprias pegadas.
Uma coisa é garantida: Putin é homem de bolsos fundos, que não hesita em meter a mão neles e sacar coisas e mais coisas.
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
Putin, sobre a tragédia de Paris: "É preciso saber quem movimenta os fantoches"
German Economic News, ing. Russia Insider[1] - Tradução: Vila Vudu
Putin quer investigação real, mas o establishment 'ocidental' já decidiu que uso dar aos cadáveres.
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Os ataques em Paris podem levar a massiva operação militar da OTAN na Síria. Muito logicamente, o presidente Putin pergunta hoje quem movimenta os fantoches. A pergunta tem a ver com os sucessos russos na Síria – e com os esforços de neoconservadores e agências de inteligência norte-americanos para colher rapidamente a oportunidade para escalar a guerra na Síria, o mais rapidamente possível.
Mais uma vez, o presidente russo Vladimir Putin é quem faz a pergunta certa: Quem movimentava as cordas que dão vida aos fantoches que atacaram em Paris? Putin, segundo matéria da TASS, ofereceu seu integral apoio para "solucionar esse crime e identificar tanto os que executaram diretamente como os que movimentavam as cordas que dão vida aos fantoches."
O que realmente se sabe?
Basicamente, sabemos muito pouco. Impossível não ver que, apesar de se mostrar completamente despreparados para evitar os ataques, os serviços de segurança francês, dia seguinte, já sabiam muitas das respostas. Todos sabiam que a culpa é da milícia terrorista que atende pelos codinomes de ISIL/ISIS/Daesh/Estado Islâmico. O presidente Hollande imediatamente declarou guerra ao famigerado ISIL/ISIS/Daesh/Estado Islâmico.
Mas Charles Winter, da Quilliam Foundation, especialistas em Síria e "EI", diz que ainda não há nenhum tipo de prova que indique se os foram diretamente organizados ou apenas "inspirados" por esses terroristas.
É bem possível que o EI, atualmente sob terrível pressão na Síria, tenha simplesmente 'declarado' a autoria, para reaquecer o espírito de luta e a moral de suas tropas.
O New York Times cita Bruce Hoffman do Center for Security Studies [Centro de Estudos de Segurança] da University of Georgetown: a organização dos ataques aponta, muito mais, para a Al-Qaeda. Hoffman relembra a mensagem de Osama bin Laden, que desafiava todos os terroristas do mundo a realizar ataques como o que foi feito em Mumbai – quer dizer, contra "alvos soft" dentro da população civil.
A informação fornecida por investigadores franceses tem de ser tratada com cautela: teria sido encontrado um passaporte sírio num dos terroristas que se autodetonou. Nos círculos da segurança internacional, ninguém considera sequer possível, que um suicida-bomba levasse passaporte no bolso ao partir para sua ação extrema.
Quanto ao mesmo detalhe, vêm à mente os ataques contra o semanário Charlie Hebdo: daquela vez, os matadores, por coincidência, também esqueceram seus passaportes no carro em que fugiram. Até hoje não se sabe quem movimentava as cordas que deram vida àqueles fantoches, quem pagava os matadores.
Ao mesmo tempo, o serviço grego de segurança garante que o matador entrou na Europa com levas de refugiados. Assim se alimenta o medo dos refugiados – que muito interessa à Turquia, que mais vai podendo inflar o preço da chantagem.
Putin quer cooperação mais próxima na Síria, de toda a comunidade mundial. Mas, detalhe importante: [assim como já propusera essa cooperação antes, no discurso da ONU, em agosto, antes de a Rússia ter-se envolvido nos combates (NTs)] Putin agora fala como principal força da oposição armada ao terrorismo na Síria, posição muito mais forte.
Depois de uma bem-sucedida ofensiva no sul de Aleppo, os sírios apoiados por Rússia e Irã estão agora a apenas poucos quilômetros de distância de Saraqib, a mais importante intersecção do caminho de Damasco e Lattakia até Aleppo.
Em poucos dias, os grupos de mercenários que os EUA reuniram para os ataques contra Damasco e Latakkia, onde está localizada a base militar russa, ao norte de Hama, a 50 km de Lattakia, estarão cercados.
São várias centenas de turcos e mercenários e instrutores militares pagos pelos EUA. Nas semanas passadas, a Turquia já extraiu vários combatentes do EI da zona de combate, salvando-os dos russos. Exemplo histórico desse tipo de retirada é o cerco dos Talibãs no norte do Afeganistão.
Daquela vez, Bush aceitou que os paquistaneses retirassem daquela área, por avião, os principais comandantes e instrutores militares dos Talibã. – E no ataque que veio logo depois, morreram 5.000 combatentes. Destino semelhante espera agora o ISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico, entre Kweires e Aleppo.
Mas por ali não há campo de pouso que possa ser usado. Essa é a razão pela qual os EUA precisam estar militarmente ativos, se quiserem impedir que seus mercenários e instrutores sejam varridos do mapa, por sírios e russos.
Por essa razão, os neoconservadores dos EUA e os generais de EUA e OTAN usaram os ataques de Paris para, em poucas horas, pôr o presidente Obama sob furiosa pressão (porque Obama quer tirar os EUA da Síria). Agora, à luz dos ataques de Paris, e pela 'ótica' dos neoconservadores e dos generais, sair da Síria será 'sinal de fraqueza'.
