quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Rússia já surfa as ciber-ondas do Oriente Médio


DEBKAfile - Tradução: Vila Vudu

A distância em linha reta, voo de corvo, entre a base russa Al-Hmeineem na Síria, próxima de Latakia, e a instalação iraquiana onde os russos estão hospedados, é de 824 km (445 milhas náuticas). Da base de Latakia a Israel, são apenas 288 km ou 155 milhas náuticas, um pulo e uma piscada, em termos aéreos.

O presidente da Síria Bashar Assad primeiro autorizou Moscou a usar a base, que agora hospeda 30 jatos bombardeiros de combate. Depois, o primeiro-ministro do Iraque Haider al-Abadi acompanhou a iniciativa, no sábado, dia 24/10/2015, garantindo à Força Aérea Russa o uso de uma instalação, a 74 km de Bagdá.

A presença russa nessas duas bases traça um poderoso arco de controle aéreo russo no coração do Oriente Médio. Reforçando as duas extremidades com sistemas que são o estado-da-arte em equipamento para guerra eletrônica, Moscou impôs uma nova realidade, ante a qual em breve será praticamente impossível que qualquer força aérea ou de solo, dos EUA ou de Israel, entrem em ação militar sobre ou dentro de Síria ou Iraque, se, antes o movimento não for coordenado com os russos.

Os tijolos da dominação russa já estão quase todos no lugar certo [choooooooooooooooora DEBKAfiles (NTs)].

Na última semana de setembro, dois Ilyushin-20 (IL-20 Coot), aviões de super-vigilância, posicionaram-se no espaço aéreo da Síria, o que é importante upgrade para a frota aérea russa de 30 jatos Sukhoi-30, aviões cargueiros e helicópteros de ataque mobilizada para combate na Síria.

Tudo isso foi revelado dia 2 de outubro por fontes militares e de inteligência de DEBKA Weekly.

Os dois aviões IL-20, a principal e mais moderna aeronave para coleta de inteligência da Força Aérea Russa, trazidos do Mar Báltico, têm características excepcionais como plataforma de inteligência. Os quatro motores de turbo propulsão são feitos para permanecer mais de 12 horas no ar, usando seus sensores térmicos e infravermelhos, antenas, câmeras de fotografia e vídeo e radar side-looking airborne (SLAR) para recolher vasta gama de dados de longas distâncias, dia e noite, sob praticamente qualquer tipo de condições atmosféricas.

O Coot-20 classifica os dados e os transmite para centros de comando de inteligência ou operacional em Moscou, ou para sua base aérea em Latakia, por sistemas satélites e sistemas de comunicação super resistentes a ciberinvasão e ciberataques.

Mantidos sobre a Síria, os IL-20 podem fornecer às forças e comandos russos um quadro completo, detalhado, da situação em solo. A proximidade de Israel, principalmente, permite que esse avião-maravilha recolha imensa quantidade de dados na fronteira – não só dos movimentos no exército israelense sobre o Golan, mas também de escuta da atividade eletrônica e conversas em Jerusalém, nos quartéis do comando militar em Telavive, das bases da Força Aérea no sul de Israel e até do complexo nuclear em Dimona, no Negev.

Fontes militares de debkafile acrescentam que um Il-20 Coot foi avistado nos últimos dias na base aérea iraquiana de Al Taqaddum perto de Bagdá.

Então, dia 4/10, nossas fontes revelam, outra super arma russa foi trazida por aviões cargueiros russos: nove carros MT-LB blindados para transporte de pessoal, nos quais estão instalados os sistemas Borisoglebsk 2 de guerra eletrônica, dos mais sofisticados do seu tipo no mundo.

Esses veículos e respectivos sistemas foram trazidos secretamente em aviões de transporte de tanques até Nabi Yunis, o pico mais alto das Montanhas Alawitas que acompanham a planície costeira do norte da Síria e chegam a 1.562 metros (5.125 pés) acima do nível do mar. Para tornar os altamente complexos sistema e aparelhagem Borisoglebsk 2 impermeáveis a ataques, nossos especialistas em guerra eletrônica os descrevem instalados no interior e pelas paredes dos nove APCS, além dos receptores que captam transmissões de larga faixa de frequências do espectro eletromagnético.

Daquelas montanhas, as antenas e transmissores potentíssimos devem interceptar e misturar praticamente qualquer sinal de rádio que chege pelas ondas eletromagnéticas, de uso civil ou militar.

Os estrategistas russos postaram esse sistema top-de-linha na Síria, para permitir que a força aérea russa opere sem dificuldades nos céus do Oriente Médio e, igualmente importante, para neutralizar forças especiais da coalizão liderada pelos EUA que estão operando em profundidade no território sírio [aqui, DebkaFile deve estar-se referindo aos "rebeldes moderados" de Obana (NTs)], além de bloquear ou interromper completamente as operações de grupos rebeldes e forças do Estado Islâmico.

O sistema Borisoglebsk 2 saiu bem recentemente das linhas de montagem mais top-secret dos russos. Foram necessários cinco anos para planejar e fabricar o sistema, que entrou em serviço pela primeira vez no início desse ano na Ucrânia [DEBKAfile refere-se, certamente, à luta do Donbass contra os oligarcas de Obama-Nuland-'Yats', de Kiev (NTs)].

Daquele ponto privilegiado em que os russos se instalaram na Síria, o sistema russo de guerra eletrônica pode causar grave dano às redes israelenses de inteligência e comunicação distribuídas pelo Golan e ao longo da fronteira norte no sul e oeste da Galileia [aqui, mais uma vez, falaram as fidelidades sionistas de DEBKAfiles: não existe "Galileia"; ali é, há milênios, a Pa-les-ti-na (NTs)]. Pode gerar interferências no comando dos drones de Israel, nas operações de campo das forças israelenses de Operações Especiais e redes naval e aérea, que dependem de redes de comunicação no trabalho de defesa das fronteiras ao norte de Israel.

Moscou convoca adidos militares ocidentais plus sauditas: quer explicações sobre acusações 'midiáticas' de ataques a civis


Sputinik News - Tradução: Vila Vudu

O Ministério da Defesa da Rússia convocou OTAN e Arábia Saudita, para que expliquem acusações de que aviões russos teriam atirado contra hospitais na Síria – disse hoje o vice-ministro da Defesa da Rússia, Anatoly Antonov.

"Interpelamos oficialmente hoje os adidos militares de EUA, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Arábia Saudita, Turquia e OTAN para que apresentem explicação formal sobre aquelas acusações, ou as desmintam. A interpelação visa especialmente a alegações ofensivas distribuídas pela mídia-empresa em idioma inglês, sobre supostos ataques russos a hospitais" – disse Antonov.

Segundo o vice-ministro, ataques 'midiáticos' de informação falsa contra as ações das Forças Aeroespaciais Russas na Síria aumentaram em vários veículos da mídia-empresa ocidental.

