sexta-feira, 23 de outubro de 2015
Congresso dos EUA chama Hillary para depor sobre Líbia
A pré-candidata presidencial democrata Hillary Clinton compareceu perante um Comitê especial da Câmara de Representantes estadunidense que analisará sua gestão durante o ataque ao consulado na cidade líbia de Bengazi.
Os membros do painel presidido pelo congressista republicano do estado da Carolina do Sul, Trey Gowdy, questionarão a ex-secretária de Estado (2009-2013) sobre os fatos que conduziram ao atentado de 11 de setembro de 2012, no qual morreram quatro estadunidenses, entre eles o embaixador em Trípoli, Christopher Stevens.
A polêmica sobre Bengazi roda como uma bola de neve desde então, principalmente pelo esforço dos conservadores, que insistem em afirmar que o governo esconde o que realmente ocorreu durante o acontecimento.
Hillary testemunhou no Capitólio durante seus últimos dias à frente do departamento de Estado, assumiu a responsabilidade sobre o ocorrido e se comprometeu a melhorar a proteção dos diplomatas estadunidenses no exterior.
Uma das principais acusações do Partido Republicano é que ela ordenou a retirada de uma equipe de segurança estadunidense em Trípoli quando ia viajar a Bengazi para resgatar os servidores públicos em perigo.
A ex-chefa da diplomacia negou com firmeza as acusações, enquanto em 2014 um relatório do Comitê de Serviços Armados do Senado descobriu que essa ordem não foi emitida.
A audiência desta quinta reúne total atenção da mídia, depois de ter sido divulgado, meses atrás, que Hillary usou um e-mail pessoal para questões oficiais, o que despertou a polêmica sobre supostas falhas na segurança e troca de informação confidencial.
Os democratas asseguram que tudo isto é parte do jogo eleitoral dos republicanos, que tentam a todo custo atacar a imagem de Hillary, favorita para as eleições presidenciais de 2016 e com reais possibilidades de se converter na primeira presidenta dos Estados Unidos.
Na segunda-feira, os democratas que integram o Comitê da Câmara sobre Bengazi publicaram um novo relatório de 124 páginas que resume mais de quatro dúzias de entrevistas realizadas sobre o papel desempenhado pela ex-primeira dama e ex-senadora por Nova York.
“As acusações são infundadas e não têm evidências. Não há nada nessas entrevistas que confirmem as críticas dos republicanos contra a ex-secretária de Estado”, afirmaram.
De acordo com os defensores, as entrevistas e investigações sobre o incidente na Líbia mostram que Hillary esteve profundamente comprometida durante e depois dos ataques e asseguraram que “tomou medidas para garantir a segurança e proteção da equipe dos Estados Unidos”.
Prensa Latina
Farc convidam Mujica para mediar processo de paz
O expresidente uruguaio, José “Pepe” Mujica, foi convidado pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) para fazer parte das negociações de paz realizadas em Havana, Cuba, desde 2012.
Durante uma coletiva de imprensa em Montevideo, Mujica disse que aceitou o convite, mas não esclareceu qual será seu grau de envolvimento no processo. “Como não poderia deixar de ser, me comprometi em colaborar porque entendo que isso é uma causa progressista. Conquistar a paz onde há cinquenta anos quem falam são os fuzis não é só a favor da Colômbia, é a favor da América Latina”, disse.
Mujica afirmou que o povo da América Latina merece ver a Colômbia conquistar a paz. Para ele, participar dos Diálogos de Paz em Havana é um “dever civilizatório em um mundo tão tumultuado”.
Em abril deste ano Mujica já havia falado sobre a possibilidade de ser mediador do processo de paz, no entanto, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, interveio e afirmou que a guerrilha “não teria mediadores”.
Diálogos de Paz
As negociações de paz tem avançado a passos largos e o povo colombiano vive um momento de otimismo. Recentemente o governo e as Farc firmaram um acordo que estabelece seis meses para encerrar o conflito.
Um dos negociadores da guerrilha, Iván Márquez, afirmou, na semana passada, que desta vez o processo de paz não vai fracassar, como já aconteceu outras vezes.
Do Portal Vermelho, Mariana Serafini, com informações da Telesur
Canadá pode treinar combatentes curdos para compensar a saída da coalizão contra o EI
No caso do novo governo do Canadá desistir de participar dos combates ao grupo terrorista Estado Islâmico (EI), as autoridades do país podem, como uma forma de compensação, começar a treinar combatentes curdos, disse ao Sputnik o parlamentar canadense, Adam Smith, do Partido Verde.
“A saída da campanha contra o EI possivelmente não fará bem para as relações com os EUA… Ainda veremos o nível de seriedade dos compromissos que teremos de assumir, em termos de treinamento de combatentes e envio de ajuda, para compensar a desistência da participação direta em operações militares”, disse Smith.
Segundo o político, a eficiência da operação contra o EI não será afetada após a saída do Canadá, pois a sua participação na campanha militar ela “em grande parte simbólica”.
Para manter as boas relações com os EUA, mesmo não participando mais de combates, Canadá dificilmente se distanciará da posição norte-americana sobre o conflito, explicou o parlamentar.
Esta semana, o recém-eleito primeiro-ministro do Canadá do Partido Liberal, Justin Trudeau, confirmou a sua intenção de retirada das forças aéreas do seu país do conflito militar contra o EI na Síria e no Iraque.
Os EUA, com apoio de aliados, entre estes o Canadá, realiza uma operação militar contra o EI desde o verão de 2014. A coalizão se limita a realizar ataques aéreos às posições dos terroristas, contando com o apoio em terra das forças governamentais do Iraque e da “oposição moderada” síria.