O analista militar Jerry Hendrix do Center for a New American Century disse à revista Time: "Os ataques de Paris podem ser evento catalisador que sacudirá a comunidade internacional e a empurrará para a ação". William Kristol une-se às críticas à estratégia de Obama contra o ISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico, em artigo publicado na Weekly Standard, em que clama por grampeamento mais duro – quer dizer, ataque com soldados em solo. Kori Schake do Hoover Institute escreve em Politico que "A estratégia de Obama para conter o EI é errada". E exige total extermínio do EI, não lhe basta apenas 'contê-los'. Essa é 'missão' que exigirá tropas em campo.
Jens Stoltenberg, secretário-geral da OTAN declarou-se pronto a intervir e conclamou Paris abertamente a invocar a ação da aliança, nos termos do Tratado. Se a França o fizer, os parceiros da OTAN ficam obrigados a agir militarmente na Síria.
O Bild-Zeitung, cuja posição parece bem semelhante à da OTAN, já indagou: "Depois do terror em Paris – devemos agora ir à guerra?"
O presidente da Associação de Reservistas da Alemanha e deputado do CDU Roderich Kieswetter disse ao Bild-Zeitung, "É meu dever apoiar. Nós também temos de mobilizar nossas capacidades militares na Síria. Podemos apoiar os nossos aliados, enviando nossos Tornados de reconhecimento." O Bild-Zeitung resumiu os esforços da OTAN numa única manchete: "Aumenta a Prontidão para Guerra".
A Turquia pode ter papel significativo no deslocamento de soldados em solo. Há meses os turcos vêm fazendo sua própria guerra clandestina, contra a lei internacional, combatendo contra os curdos do PKK em território iraquiano e sírio. Erdogan diz que conhece por experiência pessoal o terrorismo e seus efeitos.
Depois dos ataques de Paris – disse o presidente turco Recep Tayyip Erdogan –, todas as conversações têm de ser suspensas. E exigiu ataques aéreos massivos. A lógica do "meu terrorista é bom, o seu terrorista é mau" deixou de valer: "O terrorismo não reconhece religião, nação, raça, pátria."
Problema é que, com exatamente as mesmas palavras, há poucas semanas em Bruxelas, Erdogan acusava a União Europeia de não dar suficiente apoio a ele, na luta contra o PKK.
O avanço dos russos na Síria traz algumas dificuldades para Erdogan: Ele precisa desesperadamente de alívio, para promover seus próprios interesses na Síria. Como território da OTAN que se põe caninamente com a França, os ataques podem dar-lhe alguma legitimidade para marchar contra a Síria com soldados em solo. Em qualquer caso, Erdogan pode mobilizar soldados mais rapidamente que os EUA, que têm de cumprir alguns procedimentos democráticos antes de poder mandar soldados para a Síria. Até que esses procedimentos sejam cumpridos, pode ser já tarde demais, por causa do rápido e bem-sucedido avanço dos russos.
Vladimir Putin é, ele próprio, homem de segurança; e entende a situação, portanto, em cada dado cenário. Os russos são a única força militar de facto que está lutando nesse momento contra o EI.
Na reunião do G20 na Turquia com certeza haverá algum encontro de Putin e Obama. Muito ironicamente, Putin é o aliado mais próximo de Obama, acima de todos os neoconservadores e dos próprios generais do Pentágono. Na reunião do G20, com certeza se discutirá a crise dos refugiados – com a qual Erdogan chantageia a União Europeia e também a chanceler Merkel da Alemanha, que, nessa questão, foi completamente atropelada.
Os refugiados, como causa, têm papel subordinado, no máximo, no que tenha a ver com o terror em Paris.
Fato é que terroristas que caminham com fuzis AK47 pelas ruas não precisam esconder-se nas procissões de refugiados. Contudo, com a divulgação de boatos de que dois dos matadores viajaram com os refugiados para a Europa, o medo da 'ameaça' dos refugiados é mais uma vez inflado dentro da UE. Nesse sentido, a UE pode ser forçada a concordar com uma campanha militar e autorizar Erdogan a operar como cabeça da sua avançada.
Agora é decisivamente importante se Putin e Obama chegam, ou não, a algum acordo sobre como proceder e se Obama consegue tirar os neoconservadores na sua garganta. John McCain particularmente acumulou pressão descomunal e, na 6a-feira, exigiu que o EI seja "destruído". O secretário de Estado John Kerry só fala de terroristas em termos genéricos e não mencionou o EI como culpado comprovado dos crimes em Paris, como analisa o New York Times.
Mas a demanda central de Putin – de que também os que manuseiam as cordas e dão vida aos fantoches sejam identificados e punidos – dificilmente levará a algum resultado dramático, na confusão da guerra na Síria.
Lançar luz sobre o que verdadeiramente aconteceu em Paris, assim como sobre o ataque que derrubou o avião MH17, não é importante. Importante – imediatamente importante – é converter os crimes de Paris em 'ação' a ser utilizada para vantagem geopolítica do autodefinido 'ocidente'.*****
[1] O artigo q aqui se lê foi traduzido do alemão ao inglês, por David Norris; nós traduzimos dessa versão em inglês – o que não é procedimento tecnicamente recomendável. Mas era isso ou isso [NTs].
