terça-feira, 27 de outubro de 2015
A menina síria e o policial dinamarques
As fotos de um policial dinamarquês brincando com uma menina síria comoveu internautas de todo o mundo. O fotógrafo Claus Fisker registrava o momento em que 300 refugiados andavam pela estrada E45, a caminho da Suécia, quando flagrou a cena.
Ao "BuzzFeed News", Fisker disse que oficiais do país bloquearam as vias de acesso à Alemanha e, impedido de seguir adiante, o grupo de refugiados teve que caminhar em direção à Suécia, que oferece asilo. “O policial pegou uma aliança de casamento e brincou com a menina, escondendo o anel numa das mãos para que ela adivinhasse onde estava o objeto”, contou.
Não há quem não se sensibilize com essas fotos mostrando a menina síria que por alguns minutos esquece as tragédias sofridas em seu país e na penosa travessia, para sorrir com a brincadeira de um policial que está ali para impedir a marcha dela e de seus pais rumo à Alemanha.
Quantos milhares e milhões de fotos como estas poderiam existir na Síria, Iraque, Afeganistão, Palestina, em todos os lugares onde os malditos imperialistas e sionistas fazem guerras para gerar lucros na bolsa de valores?
Quantos milhares de crianças inocentes como esta foram assassinadas, massacradas pelas bombas despejadas na Síria, Iraque, Afeganistão, Palestina, em nome do lucro da indústria bélica das potências imperialistas? Ou dos interesses estratégicos para roubar as riquezas naturais dos povos?
Quantos milhares de náufragos no mar Mediterrâneo não foram filmados ou fotografados?
Os proprietários dos meios de comunicação deveriam ser levados a tribunais internacionais por permitir a manipulação da opinião pública mundial ao não mostrar a verdadeira tragédia humanitária mundial criada pelos governos dos EUA, Israel, França, Canadá, Inglaterra, Arábia Saudita, Catar, Turquia, entre outros.
Crianças assassinadas são seres humanos; não são simples números em estatísticas, como a imprensa nos faz crer. Cada criança tem uma família. Cada família tem outras famílias. E todos eles pagam com lágrimas e sangue as guerras criadas para gerar lucros financeiros pelos malditos vampiros sanguinários de Wall Street a serviço do sionismo e do imperialismo.
Mil vezes malditos os milionários europeus, norte-americanos e israelenses que bebem champagne e comem caviar curtido em sangue de crianças inocentes pelo mundo à fora.
José Gil
A ditadura internacional dos EUA: Os amigos dela (Anistia Internacional, ISIS, Frente al-Nusra) e Os inimigos dela (Hassan Nasrallah, Cuba, Ana Montes)
Stephen Gowans, What is left - Tradução: Vila Vudu
Nasrallah: "Política externa dos EUA é comandada pelos donos do petróleo e das empresas de armas, não por ONGs de direitos humanos."
Em discurso proferido nos subúrbios do sul de Beirute dia 23/10/2015, Sayyed Hassan Nasrallah, secretário-geral do Hezbollah, organização da Resistência com base na comunidade xiita do Líbano, fez uma descrição do imperialismo dos EUA que combina em grande medida com o que dizem anti-imperialistas da esquerda secular ocidental.
O Hezbollah foi criado no início dos anos 1980s para pôr fim à ocupação de Israel no Líbano. Com a saída de Israel em 2000 e a subsequente nova tentativa de ocupar o Líbano em 2006 impedida por combatentes do Hezbollah, essa organização da Resistência continua a ser a mais vigilante sentinela contra outras agressões que venham de Israel. Atualmente, o Hezbollah ajuda o Exército Árabe Sírio em sua luta de vida ou morte contra grupos sectários extremistas, dentre os quais o ISIS e a Frente al-Nusra. Esses grupos são desdobramentos da al-Qaeda e ameaçam existencialmente a comunidade xiita no Líbano, o que explica por que o Hezbollah decidiu envolver-se no conflito.
Abaixo (em itálicos) um resumo, que pode ser ampliado, do que disse Nasrallah [1].
Os EUA querem o Oriente Médio sob a dominação deles: dominação política, militar, de segurança, econômica e cultural.
Washington usa Israel como instrumento para promover essa agenda.
Israel depende dos EUA para sua própria existência. Se o apoio financeiro, econômico e militar que Washington dá a Telavive deixar de existir, Israel desaparecerá.
Vítimas de Israel são os palestinos e os libaneses, dois povos que sofreram ocupação e massacres das mãos de Israel.
A culpa pelos crimes de Israel, portanto, é mais de Washington, patrão de Israel, do que de Netanyahu e de seu exército de terroristas.
Assim sendo, palestinos e libaneses são as primeiras e principais vítimas do projeto norte-americano de dominação no Oriente Médio, projeto do qual Israel é instrumento.
A política externa dos EUA visa a saquear o petróleo, o gás e todas e quaisquer riquezas da região. É política comandada pelos donos do petróleo e das empresas de armas, não por ONGs de direitos humanos.
Na verdade, toda a conversa de Washington sobre direitos humanos e democracia é absolutamente sem sentido. As maiores ditaduras na região são mantidas e patrocinadas pelos EUA. Essas ditaduras violam direitos humanos e não respeitam eleições (casos de Egito, Arábia Saudita, Qatar e Bahrain – todos aliados dos EUA).
Os aliados dos EUA na região nada são além de capatazes locais comandados por um rei ou um presidente que presta contas a Washington. Decisões sobre guerra, paz, política externa e mercados são tomadas exclusivamente pelos EUA, sem consultar os tais supostos 'aliados'.
Os aspectos punitivos da política externa dos EUA visam todos e quaisquer que se recusem a submeter-se à dominação dos norte-americanos, ou seja, que se recusam a converter-se em extensões locais do governo de Washington (e, por implicação, extensões das grandes empresas de petróleo e armas que dominam o governo de Washington). País que tome decisões próprias, considerando os próprios interesses de seus próprios cidadãos é país que, para os EUA, não tem direito de existir, é inaceitável.
Por exemplo, toda a hostilidade de Washington contra o Irã pode ser rastreada até o momento em que o Irã decidiu ser país livre e independente dos EUA, que comanda e controla a própria economia e preserva a dignidade do próprio povo. O Irã rejeita a hegemonia dos EUA; assim sendo, é inaceitável para Washington.