Sputniknews
Una soldado israelí llama a sus compañeros ‘manada de hembras’
Una soldado israelí tacha a sus colegas de cobardes y lamenta no haber nacido palestina, relatan este jueves medios israelíes.
"Siempre deseé haber nacido palestina para ser esposa o hermana de uno de esos jóvenes héroes palestinos, ya que solo así hubiera podido sentirme mujer. Durante mi servicio militar en el ejército israelí, nunca he tenido esa sensación, porque en el ejército israelí no hay ni un solo hombre, sino que me encuentro en una manada de hembras donde no hay más que cobardes", publica la agencia palestina Paltimes, citando declaraciones de la militar israelí recogidas por el portal web hebreo Rotter.
En la misma línea, el diario israelí Israel Hayom refleja un reciente caso de huida de soldados israelíes en un enfrentamiento con palestinos, calificándolo de “vergonzoso”.
De hecho, el experto militar del rotativo Yoav Limor dice no conocer incidente más vergonzoso en toda la historia del ejército del régimen israelí que el ocurrido durante un ataque de represalia palestino en la ciudad de Beer Sheva, en el sur de los territorios ocupados palestinos.
Limor arremete contra los soldados huidos del palestino que los atacó —logrando matar a uno de ellos y dejando a varios heridos— y se pregunta cómo se puede explicar que escapen supuestas fuerzas de élite de una sola persona armada de una pistola.
El pasado domingo, un video captado por las cámaras de seguridad sacó a la luz pública el momento en que el palestino en cuestión llega con una pistola, dispara a un soldado, le roba su arma y tirotea con ella a varios de sus compañeros, mientras los demás militares israelíes huyen del lugar de los hechos.
Las tensiones entre los palestinos y los israelíes se han desatado en fechas recientes tras una nueva serie de profanaciones de la Mezquita Al-Aqsa, en Al-Quds (Jerusalén).
Al menos 53 palestinos han muerto desde el 1 de octubre como consecuencia de los ataques perpetrados por el régimen de Israel en la ocupada Cisjordania, la ciudad de Al-Quds y la Franja de Gaza.
mkh/mla/mrk - HispanTv
Obama veta ley para envío de armas a opositores armados en Siria
Miembros de un grupo armado reciben entrenamiento militar en Siria.
El presidente de EE.UU., Barack Obama, veta que el presupuesto de Defensa de 2016 de EE.UU. asigne fondos al envío de armas letales a Ucrania y a los opositores alzados en armas en Siria.
En declaraciones a los periodistas hechas antes de firmar el veto en su escritorio, Obama ha señalado este jueves que la llamada Ley de Autorización de Defensa Nacional (NDAA por sus siglas en inglés), con un monto total de 612.000 millones de dólares, "desgraciadamente se queda corta" en áreas clave.
"Mi mensaje es muy sencillo: tenemos que hacer esto bien", ha declarado Obama, agregando que la iniciativa aprobada por el Congreso de Estados Unidos, a pesar de contener “cosas buenas”, desperdicia dinero en programas inútiles.
El mandatario también ha lamentado que algunas disposiciones de esta ley prohíban las transferencias de presos de Guantánamo al territorio estadounidense, haciendo así imposible la clausura de la prisión.
Se espera que los republicanos se esfuercen por celebrar una nueva votación sobre la ley en el Congreso para alcanzar el apoyo de dos tercios de los congresistas que permitiría neutralizar este veto presidencial, que ya había prometido la Casa Blanca.
Es la quinta ocasión en que Obama utiliza su poder de veto desde que asumió la Presidencia de Estados Unidos, sin que el Congreso haya logrado hasta ahora invalidar ninguno de sus vetos.
Además del apoyo armamentístico al Gobierno de Kiev, la por ahora abortada ley fijaba una partida de 600 millones de dólares para el fracasado programa de entrenamiento de los opositores armados en Siria.
rba/mla/mrk - HispanTv
‘Príncipe saudí obliga a empleadas a presenciar su abuso sexual’
El príncipe saudí Majed Abdulaziz Al Saud.
Después de que la Justicia estadounidense decidiera no presentar cargos por delitos sexuales contra un príncipe saudí, este vuelve a enfrentarse a escandalosas nuevas acusaciones de la misma índole.
Según los documentos judiciales recogidos esta semana por el diario británico Dailymail, Majed Abdulaziz Al Saud, de 29 años de edad, está acusado de retener contra su voluntad a tres empleadas en su lujosa mansión de 37 millones de dólares en Wallingford Drive, en Beverly Hills (California) y obligarlas a presenciar sus relaciones sexuales con un joven escolta.
Los hechos tuvieron lugar en dos fiestas celebradas el 21 y 22 de septiembre con la participación de los escoltas personales del imputado, que había consumido cocaína y alcohol.
Una de las mujeres ha denunciado que, antes de las fiestas, el príncipe les gritó con un tono amenazante: “Mañana voy a celebrar una fiesta con ustedes y voy a hacer todo lo que quiera o las mataré”.
Mansión alquilada por el príncipe Majed Abdulaziz Al Saud en Beverly Hills.
Las mujeres han denunciado que trataron de huir de la mansión, pero fueron encerradas por los ayudantes del miembro de la casa reinante en Riad.
Además, estas empleadas, casadas y con hijos, se quejan de no haber recibido sus salarios por trabajar al servicio del príncipe.