O 11 de setembro europeu
Jeferson Miola - Carta Maior
A estupefação com os atentados terroristas em Paris é proporcional à incapacidade de se admitir as verdadeiras causas desta barbárie.
O mundo inteiro é afetado pelos desdobramentos da guerra travada pelas potências mundiais contra o Estado Islâmico, a Al Qaeda e outras organizações terroristas. Mas esta não é uma guerra mundial, e os países que estão no seu centro causal e na arena dos combates não enchem duas mãos: EUA, França, Espanha, Inglaterra e alguns aliados.
Com suas guerras de dominação e de exploração no norte da África e no Oriente Médio realizadas a pretexto de combater regimes tirânicos, as grandes potências esgarçaram completamente a relação com o mundo árabe-muçulmano. E, com isso, trouxeram para o continente europeu o mesmo inferno que instalaram nas ex-colônias.
Há poucos dias, Tony Blair se desculpou pela “pequena falha” cometida na ocupação criminosa e ilegal do Iraque em 2003. Ele reconheceu que eram falsos os pretextos de George W. Bush de que o regime de Saddam estocava armas químicas de destruição massiva.
Apesar desta fraude, Blair [que com a confissão deveria ser julgado pela Corte Internacional de Haia] mesmo assim considera válida a guerra não autorizada pela ONU contra o Iraque, que visava se apropriar das reservas petrolíferas e devastar totalmente a infraestrutura do país, para depois os capitais estadunidenses e ingleses “reconstruírem-no”.
No início da “guerra preventiva”, como ficou conhecida a cruzada contra o “eixo do mal” desatada por Bush após o 11 de setembro de 2001, apenas a Inglaterra, a Austrália e a Polônia atuaram diretamente na invasão do Iraque. Outros 45 países declararam apoio não-material e não-militar, e não condenaram o descumprimento da decisão da ONU.
Nos anos subsequentes, vários países – dentre eles, de modo marcante a França – passaram a buscar participação na partilha do butim das guerras. O país governado por François Hollande inclusive foi com sede ao pote; foi mais realista que o próprio rei: em 2011, convocou uma coalizão bélica da OTAN para invadir a Líbia e assassinar Muamar Kadafi, antes mesmo de Obama tentar obter autorização congressual para atacar aquele país.
As incursões das potências mundiais para combater o “eixo do mal” se replicaram nos últimos anos, multiplicando a violência, os conflitos e a diáspora de milhões de imigrantes desesperados que tentam chegar à Europa, onde são repelidos com insuportável inumanidade e desprezo. Aylan Kurdi, o menino sírio de 5 anos, emborcado morto nas areias do litoral grego, é a imagem tenebrosa desta realidade.
Este processo reabre feridas históricas, e reacende a memória da humilhação ancestral dos descendentes árabes e muçulmanos que, na França, representam parcela significativa da população total francesa. A cadeia de transmissão hereditária reserva aos descendentes árabes e muçulmanos o pior dos mundos na Europa: primeiro os avós e bisavós, depois seus pais, agora eles e seus filhos, assim como seus netos e bisnetos, estarão condenados à classe de sub-cidadãos.
As políticas xenofóbicas e segregacionistas, juntamente com a inexistência de oportunidades iguais para os imigrantes e para os descendentes de imigrantes, ajudam a legitimar a cantilena doutrinária do Estado Islâmico, que é cada vez mais eficiente na cooptação de jovens destituídos de perspectivas de futuro.
O ataque à revista Charlie Hebdo em janeiro deste ano, também em Paris, foi um sinal da mudança de padrão da ação terrorista. A partir deste episódio, foram aperfeiçoados e integrados os serviços de inteligência e de monitoramento da União Europeia e dos EUA. Apesar disso, no último dia 13 o Estado Islâmico logrou perpetrar sete ataques praticamente simultâneos num intervalo de apenas 40 minutos. Isso evidencia a complexidade e a inteligência operacional desta organização, capaz de driblar os mais especializados serviços de inteligência do mundo.
A resposta impulsiva das potências à barbárie terrorista da sexta-feira 13 de novembro é mais guerra, mesmo que não se saiba qual nação será o alvo ao certo. A espiral belicista, sozinha, além de ineficiente, agrava consideravelmente a violência e os revides terroristas. O assassinato de Bin Laden não arrefeceu o ímpeto da Al Qaeda, como tampouco diminuiu a capacidade operacional do terrorismo.
Ao invés de promover a guerra de civilizações entre o ocidente e o islamismo, as potências dominantes deveriam entender que o inimigo principal está nas políticas empreendidas pelos seus governos com despotismo em todo o mundo, e de maneira mais acentuada no norte da África e no Oriente Médio.
Estas políticas são o verdadeiro ninho da serpente; são laboratórios de multiplicação do Estado Islâmico e de versões deturpadas do Islã. O problema não está no outro lado do Mar Mediterrâneo, mas dentro das fronteiras do próprio continente europeu, como revela a identidade dos terroristas. Dos cerca de 30 mil militantes do Estado Islâmico, mais de 2 mil deles são nacionais europeus. O horror desembocou na Europa de uma maneira perturbadora.