Washington lança guerras à distância, que são combatidas por países vassalos 'procuradores' dos EUA, contra todos e quaisquer países que trabalhem para serem fortes e independentes. Atualmente, os EUA fazem guerras por procuração no Oriente Médio, contra todos e quaisquer que se recusem a submeter-se à dominação norte-americana. Atualmente, os vassalos procuradores dos EUA são jihadistas islamitas sunitas extremistas, takfiris (entre os quais incluem-se o ISIS e a Frente al-Nusra, que nasceram e prolongam a al-Qaeda, que os propagandistas nos EUA agora travestiram como rebeldes "moderados"). O verdadeiro líder e coordenador dos takfiris são os EUA, ajudados por vassalos-aliados regionais (Turquia, Arábia Saudita e Qatar).
Hoje, Washington diz-nos que se não formos escravos dos EUA, seremos sitiados e nos enviarão terroristas suicidas-bombas.
A guerra em curso hoje nada tem a ver com reformas, democracias, direitos humanos, eliminação da pobreza ou combate à ignorância; e só tem a ver, exclusivamente, com subjugar todos quantos rejeitem as ambições hegemônicas dos EUA.
Nasrallah chama Israel de "ferramenta para implementar a hegemonia dos EUA" no Oriente Médio. Faz lembrar uma observação do professor palestino Walid Khalidi: "Para muitos árabes, Israel é cabeça-de-praia do imperialismo dos EUA no Oriente Médio e sua executora" – conclusão que nada tem e não razoável, dadas as evidências.
Nasrallah descreve a política externa dos EUA como erguida sobre um modelo universalista da liderança dos EUA, que não deixa espaço algum para que outros países definam soberana e autonomamente o próprio caminho.
Há pelo menos uma pessoa próxima da política externa dos EUA que reconhece essa visão como perfeitamente acurada. Ana Montes, que, na véspera do 11/9 era a principal analista do Pentágono para assuntos de Cuba, e que denunciou a política externa dos EUA por "jamais ter respeitado o direito de Cuba de traçar o próprio caminho na direção de alcançar os próprios ideais cubanos de igualdade e justiça" [2] – comentário em tudo semelhante ao de Nasrallah, para quem Washington não admite que o Irã seja "país livre e independente" que comanda e controla a própria economia e preserva a dignidade do próprio povo; e pune países que "buscam ser independentes e fortes."
IMAGEM: Ana Montes, Prisioneira de consciência da qual você nunca ouviu falar e para cuja libertação a ONG Anistia Internacional jamais moveu uma palha.
Montes lutou sem sucesso para compreender por que Washington continuava a "ditar como os cubanos deveriam eleger os próprios governantes, quem poderia e quem não poderia governar os cubanos, e que leis seriam mais 'apropriados' para os cubanos em sua própria terra" – assim como muitos sírios devem estar lutando para compreender a insistência de Washington para que o presidente que os sírios elegeram 'saia do governo', por que os EUA tanto insistem em ditar aos sírios quem devem eleger e como devem ser eleitos e, principalmente, quem os sírios 'não podem' eleger de modo algum.
"Por que", Montes indagou, "não podemos deixar que Cuba siga a própria jornada, exatamente como os EUA vimos fazendo já há dois séculos?"
E por que Washington não pode deixar Síria e Irã viverem como prefiram?
Pela análise de Nasrallah, essa resposta é clara. Nem a Síria nem o Irã, como tampouco Cuba, podem controlar as respectivas economias, por que isso conflita com aspirações da elite oligárquica empresarial, que é quem – não os cidadãos, nem os eleitores, nem, sequer, os eleitos! – domina a política nos EUA.
Indignada ante a total ausência de "tolerância e compreensão em Washington quanto aos modos e vias que outros escolham para si", Montes fez o que lhe ordenou sua consciência e forneceu a autoridades cubanas a inteligência reunida em plataformas de escutas clandestinas que espiões norte-americanos haviam implantado em Cuba, para dificultar ainda mais o exercício legítimo da autodeterminação dos cubanos.
Por esse seu trabalho para impedir que se consumassem uma injustiça e um crime, a Dra. Montes foi condenada a quase 25 anos de prisão por espionagem. Foi chamada de "a mais importante espiã de que vocês jamais ouviram falar" [3], mas está também entre as mais importantes prisioneiras de consciência em todo o mundo, mas com a qual a Anistia Internacional nunca se preocupou.
É mais um caso da lista enorme de casos em que o imperialismo dos EUA agiu com violência, mas cuja vítima as muito falhadas e comprometidas ONGs de direitos humanos não ajudaram nem jamais ajudarão. Mais uma prática infame dessas ONGs, dentre muitas outras que se podem listar, como:
• Ter criticado Wikleaks por vazar segredos dos EUA; [4]
• Ter propagandeado, sem qualquer evidência ou prova, que o Irã teria um programa de armas nucleares; [5]
• Ter feito sumir no relatório que a ONG Anistia Internacional publicou sobre "o sistema de saúde pública em ruínas da Coreia do Norte", as sanções que os EUA impuseram e mantêm contra a Coreia do Norte – o mais amplo e longevo programa de guerra econômica jamais imposto em toda a história da humanidade. Em vez de apontar causas reais e demonstráveis, a ONG Anistia Internacional atribuiu as dificuldades que a saúde pública enfrenta na Coreia do Norte a decisões tomadas por Piongueangue – praticamente o mesmo que atribuir a morte de incontáveis crianças iraquianas durante os anos 1990s, a Saddam Hussein, não ao regime de sanções imposto pelos EUA; [6]
• Ter nomeado a funcionária do Departamento de Estado dos EUA Suzanne Nossel para o cargo de diretora executiva da Anistia Internacional EUA. Nossel apoiou a ilegal invasão dos EUA ao Iraque, além de também ter apoiado opção militar para coagir o Irã a desistir de seu pleno direito, nos termos da lei internacional, de processar urânio para finalidades pacíficas; [7]
• Ter sempre limitado suas 'denúncias' e 'diagnósticos', no caso de agressões militares cometidas pelos EUA, à questão de se as agressões 'respeitaram' regras da guerra, nunca de se configuraram violação da lei internacional [8].