El pasado lunes, la Oficina del Fiscal del Distrito del Condado de Los Ángeles anunció que no presentará cargos delictivos contra el príncipe saudí, que ya fue arrestado el mes de septiembre por agredir sexualmente a otra mujer pero fue puesto en libertad un día después de su arresto, una vez pagada una fianza de 300 mil dólares.
rba/mla/mrk - HispanTv
EE.UU. baraja desplegar sus Fuerzas Armadas en Siria
Varios altos cargos militares de EE.UU. promueven la idea de desplegar las Fuerzas Armadas norteamericanas en Siria con el fin de crear zonas seguras para "proteger a la población civil".
Las autoridades militares norteamericanas han aumentado la presión sobre el presidente Barack Obama con el fin de que el mandatario tome medidas más contundentes en la cuestión siria, publica el periódico 'The New York Times'. De este modo, el pasado lunes tuvo lugar una "tensa" reunión en la Casa Blanca, en la cual algunos funcionarios de alto rango, incluido el secretario de Estado John Kerry, promovieron la idea de desplegar las Fuerzas Aéreas norteamericanas en el Estado árabe con el fin de establecer zonas seguras que "protegerían a los sirios de las acciones militares". Por otra parte, se volvió a plantear la cuestión de la zona de exclusión aérea en el país.
Las zonas seguras para la población civil podrían ubicarse en la frontera de Siria con Turquía y Jordania, según se debatió en la reunión donde estuvo presente también el secretario de Defensa Aston Carter, pero no participó Obama. Los participantes presentaron algunas variantes de esas zonas, incluidas áreas seguras exclusivamente para la ayuda humanitaria o las que proporcionarían protección a las fuerzas opositoras sirias aliadas con Washington.
Sin embargo, para establecer dichas zonas son necesarios amplios recursos bélicos, como personal militar y gran cantidad de aeronaves. En la reunión se destacó que la implementación de esta idea generaría una escalada significativa de presencia aérea estadounidense en la región, escribe el periódico citando a varios funcionarios en condición de anonimato. Sin embargo, los escépticos destacan que es poco probable que Obama cambie su postura de no aumentar la presencia militar en Siria, mientras que dentro del Pentágono también hay voces que están en contra de la idea propuesta.
Actualidad RT
'Game over': Rusia ha irrumpido en la "fiesta clandestina" de la OTAN en Siria
Con su operativo antiterrorista en Siria, Rusia ha socavado los planes de Occidente para cambiar el régimen en el país árabe y ha revelado lo que ha venido ocurriendo desde hace cuatro años en la zona donde los países de la OTAN operaban en la sombra, destacan los expertos.
El encuentro del presidente sirio Bashar al Assad con el presidente ruso Vladímir Putin en Moscú este martes es una muestra más de que Rusia asume el liderazgo en la escena internacional al modificar una situación que se estaba prolongando sin que se obtuvieran resultados reales, escribe el periodista de investigación y fundador de 21CenturyWire.com Patrick Hemmingsen en un nuevo artículo para RT en inglés.
Henningsen explica que esta falta de resultados se debe a la gran cantidad de "actividad clandestina" que ha estado ocurriendo en la zona, "no solo en Siria, sino también en Turquía, en Jordania, en el norte de Irak".
En opinión del experto, si EE.UU. y Occidente realmente quisieran hacer frente a la amenaza terrorista, "trabajarían con el Gobierno de Al Assad, trabajarían con el Gobierno en Damasco, porque esa es la fuerza terrestre que tiene la mayor parte de la inteligencia sobre el terreno y la mejor capacidad de detectar objetivos, reunir inteligencia y actuar" sobre esta base.
"Eso es lo que está haciendo Rusia: trabajar con el actor clave con el que tiene que trabajar", señala el autor del artículo.
"¡Se acabó la fiesta! ¿Quién va a limpiar este desastre?"
Por su parte, prosigue el analista, "EE.UU. puso todas sus fichas de póquer en un lado de la mesa desde el principio... al insistir en el cambio de régimen en Damasco, que es básicamente una extensión de lo que Washington ha logrado en lugares como Irak o Libia: el cambio de régimen por la fuerza".
"Creen que pueden hacerlo de nuevo y se ha demostrado ser todo un reto. De hecho, ha sido un completo fracaso en esta ocasión", escribe Henningsen, aunque recuerda que esto no quiere decir que la clandestinidad o "la guerra de poder" entre la OTAN y Rusia en Siria no continúe.
"Rusia básicamente ha irrumpido en una fiesta clandestina –si desean utilizar esa metáfora– que se ha estado celebrando desde hace cuatro años y en la que países como EE.UU., al igual que Turquía, Jordania, al igual que los países de la OTAN, incluidos el Reino Unido y Francia, han podido operar más o menos en las sombra", enfatiza el analista. "Rusia básicamente ha irrumpido, encendido las luces y dicho: '¿Miren, ¿quién va a limpiar este desastre?'", ha insistido.
"Corremos el peligro de perder un Estado nación aquí; corremos el peligro de sufrir más pérdidas tremendas de vidas; más refugiados que huyan de la zona de batalla. Y Rusia viene a encender las luces y dice: "¡Bien, se acabó la fiesta! Vamos a... atacar ahora. Vamos a trabajar con Damasco. Vamos a hacer frente a esto", apunta el experto, añadiendo que en Washington están molestos y todavía "tienen rabietas" por esta situación.
La intervención rusa en Siria, 'game over' para los planes occidentales
A su vez, el periodista y analista político Neil Clark considera que, gracias a la actuación rusa, "en las últimas tres semanas hemos visto un cambio radical en la situación en Siria", que podría "significar 'game over' para los planes occidentales de cambio de régimen en ese país".