Oposição síria quer mais ataques russos contra o Estado Islâmico
A oposição interna na Síria gostaria de ver a Rússia executar mais ataques aéreos contra militantes do Estado Islâmico, disse nesta segunda-feira Sheikh Nawaf al-Melhim, secretário-geral do Partido Popular da Síria.
Segundo Sheikh al-Melhim, a Síria agradece fortemente o apoio militar da Rússia na luta contra o Estado Islâmico e outros terroristas.
"Enfatizamos que gostaríamos de mais ajuda militar na Síria", afirmou durante uma coletiva na sede da agência internacional de notícias Rossiya Segodnya.
A oposição síria também pediu a Moscou que pressione mais outros países a não interferir nas relações internas de países árabes, disse Sheikh al-Melhim;
No dia 30 de setembro, a Força Aérea russa começou a realizar ataques aéreos precisos contra alvos do Estado Islâmico na Síria após um pedido do presidente Bashar Assad.
Os militares russos ressaltam que todos alvos são escolhidos com base na análise de dados de inteligência obtidos por Rússia, Síria, Irã e Iraque. Segundo o Estado-Maior russo, o Estado Islâmico vêm sofrendo grandes perdas e seus militantes procurando esconderijo em vilarejos remotos.
Sputniknews
‘Irán aniquilará a Daesh si se acerca a sus fronteras’
Soldados del Ejército de la República Islámica de Irán.
Irán eliminará por completo al grupo terrorista EIIL (Daesh, en árabe) si esta banda takfirí intenta aproximarse a las fronteras del país persa, advierte un alto mando iraní.
“Daesh sabe muy bien que si comete el más mínimo de los errores se tendrá que enfrentar con la respuesta dura y trituradora de Irán (…) Destruiremos al EIIL fuera de nuestras fronteras si este intenta atacarnos”, ha dicho este lunes el comandante de la Fuerza Terrestre del Ejército de la República Islámica de Irán, el general de brigada Ahmadreza Purdastan.
El general iraní ha confirmado que algunas bandas extremistas simpatizantes de Daesh en Afganistán mantienen cooperaciones con el grupo armado Talibán y planean acercarse a la frontera de Irán y ha advertido a los takfiríes que si avanzan hasta unos 40 kilómetros de los límites del país persa con su vecino afgano, las fuerzas iraníes intervendrán y los aniquilarán.
También ha asegurado que las fuerzas de seguridad y de inteligencia de Irán están preparadas para afrontar cualquier situación y ha dicho que actualmente Teherán se enfrenta a nuevas formas de amenazas como las guerras subsidiarias en las que los grupos terroristas actúan en nombre de otros países.
El comandante de la Fuerza Terrestre del Ejército de la República Islámica de Irán, el general de brigada Ahmadreza Purdastan.
Por otra parte ha informado que próximamente el Ejército de Irán desvelará nuevos sistemas y armas diseñados y fabricados a nivel nacional lo que aumentará la capacidad ofensiva y defensiva de las fuerzas armadas iraníes.
En junio, el jefe de Estado Mayor de las Fuerzas Armadas de Irán, el general de división Hasan Firuzabadi, advirtió a Daesh que recibirá una contundente respuesta si se atreve a acercarse a las fronteras que comparte Irán con cualquiera de sus vecinos.
Daesh, con miles de integrantes occidentales y regionales, controla regiones en Irak y Siria, y ha extendido su presencia en varios países norteafricanos como Libia, y últimamente en Afganistán.
hgn/ncl/hnb - HispanTv
Putin: 40 países financian a Daesh
El presidente de Rusia, Vladimir Putin, entra la sala de Cumbre de G-20 en la ciudad turca de Antalya (suroeste), 16 de noviembre de 2015.
El presidente de Rusia ha indicado que al parecer, 40 países, incluidos algunos miembros del G-20, proporcionan ayuda financiera al grupo terrorista EIIL (Daesh, en árabe).
En declaraciones pronunciadas este lunes ante la prensa, Vladimir Putin ha proseguido que durante la cumbre del Grupo de los 20 (G-20) ha dado ejemplos para evidenciar a los socios la veracidad de la información recogida por la Inteligencia rusa.
“Durante la cumbre di ejemplos basados en nuestras informaciones sobre el dinero que reciben las unidades de Daesh (…) Ese dinero procede de 40 países, entre los cuales hay algunos miembros del G-20”, ha dicho Putin.
En la referida cita mantenida con los líderes de los principales países emergentes en la ciudad turca de Antalya (suroeste), el mandatario ruso además ha subrayado la importancia de frenar el contrabando de petróleo llevado a cabo por los extremistas takfiríes de Daesh.
En el mismo contexto, Putin ha mostrado unas fotos sacadas desde un avión en que se contempla con claridad la dimensión de los negocios ilegales de crudo y de productos petrolíferos que realiza ese grupo terrorista.
Recordar que a finales del 2014, el director del Servicio Federal de Seguridad de Rusia (FSB), Alexánder Bórtnikov, indicó que entre los clientes del crudo robado de Irak y Siria figuran algunos países europeos, que lo compran a precios irrisorios.
Además del contrabando de crudo, Daesh tiene otras fuentes para financiarse, como el tráfico de órganos, y la venta de restos arqueológicos e históricos.