"Estamos sendo acusados não só de dar combate à tal 'oposição moderada', mas também de que teríamos atacado alvos civis, como hospitais, além de mesquitas e escolas. Por resultado desses ataques haveria civis mortos, segundo relatos da mídia-empresa ocidental" – Antonov acrescentou.

O vice-ministro lamentou que "alguns funcionários e políticos de vários estados estrangeiros têm também feito acusações semelhantes [sobre civis mortos em ataques da FAR na Síria]."

Antonov citou, como exemplos, declarações feitas pelo secretário de Estado dos EUA John Kerry, pelo secretário da Defesa dos EUA Ashton Carter, pelo secretário-geral da OTAN Jens Stoltenberg, pelo ministro da Defesa do Reino Unido Michael Fallon e pelo ministro da Defesa da França Jean-Yves Le Drian.

O Ministério Russo da Defesa está "monitorando ininterruptamente e analisando as declarações e as publicações" – o vice-ministro acrescentou. Disse também que a Rússia está mantendo a comunidade russa e a comunidade internacional absolutamente ao par sobre ações da aviação russa na Síria, com informações diárias.

"Se nossos parceiros têm alguma informação adicional, já várias vezes pedimos que as partilhassem conosco."

Acrescentou que se nos próximos dias não aparecerem as indispensáveis provas de mortes de civis nos ataques aéreos da Rússia na Síria, Moscou concluirá que são acusações falsas e parte de uma guerra de informação contra a Rússia.

"Mas se no prazo requerido não aparecer qualquer prova de mortes de civis na Síria, e se as acusações não forem desmentidas, passaremos a considerar que as falsas notícias divulgadas são parte da guerra de informação movida contra a Rússia."

"Em todos os casos em que as autoridades agora convocadas confirmarem oficialmente suas declarações sobre sobre hospitais, mesquitas e escolas destruídas, além das mortes de civis, resultantes de ações das Forças Aéreas Russas, conduziremos investigação exaustiva, da qual... a mídia ocidental será informada.

Erdogan, o previsível


Ghassan Kadi, The Vineyard of the Saker - Tradução: Vila Vudu

Devo agradecer ao meu querido amigo Andrew Korybko, pela inspiração para escrever esse artigo. Depois que Korybko entrevistou-me, há alguns dias, em seu programa Redline na Sputnik Radio, ficou claro para mim que muitos observadores veem Erdogan como personagem mercurial, o que ele é. Contudo, se se examinam sua ideologia e sua história, muitos se surpreenderão, provavelmente, ao descobrir que é homem muito mais previsível que muitos outros governantes.

Confessar que não visito a Turquia desde o final de 1983. Entre o início de 1982 e o final de 1983, fiz no mínimo dez viagens de trabalho à Turquia. Um dos truques que aprendi foi fazer minhas refeições no hotel e incluí-las na conta a ser paga na minha partida. Para pequenas despesas em dinheiro, também aprendi a nunca converter mais de 100 dólares norte-americanos, por causa da rápida depreciação da lira turca. Assim, cada vez que convertia 100 EUA-dólares, mais dinheiro turco eu recebia; e deixando para pagar a conta do hotel no último momento, era garantido que pagaria sempre o menor preço possível.

Muita coisa mudou desde então, e sem dúvida no front econômico. A Turquia hoje se orgulha de ser a 16ª economia do mundo. Tem-se de reconhecer os sucessos de Erdogan no front econômico. Em curto tempo, ele converteu a economia turca, de estado quase falido, em economia industrial viável e competitiva. Com economia mais rica, Erdogan desenvolveu melhor atenção à saúde e melhores serviços sociais em geral, com o que ganhou prestígio e apoio.

A Turquia também mudou, de nação com características, ares e trajes liberais à ocidental, para nação que tem governo islamista em espírito, ares, trajes e aspirações.

Por fim, mas não menos importante, o poder político saiu das mãos das forças armadas e poucos, para aparecer, de fato e de direito, nas mãos do presidente. Essa foi enorme mudança, que talvez tenha metido o último prego no caixão do legado de Ataturk.

Ataturk deu poder às lideranças militares. Chefes militares, um conselho de três, das três principais divisões das forças armadas, tinha o poder de um conselho de anciãos e a posição de fiscal do dos atos do governo. Se os políticos pusessem seus próprios interesses à frente do bem público, o conselho dos generais podia declarar o que, no ocidente, foi visto como golpe militar, quando, na verdade, tratava-se de um colégio de chefes militares exercendo os próprios poderes constitucionais para salvar o estado, ante a temeridade dos políticos.


Erdogan acabou com o poder dos militares e deu ao presidente poder total e impunidade virtual. Claramente estava preparando algo grande, para o que entendia que precisaria de poder sem fiscais militares.

Nada do que acima escrevi sobre Erdogan é argumento a favor da previsibilidade, a menos que se ponham as coisas no contexto de sua filiação religiosa islamista. Para poder ver a previsibilidade, é preciso parar um momento e considerar que se está falando do presidente de um país, e analisar quais os traços definitórios de um governante crente do Islã e a 'hierarquia' que há de respeitar no seu processo de tomada de decisões.

Considerados do ponto de vista das deformações ideológicas do islamismo, não há diferença alguma entre Erdogan e qualquer militante do ISIL. Ambos são movidos pela mesma 'doutrina' resultante de interpretações viciosas do que supõem que seja o Corão; e ambos são movidos pela mesma paixão e visam aos mesmos objetivos de converter todo o mundo em estado islamista regido pelo que entendem que seria a lei da Xaria.

Apesar dos muitos diferentes grupos islamistas que há hoje, a diferença entre eles não é religiosa. Diferem, sim, mas só nas estratégias, discutem lealdades políticas circunstanciais e transitórias, dinheiro e armas (como acontece hoje na Síria), não concordam entre eles sobre o que significa a Jihad para uns e outros e sobre quem seguir, quando entrar e quando sair da guerra, mas, em essência, não há nenhuma diferença entre as respectivas doutrinas e vários 'grupos', absolutamente nenhuma.

Erdogan pode ter tido alguma rusga com o ISIL, que o separou mortalmente deles, pelo menos por hora, mas brigas entre islamistas não é coisa que chegue às manchetes 'jornalísticas'. Para elaborar esse ponto, pode-se dizer que um membro da Fraternidade Muçulmana (FM) pode facilmente mudar de lado, tornar-se salafista, depois unir-se ao ISIL e, adiante, voltar ao começo e à FM. Como islamista que é, jamais se alistará, digamos, ao Partido Comunista e/ou a qualquer outro partido secular.

Afinal, estrategicamente e ideologicamente, Erdogan tem dois inimigos regionais: os curdos e a Síria.