A su juicio, lo que ha hecho ahora Moscú ha sido revelar "el farol de Occidente de una manera espectacular", pues los ataques rusos "han hecho más daño al Estado Islámico en dos o tres semanas que EE.UU hizo en más de un año".
Actualidad RT
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
Império do Caos em total pandemônio
Pepe Escobar, Sputnik News - Tradução: Vila Vudu
A zona aérea de exclusão já existe na Síria. É controlada pela Rússia e Washington não tem como invadi-la ou interferir nela.
A OTAN está desesperada. O Pentágono está desesperado. Imaginem acordar um dia em Washington e Bruxelas, só para descobrir que a Rússia tem a capacidade técnica necessária para invadir e desarticular – detectar, rastrear, desabilitar, destruir – todo o equipamento eletrônico da OTAN numa área de 600 km sobre a Síria (e o sul da Turquia).
Imaginem o pesadelo de ter o radar russo Richag-AV invadindo e desarticulando camada após camada e o sonar invadindo e desarticulando todos os sistemas montados em helicópteros e navios, desarticulando tudo que haja por ali, rastreando e localizando toda e qualquer fonte existente de radiação eletromagnética. Não só na Síria, mas também na Ucrânia.
O tenente-general Ben Hodges, comandante das unidades do Exército dos EUA na Europa, foi forçado, mesmo, a descrever as capacidades russas para guerra eletrônica na Ucrânia como "descomunais" [orig. eye-watering]."
Por sua vez, colhida no fogo cruzados como patas chocas ou galinhas sem cabeça, aquele gigantesco porta-aviões ideológico conhecido como USS Think-Tank-e-lândia foi deixado lá, para fazer o que conseguisse das quatro vias que sobraram para que Washington "alcance suas metas" na Síria.
A primeira via é a contenção – exatamente tudo que o governo Obama fez até hoje. A receita foi proposta de cima abaixo pela Brookings Institution: "conter as atividades deles dentro de estados falhados ou quase falhados é a melhor opção para o futuro previsível."
Mas isso, argumenta a Think-Tank-e-lândia, "esmagaria a oposição popular" na Síria. Problema, aí, é que não existe "oposição popular" na Síria; só existe o governo em Damasco ou o poder dos bandidos salafistas de ISIS/ISIL/Daesh.
A segunda via é a favorita dos neoconservadores e neoliberais conservadores dos EUA: armar a já muito armada 'oposição'. Essa 'oposição' vai dos curdos do YPG – que realmente combatem em solo contra ISIS/ISIL/Daesh – à Frente al-Nusra, codinome al-Qaeda na Síria e seus parceiros salafistas. Claro que a Frente Al-Nusra, codinome al-Qaeda na Síria, foi rebatizada na av. Beltway em Washington de "rebeldes moderados". Assim sendo, essa via significa na prática que a Casa de Saud armará a al-Qaeda que lutar sob a proteção aérea dos jatos norte-americanos.
É puro teatro do absurdo à maneira de Ionesco. E acrescente-se o fato de que aqueles pirados apocalípticos que passam por "clérigos" na Arábia Saudita, além da Fraternidade Muçulmana, já declararam Jihad contra a Rússia.
A terceira via possível não vai a lugar algum: Washington alia-se com "Assad tem de sair" e o Irã – para nem falar de Rússia – em combate à vera para acabar com o ISIS/ISIL/Daesh. Obama se autoencurralou há muito tempo, com a conversa de "Assad tem de sair", o que significa que permanece imobilizado até hoje num ippon autoinfligido.
A quarta via é o sonho molhado dos neoconservadores: mudança de regime completada, em teoria, pelo que tenho chamado de Coalizão dos Oportunistas Finórios (COF), como no caso dos sempre abraçados CCG-OTAN, com a Turquia no papel de principal vedete e ataques aéreos norte-americanos atachados, mais todos aquele milhares de "moderados rebeldes" treinados pela CIA que capengariam até Damasco. Como se a campanha russa nem existisse.
De fato, para a mídia-empresa norte-americana, é como se o perfeito e consistente massacre – não alguma 'contenção' – que os russos estão aplicando nos quadros do "Califato" durante as três últimas semanas não estivesse acontecendo. Começou como húbris, virou terrível embaraço e agora há é omissão total.
O diktat do governo Obama de "Assad tem de sair" também se metamorfoseou numa versão alucinada de negação sem negativa. É absolutamente óbvio hoje que a campanha aérea russa, muito mais que ISIS/ISIL/Daesh, destruiu todo o jogo imperial por todo o "Siriaque": a mesma velha mistura de mudança de regime, balcanização, criar e conservar estados falhados, "isolar" a Rússia.
Sobretudo, e ao contrário da atual reencenação da mitologia afegã – onde, por falar nisso, os Talibã continuam a vencer a Mais Longa Guerra Norte-americana – a Síria não será algum novo sorvedouro, como foi sorvedouro de soviéticos. Ao contrário: enquanto no Afeganistão nos anos 1980s funcionou a jogada imperial de usar jihadistas salafistas contra governo secular, como também funcionou quando a OTAN converteu a Líbia em estado falhado, hoje Moscou está fazendo a engenharia reversa daquele processo: está esmagando salafistas-jihadistas em solo, associada a governos seculares.
Ou é (bombardeio) do nosso jeito, ou caiam fora
Com o que chegamos ao Iraque.
Semana que vem, o Parlamento do Iraque decidirá se solicita ajuda dos jatos russos na sua luta contra ISIS/ISIL/Daesh. Mowaffak al-Rubaie, ex- conselheiro de segurança nacional do ex-primeiro-ministro Nouri al-Maliki, está convencido de que a solicitação será aprovada – apesar de enfrentar a oposição sunita e de parte dos curdos iraquianos.