Un yacimiento petrolífero usurpado por los terroristas de EIIL (Daesh, en árabe) en Siria.
El presidente de Rusia ha destacado que en los momentos en que se requiere un esfuerzo internacional contra este grupo terrorista, no se debe señalar qué país se involucra más o menos en la lucha contra los takfiríes de Daesh.
Asimismo, ha transmitido la disposición de Moscú para contribuir a la lucha contra los terroristas de Daesh, pero ha resaltado que en esa trayectoria el país necesitará la ayuda de Estados Unidos, países europeos, Irán, Arabia Saudí y Turquía.
En la primera sesión de esa cumbre, Putin llamó el domingo a la comunidad internacional a “aunar esfuerzos” para hacer frente a la amenaza terrorista.
Personal médico atiende a una víctima del ataque terrorista en la sala de conciertos Bataclan en París, capital de Francia,13 de noviembre de 2015.
Las declaraciones del presidente ruso se producen después de que una serie de atentado terroristas sacudiera el viernes París, capital de Francia. Esos ataques han dejado hasta el momento 132 muertos.
Un día después de esa jornada sangrienta. Daesh reivindicó los referidos atentados y amenazó con atacar Roma (Italia), Londres (El Reino Unido) y Washington (Estados Unidos).
ask/ctl/nal - HispanTv
Venezuela rechaza declaraciones de Macri en su contra
Dirigente del gobernante Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV), Jorge Rodríguez.
El dirigente del gobernante Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV), Jorge Rodríguez, ha rechazado este lunes las declaraciones del candidato presidencial argentino Mauricio Macri en contra de Venezuela.
Rodríguez ha pedido a Macri, del partido Cambiemos, no injerir en los asuntos del país bolivariano. “Ocúpese de sus asuntos señor Macri, no se meta con Venezuela”, ha enfatizado.
"Ya estamos acostumbrados a estas declaraciones. Señor Macri, lleve su campaña a su país y no se inmiscuya en los asuntos de Venezuela, que nosotros no nos inmiscuimos en los de Argentina", ha dicho Rodríguez.
El domingo, durante un debate con su rival oficialista, Daniel Scioli del Frente para la Victoria (FPV), el candidato conservador afirmó que de ser electo en las elecciones pedirá al Mercado del Sur (Mercosur) que aplique sanciones contra Venezuela.
Mauricio Macri, candidato conservador a la Presidencia de Argentina.
Sobre las elecciones parlamentarias venezolanas, a celebrarse el 6 de diciembre, Rodríguez ha denunciado los esfuerzos de la derecha venezolana para tomar el poder del país.
En este sentido, ha aseverado que la derecha no busca realizar una campaña para las próximas elecciones, sino intenta derrocar al presidente venezolano, Nicolás Maduro.
El Gobierno de Caracas ha advertido de un complot de la extrema derecha para desestabilizar el país en vísperas de los comicios parlamentarios.
A mediados de octubre, el presidente de Venezuela denunció los planes desestabilizadores de la oposición y, más tarde, confió en que el pueblo venezolano podrá resolver los problemas y neutralizar las conspiraciones.
A modo de colofón, Rodríguez ha dicho sentirse conmocionado por los diversos ataques terroristas registrados el viernes por la noche en París, capital francesa.
tqi/ncl/hnb - HispanTv
Invitación al 'fin del mundo': qué profecía busca cumplir el EI y por qué no debe conseguirlo
La serie de atentados mortales en París no fue un simple acto de violencia sin sentido: con estos ataques, el Estado Islámico intenta provocar "una rápida respuesta emocional" y la invasión terrestre de Siria, según sostiene el periodista Iván Yakovina en un artículo analítico, en donde explica paso a paso los motivos de los terroristas y la medidas que debería tomar Occidente para evitar un gran error estratégico.
El carácter, la "coordinación excepcional" y la "planificación cuidadosa" sugieren que son los "bien preparados" terroristas del Estado Islámico quienes están detrás de los atentados en la capital francesa, escribe Iván Yakovina en un nuevo artículo, publicado en el portal Slon.ru.
Según explica este periodista, el Estado Islámico es, en primer lugar, una formación basada en la religión y la ideología y su propósito declarado "no es el bienestar de sus seguidores ni tampoco la conquista del mundo y la construcción de un califato mundial, sino la aproximación del fin del mundo, con la posterior plaza en el paraíso para sus partidarios".
Su principal fuerza, según Yakovina, está en su ideología, que se basa en que muchos musulmanes religiosos no ven ninguna perspectiva en su vida y se sienten humillados por los "dictados globales de Occidente", además de experimentar frustración por las dictaduras o por los fallidos proyectos de democracia de la Primavera Árabe.
"Para ellos, un 'califato' invencible dirigido por 'un descendiente del profeta Mahoma' y anunciado en los libros sagrados no es solo la única manera de darse a conocer, sino también la más atractiva, que les permite servir a un gran objetivo común: lograr el éxito en la vida y, al mismo tiempo, garantizarse un lugar en el paraíso", argumenta el analista.
De esta manera, cuantos más seguidores se unen a las filas del Estado Islámico, más fuerte se hace; y cuanto más fuerte se hace, más personas quieren unirse a sus filas, ya que ven en el grupo terrorista al califato 'verdadero', el de los libros sagrados, explica Yakovina.