Pode-se ampliar um pouco a coisa e incluir um terceiro inimigo: os xiitas. Dizer isso implica que, se Erdogan declarasse abertamente sua animosidade contra os xiitas, teria de declarar guerra ao Irã. Se o fizesse, estaria levando a Turquia para direção sem precedentes, embora ideologicamente previsível. Ainda não chegou a esse ponto e tem limitado aos xiitas alawitas sírios o seu ódio sectário contra todos os xiitas, sabendo perfeitamente que isso desagrada aos milhões de alawitas turcos e causa tensão sectária dentro da Turquia.

Mas há o outro aspecto de Erdogan: o aspecto étnico nacionalista turcomeno. A Turquia é um amálgama de culturas e povos, com longa história de rivalidade étnica e remanescentes de impérios ancestrais. Os turcomenos, que são mongóis de origem, são os fundadores originais do Império Otomano que tiraram dos bizantinos o poder e a glória de Constantinopla (adiante renomeada Istanbul), pondo fim à dinastia ortodoxa do Sacro Império Romano do Ocidente.

Ao tomarem à força a Anatólia, os otomanos mudaram o nome, a religião e o idioma que ali havia. Além do mais, desde a fundação do Império Otomano no século 15, os turcomenos têm ascendência sobre os demais povos (ou 'raças'; em turco, Halks), que ficam em posição subalterna, eternamente ressentidos por o poder que lhes ter sido usurpado e por terem cidadania de nível inferior à dos turcomenos.

Nos primeiros dias dos otomanos, os cristãos ortodoxos enfrentaram coerção para adotarem o Islã, e discriminação, se não o adotassem. Nos estágios finais, gregos e armênios enfrentaram o mesmo destino. Até que, com o Império Otomano já em colapso, e a França decidindo doar à Turquia, como prêmio de consolação, as regiões sírias de Celicia e Iskandarun, os sírios e, claro, também os curdos, foram também deixados na mesma posição de desvantagem em que já viviam outros grupos não turcomenos.

Os curdos, vale lembrar, são, de longe, o maior grupo étnico desses todos, com aproximadamente 20 milhões de pessoas só na Turquia.

Além do mais, dizer que os gregos viveram no Turquia é cometer grave erro de subestimação. Em termos históricos, o Mar Egeu é berço da cultura helênica, que dali se espalhou para as duas costas litorâneas. E muita gente deixa passar sem ver a evidência de que a antiga cidade "grega" de Troia pode ser visitada hoje, na costa ocidental da Turquia. Até hoje, da costa ocidental da Turquia avistam-se as ilhas gregas; e a própria Turquia ocidental é pois historicamente helênica, e não é menos grega que Atenas.

Não é raro nem surpreendente portanto ouvir na Turquia a expressão "Halkler turcos", para "Povos Gregos", sem qualquer referência à palavra "povo" ou "povos". O termo Halkler subentende divisões e perigos subjacentes se e quando aqueles diferentes "Halks" estão em combate uns contra os outros – precisamente a direção para onde a Turquia parece estar caminhando, se se intensificarem as divisões entre curdos e turcos, e entre sunitas e alawitas, como se vêm intensificando desde que Erdogan resolver ter papel protagonista na "Guerra contra a Síria".

É irônico que Erdogan tenha iniciado sua caminhada até a liderança fazendo fortes avanços na direção de se reconciliar turcos e curdos. Mas depois, quando Erdogan vestiu o boné de aspirante a sultão islamista, escolheu apoiar os islamistas que lutassem contra a Síria secular. Esses erros de cálculo levaram à situação em que os curdos sírios tiveram de pegar em armas e se defender, eles mesmos, contra os tais islamistas. E Erdogan também teve de vestir o boné de zelote fanático turcomeno e virar-se contra os curdos sírios, sabendo perfeitamente que, com isso, atrairia contra ele a ira dos curdos turcos.

Quando os curdos foram empurrados entre a espada e a parede e ficaram sem alternativa e tiveram de lutar contra o ISIL, Erdogan, "irmão" da Fraternidade Muçulmana, pôs de lado as diferenças políticas que o separavam do ISIL e arriscou a própria unidade da Turquia para se aliar contra os curdos. Tudo isso porque Erdogan é, em primeiro lugar e sobretudo, islamista; e porque, em segundo lugar, é zelote turcomeno fanático.

Fica assim perfeitamente claro que Erdogan põe sua agenda islamista à frente de sua agenda turcomena e à frente da unidade e coesão da Turquia.

Erdogan dispôs-se a arriscar tudo que algum dia fizera de bom, todas as realizações de seu governo, e pôr o país à beira de uma guerra civil, para não abandonar seus 'irmãos' e respectiva agenda islamista.

Agora, com as decisivas eleições do dia 1º de novembro que se aproximam rapidamente, a Turquia está rachada por fundos ressentimentos 'étnicos', há agitação entre os cidadãos, há divisões religiosas sectárias, há risco de desastre econômico que sem dúvida pode advir do quadro geral e, sobretudo, já começaram os ataques terroristas, o mais grave dos quais, até agora, aconteceu recentemente contra manifestação pacífica de cidadãos na capital Ancara.

Por tudo isso, Erdogan pode mostrar-se um dia com o boné de reformador, dia seguinte como o homem da OTAN no Levante. Pode até enganar alguns dos lobbyistas pró-palestinos, quando bate no peito e chora porque Israel atacou Gaza ou matou várias pessoas que viajavam a bordo do Mavi Marmara.

Agora, quer ser visto como herói nacional que tanto luta para alcançar o marco ante o qual fracassaram todos os seus predecessores: pôr a Turquia como membro da União Europeia. Porém, se isso lhe trouxer algum voto, o tempo voa e dia 1º de novembro não está longe.

Erdogan também faz pose de herói turcomeno que promove o legado da superioridade turcomena, como todos seus predecessores otomanos. Porém, se se examinam a fundo os seus movimentos como governante, vê-se que, do Islã, Erdogan só conhece algum manual cheio de dogmatismo e da previsibilidade típica dos textos ultra simplificados, de iniciação.

Exército sírio retoma controle de 50 vilas, e moradores voltam a suas casas


O Exército sírio, auxiliado por milícia armada, retomou o controle de 50 vilas no sudeste da província de Aleppo, informou nesta terça-feira à Sputnik uma fonte ligada às milícias.

"Ontem, o exército avançou bastante na província de Idlib. Libertamos cerca de 50 vilas e tomamos controle de uma área de mais ou menos 120 quilômetros quadrados", disse uma fonte da milícia armada Desert Hawks.

Segundo o entrevistado, moradores de pelo menos duas vilas já começaram a voltar para suas casas.

A província de Idlib se encontra nas mãos de terroristas que contam com apoio militar que chega via Turquia, de onde também estão chegando mercenários que engrossas as fileiras do Estado Islâmico.

A ofensiva atual do Exército sírio só foi possível após a aviação russa destruir postos de comando dos extremistas, arsenais e fábricas de explosivos.

Sputniknews

Maduro: Comando Sur de EEUU intenta destruir Venezuela


El presidente venezolano, Nicolás Maduro, denunció las injerencias del Comando Sur de EE.UU. en los asuntos internos de Venezuela y advirtió que esa ala militar intenta destruir el país bolivariano.