A ONG Anistia Internacional prioriza o conceito de jus in bello (justiça dos atos, pelos critérios da guerra), e jamais considera ou reconhece o conceito de jus ad bellum (justiça das causas da guerra). Com essa estratégia-golpe, a ONG livra-se de ter de denunciar todos os mais terríveis crimes cometidos por EUA e aliados, porque as guerras de Washington e de seus subalternos quase invariavelmente agridem todas as linhas e alíneas de qualquer padrão de jus ad bellum;
• Ter 'exigido' embargo internacional de armas para o governo sírio, mas não para os terroristas aliados dos EUA, que continuam a receber armas dos EUA e aliados, dentro os quais a Arábia Saudita, abominação universal em matéria de direitos humanos. [9]
Apesar de a Anistia Internacional ter criticado o dossiê de atentados contra direitos humanos na África do Sul do apartheid, foi a única ONG, dentre todas as organizações de direitos humanos que jamais denunciou o próprio apartheid. [10] A ONG também se recusou a condenar o bombardeio pela OTAN, em 1999, contra a Iugoslávia [11], apesar de ter sido ato de predação imperial, que renegou todos os direitos de muitos iugoslavos inocentes à vida, à segurança da pessoa e ao trabalho.
A Anistia Internacional costuma 'justificar' sua omissão pelo argumento de que não é organização antiguerra... Como se guerra e direitos humanos não andassem sempre tão íntima e desgraçadamente intrincados.
Mas o mais importante serviço que a ONG Anistia Internacional jamais prestou à propaganda da política externa dos EUA aconteceu em 1991, quando a ONG emitiu um relatório sobre o andamento da Guerra do Golfo, no qual disseram que soldados iraquianos teriam arrancado bebês kuwaitianos de incubadoras. Foi mentira cerebrada pela filha do embaixador do Kuwait nos EUA, e divulgada pela empresa Hill & Knowlton de Relações Públicas, que havia sido contratada para lançar campanha de propaganda que galvanizasse o apoio da opinião pública a uma guerra dos EUA contra o Iraque.
Quando o presidente George H.W. Bush dos EUA apareceu na TV para anunciar que estavam concluindo os preparativos para iniciar a guerra ao Iraque, mostrou sua cópia do relatório da Anistia Internacional [12].
Washington promoveu o tema e as correspondentes ONGs de direitos humanos nos anos 1980s, como a bandeira a desfraldar na guerra de propaganda contra a União Soviética. Questões de direitos humanos aparecem sempre em todos os países que se recusem a submeter-se às ambições hegemônicas de Washington.
Não é perfeitamente previsível e esperável que uma organização dita de direitos humanos, com sede no ocidente, que aparentemente não viu qualquer inconveniente em indicar uma ex-funcionária do Departamento de Estado dos EUA para chefiar os seus escritórios nos EUA, tenha a função prioritária de conduzir a propaganda a favor dos EUA, de encobrimento dos crimes dos EUA, não de defesa de algum "direito humano"?
Os EUA e seus aliados seriam, segundo a narrativa preferencial – sempre amplamente apoiada e repetida pela ONG Anistia Internacional – campeões mundiais de direitos humanos, cujas agressões pelo mundo visariam os inimigos dos direitos humanos e, assim sendo, seriam sempre válidas, e até mesmo elogiáveis.
A ideia de que a política externa dos EUA seja inspirada em alguma defesa de algum direito humano, como Nasrallah mostra, é absoluto nonsense.
Descrição acurada da função instrumental que os direitos humanos desempenham na política externa dos EUA nos vem de um veterano funcionário do Departamento de Estado: "Países que cooperam conosco, ganham passe livre (em matéria de agredir direitos humanos). Os que não cooperam, são chicoteados o mais possível" [13].
A prisioneira de consciência Ana Montes, inexistente para a ONG Anistia Internacional, permanece desafiadora, apesar da década e meia de prisão, que cumpre na prisão feminina de mais alta segurança dos EUA. "A cadeia é dos últimos lugares que eu jamais escolheria para viver" – disse ela –, "mas há coisas na vida pela quais tudo vale a pena, até a cadeia" [14].
Como são pateticamente acanalhadas e covardes essas ONGs pró-imperialismo, como Anistia Internacional, comparadas à análise honesta e à coragem de Ana Montes.
Como é desprezível a colusão dessas ONGs, comparada à coragem moral de Nasrallah e dos demais incontáveis homens e mulheres que se opõem à ditadura internacional dos EUA, dos banqueiros, dos investidores bilionários, e dos fabricantes de armas. ONGs como Anistia Internacional servem a essa gente, que são proprietários delas, não, de modo algum, à defesa de algum direito humano.*****
David Rovic: "Canção para Ana Belen Montes"
NOTAS
1. "Zeinab Essa, "Sayyed Nasrallah vows from Sayyed Shudadaa Complex: We're to defeat 'Israel', US-Takfiri scheme," Alahed, October 24, 2015.
2. Montes statement, October 16, 2002, The Centre for Counter-Intelligence and Security Studies, The Ana Belen Montes Case, Latinamericanstudies.org, Studies http://www.latinamericanstudies.org/espionage/montes-articles.pdf
3. Jim Popkin, "Ana Montes did much harm spying for Cuba. Chances are, you haven't heard of her," The Washington Post Magazine, April 18, 2013.
4. John F. Burns and Ravi Somaiya, "WikiLeaks founder on the run, trailed by notoriety", The New York Times, October 23.
5. Joe Emersberger, "Debating Amnesty about Syria and Double Standards", MRZine, July 6, 2012.
6. Stephen Gowans, "2010 Amnesty International botches blame for North Korea's crumbling healthcare," what's left, July 20, 2010.
7. Emersberger.
8. Daniel Kovalick "Amnesty International and the Human Rights Industry," counterpunch.org, November 8, 2012.
9. Emersberger.
10. Francis A. Boyle and Dennis Bernstein, "Interview with Francis Boyle. Amnesty on Jenin", Covert Action Quarterly, Summer, 2002. http://cosmos.ucc.ie/cs1064/jabowen/IPSC/php/art.php?aid=4573
11. Alexander Cockburn, "How the US State Dept. Recruited Human Rights Groups to Cheer On the Bombing Raids: Those Incubator Babies, Once More?" Counterpunch, April 1-15, 1999. http://cosmos.ucc.ie/cs1064/jabowen/IPSC/articles/article0005098.html
12. Boyle and Bernstein.
13. Craig Whitlock, "Niger rapidly emerging as a key U.S. partner," The Washington Post, April 14, 2013.
14. Popkin.
Silencioso golpe de estado em Lisboa
Jacques Sapir, Russeurope, Hipothèses - Tradução: Vila Vudu
Portugal é vítima, nos últimos dias, de um silencioso golpe de estado organizado pelos dirigentes portugueses pró-Europa [1]. É evento especialmente grave. Acontece quando ainda está fresco na memória o golpe de força bem-sucedido contra o governo grego, pela combinação de pressões políticas vindas do Eurogrupo e pressões econômicas (e financeiras) vindas do Banco Central Europeu. E confirma a natureza profundamente antidemocrática, não só da zona-euro, mas também, e muito se deve lamentar, da União Europeia.