La paradoja es que, al mismo tiempo, la ideología del Estado Islámico esconde su principal debilidad ya que, según las escrituras, el verdadero califato primero tiene que poseer sus propios territorios, y segundo, su esfera de influencia debe expandirse continuamente "con la ayuda de Alá", escribe Yakovina.
"Si esto no ocurre, si el territorio se reduce, significa que el Todopoderoso considera esta 'edición' del Estado un error y se niega a favorecerle. De esta manera, un califato que se muere es una falsificación, que nada tiene que ver con las antiguas profecías, y no tiene sentido unirse a sus filas", agrega el periodista, para sentenciar que "esta es la situación que tenemos ahora en Siria e Irak", en donde el 'califato' ha empezado a perder los territorios y la legitimidad.
Actualidad RT
Bachar al-Assad sobre os ataques terroristas em Paris:"França colhe o que semeou"
Presidência da Síria (orig. ár.) Vídeo legendado em fr. - Tradução: Vila Vudu
Jornalista: Qual sua reação ao que houve ontem em Paris?
Presidente Bachar al-Assad: Antes de qualquer coisa, apresentamos nossas condolências às famílias que perderam entes queridos. Os sírios compreendemos muito bem, mais do que muitos povos, a dor pela qual os franceses estão passando. Os sírios enfrentamos esse tipo de ataque terrorista todos os dias, há cinco anos.
Não é possível dissociar o que se passou ontem na França, do que se passou há dois dias em Beirute, porque terrorismo é sempre terrorismo. Não faz sentido considerá-lo diferente porque ataque em lugares diferentes, em terra síria, em terra iemenita, em terra líbia ou em terra francesa: na realidade é sempre a mesma terra global.
Jornalista: Os serviços de inteligência sírios tinham informações sobre as pessoas que cometeram essa operação? Eram sírios ou tinham relação com pessoas na Síria?
Presidente Bachar al-Assad: Não temos nenhuma informação sobre o que se passou. Mas a questão não é conhecer o nome dos terroristas ou saber de onde vêm. Há três anos nós avisamos que coisas desse tipo começariam a acontecer na Europa. Dissemos: Não participem desses eventos cataclísmicos na Síria, porque as consequências do que foi feito na Síria estender-se-ão por todas as regiões do mundo.
Infelizmente, os governos europeus não deram atenção ao que lhes dizíamos, supuseram que os estivéssemos ameaçando. Tampouco aprenderam a lição do que aconteceu em janeiro, na redação de Charlie Hebdo.
O que dizem, que se oporiam ao terrorismo, não tem valor algum. É preciso que combatam o terrorismo, isso sim, e que apliquem boas políticas.
Jornalista: Os serviços de inteligência franceses pediram a colaboração dos serviços sírios? E o senhor está disposto a ajudá-los a combater o terrorismo?
Presidente Bachar al-Assad: A questão não é pedirem ajuda. Eles só tem uma coisa a fazer: encarar com seriedade a luta DELES contra o terrorismo. Façam isso e podem contar conosco, que estaremos prontos a combater o terrorismo ao lado deles. Os sírios combatemos contra o terrorismo há anos. Estamos prontos a combater o terrorismo ao lado de qualquer parceiro sério que apareça para nos auxiliar nessa luta. Mas até o presente o governo francês não deu qualquer sinal de seriedade.
Jornalista: O senhor tem alguma mensagem para o presidente Hollande?
Presidente Bachar al-Assad: Que aja no interesse do povo francês. A primeira pergunta que qualquer cidadão francês faz hoje é "será que a política externa que a França aplica há cinco anos trouxe qualquer mínimo benefício ao povo francês?". De fato, a resposta é não.
Assim sendo, peço-lhe que aja no interesse do povo francês. Para fazer isso, terá de mudar de política.
Jornalista: Qual a condição para que o governo sírio possa colaborar com o governo francês, ou os serviços sírios de inteligência, com seus homólogos franceses?
Presidente Bachar al-Assad: Não se pode antever qualquer cooperação no plano da informação, antes de que haja clara cooperação política. Não cogitamos de construir qualquer cooperação com serviços de inteligência para a luta contra o terrorismo, enquanto o governo francês continuar a apoiar o terrorismo. Quando falo em mais seriedade (na luta contra o terrorismo), é disso que estou falando.
Jornalista: Muito obrigado.
Terrorismo de Estado (francês?)
Tony Cartalucci, Strategic Culture - Tradução: Vila Vudu
"Literalmente até 6ª-feira, o generalíssimo Hollande e Fabius, o farsante, só faziam repetir 'Assad must go'. Para o Eliseu, Assad = Daesh"
Notícias falam de ataque terrorista sem precedentes em Paris, com mais de 150 mortos, muitos feridos e todos impressionadíssimos com a escala da violência. (Noticiário BBC, "Paris attacks: Bataclan and other assaults leave many dead" informava que pelo menos cinco locais sofreram ataques simultâneos; outros veículos falaram de bombas e armas leves, inclusive rifles de uso militar).
Como é possível que o Estado Francês de Vigilância Total nada tenha percebido?