Para avaliar o pânico que consome Washington, basta lembrar que o novo comandante do Estado-maior do EUA, general de Marinha Joseph Dunford foi obrigado a voar até Bagdá, para garantir que nada disso aconteça. Nas palavras de Dunford, o Pentágono consumiu-se em "angústia" quando o primeiro-ministro do Iraque Haider al-Abadi referiu-se àquela votação no Parlamento.
A "angústia" deve permanecer. Tudo, aí, tem a ver com esferas de influência imperial. Um resultado "sim" no Parlamento do Iraque significa a Força Aérea Russa trabalhando com dados de inteligência recolhida em solo por milícias xiitas como Badr Corps e Asa'ib Ahl al-Haqq, para destruir posições do falso "califato". Geopoliticamente, um resultado "sim" no Parlamento iraquiano significa humilhação máxima – depois de todos aqueles elaborados planos de multrilhões de dólares para o "Oriente Médio Expandido" que a Operação Choque e Pavor em 2003 deveria ter posto em movimento.
A prescrição da USS Think-Tank-e-lândia para remediar toda a confusão na Síria é promover a OTAN, tipo "enviem toda a ajuda necessária" para "proteger" a Turquia, coitada.
O sultão Erdogan parece estar a um passo de lucrar com um plano de 3 bilhões de euros concebido pela chanceler Merkel para "encorajar" a Turquia a manter em seu território potenciais migrantes sírios condenados a invadir pacificamente a União Europeia. Assim o sultão terá pavimentado o caminho para, afinal, ser "aceito" no longo prazo, como membro da UE.
Problema é que o sultão Erdogan não só apoia o ISIS/ISIL/Daesh como ferramenta para mudança de regime, mas também já reiniciou sua guerra contra os curdos do [partido] PKK, aliados dos curdos do YPG, os quais, objetivamente, são aliados de Washington.
Nem essa configuração consegue impedir que o USS Think-Tank-e-lândia aconselhe que a OTAN implante uma zona aérea de exclusão ao longo da fronteira turco-síria, a ser apoiada por soldados de EUA, Turquia, Grã-Bretanha e França.
Governo dos EUA em Washington, alô-alô, estamos com um problema mesmo. Essa zona aérea de exclusão já existe. Quem manda ali é a Rússia. E vocês não conseguirão penetrar naquelas redes eletrônicas.
Rápida recapitulação, para encerrar: o Império do Caos destrói o Iraque; cria as condições para a emergência de uma constelação de salafistas jihadistas, da al-Qaeda no Iraque a essa criatura frankenstênica, o ISIS/ISIL/Daesh; não põe a mão no petróleo (lembram-se do "Somos a nova OPEP?" de Wolfowitz); tenta durante quatro anos destruir a Síria, e fracassa; e, no fim, a Rússia reinstala sua própria esfera de influência no Oriente Médio, como a verdadeira potência que combate contra o salafi-jihadismo em todo o "Siriaque".
Se isso é o que se faz passar por planejamento imperial, com certeza o Império do Caos não precisa de inimigos.
Bolivia transforma una base militar de EEUU en un aeropuerto internacional público
El presidente de Bolivia, Evo Morales, inauguró la noche del sábado el aeropuerto internacional de la localidad de Chimoré, que fue denominado “Soberanía”, debido a que antes del 2006 el régimen político de Estados Unidos utilizó esos predios como base militar.
“Si esta era la base militar de Estados Unidos, desde aquí se violaba la soberanía y la dignidad del pueblo boliviano, tomando en cuenta algunas opiniones de algunos compañeros, yo quisiera que nuestro aeropuerto se llame aeropuerto internacional Soberanía, porque nuestra lucha ha sido por la soberanía”, manifestó en un masivo acto.
Morales sostuvo que la terminal áerea merece el denominativo de “Soberanía”, porque fue constituido en un predio liberado de una usurpación que hizo que se convirtiera en una propiedad de EEUU.
El mandatario recordó que el gobierno norteamericano se apropió del lugar en las décadas de los años 80 y 90 para aplicar los llamados “Plan Trienal” y “Plan Quinquenal”, entre otros, que tenían como objetivo erradicar la hoja de coca del Chapare.
Detalló que el control norteamericano en el lugar llegó a tales extremos que incluso el Fiscal General de EEUU, Eguin Messer III, y el jefe de la Administración para el Control de Drogas (DEA, por su sigla en inglés), Jhon Lein, con 45 militares arribaron a sus instalaciones el 12 de abril de 1988.
“Lo peor es que como vino el fiscal general de Estados Unidos con el jefe de la DEA organizaron una reunión en Chimoré y estaba el Ministro del Interior, que ahora se llama Ministro de Gobierno, y de la reunión le botaron”, aseveró.
Estableció que ese hecho de violación del espacio territorio boliviano, no fue el único perpetrado por EEUU, porque dos jefes del Comando Sur norteamericano, Lawson Magruder y Charles Wilhem, inspeccionaron la base militar de Chimoré en 1996 y 1999.
En ese contexto, Morales dijo que esos hechos se constituyeron en su criterio en vulneraciones a la soberanía nacional, porque mencionó que si se revisa los archivos del ex Congreso Nacional se constatará que los efectivos militares de EEUU nunca tuvieron permiso para ingresar al país.
Manifestó que el control norteamericano del lugar era tan extremo que incluso las autoridades nacionales tenían que pedir permiso a la Embajada de EEUU para pisarlo.