O resultado das eleições portuguesas
Muito se disse na França especialmente, na mídia, que a coalizão de direita saíra vitoriosa nas últimas eleições legislativas em Portugal. É mentira. Os partidos de direita, comandados pelo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho não tiveram mais de 38,5% dos votos e perderam 28 assentos no Parlamento. A maioria dos eleitores portugueses votou CONTRA as primeiras medidas de arrocho [orig. "austérité"], de fato, 50,7%. Eles eleitores votaram em candidatos da esquerda moderada , mas também do Partido Comunista Português e de outras formações da esquerda radical. De fato, o Partido Socialista Português tem 85 cadeiras, o Bloco de Esquerda (esquerda radical) 19, e o Partido Comunista Português 17. De 230 cadeiras/votos do Parlamento, as forças anti-arrocho têm 121; a maioria absoluta é de 116 [2].
Poder-se-ia pensar num acordo entre os partidos da direita e o Partido Socialista. Mas esse acordo nunca seria possível sem a rediscussão de parte do programa de arrocho [orig. "austérité"] que resultou do acordo entre o governo português e as instituições europeias. E rediscussão que não deixaria de evocar a situação da Grécia...
Os socialistas e o "Bloco de Esquerda" disseram claramente que aquele acorde teria de ser revisto. Foi o que motivou o presidente Cavaco Silva a rejeitar o projeto de governo apresentado pela Esquerda. Mas os considerandos da declaração de Cavaco Silva vão ainda mais longe. Disse que"Considerados todos os sacrifícios importantes feitos no quadro de um importante acordo financeiro, é meu dever, e no exercício de minhas prerrogativas constitucionais, fazer todo o meu possível para impedir que se enviem falsos sinais para as instituições financeiras e os investidores internacionais [3]."
Essa declaração é, afinal, o verdadeiro problema. Que Cavaco Silva pense que governo da esquerda unida possa levar a um enfrentamento com o Eurogrupo e a União Europeia, é direito dele pensar o que bem queira, e é até bastante provável que seja como ele diz. Mas numa república parlamentarista como é Portugal hoje, o presidente não tem absolutamente qualquer 'dever' ou poder de interpretar intenções futuras, para opor-se à vontade dos eleitores.
Se uma coalizão de esquerda e de extrema esquerda tem maioria no Parlamento e se apresenta – como nesse caso – um programa de governo, a lei manda que a maioria forme o novo governo. Qualquer outra decisão aproxima-se de ato inconstitucional, e pode configurar golpe de Estado.
Situação econômica de Portugal
O golpe de Cavaco Silva surge quando a situação econômica de Portugal, quase sempre apresentada pelos jornais e jornalistas e 'especialistas' de televisão como caso de "sucesso" das políticas de arrocho [orig. "austérité"], continua extremamente precária. O déficit no orçamento ultrapassou 7% em 2014 e teria de estar naquele ano bem abaixo de 3%. A dívida pública já ultrapassa 127% do PIB. E se a economia conhece outra vez algum crescimento, ela se mantém, em 2015, no nível de 2014. O país foi empurrado dez anos para trás por conta das políticas de arrocho, com golpe social (desemprego) extremamente forte.
De fato, as "reformas" impostas como contrapartida do plano de ajuda para financiar a dívida e os bancos não resolveram o problema principal do país. Esse problema é a baixa produtividade do trabalho. A produtividade do trabalho é muito baixa em Portugal, e isso por várias razões, mão de obra pouco ou mal formada e investimento produtivo muito insuficiente. Portugal pôde acomodar-se a essa baixa produtividade nos anos 1980s e 1990s porque podia deixar que a moeda se desvalorizasse. Depois de 1999 e da entrada no euro, isso passou a ser impossível. Não surpreende, portanto, que a produção esteja estagnada.
Os sucessivos planos de arrocho [orig. "austérité"] postos em ação têm o objetivo de achatar os salários (em valor), sejam os salários diretos sejam os indiretos. Mas esse achatamento só beneficia as exportações, porque ao mesmo tempo deprime o consumo interno [4]. No caso em que uma depreciação da moeda deixaria inalterado o consumo interno, é preciso que os ganhos na exportação realizados graças aos planos de arrocho compensem as perdas no consumo interno. Por isso os planos de arrocho SEMPRE serão menos eficazes que uma desvalorização da moeda, e Patrick Artus pode acrescentar, em nota datada de 2012: "O ajuste pela taxa de câmbio dá resultados rápidos; vimos taxas mais altas nos casos de Espanha e Itália em 1992-1993 com rápido desaparecimento do déficit externo e aumento limitado no tempo de desemprego. Vê-se também nos diferentes ajustes dos países emergentes: Coreia e Tailândia em 1997, Brasil em 1998" [5].
A responsabilidade do euro na situação econômica de Portugal é inegável. Mas a responsabilidade das autoridades europeias no caos econômico e político que pode estar a caminho é também indiscutível.
Lições a aprender
Fala-se com frequência de um habituar-se ao desastre, de um cansaço de sofrer que levaria os povos a abandonar-se ao pior. De fato, nada disso se vê na atual situação. Os portugueses tentaram aplicar métodos inspirados pelo Eurogrupo e Comissão Europeia, e hoje são obrigados a constatar que esses métodos não dão os resultados prometidos. O voto nas eleições legislativas é o resultado desse processo. Mas dirigentes enfeudados no exterior, quer dizer, nas instituições europeias, decidiram não levar em conta os votos.
O que hoje se passa em Lisboa é tão grave, mesmo que pareça menos espetacular, que o que se viu acontecer na Grécia.
A natureza profundamente antidemocrática do Eurogrupo e da União Europeia afirma-se ainda mais uma vez, e confirma-se. Só cego não vê. E esse segundo evento poderia bem ser a gota d'água. Mas, para que seja, é imperativo que todas as forças decididas a lutar contra o euro encontrem formas de coordenarem suas ações. É preciso também não esquecer o que La Boétie escreveu no Discours de la servitude volontaire[1] publicado em 1574 [6]: "os tiranos só nos parecem grandes porque estamos ajoelhados" [7]. Poder-se-ia retomar essa fórmula, que nos parece tão contemporânea e formulá-la assim: "as instituições europeias só parecem grandes porque (os soberanistas) estamos divididos".