El general John Kelly, jefe del Comando Sur de Estados Unidos, "está dando órdenes para tratar de destruir a Venezuela", afirmó el martes Maduro, al reaccionar a una reciente entrevista del militar estadounidense con el canal de televisión CNN.

"Paso unos 40 segundos al día pensando sobre Venezuela. Oro por su pueblo. Está sufriendo terriblemente, con su economía a punto de implosión, inflación de 200 por ciento, corrupción rampante y el narcotráfico desde Colombia a Venezuela y al resto del mundo va creciendo", señaló Kelly.

Repudiando la intervención del general estadounidense “en los asuntos que solo son de interés de los venezolanos”, Maduro preguntó a su homólogo norteamericano, Barack Obama "¿Quién dirige la política hacia Venezuela, usted o Kelly?".

Para el dignatario venezolano, las declaraciones del general Kelly muestran “signos alarmantes de desesperación” tanto en la derecha venezolana como en la élite imperial de EE.UU. hacia las políticas de Caracas y su Revolución Bolivariana.

Maduro cree que el general estadounidense, responsable directo del creciente consumo de drogas, el aumento del lavado de dinero y las actividades delictivas y el tráfico de drogas en EE.UU. debido a sus políticas fallidas en combatir dichos flagelos, debería orar por su propio país en vez de conspirar contra Venezuela.


“¿Quién es el gran fracasado en la lucha contra el narcotráfico en el mundo? Ustedes, los Estados Unidos, la DEA (siglas en inglés de la Administración para el Control de Drogas del Departamento de Justicia de EE.UU.) y usted general Kelly. Usted es el gran fracasado”, puntualizó el presidente.

Hablando en su programa semanal “Contacto con Maduro” transmitido por la televisión estatal VTV, el mandatario pidió el respaldo y la solidaridad de América Latina y el Caribe, para acompañar a su país en su lucha por la paz, ante las nuevas amenazas del imperialismo estadounidense.

Aseguró que su país no guardará silencio ante las arremetidas de Washington, porque “así nos dejó Chávez: con voz propia, dignidad e independencia”.

La relación entre Caracas y Washington, que carecen de embajadores desde 2010, sufrió una crisis en marzo pasado cuando el presidente Barack Obama firmó un decreto que calificaba a Venezuela de "amenaza" y sancionaba a siete funcionarios del Gobierno venezolano por abusos de derechos humanos.

Caracas en varias ocasiones ha denunciado las intromisiones de Estados Unidos en sus asuntos internos, así como su apoyo a la derecha venezolana y sus intentos para crear el caos en la nación sudamericana.

Las injerencias de Washington, según afirman las autoridades venezolanas, han aumentado en el país sudamericano de cara a las elecciones parlamentarias del 6 de diciembre y Caracas cree que todo se trata de un intento de la Casa Blanca de incitar a la violencia en Venezuela y socavar los comicios.

El pasado 7 de octubre, la Comisión de Política Exterior del Parlamento de Venezuela repudió de manera contundente las “irrespetuosas declaraciones” del secretario de Estado norteamericano, John Kerry, en contra del sistema político y electoral venezolano.

“La Administración estadounidense tendría que aprender del sistema electoral venezolano, dado que el norteamericano está fundado en la discriminación y el racismo”, reza un comunicado emitido por el Parlamento venezolano.

ftm/ktg/msf - HispanTv

Rusia ataca posiciones de terroristas de Al-Qaeda cerca de Israel


Avión de combate ruso en el aeropuerto de Hmeymim, en la provincia siria de Latakia.

La aviación rusa ha bombardeado por primera vez las posiciones de los grupos vinculados con Al-Qaeda cerca de los altos de Golán, mientras que el ejército israelí estaba realizando maniobras en esta zona.

La cadena noticiera Sky News, en lengua árabe, informó el martes que los cazas rusos han efectuado bombardeos contra escondites de las bandas extremistas, del Frente Al-Nusra (filial de Al-Qaeda en Siria) y el grupo takfirí EIIL (Daesh, en árabe) en los altos de Golán, y así marcaron los primeros ataques aéreos más cercanos a las fronteras con los territorios ocupados por el régimen de Tel Aviv.

La citada fuente no dio más informaciones sobre el lugar, donde fue blanco de los ataques aéreos de Rusia ni ofreció detalles acerca de los daños provocados por este operativo.

Los ataques de la Fuerza Aérea de Rusia 'tienen un importante mensaje para Israel”, mientras que este régimen está realizando unas maniobras en los altos de Golán.

Por su parte, la agencia iraní de noticias Fars informó el mismo martes que la Fuerza Aérea rusa golpeó a los extremistas de Al-Qaeda en las localidades de Tal al-Harra y Tal Antar cerca de Deir al-Adas en el campo norte de Daraa, que se encuentra cerca del Golán sirio.


Un avión de combate ruso Sujoi-34, utilizado para atacar las posiciones del grupo terrorista EIIL (Daesh, en árabe) en Siria.


El pasado mes de septiembre, el primer ministro israelí, Benyamin Netanyahu, realizó un viaje a Moscú (capital rusa), donde anunció que busca lograr un acuerdo con el presidente ruso, Vladimir Putin, para crear un mecanismo de coordinación de acciones sobre Siria entre los militares de Rusia e Israel.

Un día después, el portal web israelí DEBKAfile rechazó que las Fuerzas Armadas de Rusia no coordinarán sus operaciones militares en Siria con Israel como sostienen los medios.

La intervención militar rusa en Siria se inició el pasado 30 de septiembre tras la construcción de algunas bases aéreas y el despliegue de tanques, cazas y otros equipamientos militares en ese país árabe, hundido desde 2011 en una gran crisis.

La presencia de rusos en Siria preocupa a las autoridades israelíes, ya que eso podría limitar drásticamente la capacidad operacional de los aviones de guerra israelíes en el territorio sirio imposibilitando que el régimen de Tel Aviv siga efectuando ataques contra posiciones del Ejército sirio como estaba siendo su tónica.

mkh/ktg/msf - HispanTv

¿Por qué EE.UU. envía un buque de guerra a las islas artificiales de China?


El ingreso "ilegal" del destructor estadounidense USS Lassen en aguas cercanas a las islas artificiales, levantadas por Pekín en las disputadas aguas del mar de la China Meridional, demuestra que Washington apoya los intereses de sus aliados, cuya posición es contraria a la de China, sostienen expertos.

"Este no es un conflicto exclusivamente entre China y EE.UU. sino que incorpora también" a sus aliados "Vietnam, Filipinas, Brunéi por las islas Spratly", pero además a otros aliados regionales como "Japón y Malasia", asegura el profesor de Historia china de la Universidad Pompeu Fabra de España, Manel Ollé, en declaraciones a RT.