Mais rapidamente e em escala significativamente maior que em ataques terroristas anteriores em Paris contra alvos múltiplos em janeiro desse ano, que terminaram com 12 vítimas fatais, a mídia-empresa ocidental já decidiu que os responsáveis dessa vez são ou o chamado ISIS/ISIL/Daesh/EI, ou gente inspirada pelo "Estado Islâmico".
Em janeiro, imediatamente depois daqueles ataques, a França ampliou muito seu já gigantesco estado de vigilância. O Guardian britânico, em artigo intitulado "France passes new surveillance law in wake of Charlie Hebdo attack" [França aprova nova lei de vigilância, depois dos ataques à redação de Charlie Hebdo] noticiou:
A nova lei permitirá que autoridades espionem as comunicações telefônicas digitais e móveis de qualquer pessoa ligada a qualquer inquérito 'terrorista', sem precisarem de qualquer autorização judicial. A lei obriga todos os provedores de serviços de internet e empresas telefônicas a entregar dados que lhes sejam requeridos.
Serviços de inteligência terão o direito de posicionar câmeras e aparelhos para gravação em residências privadas e instalar os chamados keyloggers que gravam em tempo real qualquer toque no teclado de computador vigiado. As autoridades poderão conservar as gravações por um mês e as informações e dados de atividade de qualquer equipamento eletrônico [orig. metadata[1]], por cinco anos.
Um dos elementos mais discutidos da lei é que ela permite que os serviços de inteligência capturem todas as informações sobre atividade de todos os equipamentos eletrônicos [orig. metadados], que passarão assim a poder ser analisados em busca de comportamento potencialmente suspeito. Todas as informações sobre atividade de todos os equipamentos eletrônicos [orig. metadados] serão anônimos, pra agentes de inteligência podem requer a um painel independente que autorize vigilância mais profunda que pode identificar os usuários.
Apesar de, pelo que se sabia, não ter essas capacidades antes do ataque ao Charlie Hebdo, logo se saberia, depois dos ataques, que as agências de segurança da França, sim, conheciam muito bem, há anos, os atacantes –, mas os suspeitos "sumiram dos radares" apenas seis meses antes do ataque acontecer, o mesmo tempo que qualquer serviço secreto reconhece ser o necessário para planejar e executar ataques daquele tipo.
Slate Magazine noticiaria, em artigo intitulado "The Details of Paris Suspect Cherif Kouachi’s 2008 Terrorism Conviction" [Os detalhes da condenação de Cherif Kouachi por terrorismo em 2008]:
Kouachi foi preso em janeiro de 2005, acusado de planejar para unir-se a jihadistas no Iraque. Segundo a acusação, ele teria sido influenciado por Farid Benyettou, jovem clérigo e "pregador autodidata" que advoga a violência, mas que de fato jamais foi ao Iraque ou cometeu qualquer ato terrorista. Advogados na época disseram que o acusado jamais recebeu treinamento para usar armas, mas "começara a ter ideias perigosas", a ponto de ter manifestado "alívio" por ter sido preso.
CNN, em matéria intitulada "France tells U.S. Paris suspect trained with al Qaeda in Yemen" [França diz aos EUA que o suspeito de Paris treinou com a al-Qaeda no Iêmen]:
Agentes da inteligência ocidentais estão trabalhando para descobrir mais sobre possível viagem dos dois suspeitos de terem praticado os ataques terroristas em Paris, os irmãos Said e Cherif Kouachi, agora que novas informações sugerem que um dos irmãos esteve no Iêmen, associado à Al-Qaeda naquele país – agentes norte-americanos disseram à CNN. Outras informações de fonte próxima dos serviços de segurança franceses põem um dos irmãos também na Síria.
Em artigo intitulado "Overburdened French Dropped Surveillance of Brothers" ["Sobrecarregados, os franceses deixaram de vigiar os irmãos"], o Wall Street Journal revelaria que:
Os EUA forneceram inteligência à França que mostrava que os atiradores no massacre na redação de Charlie Hebdo receberam treinamento no Iêmen em 2011, o que levou as autoridades francesas a monitorar os irmãos, segundo autoridades norte-americanas. Mas a vigilância sobre Said e Chérif Kouachi foi suspensa na primavera passada, disseram autoridades norte-americanas, depois que vários anos de monitoramento nada mostraram de suspeito.
Parece perfeitamente claro que os suspeitos do ataque em Charlie Hebdo podem ter sido terroristas perigosos, rastreados pelo governo por isso mesmo, mas inexplicavelmente 'liberados' para fazerem o que bem entendessem, inclusive ato criminoso de terrorismo em solo francês. – O ato de terrorismo então pode ter sido rapidamente aproveitado para promover junto à opinião pública a aprovação de leis impopulares de vigilância e assim perpetuar o papel da França em inúmeras atividades militares extraterritoriais dos EUA, muito impopular entre os franceses, inclusive na atual guerra por procuração na Síria, em que a França presta serviços a Washington.
É mais que provável que se venha a descobrir que os envolvidos nos recentes ataques em Paris também foram rastreados pela segurança francesa há muito tempo, antes dos ataques.