El jefe de Estado dijo que la situación comenzó a cambiar en el año 2000 por una importante unidad del pueblo, especialmente el sector cocalero, y una lucha sindical y social e incluso electoral que consiguió expulsar a los militares norteamericanos tanto de Chimoré como del país.
“Después (…) ya no tuvimos que pedir permiso a la Embajada de Estados Unidos para entrar a Chimoré y más bien a este aeropuerto cuando era pequeñito llegaron el compañero Hugo Chávez y Luiz Inacio Lula Da Silva llegó aquí. Imagínense como fue ese cambio profundo gracias a la lucha social”, relievó.
La construcción del aeropuerto fue adjudicada en septiembre de 2011 al Consorcio Constructor Chimoré, conformado por las empresas Segud, Unsico y Petrosur, bajo la modalidad “llave en mano”.
La obra fue ejecutada con una inversión de 36 millones de dólares y cuenta con una pista de 4 kilómetros de largo por 60 metros de ancho, plataforma, un edificio terminal de pasajeros de 5.100 metros cuadrados y una torre de control, entre otras dependencias.
YVKE Mundial
Dr. Fantástico está nu
U.S. General Philip Breedlove. © Ciro De Luca / Reuters
Pepe Escobar, RT - Tradução: Vila Vudu
Todo o Sul Global já está informado sobre como a campanha russa na Síria esmagou rapidamente todos os elaborados planos do Excepcionalistão para um "Oriente Médio Expandido"
Esses planos recobrem tudo, desde a Doutrina Wolfowitz até o imperativo categórico do Dr. Zbig "Grande Tabuleiro de Xadrez" Brzezinski que mandava impedir que surgisse qualquer competidor estratégico na Eurásia.
Mas o subtexto é ainda mais intrigante. O Pentágono não anteviu coisa alguma, nada, do que viria. E o pessoal lá está aterrorizado ante as consequências inevitáveis.
O pânico era palpável na fala do Dr. Fantástico, digo, Dr. Strangelove, digo, general Breedlove, codinome Breed-amor/ódio, comandante da OTAN, o homem que, uma vez por semana, anuncia que a Rússia está invadindo a Ucrânia.
Por mais que todos saibam que se trata de analista proverbialmente fracassado em suas análisis geopolíticas – para ele, a Rússia existe para boicotar as operações de EUA plus 'coalizão' na região –Breedamor/ódio está, muito, muito intrigado ante os novos, jamais vistos, intrincados estratos da rede de defesa da Rússia.
Nas palavras dele: "Estamos um pouco preocupados com outra bolha A2/AD que venha a ser criada no Mediterrâneo Oriental."
Em pentagonês, A2/AD significa área de acesso impedido/negação de acesso [ing. anti-access/area denial].
Tradução: um mix de mísseis terra-ar e mísseis antinavios a serem localizdos de modo a impedir que qualquer ator entre ou cruze determinada área.
Breed-amor/ódio chega ao ponto de admitir que se trata da "terceira área russa de acesso negado" na Europa. A primeira, nos países bálticos – a partir da base em Kaliningrado. A segunda – com base na Crimeia – cobre o Mar Negro. Nas palavras do próprio general Breed (etc.): "Os mísseis cruzadores deles cobrem todo o Mar Negro; e os mísseis da defesa aérea deles alcançar 40-50% do Mar Negro."
E ele está convencido de que a distribuição dessas "capacidades muito sofisticadas de defesa aérea" não aconteceu para livrar a Síria da constelação salafista-jihadista. Trata-se de "alguma outra coisa".
E a questão sobre "alguma outra coisa" é que o Pentágono sabe do que se trata, mas não pode admitir publicamente. No máximo, neoconservadores e neoliberais conservadores podem converter a própria apoplexia em estridentes demandas de aumento no orçamento do Pentagono, ou para obrigar Obama a manter soldados norte-americanos no Afeganistão, para sempre –, quando qualquer observador bem informado já duvida que algum dia sejam retirados de lá.
Aqui se vê uma pequena amostra de como o campo de batalha foi completamente reformatado.
Mas, mais uma vez, o que realmente virou o jogo foi o show dos 26 mísseis cruzadores Kalibr-NK lançados pela frota Russa no Mar Cáspio contra 11 alvos salafistas-jihadistas a 1.500km de distância, todos destruídos.
Breed-amor/ódio nunca poderá admitir que a "mensagem" dos cruzadores do Cáspio foi dirigida à OTAN. Os Kalibr-NK voaram pelos espaços aéreo de Irã e Iraque, a altitude máxima de 100m – para nem falar da velocidade dos drones dos EUA.
Tradução: tudo foi feito para mostrar a absoluta irrelevância de todos os multibilionários e elaborados planos para a defesa de mísseis instalada na Europa Oriental. Lembrem-se daqueles mísseis norte-americanos que seriam disparados contra a "ameaça iraniana".
A OTAN também está apavorada ante a evidência de que seu software estado da arte C4i – para comando, controle, comunicações, computadores e inteligência – foi totalmente desarticulado por tecnologia russa, em toda a Síria e também no sul da Turquia. Essencialmente, reduzidos a patas chocas. Imagine cenário semelhante, muito amplificado numa hipotética guerra em solo europeu na disputa pela Ucrânia – a guerra que os neoconservadores comicham de vontade de iniciar.