La presencia de Washington en el mar de la China Meridional es "una manera de dar apoyo a los intereses de sus aliados que no concuerdan con las nuevas áreas marítimas que reclama China", agregó. Este martes el USS Lassen entró en aguas cercanas a las disputadas islas Spratly, incidente que fue calificado por Pekín de "amenaza a su soberanía".

Sin embargo, el secretario de Defensa estadounidense, Ashton Carter, señaló que EE.UU. continuará operando en la región a pesar de los reclamos de China porque "es importante para el futuro" de su país.

"Estas acciones EE.UU. las realiza para demostrar que no reconoce las reivindicaciones territoriales de China, y pensando que Pekín teme recurrir a la fuerza", dijo por su parte al portal 'Vzglyad' el jefe del Instituto de Asia de la Academia de Ciencia de Rusia, Vasili Kashin.

Washington "continuará haciendo estas cosas, pero no se atreverán a atacar las posiciones de China", agregó señalando que la pregunta es cuánto tiempo más Pekín tolerará esta situación y cuál será el momento que elijan para detener las intromisiones estadounidenses. "Por el momento los chinos concluyen los trabajos de infraestructura en las islas, posteriormente instalarán los equipos necesarios y realizarán todos los ajustes, pero después empezarán a tomar medidas para reivindicar sus pretensiones", comentó Kashin.

Actualidad RT

Siria desvela quién salva a los militantes del Estado Islámico de los ataques rusos


Autoridades sirias afirman que Arabia Saudita y la coalición antihutíes, liderada por Riad, están evacuando a los militantes del Estado Islámico del país árabe para salvarlos de los ataques aéreos rusos y enviarlos a la guerra en Yemen.

"De acuerdo con los datos de la inteligencia, el 26 de octubre cuatro aviones llegaron desde Turquía al aeropuerto de Adén (Yemen). Dos de ellos pertenecen a Turkish Airlines, uno a Qatar Airways y otro avión es propiedad de la aerolínea de los Emiratos Árabes Unidos", afirmó el portavoz de las Fuerzas Armadas sirias, Ali Mayhub, citado por la agencia TASS.

Según sus palabras, a bordo se encontraban más de 500 militantes del Estado Islámico, que fueron evacuados desde Siria para huir de los ataques aéreos de Rusia realizados en el marco de la operación antiterrorista.

Tras su llegada, los militantes fueron recibidos por los representantes de la coalición saudita, que los trasladó desde el aeropuerto en tres grupos: a la provincia yemení de Mandeb, a la localidad yemení de Marib y las provincias sauditas de Jizán y Asir.

"Los militantes deben participar en la operación terrestre de la coalición, que sufrió enormes pérdidas en las últimas batallas contra los hutíes. Según la información disponible, las operaciones de retirada de los terroristas del EI desde Siria continuarán", destacó Ali Mayhub.

La coalición liderada por Arabia Saudita lanzó su campaña contra los rebeldes hutíes en marzo del 2015, en respuesta a la toma por parte del movimiento Ansar Allah de grandes territorios de Yemen, incluida Saná, la capital, y la segunda mayor ciudad del país, Adén.

La campaña saudita ha recibido numerosas críticas por las muertes de civiles: más de 2.300 civiles han perdido la vida en los últimos seis meses, según la ONU.

Actualidad RT

Colombia La emboscada del ELN que cobró doce militares abatidos confirma la necesidad de un cese al fuego bilateral y el inicio de las negociaciones con dicha formación guerrillera


Resumen Latinoamericano - El uniformado Angerson José Tonguino aseguró en LA F.m. que fueron cerca de 60 los guerrilleros que los atacaron. Habló con LA F.m. tras sobrevivir a la masacre del ELN en Güicán (Boyacá). Según dijo, ”ayudas de mi Dios” le permitieron escapar a la ofensiva guerrillera.

”Llegué en arrastre bajo hasta la orilla de un río. Me escondí hasta las 6 de la tarde que escuché el avión”, aseguró. ”Nos atacaron de 3:30 a 3.40 de la madrugada del lunes. Estábamos durmiendo cuando escuché que empezaron a disparar y a caer granadas por todo lado. Tatucos. La reacción fue salir a protegerme”.

El patrullero agregó que ”éramos un pelotón de soldados profesionales y soldados regulares. Estaba nublado el cerro porque la situación climática es complicadita. Eran aproximadamente 60 guerrilleros. La reacción fue salvarse”, enfatizó.

Según dijo, fueron pocos los compañeros suyos que alcanzaron a responder con fuego. Tonguino explicó que estaban en Güicán (Boyacá) cuidando a la población que estaba votando. Y en medio de ese trabajo les informaron que cinco guerrilleros habían sido capturados, dos de ellos comandantes. Aún así, el patrullero aseguró que no sabe si guardan relación las capturas con los hechos posteriores.

Al menos once soldados murieron y dos más resultaron heridos en un ataque de esa guerrilla a una patrulla del Batallón de Alta Montaña, en una zona rural del departamento de Boyacá.

Foto: Doce uniformados dados de baja en la emboscada del ELN. A su derecha, el patrullero Tonguino que se salvó del ataque.

Catalunya: Avanza el proceso para crear un «Estado catalán independiente»


Resumen Latinomaericano / Naiz - Las dos fuerzas independentistas han registrado en el Parlament una declaración conjunta abierta a otros partidos en la que dan por iniciado el proceso hacia la independencia. Añaden que «el proceso desconexión democrática no se supeditará» al Estado español e instan al futuro Govern a «cumplir exclusivamente aquellas normas o mandatos emanados» del Parlament.

Las negociaciones entre Junts pel Sí y la CUP empiezan a dar sus frutos. Esta mañana, representantes de ambas plataformas independentistas han registrado en el Parlament una propuesta de resolución conjunta en la que se «declara solemnemente el inicio del proceso de creación del Estado catalán independiente en forma de república». El escrito se aprobará en un pleno extraordinario antes del primer pleno de investidura, es decir, antes del 9 de noviembre.

La declaración subraya que «como depositario de la soberanía y expresión del poder constituyente», el Parlament y «el proceso de desconexión democrática no se supeditarán a las decisiones de las instituciones del Estado español, en particular del Tribunal Constitucional, a quien considera deslegitimado y sin competencia a raíz de la sentencia de junio de 2010 sobre el Estatut de Autonomía».

Se apunta así, sin mencionarla, a la idea de la desobediencia. Una idea reforzada por otro punto de la declaración en el que se «insta al futuro Govern a cumplir exclusivamente aquellas normas o mandatos emanados de esta Cámara, legítima y democrática, con el objetivo de blindar los derechos fundamentales que puedan estar afectados por decisiones de las instituciones del Estado español».

La declaración, que arranca constatando la «mayoría de escaños de las fuerzas parlamentarias con el objetivo de que Catalunya se convierta en un estado independiente», proclama también la «apertura de un proceso constituyente ciudadano, participativo, abierto, integrador y activo para preparar las bases de la futura constitución catalana».