'Descobrir' que os agora acusados 'tinham' ligações com a Síria é indispensável, para justificar a (i) recente aparição do maior navio de guerra francês, o porta-aviões Charles de Gaulle, movido a energia nuclear, no litoral sírio; e a (ii) ampliação da intervenção ocidental, para tentar salvar aquela guerra por procuração que o ocidente está perdendo.
Patrocínio Estatal... Mas de que Estado? Gladio Extra
Com a crise dos refugiados ampliando-se na Europa, muitas vozes alertaram que a crise estava sendo deliberadamente manipulada para gerar o máximo de histeria, para justificar mais ação militar direta de intervenção na guerra por procuração que o ocidente está perdendo na Síria.
Em artigo anterior que publiquei nessa página, intitulado "Can Pan-European Hysteria Save OTAN’s Syrian War? [A histeria paneuropeia poderá salvar a guerra da OTAN na Síria?], já aparecia escrito:
O que se está configurando é uma estratégia controlada de tensão, pela qual grupos de extrema direita são atiçados contra os migrantes e seus apoiadores europeus, para criar histeria e eventualmente violência que será alavancada pelos que a orquestraram.
Políticas permissivas de imigração e quotas autoimpostas garantiram que uma virtual tsunami de imigrantes se deslocasse pela Europa, ao mesmo tempo em que grupos políticos racistas e xenófobos há longo tempo cultivados – mantidos por redes clandestinas de restos e dissidências do conhecido grupo "Gladio" da OTAN dos anos de Guerra Fria – tentaram fabricar atos de vingancismo e de histeria nas ruas contra uma "invasão" de imigrantes.
A única coisa que ainda faltava para completar a equação era um ato de violência terrível que galvanizasse todas as emoções e justificasse ação militar mais direta da França na Síria – que até agora nem as narrativas de "ajudar os combatentes da liberdade", nem mentiras recicladas sobre "armas de destruição em massa" nem mentiras sobre "bombas-barril" haviam conseguido justificar.
Dentre os alvos nesse ataque mais recente, estava um estádio de futebol onde se realizava um jogo entre as seleções de França e Alemanha, ao qual o presidente francês François Hollande assistia pessoalmente – detalhe particularmente importante, uma vez que saber com antecedência onde estaria o presidente exigiria planejamento e preparação específica. A escolha de um estádio de futebol também é significativa, se se considera que o público tradicional daquele tipo de jogo sempre seria os que mais declaradamente têm protestado contra a expansão do número de refugiados que chegam à Europa.
Em outras palavras, tudo sugere que o ataque tenha sido planejado especificamente para enlouquecer a opinião pública francesa e empurrá-la para apoiar a agressão militar francesa à Síria.
[Opinião que se lia hoje no Twitter, 15/1/2015, 19h:
"A coisa não é "Estado", não é "Islâmico" e não tem "capital". Logo, a França atacou a Síria. Pokavergonha (NTs)]
A escala dos ataques é de operação militar. Teve de haver grande grupo de militantes bem treinados, bem armados e bem pagos, com experiência em planejar e executar operações militares coordenadas em ambiente urbano, em movimentar clandestinamente grandes quantidades de armas, experts no manuseio de armas e explosivos, e com capacidades intelectuais suficientes para burlar (seja como for, alguma vigilância teria de ser superada, em qualquer caso) as cada dia mais colossais capacidades de vigilância do estado francês.
Como os terroristas e suas linhas de suprimento que não param de sair de território da OTAN e escorrem para dentro do território sírio, claramente com patrocínios estatais gigantescos por trás deles, os envolvidos nos recentes ataques em Paris também, sem dúvida possível, recebem dinheiro, treinamento e armas, de estados, não de 'grupos privados'.
A França tentará usar os ataques para justificar intervenção militar (ilegal) na Síria para tentar derrubar o governo em Damasco, e, sim, é provável é que os responsáveis pelos ataques em Paris tenham sido aliados da França – Turquia, Jordânia, Arábia Saudita, Qatar – e até o próprio governo de Hollande em Paris – todos esses direta ou indiretamente envolvidos em treinar, armar e financiar os agentes que, essa semana, derramaram sangue francês.
Convenientemente, a principal nave da frota francesa, o porta-aviões Charles de Gaulle movido a energia nuclear, foi enviado semana passada para a costa da Síria. Já está lá há uma semana, posicionado para participar de campanha militar expandida que seria 'oficialmente decidida' 'por causa' dos ataques em Paris... dez dias depois de o porta-aviões ter partido!
A primeira e mais importante questão quando se examina qualquer grande crime é "cui bono?" A quem o crime beneficia?
Atacar Paris, um estádio de futebol cheio de nacionalistas já cada vez mais violentos e histéricos contra estrangeiros parece beneficiar, exclusivamente, o governo francês, em busca de qualquer vitória, custe o que custar, em guerra que está perdendo longe de casa, enquanto vê sumir qualquer apoio público interno que algum dia tivesse tido.
Agora, pelo menos por algum tempo, Hollande terá todo o apoio interno de que precisava para atacar Damasco.*****
[1] É precisamente o que Edward Snowden ensina, como tradução da palavra "metadata" (ing., Twitter, 2/11/2015):
Edward Snowden @Snowden Nov 2
Are your readers having trouble understanding the term "metadata"? Replace it with "activity records." That's what they are. #clarity
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