Mais que nunca, põe-se ante nós a questão da coordenação de diferentes forças soberanistas. Essa coordenação não implica, de modo algum, que seja pequena a força a que essas forças se opõem, nem que poderia ser suspensa entre parênteses. É sempre a lógica das "Frentes" como a "Frente Unida Anti-Japão" feita na China pelo Partido Comunista Chinês e o Guomindang, que não são alianças no senso estrito do termo, mas permitem marchar separadamente e atacar juntos. Mas a realidade, por desagradável que pareça a alguns, é que, se não formos capazes de nos coordenar, um poder, na realidade minoritário, poderá continuar a exercer sua tirania. E de golpe de estado em golpe de estado, instaurar um regime permanente de golpe de estado.
NOTAS
[1] Evans-Pritchard A. "Eurozone crosses Rubicon as Portugal’s anti-euro Left banned from power", The Telegraph, 23/10/2015 [traduzido no Blog do Alok].
[2] Reuters, "LEAD 2-La gauche portugaise travaille à la formation d’un gouvernement " 12/10/2015,
[3] Evans-Pritchard A. "Eurozone crosses Rubicon as Portugal’s anti-euro Left banned from power", op.cit..
[4] Blanchard O. et D. Leigh, Growth Forecast Errors and Fiscal Multipliers, FMI Working Paper WP/13/1, Washington DC, janvier 2013.
[5] Artus P., "Dévaluer en cas de besoin avait beaucoup d’avantages ", Flash-Economie, Natixis, n°365, 29 mai 2012, p. 6.
[6] La Boétie E., Discours de la servitude volontaire, Paris, Mille et une nuits, 1997.
[7] Essa frase conheceu grande sucesso às vésperas de 1789, mas noutra forma: "Os grandes só parecem grandes porque andam montados nas nossas costas; sacudâmo-los de cima de nós, rastejarão pelo chão."
[1] Etienne De La Boétie. [1574] Discurso da Servidão Voluntária. Tradução: Laymert Garcia dos Santos. Comentários: Claude Lefort, Pierre Clastres e Marilena Chauí. São Paulo: Editora Brasiliense, 1982 [NTs].
Mulher saudita receberá 200 chibatadas por ter sido estuprada
Uma mulher que foi violentamente estuprada na Arábia Saudita, foi condenado a 200 chicotadas e seis meses de prisão após ser considerada culpada de indecência e falar com a imprensa.
A mulher, de 19 anos, estava em um carro com uma amiga estudante quando dois homens entraram no veículo e as levaram para uma área isolada. Ela diz que foi estuprada por sete homens, três dos quais também atacaram sua amiga.
A mulher muçulmana xiita foi inicialmente sentenciada a 90 chibatadas após ser condenada por violar as normas religiosas do reino sobre a separação entre os sexos.
Abdul Rahman Al-Lahem, que defendeu a mulher, procurou a mídia após as sentenças terem sido estabelecidas. O tribunal desde então o proibiu de continuar a defender a mulher, confiscando sua licença e convocando-o para uma audiência disciplinar no presente mês.
A Arábia Saudita defendeu a decisão controversa de punir a vítima, dizendo que ela errara ao estar fora de casa sem um membro da família homem, o que foi recebido com um clamor internacional.
Síria: guerra midiática contra a Rússia continua
As declarações de entidades oficiais dos EUA e da França sobre a ameaça que alegadamente os ataques da Força Aérea russa na Síria representam são parte da campanha midiática contra o país, declarou a representante da chancelaria da Rússia.
As declarações foram feitas pela representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, nesta terça-feira, 27, ao canal de TV russo Rossiya 24.
Zakharova recordou as declarações do ministro da Defesa francês, Jean-Yves Le Drian, sobre o fato de alegadamente Moscou realizar ataques aéreos na Síria não contra posições do Estado Islâmico, mas contra outros grupos.
“Acontece que foi endereçado exatamente a essa pessoa [Le Drian] o pedido do lado russo para indicar os locais nos quais, na opinião ocidental, se encontram os membros do Estado Islâmico que devem ser bombardeados. Nós não recebermos resposta a esta questão. Mas regularmente, durante coletivas e por via da mídia, ouvimos dizer que fizemos algo errado.”
A representante oficial comentou ainda as declarações do ex-premiê da Grã-Bretanha Tony Blair sobre a influência das ações da coalizão internacional no Iraque em 2003 no surgimento do grupo terrorista Estado Islâmico. Segundo Zakharova, as suas palavras são uma medida forçada e não a voz da consciência.
“Pelo que compreendo, as declarações foram feitas após a publicação de matérias por uma série de sites, que não deixaram dúvidas sobre o papel que o governo britânico desempenhou no momento de tomada de decisões sobre o Iraque, governo que na altura incluía o senhor Blair. Por isso, acho que as discussões e o fato que “os esqueletos terem sido tirados do armário” são uma medida forçada e não a voz da consciência, não um desejo de analisar realmente a situação atual.”
Além disso, segundo sublinhou Zakharova, Moscou não interrompeu o trabalho de criação de condições para o começo de diálogo entre o governo sírio e a oposição, mesmo que forças externas nada façam para ajudar o processo.
“Tudo isso são elementos da campanha de informação: “submarinos” que cortarão os cabos em caso de qualquer ameaça, se atingirmos alvos errados, matarmos civis, etc.”
Segundo Maria Zakharova declarou mais cedo, a Rússia enfrentou uma agressão informática sem precedentes após o início da operação que iniciou em 30 de setembro, por enviar um regimento da sua Força Aérea para a Síria, respondendo ao pedido de Damasco de ajuda russa no combate aos terroristas do Estado Islâmico. O envio, proposto pelo presidente russo, Vladimir Putin, foi aprovado pelo Conselho da Federação (câmara alta do parlamento russo).
Durante a sua ação na Síria, a aviação russa já destruiu várias bases, centros de comando e campos de treinamento do Estado Islâmico.
Sputniknews
Netanyahu ve necesario “controlar todo el territorio” palestino en futuro cercano
El primer ministro israelí, Benyamin Netanyahu, aseguró que jamás permitirá la formación de un Estado palestino independiente y exhortó a la necesidad de ocupar todo el territorio palestino.
"En este momento es necesario controlar todo el territorio durante un futuro inmediato", precisó el premier durante su intervención la noche del lunes en una sesión de la knesset (parlamento israelí).
Con estas declaraciones Netanyahu alegó cumplir con su promesa electoral hecha en marzo, cuando aseguró que si es reelegido no permitirá la creación de un Estado palestino.