Añade, igualmente, que dicho proceso no debe ser «subordinado» y pone deberes al próximo Govern, al considerar «pertinente iniciar en el plazo máximo de treinta días la tramitación de las leyes de proceso constituyente, de seguridad social y de hacienda pública».

Por último, la resolución «declara la voluntad de inicio de negociaciones para hacer efectivo el mandato democrático de creación de un estado catalán independiente en forma de República y, asimismo, lo pone en conocimiento del Estado español, de la Unión Europea y del conjunto de la comunidad internacional».

La CUP destaca su generosidad y pide altura de miras para investir un president distinto a Mas

El portavoz de la CUP en el Parlament, Albert Botran, ha destacado la «enorme generosidad» y la «altura de miras» de su partido al renunciar a algunas de sus peticiones en la declaración para avanzar hacia la república catalana, y ha reclamado esta actitud a Junts pel Sí para consensuar un presidente distinto a Artur Mas. Ha manifestado también su deseo de que Catalunya Sí que Es Pot se sume al texto registrado en el Parlament.

EUA sofre nova derrota na ONU: 191 a 2


Nesta terça-feira (27), a Assembleia da ONU votou uma proposta de resolução contra o bloqueio a Cuba. Todos os Estados membros se posicionaram favoravelmente, exceto os EUA e Israel. O apoio à ilha aumentou em relação a 2014, quando 188 nações se alinharam ao pedido.

O resultado representa uma importante conquista na política internacional. Para ter efeitos concretos, o fim do embargo depende do Congresso Estadunidense.

O Congresso dos EUA é dominado por sionistas, contrabandistas de armas e drogas, empreiteiros, indústria bélica e petróleo. Uma gama de criminosos corruptos que não inspira confiança em ninguém. Portanto, o fim do bloqueio ilegal dos EUA a Cuba tem ainda um longo caminho a percorrer.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

A menina síria e o policial dinamarques


As fotos de um policial dinamarquês brincando com uma menina síria comoveu internautas de todo o mundo. O fotógrafo Claus Fisker registrava o momento em que 300 refugiados andavam pela estrada E45, a caminho da Suécia, quando flagrou a cena.

Ao "BuzzFeed News", Fisker disse que oficiais do país bloquearam as vias de acesso à Alemanha e, impedido de seguir adiante, o grupo de refugiados teve que caminhar em direção à Suécia, que oferece asilo. “O policial pegou uma aliança de casamento e brincou com a menina, escondendo o anel numa das mãos para que ela adivinhasse onde estava o objeto”, contou.


Não há quem não se sensibilize com essas fotos mostrando a menina síria que por alguns minutos esquece as tragédias sofridas em seu país e na penosa travessia, para sorrir com a brincadeira de um policial que está ali para impedir a marcha dela e de seus pais rumo à Alemanha.

Quantos milhares e milhões de fotos como estas poderiam existir na Síria, Iraque, Afeganistão, Palestina, em todos os lugares onde os malditos imperialistas e sionistas fazem guerras para gerar lucros na bolsa de valores?

Quantos milhares de crianças inocentes como esta foram assassinadas, massacradas pelas bombas despejadas na Síria, Iraque, Afeganistão, Palestina, em nome do lucro da indústria bélica das potências imperialistas? Ou dos interesses estratégicos para roubar as riquezas naturais dos povos?

Quantos milhares de náufragos no mar Mediterrâneo não foram filmados ou fotografados?

Os proprietários dos meios de comunicação deveriam ser levados a tribunais internacionais por permitir a manipulação da opinião pública mundial ao não mostrar a verdadeira tragédia humanitária mundial criada pelos governos dos EUA, Israel, França, Canadá, Inglaterra, Arábia Saudita, Catar, Turquia, entre outros.

Crianças assassinadas são seres humanos; não são simples números em estatísticas, como a imprensa nos faz crer. Cada criança tem uma família. Cada família tem outras famílias. E todos eles pagam com lágrimas e sangue as guerras criadas para gerar lucros financeiros pelos malditos vampiros sanguinários de Wall Street a serviço do sionismo e do imperialismo.

Mil vezes malditos os milionários europeus, norte-americanos e israelenses que bebem champagne e comem caviar curtido em sangue de crianças inocentes pelo mundo à fora.

José Gil

A ditadura internacional dos EUA: Os amigos dela (Anistia Internacional, ISIS, Frente al-Nusra) e Os inimigos dela (Hassan Nasrallah, Cuba, Ana Montes)


Stephen Gowans, What is left - Tradução: Vila Vudu

Nasrallah: "Política externa dos EUA é comandada pelos donos do petróleo e das empresas de armas, não por ONGs de direitos humanos."

Em discurso proferido nos subúrbios do sul de Beirute dia 23/10/2015, Sayyed Hassan Nasrallah, secretário-geral do Hezbollah, organização da Resistência com base na comunidade xiita do Líbano, fez uma descrição do imperialismo dos EUA que combina em grande medida com o que dizem anti-imperialistas da esquerda secular ocidental.

O Hezbollah foi criado no início dos anos 1980s para pôr fim à ocupação de Israel no Líbano. Com a saída de Israel em 2000 e a subsequente nova tentativa de ocupar o Líbano em 2006 impedida por combatentes do Hezbollah, essa organização da Resistência continua a ser a mais vigilante sentinela contra outras agressões que venham de Israel. Atualmente, o Hezbollah ajuda o Exército Árabe Sírio em sua luta de vida ou morte contra grupos sectários extremistas, dentre os quais o ISIS e a Frente al-Nusra. Esses grupos são desdobramentos da al-Qaeda e ameaçam existencialmente a comunidade xiita no Líbano, o que explica por que o Hezbollah decidiu envolver-se no conflito.

Abaixo (em itálicos) um resumo, que pode ser ampliado, do que disse Nasrallah [1].

Os EUA querem o Oriente Médio sob a dominação deles: dominação política, militar, de segurança, econômica e cultural.

Washington usa Israel como instrumento para promover essa agenda.

Israel depende dos EUA para sua própria existência. Se o apoio financeiro, econômico e militar que Washington dá a Telavive deixar de existir, Israel desaparecerá.

Vítimas de Israel são os palestinos e os libaneses, dois povos que sofreram ocupação e massacres das mãos de Israel.

A culpa pelos crimes de Israel, portanto, é mais de Washington, patrão de Israel, do que de Netanyahu e de seu exército de terroristas.


Assim sendo, palestinos e libaneses são as primeiras e principais vítimas do projeto norte-americano de dominação no Oriente Médio, projeto do qual Israel é instrumento.

A política externa dos EUA visa a saquear o petróleo, o gás e todas e quaisquer riquezas da região. É política comandada pelos donos do petróleo e das empresas de armas, não por ONGs de direitos humanos.

Na verdade, toda a conversa de Washington sobre direitos humanos e democracia é absolutamente sem sentido. As maiores ditaduras na região são mantidas e patrocinadas pelos EUA. Essas ditaduras violam direitos humanos e não respeitam eleições (casos de Egito, Arábia Saudita, Qatar e Bahrain – todos aliados dos EUA).