Também temos A2/AD
Não surpreende que os sucessos militares traduzam-se, em termos de opinião pública, fabulosas RP para a Rússia. Vejam lá, Putin o Hajji, no Iraque. Incidentalmente, se alguém realmente quer saber como o 'Excepcionalistão' destruiu o Iraque antes – criando condições para o surgimento da Al-Qaeda no Iraque e depois do ISIS/ISIL/Daesh – esqueçam de Claire Danes em Homeland e assistam: Iraq Year Zero [Iraque Ano Zero], filme de Abbas Fahdel, que chegará aos cinemas na França ano que vem.
Quanto à gritaria non-stop na mídia-empresa nos EUA, se isso aí é o melhor que 'Putinologistas' norte-americanos têm a oferecer, o Kremlin não precisa de inimigos.
[Tuíto (aqui traduzido)]
George Galloway @georgegalloway
Popularidade de Putin atinge quase 90% dos entrevistados que aprovam o modo como ele está conduzindo os eventos. Mas uma história de sucesso da OTAN!
3:21 PM - 23 Jul 2015
Enquanto isso, no front econômico, aumenta a demanda doméstica pelo petróleo russo. Significa que a Rússia, lenta mas firmemente, está-se mudando, de economia de importação, para centro de manufatura, substituindo as importações de EUA e UE, rumo à autossuficiência e focada na expansão do crédito interno para investimentos produtivos. Os sucessos militares são mensagem de "Ninguém se meta conosco", incluída num complexo processo de transformação econômica.
Além disso, as importações chinesas de petróleo cresceram 8% de janeiro a setembro, anos após ano – especialmente para os setores petroquímico e de transporte, o que supera qualquer aparente redução no uso do petróleo industrial. Semana que vem acontece o anúncio crucial do próximo plano quinquenal dos chineses. Não, não, a China não só não está à beira da bancarrota, como a parceria estratégica China-Rússia continua em expansão.
Pequim acompanha em detalhe as "mensagens" que a Rússia envia na Síria. E não esqueçamos que, no departamento A2/AD, a China tem seu próprio conjunto de mensagens, inclusive o explode- bunkers DF15B, o DF-16 com alcance de mil quilômetros, e o DF-21D "carrier killer" – alcance de 2.500 quilômetros e com capacidade para transportar uma ogiva nuclear.
Podem contar com reunião de almoço, todos nus, do Dr. Fantástico e os patrões dele na Avenida Beltway.
Putin reforça a mão de Assad, antes de conversações de paz
M.K. Bhadrakumar, Asia Times Online - Tradução: Vila Vudu
SOCHI – O repentino, inesperado encontro entre o presidente Vladimir Putin da Rússia e o presidente Bashar al-Assad da Síria, em Moscou, n 3ª-feira passada, teve a ver com a ação diplomática para iniciar um processo político, segundo destacados especialistas russos aqui em Sochi.
Um dos mais importantes diplomatas russos, embaixador Alexander Aksenyonok (que trabalhou nas negociações para os acordos de Dayton), disse que Moscou tem interesse numa solução política na Síria "o mais rapidamente possível – e essa será também nossa estratégia para sair de lá."
Segundo todos os relatos, a reunião em Moscou na 3ª-feira transcorreu em atmosfera excepcionalmente calorosa, amistosa; e Assad viajou imediatamente depois de receber o convite de Putin. Os dois presidentes mantiveram conversações em nível de delegação, e também uma reunião limitada.
A transcrição oficial do Kremlin cita Putin, falando a Assad: "Sobre a questão de um acordo para a Síria, nossa posição é de que resultados positivos nas operações militares são a base para construam acordo de longo prazo baseado num processo político que envolva todas as forças políticas, grupos étnicos e religiosos."
Putin acrescentou: "Na verdade, é o povo sírio, e só ele, quem deve ter a palavra final nesse assunto. A Síria é nação amiga da Rússia, e estamos prontos a dar nossa contribuição, não só nas operações militares e na luta contra o terrorismo, mas também para o processo político. Faremos tudo isso, claro, em íntimo contato com as demais potências globais e com os países da região que desejem ver acordo pacífico que ponha fim a esse conflito".
Consideradas no todo, as observações de Putin devem pôr fim a quaisquer noções fantasiosas (ou mal-intencionadas) disseminadas pelos adversários detratores no ocidente e na região, segundo as quais a Rússia estaria se aproximando da ideia de que Assad teria de sair para abrir caminho para um novo governo na Síria.
Bem ao contrário, a reunião da 3ª-feira no Kremlin reforça os laços já fortes que unem os dois países e os dois presidentes. Na verdade, a recepção de 'tapete vermelho' preparada pelo Kremlin para dar boas-vindas a Assad – tudo deliberadamente planejado, é claro – deixou muita gente em Washington com as penas arrepiadas, como era previsto. O porta-voz da Casa Branca lamentou abertamente que [a reunião] "desmente o que os russos dizem sobre transição política na Síria".
Como se poderia esperar, também causou algum desconforto em Washington que Putin tenha decidido agendar a reunião com Assad exatamente no mesmo dia em que EUA e Rússia firmavam memorando de entendimento para prevenir incidentes aéreos na Síria.
Assim também, o timing da reunião de Putin e Assad, apenas poucos dias antes do início das conversações tripartites em nível ministerial, entre EUA, Rússia, Turquia e Arábia Saudita, na 6ª-feira, em Viena, também carrega seu próprio simbolismo.
De fato, Putin falou ao telefone com o presidente Recep Erdogan da Turquia, com o rei Salman da Arábia Saudita, com o presidente egípcio Abdel Fattah el-Sisi e com o rei Abdullah II da Jordânia, na 4ª-feira, para informá-los dos "resultados das conversações" com Assad na noite anterior.