En respuesta a los partidos de izquierda que lo culpan de la inseguridad en los territorios ocupados debido a su rechazo a una solución de dos Estados, Netanyahu se preguntó: "¿Crees que hay una varita mágica aquí?, pero no estoy de acuerdo", les dijo: "me preguntan si vamos a vivir para siempre con la espada, sí".
Olvidando las principales razones del fracaso de las conversaciones de paz con los palestinos, entre ellas la construcción de asentamientos ilegales israelíes en las tierras palestinas, el premier acusó a la parte palestina de bloquear el proceso por su negativa a reconocer el derecho a existir de Israel.
En otro orden de cosas, reconoció la existencia de un plan para revocar residencia a 100 mil palestinos de los más de 370.000 que viven en el término municipal de Al-Quds (Jerusalén), y explicó que si no ha habido avances en este sentido se debe a retrasos en el ministerio de asuntos legales.
"Necesitamos examinar la posibilidad de cancelar su residencia. Debe haber una discusión acerca de esto", agregó. En la zona indicada por el primer ministro israelí se encuentran el campamento de refugiados de Shuafat y el barrio de Kafr Aqab.
El Gobierno de Estados Unidos afirmó el lunes que "sería una preocupación" si Israel cancelara estos permisos de residencia. "Si eso fuera cierto, sería una preocupación para nosotros", dijo el portavoz del Departamento de Estado, John Kirby, sin hacer más comentarios al respecto.
Desde su creación de facto en 1948, el régimen israelí ha violado los derechos de los palestinos aplicando políticas racistas y punitivas contra ellos, con el fin de expulsarlos de sus tierras.
Una excavadora israelí demuele una casa palestina en Cisjordania.
Los esfuerzos del régimen de Tel Aviv para judaizar los territorios ocupados palestinos aumentan cada vez más, pese a las advertencias de la comunidad internacional. La demolición sistemática de casas palestinas y la construcción de asentamientos ilegales para albergar a colonos son dos medidas habituales de Israel para expulsar a los palestinos de su tierra.
Actualmente, los territorios ocupados palestinos viven una situación de máxima tensión a raíz de los ataques de militares israelíes y de la profanación de la Mezquita Al-Aqsa en Al-Quds por colonos y fuerzas del régimen de Tel Aviv.
Hasta el momento, al menos 61 palestinos han muerto y otros 7100 han resultado heridos en lo que va del mes (octubre de 2015) a manos de efectivos israelíes.
ftm/rha/mrk - HispanTv
EEUU despide a responsable del plan de entrenamiento de los ‘rebeldes’ sirios
Ejercicio militar del “Primer Batallón” del autodenominado Ejército Libre Sirio en la ciudad norteña de Alepo, 10 junio de 2015.
Tras el fracaso del costoso programa de entrenamiento de los llamados “rebeldes” sirios, EE.UU. ha decidido despedir al general Michael K. Nagata, responsable de la ejecución de la misión.
Gracias al programa de “entrenamiento y equipamiento” de la llamada oposición moderada en Siria, Washington había alegado que tiene como meta capacitar a los “rebeldes” sirios durante un período de tres años en la lucha contra el grupo terrorista EIIL (Daesh, en árabe), informaron el lunes los medios de comunicación.
El Congreso estadounidense en diciembre de 2014, asignó 500 millones de dólares para entrenar a 5400 "combatientes sirios moderados" y enviarlos al campo de batalla contra EIIL.
No obstante, a pesar de las altas expectativas el plan falló después de que menos de 60 en lugar de 15.000 combatientes (según planeaba EE.UU.) recibieran la capacitación planificada e incluso de esta cantidad sólo cuatro o cinco entrarán en combates con los terroristas.
Parte de los hombres armados fueron asesinados o bien, desaparecidos o capturados por grupos extremistas como el Frente Al-Nusra y la mayoría de ellos junto con sus municiones y equipamientos militares se sumaron a las filas de las bandas terroristas como EIIL.
El general Michael K. Nagata.
De acuerdo con informes, los rebeldes, que buscan el derrocamiento del Gobierno de Damasco, estaban mal preparados para un ataque terrorista y tenían mala información de inteligencia sobre sus enemigos.
Tras el fracaso del plan, se espera que Nagata asumiera un puesto de alto nivel en una unidad de lucha contra el terrorismo. Sin embargo, no está claro si esta medida ayudaría o no a la lucha contra el terrorismo que azota a algunos Estados de Oriente Medio, entre otras regiones.
Aunque el pasado 9 de octubre, el Pentágono anunció el cierre del proyecto de entrenamiento a los "rebeldes moderados" por constatar que no ha logrado producir ningún tipo de fuerzas de combate en el terreno, el portavoz del Departamento de Estado de EE.UU., John Kirby, aseguró que Washington continuará equipándolos.
Siria que ha denunciado en reiteradas veces el doble rasero de Washington en cuanto al terrorismo, cree que no existe la oposición moderada en su suelo, sino que se trata de una mera excusa de Occidente, con EE.UU. a la cabeza, para armar a grupos terroristas en el país árabe.
El domingo, el embajador sirio ante las Naciones Unidas, Bashar al-Yafari, cuestionó el hecho de que EE.UU. y sus aliados apoyen a ciertos grupos terroristas en Siria, calificándolos de “moderados” y cuestionó: ¿Por qué EEUU no acepta tener oposición armada ‘moderada’?
La revista estadounidense Foreign Policy ha llegado a denunciar en un artículo que los elementos formados en los centros de entrenamiento establecidos por Estados Unidos no han representado nunca una amenaza para el grupo terrorista EIIL.
ftm/rha/mrk - HispanTv
Obama considera propuesta para desplegar fuerzas especiales en Siria
El presidente de Estados Unidos, Barack Obama (dcha.), junto al secretario de Defensa Ashton Carter (centro) y al general Joseph Dunford, del Cuerpo de Marines, en la Casa Blanca, Washington D.C. 15 de octubre de 2015.
El presidente de EE.UU., Barack Obama, considera nuevas propuestas y estrategias de lucha contra el grupo terrorista del EIIL en Irak y Siria, entre ellas, un acercamiento de las tropas a la primera línea de batalla.
Según informes, los asesores de seguridad nacional de más alto nivel han propuesto medidas a Obama para mover las tropas más cerca del frente de la batalla en Irak y Siria, países en los que opera la llamada coalición anti-EIIL, encabezada por EE.UU.