Os aliados dos EUA na região nada são além de capatazes locais comandados por um rei ou um presidente que presta contas a Washington. Decisões sobre guerra, paz, política externa e mercados são tomadas exclusivamente pelos EUA, sem consultar os tais supostos 'aliados'.

Os aspectos punitivos da política externa dos EUA visam todos e quaisquer que se recusem a submeter-se à dominação dos norte-americanos, ou seja, que se recusam a converter-se em extensões locais do governo de Washington (e, por implicação, extensões das grandes empresas de petróleo e armas que dominam o governo de Washington). País que tome decisões próprias, considerando os próprios interesses de seus próprios cidadãos é país que, para os EUA, não tem direito de existir, é inaceitável.

Por exemplo, toda a hostilidade de Washington contra o Irã pode ser rastreada até o momento em que o Irã decidiu ser país livre e independente dos EUA, que comanda e controla a própria economia e preserva a dignidade do próprio povo. O Irã rejeita a hegemonia dos EUA; assim sendo, é inaceitável para Washington.

Washington lança guerras à distância, que são combatidas por países vassalos 'procuradores' dos EUA, contra todos e quaisquer países que trabalhem para serem fortes e independentes. Atualmente, os EUA fazem guerras por procuração no Oriente Médio, contra todos e quaisquer que se recusem a submeter-se à dominação norte-americana. Atualmente, os vassalos procuradores dos EUA são jihadistas islamitas sunitas extremistas, takfiris (entre os quais incluem-se o ISIS e a Frente al-Nusra, que nasceram e prolongam a al-Qaeda, que os propagandistas nos EUA agora travestiram como rebeldes "moderados"). O verdadeiro líder e coordenador dos takfiris são os EUA, ajudados por vassalos-aliados regionais (Turquia, Arábia Saudita e Qatar).

Hoje, Washington diz-nos que se não formos escravos dos EUA, seremos sitiados e nos enviarão terroristas suicidas-bombas.

A guerra em curso hoje nada tem a ver com reformas, democracias, direitos humanos, eliminação da pobreza ou combate à ignorância; e só tem a ver, exclusivamente, com subjugar todos quantos rejeitem as ambições hegemônicas dos EUA.

Nasrallah chama Israel de "ferramenta para implementar a hegemonia dos EUA" no Oriente Médio. Faz lembrar uma observação do professor palestino Walid Khalidi: "Para muitos árabes, Israel é cabeça-de-praia do imperialismo dos EUA no Oriente Médio e sua executora" – conclusão que nada tem e não razoável, dadas as evidências.

Nasrallah descreve a política externa dos EUA como erguida sobre um modelo universalista da liderança dos EUA, que não deixa espaço algum para que outros países definam soberana e autonomamente o próprio caminho.

Há pelo menos uma pessoa próxima da política externa dos EUA que reconhece essa visão como perfeitamente acurada. Ana Montes, que, na véspera do 11/9 era a principal analista do Pentágono para assuntos de Cuba, e que denunciou a política externa dos EUA por "jamais ter respeitado o direito de Cuba de traçar o próprio caminho na direção de alcançar os próprios ideais cubanos de igualdade e justiça" [2] – comentário em tudo semelhante ao de Nasrallah, para quem Washington não admite que o Irã seja "país livre e independente" que comanda e controla a própria economia e preserva a dignidade do próprio povo; e pune países que "buscam ser independentes e fortes."

IMAGEM: Ana Montes, Prisioneira de consciência da qual você nunca ouviu falar e para cuja libertação a ONG Anistia Internacional jamais moveu uma palha.

Montes lutou sem sucesso para compreender por que Washington continuava a "ditar como os cubanos deveriam eleger os próprios governantes, quem poderia e quem não poderia governar os cubanos, e que leis seriam mais 'apropriados' para os cubanos em sua própria terra" – assim como muitos sírios devem estar lutando para compreender a insistência de Washington para que o presidente que os sírios elegeram 'saia do governo', por que os EUA tanto insistem em ditar aos sírios quem devem eleger e como devem ser eleitos e, principalmente, quem os sírios 'não podem' eleger de modo algum.

"Por que", Montes indagou, "não podemos deixar que Cuba siga a própria jornada, exatamente como os EUA vimos fazendo já há dois séculos?"

E por que Washington não pode deixar Síria e Irã viverem como prefiram?

Pela análise de Nasrallah, essa resposta é clara. Nem a Síria nem o Irã, como tampouco Cuba, podem controlar as respectivas economias, por que isso conflita com aspirações da elite oligárquica empresarial, que é quem – não os cidadãos, nem os eleitores, nem, sequer, os eleitos! – domina a política nos EUA.

Indignada ante a total ausência de "tolerância e compreensão em Washington quanto aos modos e vias que outros escolham para si", Montes fez o que lhe ordenou sua consciência e forneceu a autoridades cubanas a inteligência reunida em plataformas de escutas clandestinas que espiões norte-americanos haviam implantado em Cuba, para dificultar ainda mais o exercício legítimo da autodeterminação dos cubanos.

Por esse seu trabalho para impedir que se consumassem uma injustiça e um crime, a Dra. Montes foi condenada a quase 25 anos de prisão por espionagem. Foi chamada de "a mais importante espiã de que vocês jamais ouviram falar" [3], mas está também entre as mais importantes prisioneiras de consciência em todo o mundo, mas com a qual a Anistia Internacional nunca se preocupou.

É mais um caso da lista enorme de casos em que o imperialismo dos EUA agiu com violência, mas cuja vítima as muito falhadas e comprometidas ONGs de direitos humanos não ajudaram nem jamais ajudarão. Mais uma prática infame dessas ONGs, dentre muitas outras que se podem listar, como:

• Ter criticado Wikleaks por vazar segredos dos EUA; [4]

• Ter propagandeado, sem qualquer evidência ou prova, que o Irã teria um programa de armas nucleares; [5]

• Ter feito sumir no relatório que a ONG Anistia Internacional publicou sobre "o sistema de saúde pública em ruínas da Coreia do Norte", as sanções que os EUA impuseram e mantêm contra a Coreia do Norte – o mais amplo e longevo programa de guerra econômica jamais imposto em toda a história da humanidade. Em vez de apontar causas reais e demonstráveis, a ONG Anistia Internacional atribuiu as dificuldades que a saúde pública enfrenta na Coreia do Norte a decisões tomadas por Piongueangue – praticamente o mesmo que atribuir a morte de incontáveis crianças iraquianas durante os anos 1990s, a Saddam Hussein, não ao regime de sanções imposto pelos EUA; [6]

• Ter nomeado a funcionária do Departamento de Estado dos EUA Suzanne Nossel para o cargo de diretora executiva da Anistia Internacional EUA. Nossel apoiou a ilegal invasão dos EUA ao Iraque, além de também ter apoiado opção militar para coagir o Irã a desistir de seu pleno direito, nos termos da lei internacional, de processar urânio para finalidades pacíficas; [7]

• Ter sempre limitado suas 'denúncias' e 'diagnósticos', no caso de agressões militares cometidas pelos EUA, à questão de se as agressões 'respeitaram' regras da guerra, nunca de se configuraram violação da lei internacional [8].