Tudo considerado, portanto, a visita de Assad a Moscou assinala, em termos políticos, o início da avançada diplomática chefiada por Putin, para resolver a questão síria. Impulso robusto dos russos para uma reunião das potências exteriores com influência na Síria, para que todas voltem às negociações que agora se podem esperar para a reunião em Viena, da qual participará o ministro Sergey Lavrov, das Relações Exteriores da Rússia.
Por outro lado, as conversas de Putin com os líderes turco e árabe, para atualizá-los sobre suas conversas com Assad transmitem mensagem forte de que, na avaliação dos russos, Assad continua em ativo comando como chefe do Estado sírio; é protagonista inafastável de qualquer processo político; e seus interesses não podem ser ignorados em qualquer processo político. Sem sombra de dúvida, a realidade em campo é também que a ação a Força Aérea da Rússia, no combate contra os terroristas, fortaleceu o governo sírio.
Enquanto isso, a Turquia assistirá com crescente mal-estar aos relatos recentes que sugerem que os sírios curdos podem brevemente inaugurar um 'escritório' em Moscou. Alto especialista em Oriente Médio, Vitaly Naumkin, Diretor do Instituto de Estudos Orientais da Academia de Ciências da Rússia, disse aqui em Sochi na 4ª-feira, que os sírios curdos têm esperança de ter entidade deles em seus territórios tradicionais na parte norte do país, mas que a linha a não ultrapassar para negociadores sírios e árabes será preservar a unidade do país a qualquer custo e, daí, portanto, o papel da Rússia será de 'mediadora'.
Mas a impressão que persiste é que Moscou sente-se cada dia mais exasperada ante o jogo duplo dos turcos na questão síria. Pode ser o caso de a Turquia ter afinal captado a mensagem e pode estar cautelosamente modificando sua posição sobre Assad.
Alto funcionário turco disse em Ancara, na 2ª-feira, que a Turquia está disposta a aceitar uma transição política pela qual Assad permanece no poder por seis meses, antes de deixar o governo. Bem evidentemente, a Turquia percebeu que se meteu num beco sem saída, dado que seria impossível não se dar conta de que confronto direto com a Rússia seria movimento arriscado demais.
Quanto à Arábia Saudita, já está superdistendida no Iêmen e não é provável que se interesse por desagradar Moscou e manter o apoio a grupos armados que se opõem a Assad. No máximo, talvez mantenha o fluxo de dinheiro. Seja como for, a especulação sobre a Arábia Saudita estar-se organizando para um replay da 'Jihad afegã' dos anos 80s, agora na Síria, nos próximos meses, está muito fora dos limites de qualquer possibilidade.
Mais uma vez resta saber se o rei Abdullah da Jordânia, que há um ou dois anos trabalha para construir laços com o Kremlin, deixará que o território da Jordânia seja usado como rota para enviar armas para grupos terroristas na Síria.
Ao contrário do que diziam relatos iniciais, a Jordânia não participará das conversações em Viena na 6ª-feira, apesar de o secretário de Estado dos EUA John Kerry ter mencionado o país como um dos convidados. Dada a decisão dos EUA de fechar seus campos de treinamento para terroristas sírios (e outros), é perfeitamente possível que a Jordânia esteja silenciosamente caindo fora da empreitada síria.
Interessante: o embaixador do Irã na Rússia Mehdi Sanaei revelou aqui em Sochi que o poderoso presidente do Parlamento do Irã [Majlis], Ali Larijani, estará em Moscou no próximo final de semana em visita oficial. Sem dúvida, as conversações entre Larijani e os russos serão dedicadas à Síria.
Mais uma vez, o timing da visita de Larijani a Moscou é balde de água fria sobre a especulação segundo a qual Rússia e Irã teriam interesses opostos na Síria. Têm-se ouvido recentemente especulações de que Moscou estaria querendo desistir de Assad, mas Teerã insistiria em que Assad permaneça e conversas desse tipo. A reunião de 5ª-feira no Kremlin acaba com essas especulações – pelo menos por enquanto.
E já começa nova especulação, segundo a qual Assad ter escolhido Moscou para sua primeira visita ao exterior desde o início dos confrontos na Síria há quatro anos, seria sutil mensagem ao Irã, de que quem manda é a Rússia. Mas, como a visita de Larijani comprova, a verdade é que Rússia e Irã trabalham em estreita coordenação na questão síria.
Na reunião em Moscou, na 3ª-feira, Assad manifestou claramente a Putin sua avaliação sobre a ação da Rússia de "ter-se integrado às operações militares, como parte da frente comum contra o terrorismo". Evidentemente, Assad nada disse sobre a composição da "frente comum", mas fato é que nem precisava dizer, quando é amplamente sabido que o Irã, ali, é constituinte chave.
Comandantes do Estado Islâmico propõem tréguas ao exército da Síria
Diversos comandantes de grupos terroristas na Síria começaram a propor negociações particulares de trégua às forças governamentais do país, que avançam cada vez mais sobre suas posições, informou à imprensa nesta quinta-feira, 22, o alto representante do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, coronel-general Andrei Kartapolov.
"Alguns comandantes de campo estão começando a contactar unidades do exército sírio com propostas particulares de paz e negociações" – disse Kartapolov.
Ele revelou ainda que o exército sírio bloqueou e está se preparando para entrar nos povoados de Salma e Sirmania, na província de Lataquia.
Nas palavras do general, nas regiões montanhosas dessa província, tropas de assalto das forças sírias e de milícias populares aliadas ao governo estão realizando trabalhos de busca para revelar pontos fracos de defesa e neutralizar postos de tiro dos terroristas.
Sputniknews
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