Estas propuestas –hechas a petición de Obama– reflejan la preocupación del presidente y de sus principales asesores por el estancamiento de la lucha contra el grupo terrorista EIIL (Daesh, en árabe), indicó el lunes el diario estadounidense The Washington Post.
Una de estas nuevas medidas, propone posicionar por primera vez a un número limitado de fuerzas de operaciones especiales en suelo sirio y colocar a los asesores estadounidenses más cerca de los combates en Irak, según dicen oficiales en condición de anonimato citados por el mencionado diario.
Las estrategias surgieron tras las discusiones de las últimas semanas entre los comandantes de campo militares y más altos asesores de seguridad nacional del presidente, incluyendo el secretario de Defensa Ashton Carter, y el secretario de Estado, John Kerry.
Un bombardeo de los aviones de guerra de la llamada coalición contra Daesh, liderada por Washington, en Siria.
Aunque el debate sobre este tema aún no ha terminado, se prevé que Obama decida aprobar o no estas nuevas estrategias la próxima semana. A pesar de que los oficiales no aclararon el número de tropas adicionales que supondría implementar estos cambios, sí que sería una importante escalada de las operaciones de Washington en ambos países árabes.
Los funcionarios han advertido que este nuevo procedimiento tendría el potencial para poner a EE.UU. en conflicto directo con el Gobierno sirio.
La proposición de estas medidas, surge mientras que el secretario de Defensa, presiona a las Fuerzas Militares a que ofrezcan nuevas opciones para una mayor participación militar en Irak, Siria y Afganistán.
La operación que inició Rusia a finales de septiembre en Siria contra las posiciones de los takfiríes, ha obligado a EE.UU. a revisar sus estrategias sobre su lucha contra Daesh.
Pese a que estas operaciones no son de agrado para Washington, un general estadounidense calificó recientemente de "efectivos" los ataques aéreos rusos en Siria.
snr/rha/mrk - HispanTv
Cientos de miles de sirios regresan a su país tras el inicio del operativo aéreo ruso
Jóvenes sirios jugando el futbolín frente a un edificio derrumbado en Alepo / Reuters / Abdalrhman Ismail
Cerca de 800.000 refugiados han regresado a Siria desde que Rusia comenzara los ataques aéreos contra las posiciones del Estados Islámico y otros grupos terroristas en suelo sirio. El gran muftí sirio, Ahmad Badreddin Hassoun, ha revelado esta cifra con una delegación parlamentaria rusa durante una reciente visita a Damasco.
Según indicó a la agencia Interfax el diputado Serguéi Gavrílov, que formaba parte de la delegación parlamentaria rusa, el líder espiritual de los musulmanes sirios le agradeció cordialmente a Rusia su participación en la lucha contra los terroristas. El regreso en masa comenzó, según el muftí, después del 30 de septiembre, fecha de inicio del operativo aéreo ruso.
La delegación que acaba de visitar Siria estaba formada por el comunista Gavrílov, cabeza del Comité para Asuntos de Propiedad, el representante del mismo grupo parlamentario y el senador Dmitri Steblin. Su conversación con Hasún estuvo dedicada al diálogo espiritual entre Moscú y Damasco, la extensión de la ayuda humanitaria y la lucha contra el extremismo. Abordaron también la posibilidad de que los huérfanos que deja la guerra en Siria pasen sus períodos vacacionales en Rusia.
Según revelaron entrevistas a los residentes de la gobernación de Alepo recogidas recientemente por la agencia AP, la población siria vincula al operativo ruso la esperanza de que la paz vuelva al país. "Espero que con la ayuda de los pilotos rusos nuestras tropas avancen y derroten a los terroristas; así podremos regresar a nuestras casas", afirmó un refugiado a los reporteros.
Las Fuerzas Aeroespaciales rusas han realizado un total de 870 ataques aéreos contra las posiciones de la insurgencia extremista, eliminado centenares de combatientes y destruido decenas de centros de mando y depósitos de municiones utilizados por el Estado Islámico y otros grupos terroristas.
Actualidad RT
Pekín: El buque de guerra de EE.UU. en nuestras aguas es una "amenaza a la soberanía de China"
Destructor estadounidense USS Lassen en aguas del océano Pacífico. / Reuters / CPO John Hageman
Pekín ha tildado de "amenaza a la soberanía de China" el hecho de que el destructor USS Lassen de la Armada de EE.UU. pasara a 22 kilómetros de las islas artificiales construidas por Pekín en las disputadas aguas del mar de la China Meridional.
El USS Lassen "entró ilegalmente" en las aguas cercanas a las islas, ha afirmado el portavoz de la Cancillería china Lu Kang en un comunicado, "sin recibir permiso del Gobierno chino", informa Hong Kong Free Press.
"China se opone firmemente a cualquier país que utilice la libertad de navegación y sobrevuelo como pretexto para dañar a la soberanía nacional e intereses de seguridad de China", ha agregado Lu.
Previamente, Reuters, citando a funcionarios del Departamento de Defensa de EE.UU., informó de que el buque de guerra permanecerá a unos 22 kilómetros de los arrecifes de Subi y Mischief, que forman parte de las disputadas islas Spratly.
Además, Reuters afirmó que la embarcación estaba acompañada por un avión de reconocimiento Boeing P-8A.
Pekín mantiene discrepancias territoriales en el mar de la China Meridional con países aliados de Washington como Brunéi, Malasia, Taiwán, Vietnam y las Filipinas.
Actualidad RT
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
La Hilária mente, mente, mente descaradamente
Micah J Zenko, 23/10/2015, pelo Facebook - Tradução: Vila Vudu
Na undécima hora da audiência do dia 22 da Comissão Especial da Câmara de Representantes dos EUA sobre Benghazi, a ex-secretária Hillary Clinton disse algo que não chamou a atenção nem dos membros da Comissão nem da mídia-empresa.
O Representante Peter Roskam (R-IL) perguntou a Hillary: "Será essa a Doutrina Clinton?", a propósito de um vídeo em que se lia "Fomos, vimos, ele morreu" [em que Hillary comemorava o assassinato do presidente da Líbia Muammar al-Gaddafi].
Ela respondeu: "Não. Foi expressão de alívio, porque a missão militar que cabia à OTAN e a outros dos nossos parceiros havia alcançado o objetivo."
O que hoje já ninguém lembra é que a mudança de regime NUNCA FOI objetivo da missão militar de intervenção na Líbia em março de 2011. O que o presidente Barack Obama disse (atfp.co/1kyBt2i) em discurso à nação dia 28/3/2011 foi outra coisa: "A tarefa que determinei às nossas forças [é] proteger o povo líbio de perigo imediato, e estabelecer uma zona aérea de exclusão" – e Obama acrescentou explicitamente: "Ampliar nossa missão militar para incluir mudança de regime teria sido um erro."