A ONG Anistia Internacional prioriza o conceito de jus in bello (justiça dos atos, pelos critérios da guerra), e jamais considera ou reconhece o conceito de jus ad bellum (justiça das causas da guerra). Com essa estratégia-golpe, a ONG livra-se de ter de denunciar todos os mais terríveis crimes cometidos por EUA e aliados, porque as guerras de Washington e de seus subalternos quase invariavelmente agridem todas as linhas e alíneas de qualquer padrão de jus ad bellum;


• Ter 'exigido' embargo internacional de armas para o governo sírio, mas não para os terroristas aliados dos EUA, que continuam a receber armas dos EUA e aliados, dentro os quais a Arábia Saudita, abominação universal em matéria de direitos humanos. [9]

Apesar de a Anistia Internacional ter criticado o dossiê de atentados contra direitos humanos na África do Sul do apartheid, foi a única ONG, dentre todas as organizações de direitos humanos que jamais denunciou o próprio apartheid. [10] A ONG também se recusou a condenar o bombardeio pela OTAN, em 1999, contra a Iugoslávia [11], apesar de ter sido ato de predação imperial, que renegou todos os direitos de muitos iugoslavos inocentes à vida, à segurança da pessoa e ao trabalho.

A Anistia Internacional costuma 'justificar' sua omissão pelo argumento de que não é organização antiguerra... Como se guerra e direitos humanos não andassem sempre tão íntima e desgraçadamente intrincados.

Mas o mais importante serviço que a ONG Anistia Internacional jamais prestou à propaganda da política externa dos EUA aconteceu em 1991, quando a ONG emitiu um relatório sobre o andamento da Guerra do Golfo, no qual disseram que soldados iraquianos teriam arrancado bebês kuwaitianos de incubadoras. Foi mentira cerebrada pela filha do embaixador do Kuwait nos EUA, e divulgada pela empresa Hill & Knowlton de Relações Públicas, que havia sido contratada para lançar campanha de propaganda que galvanizasse o apoio da opinião pública a uma guerra dos EUA contra o Iraque.

Quando o presidente George H.W. Bush dos EUA apareceu na TV para anunciar que estavam concluindo os preparativos para iniciar a guerra ao Iraque, mostrou sua cópia do relatório da Anistia Internacional [12].

Washington promoveu o tema e as correspondentes ONGs de direitos humanos nos anos 1980s, como a bandeira a desfraldar na guerra de propaganda contra a União Soviética. Questões de direitos humanos aparecem sempre em todos os países que se recusem a submeter-se às ambições hegemônicas de Washington.

Não é perfeitamente previsível e esperável que uma organização dita de direitos humanos, com sede no ocidente, que aparentemente não viu qualquer inconveniente em indicar uma ex-funcionária do Departamento de Estado dos EUA para chefiar os seus escritórios nos EUA, tenha a função prioritária de conduzir a propaganda a favor dos EUA, de encobrimento dos crimes dos EUA, não de defesa de algum "direito humano"?

Os EUA e seus aliados seriam, segundo a narrativa preferencial – sempre amplamente apoiada e repetida pela ONG Anistia Internacional – campeões mundiais de direitos humanos, cujas agressões pelo mundo visariam os inimigos dos direitos humanos e, assim sendo, seriam sempre válidas, e até mesmo elogiáveis.

A ideia de que a política externa dos EUA seja inspirada em alguma defesa de algum direito humano, como Nasrallah mostra, é absoluto nonsense.

Descrição acurada da função instrumental que os direitos humanos desempenham na política externa dos EUA nos vem de um veterano funcionário do Departamento de Estado: "Países que cooperam conosco, ganham passe livre (em matéria de agredir direitos humanos). Os que não cooperam, são chicoteados o mais possível" [13].
A prisioneira de consciência Ana Montes, inexistente para a ONG Anistia Internacional, permanece desafiadora, apesar da década e meia de prisão, que cumpre na prisão feminina de mais alta segurança dos EUA. "A cadeia é dos últimos lugares que eu jamais escolheria para viver" – disse ela –, "mas há coisas na vida pela quais tudo vale a pena, até a cadeia" [14].

Como são pateticamente acanalhadas e covardes essas ONGs pró-imperialismo, como Anistia Internacional, comparadas à análise honesta e à coragem de Ana Montes.

Como é desprezível a colusão dessas ONGs, comparada à coragem moral de Nasrallah e dos demais incontáveis homens e mulheres que se opõem à ditadura internacional dos EUA, dos banqueiros, dos investidores bilionários, e dos fabricantes de armas. ONGs como Anistia Internacional servem a essa gente, que são proprietários delas, não, de modo algum, à defesa de algum direito humano.*****
David Rovic: "Canção para Ana Belen Montes"

NOTAS
1. "Zeinab Essa, "Sayyed Nasrallah vows from Sayyed Shudadaa Complex: We're to defeat 'Israel', US-Takfiri scheme," Alahed, October 24, 2015.
2. Montes statement, October 16, 2002, The Centre for Counter-Intelligence and Security Studies, The Ana Belen Montes Case, Latinamericanstudies.org, Studies http://www.latinamericanstudies.org/espionage/montes-articles.pdf
3. Jim Popkin, "Ana Montes did much harm spying for Cuba. Chances are, you haven't heard of her," The Washington Post Magazine, April 18, 2013.
4. John F. Burns and Ravi Somaiya, "WikiLeaks founder on the run, trailed by notoriety", The New York Times, October 23.
5. Joe Emersberger, "Debating Amnesty about Syria and Double Standards", MRZine, July 6, 2012.
6. Stephen Gowans, "2010 Amnesty International botches blame for North Korea's crumbling healthcare," what's left, July 20, 2010.
7. Emersberger.
8. Daniel Kovalick "Amnesty International and the Human Rights Industry," counterpunch.org, November 8, 2012.
9. Emersberger.
10. Francis A. Boyle and Dennis Bernstein, "Interview with Francis Boyle. Amnesty on Jenin", Covert Action Quarterly, Summer, 2002. http://cosmos.ucc.ie/cs1064/jabowen/IPSC/php/art.php?aid=4573
11. Alexander Cockburn, "How the US State Dept. Recruited Human Rights Groups to Cheer On the Bombing Raids: Those Incubator Babies, Once More?" Counterpunch, April 1-15, 1999. http://cosmos.ucc.ie/cs1064/jabowen/IPSC/articles/article0005098.html
12. Boyle and Bernstein.
13. Craig Whitlock, "Niger rapidly emerging as a key U.S. partner," The Washington Post, April 14, 2013.
14. Popkin.