Se aquela Comissão Especial sobre Benghazi estivesse realmente interessada em conduzir audiência ampla sobre a política do governo Obama para a Líbia, algum membro daquela comissão teria pressionado Hillary para que explicasse por que os objetivos dos EUA mudaram tanto, em relação ao que o presidente disse que determinara (de "proteger civis", para "assassinar Gaddafi".
E fica-se sem saber (i) o que, diabos Obama determinou MESMO; (ii) quem, conforme o caso, desobedeceu determinação do presidente; e (iii) se mudança de regime SEMPRE foi o objetivo da política de Obama-Clinton desde o início... por que o presidente Obama disse o que disse aos norte-americanos?
Mas infelizmente, essa não foi a linha das perguntas na audiência do dia 22, nem jamais será em outras sessões daquela Comissão. [Verdade é que, em-matéria-de-mudanças-de regime-pelo-mundo-quantas-mais-melhor, NÃO HÁ NENHUMA DIFERENÇA entre Obama, Bush-Dábliu & Bush-Jeb, Hilária & Hilário Clinton & Victoria Nuland & todas as respectivas canalhas adjuntas (NTs).]
Jornalista sério não deixaria de pergunta a Hillary sobre essa discrepância. Afinal, ela continuará a discursar à nação, em campanha ou depois, se for eleita, sobre, precisamente, os tais 'objetivos' das guerras que os EUA fazem pelo mundo.****What is now totally forgotten is that regime change WAS NOT the intended military mission of the Libya intervention in March 2011. As President Barack Obama stated (atfp.co/1kyBt2i) in a speech to the nation on March 28, 2011, "The task that I assigned our forces [is] to protect the Libyan people from immediate danger, and to establish a no-fly zone," adding explicitly, "Broadening our military mission to include regime change would be a mistake."
If the Select Committee on Benghazi had been interested in conducting an actual oversight hearing of the Obama administration’s policy toward Libya, a committee member could have pressed Clinton to explain why U.S. objectives shifted so markedly from protecting civilians to killing Qaddafi. Or, if regime change was the intended policy objective from the very beginning, why didn’t President Obama say so to the American public? Unfortunately, such a line of questioning was not pursued yesterday, nor will it be in other committee hearings. A journalist should ask Clinton about this discrepancy, since she would be making similar speeches to the nation about America's war aims.
WikiLeaks revela nuevos correos electrónicos del director de la CIA
En uno de los documentos publicados hoy por WikiLeaks hay contactos telefónicos, correos electrónicos, lugares de trabajo e información sobre un "grupo no identificado" formado por 22 personas, entre ellas el secretario de Seguridad Nacional Jeh Johnson.
Entre las personas en la lista figuran Louisa Terrell de la corporación Yahoo! Inc.; Judith Miscik del banco Lehman Brothers, además de cuatro senadores estadounidenses: Andrew Johnson y Eric Pelofsky miembros ambos del Comité Selecto sobre la Inteligencia; Edward Levine del Comité para Relaciones Internacionales y Adam Cohn.
Además, en la lista aparece el nombre de la congresista Caryn Wagner del Comité Especial Permanente de Inteligencia en la Cámara Baja del Congreso. También figuran en la lista datos sobre el propio director de la CIA John Brennan.
El segundo documento es el perfil de Donovan J. Leighton, quién ejerció el cargo de gerente del Programa para la Península Arábiga de la División contra el terrorismo del FBI.
Se trata de la tercera publicación de los documentos que WikiLeaks obtuvo del correo electrónico privado del actual director de la CIA John Brennan.
Brennan trabajó para la CIA entre 1980 y 2005 antes de que emprendiera su propia empresa privada de inteligencia y análisis. De acuerdo con WikiLeaks en 2008 Brennan hizo una donación para la campaña electoral del entonces candidato a la presidencia Barack Obama.Tras ganar las elecciones, Obama designó a Brennan asistente del presidente para la Seguridad Nacional y Contraterrorismo y en 2013 director de la CIA.
Actualidad RT
Euskal Herria: Alejan al preso enfermo Ibon Iparragirre y sus familiares desconocen su paradero
Resumen Latinoamericano / Naiz - El preso gravemente enfermo Ibon Iparragirre ha sido trasladado de prisión y sus familiares desconocen su paradero actual. En un primer momento habría sido llevado a Burgos, pero también ha sido trasladado desde allí por lo que sus allegados creen que a esta hora sigue de conducción (traslado de prisión).
El preso gravemente enfermo de Ondarroa Ibon Iparragirre ha sido trasladado y su familia desconoce a esta hora su paradero. La madre y una prima del preso han acudido esta mañana de visita a la prisión de Zaballa, allí les han informado que no se encontraba en la cárcel alavesa y que había sido trasladado a Burgos. Según informan allegados del preso a NAIZ, al acudir a la prisión burgalesa les han informado que tampoco se encontraba allí. A esta hora, los allegados desconocen el paradero del preso vasco y podría encontrarse de conducción (traslado de prisión). Este hecho supondría que Iparragirre estará de nuevo a cientos de kilómetros de Euskal Herria.
La noticia ha provocado el enfado de sus convecinos que han convocado una concentración para este domingo (13.00) en la Alameda de Ondarroa bajo el lema «Nahikure! Dispertsiorik ez! Heriotz zigorrik ez!» (Basta ya, no a la dispersión, no a la condena de muerte).
Sortu denuncia la «actitud criminal» del Gobierno español con Ibon Iparragirre
Sortu ha denunciado la actitud «criminal y miserable» que mantiene el Gobierno español hacia el preso Ibon Iparragirre quien se encuentra «gravemente enfermo».
En un comunicado, Sortu ha indicado que «obviando la cita con sus médicos que tiene este lunes en el hospital de Galdakao», Iparragirre ha vuelto a ser trasladado a la cárcel de Alcalá Meco. «Mientras, su familia ha recibido informaciones erróneas de modo que han ido de prisión en prisión para intentar visitarlo sin conseguirlo», han criticado.
Para Sortu, el caso de Ibon Iparragirre es uno de los «exponentes más claros de una política penitenciaria basada en la venganza».
«Es una muestra de la política cruel y criminal que desarrolla el PP con el afán de perpetuar el conflicto político. Actuar así con una persona gravemente enferma es sinónimo de terrorismo de Estado», ha denunciado.
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